terça-feira, 10 de novembro de 2009

Liturgia - 11 de novembro - SÃO MARTINHO DE TOURS, Bispo












SÃO MARTINHO DE TOURS, Bispo

Cor litúrgica: Branco

Ofício da memória
Liturgia das Horas: 1442-1643-1047
Oração das Horas: 1433-1523-1071

Leituras: Sb 6,1-11 – Sl 81(82) – Lc 17, 20-25
“Levanta-te e vai, a tua fé te salvou.”
O samaritano estava livre dos liames da lei. Ele volta para agradecer a Deus, manifestando assim seu agradecimento.

São Martinho de Tours, morreu em Cades no dia 8 de novembro de 397. Depois de partilhar suas próprios vestes com Cristo na pessoa de um pobre, recebeu o batismo e levou uma vida solitária sob a influência de Santo Hilário de Poitiers. É considerado o grande iniciador do monaquismo na Gália. Eleito bispo de Tours consagrou-se à evangelização do interior, fundando as primeiras paróquias rurais.





"Senhor, se o vosso povo precisa de mim, não vou fugir do trabalho. Seja feita a vossa vontade", dizia Martinho, bispo de Tours, aos oitenta e um anos de idade. Ele despertou para a fé quando ainda menino e depois, mesmo soldado da cavalaria do exército romano, jamais abandonou os ensinamentos de Cristo. A sua vida foi uma verdadeira cruzada contra os pagãos e em favor do cristianismo. Quatro mil igrejas dedicadas a ele na França, e o seu nome dado a milhares de localidades, povoados e vilas; como em toda a Europa, nas Américas. Enfim, em todos os países do mundo. Martinho nasceu na Hungria, antiga Panônia, por volta do ano 316, e pertencia a uma família pagã. Seu pai era comandante do exército romano. Por curiosidade começou a freqüentar uma Igreja cristã, ainda criança, sendo instruído na doutrina cristã, porém sem receber o batismo. Ao atingir a adolescência, para tê-lo mais à sua volta, seu pai o alistou na cavalaria do exército imperial. Mas se o intuito do pai era afastá-lo da Igreja, o resultado foi inverso, pois Martinho continuava praticando os ensinamentos cristãos, principalmente a caridade. Depois, foi destinado a prestar serviço na Gália, atual França. Foi nessa época que ocorreu o famoso episódio do manto. Um dia, um mendigo que tiritava de frio pediu-lhe esmola e, como não tinha, o cavalariano cortou seu próprio manto com a espada, dando metade ao pedinte. Durante a noite, o próprio Jesus apareceu-lhe em sonho usando o pedaço de manta que dera ao mendigo e agradeceu a Martinho por tê-lo aquecido no frio. Dessa noite em diante, ele decidiu que deixaria as fileiras militares para dedicar-se à religião. Com vinte e dois anos, já estava batizado, provavelmente pelo bispo de Amiens, afastado da vida da Corte e do exército. Tornou-se monge e discípulo do famoso bispo de Poitiers, santo Hilário, que o ordenou diácono. Mais tarde, quando voltou do exílio, em 360, doou a Martinho um terreno em Ligugé, a doze quilômetros de Poitiers. Lá, Martinho fundou uma comunidade de monges. Mas logo eram tantos jovens religiosos que buscavam sua orientação que Martinho construiu o primeiro mosteiro da França e da Europa ocidental. No Ocidente, ao contrário do Oriente, os monges podiam exercer o sacerdócio para que se tornassem apóstolos na evangelização. Martinho liderou, então, a conversão de muitos e muitos habitantes da região rural. Com seus monges, ele visitava as aldeias pagãs, pregava o Evangelho, derrubava templos e ídolos e construía igrejas. Onde encontrava resistência, fundava um mosteiro. Com os monges evangelizando pelo exemplo da caridade cristã, logo todo o povo se convertia. Dizem os escritos que, nessa época, havia recebido dons místicos, operando muitos prodígios em beneficio dos pobres e doentes que tanto amparava. Quando ficou vaga a diocese de Tours, em 371, o povo aclamou-o, unanimemente, para ser o bispo. Martinho aceitou, apesar de resistir no início. Mas não abandonou sua peregrinação apostólica: visitava todas as paróquias, zelava pelo culto e não desistiu de converter pagãos e exercer exemplarmente a caridade. Nas proximidades da cidade, fundou outro mosteiro, chamado de Marmoutier. E sua influência não se limitou a Tours, tendo se expandido por toda a França, tornando-o querido e amado por todo o povo. Martinho exerceu o bispado por vinte e cinco anos. Morreu, aos oitenta e um anos, na cidade de Candes, no dia 8 de novembro de 397. Sua festa é comemorada no dia 11, data em que foi sepultado na cidade de Tours. Venerado como são Martinho de Tours, ele se tornou o primeiro santo não-mártir a receber culto oficial da Igreja e também um dos santos mais populares da Europa medieval.


“Oh! Que inefáveis bens gozaremos ao contemplar a Santíssima Trindade.”
São João da Cruz

“Agora estamos todos em paz, Calçados e Descalços; não somos perturbados por ninguém em nosso serviço a Nosso Senhor.”
Santa Teresa de esus – F 29,32

Cartas de Santa Teresa de Jesus em 11

1576 – C 138 – À Madre Maria de S. José, Priora de Sevilla – Sobre a saúde da Madre Priora e o pouco que de si cuida. Brianda de S. José tísica. Sobre o dote de algumas pretendentes de Sevilla. Mortificações indiscretas dem Malagón.

1577 – C 209 – À Madre Maria Bautista – Devoção da Madre a São Martinho . É hoje o dia de São Martinho, de quem sou devota, porque, nesta oitava, não sei qual a razão, tendo recebido grandes mercês do Senhor.





PARABÉNS FREI ALZINIR!!!

Reverendíssimo Frei Alzinir, sua benção!

Quero em nome da Comunidade Beata Elisabete da Trindade parabenizá-lo pelo seu aniversário. Ainda não o conheço pessoalmente, mas espero conhecê-lo em breve. E em meu nome, desejo que tenhas muitos anos de vida para "combater o bom combate" como fez são Leão Magno, santo do dia, santo do seu dia! Vendo sua foto, vejo que pareces um "Leão" e pelo que ouço falar do Sr. também és "Magno"! Que bom tanta combinação! Que São Leão Magno o inspire tanto na magnitude quanto na força do leão. Feliz Aniversário!

Marcelo Vilela
Montes Claros-MG

FELIZ ANIVERSARIO FREI ALZINIR





A PROVÍNCIA SÃO JOSÉ
COM TODOS OS
SECULARES
SE ALEGRAM E CANTAM
PARABÉNS PRA VOCÊ
NESTA DATA QUERIDA
MUITAS FELICIDADES
MUITOS ANOS DE VIDA!!!

Feliz aniversário!

Bon anniversaire!

Happy birthday!

С днем рождения!

¡Feliz cumpleaños!

生日快乐!

誕生日おめでとう!

Alles Gute zum Geburtstag!

Wszystkiego najlepszego!

'Boldog szülinapot!

Van harte gefeliciteerd!



...

segunda-feira, 9 de novembro de 2009

Liturgia - 10 de novembro - SÃO LEÃO MAGNO, Papa e Doutor




SÃO LEÃO MAGNO , Papa e Doutor

Cor litúrgica: Branco

Ofício da memória
Liturgia das Horas: 1644-1029-1442
Oração das Horas: 1523-1059-1433

Leituras: Sb 2,23-3,9 – Sl 33(34) – Lc 17,7-10
“Somos servos inúteis, fizemos apenas
o que devíamos fazer.”
Com esta parábola, Jesus se opõe à mentalidade dos fariseus que pensavam que com o cumprimento da lei obrigariam a Deus a nos premiar pelo nosso comportamento..


São Leão Magno faleceu em Roma em 461. Foi Papa durante 21 anos, num período agitado e difícil. Combateu as heresias do eutiquianismo e do donatismo e enfrentou, sozinho, Átila, rei dos Hunos, que não invadiu a Cidade Eterna porque ficou impressionado pela extraordinária força moral do Pontífice.
Nasceu na Toscana, no final do século IV, no ano 440. É considerado um dos papas mais eminentes da Igreja dos primeiros séculos. Assumiu o governo da Igreja numa época de grandes dificuldades, políticas e religiosas. A fé católica estava ameaçada pelas heresias que grassavam no Oriente.São Leão procurou a todo custo preservar a integridade da fé, defendendo a unidade da Igreja. Em 451, durante o concílio da Calcedónia, a sua carta sobre as duas naturezas de Cristo foi aplaudida pelos bispos reunidos que disseram: Pedro falou pela boca de Leão. Enquanto homem de Estado, contemporizou a queda eminente do Império Romano, evitando com sua diplomacia que a ruína e os prejuízos materiais e culturais fossem ainda maiores. Para salvar a Cidade Eterna das pilhagens dos bárbaros, não se intimidou em enfrentar Genserico e Átila, debelando assim o perigo que parecia irreversível. Deixou escritos 96 Sermões e 173 cartas e numerosas homilias que chegaram até nós. São Leão Magno pontificou durante 21 anos.


Dos Sermões de São Leão Magno, papa
O momento favorável


Devendo pregar-vos, amados filhos, sobre o mais sagrado e importante jejum, que introdução mais adequada poderia eu encontrar senão as palavras do Apóstolo, através do qual Cristo nos fala? Começarei, pois, dizendo o que foi lido anteriormente: É agora o momento favorável, é agora o dia da salvação (2Cor 6, 2). Sabemos que não existe momento algum que não esteja repleto dos dons de Deus, e que sua graça sempre nos possibilita acesso a sua misericórdia. Por conseguinte, é necessário que os corações dos fiéis se apliquem ao progresso espiritual com mais empenho e se animem com maior confiança. Pois o retorno do dia em que fomos redimidos nos convida a todos os deveres da piedade. Assim celebraremos com corpos e almas purificados o sacramento mais sublime de todos: a paixão do Senhor.
Certamente, tão grandes mistérios exigiriam uma devoção incessante e uma contínua reverência, de modo que permanecêssemos na presença de Deus tal como nos deveríamos encontrar na festa da Páscoa. Mas são poucos os que têm essa virtude. As práticas mais austeras se relaxam por causa da fragilidade da carne, e a solicitude espiritual esmorece em meio às várias ocupações da vida. Até mesmo os corações religiosos ficam embaçados pela poeira deste mundo. Por isso, uma instituição divina grandemente salutar, estabeleceu um exercício de quarenta dias para reparar a pureza de nossas almas e nos servir de remédio. Nesse período, as faltas outrora cometidas podem ser redimidas mediante as boas obras e os santos jejuns.
Estando, pois, filhos caríssimos, para entrar nos dias místicos consagrados pela prática dos jejuns salutares, cuidemos de obedecer aos preceitos do Apóstolo, purificando-nos de toda mancha do corpo e do espírito (2Cor 7, 1).
Reprimidas as lutas, que opõem uma a outra as duas substâncias de que somos constituídos, a alma, a quem compete dirigir o corpo sob o governo de Deus, conquiste a dignidade do deu domínio. Assim, sem ofender a quem quer que seja, não nos exporemos às censuras dos maledicentes.
Não é gratuitamente que seremos criticados pelos infiéis e, por nossa culpa, as línguas dos ímpios se armarão contra a religião, se os costumes dos que jejuam não estiverem de acordo com a pureza de uma perfeita moderação. Com efeito, todo o nosso jejum não consiste apenas na simples abstinência de comida, e é sem fruto que se subtrai o alimento ao corpo, se o espírito não se afasta da iniqüidade.
Sermo 29, 1-2(Sources Chrétiennes 49, 43-45)


Pedro e Paulo, germes da semente divina


É preciosa aos olhos do Senhor a morte de seus santos (Sl 115,15), e nenhuma crueldade pode destruir a religião fundada no mistério da cruz de Cristo. A Igreja não diminui pelas perseguições; pelo contrário, cresce. O campo do Senhor se reveste de messes sempre mais ricas, porque os grãos, que caem um a um, nascem multiplicados. Em quantos rebentos estes dois excelentes germes da divina semente brotaram são testemunhas os milhares de santos mártires que, rivais das vitórias apostólicas, envolveram com uma multidão coberta de púrpura nossa Urbe e a coroaram com um diadema de glória, cravejado de muitas pedras preciosas. Temos de alegrar-nos sumamente, caríssimos, com a comemoração de todos os santos por esta proteção, preparada por Deus, para exemplo e confirmação da fé. Mas, em vista da excelência destes patronos, é justo que glorifiquemos com ainda maior exultação, por que a graça de Deus, dentre todos os membros da Igreja, os elevou ao cume. Por isso, no corpo, cuja cabeça é Cristo, constituem como que os dois olhos. Não devemos pensar que os seus méritos e virtudes acima de toda a expressão sejam diferentes de algum modo ou tenham algo de peculiar, pois a eleição divina os tornou pares, o trabalho assemelhou-os e o fim da vida os igualou. Por experiência pessoal e pela afirmação de nossos antepassados, cremos e confiamos que, nas lutas da vida, temos sempre a intercessão destes especiais padroeiros para obter a misericórdia de Deus, e por mais abatidos que estejamos pelos próprios pecados, somos reerguidos pelos méritos apostólicos.


“Sobre esta pedra construirei a minha Igreja”


Nada escapava à sabedoria e ao poder de Cristo: os elementos da natureza estavam ao seu serviço, os espíritos obedeciam-lhe, os anjos serviam-no… E, contudo, no universo inteiro, só Pedro foi escolhido para presidir à chamada dos povos, à direção de todos os apóstolos e de todos os Padres da Igreja. Assim, embora haja no povo de Deus muitos padres e muitos pastores, Pedro governá-los-ia pessoalmente a todos, como Cristo também os governa com o título de chefe… O Senhor pergunta a todos os apóstolos qual é a opinião dos homens a seu respeito. E eles dizem todos a mesma coisa, bem como expõem longamente as dúvidas provenientes da ignorância humana. Mas assim que o Senhor exige conhecer os sentimentos dos próprios discípulos, o primeiro a confessar o Senhor é aquele que é o primeiro na dignidade de apóstolo. Como ele disse: “Tu és o Messias, o Filho do Deus vivo”, Jesus respondeu-lhe: “Feliz és tu, Simão, filho de Jonas, porque não foi a carne nem o sangue que to revelaram, mas meu Pai que está nos céus”. Foi a inspiração do céu que te instruiu; não foi a carne nem o sangue que te permitiram descobrir-me, mas aquele do qual eu sou o Filho único. “E eu, declaro-te”, quer dizer; tal como meu Pai te manifestou a minha divindade, também eu te faço conhecer a tua superioridade. “Tu és Pedro”, quer dizer: Eu sou a rocha inabalável, a pedra angular que de dois povos fez um só (Ef 2,14), o fundamento que ninguém pode substituir por outro (1Co 3,11), mas também tu és pedra, porque és sólido pela minha força, e o que me é próprio pelo meu poder, tu o tens em comum comigo pelo fato de estares em comunhão comigo. “Sobre esta pedra, construirei a minha Igreja”. Sobre a solidez deste fundamento, disse ele, eu construirei um templo eterno, e a minha Igreja, cujo cume chegará ao céu, elevar-se-á sobre o fundamento desta fé.


Primeiro Sermão Sobre as Coletas (1) Por São Leão Magno, Papa.
Fonte: Col. Patrística Vol. 6 Ed. Paulus.



Em diversas oportunidades, as Sagradas Escrituras nos ensinam como e grande o mérito e a eficácia das esmolas. Com efeito, e comprovado que cada um de nos alivia sua alma sempre que, movido pela misericórdia, vai ao encontro da indigência do outro. Portanto, caríssimos, a nossa liberalidade deve ser fácil e imediata se pensar- mas que cada qual da a si mesmo aquilo que proporciona aos indigentes. Com efeito, aquele que alimenta o Cristo presente no pobre, constrói seu tesouro no céu. Reconhece, pois, neste fato, a bondade e o favorecimento da ternura divina que desejou te cumular de bens para que, graças a ti, o outro não passe necessidade e pelo serviço de tuas boas obras o indigente não se preocupe demasiado com sua pobreza, e tu próprio sejas libertado dos teus múltiplos pecados. Ó admirável providência e bondade do Criador que, com uma só ação, quis socorrer a um e a outro.
O próximo domingo será, pois, um dia de coletas. Exorto-vos e advirto vossa santidade para que cada um de vós se lembre dos pobres e de vós mesmos e que, na medida de vossas possibilidades, reconheçais o Cristo nos indigentes, ele, com efeito, nos recomendou de tal modo os pobres eu declarou ser vestido, acolhido, alimentado neles. Ele, o Cristo, nosso Senhor, que vive e reina com o Pai e Espírito Santo, pelos séculos dos séculos.
Nota
1 De origem latina, 0 termo "coleta" indica a colheita ou o recolhimento de dinheiro ou outras espécies entre as pessoas especialmente para fins beneficentes. Nos Sermões de s. Leão Magno, é um apelo ao exercício da misericórdia, uma exortação para que o cristão esteja comprometido com esse exercício, a se empenhar com maior generosidade na oferta de seus recursos para os necessitados. Nestes Sermões, São Leão mostra a grandeza, a dignidade e a eficácia das esmolas: sacia a fome do pobre e do indigente; alivia a consciência e apaga os pecados aos que doam.

São Leão Magno diante de Átila

Átila, chefe dos bárbaros hunos vinha saqueando a Itália toda. As autoridades de Roma imploraram ao Papa São Leão que fosse dissuadir o temível bárbaro. São Leão Magno foi revestido dos paramentos pontificais.
“Como um leão que não conhece medo nem tardança, este varão se apresentou para falar ao rei dos hunos em Peschiera, pequena cidade próxima de Mântua, e moveu o vencedor a voltar”, diz um cronista da época.
Átila prometeu a paz, fez cessar as hostilidades, e retornou à sua terra atravessando os Alpes. Os bárbaros perguntaram a seu chefe por que, contra seu costume, havia mostrado tanto respeito para com o Papa. Átila respondeu que “não foi a palavra daquele que veio me encontrar que me inspirou um medo tão respeitoso; mas eu vi junto a esse Pontífice um outro personagem, de um aspecto muito mais augusto, venerável por seus cabelos brancos, que se mantinha em pé, em hábito sacerdotal, com uma espada nua na mão, ameaçando-me com um ar e um gesto terríveis, se eu não executasse fielmente tudo o que me era pedido pelo enviado”.
Esse personagem era o Apóstolo São Pedro. Segundo outra tradição, o Apóstolo São Paulo estava também presente.


“Se a alma nada percebesse pelos sentidos – que são as janelas da prisão – nada poderia perceber por outro meio.”
São João da Cruz – 1S 3,3

“Aqueles que de fato amam a Deus amam tudo o que é bom, desejam tudo o que é bom, estimulam tudo o que é bom, louvam tudo o que é bom. Aos bons se unem sempre, favorecendo-os e defendendo-os; não amam senão a verdade e as coisas verdadeiramente dignas de amor.”
Santa Teresa de Jesus – C 40,3

Carta de Santa Teresa de Jesus em 10

1577 – C 207 – A Alonso de Aranda, em Madrid – Favorável solução de um pleito. Afeição da Santa para com Aranda. O conflito da Encarnação de Ávila. Recomenda o assunto ao Licenciado Padilha.




ENCONTRO DE ESPIRITUALIDADE CARMELITANA EM MONTES CLAROS-MG

(CLIQUE NA IMAGEM PARA AMPLIAR)

NOTICIAS !


VOCE VAI ENCONTRAR NOS LINKS ABAIXO OS SEGUINTES MATERIAIS PARA QUE SUA COMUNIDADE COMEMORE E INICIE JUNTO COM TODO O CARMELO O V CENTENÁRIO DE NOSSA SANTA MADRE TERESA DE JESUS.

domingo, 8 de novembro de 2009

Liturgia - 09 de novembro - DEDICAÇÃO DA BASÍLICA DO LATRÃO





DEDICAÇÃO DA BASÍLICA DO LATRÃO

Cor litúrgica: Branco

Ofício festivo do Comum da Dedicação
Liturgia das Horas: 1503-1010
Oração das Horas: 1450-1046

Leituras
: Ez 47,1-2.8-9.12 – Sl 45(46) – 1Cor 3,9c16.17 – Jo 2,13-22

“Tirai tudo isto daqui; não façais da casa de meu Pai uma casa de comércio.”
É em Cristo que contemplamos a glória do Pai e o adoramos em espírito e verdade.





Dedicação da Basílica de Latrão, igreja catedral do bispo de Roma, e por causa desse título, mãe e cabeça de todas as igrejas do mundo cristão. Foi edificada pelo imperador Constantino perto do ano 324, ao lado do palácio da antiga família dos Laterani, e dedicada ao Cristo Salvador. Cinco Concílios Ecumênicos nela tiveram sua sede.
Entre as quatro principais basílicas romanas, a mais importante delas é a Basílica Papal (Basílica São João de Latrão).
O local onde se encontra, atualmente, a Basílica, era ocupado, no Império Romano, pelos lateranenses, administradores do Imperador. A propriedade era do Imperador Constantino I e de sua segunda esposa, Fausta. São eles que a doam ao bispo de Roma, possivelmente no século IV, para a realização de um importante Sínodo dos Bispos de então. Ao entrar pela Porta principal da Basílica, à esquerda, avistamos um monumento ao Imperador Constantino porque foi ele quem a construiu para ser a principal igreja de Roma. Era, a partir de então, a única dentre as três grandes basílicas construídas que se encontrava no interior dos muros que cercavam a cidade de Roma. A 'Basílica de São Pedro' e a 'Basílica de São Paulo Fora dos Muros' tinham sua importância porque situavam-se sobre os túmulos dos apóstolos, mas do lado externo da muralha. Por esse motivo, a Basílica Lateranense passou a servir de Catedral. O que vem a ser uma Catedral? A palavra 'catedral' é utilizada para designar a Igreja que possui a cátedra oficial do Bispo da Diocese. Por isso, a Catedral é a principal Igreja de toda uma Diocese; é dela que o Bispo Diocesano preside todo povo de Deus a ele confiado. No caso da Basílica Lateranense, ela é a principal das Basílicas Papais por ser designada como a Catedral do Bispo de Roma. O Bispo de Roma é o Papa que preside não só a Igreja de Roma como a do mundo inteiro. Por isso, a Basílica de Lateranense é a mãe e cabeça de todas as Igrejas do mundo. E é também por isso que, no mundo inteiro (inclusive no Brasil) no dia 09 de novembro, a Igreja comemora a Festa da Dedicação da Basílica do Latrão. Essa festa litúrgica quer ser o sinal visível da unidade da Igreja, presidida pelo Sumo Pontífice, sucessor direto do Apóstolo Pedro. Nessa Basílica, aconteceram os quatro primeiros Concílios Ecumênicos realizados no Ocidente tendo sido, portanto, palco de capítulos importantíssimos na História da Igreja. A Porta Santa, aberta nos anos jubilares. João Paulo II, aí esteve para abri-la, em 2000.

Concílio de Latrão pode designar:
O
Primeiro Concílio de Latrão, o nono concílio ecuménico do Cristianismo, reunido na catedral de São João de Latrão, em Roma, no ano de 1123, e que debateu a questão das investiduras, ponto fulcral da reforma gregoriana;
O
Segundo Concílio de Latrão, o décimo ecuménico, realizado em 1139, que pôs fim ao cisma do Antipapa Anacleto II;
O
Terceiro Concílio de Latrão, o décimo-primeiro ecuménico, realizado em 1179, que estabeleceu as normas para a eleição do Papa (por dois terços dos cardeais presentes no conclave).
O
Quarto Concílio de Latrão, o décimo-segundo ecuménico, realizado em 1215, que condenou o Catarismo, definiu a transubstanciação e impôs a obrigação da assistência à missa pascal (cânone utriusque sexus).
O
Quinto Concílio de Latrão, o décimo-oitavo ecuménico, realizado entre 1512 e 1517, o último antes da reforma protestante.


“Podemos entender, pelo que foi dito, como Deus realiza maior obra purificando a alma de suas imperfeições do que criando-a do nada.”
São João da Cruz – 1S 6,4


“Entre aqueles que rezam o pai-nosso da maneira que descrevi, são pouquíssimos os que se deixam enganar pelo demônio.”
Santa Teresa de Jesus – C 39,7

Carta de Santa Teresa de Jesus em 09

1577 – C 208 – Ao Pe. Jerônimo Gracián – Virtude e integridade do Pe. Gracián nas perseguições. “Não faça Pablo (Gracián) alguma coisa que torça a vontade de Deus.”


sábado, 7 de novembro de 2009

Liturgia - 08 de novembro - 32o. DOMINGO DO TEMPO COMUM






32º DOMINGO DO TEMPO COMUM

Cor
litúrgica – Verde

Ofício dominical camum
IV Semana do Saltério
Liturgia das Horas:
991-437
Oração das Horas: 1033-723


Leituras: 1Rs 17,10-16 – Sl 145(146) – Hb 9,24-28 – Mc 9, 24-28
“Esta pobre viúva depositou mais do que todos os outros.”
A fidelidade às pequenas coisas feitas com amor garante-nos viver sempre atentos, presentes, criativos e totalmente imersos na Santíssima Trindade.

SANTO DO DIA



Bv. ELISABETE DA TRINTADADE,
Virgem OCD
(memória omitida hoje)


Elisabete Catez nasceu no acampamento militar de Avor (Bourges), em 1880. Em 1901, entrou no Carmelo Descalço de Dijon, emitindo os votos em 1903. Passou “à Luz, ao Amor, à Vida” da Pátria a 9 de novembro de 1906. Verdadeira adoradora em espírito e verdade, entre penas interiores e doenças, viveu como “louvor de glória” da Santíssima Trindade presente na alma, encontrando no mistério da inabitação o seu “céu na terra”, seu carisma e missão eclesial.
Elisabete da Trindade é uma jovem carmelita descalça, cheia de vida e de entusiasmo. Ao longo dos seus 26 anos de vida, soube vivenciar o mistério da Trindade que habita no coração humano.
Elisabete nasceu em um acampamento militar, no campo de Avor, perto de Bourges, França, pois seu pai era capitão do exército francês. Desde muito cedo Elisabete mostrou ser uma criança turbulenta, muito viva, faladora, precoce e de temperamento colérico. Sua mãe conta: “ Quando tinha apenas 1 ano, já se manifestava sua natureza ardente e colérica”. Sua irmã chega mesmo a dizer que era tão violenta que os familiares a ameaçavam enviar para uma casa de correção. No entanto, sua mãe, atenta, soube modelar a fúria de Elisabete e fazer sobressair nela a ternura. E de tal maneira a ternura ganhou terreno que o maior castigo de Elisabete acontecia quando sua mãe, à noite, se despedia dela sem lhe dar um beijo. Então, Elisabete compreendia que não tinha se portado bem, e, meditando fazia exame de consciência e corrigia-se. Ainda Elisabete era uma criança quando a família se mudou para a cidade de Dijon. Aqui Elisabete, com apenas 7 anos e 2 meses, perdeu o pai tão querido que a morte lhe roubou.


O dia da primeira comunhão, a 19 de abril de 1891, foi “o grande dia” da vida de Elisabete, tinha então 10 anos, pois nascera no dia 18 de julho de 1880. Chora de alegria. Ao sair da igreja, ao descer as escadas diz à sua amiguinha Marie-Louise Hallo: “ Não tenho fome, Jesus saciou-me” ...
Estudou piano desde os 8 anos de idade no Conservatório vindo a tornar-se uma “excelente pianista” segundo a expressão do seu professor de música. Participou em concertos organizados, e, os jornais falaram do seu grande talento ainda mal a menina chegava aos pedais do piano. Entre as músicas e os festivais, entre os bailes, as férias e as diversões foram decorrendo os anos de Elisabete.
Estava perto dos catorze anos de idade quando se sentiu irresistivelmente atraída por Jesus. Escreve futuramente: “ Ia fazer catorze anos, quando um dia, durante uma ação de graças, me senti irresistivelmente inspirada a escolher Jesus como único esposo e imediatamente a Ele me liguei por um voto de virgindade. Não nos dissemos nada, mas entregamo-nos um ao outro de tal maneira que a resolução de lhe pertencer totalmente tornou-se em mim ainda mais definitiva”. Aos 18 anos sua mãe pretendeu casá-la com esplêndido noivo, mais Elisabete responde: “ o meu coração já não está livre, dei-o ao Rei do reis, já dele não posso dispor”. O desgosto da mãe foi grande. Mas foi mais amargo quando soube que Elisabete queria entrar para o Carmelo, onde tantas vezes tinham entrado e que ficava ali apenas 200 metros de sua casa. Entre lágrimas a mãe apenas consentiria na entrada do filha no Carmelo quando essa alcançasse a maioridade, aos 21 anos de idade. A jovem vai regularmente visitar a prioresa Maria de Jesus. Ali encontra também o padre Vallée, superior dos dominicanos de Dijon, que a encoraja muito: “Elisabete espera com todo o seu coração os seus 21 anos: então poderá subir essa montanha solitária que parece um cantinho do céu”. Certo dia Elisabete declara: “ Se soubésseis tudo o que sofro ao ver minha querida mãe desolada ao aproximarem-se os meus vinte e um anos..." Ela sofre várias influências: um dia diz-me uma coisa, no dia seguinte é o contrário.... Como é doloroso fazer sofrer aqueles que amamos, mas é por Ele! Se Ele não me ajudasse, em certos momentos pergunto o que seria de mim, mas Ele está comigo, e com Ele tudo posso”. E escreve ainda:



Oh !
Depressa responderei ao teu
chamamento, dentro em pouco
serei toda sua, dentro em breve
direi adeus a tudo o que amo.
Ah !, o sacrifício já esta feito,
o meu coração está desligado de
tudo, nada lhe custa fazer por
Ti.
Mas há um sacrifício doloroso
ao meu coração,
um sacrifício para o qual Te
peço para me ajudares:
é a minha mãe, a minha irmã.
Estou feliz por ter um
verdadeiro sacrifício para Te
oferecer.
Porque Tu, cumulaste-me de
presentes e eu, que tenho para
te trazer ?
Tão pouca coisa e esse pouco,
é ainda um dos teus dons.
Ah ! Pelo menos ofereço-te um
coração que a nada mais
aspira senão a partilhar os Teus
sofrimentos, um coração que só
vive para Ti, que só te quer a Ti
que há tantos anos só aspira a
ser Teu...




No dia 2 de agosto de 1901, Elisabete entra definitivamente nessa bela montanha do Carmo que pela sua solidão e beleza atrai irresistivelmente. A partir de então o seu nome será Irmã Elisabete da Santíssima Trindade. “ Gosto tanto do mistério da Santíssima Trindade ! É um abismo no qual me perco. Deus em mim, eu n´Ele. É o grande sonho da minha vida. Para uma carmelita viver é estar em comunhão com Deus desde a manhã até à noite, e desde a noite até de manhã. Se Deus não enchesse as nossas celas e os nossos claustros, oh!, como tudo seria vazio ! Mas é Ele que enche toda a nossa vida fazendo dela um céu antecipado."



A irmã Elisabete tomou o hábito a 8 de Dezembro de 1901. Iniciada a vida de noviciado a paz e a felicidade mudou-se em noite escura. No decurso do ano de 1902, o sofrimento interior visita Elisabete. Está numa grande neblina. Há dias de confusão e, em certas horas a angústia e a tempestade. Mas ela ama o Crucificado ressuscitado e entrega-se a Ele cegamente. Foi o momento da purificação interior. Os seus escritos relatam a felicidade de acreditar no seu amor e de O seguir. A sua noite ilumina-se com as claridades da fé e da confiança, como ela explica nesse mesmo ano à senhora de Sourdon: “O abandono, eis o que nos entrega a Deus. Sou muito nova, mas parece-me que algumas vezes sofri bastante. Oh ! Então quando tudo se obscurecia, quando o presente era tão doloroso e o futuro me aparecia ainda mais sombrio, fechava os olhos e abandonava-me como uma criança nos braços desse Pai que está nos céus...” Com a profissão religiosa, que fez a 11 de janeiro de 1903, recobrou a paz e a serenidade interior. Depressa a Irmã Elisabete descobriu a sua vocação. Lendo São Paulo descobriu que ela devia ser o “louvor da glória de Deus.” Esta idéia e esta vocação serão o rumo e o norte de Elisabete da Santíssima Trindade: “louvor e glória” é uma alma que mora em Deus e o ama com amor puro, amante do silêncio qual lira mantida sobre o toque misterioso do Espírito Santo, fazendo sair de si harmonias divinas”.
“Louvor e glória” é uma alma que contempla a Deus em fé simples e permanece como um eco perene do eterno cântico celeste. O segredo da felicidade é não se preocupar consigo mesmo, é negar-se em todo o momento”.
Seguindo o caminho que é Cristo a Irmã Elisabete entrou no mistério de Deus através de Maria a quem gosta de chamar a Porta do céu. Seguindo nossos pais e mestres Teresa de Jesus e, sobretudo, João da Cruz, de quem constantemente fala nos seus escritos, Elisabete mergulha no mistério das Três Pessoas Divinas, nesse Oceano sem fundo que é a Santíssima Trindade e que ela sente envolve-la por dentro e por fora. Tal como São João da Cruz se sentiu fascinado pela formosura de Deus, também Elisabete da Trindade se sente atraída pela beleza de Deus. Elisabete gostava de ver o sol penetrar nos claustros e recordar aquela comparação de Santa Teresa: “ Santa Teresa diz que a alma é como um cristal no qual se reflete a Divindade. Gosto tanto desta comparação e, quando vejo o sol invadir os nossos claustros com os seus raios, penso que Deus invade a alma que O procura !” A nossa irmã deixou-nos escrito acerca do tempo depois da sua profissão: “ cada dia da minha vida de esposa me parece mais belo, mais luminosos, mais envolto em paz e amor”.
Mas foi a vivência total daquela frase de São João da Cruz: “ a alma perfeita e unida a Deus em tudo encontra alegria e motivo de deleite até naquilo que entristece os outros, e sobretudo alegra-se na cruz” que levou a Irmã Elisabete a perder-se em Deus como uma gota de água no Oceano, segundo a sua própria expressão. Foi perfeito louvor da glória de Deus, por isso, apenas com 26 anos se encontrava preparada para voar para a paz: “ tudo é calma, tudo fica tranqüilo e é tão bom, a paz do Senhor.”
Nos fins de março de 1906, a Irmã foi colocada na enfermaria. Sentia-se feliz por morrer carmelita. As Irmãs rezavam pela sua cura e Elisabete juntou o seu pedido às orações da comunidade, mas sentiu que Jesus lhe dizia que os ofícios da terra já não eram para ela.
No final de outubro de 1906 Elisabete escreve:





No declinar da vida só resta o amor

À luz da eternidade, a alma vê as coisas na sua verdadeira imagem;
Oh, como tudo é inútil, o que não foi feito por Deus e com Deus !
Peço-vos, oh, marcai tudo com o selo do amor !
Só isso resta.
Porque a vida é uma coisa muito séria: cada minuto nos é dado
para nos “enraizarmos” mais em Deus, segundo a expressão de
São Paulo, para que a semelhança com o nosso divino Modelo seja
mais viva, a união mais íntima.
Mas para realizar esse plano que é do próprio Deus,
eis o segredo: esquecermo-nos de nós, abandonarmo-nos, não
nos importarmos conosco, olhar o Mestre, olhar apenas para Ele,
receber igualmente como vindos diretamente do seu amor,
a alegria ou a dor; Isso estabelece a alma numas regiões tão serenas !...
Deixo-vos a minha fé na presença de Deus, do Deus todo amor
que habita nas almas.
Confio-vo-lo: é essa intimidade com Ele “cá dentro”,
que foi o belo sol irradiante da minha vida, sendo como que um
Céu antecipado; é o que me ajuda hoje no sofrimento.
Não tenho medo da minha fraqueza, é ela que me dá confiança,
porque o Forte está em mim e a sua virtude é poderosa;
ela opera, diz o Apóstolo, além do que podemos esperar !





No dia 1 de novembro comungou pela última vez e dois dias antes da sua morte disse ao seu médico: “é provável que dentro de dois dias esteja no seio da Santíssima Trindade. É a Virgem Maria, aquele ser tão luminoso, tão puro, com a pureza do mesmo Deus, quem me levará pela mão e me introduzirá no céu tão deslumbrante”.
Alguns dias antes de sua morte, Elisabete disse às suas Irmãs esta frase tão bela e que ficou célebre: “ Tudo passa ! No declinar da vida só o amor nos resta...” Frase que se parece com aquela outra de São João da Cruz, também muito bela e conhecida: “à tarde serás examinado no amor”. A sua última noite foi terrivelmente penosa, pois às suas horríveis dores juntou-se-lhe também a falta de ar, mas ao amanhecer Elisabete sossegou, e inclinando a cabeça abriu os olhos, e exclamou: “vou para a Luz, para o Amor, para a Vida”, e adormeceu para sempre. Era a madrugada do dia 9 de novembro de 1906.




Parece-me que no Céu
a minha missão será atrair as almas
ajudando-as a sair de si
para se unirem a Deus
por um movimento bem simples e amoroso
e a guardá-las
nesse grande silêncio interior
que permite a Deus
imprimir-se nelas
transformando-as em si

28 de outubro de 1906.




Oração
Ó Deus, rico em misericórdia, que revelastes à Irmã Elisabete da Santíssima Trindade o mistério da vossa presença na alma dos justos e fizestes dela uma adoradora em espírito e verdade, concedei-nos por sua intercessão que, permanecendo no amor de Cristo, mereçamos ser transformados em templos vivos do Espírito Santo de amor, para louvor e glória infinita. Amém.


“Deus deve ser servido unicamente pelo que ele é, sem que se interponham outros fins: não o servir, pois, por esse motivo, é não o reconhecer como causa final de nosso culto.”
São João da Cruz – 3S 38,3

“É louvar muito ao Senhor ver quão elevada em perfeição esta oração evangélica, no que demonstra ter sido elaborada por um Mestre tão bom, e assim podemos, filhas, usá-la para nossas próprias necessidades particulares. Espanta-me ver que estejam, em tão poucas palavras encerradas a contemplação e a perfeição, parecendo que não temos necessidade de estudar nenhum livro: basta-nos o pai-nosso.”
Santa Teresa de Jesus – C 37,1

Cartas de Santa Teresa de Jesus em 08

1576 – C 137 – À Madre Maria de S. José, Priora de Sevilla. Negócios do convento de Sevilla. Sinais convencionados pra o sobrescrito das cartas.

1581 – C 393 – À Madre Maria de São José, Priora de Sevilla – Pobreza de S. José de Ávila. Enfermidades e remédios. Pílulas muito eficazes. Fervor de Teresita de Cepeda. Alegra-se com a Chegada de Frei Garcia de Toledo, vindo das Índias. Sobre a pouca franqueza da Priora e do padre Doria no entregarem à Santa os ducados que as monjas de Sevilla deviam a D. Lorenzo. Contrariedades no trato com os parentes. Vários pontos de observância regular. Anda a Priora que leia ao Pe. Rodrigo Alvarez as Sétimas Moradas. A casa a que desejavam passar as religiosas.



VOCE SABIA QUE ELISABETE DA TRINDADE FALOU DE SANTA TERESINHA EM ALGUMAS DE SUAS CARTAS?




CLIQUE NESTE LINK E SAIBA QUAIS SÃO ESTAS CARTAS E O QUE ELISABETE ENCONTROU NA ESPIRITUALIDADE DA PEQUENA VIA.



.

Homilia do P. Geral na Festa de S. Teresa


Este ano, a celebração da festa de Santa Teresa tem para nós, Carmelitas, um significado particular. É o ano do Capítulo Geral, onde a nossa família religiosa decidiu iniciar um caminho de preparação para o quinto centenário do nascimento de Teresa. Esta preparação consistirá, principalmente, e segundo as palavras do Documento Capitular Para Vós nasci, em «ler por ano na Ordem, pessoal e comunitariamente, uma obra da Santa Madre Teresa de Jesus, desde o 15 de Outubro de 2009 até ao 2014». Portanto, a partir de hoje, nós, os Carmelitas, tanto a nível pessoal como comunitário, tomamos o compromisso de dedicar, todos os dias, algum do nosso tempo e atenção à leitura dos escritos teresianos. É um compromisso discreto, escondido, mas essencial.Que poderemos esperar deste «exercício de leitura»? Não vamos ler Santa Teresa apenas para aumentar a nossa cultura, ou retirar dela conteúdos históricos e doutrinais para estudar e ensinar. Vamos lê-la para entrar em comunicação com ela, para nos conhecermos a nós mesmos. O meu professor de filologia românica, Gianfranco Contini, um dos leitores mais agudos que tenho conhecido, definia o bom leitor como «aquele que está disponível para se deixar invadir pelo espírito do outro, através da leitura». É precisamente isto que esperamos da leitura de Teresa: que o seu espírito invada o nosso espírito, os espíritos dos homens e das mulheres deste tempo, que comungam dos problemas, das esperanças e das angústias desta geração.Os nossos espíritos andam inquietos, como sempre inquieto está o coração do homem peregrino na história, embora esta inquietação adquira actualmente conotações particulares como sejam os traços característicos da nossa sociedade civil, da nossa Igreja, das nossas comunidades familiares e religiosas. Encontramo-nos sedentos como a Samaritana que vai ao poço à procura de água. Mas, qual é a água que verdadeiramente nos pode saciar não só por uns momentos ou superficialmente, mas plena e definitivamente? Não será, certamente, a água que possamos tirar com as nossas forças dos poços que os nossos pais abriram. Mas, é a água que brota copiosamente da pessoa de Jesus, que nos encontra aqui e agora, aparentemente de modo casual, mas que, na realidade, já nos conhece desde sempre e lê, no nosso eu mais profundo, os escuros recantos do nosso coração.Também Jesus tem sede, e é levado pela sede. A mulher Samaritana e o homem Jesus encontram-se à beira do poço, levados pela procura de água. Jesus, cansado da viagem, no momento de maior calor, sente a mesma sede da mulher que foi ao poço, experimenta a mesma sede dos discípulos que foram à cidade comprar alimentos. A humanidade de Jesus é exactamente a nossa humanidade com os seus achaques e fragilidades, mas também é, em tudo isto e por meio de tudo isto, a humanidade que chega à sua plenitude, «que é perfeita», como diz a Carta aos Hebreus, e por isso mesmo conduzida à sua pátria, que é o seio da relação entre as três Pessoas divinas. É a humanidade do Filho que se alimenta da vontade do Pai e que, perenemente, é saciado e renovado pela água viva do Espírito Santo. Jesus fez uma longa viagem para chegar ao poço onde encontra a Samaritana: não apenas a viagem pelos caminhos da Galileia e da Samaria, mas também a viagem que o levou desde o Pai até ao homem distante, extraviado e infiel. Mas também é maravilhoso constatar que, através do encontro com Ele, a Samaritana inicia a viagem de se encontrar consigo mesma e, portanto, de anúncio e de testemunho: Encontrei Aquele que me conhece bem por dentro, que me fez descobrir a minha verdade e dignidade de filha do Pai.Não admira nada que Teresa se deixasse fascinar por esta passagem evangélica e se reconhecesse como sendo essa mulher sedenta. Também ela já estava cansada de caminhar – «Porque andava já a minha alma cansada», escreve em Vida 9, 1 – e tinha sede de paz e de luz: Eu entendia que O amava, mas não entendia em que consiste amar deveras a Deus, como o devia entender» (Vida 9, 9). E permanece nesta escuridão e angústia até que a graça a levante à sua actuante presença: Ele estava ali, diante dela, para lhe dizer, com todo o seu corpo chagado, que estava ali por ela e com ela, sempre e em todo o lado. A partir daquele momento Teresa começou a entender que amar deveras a Deus significa, antes de qualquer outra coisa, acolher-se deveras no seu amor. Foi o amor de Deus que venceu a morte pela ressurreição de Jesus. Teresa encontra-se com o Crucificado ressuscitado e no seu corpo vê, lê com clareza o poder deste amor, capaz de superar todas as resistências e abater todos os obstáculos. Teresa abandona-se totalmente a Ele, libertando-se de tudo o que a travava no plano pessoal, social e eclesial. O seu coração ferido é o coração do homem novo, o coração de carne (Ez 11, 19), liberto e aliviado, como no impulso ascensional para o amor, na representação de Bernini, que a atrai para si e a faz sua. Sua esposa, dir-se-á e foi dito, mas mais ainda sua amiga e sua colaboradora. Tal como a Samaritana, descrita como a amiga que fala com Jesus e a discípula que fala aos outros de Jesus, assim é Teresa. À passividade de ser perdoada, escutada e amada por Jesus, corresponde a actividade da amiga e colaboradora que já não se vai espantar mais com a sua debilidade, com as dificuldades materiais ou juízos dos homens, mesmo que sejam eclesiásticos prestigiosos. Teresa põe-se a caminho e não deixará de caminhar até à morte, que para ela é a porta para além da qual continuará a caminhar até ao encontro com Ele, já verdadeiramente Esposo contemplado face a face.Em todas as páginas e linhas das suas Obras, Teresa convida-nos a segui-la no seu caminho ao encontro do Crucificado ressuscitado. Ela vai-nos repetindo que Jesus Cristo está vivo, com uma vida oferecida e doada a quem a quiser receber. O que é que nos impede de a seguir? O que é que nos impede de fazer a sua mesma experiência? Talvez encontremos uma resposta na passagem do Livro da Sabedoria, proclamado na primeira leitura: «Preferia-a aos ceptros e aos tronos, e, em comparação com ela, tive as riquezas como nada» (Sab 7, 8). A Sabedoria deixa-se encontrar por quem se decide por ela, por quem compromete nela a própria liberdade.Estamos preenchidos com muitas coisas, coisas que não escolhemos livremente, mas que deixamos a nossa vida preencher-se com elas. Elas não nos alimentam, não nos saciam, não nos aquecem, e, contudo, não temos força para nos libertarmos delas. Sabemos que Teresa lutou durante muito tempo para se libertar do que possuía ou, melhor dizendo, daquilo que a possuía.Não podemos, portanto, pensar que será mais fácil para nós do que foi para ela, ou que seja possível chegar a uma verdadeira transformação de nós mesmos sem a graça de Deus, ou invocá-lo de maneira incansável sem um compromisso sério da nossa parte. Um compromisso que devemos viver numa dupla direcção: despirmo-nos de tantos impedimentos, que nos atam e confundem, e metermos mãos à obra para realizar responsavelmente o trabalho que nos foi confiado. No fundo, o homem está feito de tal maneira que só a acção obediente à vontade de Deus o pode transformar. E digo-o sabendo perfeitamente como é importante que seja a vontade de Deus, e não a do homem, a que dirija a nossa vontade a partir de dentro.Que Teresa nos ensine a reencontrar a nossa liberdade para nos entregarmos Àquele que, efectivamente, nos quer livres.
(Tradução do P. Vasco Nuno)

sexta-feira, 6 de novembro de 2009

Liturgia - 07 de novembro - Bv. FRANCISCO PALAU Y QUER, Presbítero









Bv. FRANCISCO PALAU Y QUER, Presbítero

Cor
litúrgica: Branco

Ofício próprio da memória facultativa na OCD ou
Laudes: Liturgia das Horas: 1644-973
Oração das Horas: 1524-1022
I Vésperas: Liturgia das Horas: 981-433
Oração das Horas: 1028-723

Leituras próprias: Is 61,1-3a – Sl 22 – Mc 16-20
“Ide pelo mundo inteiro e anunciai o Evangelho.”
Jesus se dirige diretamente aos seus discípulos e, através deles, aos crentes de todos os tempos.



O Bv. Francisco de Jesus Maria José Palau y Quer nasceu em Aytona (Lerida) , na Espanha, a 29 de dezembro de 1811. Fez-se carmelita descalço em 1832 e, sacerdote em 1836. Fundou, em Barcelona, a “Escola da Virtude”, modelo de ensino catequético. Funda, em Baleares, as Congregações de Irmãos e Irmãs Carmelitas (1860-1861). Prega missões populares e estende a devoção mariana por toda parte em que passa. Morre em Tarragon no dia 20 de março de 1872. Foi beatificado por João Paulo II no dia 24 de abril de 1988.



“E, se a caridade alguma inveja tem, é inveja santa; pois todo o seu pesar é não possuir as virtudes dos outros, folgando-se de que todos sirvam a Deus com mais perfeição, enquanto ela se vê tão longe de servi-lo como deve.”
São João da Cruz – 1N 7,1

É absurdo crer que o Senhor tenha como amigos íntimos pessoas comodistas e que não sofrem. Tenho plena certeza que Drus dá sofrimentos muito maiores aos contemplativos.; Ele os leva por caminhos ásperos, cheios de irregularidades, fazendo-os por vezes pensar que se perdem e que devem começar de novo e percorrer os trechos já percorridos.”
Santa Teresa de Jesus – C 18,2

Carta de Santa Teresa de Jesus em 07

1571 – C 37 – À D. Luisa de La Cerda, em Paracuellos – Consola D. Luisa em seus trabalhos. Recolhimento que reina na Encarnação de Ávila. Vaidade das coisas do mundo




quinta-feira, 5 de novembro de 2009

Liturgia - 06 de novembro - BEATA JOSEFA NAVAL GIRBÉS










Bv. JOSEFA NAVAL GIRBÉS, Virgem


1ª. Sexta-feira do mês

Cor
litúrgica: Branco

Ofício próprio da memória facultativa na OCD ou
Liturgia das Horas: 1679-953
Oração das Horas: 1539-1009

Leituras próprias: 1Cor 7,25-33 – Sl 44 – Lc 10, 38-42
Marta o acolheu em sua casa.
Maria escolheu a parte melhor
Jesus quer nos levar a compreender o novo modo da presença do Senhor, uma nova maneira de entrar em contato com ele.



Josefa Naval Girbés nasceu em Algemesi, Província de Valência, Espanha, no dia 11 de dezembro de 1820. Algemesi era um povoado eminentemente agrícola, com quase 8000 habitantes, uma única paróquia, um convento de Dominicanos, um hospital, escassos centros de instrução e poucas indústrias elementares. Foram seus pais Francisco Naval Carrasco e Josefa Girbés, e seus cinco irmãos: Maria Joaquina (morreu pequena), outra Maria Joaquina, Vicente, Peregrina (morreu aos 14 anos) e a pequena Josefa (que morreu apenas nascida).De seus pais herdou Josefa, seu grande espírito de fé, sua ardente caridade, seu amor ao trabalho e o desejo ardente de viver sempre na graça de Deus. Maria Josefa recebeu o Santo Batismo no mesmo dia em que nasceu. Desde aquele momento só a chamavam com o nome de Josefa, mas alguns de seus devotos a seguem chamando de “Senhora Pêpa”. Quando Josefa tinha oito anos, recebeu o Sacramento da Confirmação. Adquiriu uma cultura elementar, suficiente para desenvolver-se em meio no qual se passava sua vida. Aprendeu a bordar, atividade que com tanto acerto ensinou as suas numerosas alunas.Sua infância transcorre sem acontecimentos especiais. Em sua formação religiosa colaborou eficazmente sua mãe. Desde pequena aprendeu a amar à Santíssima Virgem, venerada perto de sua casa, no convento dos Padres Dominicanos. Desde pequena já manifestava um caráter reto, um tanto enérgico, que ela depois administraria em sua atividade apostólica.Fez sua Primeira Comunhão quando apenas contava com nove anos e, nesta época, se comungava pela primeira vez apenas aos onze anos cumpridos.Sua mãe morreu quando ela tinha treze anos. A Virgem dos Padres Dominicanos a inspirou que nunca a abandonaria. Josefa, com seu pai e seus três irmãos, foi viver com sua avó materna. Resultou em uma perfeita “ama” de casa, nos afazeres próprios da família. Dedicava um grande e doce cuidado com sua avó enferma, sem deixar sua vida de piedade nem dar concessões à rotina do cansaço. A avó morreu quando Josefa contava com 27 anos, ficando nesta casa com seu pai, seu tio Joaquim e seus irmãos sobreviventes Maria Joaquina e Vicente. Seu pai morreu aos 62 anos, quando Josefa tinha 42 anos. Sua irmã Maria Joaquina se casou, morrendo aos 43 anos de idade. Seu irmão Vicente também se casou, teve três filhos que morreram muito pequenos, assim como sua esposa, pelo que já viúvo foi viver com ela. Seu tio Joaquim, um santo varão solteiro, morreu aos 77 anos, em 1870, ano no qual Josefa convidou sua discípula e confidente Josefa Esteve Trull a viver com ela, a quem, ao morrer, deixou seus bens em usufruto vitalício para que continuasse sua obra. Josefa era de estatura mediana, nem alta, nem baixa; mais delgada do que gorda; de pele branca e fina; rosto ovalado, tinha um dente superior um pouquinho levantado que lhe fazia graça; olhos vivos e penetrantes, porém muito modestos; cabelos castanhos que logo se tornou grisalho; voz suave e acariciadora; sorria com muita freqüência, porém nunca se lhe viu rir forte; seu andar era moderado; vestia-se de cor escura, com sapato baixo e algo largo: o conjunto era de humildade e modéstia.Para melhor agradar e entregar-se a Deus, em 04 de dezembro de 1838, escolheu a Jesus como seu único esposo, e a Ele consagrou para sempre sua virgindade; permanecendo indiviso seu coração (I Cor 7, 32-34), em sua união com Cristo fez progressos incessantes e se dedicou com todas suas forças à sua própria santificação e ao serviço da Igreja e das almas, demonstrando assim que a virgindade é o verdadeiro sinal e estímulo do amor e uma muito especial fonte de fecundidade espiritual no mundo (Documento Conciliar Lumem Gentium 42, Concílio Vaticano II). Buscava todas as oportunidades para anunciar a Cristo, por palavras e com obras, tanto aos não crentes, para atraÍ-los à fé, como aos fiéis, para instruí-los, confirmá-los na mesma e estimulá-los a um maior fervor de vida. Com esta intenção, ensinava às meninas a doutrina cristã, visitava aos enfermos, ajudava os pobres, aconselhava os quantos acudiam a ela, restaurava a paz em famílias desunidas, para as mães organizava em sua casa um círculo com a finalidade de conduzi-las à formação cristã, encaminhava de novo à virtude às mulheres que se haviam apartado do caminho reto e admoestava com prudência aos pecadores. Porém, a obra a qual concentrou todos os seus cuidados e energias, foi a da educação humana e religiosa das jovens, para as quais abriu em sua casa uma escola gratuita de bordado, atividade manual que muito conhecia. Aquela atividade que por si mesma era “comercial”, à qual acudiam com assiduidade e entusiasmo muitas jovens de todas as esferas sociais, se converteu em um centro de convivência fraterna, oração, louvor a Deus, explicação e aprofundamento da Sagrada Escritura e das verdades eternas.Deste modo contribuiu eficazmente para o incremento religioso de sua paróquia, formando assim muito boas mães de família, fomentando o germe da vocação à vida consagrada e ensinando a todos o que significa ser membros do Povo de Deus. Por tudo isso, ganhou grande estima e fama de santidade entre o clero e o povo. Inclusive depois de sua morte, que ocorreu piedosamente em 24 de fevereiro de 1893, continuou estendendo-se sua lembrança devido à santidade de sua vida e de suas obras.Vestida com o hábito da Terceira Ordem do Carmo, seu venerável corpo foi depositado em um humilde ataúde. Pela manhã do dia seguinte, 25 de fevereiro, se celebrou o funeral e, pela tarde, o enterro. A caixa mortuária foi levada por suas alunas; as argolas brancas que pendiam do ataúde, por quatro das menores. Josefa foi depositada em um nicho que temporariamente adquirido e, definitivamente em 1902, por dona Josefa Esteve Trull, sua discípula predileta.Ali permaneceu incorrupta até seu translado à paróquia, em 20 de outubro de 1946. A Cúria Arquiepiscopal de Valência iniciou a Causa de sua Canonização com a celebração do Processo Ordinário informativo durante os anos de 1950-1952, ao qual se seguiu um processo adicional em 1956. Em 03 de janeiro de 1987, Sua Santidade João Paulo II aprovava o decreto sobre as virtudes heróicas de Josefa Naval Girbés, e em setembro de 1988 o milagre proposto para sua Beatificação. A cerimônia de Beatificação se celebrou em São Pedro em 25 de setembro de 1988.


“Enquanto houver apego a alguma coisa, por mínima que seja, é escusado poder progredir a alma na perfeição.”
São João da Cruz – 1S 11,4

“Que cada uma de vós veja em si mesma o que tem de humildade, e verá que provento obteve. É impossível que a pessoa humilde não ganhe mais força e aproveitamento nesta virtude, caso venha a ser tentada por aí.”
Santa Teresa de Jesus – C 12,5

Carta de Santa Teresa de Jesus em 06

1581 – C 392 – À D. Maria Enríquez, Duquesa de Alba – Agradece a cópia do livro da Vida. Próxima viagem da Duquesa. Interesse por sua saúde e pela de seus filhos. Deseja D. Maria se acompanhada em sua viagem pelo Pe, Gracián.

SANTO DO DIA

São Teófilo Venard
e Companheiros
Mártires



Nós contemplamos neste dia a vida dos mártires que derramaram o seu sangue por amor, fé e esperança no Nosso Senhor Jesus Cristo. Teófilo Venard pertenceu ao grupo dos missionários de Paris que empenhou toda sua inteligência, vontade e coração a serviço da salvação das Almas. Santa Teresinha do Menino Jesus nutria grande devoção a este mártir missionário.
“Eu também quero ir a Tonkin e ser mártir!”
Tal exclamação partiu, um dia, dum menino doce, amável e alegre, mas firme, resoluto e positivo. Chamava-se João Teófilo Venard, filho de família cristã, honesta e pobre.Nascido a 21 de Novembro de 1829, pastoreava o rebanho do pai, que matutava em como poderia fazê-lo estudar, se os recursos eram bem minguados. Com sacrifício, porém, tirou-o do trabalho e enviou-o ao presbitério de São Lbo. João foi estudante consciencioso. Sabia do sacrifício que por ele estavam fazendo e, pois, aplicou-se a fundo nos estudos. O resultado foi a transferência que teve para Anjou, para o Colégio de Doué. Com a morte da mãe, em 1843, um terno laço uniu João Teófilo à irmã mais velha, a boa Melânia, a Melânia das confidências, das longas cartas, dos colóquios sem fim. Quando no grande seminário de Poitiers, o pensamento de se fazer missionário principiou a se cristalizar. E durante as férias que seguiram sua ordenação nas ordens menores, referiu à irmã a vocação. Queria ser missionário. Era o eco da exclamação há tantos anos proferida que reboava agora na juventude. Quando João Teófilo obteve a decisão de seu diretor espiritual, escreveu uma longa e carinhosa carta ao pai. E, quando partiu, já missionário, tudo fora tão às pressas, que nem mesmo tempo tivera de se despedir da família. Em 23 de Setembro de 1852, o zeloso servidor de Jesus Cristo embarcava para Antuérpia. Chegado a Hong-Kong, pôs-se alegremente a estudar o chinês. Chegou afinal, o dia em que se viu no sonhado Tonkin, na missão. Ali, esperava-o uma surpresa: revia, depois de muitos anos, um colega de outrora, Theurel. Ia principiar para o doce, amável e alegre pastorzinho doutros tempos a via dolorosa. Depois de vários anos de missão, João Teófilo foi preso por um dos chefes de cantões. Era em 1860, e o ardoroso missionário estava tão somente com 31 anos de idade. Encerrado numa como jaula de bambu, lá se foi o bravo soldado de Cristo levado para o tribunal de Annam. Condenado à morte, somente em 1861 os mandarins deram ordens para a execução.
O seu martírio, suportado junto com 25 companheiros, é um dos piores da história dos missionários católicos. Os chineses usaram o método chamado lang-tri, que consistia numa tortura lenta, mas tremendamente dolorosa. Preso e fechado numa gaiola, Teófilo foi levado até Hanói, de onde escreveu a sua última carta aos parentes. Nessa lemos: “Com o bispo e outros padres fomos colocados numa cela tão estreita que só dava para ficar de pé e mal conseguíamos respirar. Não havia luz, nem ar e, isso, por dias seguidos”. A Indochina de dois séculos atrás era terra de missão, onde missionários espanhóis e franceses se esforçavam para evangelizar. Assim, Vietnã e China iniciavam seu processo de conversão. Mas houve um levante de paganismo feroz que aterrorizou todos os fiéis e abriu a era dos mártires. Tudo aconteceu como nos primeiros séculos do cristianismo, pois os perseguidores começavam atacando os bispos e os padres; em seguida matavam os líderes religiosos e finalmente os fiéis. Por volta do ano de 1850 o demônio se soltou e fez morrer com os tormentos mais atrozes as vítimas inocentes. A liberdade religiosa é uma conquista muito lenta, e precisávamos do Papa João Paulo II para fazer ressoar no mundo inteiro os ideais que os regimes totalitários sempre desprezaram, para sua própria vergonha e condenação.Teófilo Venard era um jovem francês muito inteligente, querido pelos seus familiares que o tinham criado com sentimentos fortíssimos. A separação dos seus, em particular da sua irmã Melânia, custou lágrimas de sangue. Mas saiu de casa e se tornou missionário das Missões Estrangeiras de Paris porque o amor de Cristo era superior. Suas cartas eram conhecidas até nos conventos de clausura, e uma das suas simpatizantes mais nobres foi justamente Santa Terezinha do Menino Jesus. Chegado Hong-Kong, porta da China, Teófano se dedicou ao estudo da língua durante um ano e meio e depois se meteu na pastoral com zelo sem limites. Para atingir a classe alta, traduziu os Atos dos Apóstolos e as Epístolas em língua chinesa, apesar da hostilidade que encontrava e da saúde sempre precária, nessa parte da China chamada Tonkin.Lendo as Atas dos martírios desses santos missionários, muitos dos quais já foram canonizados, como os espanhóis Jerônimo, Valentim e Pedro, se não existisse o demônio, deveríamos imaginá-lo como uma fera vestida de homem. O bispo José Ganjúrio, que foi decapitado junto com Teófano Venard, pouco antes do martírio escreveu: “Entrei na cadeia, sem livros, sem roupa, sem nada e continuamente torturado, mas estou tranqüilo e feliz por ver-me considerado digno de sofrer por causa de Cristo”. Nesse meio tempo, de Novembro de 60 a Fevereiro de 61, João Teófilo escreveu cartas admiráveis à família, sofrendo com heroísmo. Levado ao lugar do suplício, foi decapitado. E a cabeça, num salto, mergulhou no rio que corria a poucos metros, e desapareceu. O corpo foi sepultado no local mesmo do suplício, e a cabeça, dias depois, isto é, a 15 do mesmo mês, foi encontrada quatro léguas afastada. Com João Teófilo Venard, morreram também vinte e nove companheiros, naturais do pais.


quarta-feira, 4 de novembro de 2009

COMO DEUS ME CHAMOU AO CARMELO - EDNA DE JESUS


Desde que nasci sempre morei bem próxima do CTE - Centro Teresiano de Espiritualidade, o qual aqui em São Roque, o povo conhece como Seminário do Marmeleiro. Quando criança, eu sempre ficava no portão de casa para esperar o “meu papai Noel”, que era o Irmão Demétrio. Ele sempre ia até a cidade a pé. Essa é uma lembrança muito boa. Meus pais não eram católicos, não participavam de credo algum, então para mim “papai Noel” era a imagem do sagrado que eu tinha na minha cabecinha de criança e, quando eu via aquele frade passando, eu o chamava e ele sempre me cumprimentava. Eu ficava muito feliz por esse gesto.
Após alguns anos, já adolescente, comecei a freqüentar o Seminário do Marmeleiro. Na época, o seminário recebia o Noviciado. Havia muitos frades que auxiliavam a comunidade local com o ensino da catequese, na formação de grupos de jovens e em círculos bíblicos que eram realizados nas casas das famílias ao redor do seminário. Nessa época me preparei para o Crisma, auxiliava na catequese e participava de um grupo de jovens. Foi aí que comecei o meu caminho de conhecimento da Espiritualidade Carmelitana. Os frades e os noviços que passaram por aqui me auxiliaram nessa minha formação. Com eles conheci primeiramente Santa Teresinha do Menino Jesus, lendo o livro “História de uma Alma”, aprendi a fazer as orações e a ter gosto por elas, a me dedicar a palavra de Deus, conhecendo a Bíblia.
Foi nesse período que tive contato com a Congregação das Pequenas Irmãs de Santa Teresinha, e procurava, assim, discernir a minha vocação. Mas os planos de Deus foram outros em minha vida. Essa fase da minha vida foi de grande importância, aprendi que sempre devemos estar atentos aos desígnios de Deus na nossa vida e estar abertos para cumprir a frase que Maria disse aos servos da festa de casamento: ”Fazei tudo o que Ele vos disser”.
Em 1988 tive meu primeiro contato com a O.C.D.S. Na época frei José Maria começou a reunir pessoas para formar um grupo em São Roque, mas não perseverei, pois tinha muitos compromissos pessoais e com a Paróquia.
Em 1990 comecei a ter problemas de saúde, fiquei gravemente doente e passei por um longo período de recuperação; essa foi uma fase difícil, porém, vi e vivi a bondade de Deus na minha vida e a oração foi o alimento para alma.
Somente em 2001 retornei ao Carmelo a convite do José Maria, comecei a participar da Comunidade Santa Teresinha do Menino Jesus e a abracei de todo meu coração.
Hoje como Carmelita Secular, procuro viver o carisma da Ordem em todos os lugares que eu vou, e desejo que as pessoas conheçam essa espiritualidade, pois o mundo precisa conhecer o caminho que nos leva ao Monte, que é Cristo; precisa descobrir a eterna fonte para se saciar e se preencher do Amor de Deus; precisa trilhar a pequena via, dando valor às pequenas coisas da nossa vida; e precisa entrar no castelo de sua alma e abrir todas as portas para Deus fazer sua morada.

Edna de Jesus
(Comunidade Santa Teresinha do Menino Jesus – São Roque-SP)

SAMBA DE SANTA TERESINHA - CRISTOFOLIA 2009

Autores do samba: Marcus Vinícius, Roberto Bernardo e Paulo Victor.

Música:

Refrão: É pra Santa Teresinha que eu vou cantar

Padroeira das missões da terra e do mar (2x)

Em janeiro de 73 nasceu Teresa de Lisieux

Uma bela menina, que decidiu para Cristo viver.

Mesmo com pouca idade deixou a sua cidade, Aleçon

E graças a sua irmã, achou a sua vocação.

REFRÃO

Pro Carmelo quis entrar, mas a idade não a permitiu

Com o Papa então foi falar, sua autorização conseguiu.

Sempre com muito amor tudo suportou com oração

A Igreja possui muitos membros e Teresinha é o coração

REFRÃO

Pra conseguir a santidade

Não seria como os outros santos que estudou

Foi pela pequena via

Um atalho para o céu

Veio santa teresinha

Mostrando seu amor fiel

REFRÃO

Uma chuva de rosas, ela vai derramar

E em primeiro de outubro nós vamos comemorar

Doutora da igreja escreveu sua "História de uma alma"

Prometeu passar o céu, fazendo o bem pra toda terra

REFRÃO

Liturgia - 5a-FEIRA DA 31a. SEMANA DO TEMPO COMUM





5ª-FEIRA DA 31ª SEMANA DO TEMPO COMUM

Cor litúrgica: Verde

Ofício do dia de semana
Liturgia das Horas: 931
Oração das Horas: 995

Leituras: Rm 14, 7-12 – Sl 26(27) – Lc 15, 1-10
“Os mestres da lei criticavam a Jesus dizendo: este homem acolhe
os pecadores e faz refeições com eles.”
O “carregar a cruz” não supõe um peso adicional às dificuldades da vida, mas um estilo de viver cotidianamente à luz das exigências do Reino, conforme o ensinamento de Jesus.

“O amor não consiste em sentir grandes coisas, mas em ter uma grande desnudez e em padecer pelo Amado.”
São João da Cruz – D 113

“Se não estiverem interiormente fortalecidos em compreender como é importante ter todas as coisas sob os pés, desapegando-vos delas e voltando-se para as coisas eternas, por mais que se queirama encobrir, eles o deixarão transparecer.”
Santa Teresa de Jesus – C 3,4

Carta de Santa Teresa de Jesus em 05

1576 – C 136 – A D. Lorenzo de Cepeda, em Ávila – Cobrança de algum dinheiro de D. Lorenzo. Atenções com D. Antonio Ruiz, de Malagón. Gratidão a Francisco de Salcedo, ao qual aconselha paciência em certo pleito que tinha, sobre interesses materiais. Quão conveniente é o desapego dos bens terrenos.

SANTOS DO DIA


ZACARIAS E ISABEL



Os santos Zacarias e Isabel representam todos os pobres e oprimidos, que têm em Deus a única esperança. Eles receberam a graça de Deus por terem sido abençoados com o dom da fertilidade. São os pais de João Batista, o precursor de Jesus.Zacarias é um nome bastante popular na Bíblia e significa “Deus lembrou”. Na sua passagem temos o milagre do poder divino que age na sua vida. Quando Zacarias foi informado de que seria pai, duvidou e imediatamente ficou mudo até o nascimento da criança. Quando João finalmente nasceu, Deus soltou-lhe a língua e Zacarias pôde bendizer a Deus. Em seguida, ficou cheio do Espírito Santo e profetizou num cântico de alegria no qual expressou toda a sua felicidade, louvor a Deus e confiança no Senhor.Santa Isabel era parente de Maria. Concebeu na sua velhice e, maravilhada pela obra de Deus no seu coração, não se cansava de dizer: “Deus foi bom para mim. Agora já não tenho de que me envergonhar diante de ninguém." (Lucas 1,25)
Esta foi a profecia de Isaías referindo-se ao Precursor: «Voz do que clama no deserto: Preparai o caminho do SENHOR; endireitai no ermo vereda a nosso Deus». (Is 40: 3). Esta voz foi a do Precursor São João Batista, nascido de forma miraculosa; seu pai, Zacarias, era um sacerdote, e quando estava incensando o altar no templo, viu um Anjo do Senhor que lhe anunciou a chegada de um filho que deveria se chamar João. A alegria transbordou o coração de Zacarias, mas duvidou por um instante de que isso pudesse ser possível, pois sua mulher estava em idade já muito avançada. Então a Anjo lhe disse que, por ter duvidado, permaneceria privado da fala e audição até que a palavra de Deus fosse cumprida. E, de fato, Isabel, completando-se os nove meses, deu à luz um filho. Oito dias depois, quando o menino foi levado para ser circuncidado, parentes quiseram impor o nome de seu pai, Zacarias, ao menino. Foi quando Zacarias, percebendo este movimento, escreveu num quadro o nome João, e imediatamente voltou a falar e a ouvir, e a alegria novamente tomou conta de todos.