quinta-feira, 22 de novembro de 2007

“Não quero ser santa pela metade”

Santa Teresinha do Menino Jesus

Novembro é um mês creio eu, dedicado à santidade. Nele a mãe igreja celebra todos seus filhos que triunfam na glória e intercedem por nós.

Ser santo... Um chamado constante em nosso processo de cristãos batizados.

O mundo precisa de santos, agora como nunca é necessário testemunhas do mistério.

Santos e Santas do dia a dia; gente que faz no ordinário o extraordinário de viver a graça.

Parece utopia alçar a santidade em pleno 2007, mundo evoluído, globalizado e informatizado.

Mas esta é a hora...

A hora de assumir...

A hora de ser...

Ser com Ele, Nele, por Ele.

É crendo e assumindo esta verdade que encontramos possibilidades de santidade.

Uma santidade inteira, encarnada, revelada nos acontecimentos do tempo presente.

Não, não é permitido ser santo (a) pela metade nem dizer “meia verdade”, pois a radicalidade do evangelho é nossa meta.

Quantos vieram antes de nós e deixaram sua contribuição mística; foram santos. Tornaram se santos porque não tiveram medo de anunciar e denunciar.

Não permitiram meio termo no empenho de ser igreja.

Viveram, morreram... Só para amar!

Por isto, hoje ainda vivem em nossos corações e são pedras vivas nesta construção do reino... São Santos!

Foram apaixonados, loucos pelo amor do Amado.

Se desejarmos viver eternamente, sejamos santos...

Façamos escolhas...

Construamos a humanidade...

Tenhamos coragem, ardor, força, fé naquele que nos amou primeiro, o Santo dos Santos: Deus-amor.

É por Ele que vale a pena não só ter idéias, mas transformar o ideal no real.

Hoje, aqui e agora repito com a pequena e grande doutora da Igreja:

“Não quero ser santa pela metade”.

Ana Maria Eymard Pereira Scarabelli-OCDS

quarta-feira, 21 de novembro de 2007

CONGRESSO DA REGRA DO CARMO



Tema: Regra do Carmo: Um jeito fascinante de seguir Jesus
Lema: 800 anos ao redor da fonte

Ao redor da fonte, foi assim que nos sentimos no Congresso da Regra do Carmo.
A fonte é velha, mais a água é nova...


A árvore é velha, mais a cada ano surgem frutos novos...
Assim é árvore do Carmelo.

Estudar e reler a Regra do Carmo foi sem dúvida um grande presente. Desde o alojamento tudo foi aprendizado na rica troca de experiência com os nossos irmãos da Ordem Terceira. Frei Geraldo da Abadia, O. Carm (Prior Provincial) nos brindava a todo instante com alegria, verdades, unção e oração, ensinando-nos a todo o momento com o seu jeitinho “mineiro-nordestino” que aquele que ama, acolhe e serve com alegria.
Estudar ponto a ponto a Regra do Carmo com Frei Carlos Mesters, O. Carm. (Delegado Geral para a América Latina) foi como saborear o bolo das núpcias, o bolo de uma vida inteira dedicada ao Carmelo, ao próximo e a palavra. A Regra do Carmo é uma bússola que norteia nossa vida enquanto comunidade, família, trabalho e missão. A Regra do Carmo tem 800 anos, mas é atual e se faz em nós hoje, um presente diário para nossa caminhada com Jesus e os irmãos!

De Dom Vital, o convite, de bebermos a água viva, a água pura que renova e nos remete à reflexão e oração, na certeza que só viveremos uma intimidade maior com Deus através da escuta da palavra e da oração.
Vivenciar com a nossa irmã Vera Melo (OCDS) a leitura Teresiana da Regra do Carmo foi desfrutar, entre os tantos ensinamentos de Santa Teresa, que viver a Regra do Carmo é viver a liberdade e a alegria (dom precioso do Espírito Santo) e que viver o silêncio do Carmelo não é viver um silêncio vazio e sim um encontro íntimo com Deus.
Partilhamos em forma de jogral com a Ir. Marlene Frianni (Carmelita da Divina Providência) o tema: “Os Laços Fraternos na Família Carmelitana”.
Conhecemos e admiramos através do Frei Antonio Silvio, O. Carm (Delegado das Ordens Terceiras) a vida de Santa Maria Madalena de Pazzi que soube guardar e seguir com carinho a Regra (caminho reto e seguro).
Todos nós nos embalamos ao som da viola e dos violeiros na noite cultural com Pereira da Viola.
Receber o carinho de Jesus pelas mãos e

dedicação de todos os freis e junioristas, que tudo fizeram e organizaram pelo êxito do Congresso, foi vivenciar verdadeiramente um encontro de irmãos.
A OCDS marcou presença através dos seguintes membros: Andréia, Kênia e Rejane (Sete Lagoas/MG), Ana,Edna, Fernando, Lis, Liliane, Vera e Suely Belo Horizonte/MG), Carmem (Campanha/MG), James e Aparecida (Três Pontas/MG), Cristina, Jane e Zélia (Divinópolis/MG), Sônia Seixas (Campinho/RJ) e da OCD, o Frei Everaldo (Belo Horizonte/MG), estudante de filosofia.

Andréia Virgínia e Rejane Marques
(Comunidade Santa Teresinha-Sete Lagoas/MG)

segunda-feira, 19 de novembro de 2007

Comemoração dos 800 anos da Regra de Vida Por Frei Carlos Mesters

Uma chave de leitura para a Regra
Frei Carlos Mesters ,OC

I. Prólogo (Rc 1-3)
Rc 1: Saudação e Bênção
Rc 2: O rumo de vida para todos: viver em obséquio de Jesus Cristo
Rc 3: O projeto comum, próprio dos Carmelitas


II. A infra-estrutura da vida comunitária (Rc 04-09)
Rc 4: O Prior e os Votos: assumir o projeto da Comunidade
Rc 5: O Lugar de Moradia: preservar o deserto interior
Rc 6: A Cela dos Frades: garantir o diálogo com Deus
Rc 7: A Refeição em comum: aprofundar o convívio fraterno
Rc 8: A Estabilidade no Lugar: assumir a forma de vida dos mendicantes
Rc 9: A Cela do Prior na entrada: acolher e encaminhar os visitantes


III. Os pontos básicos do ideal da Vida Carmelitana (Rc 10-15)
Rc 10: Na cela: meditar dia e noite na lei do Senhor e vigiar em orações
Rc 11: Em comunidade: o Ofício Divino ou a reza do Pai Nosso
Rc 12: Na vida: opção do Carmelo pelos "menores" através da comunhão de bens
Rc 13: No dia-a-dia: mitigação em vista das necessidades
Rc 14: Na capela: a memória de Jesus através da Eucaristia diária
Rc 15: Compromisso de todos: revisão semanal e correção fraterna


IV. Os meios para alcançar o ideal (Rc 16-21)
Rc 16: O jejum: santificar o tempo, desde a festa da Cruz até à Páscoa
Rc 17: A abstinência de carne: passar pelo nada para chegar ao tudo
Rc 18: A condição humana: a fragilidade que pede resistência
Rc 19: A luta da vida e as armas espirituais: não desistir nunca
Rc 20: O trabalho: ocupar o tempo e providenciar o próprio sustento
Rc 21: A prática do silêncio: esvaziar-se para Deus e os irmãos


V. Recomendações finais para uma convivência madura (Rc 22-23)
Rc 22: O prior como servidor dos irmãos
Rc 23: O respeito dos irmãos para com o prior


VI. Epílogo (Rc 24)
Rc 24: Discernimento, e opção dos pobres pelo Carmelo

Comemoração dos 800 anos da Regra de Vida-Palestra de Frei Carlos Mesters


Apêndice 1
A mística que deve animar a Leitura Orante da Bíblia


Em dez pontos procuramos resumir tudo o que dissemos, até agora, sobre o método e a mística da Leitura Orante da Bíblia. O texto que aqui apresentamos teve uma longa história. Foi elaborado, primeiro, para ajudar os noviços carmelitas na leitura da Bíblia. Foi publica­do na coleção "Horizontes" sobre o Carisma Carmelitano. Com algumas modificações, foi integrado no Volume 1 do Projeto "Tua Palavra é Vida". Foi publicado e divulgado pela CRB como folheto separado. Finalmente, após ter recebido uma boa revisão pela equipe, foi pu­blicado no Volume final do Projeto "Tua Palavra é Vida". Reintroduzimos aqui as refe­rên­cias à Regra do Carmo que estavam na primeira redação. Usamos os números da nova enumeração.

1. "Faça-se em mim segundo a tua palavra!"
Ao iniciar a Leitura Orante da Bíblia, você não vai estudar; não vai ler a Bíblia para aumentar o seu conhecimento nem para preparar algum trabalho apostólico; não vai ler para ter experiências extraordinárias. Mas vai ler a Palavra de Deus para escutar o que Deus lhe tem a dizer, para conhecer a Sua Vontade e, assim, viver melhor em obséquio de Jesus Cristo (Rc 2). Em você deve estar a pobreza; deve estar a disposição que o velho Eli recomendou a Samuel: "Fala, Senhor, que teu servo escuta!" (1Sm 3,10). Deve estar a mesma atitude obediente de Maria diante da Palavra: “Faça-se em mim segundo a Tua Palavra!” (Lc 1,38).

2. Pedir o Espírito Santo: "Pedi e recebereis!"
Poder escutar a Deus não depende de você nem do esforço que fará, mas só e unica­mente de Deus, da Sua decisão gratuita e soberana de entrar em contato com você e de fazer com que você pos­sa ouvir a Sua voz. O ponto de partida da Leitura Orante deve ser a humildade. Saber recolher-se à sua própria pequenez e dignidade. Para isto é necessário que você se prepare, vigiando em orações (Rc 10), pedindo que Ele mande o seu Espírito. Pois sem a ajuda do Espírito de Deus, não é possível descobrir o sentido que a sua Palavra tem para nós hoje (cf Jo 14,26; 16,13; Lc 11,13).

3. Criar um ambiente de recolhimento e de escuta
É importante criar um ambiente adequado que favoreça o recolhimento diante da Palavra de Deus. Ler a Bíblia é como conversar com uma amiga. As duas, tanto a conversa como a leitura, exigem o máximo de atenção, respeito, amizade, entrega e escuta atenta. Para isto você deve aprender a cultivar dentro de você o silêncio (Rc 21), recolher-se dentro da sua cela interior (Rc 10), durante todo o tempo da Leitura Orante. E lembre-se: uma boa e digna posição do corpo favorece o recolhimento da mente.

4. Receber a Bíblia como o Livro da Igreja e da Tradição da Vida Religiosa
Abrindo a Bíblia, você deve estar bem consciente de que está abrindo um livro que não é seu mas sim da comunidade. Fazendo a Leitura Orante, você está entrando no grande rio da Tradi­ção da Igreja que atravessa os séculos. A Leitura Orante é o barquinho que o carrega pelas curvas deste rio até o mar. O clarão luminoso que nos vem do mar já clareou a "noite escura" de muita gente. Mesmo fazendo sozinho, sozinha, a Leitura Orante da Bíblia, você não está só, mas esta­rá unido aos irmãos e às irmãs que, antes de você, procuraram "meditar dia e noite na lei do Senhor" (Rc 10). São muitos! Mesmo aqueles e aquelas que não sabiam ler o texto escrito! Eles sabiam ler o texto da vida e dos acontecimentos no rosto dos irmãos e das irmãs. Por isso, “permaneça firme naquilo que aprendeu e aceitou como certo. Você sabe de quem o aprendeu!” (2 Tim 3,14).

5. Ter uma correta atitude diante da Bíblia
A leitura atenta e proveitosa da Bíblia deve estar marcada, do começo ao fim, por uma atitude interpretativa que tem três aspectos básicos: Leitura, Meditação e Oração. Estes três aspectos formam a marca registrada e a espinha dorsal da Vida Religiosa, culmi­nando na Contemplação:
1º ASPECTO: Leitura: conhecer, respeitar, situar
Antes de tudo, você deve ter sempre a preocupação de investigar: "O que o texto diz em si?". Isto exige que se faça silêncio (Rc 21). Dentro de você tudo deve silenciar, para que nada o impeça de escutar o que texto tem a dizer, e para que não aconteça que você leve o texto a dizer só aquilo que você gosta de escutar. Neste ponto, o estudo da Bíblia, feito a partir de um bom método, pode ser de grande ajuda
2º ASPECTO: Meditação: ruminar, dialogar, atualizar
Você também deve ter sempre a preocupação de se perguntar: "O que o texto diz pa­ra mim, para nós?" Este segundo aspecto pede que você entre em diálogo com o texto, para que o sentido se atualize e pene­tre sua vida. Como Maria, rumine o que escutou (Lc 2,19.51) e, assim, des­cobrirá que “a Palavra está muito perto de você: está na sua boca e no seu coração, para que a ponha em prática” (Dt 30,14; Rc 19).
3º ASPECTO: Oração: suplicar, louvar, recitar
Além disso, você deve estar sempre preocupado, preocupada, em descobrir: "O que o texto me faz dizer a Deus?" É a hora da prece, o momento de vigiar em orações (Rc 10). Até agora, Deus falou para você; chegou a hora de você responder a Ele.

6. Colocar-se sob o julgamento da Palavra de Deus
Fazer Meditação não é o mesmo que ficar sentado, sem fazer nada, mas é o momento forte do confronto entre a vontade de Deus e as próprias aspirações. Guigo dizia: "A Meditação é uma dili­gente atividade da mente que, com a ajuda da própria razão, procura o conhecimento da verdade oculta". Meditar é fazer o que fazia o filho pródigo quando estava longe da casa do Pai:
* é cair em si e confrontar-se com a vida na Casa do Pai, com a Palavra de Deus;
* é olhar a própria vida com os olhos do Pai, levar em conta o ponto de vista da outra, do outro;
* é conversar muito com Deus e com os pobres, pois conversa bem grande produz conversão;
* é confrontar as aspirações pessoais com a proposta do ideal do Carmelo;
* é aprender a situar-se dentro do projeto de Deus que se revela na Bíblia e na vida;
* é resolver mudar de idéia e de vida, por mais doloroso que seja ;
* é erguer-se e decidir voltar para o Pai, para os irmãos e as irmãs.

7. Ponto de chegada da Leitura Orante: olhar tudo com os olhos de Deus:
Contemplação não é o mesmo que ficar longe do mundo. Guigo dizia: "A leitura leva a comi­da à boca, a meditação a mastiga e rumina, a oração prova o seu gosto e a contem­plação é a própria doçura que alegra e recria". A Contemplação é enxergar, saborear, agir.
* é ter no peito pensamentos santos que nascem do livro santo (Rc 19), e nos olhos algo da "sabedoria que leva à salvação" (2Ts 3,15);
* é começar a ver o mundo e a vida com os olhos dos pobres, com os olhos de Deus;
* é você assumir a própria pobreza e eliminar do seu modo de pensar aquilo que vem dos poderosos;
* é tomar consciência de que muita coisa, da qual você pensava que fosse fidelidade ao Evangelho e à Tradição da sua Congregação, na realidade nada mais era do que fidelidade a você mesma(o) e aos seus próprios interesses e idéias;
* é saborear, desde já, algo do amor de Deus que supera todas as coisas;
* é mostrar pela vida que o amor de Deus se revela no amor ao próximo;
* é fazer com que a palavra desça da boca para o coração e anime todas as nossas ações (Rc 19);
* é dizer sempre: "faça-se em mim segundo a tua Palavra" (Lc 1,38).

8. Procurar por todos os meios que a interpretação seja fiel
Para que a sua Leitura Orante não fique entregue só às conclusões dos seus próprios senti­mentos, pensamentos ou caprichos, mas tenha uma firmeza maior e seja realmente fiel, é importante você levar em conta três exigências fundamentais:
1ª EXIGÊNCIA: confrontar com a fé da Comunidade Eclesial
Confronte sempre o resultado da sua Leitura com a fé da Igreja viva, com a comunidade a que você pertence. Do contrário, poderia acontecer que o seu esforço não leve você a canto nenhum (Gl 2,2). Pois é lá, na pequena comunidade eclesial, alimentada e sustentada pela Palavra de Deus (Rc 7, 11 e 14), que nasce a fé da igreja como da pequena fonte nasce o rio que irriga a terra.
2ª EXIGÊNCIA: confrontar com a realidade
Confronte sempre aquilo que você lê na Bíblia com a realidade que hoje vivemos. Quando a Leitura Orante não alcança o seu objetivo na nossa vida, a causa nem sempre é falta de oração, falta de atenção à fé da Igreja, ou falta de estudo crítico do texto. Muitas vezes, é simplesmente falta de atenção à realidade nua e crua que hoje vivemos. Quem vive na superficialidade, sem aprofundar sua vida, não pode atingir a fonte de onde nasceu a Escritura.
3ª EXIGÊNCIA: confrontar com o resultado da exegese
Confronte sempre as conclusões da sua leitura com os resultados do estudo que você faz da Bíblia. O estudo investiga o sentido da Letra. A Leitura Orante não pode ficar parada na Letra. Ela deve procurar o sentido do Espírito (2Cor 3,6). Mas querer estabelecer o sentido do Espírito sem fundamentá-lo na Letra é o mesmo que construir um castelo no ar (St. Agostinho). É cair no engano do fundamentalismo. Hoje em dia, em que tantas idéias novas se propagam, é muito importante ter bom senso. O bom senso se alimenta do estudo crítico da Letra e ajuda a integrar a Lectio Divina com o estudo sério da Bíblia.

9. Imitar o exemplo de São Paulo
O apóstolo Paulo, primeiro teólogo do cristianismo, soube reler a Bíblia a partir da sua fé na ressur­reição de Jesus. Nas suas cartas, como bom intérprete das Escrituras Sagradas do seu povo, ele nos deixou vários conselhos de como ler a Bíblia (Rc 20). Eis algumas das normas e atitudes recomendadas ou observadas por ele:
* Considere-se destinatário, destinatária, do que está escrito na Bíblia, pois tudo foi escrito para a nossa instrução (1Cor 10,11; Rm 15,4); a Bíblia é o nosso livro.
* Procure ter nos olhos a fé em Jesus Cristo, pois é só pela fé em Jesus que o véu cai e que a Escri­tura revela o seu sentido e nos comunica a sabedoria que leva à salvação (2Cor 3,16; 2Tm 3,15).
* Lembre-se: Paulo falava de "Jesus Cristo Crucificado" (1Cor 2,2), "escândalo para uns, loucura para outros". Foi este Jesus que lhe abriu os olhos para perceber a Palavra viva de Deus no meio dos pobres da periferia de Corinto, onde a loucura e o escândalo da cruz estavam confundindo os sábios, os fortes e os que pensavam ser alguma coisa neste mundo (1Cor 1,21-31).
* A melhor carta de Deus é a Comunidade. O melhor texto é a vida comunitário! "Vocês são a carta de Cristo!" (2Cor 3,3). Pois é na comunidade viva que atua o Espírito transfigurando seus membros na imagem do próprio Jesus (2Cor 3,17-18).
* Paulo alerta contra o fundamentalismo que toma tudo ao pé da letra. Ele diz: "A letra mata, mas o Espírito dá vida" (2Cor 3,6). Sem a ação do Espírito, a Bíblia não passa de uma letra morta. Paulo tirou esta lição da sua própria experiência. Quando era fundamentalista, chegou a matar Estêvão! (At 7,58; 8,1)
* Tenha presente os problemas da sua vida pessoal e familiar, da sua família religiosa, das Comuni­da­des, da Igreja e do povo a que você pertence e serve. Foi assim que Paulo relia e entendia a Bíblia: a partir dos problemas do povo das comunidades (1 Cor 10,1-13).
* Misture o eu e o nós; nunca só o eu, e nunca só o nós! O apóstolo também misturava, pois recebeu sua missão da comunidade de Antioquia e falava a partir dela (At 13,1-3; Gál 2,2).

10. Descobrir na Bíblia o espelho do que vivemos hoje
Ao ler a Bíblia tenha bem presente que o texto bíblico não é só uma janela, por onde você olha para saber o que aconteceu com os outros no passado; é também um espelho, um "símbolo" (Hb 11,19), onde você olha para saber o que está acontecendo hoje com você (1Cor 10,6-10). A leitura orante diária é como a chuva mansa que, aos poucos, vai amolecendo e fecundando o terreno (Is 55,10-11). Entrando em diálogo com Deus e meditando a sua Palavra (Rc 10), você cresce como a árvore plantada à beira dos córregos (Sl 1,3). Você não vê o crescimento, mas perceberá o seu resultado no encontro renovado consigo, com Deus e com os outros. Diz o canto: "É como a chuva que lava, é como o fogo que arrasa, Tua Palavra é assim, não passa por mim, sem deixar um sinal" O objetivo último da Leitura Orante não é interpretar a Bíblia, mas sim interpretar a vida. Não é conhecer o conteúdo do Livro Sagrado, mas sim, com a ajuda da Palavra escrita, descobrir, assumir, praticar e celebrar a Palavra viva que Deus fala hoje na sua vida, na nossa vida, na vida do povo, na realidade do mundo em que vivemos (Sl 95,7); é crescer na fé e, co­mo o profeta Elias, experimentar, cada vez mais, que "Vivo é o Senhor, em cuja presença estou!" (1R 17,1;18,15).
Frei Carlos Mesters, OC

quinta-feira, 15 de novembro de 2007

RETIRO CONTEMPLATIVO EM BELO HORIZONTE


Tema: Rumos à Contemplação, com Padre Bernardo Bonowits OCSO - Prior do Mosteiro Trapista Nossa Senhora do Novo Mundo, no Paraná.

Período: 11 a 13 de Janeiro de 2008

Recepção: a partir das 16:h do dia 11/01, sexta-feira.

Local: Casa de Retiros São José - Avenida Itaú 475 , Dom Bosco - Belo Horizonte - MG - tel. (31) 3411-5040 (atrás da PUC Minas - Coração Eucarístico)

Preço por pessoa (pensão completa):
apartamento duplo: R$150,00
apartamento individual: R$300,00

Inscrições: 20 de novembro de 2007 a 04 de janeiro de 2008

Local das inscrições: Livraria Paulinas - Av. Afonso Pena, 2142 - Belo Horizonte ou através de depósito bancário identificado em nome de Fernando de Carvalho Azevedo Alcici - Caixa Econômica Federal agência 2922 conta 39-2 (enviar comprovante identificado por e-mail para fernandoalcici@hotmail.com ou pelo correio para Rua Ludgero Dolabela 527 ap. 201 Gutierrez CEP 30.340-130 - Belo Horizonte - MG.

Com. Santa Edith Stein - Três Pontas - MG

O PERFIL DA MINHA COMUNIDADE
.
Quero lhes apresentar a minha comunidade OCDS.
Somos uma grande comunidade! Grande mesmo: 31 membros entre os que tem promessas e os que estão procurando conhecer o Carmelo e confirmar sua vocação. Tem dia que não tem cadeira pra todo mundo.Antes de continuar quero lhes dizer que o objetivo desta apresentação é convidar a SUA comunidade a entrar em intimidade conosco e confirmar nosso forte sentimento de unidade. Estamos buscando a SUA amizade.

Nosso nome é "Comunidade Santa Edith Stein", eleita pelos nossos fundadores por seu carisma de forte personalidade e sua incansável busca da verdade que a levou ao Carmelo.
Sempre colocamos sua foto no altar no dia em celebramos sua canonização.Belo!
Estamos na cidade de Três Pontas(MG), nos reunimos num salão que as irmãs aqui do Carmelo cederam. Temos um mural de notícias, recados. Colocamos também fotos dos nossos eventos pra que todos, sobretudo aqueles que por uma ou outra razão não puderam participar, conheçam os lugares, os palestrantes, os membros do Conselho enfim, é uma forma de trazer para dentro do nosso convívio tudo o que vemos fora. É muito legal. Todo mundo gosta, fica olhando, perguntam e aí já começa aquela troca de experiência gostosa. Gostosa mesmo! Como voces fazem aí na sua comunidade?

Vejam, aqui temos pessoas com idades entre 14 e 80 anos. Acho isto incrível! É uma interação onde a mistura de valores, crenças, idéias se funde, as idades se misturam e tudo isso junto, vira a nossa comunidade.
Tem gente da cidade e da zona rural. Tem gente de outra cidade tambem. É um casal que vive em Ilicínea-MG onde não tem OCDS e nem Carmelo. Eles tem um bebezinho.
Teve um dia que tinha até uma colchonete com criança dormindo na nossa reunião.
Isto deu uma paz que voces não fazem ideia viu!
E é assim, a avó traz a neta que fica quietinha ouvindo, as vezes com sono, as vezes compenetrada no que dizemos e rezamos e as vezes bagunçando tambem.

Olha, tem tanta coisa pra contar, mas queremos conhecer tambem a sua. Venha nos apresentar. Conte-nos como voces vivem. Façam isto utilizando o ítem "comentário" aí em baixo do relato que lhes fiz. Uma vez por semana vou contando um pouco mais está bem?
Tenham todos uma ótima semana. Que tudo transcorra exatamente dentro de todas as suas melhores expectativas.

Ah! Hoje comemoramos o dia dos fiéis defuntos da nossa Ordem. Já pensaram no encontro que foi entre Santa Teresa e Maria Madalena? Dá pra meditar...
Beijo grande! Espero voces!

terça-feira, 13 de novembro de 2007

DIA 14/11 - DIA DE TODOS OS SANTOS CARMELITAS

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LADAINHA DOS SANTOS CARMELITAS
(Giovani Carvalho Mendes)

Senhor, tende piedade de nós
Jesus Cristo, tende piedade de nós.
Senhor, tende piedade de nós.
Jesus Cristo, ouvi-nos
Jesus Cristo, atendei-nos.
Deus Pai do Céu, tende piedade de nós!
Deus Filho Redentor do Mundo, tende piedade de nós!
Deus Espírito Santo, tende piedade de nós!
Santíssima Trindade que sois Um só Deus, tende piedade de nós!
Santa Maria, rogai por nós!
Santa Mãe de Deus ( rogai por nós )
Santa Virgem das Virgens
Nossa Senhora do Carmo
Rainha e Mãe da Igreja
Rainha da Ordem do Carmelo
Mãe dos Carmelitas
Virgem do Santo Escapulário
Refúgio dos pecadores
São José, patrono do Carmelo
Santo Elias, patriarca do Carmelo ( profeta )
Santo Eliseu ( profeta )
Todos os santos eremitas do Carmelo
Santo Alberto de Jerusalém ( bispo )
São Simão Stock ( presbítero )
São João da Cruz, nosso pai ( presbítero e doutor da Igreja )
São Pedro Tomás ( bispo)
Santo André Corsini ( bispo)
Santo Alberto de Trápani ( presbítero )
São Rafael Kalinowski ( presbítero )
Todos os santos religiosos de nossa Ordem
Santa Teresa de Jesus, nossa mãe ( virgem e doutora da Igreja )
Santa Maria Madalena de Pazzi ( virgem )
Santa Teresa do Menino Jesus ( virgem e doutora da Igreja)
Santa Teresa Margarida Redi ( virgem )
Santa Teresa de Jesus de los Andes ( virgem )
Santa Edith Stein - Teresa Benedita da Cruz ( virgem e mártir )
Todas as santas monjas de nossa Ordem
Beato Tito Brandsma (presbítero e mártir )
Beato Dionísio da Natividade (presbítero e mártir)
Beato Redento da Cruz (religioso e mártir)
Beato Nuno Álvares Pereira ( religioso )
Beato João Soreth ( presbítero )
Beato Francisco Palau ( presbítero )
Beato Elias Ciríaco Chavara ( presbítero )
Beato Batista Mantovano ( presbítero )
Beata Maria de Jesus Crucificado ( virgem )
Beata Elizabete da Trindade ( virgem )
Beata Ana de São Bartolomeu ( virgem )
Beata Maria da Encarnação ( virgem )
Beata Maria dos Anjos ( virgem )
Beata Maria de Jesus ( virgem )
Beata Teresa de Santo Agostinho e companheiras ( virgens e mártires)
Beata Maria Sacrário de São Luís de Gonzaga ( virgem )
Beata Maria Maravilhas de Jesus ( virgem )
Beata Teresa Maria da Cruz ( virgem )
Beatas Maria Pilar, Teresa e Maria Angeles ( virgens e mártires)
Beato Isidoro Bakanja (mártir)
Beata Josefa Naval Girbés (virgem da OCDS)
Beato Afonso Mazurek (presbítero e mártir)
Todos os bem-aventurados de nossa Ordem
São João Maria Vianney, o Cura d'Ars. ( presbítero )
São João Bosco ( presbítero e fundador )
São Francisco de Sales ( bispo, fundador e doutor da Igreja)
São Pompílio Pirrotti ( presbítero )
Santo Afonso Maria de Ligório ( bispo, fundador e doutor da Igreja )
Santo Antônio Maria Claret ( bispo )
São Gabriel da Virgem Dolorosa ( religioso )
São Domingos Sávio
São Cláudio de la Columbière ( presbítero )
Santa Bernadette Soubirous ( virgem )
Todos os santos e beatos devotos do Escapulário do Carmo
Todos os habitantes do Carmelo Celeste, rogai por nós!
Cordeiro de Deus, que tirais o pecado do mundo (3x): Perdoai-nos Senhor! Ouvi-nos, Senhor! Tende piedade de nós!
V :Rogai por nós, todos os Santos e Santas carmelitas:
R :Para que sejamos dignos das promessas de Cristo!

Oremos : Ó Deus, que condecorastes a Ordem do Carmo com o singular título da Bem-Aventurada Sempre Virgem Maria, Vossa Mãe, concedei propício que nós, que agora veneramos todos os Santos e Santas do Celestial Carmelo, mereçamos participar dos gozos eternos em que viveis e reinais por todos os séculos dos séculos! Amém!
( ou )

Oremos : Ajude-nos, ó Deus Todo-Poderoso, o patrocínio da Bem-Aventurada Virgem Maria, nossa Mãe, e a intercessão dos Santos e Santas carmelitas, para que, seguindo fielmente seus exemplos, sirvamos generosamente vossa Igreja com a oração e a vida apostólica. Por Nosso Senhor Jesus Cristo Vosso Filho, que convosco vive e reina, na Unidade do Espírito Santo! Amém!

quinta-feira, 8 de novembro de 2007


" O homem não é uma casa desabitada e sem dono;
Deus habita em nós, vive dentro de nós.
É um perfeito louvor de glória ao Senhor.
Encontrou o seu paraíso aqui na terra
porque o paraíso é Deus e Ele habita dentro de nós.
E a vontade de Deus deve ser o alimento, o pão de cada dia;
cada incidente, cada acontecimento, cada sofrimento,
cada prazer é um sacramento que Deus nos dá."


08/11 - Beata Elizabete da Trindade
Virgem da nossa Ordem

(memória obrigatória)

segunda-feira, 5 de novembro de 2007

XXIV CONGRESSO PROVINCIAL OCDS

O Congresso Nacional da Ordem Secular, que está no seu 24º. ano, foi em São Roque – 11 a 14.10.2007, com o Tema: A Espiritualidade do Discipulado de Cristo: Reflexão para uma nova atitude missionária do apostolado Carmelitano. E o Lema: “De discípulos a apóstolos de Cristo: anunciadores do Evangelho da Vida”.

Muito preparado e esperado por todos nós, teve inicio com a missa no dia 11, nos preparando para os momentos que teríamos nessa semana tão rica e importante para nossa Província .
Tivemos vários palestrantes que nos fizeram meditar sobre a missionariedade do Carmelo Descalço Secular.
O primeiro foi o Prof. Dr. Fernando Altemeyer Jr., que nos falou sobre o tema: De Medellín a Aparecida - Carmelitas Seculares, e agora?, nos fazendo uma reflexão sobre o comprometimento com a Ordem, a buscar o rosto de Deus, para o bem da Igreja e do mundo. Também nos levando a reencontrar as palavras de Nossa Mãe Santa Teresa e Nosso Pai João da Cruz que foram missionários de origem e vocação para que o nosso Carmelo crescesse e hoje pudesse beber dessa fonte, abundante em espiritualidade, graça e missão.

Tivemos Frei Afonso, que nos levou a reflexão: “PERMANECER EM CRISTO PARA PRODUZIR FRUTOS”, o “Ser cristãos, discípulos e missionários significa participar da única vida, missão e destino do Mestre. Caso isso não aconteça, seremos apenas “admiradores”, “devotos” do Senhor. Admirar-lhe e ter-lhe devoção ajuda enquanto nos orientar para o seguimento, ou seja, participar de sua Vida, levando vida para onde formos.”

Frei Patrício Sciadini, apresenta a Realidade do Carmelo no Brasil, a partir do método : ver , julgar e agir. “Ser carmelita na realidade do Brasil deve reavivar em nós a chama da nossa vocação carmelitana, o nosso chamado. Ser Ordem Secular não é pertencer a um grupo para preencher tempo, para ter amigos, ou companheiros para passear, ou passar tardes na alegria. Ser carmelita secular é ser fermentado pelo fermento carmelitano e o desejo de transformar o mundo a partir de dentro, com o fermento bom da oração e da contemplação. Um fermento que não pode perder a sua força, um sal que não pode se tornar insosso.”


Maria Efigênia Ribeiro Barbosa, conselheira provincial também nos oferece uma riqueza de ensinamentos sobre termos e temas abordados nas Conferências do Episcopado Latino-Americano e do Caribe CELAM. “A decisão mais importante desta Conferência foi o pedido dirigido ao Papa Pio XII para se criar um organismo que pudesse unir mais as forças da Igreja da América Latina. É aí que surgiu a idéia do CELAM = CONSELHO EPISCOPAL LATINO AMERICANO.” Isso nos remete á formação eclesial que todos nós Carmelitas seculares devemos nos dedicar a cada dia sem ficar esperando que venha tudo pronto de nossas comunidades.

Nossa querida Vera Melo , com o tema Identidade do Apostolado Carmelita Descalço, apresenta a missionariedade de Santa Teresa, através de suas obras e dos documentos da Igreja que nos levam a encarar de forma sempre nova a atitude missionária do apostolado carmelitano.

Frei João Bonten, OCD com sua simpatia característica de missionário que há muitos anos vive no Brasil sua missão de carmelita descalço, que com certeza sabe bem sobre o que estava falando, já que experimenta isso na própria vida dedicada toda a essa entrega total à Vontade de Cristo. Foi forte no momento da afirmação: “Há pessoas que se preocupam muito em não mexer-se na oração para poder ficar em união com Deus. Diz Teresa: pouco entendem do caminho para alcançar a união. Estas exterioridades não têm importância. Não, irmãs, não é assim! O Senhor quer obras! Isso significa manifestações verdadeiras de amor ao próximo. Não se deve ficar com medo de perder a devoção. O importante são as obras: o fazer concretamente a vontade de Deus.”(S.Teresa) Santa Teresa assim quer que a atividade pastoral marque a vida dos Carmelitas. Como? Em primeiro lugar deve viver o espírito apostólico de Santa Teresa: ter o desejo de fazer conhecer o Evangelho aos outros. Importante é também ter presente a missão própria que a Ordem tem na Igreja de hoje. É sobretudo a partir do Vaticano II que a Ordem descobriu que tem uma missão especial na promoção da vida espiritual, da vida de oração. Também neste ponto a Ordem Secular tem uma missão.”

Frei Geraldo Boletini, com sua simpatia e amor singular OCDS, nos ensinou tanto nos momentos de auxilio durante todo o encontro, como em sua palestra sobre o discipulado. Só para citar um ponto que nos atrai para o centro que é Jesus Cristo: “Carmelo: põe-te de pé e evangeliza, vindo cada um de nós da Comunidade: Lugar da companhia, da comunhão e comunicação.” Estamos nós realmente vendo nossas comunidades com esses olhos amorosos de apóstolos anunciadores?

Frei Pierino com uma reflexão Mariana nos levou a passear pelos claustros a luz de velas nos lembrando as clausuras de Nossos Santos, prestando nossas homenagens a Nossa Mãe do Céu Nossa Senhora Aparecida. Aqui vão uns versos da nossa linda meditação mariana:

Silenciosa esperaste,
velante,
o nascimento de Deus em Belém.
Silenciosa aguardaste,
dolente,
sua morte na cruz.

Também tivemos nossas eleições provinciais, na qual também foi escolhido o conselho que dará seqüência aos trabalhos começados pelo conselho anterior. A nova presidente provincial Ana Maria Eymard Pereira Scarabelli e o novo conselho: José Paulo (Minas Gerais); Rosemeire (Minas Gerais); João Carlos (Rio de Janeiro); Marilene Bueno (Rio de Janeiro); José Eduardo (São Paulo); Elisa (São Paulo); Maria Efigênia (Nordeste); e Jovita (Norte).


Na noite de sábado tivemos o indispensável e sempre inesquecível recreio no qual a presidente eleita foi coroada, com musica composta para a ocasião com a participação especial na letra de frei Afonso acompanhado de Ligia. Com o show do frei Marcos lançando seu CD “Chama de Amor” que é uma musicalização de textos das poesias de santos carmelitas (Teresa, Teresinha e João da Cruz). O CD pode ser adquirido na Livraria e Editora "Ave Maria" (Rua Jaguaribe, 761 - São Paulo - SP. CEP: 01224-001 Tel (11) 3825.0700 ou telefax (11) 3825.0154) ou pela internet: livraria.sp@avemaria.com.br. Cada CD custa R$15,00. Nosso recreio teve também um teatro no qual participaram como atores cômicos Marcelo Passos), Íris RJ), Edna (BH), Liginha (Caratinga), Dyonisio (SP) e Vera (BH) . Foi demais!!!

Terminamos esse pequeno relato de nosso congresso com as palavras do querido Fernando Alccici, o nosso “visitador” como é carinhosamente conhecido em nossas alegres recreações (e mesmo em conversas sérias): “Transbordados destas delicias, somos comunicadores desta experiência, para isso deixamos nossa cela interior, descemos a santa Montanha e vamos ao encontro do mundo, para servir, transformar e amar este mundo, nos nossos irmãos. É a nossa diaconia. Sermos agentes discretos, fermento na massa, que com nosso estilo contemplativo, nos engajamos em tantos serviços, aonde o Espírito nos impele, junto aos pobres e carentes de toda espécie. Percorrendo a historia do Carmelo, encontramos belos testemunhos deste serviço, missionários em terras distantes, pregadores da palavra, homens e mulheres que no silêncio dos claustros rezavam sobre este mesmo mundo, a ponto de mesmo sem nunca ter saído dele, tornar-se Padroeira das Missões. Ou profetas num mundo esquecido de Deus e de seus verdadeiros valores, em meios a regimes totalitários, chegando ao ponto de darem a sua própria vida. Pais e mães de família, em seus locais de trabalho, engajados na paróquia e nos serviços mais diferentes, nas escolas, nos hospitais, nos ambulatórios, nas visitas domiciliares, nos clubes de mãe, nos lactários, em casas de retiro, nas prisões, nas creches e asilos. Tenho certeza, que cada um de nós, aqui, consegue se encontrar num destes serviços. Mistério maravilhoso de amor, que une o céu a terra. Somos portadores de uma grande riqueza, verdadeiros tesouros que trazemos, que é a nossa espiritualidade, em vasos de barro. Destituamos tudo o que somos, desejos de outros, que na tentativa de nos construírem nos distanciaram do que devemos realmente ser, homens do desejo de Deus, repletos de alegria e vivamos em plenitude, para isso temos uma senda, carisma deixado por nosso Pais espirituais, inspirado pelo Espírito Santo, que é a vida carmelitana.”


E nos preparando para a grande festa de nossas Bodas de prata no ano de 2008, fazemos memória de todos aqueles que neste encontro e nos passados desses 24 anos: frades, monjas e leigos carmelitas seculares que nos ajudaram e ensinaram a crescer, estudar e rezar, nos deram a mão e caminharam e permanecem caminhando conosco, ao nosso lado, sendo família e irmanados de afeto fraterno para levarmos juntos o Carmelo ao mundo de hoje .


Rose Piotto, ocds

CHAMA







sexta-feira, 2 de novembro de 2007

VIVO SEM VIVER EM MIM


Santa Teresa de Jesus


"Vivo já fora de mim, desde que morro de amor;
porque vivo no senhor, que me escolheu para si;
quando o coração lhe dei, com terno amor lhe gravei;
que morro porque não morro.
Vivo sem viver em mim,
e tão alta vida espero,
que morro porque não morro.
Vivo sem viver em mim.
Esta divina prisão, do amor em que eu vivo,
fez a deus ser meu cativo, e livre meu coração;
e causa em mim tão paixão
ser eu de deus a prisão
que morro porque não morro.
Ai que longa é esta vida!
que duros estes desterros!
Este cárcere, estes ferros onde a alma metida!
Só de esperar a saída me causa dor tão sentida,
que morro porque não morro.
Vida, que posso eu dar a meu deus que vive em mim,
se não é perder-me enfim,
para melhor o gozar?
Morrendo, o quero alcançar,
Pois nele está meu socorro,
que morro porque não morro.
Vivo sem viver em mim
e tão alta vida espero
que morro porque não morro"

quinta-feira, 1 de novembro de 2007

Luz na noite

Nas NOITES ESCURAS
da prova,
nas coloridas feridas abertas,
nas duras SUBIDAS da vida,
nas AUSÊNCIAS,
nas vidas sofridas,
nas dores esparsas,
na história sem cores,
pesada,
nas cruzes propostas
e carregadas,
na história encarnada
e crucificada,
nas MORTES,
existe uma LUZ
que perpassa a espessura da noite
e anuncia o DIA SEM TREVAS.
Existe uma CHAMA
que aquece no frio das noites do inverno,
que pensa as feridas
e nos levanta nas quedas
e nos conduz à meta da vida.
Existe a Fé que ilumina,
a ESPERANÇA que anima,
o AMOR que vence dá vida
na VIDA


Frei Pierino Orlandini, OCD

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