terça-feira, 12 de março de 2019

Comunicado de Falecimento

Maria do Socorro de Vasconcelos Neves 
* 08.12.1939 + 10.03.2019

A Comunidade Santa Teresa dos Andes  comunica o falecimento da Carmelita Secular Maria do Socorro de Vasconcelos Neves ocorrido hoje 10.03.2019 as 06:40 hs.  Iniciou sua caminhada na OCDS como membro da  Comunidade Santa Teresa dos Andes no ano de 2007 tendo feito as Promessas Definitivas no ano de 2014. A Comunidade é agradecida a Deus pelo tempo de convívio com essa irmã,  exemplar em sua Fé Cristã.  Viúva aos 30 anos de idade com 6 filhos menores entregou confiante sua família nas mãos de Deus e obteve a vitória, pois deixa filhos,  netos e bisnetos encaminhados na Fé Católica. Nossas orações pela alma de Socorro Neves e que do Céu ela reze por nós.

sábado, 9 de março de 2019


NOVENA A SÃO JOSÉ, 
ESPOSO DA VIRGEM MARIA. 
Tema: "AS VIRTUDES DO MISSIONÁRIO."
(De 10 a 18.03.2019) 



Oração Inicial (todos os dias):
Sinal da Cruz... 
Vinde Espírito Santo... 

1° Dia - 10.03.2019: Crer em Deus e no seu 'Plano de Salvação'.
Apresentemos a Deus o nosso chamado missionário, e aprender com São José a crer nesse projeto de amor com esperança. 

 "(...) fica lá até que eu te avise, porque Herodes vai procurar o menino para o matar." (Mt 2,13b)
"Assim, tomei por advogado e senhor o glorioso São José, encomendando-me muito a ele." (V 6,6) 

Oração para todos os dias: 
Recebei, Senhor Deus Uno e Trino, as intenções e propósitos que trazemos a vossa presença por meio de São José, e fazei-nos dignos de as praticar confiantes na sua paternal intercessão como nos ensina Santa Madre Teresa de Jesus, filha amada de vossa Igreja, e em união com a Virgem Maria, Rainha do Carmelo. 

Pai Nosso... Ave Maria... Glória ao Pai... 
São José, rogai por nós!  

Oração: Deus todo-poderoso, pelas preces de São José, a quem confiastes as primícias da Igreja, concedei que ela possa levar à plenitude os mistérios da salvação. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, na unidade do Espírito Santo. Amém! 

 ×××××××

 2° Dia - 11.03.2019: Viver como servo de Deus. 
Apresentemos a Deus as nossas vidas e o compromisso de dedicação a sua Palavra, aprendendo com São José a melhor nos comprometer e servir...

"Despertando, José fez como o anjo do Senhor lhe havia mandado e recebeu em sua casa sua esposa." (Mt 1,24) 
"Vi com clareza que esse pai e senhor meu me salvou, fazendo mais do que eu podia pedir, tanto dessa necessidade como de outras maiores, referentes à honra e à perda da alma." (V 6,6) 

Oração para todos os dias:  
Recebei, Senhor Deus Uno e Trino, as intenções e propósitos que trazemos a vossa presença por meio de São José, e fazei-nos dignos de as praticar confiantes na sua paternal intercessão como nos ensina Santa Madre Teresa de Jesus, filha amada de vossa Igreja, e em união com a Virgem Maria, Rainha do Carmelo.  

 Pai Nosso... Ave Maria... Glória ao Pai...  
 São José, rogai por nós!   

Oração: Deus todo-poderoso, pelas preces de São José, a quem confiastes as primícias da Igreja, concedei que ela possa levar à plenitude os mistérios da salvação. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, na unidade do Espírito Santo. Amém!   

 ××××××× 

3° Dia - 12.03.2019: Desprendimento para a Missão. 
Apresentemos a Deus os nossos limites e fragilidades para a missão que Ele nos confia, e com São José aprender a nos desapegar e desprender daquilo que nos paraliza.

"Levanta-te, toma o menino e sua mãe e foge para o Egito..." (Mt 2,13a)
"Não me lembro até hoje de ter-lhe suplicado algo que ele não tenha feito." (V 6,6) 

Oração para todos os dias: 
Recebei, Senhor Deus Uno e Trino, as intenções e propósitos que trazemos a vossa presença por meio de São José, e fazei-nos dignos de as praticar confiantes na sua paternal intercessão como nos ensina Santa Madre Teresa de Jesus, filha amada de vossa Igreja, e em união com a Virgem Maria, Rainha do Carmelo. 

Pai Nosso... Ave Maria... Glória ao Pai... 
São José, rogai por nós!  

Oração: Deus todo-poderoso, pelas preces de São José, a quem confiastes as primícias da Igreja, concedei que ela possa levar à plenitude os mistérios da salvação. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, na unidade do Espírito Santo. Amém! 

 ××××××× 

4° Dia - 13.03.2019: Esperança na adversidade.
Apresentemos a Deus nossas dificuldades para testemunhá-lO nos ambientes de missão em que vivemos, e por meio de São José aprendamos a esperar unicamente no próprio Deus.

"Depois de sua partida, um anjo do Senhor apareceu em sonhos a José e disse: Levanta-te, toma o menino e sua mãe e foge para o Egito; fica lá até que eu te avise, porque Herodes vai procurar o menino para o matar." (Mt 2,13) 
"Espantam-me muito os muitos favores que Deus me concedeu através desse bem-aventurado Santo, e os perigos, tanto do corpo como da alma, de que me livrou". (V 6,6)

Oração para todos os dias: 
Recebei, Senhor Deus Uno e Trino, as intenções e propósitos que trazemos a vossa presença por meio de São José, e fazei-nos dignos de as praticar confiantes na sua paternal intercessão como nos ensina Santa Madre Teresa de Jesus, filha amada de vossa Igreja, e em união com a Virgem Maria, Rainha do Carmelo. 

Pai Nosso... Ave Maria... Glória ao Pai... 
São José, rogai por nós!  

Oração: Deus todo-poderoso, pelas preces de São José, a quem confiastes as primícias da Igreja, concedei que ela possa levar à plenitude os mistérios da salvação. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, na unidade do Espírito Santo. Amém! 

 ××××××× 

5° Dia - 14.03.2019: Amor à família humana e religiosa a que pertencemos. 
Apresentar a Deus as nossas famílias, aprendendo com São José a amar e zelar pelo bem de nossas famílias em suas variadas realidades. 

"José levantou-se durante a noite, tomou o menino e sua mãe e partiu para o Egito." (Mt 2,14)
"Se a outros santos o Senhor parece ter concedido a graça de socorrer numa dada necessidade, a esse Santo glorioso..." (V 6,6)

Oração para todos os dias: 
Recebei, Senhor Deus Uno e Trino, as intenções e propósitos que trazemos a vossa presença por meio de São José, e fazei-nos dignos de as praticar confiantes na sua paternal intercessão como nos ensina Santa Madre Teresa de Jesus, filha amada de vossa Igreja, e em união com a Virgem Maria, Rainha do Carmelo. 

Pai Nosso... Ave Maria... Glória ao Pai... 
São José, rogai por nós!  

Oração: Deus todo-poderoso, pelas preces de São José, a quem confiastes as primícias da Igreja, concedei que ela possa levar à plenitude os mistérios da salvação. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, na unidade do Espírito Santo. Amém! 

 ×××××××× 

6° Dia - 15.03.2019: Caridade e proteção para com os que nos rodeiam.  
Apresentar a Deus aqueles que se recomendam ou que necessitam de nossos cuidados, e com São José aprender a missão do cuidado com o outro. 

"Levanta-te, toma o menino e sua mãe e retorna à terra de Israel, porque morreram os que atentavam contra a vida do menino." (Mt 2,20)
"(...) a minha experiência mostra que Deus permite socorrer em todas, querendo dar a entender, que São José, por ter-Lhe sido submisso na terra, na qualidade de pai adotivo, tem no céu todos os seus pedidos atendidos." (V 6,6) 

Oração para todos os dias: 
Recebei, Senhor Deus Uno e Trino, as intenções e propósitos que trazemos a vossa presença por meio de São José, e fazei-nos dignos de as praticar confiantes na sua paternal intercessão como nos ensina Santa Madre Teresa de Jesus, filha amada de vossa Igreja, e em união com a Virgem Maria, Rainha do Carmelo. 

Pai Nosso... Ave Maria... Glória ao Pai... 
São José, rogai por nós!  

Oração: Deus todo-poderoso, pelas preces de São José, a quem confiastes as primícias da Igreja, concedei que ela possa levar à plenitude os mistérios da salvação. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, na unidade do Espírito Santo. Amém! 

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7° Dia - 16.03.2019: Obediência à hierarquia. 
Apresentar a Deus as necessidades da Igreja e do Carmelo; as intenções do Santo Padre o Papa Francisco; do Padre Geral e de nossos superiores em nossa Ordem e/ou em nossas Paróquias, aprendendo com São José a sermos obedientes a Deus e ao seu projeto de amor para nós. 

"José, filho de Davi, não temas receber Maria por esposa, pois o que nela foi concebido vem do Espírito Santo." (Mt 1,20) 
"(...) não sei como se pensar na Rainha dos Anjos, no tempo em que tanta angústia passou com o Menino Jesus, sem se dar graças a São José pela ajua que lhe prestou." (V 6,8)

Oração para todos os dias: 
Recebei, Senhor Deus Uno e Trino, as intenções e propósitos que trazemos a vossa presença por meio de São José, e fazei-nos dignos de as praticar confiantes na sua paternal intercessão como nos ensina Santa Madre Teresa de Jesus, filha amada de vossa Igreja, e em união com a Virgem Maria, Rainha do Carmelo. 

Pai Nosso... Ave Maria... Glória ao Pai...
São José, rogai por nós! 

Oração: Deus todo-poderoso, pelas preces de São José, a quem confiastes as primícias da Igreja, concedei que ela possa levar à plenitude os mistérios da salvação. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, na unidade do Espírito Santo. Amém! 

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 8° Dia - 17.03.2019: Fidelidade ao carisma. 
Apresentar a Deus o nosso chamado ao carisma carmelita-teresiano, e com São José aprender a ser fiel à oração em tudo oferecendo por amor a Deus e aos irmãos. 

"Com a morte de Herodes, o anjo do Senhor apareceu em sonhos a José, no Egito, e disse: Levanta-te, toma o menino e sua mãe e retorna à terra de Israel, porque morreram os que atentavam contra a vida do menino." (Mt 2,19-20) 
"Quem não encontrar Mestre que ensine a rezar tome por Mestre esse glorioso Santo, e não errará o caminho." (V 6,8) 

Oração para todos os dias: 
Recebei, Senhor Deus Uno e Trino, as intenções e propósitos que trazemos a vossa presença por meio de São José, e fazei-nos dignos de as praticar confiantes na sua paternal intercessão como nos ensina Santa Madre Teresa de Jesus, filha amada de vossa Igreja, e em união com a Virgem Maria, Rainha do Carmelo. 

Pai Nosso... Ave Maria... Glória ao Pai... 
São José, rogai por nós!  

Oração: Deus todo-poderoso, pelas preces de São José, a quem confiastes as primícias da Igreja, concedei que ela possa levar à plenitude os mistérios da salvação. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, na unidade do Espírito Santo. Amém! 

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 9° Dia - 18.03.2019: Confiar em Deus. 
Apresentar a Deus os bens do corpo e da alma de que necessitamos para bem servi-lO e amá-lO, apendendo com São José a entregar-se e confiar-se unicamente a Deus.  

"José levantou-se, tomou o menino e sua mãe e foi para a terra de Israel." (Mt 2,21) 
"Quem não me crê o experimente, vendo por experiência o grande bem que é encomendar-se a esse glorioso patriarca e ter-lhe devoção." (V 6,8) 

Oração para todos os dias: 
Recebei, Senhor Deus Uno e Trino, as intenções e propósitos que trazemos a vossa presença por meio de São José, e fazei-nos dignos de as praticar confiantes na sua paternal intercessão como nos ensina Santa Madre Teresa de Jesus, filha amada de vossa Igreja, e em união com a Virgem Maria, Rainha do Carmelo. 

Pai Nosso... Ave Maria... Glória ao Pai... 
São José, rogai por nós!  

Oração: Deus todo-poderoso, pelas preces de São José, a quem confiastes as primícias da Igreja, concedei que ela possa levar à plenitude os mistérios da salvação. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, na unidade do Espírito Santo. Amém!   


#ComissãoDeEspiritualidade 
#AlmaCarmelita  

Continuação do Estudo dos Dez Mandamentos na Formação da OCDS Camaragibe/PE

Neste sábado, 09, a OCDS Camaragibe/PE, seguindo seu Calendário-Programa de Formação 2019, continuou o estudo sobre os Dez Mandamentos.

O encarregado da Formação, Roberval, juntamente com Mônica e Stênio, repassaram para os presentes, respectivamente, os três primeiros mandamentos do Decálogo:

- Amar a Deus sobre todas as coisas. 
- Não tomar seu Santo Nome em vão. 
- Guardar os domingos e festas de guarda.

A participação da Comunidade ocorreu com a partilha dos presentes a cada tema abordado, e ainda contamos com a presença de dois postulantes à Ordem. 





quarta-feira, 6 de março de 2019

O CARMELITA SECULAR E A VIVÊNCIA DA QUARESMA





“Todos os anos, pelos quarenta dias da Grande Quaresma, a Igreja une-se ao mistério de Jesus no deserto." (Catecismo da Igreja Católica, nº 540).

A palavra Quaresma vem do latim, quadragésima, e é utilizada para designar o período de quarenta dias que antecede a festa ápice do cristianismo: a Ressurreição de Nosso Senhor Jesus Cristo, comemorada no Domingo de Páscoa. Esta prática data desde o século IV. A cor litúrgica deste tempo é o roxo, que significa penitência e conversão.

De acordo com a Carta Apostólica do Papa Paulo VI, aprovando o Novo Calendário Romano Geral, página 28, o tempo da quaresma começa na Quarta-feira de Cinzas e termina na Quinta-feira da Semana Santa (até a Missa da Ceia do Senhor, exclusive – Diretório da Liturgia – CNBB). Tradicionalmente, a Quaresma era contada da Quarta-Feira de Cinzas até o Sábado de Aleluia, somando-se 46 dias. Excluindo-se os seis domingos que não são dias com caráter penitencial, tem-se o número de 40 dias.

Conforme o Catecismo da Igreja Católica, no nº 1438, “os tempos e os dias de penitência no decorrer do Ano Litúrgico (tempo da Quaresma, cada sexta-feira, em memória da morte do Senhor) são momentos fortes da prática penitencial da Igreja. Estes tempos são particularmente apropriados para os exercícios espirituais, as liturgias penitenciais, as peregrinações em sinal de penitência, as privações voluntárias, como o jejum e a esmola, a partilha fraterna (obras caritativas e missionárias)”.

O Catecismo da Igreja Católica, em seu nº 1434, indica-nos as formas que o católico pode praticar seus atos de penitência:

CIC, nº 1434: “A penitência interior do cristão pode ter expressões muito variadas. A Escritura e os Padres insistem sobretudo em três formas: o jejum, a oração e a esmola que exprimem a conversão, em relação a si mesmo, a Deus e aos outros. A par da purificação radical operada pelo Batismo ou pelo martírio, citam, como meios de obter o perdão dos pecados, os esforços realizados para se reconciliar com o próximo, as lágrimas de penitência, a preocupação com a salvação do próximo, a intercessão dos santos e a prática da caridade «que cobre uma multidão de pecados» (1 Pe 4, 8)."

Todos os católicos devem cumprir os cinco preceitos da Igreja, os quais têm por fim garantir aos fiéis o mínimo indispensável do espírito de oração, da vida sacramental, do empenho moral e do crescimento do amor de Deus e do próximo. (Compêndio do Catecismo, 431). O quarto preceito da Igreja consiste em guardar a abstinência e jejuar nos dias marcados pela Igreja (Compêndio do Catecismo, 432).

Dessa forma, o Código de Direito Canônico assim estabelece os dias de penitência:

Cân. 1249 — Todos os fiéis, cada qual a seu modo, por lei divina têm obrigação de fazer penitência; para que todos se unam entre si em alguma observância comum de penitência, prescrevem-se os dias de penitência em que os fiéis de modo especial se dediquem à oração, exercitem obras de piedade e de caridade, se abneguem a si mesmos, cumprindo mais fielmente as próprias obrigações e sobretudo observando o jejum e a abstinência, segundo as normas dos cânones seguintes.

Cân. 1250 — Os dias e tempos de penitência na Igreja universal são todas as sextas-feiras do ano e o tempo da Quaresma.

Cân. 1251 — Guarde-se a abstinência de carne ou de outro alimento segundo as determinações da Conferência episcopal, todas as sextas-feiras do ano, a não ser que coincidam com algum dia enumerado entre as solenidades; a abstinência e o jejum na quarta-feira de Cinzas e na sexta-feira da Paixão e Morte de Nosso Senhor Jesus Cristo.

Cân. 1252 — Estão obrigados à lei da abstinência os que completaram catorze anos de idade; à lei do jejum estão sujeitos todos os maiores de idade até terem começado os sessenta anos. Todavia os pastores de almas e os pais procurem que, mesmo aqueles que, por motivo de idade menor não estão obrigados à lei da abstinência e do jejum, sejam formados no sentido genuíno da penitência.

Cân. 1253 — A Conferência episcopal pode determinar mais pormenorizadamente a observância do jejum e da abstinência, e bem assim substituir outras formas de penitência, sobretudo obras de caridade e exercícios de piedade, no todo ou em parte, pela abstinência ou jejum.

Com referência ao cânon 1251, a CNBB afirma que o fiel católico brasileiro pode substituir a abstinência de carne por uma obra de caridade, um ato de piedade ou comutar a carne por um outro alimento.

O cânon é bem claro ao afirmar que todos são obrigados a jejuar, pois compreende a idade de 18 a 60 anos. Porém, desde os catorze anos os adolescentes já podem fazer algum tipo de abstinência.

Portanto, o quarto mandamento da Lei da Igreja está plenamente em vigor. A maioria dos católicos é obrigada a cumprir esse preceito, que não deve ser encarado como uma imposição, um sacríficio, mas sim, como meio de seguro de responder ao apelo de Jesus à conversão do coração.



Desde os primórdios da nossa Ordem, a Regra de Santo Alberto já previa o jejum e a abstinência para os primeiros carmelitas, eremitas no Monte Carmelo:

15. Jejuai todos os dias, menos aos domingos, desde a festa da Exaltação da Santa Cruz até o dia da Ressurreição do Senhor, a não ser que enfermidade ou debilidade física ou outra causa razoável aconselhe sua dispensa, pois a necessidade não está sujeita à Lei.

16. Observai a abstinência de carne, a menos que a tomeis como remédio em caso de enfermidade ou debilidade. E já que pelas viagens, tereis que mendigar, amiúde, para vosso sustento, fora de casa podeis comer legumes preparados com carne, a fim privar de moléstias a quem vos hospedar. Porém, fica autorizada a comida de carne em viagens.



Para os carmelitas seculares, as Constituições da OCDS recomendam as práticas de abnegação evangélica e a observância da penitência conforme o calendário litúrgico:

Constituições OCDS, art. 22: O caminho da oração cristã exige viver a abnegação evangélica (Lc 9,23) no cumprimento da própria vocação e missão, já que “oração e vida cômoda são incompatíveis” [20]. O secular assumirá a partir da perspectiva da fé, da esperança e do amor, os trabalhos e sofrimentos de cada dia, as preocupações familiares, a incerteza e as limitações da vida humana, a enfermidade, a incompreensão e tudo aquilo que constitui o tecido de nossa existência terrena. Procurará, ao mesmo tempo, fazer de tudo isso matéria para seu diálogo com Deus, para crescer numa atitude de louvor e agradecimento ao Senhor. Para viver autenticamente a simplicidade, o desapego, a humildade e a completa confiança no Senhor, a Ordem Secular observa as práticas de abnegação evangélica recomendadas pela Igreja. De particular importância são aqueles dias e períodos do calendário litúrgico que têm caráter penitencial.

Em nossa Província São José, também o Estatuto Particular da OCDS, recomenda para a vivência espiritual do carmelita secular a penitência e a mortificação:

Estatuto Particular da OCDS – Província São José, art. 4º: A vida de oração, fundamento e exercício primordial do Carmelo, será cultivada pelo Carmelita Secular com o uso dos meios que a Ordem para isto determina, conforme a seguir elencados:

(...)
X – A PENITÊNCIA E MORTIFICAÇÃO - Porque a vida de oração e de união com Deus exige “manter o dinamismo permanente de conversão”. O Carmelita Secular cultivará o espírito de penitência e de mortificação, segundo as indicações que se seguem:
(...)

b) praticará algum exercício de penitência, segundo a tradição da Ordem, especialmente nas sextas-feiras do Advento e Quaresma, e em preparação às festas da Ordem, e quando possível o jejum e abstinência na Vigília da festa de Nossa Senhora do Carmo.

Entretanto, devemos estar muito atentos para não praticarmos penitências exageradas, conforme muito bem nos advertem nossos pais Santa Teresa de Jesus e São João da Cruz:

“Como já sabeis, não aprovo penitências excessivas, que, se forem feitas sem discernimento, pode provocar malefícios à saúde” (Santa Teresa de Jesus – Caminho de Perfeição 15, 3).

“Sobrecarregam-se de penitências excessivas e outras muitas práticas extraordinárias, de todo arbitrárias, e imaginam que somente isto basta para chegar à união com a Sabedoria divina, sem a mortificação dos seus apetites desordenados” (São João da Cruz 1S, 4).

Portanto, de nada adianta qualquer prática de penitência, se esta não nos levar à conversão do coração. “Sem ela, as obras de penitência são estéreis e enganadoras” (CIC, 1430).

O Papa Francisco, em sua Mensagem para a Quaresma de 2019, nos indica que o caminho para a verdadeira conversão é abandono do egoísmo, fazendo-nos próximos das pessoas em dificuldade, através da partilha de nossos bens materiais e espirituais:

“Queridos irmãos e irmãs, a «quaresma» do Filho de Deus consistiu em entrar no deserto da criação para fazê-la voltar a ser aquele jardim da comunhão com Deus que era antes do pecado das origens (cf. Mc 1,12-13; Is 51,3). Que a nossa Quaresma seja percorrer o mesmo caminho, para levar a esperança de Cristo também à criação, que ‘será libertada da escravidão da corrupção, para alcançar a liberdade na glória dos filhos de Deus’. Não deixemos que passe em vão este tempo favorável! Peçamos a Deus que nos ajude a realizar um caminho de verdadeira conversão. Abandonemos o egoísmo, o olhar fixo em nós mesmos, e voltemo-nos para a Páscoa de Jesus; façamo-nos próximo dos irmãos e irmãs em dificuldade, partilhando com eles os nossos bens espirituais e materiais”” (Papa Francisco – Mensagem para a Quaresma de 2019).

Na mensagem para a Quaresma de 2017, o Papa Francisco nos estimulou a participar das Campanhas de Quaresma:

“Encorajo todos os fiéis a expressar esta renovação espiritual, inclusive participando nas Campanhas de Quaresma que muitos organismos eclesiais, em várias partes do mundo, promovem para fazer crescer a cultura do encontro na única família humana. Rezemos uns pelos outros para que, participando na vitória de Cristo, saibamos abrir as nossas portas ao frágil e ao pobre. Então poderemos viver e testemunhar em plenitude a alegria da Páscoa.” (Papa Francisco – Mensagem para a Quaresma de 2017).

No Brasil, anualmente no tempo da Quaresma é realizada a Campanha da Fraternidade, que é uma das maiores campanhas de solidariedade do mundo cristão. A Campanha da Fraternidade deste ano tem como tema: “Fraternidade e Políticas Públicas”, como lema: “Serás libertado pelo direito e pela justiça”. (Is 1,27), e tem como objetivo geral: Estimular a participação em Políticas Públicas, à luz da Palavra de Deus e da Doutrina Social da Igreja para fortalecer a cidadania e o bem comum, sinais de fraternidade.

Seguem abaixo, informações retiradas do site da CNBB, onde constam informações importantes sobre o que é a Campanha da Fraternidade, como surgiu, e qual a sua relação com Quaresma:

O QUE É A CAMPANHA DA FRATERNIDADE?

A Campanha da Fraternidade é uma atividade ampla de evangelização que ajuda os cristãos e as pessoas de boa vontade a concretizarem, na prática, a transformação da sociedade a partir de um problema específico, que exige a participação de todos na sua solução. Ela tornou-se tão especial por provocar a renovação da vida da Igreja e ao mesmo tempo resolver problemas reais.

Seus objetivos permanentes são: despertar o espírito comunitário e cristão no povo de Deus, comprometendo, em particular, os cristãos na busca do bem comum; educar para a vida em fraternidade, a partir da justiça e do amor: exigência central do Evangelho. Renovar a consciência da responsabilidade de todos na promoção humana, em vista de uma sociedade justa e solidária.

Os temas escolhidos são sempre aspectos da realidade sócio-econômico-política do país, marcada pela injustiça, pela exclusão, por índices sempre mais altos de miséria. Os problemas que a Campanha visa ajudar a resolver, se encontram com a fraternidade ferida, e a fé, tem o compromisso de restabelecê-la. A partir do início dos encontros nacionais sobre a CF, em 1971, a escolha de seus temas vem tendo sempre mais ampla participação dos 16 Regionais da CNBB que recolhem sugestões das Dioceses e estas das paróquias e comunidades.

COMO COMEÇOU A CAMPANHA DA FRATERNIDADE?

Em 1961, três padres responsáveis pela Cáritas Brasileira idealizaram uma campanha para arrecadar fundos para as atividades assistenciais e promocionais da instituição e torná-la autônoma financeiramente. A atividade foi chamada Campanha da Fraternidade e realizada pela primeira vez na quaresma de 1962, em Natal-RN, com adesão de outras três Dioceses e apoio financeiro dos Bispos norte-americanos. No ano seguinte, 16 Dioceses do Nordeste realizaram a campanha. Não teve êxito financeiro, mas foi o embrião de um projeto anual dos Organismos Nacionais da CNBB e das Igrejas Particulares no Brasil, realizado à luz e na perspectiva das Diretrizes Gerais da Ação Pastoral (Evangelizadora) da Igreja em nosso País.

Este projeto se tornou nacional no dia 26 de dezembro de 1963, com uma resolução do Concílio Vaticano II, a maior e mais importante reunião da igreja católica. O projeto realizou-se pela primeira vez na quaresma de 1964. Ao longo de quatro anos seguidos, por um período extenso em cada um, os Bispos ficaram hospedados na mesma casa, em Roma, participando das sessões do Concílio e de diversos momentos de reunião, estudo, troca de experiências. Nesse contexto, nasceu e cresceu a Campanha da Fraternidade.

QUAL É A RELAÇÃO ENTRE CAMPANHA DA FRATERNIDADE E A QUARESMA?

A Campanha da Fraternidade é um instrumento para desenvolver o espírito quaresmal de conversão e renovação interior a partir da realização da ação comunitária, que para os católicos, é a verdadeira penitência que Deus quer em preparação da Páscoa. Ela ajuda na tarefa de colocar em prática a caridade e ajuda ao próximo. É um modo criativo de concretizar o exercício pastoral de conjunto, visando a transformação das injustiças sociais.

Desta forma, a Campanha da Fraternidade é maneira que a Igreja no Brasil celebra a quaresma em preparação à Páscoa. Ela dá ao tempo quaresmal uma dimensão histórica, humana, encarnada e principalmente comprometida com as questões específicas de nosso povo, como atividade essencial ligada à Páscoa do Senhor.




QUAL O OBJETIVO DO TEMA DA CAMPANHA DA FRATERNIDADE DE 2019?

Conforme o presidente da CNBB, cardeal Sergio da Rocha, em seu pronunciamento durante cerimônia de lançamento da Campanha da Fraternidade 2019, “um dos principais objetivos da CF é contribuir para o conhecimento da importância do tema e promover uma participação maior na elaboração de políticas públicas nos diversos âmbitos da vida social (saúde, educação, segurança pública, meio ambiente…) temas já trabalhados em temas anteriores. De tal modo, que esta Campanha, com um tema de caráter mais abrangente, retoma e dá continuidade a outras que tiveram temas mais específicos. Ela estimula o exercício consciente e responsável da cidadania, despertando o interesse pelas políticas públicas, tema exigente e ainda pouco conhecido. Durante o tempo quaresmal, teremos a ocasião especial para conhecer melhor o tema desta Campanha. É importante refletir sobre o tema por meio de encontros de formação, palestras, debates e rodas de conversa. Há diversos modos de participar da vida política, muito além da militância em partidos políticos, como participação em conselhos paritários, em audiências públicas, em movimentos sociais e tantas outras iniciativas de cidadania responsável. as políticas públicas devem assegurar e efetivar direitos fundamentais da população, a começar dos mais pobres e vulneráveis. O bem dos pequenos e fragilizados é critério para assegurar se a política está efetivamente a serviço do bem comum. Os pobres e excluídos não podem ser esquecidos; ao contrário, devem ser considerados com especial atenção e elaboração de políticas públicas. O lema ‘serás libertado pelo direito e pela justiça’, extraído do Profeta Isaías (Is 1,27) ilumina e anima esta Campanha, orientando as nossas ações. Mais uma vez, a Igreja não pretende oferecer soluções técnicas para os problemas sociais, nem se deixa guiar por ideologias ou partidos. Cumpre a sua missão profética nas condições concretas da história, oferecendo aquilo que tem de mais precioso: a luz da fé, a Palavra de Deus, os valores do Evangelho. A Igreja oferece critérios, princípios, valores éticos, a serem acolhidos na ação político partidária e demais iniciativas no âmbito político, tendo como grandes fontes a Palavra de Deus e a Doutrina Social da Igreja“. (Confira a notícia: http://www.cnbb.org.br/cardeal-sergio-da-rocha-sabemos-que-uma-das-principais-exigencias-da-espiritualidade-quaresmal-e-a-fraternidade/)

O papa Francisco enviou mensagem para a Igreja do Brasil sobre a Campanha da Fraternidade 2019. Para ele os cristãos devem buscar a participação mais ativa na sociedade como forma concreta de amor ao próximo, que permita a construção de uma cultura fraterna baseada no direito e na justiça. Aos que se dedicam na construção de políticas públicas – governos e gestores públicos, o papa Francisco exortou a que vivam “com paixão o seu serviço aos povos, vibrando com as fibras íntimas do seu atos e da sua cultura, solidários com o seus sofrimentos e esperanças”. Para o Santo Padre, citando mensagem ao Congresso organizado pela CAL-CELAM, 1/XII/2017, é necessário que tenhamos “políticos que anteponham o bem comum aos seus interesses privados, que não se deixem intimidar pelos grandes poderes financeiros e mediáticos, sendo competentes e pacientes face a problemas complexos, conjugando a busca da justiça com a misericórdia e a reconciliação”. (Confira a mensagem completa: http://www.cnbb.org.br/papa-francisco-envia-mensagem-a-abertura-da-campanha-da-fraternidade-no-brasil/)

Portanto nós, carmelitas descalços seculares, devemos procurar viver com amor tudo o que os preceitos da Igreja nos determinam e os documentos de nossa Ordem nos indicam para este tempo da Quaresma, fazendo nossos atos de penitência com simplicidade e discrição, celebrando o que a Liturgia da Igreja nos oferece (Ofício próprio para a Quaresma), e participando da Campanha da Fraternidade proposta pela CNBB, tudo com a finalidade de buscar a conversão de nossos corações para, com a graça e a misericórdia de Deus, chegarmos um dia ao topo do Monte, como fizeram nossos santos do Carmelo!

“O amor prova-se por feitos, então como posso provar meu amor? Grandes feitos estão fora do meu alcance. A única forma de provar meu amor é espalhando flores e estas flores são todos os pequenos sacrifícios, cada olhar, cada palavra e cada pequeno ato de amor.” (Santa Teresinha do Menino Jesus e da Sagrada Face).

Luciano Dídimo, ocds


terça-feira, 26 de fevereiro de 2019

Mensagem do Definitório Extraordinário OCD - Caminhar na Verdade


Caminhar na verdade
Mensagem do Definitório Extraordinário OCD
Old Goa (Índia), de 4 a 10 de fevereiro de 2019

  
São Paulo exorta os cristãos da comunidade de Roma para se deixarem transformar por meio de uma renovação pessoal profunda que lhes permita viver sempre de acordo com a vontade de Deus: "Não vos conformeis com as normas do presente século, mas transformai-vos sinceramente pela renovação da mente, para que possais discernir qual é a vontade de Deus: o que é bom, o que é agradável, o que é perfeito "(Rm 12,2). Com este desejo e este espírito, o Definitório Extraordinário reuniu-se de 04-10 fevereiro de 2019 Old Goa (Índia), muito perto de onde teve início a presença da Ordem na Índia, bem como a Basílica que guarda o túmulo de São Francisco Xavier, um dos grandes missionários da história da Igreja. Agradecemos aos nossos irmãos de Karnataka-Goa e às outras províncias indianas pela acolhida fraterna e calorosa e pela solicitude com que prepararam a reunião. Durante estes dias, celebramos com alegria o quarto centenário da chegada dos primeiros Carmelitas Descalços na Índia (Goa 1619), e agradecemos ao Senhor pela abundância de vocações nos últimos tempos, o que fez da Índia o país que atualmente tem o maior número de frades carmelitas descalços. Este duplo olhar para o passado e presente pode confirmar a vitalidade do carisma Teresiano, sem desvincular-se de suas raízes históricas, que continua a desenvolver-se com energia sempre renovada, conjugando a necessária continuidade com constante atualização.

A releitura das Constituições

O Capítulo Geral realizado em Avila em maio 2015 decidiu que a Ordem entrará em um processo de reflexão e discernimento sobre como viver o carisma no momento presente. Para tanto, ele pediu a todos os religiosos que realizassem uma releitura orante e comunitária das Constituições, com o objectivo principal de descobrir se nossa vida real corresponde ao ideal carismático e as regras práticas que o regem. Além disso, a leitura da Constituição deveria servir para discernir se era conveniente reescrevê-lo, no todo ou em parte, para continuar a expressar de forma atualizada e compreensível os valores permanentes que constituem o carisma de nossa família religiosa. O Definitório de Goa foi a ocasião oportuna para recolher a experiência da primeira fase do processo, avaliar seus resultados e orientar os futuros passos. Seguindo as indicações e materiais da comissão internacional cujos membros agradecemos o esforço que levaram a cabo, as comunidades realizaram um trabalho que em alguns casos já produziu bons resultados de renovação e de compromisso pessoal e comunitário. Depois de analisar as propostas e sugestões recebidas de toda Ordem sobre os textos legislativos, o Definitório respondeu ao encargo que lhe foi confiado pelo Capítulo Geral de tomar uma decisão sobre o caminho a seguir a partir de agora, com base nestes pressupostos "reelaboração das Constituições, revisão pontual das mesmas e / ou elaboração de uma Declaração sobre a vida Carmelitano-Teresiana" (é hora de andar!, 32).

A Ordem no contexto atual de mudança

O processo seguido até este momento nos levou a constatar a vitalidade da Ordem, sua capacidade de se estabelecer e de se inculturar em múltiplas áreas do nosso mundo. Nos últimos anos, embora tenha havido um declínio significativo em regiões de presença tradicional como a Europa, a expansão do Carmelo Teresiano foi rápida e extensa em muitos outros lugares. Resulta evidente a atualidade e a universalidade de um carisma que tantos séculos depois dá sentido às vidas de muitas pessoas de lugares tão diferentes.
Ao mesmo tempo, tomamos consciência de algumas tendências na vida da Ordem. Uma delas é a grande diversidade nas formas concretas de vida e atividade. Há diferenças notáveis de todo tipo: número de membros nas comunidades, tipo de apostolado, prática da oração em comum ... A variedade de estilos de vida parece refletir, e também produzir, diferentes maneiras de entender o carisma, variando de uma visão quase monástica até uma abordagem totalmente centrada nas atividades ministeriais.
Outra tendência que observamos é a crescente autonomia prática que se dá em diversos níveis na vida da Ordem: dos religiosos em relação à comunidade, das comunidades em relação à província e, ainda mais, de cada província em relação às outras províncias e ao conjunto da Ordem. Juntamente a muitos outros fatores, certamente essa tendência não é estranha ao individualismo cada vez mais pronunciado que caracteriza as sociedades modernas e que influencia fortemente a vida religiosa. A acolhida alegre de uma diversidade que enriquece o todo deve ser acompanhada de um discernimento sério que permita manter a coesão e a unidade da Ordem.

Retomar o caminho da renovação

Um fator que tem influência decisiva na situação da Ordem é a magnitude da mudança que está ocorrendo em nossas sociedades em muitas áreas: tecnológica, cultural, antropológica, eclesial ... As formas de viver e pensar de hoje tem pouco a ver com aquelas de 40 ou 50 anos atrás. Vivemos em um mundo que muda cada vez mais rapidamente.
A Igreja precisa responder a essas mudanças com uma renovação permanente que lhe permita viver e transmitir a mensagem do Evangelho com linguagem e formas adequados à situação atual, bem como aos diversos contextos culturais, políticos e sociais do nosso mundo. A chamada para estarmos atentos e reagirmos seriamente diante das situações de mudança e necessidades dos tempos e lugares que fizeram o Concílio Vaticano II continua válida, mas deve ser uma atitude constante da Igreja e de todos quanto a formamos.
Os Religiosos, movidos pelo Espírito, têm sabido responder, em cada momento histórico, com criatividade e generosidade às necessidades da humanidade, e agora são chamados a acolher com especial interesse e intensidade ao convite urgente de renovação. A Congregação para os Institutos de Vida Consagrada e Sociedades de Vida Apostólica, acolhendo o convite do Papa Francisco a viver na novidade evangélica, exortou os religiosos a aprofundar a dinâmica da renovação pós-conciliar e "agarrar o desafio de uma novidade que exige não apenas acolhida, mas também discernimento. É necessário criar estruturas que sejam realmente adequadas para proteger a riqueza inovadora do Evangelho, a fim de vivê-la e torná-la disponível para todos, conservando a sua qualidade e bondade "(Para vinho novo, odres novos, 2).

Também, é claro, nossa Ordem deve fazê-lo. O P. Geral, em seu discurso neste Definitório Extraordinário, sublinhou que o tema principal neste momento é precisamente "a renovação, isto é, a adaptação dos modos de compreender e viver o carisma no contexto antropológico que tem mudado em nosso tempo "; trata-se de "retomar o caminho de renovação iniciado, mas certamente não concluído com a aprovação das Constituições pós-conciliares" (Objetivo, método e temas de uma declaração carismática, páginas 2 e 11). Seguindo as recentes indicações da Igreja, também nossas irmãs Carmelitas Descalças estão avançando nesse caminho.

A revisão dos textos legislativos

Uma revisão das Constituições e das Normas Aplicativas seria, sem dúvida, uma ajuda neste desejo de renovação e atualização carismática que compartilhamos. As Constituições, como qualquer texto legislativo, são necessariamente limitadas e contingentes, e exigem uma atualização permanente. No entanto, notamos que a Ordem como um todo valoriza a riqueza das atuais Constituições e não sente a necessidade de uma reelaboração completa do texto. É mais compartilhada a impressão de que a revisão de alguns pontos específicos seria possível e conveniente; no entanto, o consenso não é majoritário, e menos ainda sobre quais são os elementos para modificar, suprimir ou adicionar. Estamos igualmente conscientes de que uma atualização séria e profunda das Constituições exige um tempo prévio de reflexão e mentalização doutrinal em toda a Ordem, que será necessariamente longo, em torno do carisma carmelita-teresiano e dos sinais de tempos e lugares.
Por todas estas razões, o Definitório Extraordinário decidiu não empreender, por enquanto, a redação de um novo texto constitucional, nem a revisão do atual. Muitas das propostas de modificação que foram apresentadas podem ser assumidas com a revisão das Normas Aplicativas, que é uma competência do Capítulo Geral já prevista no próprio texto legislativo. Neste sentido, durante o Definitório de Goa já iniciamos o diálogo sobre alguns dos pontos que seria conveniente rever, com base nas informações recebidas das comunidades e na experiência do Definitório geral. O trabalho continuará durante os próximos meses para que o Capítulo Geral possa ter os instrumentos necessários para avançar nesta revisão.

Para uma declaração carismática

Em sintonia com o desejo expresso por um número significativo de circunscrições da Ordem, o Definitório Extraordinário aceitou por uma grande maioria empreender a elaboração de uma Declaração sobre a vida Carmelitano-Teresiana (fontes, história, atualidade), que foi uma das possibilidades delineadas pelo Capítulo Geral de 2015.
Como o Padre Geral definiu, o objetivo da dita Declaração seria "ajudar a ler e compreender o carisma e as Constituições de forma adequada para a situação atual, seus desafios e os diversos contextos sócio-culturais em que a ordem está presente ". Trata-se, pois, de expor sinteticamente e com uma linguagem atualizada os elementos essenciais de nossa identidade carismática, aqueles que nos definem como uma família em particular na Igreja e todos nós aspiramos a implementar, independentemente do nosso lugar de origem ou de residência, nossa cultura, nossa comunidade ou nossa atividade.
Um primeiro passo essencial é retornar às fontes de nossa família e nossa espiritualidade. Por outro lado, é necessário conhecer e analisar com lucidez a realidade do nosso tempo. Devemos também levar em conta a diversidade de regiões, culturas e situações em que vivemos atualmente. A combinação adequada dessas perspectivas deve permitir uma atualização das formas de expressão e dos modos de viver o carisma que lhe dê nova força e vigor.
O documento que pretendemos elaborar está chamado a ser uma exposição atualizada de nossa identidade carismática, um texto de referência com o qual todos nós nos sentamos identificados, para nos ajudar a fortalecer nosso sentido de pertença à Ordem e guiar-nos no compromisso de responder com alegria filial ao chamado que recebemos do Senhor para viver a seu serviço na família iniciada por Teresa de Jesus e João da Cruz. Dita redefinição atualizada de nossa identidade também deveria ajudar a fortalecer alguns dos aspectos mais fracos na nosso modo atual de caminhar na verdade e de viver com fidelidade criativa.

O itinerário a seguir

O Definitório Geral assumirá a tarefa de concretizar a maneira de preparar a revisão das Normas Aplicativas e a redação da Declaração Carismática. Embora a contribuição qualificada de pessoas específicas seja essencial, também se buscarão meios para facilitar uma ampla participação das circunscrições da Ordem no processo.
Então, estamos todos convidados desde já a aprofundar a reflexão sobre a nossa identidade carismática e da nossa legislação, mantendo nas comunidades o espírito e a prática do diálogo fraterno sobre estes temas que têmos intensificado nos últimos meses em relação às Constituições.
Acima de tudo, somos chamados a promover uma atitude de renovação permanente, o que implica uma abertura sincera e constante ao Espírito que nos fala através da Palavra de Deus, dos nossos irmãos e da história. Devemos continuar alimentando o desejo de assimilar e viver com um compromisso empolgado os elementos que constituem nossa identidade.
Todos os membros da família do Carmelo Teresiano (frades, freiras e leigos) estão comprometidos com esse caminho de renovação, no qual devemos avançar juntos. Agradecemos a todos por orarem ao Senhor para que este processo dê frutos para o bem da Igreja e da humanidade.
No final do nosso encontro em Goa, confiamo-nos de modo especial aos Beatos Carmelitas, Dionísio e Redenção, que iniciaram aqui o itinerário da vida carmelitana que os levou a testemunhar a Cristo com a oferta das suas próprias vidas. Invocamos em toda a Ordem a proteção de Maria, Mãe do Carmelo, para nos ajudar agora e sempre a caminhar na verdade.

Old Goa, 10 de fevereiro de 2019.

Tradução de Luiz Roberto
*Texto enviado por Luciano Dídimo

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Caminar en la verdad


Mensaje del Definitorio Extraordinario OCD
Old Goa (India), 4-10 febrero 2019



San Pablo exhorta a los cristianos de la comunidad de Roma a dejarse transformar por medio de una renovación personal profunda que les permita vivir siempre de acuerdo con la voluntad de Dios: “No os amoldéis a las normas del mundo presente, sino procurad transformaros por la renovación de la mente, a fin de que logréis discernir cuál es la voluntad de Dios: lo que es bueno, lo agradable, lo perfecto” (Rm 12,2). Con este deseo y con este espíritu, el Definitorio Extraordinario se ha reunido del 4 al 10 de febrero de 2019 en Old Goa (India), muy cerca del lugar donde se inició la presencia de la Orden en la India, así como de la basílica que custodia el sepulcro de san Francisco Javier, uno de los grandes misioneros de la historia de la Iglesia. Agradecemos de corazón a nuestros hermanos de Karnataka-Goa y de las demás provincias indias su acogida fraterna y calurosa y la solicitud con la que han preparado el encuentro.
Durante estos días hemos celebrado con gozo el IV Centenario de la llegada de los primeros carmelitas descalzos a la India (Goa 1619), y hemos agradecido al Señor la abundancia de vocaciones en tiempos recientes, que ha convertido a la India en el país del mundo que cuenta actualmente con un mayor número de frailes carmelitas descalzos. Esta doble mirada al pasado y al presente permite constatar la vitalidad del carisma teresiano que, sin desvincularse de sus raíces históricas, sigue desarrollándose con energía siempre renovada, conjugando la necesaria continuidad con la actualización permanente.


La relectura de las Constituciones

El Capítulo General celebrado en Ávila en mayo del 2015 decidió que la Orden entrara en un proceso de reflexión y de discernimiento sobre la forma de vivir el carisma en el momento presente. Para ello, pidió a todos los religiosos que llevaran a cabo una relectura orante y comunitaria de las Constituciones, con el objetivo principal de descubrir si nuestra vida real corresponde al ideal carismático y a las normas prácticas que lo regulan. Por otra parte, la lectura del texto constitucional debía servir para discernir si era conveniente reescribirlo, en todo o en parte, para que siga expresando de forma actualizada y comprensible los valores permanentes que constituyen el carisma de nuestra familia religiosa.
El Definitorio de Goa ha sido el momento oportuno para recoger la experiencia de la primera etapa de dicho proceso, valorar sus resultados y orientar los pasos futuros. Siguiendo las indicaciones y los materiales de la comisión internacional -a cuyos miembros hemos agradecido el esfuerzo que han llevado a cabo-, las comunidades han realizado un trabajo que en algunos casos ha producido ya buenos frutos de renovación y de compromiso personal y comunitario.
Después de analizar las propuestas y sugerencias recibidas de toda la Orden sobre los textos legislativos, el Definitorio ha respondido al encargo que le había encomendado el Capítulo General de tomar una decisión respecto al camino a seguir a partir de ahora, sobre la base de estas hipótesis: “reelaboración de las Constituciones, revisión puntual de las mismas y/o redacción de una Declaración sobre la vida carmelitano-teresiana” (¡Es tiempo de caminar!, 32).

La Orden en el contexto actual de cambio

El proceso seguido hasta este momento nos ha llevado a constatar la vitalidad de la Orden, su capacidad de implantarse y de inculturarse en múltiples zonas de nuestro mundo. En los últimos años, si bien se ha producido una disminución importante en las regiones de presencia tradicional como Europa, la expansión del Carmelo Teresiano ha sido rápida y extensa en muchos otros lugares. Resulta evidente la actualidad y la universalidad de un carisma que tantos siglos después da sentido a la vida de muchas personas de lugares tan distintos.
Al mismo tiempo, hemos tomado conciencia de algunas tendencias en la vida de la Orden. Una de ellas es la gran diversidad en las formas concretas de vida y actividad. Se dan diferencias notables de todo tipo: número de miembros en las comunidades, tipo de servicio apostólico, práctica de la oración en común… La variedad de estilos de vida parece reflejar, y también producir, formas diferentes de comprender el carisma, que van desde una visión casi monástica hasta un planteamiento totalmente centrado en las actividades ministeriales.
Otra tendencia que observamos es la creciente autonomía práctica que se da a diversos niveles en la vida de la Orden: de los religiosos respecto a la comunidad, de las comunidades respecto a la provincia y, más todavía, de cada provincia respecto a las demás provincias y al conjunto de la Orden. Junto a otros múltiples factores, seguramente esta tendencia no es ajena al individualismo cada vez más acusado que caracteriza las sociedades modernas y que influye poderosamente en la vida religiosa. La acogida gozosa de una diversidad que enriquece al conjunto debe ir acompañada de un discernimiento serio que permita mantener la cohesión y la unidad de la Orden.


Reemprender el camino de renovación

Un factor que tiene una influencia decisiva en la situación de la Orden es la magnitud del cambio que se está produciendo en nuestras sociedades en muchos ámbitos: tecnológico, cultural, antropológico, eclesial… Las formas de vivir y de pensar hoy tienen poco que ver con las de hace 40 o 50 años. Vivimos en un mundo que cambia cada vez más rápidamente.
La Iglesia necesita responder a estos cambios con una renovación permanente que le permita seguir viviendo y transmitiendo el mensaje del Evangelio con lenguajes y formas adecuados a la situación actual, así como a los distintos contextos culturales, políticos y sociales de nuestro mundo. La llamada a estar atentos y reaccionar seriamente ante las cambiantes situaciones y necesidades de los tiempos y los lugares que hizo el Concilio Vaticano II no ha perdido vigencia, sino que debe constituir una actitud constante de la Iglesia y de cuantos la formamos.
Los religiosos, movidos por el Espíritu, han sabido responder en cada momento histórico con creatividad y generosidad a las necesidades de la humanidad, y también ahora están llamados a recoger con especial interés e intensidad la invitación urgente a la renovación. La Congregación para los Institutos de Vida Consagrada y las Sociedades de Vida Apostólica, recogiendo la invitación del Papa Francisco a vivir en la novedad evangélica, ha exhortado a los religiosos a profundizar la dinámica de la renovación postconciliar y a “captar el desafío de una novedad que exige no solo acogida, sino también discernimiento. Es necesario crear estructuras que sean realmente aptas para custodiar la riqueza innovadora del Evangelio con el fin de vivirla y ponerla al servicio de todos, conservando su calidad y bondad” (Para vino nuevo, odres nuevos, 2).
También, por supuesto, debe hacerlo nuestra Orden. El P. General, en su intervención en este Definitorio Extraordinario, subrayaba que el tema principal en este momento es precisamente “el de la renovación, es decir, de la adaptación de los modos de comprender y vivir el carisma en el contexto antropológico que ha mutado en nuestro tiempo”; se trata de “reemprender el camino de renovación comenzado, pero ciertamente no concluido con la aprobación de las Constituciones post-conciliares” (Objetivo, método y temas de una declaración carismática, p. 2 y 11). Siguiendo las indicaciones recientes de la Iglesia, también nuestras hermanas carmelitas descalzas están avanzando en este camino.


La revisión de los textos legislativos

Una revisión de las Constituciones y de las Normas Aplicativas sería sin duda una ayuda en este deseo de renovación y actualización carismática que compartimos. Las Constituciones, como cualquier texto legislativo, son necesariamente limitadas y contingentes, y requieren una actualización permanente. Sin embargo, hemos constatado que la Orden en su conjunto valora la riqueza de las actuales Constituciones y no siente la necesidad de una reelaboración a fondo del texto. Es más compartida la impresión de que sería posible y conveniente la revisión de algunos puntos concretos; sin embargo, el consenso no es ni mucho menos mayoritario, y menos aún sobre cuáles son los elementos a modificar, suprimir o añadir. Somos igualmente conscientes de que una actualización seria y profunda de las Constituciones requiere un tiempo previo de reflexión doctrinal y de mentalización en toda la Orden, que será necesariamente largo, en torno al carisma carmelitano-teresiano y a los signos de los tiempos y los lugares.
Por todo ello, el Definitorio Extraordinario ha decidido no emprender por ahora la redacción de un nuevo texto constitucional, y tampoco la revisión del actual. Muchas de las propuestas de modificación que se han presentado se pueden asumir con la revisión de las Normas Aplicativas, que es una competencia del Capítulo General ya prevista en el propio texto legislativo. En este sentido, durante el Definitorio de Goa hemos iniciado ya el diálogo sobre algunos de los puntos que sería conveniente revisar, a partir de las indicaciones recibidas de las comunidades y de la experiencia del Definitorio General. El trabajo proseguirá durante los próximos meses para que el Capítulo General pueda disponer de los instrumentos necesarios para avanzar en dicha revisión.


Hacia una Declaración carismática

En sintonía con el deseo expresado por un número considerable de circunscripciones de la Orden, el Definitorio Extraordinario ha aceptado por una amplia mayoría emprender la redacción de una Declaración sobre la vida carmelitano-teresiana (fuentes, historia, actualidad), que era una de las posibilidades apuntadas por el Capítulo General del 2015.
Tal como lo ha definido el P. General, el objetivo de dicha Declaración sería “ayudar a leer y comprender el carisma y las Constituciones en modo adecuado al momento actual, a sus desafíos y a los diversos contextos socio-culturales en los cuales la Orden está presente”. Se trata, pues de exponer de modo sintético y con un lenguaje actualizado los elementos esenciales de nuestra identidad carismática, aquellos que nos definen como familia particular en la Iglesia y que todos aspiramos a poner en práctica, sea cual sea nuestro lugar de origen o de residencia, nuestra cultura, nuestra comunidad o nuestra actividad.
Un primer paso imprescindible es volver de verdad a las fuentes de nuestra familia y de nuestra espiritualidad. Por otra parte, es necesario conocer y analizar con lucidez la realidad de nuestro tiempo. Hay que tener en cuenta igualmente la diversidad de regiones, culturas y situaciones en las que estamos viviendo actualmente. La adecuada conjunción de estas perspectivas debería permitir una actualización de las formas de expresión y de los modos de vivir el carisma que le dé nueva fuerza y vigor.
El documento que queremos darnos está llamado a ser una exposición actualizada de nuestra identidad carismática, un texto de referencia con el que todos nos sintamos identificados, para que nos ayude a fortalecer nuestro sentido de pertenencia a la Orden y nos oriente en el compromiso de responder con fidelidad gozosa a la llamada que hemos recibido del Señor a vivir a su servicio en la familia iniciada por Teresa de Jesús y Juan de la Cruz. Dicha redefinición actualizada de nuestra identidad debería contribuir también a reforzar algunos de los aspectos más débiles en nuestro modo actual de caminar en verdad y de vivir con fidelidad creativa.


El itinerario a seguir

El Definitorio General asumirá la tarea de concretar el modo de preparar la revisión de las Normas Aplicativas y la redacción de la Declaración carismática. Si bien será fundamental la aportación cualificada de personas concretas, también se buscarán los medios para facilitar una amplia participación de las circunscripciones de la Orden en el proceso.
Así pues, todos estamos invitados desde ahora a profundizar la reflexión sobre nuestra identidad carismática y sobre nuestros textos legislativos, manteniendo en las comunidades el espíritu y la práctica del diálogo fraterno sobre dichos argumentos que hemos intensificado en los meses pasados a propósito de las Constituciones.
Sobre todo, estamos llamados a fomentar una actitud de renovación permanente, lo que supone una apertura sincera y constante al Espíritu que nos habla a través de la Palabra de Dios, de los hermanos y de la historia. Debemos seguir alimentando el deseo de asimilar y de vivir con compromiso ilusionado los elementos que constituyen nuestra identidad.
Todos los miembros de la familia del Carmelo Teresiano (frailes, monjas y laicos) estamos comprometidos en este camino de renovación, en el cual debemos avanzar juntos. Agradecemos a todos la oración al Señor para que este proceso dé sus frutos en bien de la Iglesia y de la humanidad.
Al terminar nuestro encuentro en Goa, nos encomendamos de una forma especial a los beatos mártires carmelitas Dionisio y Redento, que iniciaron aquí el itinerario de vida carmelitana que los llevó a dar testimonio de Cristo con la ofrenda de la propia vida. Invocamos sobre toda la Orden la protección de María, Madre del Carmelo, para que nos ayude ahora y siempre a caminar en la verdad.



Old Goa, 10 de febrero de 2019.

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