sexta-feira, 20 de abril de 2018

MENSAGEM DA CONFERÊNCIA NACIONAL DOS BISPOS DO BRASIL AO POVO DE DEUS




Os bispos do Brasil reunidos na 56ª Assembleia Geral da CNBB enviaram sua mensagem divulgada na tarde desta quinta-feira, 19 de abril, pela Presidência da Conferência. O documento registra a comunhão do episcopado brasileiro com o papa Francisco e destaca a necessidade de promover o diálogo respeitoso para estimular a comunhão na fé em tempo de politização e polarizações nas redes sociais. A mensagem retoma a natureza e a missão da entidade na sociedade brasileira.Intitulada “Eleições 2018: compromisso e esperança”, a apresentação da mensagem foi feita por dom Murilo Krieger, arcebispo de Salvador (BA) e Primaz do Brasil. 

Confira a mensagem na íntegra:



MENSAGEM DA CONFERÊNCIA NACIONAL DOS BISPOS DO BRASIL AO POVO DE DEUS

O que vimos e ouvimos nós vos anunciamos, para que também vós tenhais comunhão conosco. Ora, a nossa comunhão é com o Pai e com o seu Filho Jesus Cristo (1Jo 1,3)
Em comunhão com o Papa Francisco, nós, Bispos membros da CNBB, reunidos na 56ª Assembleia Geral, em Aparecida – SP, agradecemos a Deus pelos 65 anos da CNBB, dom de Deus para a Igreja e para a sociedade brasileira. Convidamos os membros de nossas comunidades e todas as pessoas de boa vontade a se associarem à reflexão que fazemos sobre nossa missão e assumirem conosco o compromisso de percorrer este caminho de comunhão e serviço.
Vivemos um tempo de politização e polarizações que geram polêmicas pelas redes sociais e atingem a CNBB. Queremos promover o diálogo respeitoso, que estimule e faça crescer a nossa comunhão na fé, pois, só permanecendo unidos em Cristo podemos experimentar a alegria de ser discípulos missionários.
A Igreja fundada por Cristo é mistério de comunhão: “povo reunido na unidade do Pai e do Filho e do Espírito Santo” (São Cipriano). Como Cristo amou a Igreja e se entregou por ela (cf. Ef 5,25), assim devemos amá-la e por ela nos doar. Por isso, não é possível compreender a Igreja simplesmente a partir de categorias sociológicas, políticas e ideológicas, pois ela é, na história, o povo de Deus, o corpo de Cristo, e o templo do Espírito Santo.
Nós, Bispos da Igreja Católica, sucessores dos Apóstolos, estamos unidos entre nós por uma fraternidade sacramental e em comunhão com o sucessor de Pedro; isso nos constitui um colégio a serviço da Igreja (cf. Christus Dominus, 3). O nosso afeto colegial se concretiza também nas Conferências Episcopais, expressão da catolicidade e unidade da Igreja. O Concílio Vaticano II, na Lumen Gentium, 23, atribui o surgimento das Conferências à Divina Providência e, no decreto Christus Dominus, 37, determina que sejam estabelecidas em todos os países em que está presente a Igreja.
Em sua missão evangelizadora, a CNBB vem servindo à sociedade brasileira, pautando sua atuação pelo Evangelho e pelo Magistério, particularmente pela Doutrina Social da Igreja. “A fé age pela caridade” (Gl 5,6); por isso, a Igreja, a partir de Jesus Cristo, que revela o mistério do homem, promove o humanismo integral e solidário em defesa da vida, desde a concepção até o fim natural. Igualmente, a opção preferencial pelos pobres é uma marca distintiva da história desta Conferência. O Papa Bento XVI afirmou que “a opção preferencial pelos pobres está implícita na fé cristológica naquele Deus que se fez pobre por nós, para enriquecer-nos com a sua pobreza”. É a partir de Jesus Cristo que a Igreja se dedica aos pobres e marginalizados, pois neles ela toca a própria carne sofredora de Cristo, como exorta o Papa Francisco.
A CNBB não se identifica com nenhuma ideologia ou partido político. As ideologias levam a dois erros nocivos: por um lado, transformar o cristianismo numa espécie de ONG, sem levar em conta a graça e a união interior com Cristo; por outro, viver entregue ao intimismo, suspeitando do compromisso social dos outros e considerando-o superficial e mundano (cf. Gaudete et Exsultate, n. 100-101).
Ao assumir posicionamentos pastorais em questões sociais, econômicas e políticas, a CNBB o faz por exigência do Evangelho. A Igreja reivindica sempre a liberdade, a que tem direito, para pronunciar o seu juízo moral acerca das realidades sociais, sempre que os direitos fundamentais da pessoa, o bem comum ou a salvação humana o exigirem (cf. Gaudium et Spes, 76). Isso nos compromete profeticamente. Não podemos nos calar quando a vida é ameaçada, os direitos desrespeitados, a justiça corrompida e a violência instaurada. Se, por este motivo, formos perseguidos, nos configuraremos a Jesus Cristo, vivendo a bem-aventurança da perseguição (Mt 5,11).
A Conferência Episcopal, como instituição colegiada, não pode ser responsabilizada por palavras ou ações isoladas que não estejam em sintonia com a fé da Igreja, sua liturgia e doutrina social, mesmo quando realizadas por eclesiásticos.
Neste Ano Nacional do Laicato, conclamamos todos os fiéis a viverem a integralidade da fé, na comunhão eclesial, construindo uma sociedade impregnada dos valores do Reino de Deus. Para isso, a liberdade de expressão e o diálogo responsável são indispensáveis. Devem, porém, ser pautados pela verdade, fortaleza, prudência, reverência e amor “para com aqueles que, em razão do seu cargo, representam a pessoa de Cristo” (LG 37). “Para discernir a verdade, é preciso examinar aquilo que favorece a comunhão e promove o bem e aquilo que, ao invés, tende a isolar, dividir e contrapor” (Papa Francisco, Mensagem para o 52º dia Mundial das Comunicações de 2018).
Deste Santuário de Nossa Senhora Aparecida, invocamos, por sua materna intercessão, abundantes bênçãos divinas sobre todos.

Aparecida-SP, 19 de abril de 2018.


Cardeal Sergio da Rocha
Arcebispo de Brasília – DF
Presidente da CNBB

Dom Murilo Sebastião Ramos Krieger, SCJ
Arcebispo São Salvador da Bahia
Vice-Presidente da CNBB


Os ataques à CNBB também foram tema da pauta da reunião do Conselho Provincial da OCDS realizada em São Roque no dia 18/03/2018, que assim se manifestou: "Com relação aos ataques à CNBB que vem sendo veiculados nas redes sociais, como bem nos aconselha Santa Madre, que disse: “Morro filha da Igreja”, o Conselho Provincial reafirma sua unidade com o Papa Francisco, com a CNBB e com o CNLB. Portanto, orienta às comunidades e grupos que, com ponderação e profunda humildade, procedam ao estudo do Documento 105 e Christifideles Laici, de acordo com os direcionamentos para o Ano Nacional do Laicato. Convida à leitura do livro Espiritualidade da Nova Evangelização, de Frei Camilo Maccise, ocd".

 

terça-feira, 17 de abril de 2018

Beata Maria da Encarnação -Madame Acarie

                  Bárbara Avrillot Acarie, Viúva e Carmelita Descalça


A beata Maria da Encarnação é considerada a “mãe e fundadora do Carmelo na França”, porque ela ajudou a espalhar por toda a França a reforma carmelita de Santa Teresa de Ávila.


Nasceu em Paris, em 01 de fevereiro de 1566 e recebeu o nome de Bárbara Avrillot, filha do  senhor de Champlatreux, Nicolau Avrillot.
Era costume para a nobreza de sua época, confiar a educação de meninas ou adolescentes a congregações religiosas femininas. Nossa beata foi confiada na adolescência às Irmãs Menores de Nossa Senhora da Humildade, residentes de Longchamp. Retornou à sua família aos 14 anos. O desejo de fazer-se religiosa não foi autorizado por sua família. Aos 16 anos foi desposada pelo visconde Villemor, Pedro Acarie, homem de moral irrepreensível. Começou sua vida de casada e mãe, tendo seis filhos.
Deu singular exemplo de virtude cristã, de vida de oração e de contemplação, cumprindo fielmente os mandamentos e a vontade de Deus em seu lar, como mãe e esposa, cumprindo todos os deveres cristãos e religiosos, vivendo santamente em sua própria casa, tratando com respeito e caridade aos seus funcionários, dando provas de como os casais cristãos podem santificar sua vida doméstica. Soube galgar as alturas místicas, embora vivendo em meio aos cuidados e afazeres domésticos.


Carmelo Pontoise
Trabalhou ativamente para ajudar os necessitados, especialmente no cerco de Paris, em 1590, com a intervenção militar dos espanhóis, no reinado de Henrique IV. Foi dedicada filha da Igreja e participou da ação de oposição contra a heresia protestante que procurava se estender na França. Por essa época, Deus a favoreceu com extraordinárias graças místicas.
O rei Henrique IV baniu seu marido de Paris, após a derrota da Liga à qual pertencia. Essa ingratidão do rei lhe feriu o coração, mas, ela lutou para assegurar que o seu marido fosse reabilitado. Essa luta durou quatro anos, porém, no final desse período, sua família recuperou sua honra e as propriedades foram devolvidas.


A beata Maria da Encarnação conheceu são Francisco de Sales, que a apreciava muito e a tinha em grande conta e atuou como seu confessor e diretor espiritual. Em 1601, leu os escritos de santa Teresa de Jesus e passou a desejar, determinadamente, a fazer todo o possível para apresentar a reforma do Carmelo na França. Em 1602, surgiram as primeiras vocações. Ela obteve permissão do rei, e, em 1603, o papa Clemente VIII autorizou a primeira fundação que rapidamente foi concretizada.


Da Espanha, em 29 de agosto de 1604, vieram seis carmelitas descalças, incluindo a futura beata Ana de São Bartolomeu e a futura venerável serva de Deus Ana de Jesus. Em 17 de outubro do mesmo ano, em Paris, deu-se início ao modo de vida teresiano no mosteiro recém construído.
Bárbara Avrillot teve a felicidade de ver entrar no Carmelo todos as três filhas e viu a Ordem expandir-se também para Pontoise, Dijon e Amiens, entre 1605 a 1606. Em 1613, seu marido Pedro ficou gravemente doente e morreu depois de nove dias, na paz dos homens justos, assistida pela santa esposa e confortado por uma confirmação celeste de sua salvação eterna.
Em 07 de abril de 1614, agora livre de qualquer obrigação do mundo, entrou no Carmelo de Amiens como uma simples “irmã conversa” (equivalente quase a uma “serva das irmãs”), de véu branco, com o nome de Maria da Encarnação. Ela viveu sua vida de reclusão, com humildade, trabalhando na cozinha e auxiliando as irmãs doentes.


Sofreu especialmente com o modo áspero com o qual era tratada por uma nova priora advinda de outro Carmelo. Tinha muitos êxtases e visões que a confortaram em sua longa doença. Sofrendo más condições de saúde, foi transferida para o Carmelo de Pontoise em 07 de dezembro de 1616. Após longa e dolorosa doença, entregou sua bela alma a Deus no dia 18 de abril de 1618, aos 52 anos.  Seu corpo repousa na capela do mesmo convento.

Algumas vicissitudes ligadas ao decreto do Papa Urbano VIII atrasaram seu processo de beatificação a qual retomada e só abriu em 1782 e terminou com a cerimônia celebrada pelo Papa Pio VI em 1791.


fonte:http://fradescarmelitas.org.br/18-04-beata-maria-da-encarnacao/

Beato Batista Spagnoli ou Mantuano- 17 de abril


O Virgílio cristão”; “O Príncipe dos poetas latinos do Cristianismo”; “O humanista mais santo e o santo mais humanista”… Tudo isto se disse do Beato Batista Spagnoli ou Mantuano.



"Nasceu a 17 de abril de 1447 em Mântua, filho de Pedro Moldovar, de origem espanhola, e de Constança Maggi, de Bréscia. Fez os primeiros estudos na cidade natal e, depois, frequentou várias Universidades, despertando em toda a parte a atenção pela sua inteligência e, sobretudo, pela imaginação poética. Sendo ainda muito jovem, ingressou na Congregação Mantuana que era uma espécie de Reforma, mas dependente do Padre Geral da Ordem do Carmelo, na qual veio a professar em 1464.
Pela sua inteligência e pelas virtudes que adornavam a sua alma, logo ganhou a confiança dos superiores e por isso lhe confiaram grandes empresas. Ainda não tinha completado 20 anos quando pronunciou o discurso no Capítulo Provincial. Depois desempenhou vários e delicados cargos como Prior de diversos conventos, Mestre e definidor até que chegou ao cargo de maior responsabilidade em 1483, quando foi eleito Vigário Geral de toda a Congregação, sendo depois reeleito por cinco vezes consecutivas, até que em 1513 foi eleito Prior Geral de toda a Ordem do Carmo. Durante o tempo em que foi Vigário da Congregação Mantuana fundou um convento reformado na Igreja de S. Crisógono, em Roma e outro na Basílica de Loreto, que os carmelitas assumiram por vários anos. O escrúpulo dos reformados, que se invomodaram com a contínua peregrinação dos fiéis, levou-os a deixar a guarda da Basílica em 1497.
Muito trabalhou em favor da Igreja e da Ordem. Expandiu a mesma Ordem e lutou para que a observância regular se vivesse em toda ela com grande perfeição. Tomou parte em várias Comissões e Empresas Pontifícias joias e no V Concílio de Latrão.
Em favor da Ordem escreveu um precioso tratado: “Apologia da Ordem Carmelita”. Em prol da Igreja escreveu vários tratados e muitas poesias, defendendo o Papa e a própria Igreja contra os que a atacavam.
Travou grande amizade com os homens mais famosos do seu tempo, tirando proveito disso para atrair para Cristo esses homens por vezes tão afastados da fé. O famoso João Pico de la Mirándola diz-se que com Galileu Galilei foi o mais sábio de todos os séculos tinha-o em alta estima e dizia que os versos do nosso Beato “eram divinos e santíssimos”.
Escreveu mais de 50.000 versos sobre os mais diferentes assuntos, sempre, como é natural, para levar almas a Cristo e para estender a doutrina do Evangelho, e em defesa da Igreja. Foi sem dúvida alguma um dos humanistas mais ilustres e mais conhecidos do seu tempo e, como alguém disse, “colocou a serviço de Cristo a sua prodigiosa veia poética”.




A dedicação aos seus delicados cargos e o trato com as personalidades mais famosas do seu tempo não o distraíam da vivência do seu carisma ou ideal carmelitano, baseado sobretudo na vida de oração e num terno amor à Virgem Maria. Sobre a sua vida de oração a que dedicava várias horas por dia, e nada nem ninguém conseguia que a descuidasse, escreveu, ainda noviço, a seu pai que procurava dissuadi-lo da vida que acabava de abraçar: “Se queres saber o que fazemos e em que empregamos o nosso tempo, dir-to-ei numa só palavra: ORAMOS”.
Não obstante ser de avançada idade, empreendeu a obra reformadora da Ordem com entusiasmo, seja por si mesmo, seja por meio de delegados enviados às diversas Províncias. Morreu aos 68 anos de idade, a 20 de março de 1516, sem ter terminado o triênio de seu governo. Foi um insigne humanista e grande devoto de S. José.
O futuro São Pio X, sendo bispo de Mântua, em 1885, quando o Papa Leão XIII beatificou o nosso Mantuano, pronunciou um precioso discurso. Entre outras coisas, disse: “Muitas e admiráveis foram as coisas que o Beato Mantuano fez pela Ordem Carmelita… Por ele, este Instituto do Carmelo chegou à sua máxima glória, povoando a Igreja de Santos e de habitantes o céu…” Cheio de méritos, morreu em Mântua a 20 de Março de 1516.




Oração
“Senhor, que fizestes do bem-aventurado Baptista, servo fiel de Maria, um admirável defensor e pregador da vossa palavra, concedei-nos, por sua intercessão, que sem cessar meditemos com Maria a vossa palavra e com Ela cantemos os vossos louvores por toda a nossa vida. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.

Para meditação: (Do livro Beato Batista Spagnoli, Presbítero: A Paciência)
“Lendo a Sagrada Escritura, encontrarás eficaz remédio para as dores do corpo e os sofrimentos da alma. A meu ver, não há outro escrito, por mais esmerado que seja no conteúdo doutrinal e mais perfeito na elegância da forma, que possa consolar mais as almas aflitas e aliviá-las de seus anseios. Eu mesmo experimentei muitas vezes. Com efeito, quando me senti abatido pelas muitas preocupações inerentes à vida mortal, procurei sempre refúgio nos Livros Sagrados como em rochedo seguro e aí, encontrei o remédio oportuno para os sofrimentos da alma e o almejado consolo, sem que frustassem jamais as minhas esperanças e desejos… Quem melhor que a Sagrada Escritura para nos persuadir? A sua Autoridade incita-nos a nela crer. E de quem deriva tamanha Autoridade? Realmente, não vimos Deus falar, escrever, ensinar. Não obstante, cremos como se tivéssemos visto; e o que lemos, conservamos, como proveniente do Espírito Santo… Creiamos firmemente na sagrada Escritura, para dela recebermos, interiormente, a Inspiração Divina.”

fonte:http://fradescarmelitas.org.br/17-04-beato-batista-mantuano/

Santa Teresa dos Andes "Juanita"-Morte 12 de abril




"Nasceu em Santiago do Chile,  aos 13 de julho de 1900. Seus pais batizaram-na na Paróquia de Sant’Ana, na véspera da festa de Nossa Senhora do Carmo, com o nome de Joana Henriqueta Josefina dos Sagrados Corações. 

Foi criada no seio de uma família cristã. Seus pais se chamavam Miguel Fernández Jara e  Lucia Solar Armstrong. Eram ricos em bens materiais e virtudes,   e tiveram sete filhos.  

Desde menina cultivou uma profunda fé na eucaristia. Recebeu uma esmerada educação nos melhores colégios da capital chilena. Aos 11 de novembro de 1910 fez a sua primeira comunhão, com  9 anos de idade.  Mais tarde escreverá sobre este dia: “Nosso Senhor falava comigo depois que eu comungava. Mas minha devoção especial era a Virgem: eu lhe contava tudo”. Aos 15 anos fez um voto particular de virgindade.

Durante sua adolescência padeceu de inúmeras enfermidades,  que a deixaram muito debilitada, mas a ajudaram a descobrir sua vocação religiosa. No dia 11 de janeiro de 1919, ingressou no Mosteiro Carmelita de Los Andes, no Chile, para um período de experiência.

No dia 3 de abril do mesmo ano escreveu a seu pai,  pedindo-lhe permissão para se tornar Carmelita. Vestiu  o hábito no dia 14 de outubro, quando recebeu o nome de Teresa de Jesus. Desde então entregou-se intensamente à sua vocação.

Durante sua vida no convento dedicou-se ao serviço de suas irmãs de comunidade, que afirmaram: “Teresinha sempre quis ser a última em tudo”. Começa a escrever cartas cheias de amor a Deus e com o sincero desejo de fazer bem aos seus destinários. Vive mergulhada em Deus, “seu centro e morada”, desejosa de ser “corredentora do mundo”através da “Oração, trabalho e alegre vida fraterna”.  

Sua saúde foi pouco a pouco deteriorando-se e, sem que ninguém tomasse conhecimento, começou a sofrer uma estranha enfermidade, que hoje sabe-se ter sido tifo.

Nos começos de março de 1920, afirma que morrerá em breve. Escreve: “Para uma carmelita a morte nada tem de terrível, pois assim vai-se viver a verdadeira vida e cair-se nos braços daquilo que se amou aqui na terra sobre todas as coisas. Com a morte, mergulha-se eternamente no amor”.

No dia 2 de abril, quinta-feira santa, fica gravemente enferma. No dia 6 faz sua profissão religiosa. Falece santamente no dia 12 de abril, às 19:15 horas. Contava 19 anos e nove meses de vida e apenas onze meses como Carmelita.

O Pe. Julián Cea, C.F.M, que a conheceu, afirmou: “Não tardará a fazer milagres”. O religioso não se enganou. Desde então, muitas graças e favores tem-se obtido através de sua intercessão.

No dia 3 de abril de 1987, diante de uma multidão calculada em um milhão de fiéis, o papa João Paulo II a declara Beata. O mesmo Pontífice canonizou-a em 1993.  É a primeira santa chilena, conhecida como “Santa Teresinha da América Latina”. No ano 2000 celebra-se o centenário de seu nascimento.

A essência de sua espiritualidade: que estejamos dispostos a deixar tudo para seguir Jesus Cristo; que nossos maiores amores sejam Jesus e Maria; que nossa família não seja obstáculo, mas um meio para seguirmos Jesus; que amemos com toda a alma a Ordem do Carmo.


Sua oração 
Deus misericordioso, alegria dos santos, que inflamaste o coração jovem de Santa Teresa com o fogo do amor virginal a Cristo e a sua Igreja e  fizeste de sua vida um testemunho alegre do amor,  mesmo em meio a tantos sofrimentos, concede-nos por sua intercessão que, inundados da docilidade de teu espírito, proclamemos no mundo, por palavras e obras, o Evangelho do Amor. Amém."

fonte:http://www.carmelitasbh.com/santidade-carmelita/teresaandes

Semana Santa em missão no Vale do Jequitinhonha




“Tudo é graça!” (Santa Teresinha)


Com a graça de Deus nos unimos mais uma vez na Semana Santa ao povo amado das Comunidades de Vila São João, Dutra, Várzea da Páscoa e Ribeirão. Comunidades pertencentes à Paróquia Nossa Senhora da Conceição- Francisco Badaró-Diocese de Araçuaí-MG.
Foram dias de visita aos doentes, roda de conversa, momento com alunos na Escola, reflexões, celebrações litúrgicas, via sacra, terço meditado, oração e benção do rio e grande convivência com o povo.
Tudo é graça e esta graça se fez acontecer no desejo e cooperação das crianças, jovens e adultos que se empenharam a ajudar nas atividades através da música, serviço ao altar, limpeza da igreja, no feitio da farofa de feijão andu, na maravilha do toque da sanfona, violão, triângulo e pandeiro.
Cada um deu sua contribuição para que eficazmente tudo ficasse mais organizado e melhor celebrado.



De verdade uma experiência de fé que nos fez crescer ao perceber a tamanha 
consciência de partilha que aquele povo tem. Também a vivacidade dos idosos que mesmo carregando o peso da idade se envolve e não reluta na participação ativa.
Possibilidades- esta foi à palavra refletida tantas vezes por Frei Márcio OCD impulsionando os membros da comunidade com esperança.


A presença do pároco Pe Wander Lazarista, com o conselho da comunidade Vila São João, junto a nós missionários carmelitas na reunião com o objetivo da reforma e ou construção da Capela na Vila foi grande motivação.
Agora começa outro projeto para que esta obra de fato seja um sonho realizado. Vamos trabalhar juntos.




“Tudo é graça!”
Graça divina foi ver o Rio com mais água e o vale de fato verdinho, que beleza! A vida tem direito.






Nesta vida, nesta graça bendizemos a Deus, Senhor da história por mais esta oportunidade de aprendizagem e partilha do nosso ser Igreja.
Oração e gratidão a cada um e a todos.





Ana Maria Eymard- OCDS de Caratinga-MG
Frei Márcio do Carmo- OCD Belo Horizonte
Márcia Aparecida- OCDS de Itapetininga-SP
José Paulo – OCDS de Caratinga-MG
Sidnei Paiva- OCDS de Cel Frabiciano-MG
Juslei Ramos-Timóteo








segunda-feira, 16 de abril de 2018

Pascoela em Belo Horizonte/ MG, reúne cento e quarenta carmelitas.


Aconteceu hoje em Belo Horizonte, 15/04/2018, no Carmelo Santa Teresa d'Avila, a Pascoela carmelitana, organizada pela Comunidade secular de Santa Teresa de Jesus, do Planalto.
Em um clima de  grande alegria e confraternização reuniram-se cento e quarenta carmelitas, que vieram de várias comunidades. Fizeram- se presentes os frades descalços do Convento São João da Cruz, os frades da antiga observância de duas comunidades da Capital (estudantado e postulantado), as Carmelitas de Santa Teresa de dois Carmelos (Belo Horizonte e Brumadinho), as Carmelitas da Divina Providência (de três comunidades da capital), as Teresitas, as Carmelitas de Vedruna (de duas comunidades, Belo Horizonte e Engenheiro Dolabela, no norte de Minas), as Carmelitas de Madre Candelária, de Mariana, Carmelitas Missionárias do Padre Palau, de Betim e os Leigos Palautianos, além das comunidades seculares de Belo Horizonte (Planalto, João Pinheiro e Monsenhor Messias, de Sete Lagoas (as duas, a de Santa Teresinha e a de São José) e de Divinópolis (Comunidade Edith Stein), da Fraternidade de Carmelitas Leigos, ligados à Casa Geral da Antiga Observância, a Ordem Terceira de Sabará e Ordem Terceira de Diamantina.
Iniciou-se com a missa do terceiro domingo da Páscoa, presidida por Frei Márcio OCD, Prior e formador do Convento São João da Cruz, que fez bela homilia.
Concelebrou conosco, o Frei Rivadalvia OCarm, professor da Faje, biblista, mora na Comunidade Edith Stein do Planalto e pertence ao Comissariado do Paraná dos Carmelitas da Antiga Observância.  Participaram do almoço, Frei Vicente OCarm, Prior da Comunidade Edith Stein,no Planalto e frei Gilvander OCarm, que mora na mesma 
comunidade.
Fernando apresentou as diversas comunidades e explicou o lema da Pascoela:"Vinde e vede como é bom, como é suave os irmãos estarem juntos bem unidos" Salmo 132 e  a presença de Santa Teresinha, no convite, na lembrancinha da Pascoela, na recreação e nas prendas, uma vez que estamos celebrando os cem anos da Ordem Secular no Brasil e o Fórum de Santa Teresinha, a acontecer, em novembro, em Aparecida/ SP. Aproveitamos o momento para divulgarmos este evento, inclusive com distribuição de cartazes e folders e a convocação de todos para estarem presentes.
Após a missa, foi servido um mexidão, especialidade da casa, feito por membros da Comunidade Secular do Planalto, no claustro do Carmelo, que foi muito apreciado por todos. Servido o bolo, iniciamos o bingo sobre Santa Teresinha e o sorteio de muitas prendas, dentre elas várias imagens de Santa Teresinha, São José, obras completas de Santa Teresinha, abajour com imagem de Santa Teresinha, escapulários, terços, cartões franceses com pinturas da vida de Santa Teresinha, dentre outras prendas.
Mais uma vez, experimentamos a alegria de sermos uma família e este encontro serviu para estreitarmos nossos laços afetivos e  nos conhecermos.
Em 2019, a Pascoela, acontecerá em maio, no João Pinheiro, organizado pela Comunidade São João da Cruz dos Carmelitas Descalços – OCDS, posteriormente confirmaremos a data. Todos estão convidados desde já.

Fernando de Santa Teresa de Jesus OCDS














terça-feira, 10 de abril de 2018

«Não sabes donde vem nem para onde vai»


Santa Teresa Benedita da Cruz (Edith Stein) 
(1891-1942), carmelita, mártir, co-padroeira da Europa
«Pentecostes» 1942



Quem és Tu, suave luz que me sacias
e que iluminas as trevas do meu coração?
Guias-me como a mão de uma mãe,
e, se me soltasses,
não poderia dar nem mais um passo.

És o espaço
que envolve o meu ser e me protege.
Longe de Ti, naufragaria no abismo do nada
de onde me tiraste para me criar para a luz.
Tu, mais próximo de mim
que eu própria,
mais íntimo que as profundezas da minha alma,
e contudo incompreensível e inefável,
para além de todo o nome,
Espírito Santo, Amor Eterno!


Não és Tu o doce maná
que do coração do Filho
transborda para o meu,
o alimento dos anjos e dos bem-aventurados?
Aquele que Se elevou da morte à vida
também me despertou do sono da morte para uma vida nova.
E, dia após dia,
continua a dar-me uma nova vida,
cuja plenitude me inundará um dia por completo,
vida procedente da tua vida, sim, Tu mesmo,
Espírito Santo, Vida Eterna!


sábado, 7 de abril de 2018

Convivência e oração: reforço da espiritualidade carmelitana na OCDS Camaragibe

Neste sábado, dia 7 de abril de 2018, conforme Calendário-Programa de Formação 2018 da Comunidade Santa Teresinha do Menino Jesus e da Santa Face - OCDS Camaragibe, aconteceu a reunião e convivência da Comunidade.

A confraternização entre os membros acontece a partir já da chegada, com o café da manhã compartilhado.

Laudes, leitura do Evangelho e seu compartilhamento, bem como a renovação das Promessas de Gustavo, Martha, Roberval, Mônica, Marciano, Lourdinha, Célia, Fred, Nicole e Sena ampliaram a alegria de pertença à Ordem e animaram a vida fraterna entre todos.

Após o almoço, aproveitamento do tempo livre para mais congraçamento entre os membros da OCDS Camaragibe. 

Um dia certamente abençoado por Cristo.


















quarta-feira, 4 de abril de 2018

Posse Canônica de Dom Rubens Sevilha, ocd em Bauru-SP




Dom Rubens Sevilha, frade da Ordem dos Carmelitas Descalços,  foi nomeado  Bispo da Diocese de Bauru, em São Paulo, em 28 de março de 2018, pelo Papa Francisco, tendo em vista a aceitação da renúncia – por motivo de idade – apresentada por Dom Caetano Ferrari. Dom Sevilha deixará a Arquidiocese de Vitória onde permaneceu como Bispo Auxiliar durante seis anos. 
A posse canônica acontecerá no dia 20 de maio de 2018, às 15h, na Catedral de Bauru.

segunda-feira, 2 de abril de 2018

FÓRUM SANTA TERESINHA - APROVEITEM AS PROMOÇÕES!

O Conselho Provincial da OCDS - Província São José decidiu, na reunião realizada nos dias 17 e 18/03/2018 em São Roque-SP, lançar duas promoções nas inscrições para o Fórum Santa Teresinha, que se realizará em Aparecida- SP de 15 a 18/11/2018. O preço normal da inscrição é R$400,00, o qual pode ser parcelado até 31/08/2018. 

A primeira promoção é um super desconto de 10% para pagamento à vista, ficando o valor de R$360,00 se for pago em parcela única até 31/05/3018.


A segunda promoção é para os jovens que tenham a idade de até 29 anos na data da inscrição. Para esses o valor da inscrição será de R$330,00, podendo ser parcelado até 31/10/2018.


Aproveitem os preços promocionais e façam suas inscrições no site do evento: www.forumsantateresinha.webnode.com!

domingo, 1 de abril de 2018

DEUS É E QUER SER SEMPRE A NOSSA FELICIDADE!


Luciano Dídimo, ocds

Este é o dia que o Senhor fez: seja para nós dia de alegria e de felicidade (Sl 11, 24)

Como é feliz aquele que não segue o conselho dos ímpios, não imita a conduta dos pecadores, nem se assenta na roda dos zombadores! Ao contrário, sua satisfação está na lei do Senhor, e nessa lei medita dia e noite. É como árvore plantada à beira de águas correntes: Dá fruto no tempo certo e suas folhas não murcham. Tudo o que ele faz prospera! (Sl 1, 1-3)

Celebrar a Páscoa é celebrar a alegria da ressurreição de Jesus, é celebrar a vida em plenitude que só se encontra em Deus, é celebrar a presença de Deus vivo agindo em nossas vidas, é celebrar a nossa felicidade que é o próprio Deus!

Celebrar a Páscoa é colocar Cristo como centro de nossas vidas. A felicidade do cristão, a felicidade do carmelita secular, a felicidade de qualquer pessoa é a centralidade de Cristo. As Constituições da OCDS são exigentes quanto a essa centralidade:

Cristo é o centro da vida e da experiência cristãs. Os membros da Ordem Secular são chamados a viver as exigências de seu seguimento em comunhão com ele, aceitando seus ensinamentos e entregando-se a sua pessoa. Seguir Jesus é participar em sua missão salvífica de proclamar a Boa Nova e de instaurar o Reino de Deus (Mt 4,18-19). Há diversos modos de seguir Jesus: todos os cristãos devem segui-lo, fazer dEle a norma de sua vida e estar dispostos a cumprir três exigências fundamentais: colocar os vínculos familiares abaixo dos interesses do Reino e da pessoa de Jesus (Mt 10,37-39; Lc 14,25-26); viver o desapego das riquezas para demonstrar que a chegada do Reino não se apoia em meios humanos e sim na força de Deus e na disponibilidade da pessoa humana diante dEle (Lc 14,33); levar a cruz da aceitação da vontade de Deus manifestada na missão que Ele confia a cada um (Lc 14,271; 9,23). (Constituições da OCDS, art 10)

De fato, parece ser muito difícil conseguirmos essa centralidade, pois precisamos colocar Deus como prioridade em tudo, viver o total desapego e a obediência à vontade de Deus em nossa vidas, principalmente em relação à missão que Ele confia a cada um de nós! Na nossa pequenez e miséria, não conseguimos atingir a perfeição dessa exigência, mas pela graça do próprio Deus, à medida em que vamos confiando em seu amor, em seu perdão e em sua misericórdia, podemos ir experimentando Sua ação poderosa em nossas vidas e na vida de nossos irmãos! E essa é a nossa felicidade! Felicidade que não se compra, não se conquista, não se adquire! 

Deus é e quer ser sempre a nossa felicidade!

Por amor da casa Senhor, nosso Deus, pedirei para ti a felicidade (Sl 121, 9)

A felicidade esteja contigo para sempre! (Tb 5, 11)

Feliz Páscoa!



O PAI-NOSSO E A FELICIDADE

PAI NOSSO QUE ESTAIS NOS CÉUS
1. SANTIFICADO SEJA O VOSSO NOME
Digo a Deus: Sois o meu Senhor, fora de vós não há felicidade para mim (Sl 15, 2)

2.VENHA A NÓS O VOSSO REINO
Que os céus, das alturas, derramem o seu orvalho, que as nuvens façam chover a vitória; abra-se a terra e brote a felicidade e ao mesmo tempo faça germinar a justiça! Sou eu, o Senhor, a causa de tudo isso (Is 45, 8)

3. SEJA FEITA A VOSSA VONTADE
ASSIM NA TERRA COMO NO CÉU
Quem ouve a palavra com atenção encontra a felicidade (Prov. 16, 20)

4. O PÃO NOSSO DE CADA DIA NOS DAI HOJE
Em tudo vos tenho mostrado que assim, trabalhando, convém acudir os fracos e lembrar-se das palavras do Senhor Jesus, porquanto ele mesmo disse: É maior felicidade dar que receber! (At. 20, 35)

5. PERDOAI-NOS AS NOSSAS OFENSAS ASSIM COMO NÓS PERDOAMOS A QUEM NOS TEM OFENDIDO
Reconcilia-te, pois, com (Deus) e faz as pazes com ele, é assim que te será de novo dada a felicidade;(Jó 22 ,21)

6. E NÃO NOS DEIXEIS CAIR EM TENTAÇÃO
Eu sei, no entanto, que a felicidade é para os que temem a Deus (Ecl 8, 12)

7. MAS LIVRAI-NOS DO MAL
Porque Deus, que tinha para nós uma sorte melhor, não quis que eles chegassem sem nós à perfeição (da felicidade).(Hb 11, 40)


Luciano Dídimo
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