sexta-feira, 31 de julho de 2009

Liturgia - DESTAQUES DE AGOSTO - 2009










“Mestre, é bom estarmos aqui.”
(Mc 9,5)


“Um lugar solitário e mesmo agreste facilita mais a graça, pois o espírito, não sendo retido e limitado pelas realidades visíveis, sobe em vôo seguro e direto para Deus.”
São João da Cruz – 3S 39,2

“Vede que sempre suponho que estejais ocupadas por motivo de obediência e de caridzde, porque, na ausência deles, sempre julgo melhor a solidão.”
Santa Teresa de Jesus – F 5,15

Intenção missionária: Os cristãos perseguidos
Para que os cristãos, que em muitos países são discriminados e perseguidos por causa do Nome de Cristo, tenham reconhecidos seus direitos humanos, a igualdade e a liberdade religiosa, de modo que possam viver e professar livremente a sua fé.

DESTAQUES DO MÊS


06 – (quinta-feira) Transfiguração do Senhor
07 – (sexta-feira) SANTO ALBERTO DE TRÁPANI, Presbítero de nossa Ordem
09 – (domingo) SANTA TERESA BENEDITA DA CRUZ (Edith Stein) Virgem e Mártir de nossa Ordem
16 – (domingo) Bv. MARIA SACRÁRIO DE S. LUÍS GONZAGA, Virgem e Mártir de nossa Ordem
16 – (domingo) Assunção de Nossa Senhora
18– (terça-feira) Bvs. JOÃO BATISTA, MIGUEL LUÍS e TIAGO DE ROCHEFORT, Presbíteros e Mártires de nossa Ordem
25 – (terça-feira) Bv. MARIA DE JESUS CRUCIFICADO, Virgem de nossa Ordem
26 – (quarta-feira) TRANSVERBERAÇÃO DO CORAÇÃO DE SANTA TERESA DE JESUS - Memória obrigatória nos Mosteiros da nossa Ordem




Liturgia - 01 de agosto - SANTO AFONSO MARIA DE LIGUORI









SANTO FONSO MARIA DE LIGUORI
Bispo e Doutor

Cor litúrgica: Branco

Ofício da memória
I Semana do Saltério
Laudes: Liturgia das Horas: 1464-1632--421
Oração das Horas: 1308-1524-842
I Vésperas: Liturgia das Horas: 40-703-(IV Vol)
Oração das Horas: 848

Leituras: Lv 25, 1.8-17 – Sl 66(67) – MT 14, 1-12
“Dá-me aqui, neste prato, a cabeça de João Batista .”
Alguns profetas, como João Batista, uniram a profecia ao martírio. Com isso, eles nos ensinam que o radicalism0 das testemunhas cristãs gera uma certa contradição.

Santo Afonso Maria de Liguori



Bispo e Doutor da Igreja e fundador da Congregação dos Padres Redentoristas. Ele nasceu Alfonsus Marie Antony John Cosmos Damien Michael Gaspard de Liguori, em 27 de setembro de 1696 em Marianella, perto de Nápoles na Itália, Educado em um lar piedoso, Afonso foi em retiros espirituais com o seu pai Dom Joseph, que era um capitão da marinha real. Afonso era o mais velho de sete filhos e criado por uma mãe católica devota de origem espanhola. Era muito inteligente, estudioso e foi educado na Universidade de Nápoles e recebeu seu diploma na idade de 16. Na idade de dezenove, praticava advocacia, mas viu a natureza transitória do mundo secular e após um breve período, se retirou dos tribunais e de sua fama. Visitando um hospital local para incuráveis, no dia 28 de agosto de 1723, ele teve uma visão na qual foi dito para consagrar a sua vida somente a Deus. Em resposta, Afonso dedicou a si próprio uma vida religiosa sofrendo inclusive perseguições da própria família. Finalmente se tornou um padre e passou a viver numa casa com alguns missionários. Foi ordenado em 21 de dezembro de 1726 e passou 6 anos dando sermões em Nápoles.Em abril de 1729 Alfonso foi viver no Colégio Chinês fundado em Nápoles pelo Padre Mateus Ripa, Apóstolo da China. Lá conheceu Tomas Flacoia, fundador da congregação dos Trabalhadores Piedosos. Esta amizade fez com que Afonso, em associação com a Irmã Maria Celeste, fundasse a Congregação dos Mais Santos Redentores, em 9 de Novembro de 1732. A fundação enfrentou desde o início vários problemas e após um ano ele, um irmão leigo e outros companheiros se retiraram, para fundar sua própria organização religiosa.Ele começou de novo, recrutando novos membros e em 1743 tornou-se o Prior de duas novas congregações, uma para homens e outra para mulheres. O Papa Benedito XIV ( 1740-1758) deu sua aprovação para a Congregação dos homens em 1749 e das mulheres em 1750. Afonso fazia missões e pregações nas áreas rurais e escreveu vários ensaios importantes. Ele recusou-se a ser bispo de Palermo, mas em 1760 aceitou o comando papal de chefiar a Sé de Santa Ágata no Goths, perto de Nápoles. Ali ele descobriu mais de 30.000 homens e mulheres analfabetos e 400 padres indiferentes. Por 13 anos, ele alimentou os pobre, instruiu as famílias, reorganizou os seminários, as casas religiosas, ensinou teologia e escreveu vários tratados. Sua austeridade era rigorosa e ele sofria de reumatismo, que começou a deformar o seu corpo. Ele passou vários anos tendo que beber através de tubos, porque sua cabeça não podia inclinar para frente.Atacado de febre reumática, de maio de 1768 a junho de 1769, que o deixou paralítico, ele finalmente deixou sua Sé, em 1775.Em 1780 Afonso, foi enganado em assinar, um termo de submissão, para obter a aprovação Real de sua Congregação. A submissão alterou as regras originais e como resultado, Afonso foi destituído de sua autoridade entre os Redentoristas.Deposto e excluído de sua própria congregação, Alfonso sofreu grande angústia, mas como que para superar a sua depressão, ele teve visões e executou vários milagres e fez varias profecias que se concretizaram. Ele morreu pacificamente no dia 1 de agosto de 1787 em Nocera di Pagani, perto de Nápoles e o sino de Angelus tocou inexplicavelmente na igreja matriz. Afonso foi beatificado em 1816 e em 1839 foi canonizado. Em 1871 Afonso foi declarado Doutor da Igreja pelo Papa Pio IX.Seus escritos sobre moral, teologia, e em assuntos complexos, controvertidos e apócrifos, tiveram grande impacto e sobreviveram por anos especialmente seu trabalho "Teologia Moral" e "As Glorias de Maria". Ele é ainda considerado um grande especialista na Virgem Maria (mariólogo). Ele foi enterrado no monastério de Pagani. Templos em sua honra foram construídos em Santa Agatha de Goths. Ele é o padroeiro dos confessores, teólogos, e apostolado leigo e das vocações.A liturgia católica ele é mostrado com o corpo curvado pelo reumatismo .



“Muitos dentre eles não viam cumprir-se ao pé da letra as profecias – o que constituía motivo de grande sofrimento ter de anunciá-las aos judeus, pois eram expostos a zombarias e aos risos d o povo.”
São João da Cruz – 2S 20,6

Carta de Santa Teresa de Jesus em 01

1574 – C 67 – A Mateo de lãs Peñuelas, em Ávila – Sobre a pobreza das monjas de Encarnação de Ávila. Compadece-se da enfermidade de Francisco Salcedo.






Retiro Espiritual da Comunidade Beata Elisabete da Trindade



.... E o meu Deus é meu e para mim, porque Cristo é meu e todo para mim. O que pedes e buscas alma minha? Teu é tudo isso e tudo é para ti. Santo Padre João da Cruz
Com muita alegria e entusiasmo a Comunidade OCDS Beata Elisabete da Trindade viveu seu retiro espiritual anual com a distinta presença entre nós do Frei Afonso. O retiro ocorreu entre os dias 24 a 26 de julho, no Carmelo Maria Mãe da Igreja e Paulo VI cedido gentilmente pelas carmelitas descalças.
O frei Afonso iniciou o retiro com a celebração eucarística no dia 24, as 19h e 30min, na própria Igreja do Carmelo, destacando que naquele momento podia-se ver as três vertentes do Carmelo ali representadas, ou seja, as monjas, o frei e os seculares. Após a celebração foi apresentada a programação e feito comentários iniciais e reflexivos sobre a sagrada escritura e a vivência da OCDS. No sábado pela manhã, as atividades iniciaram com a oração da Alma Enamorada de São João da Cruz, contextualizada pelo frei Afonso e refletida à luz da palavra de Deus. Seguiram-se momentos de reflexão e de oração, permeados pelo cafezinho da manhã e um saboroso almoço. Durante este dia, vários momentos de reflexão de textos bíblicos aplicados a realidade dos seculares foram comentados pelo frei. No período da tarde deste mesmo dia, às 17h, aconteceu a celebração eucarística, celebrada pelo próprio frei Afonso em que a OCDS teve quatro membros recebendo a investidura do Escapulário, dois fazendo as promessas temporárias e uma fazendo a promessa definitiva. Após a celebração foram abordados aspectos da espiritualidade do Carmelo, a distinção entre religiosidade e religião, assim como passagens da vida da Santa Madre.
No último dia, domingo, 26 de julho, realizou-se uma mesa redonda entre às 7h e 8h e 45min com perguntas e comentários feitos pelos membros da OCDS referentes a questões da Comunidade, do Centenário Teresiano, entre outros e sempre com a orientação do frei Afonso. As 9h ocorreu a celebração e após a mesma juntamente com o frei Afonso fomos recebidos pelas monjas para uma agradável conversa e o encerramento do retiro.
Como escrito pela Beata Elisabete da Trindade ao “saber que um ser chamado Amor me pede para habitar em mim, eis o segredo que mudou toda minha vida”, nós da OCDS de Montes Claros queremos agradecer a presença durante estes dias entre nós do frei Afonso que com sua simpatia e amizade trouxe momentos de intensa reflexão e aprendizado para o grupo. Saudamos também as carmelitas pelo convívio sempre fraterno e amigável, podendo apenas, como Elisabete da Trindade, colocar a Santa Virgem do Carmo como pano de fundo de vossas vidas e que o ministério Trinitário tão presente na Beata vos abençoe e vos guarde.

Comunidade Beata Elisabete da Trindade, OCDS
Montes Claros, Minas Gerais

quinta-feira, 30 de julho de 2009

Liturgia - 31 de julho - SANTO INÁCIO DE LOYOLA







SANTO INÁCIO DE LOYOLA,
Presbítero e Fundador

Cor litúrgica: Branco

Ofício da memória
Liturgia das Horas: 1462-1633-721
Oração das Horas: 1306-829-1525

Leituras: Lv 23,1.4-11.15-16.27.34b-37 – Sl 80(81) – Mt 13,54-58
“E, por causa da falta de confiança deles, operou ali poucos milagres.”
É nessa adaptação ao meio humano e nessa inserção no mundo que consiste o essencial do mistério da vida de Jesus de Nazaré.



Santo Inácio de Loyola, até os 30 anos de idade, foi um homem mundano e cheio de vaidades. O que queria era ganhar prestígio, conquistar amorosamente algumas mulheres interessantes e fazer uma boa carreira nos caminhos do poder. Seus pais, Beltrão Yañez de Oñaz e D.Marina Saenz de Licona pertenciam à pequena nobreza camponesa do País Basco. Foi o caçula dentre 13 irmãos. Todos eram católicos, mas freqüentemente não viviam a fé que professavam. Havia um divórcio sério entre fé e vida. Falavam uma coisa e facilmente faziam outra, por desgraça, bem diferente. Saiu da casa dos seus pais com 15 anos. Seus pais já tinham falecido. Foi, então, morar com um parente riquíssimo, chamado João Velasquez de Cuellar. Morou com eles toda sua juventude!… Mais tarde, quando eles perderam tudo o que possuíam, passou três anos morando sozinho em Nájera, uma bela cidade onde se misturavam a religião e o pecado. Por um certo tempo, o ambiente que o rodeava girava apenas sobre sexo, poder e dinheiro. Em 1521, ele estava lutando em Pamplona contra os franceses. Uma bala de canhão passou entre suas pernas, destroçando a direita e quebrando a esquerda. Teve dores terríveis e passou um mês inteiro entre a vida e a morte. De toda aquela dor nasceu um novo Inácio. Começou a ler a Bíblia. No início pouco entendia, apenas sentia que era chuva caindo em terra muito seca. Foi descobrindo um “valor maior” que relativizava, com sua presença, todos os outros valores. Todos os outros valores perderam seu mágico fascínio diante do Criador deles. Deus entrou de cheio na sua vida dando-lhe um sentido que jamais tivera. Aprendeu a orar, a dialogar e se encontrar com Jesus como um amigo faz com outro.





À medida que o tempo ia passando, afeiçoava-se mais e mais a pessoa de Jesus. Os homens quebraram-lhe as pernas, mas Deus tocava profundamente o seu coração. O estar presente diante de Jesus o fortalecia e cicatrizava todas aquelas feridas morais de sua vida passada. Começou a criar novas formas, para romper de uma vez por todas com as antigas atrações mundanas e colocar Jesus, e só ele, no centro da sua vida, como único Senhor e Deus. Percebeu que sua vida espiritual crescia à medida que renunciava ao seu próprio querer e interesse. Começou a confessar e comungar freqüentemente. Recuperado, Inácio fez em Manresa uma experiência fortíssima de oração, abnegação e auto-análise, colocando a realidade direto com a Palavra de Deus. Aprendeu a rezar e a se perceber por dentro. Analisou, uma e outra vez, as moções percebidas, seus sentimentos e a causa de tudo isso. Foi uma experiência maravilhosa estes “Exercícios Espirituais”. Sua vida se fez transparente. Fez-se pobre com os pobres, trocando suas roupas com um mendigo, ocultando seu sobrenome, ocupando o lugar social dos pequeninos… Foi a Jerusalém, contemplando com olhar de menino os lugares por onde Jesus tinha passado, perdoado, amado. Esteve na cadeia, preso pela Inquisição, suspeito de ser radical demais por causa de Jesus. Caminhou incansavelmente falando de Jesus a todos, sobretudo aos mais pobres, aos doentes, aos pecadores, levando libertação aos oprimidos, esperança aos cansados, vida nova a todos. Sempre movido, impelido pelo Espírito Santo de Jesus. Inácio era um apaixonado por Jesus! Ele verdadeiramente o cativou! Também descobriu que a vida não tem sentido se não colocada a serviço dos outros. Jesus veio para servir, não para ser servido. Assim como o Pai enviou o seu Filho para dar-nos vida nova, também Jesus nos envia, pelo mundo afora, para que ajudemos na libertação de todos os homens e mulheres, nossos irmãos. Fé e justiça são cara e coroa de uma mesma moeda. No início ele estava meio perdido, não sabia nada, não entendia nada a não ser que Jesus o amava incondicionalmente. Depois percebeu que ele o ensinava como um professor faz com seu discípulo. A primeira coisa que aprendeu foi o discernimento. Foi um aprendizado lento, mas o marcou para sempre. Percebeu que quando fazia coisas erradas, que nada tinham a ver com o Projeto de Deus, ele se sentia mal, com remorsos, vazio, seco e descontente. E, quando tentava com a ajuda dele, vencer suas fraquezas, concretizando um pouco os valores do Evangelho, se sentia feliz da vida, muito contente, realizado. Analisando o que “sentia” por dentro – e por fora, nos acontecimentos históricos que nos rodeiam, procurar as causas, ver se são boas ou não, foi optando sempre por aquilo que estava de acordo com os valores do Evangelho de Jesus. Inácio estudou na Universidade de Paris, fazendo apostolado com seus colegas de sala… Foi uma surpresa muito agradável perceber que outros jovens desejosos de “algo a mais” na vida quiseram fazer, durante 30 dias seguidos, os Exercícios Espirituais. Alguns deles optaram por viver radicalmente o Evangelho em pobreza, castidade e obediência e assim colocar-se a serviço dos outros na Igreja, sob a orientação do Papa. Eles e Inácio queriam a mesma coisa e então se perguntavam porque não viver juntos, para ajudarem-se mutuamente no seguimento do Senhor e no serviço ao próximo. Decidiram chamar-se “Companheiros de Jesus” pois era isso mesmo que queriam: estar sempre com ele. Os primeiros jesuítas surgiram de um grupo de jovens de diversos países que estudavam na Universidade de Paris. O Papa Paulo III os aprovou oficialmente como ordem religiosa em 1540. Quando Inácio morreu, em 1556, havia no mundo 1.000 jesuítas. Hoje são mais de 21.000 os jesuítas espalhados por mais de 111 países.
Texto original postado em: http://www.jesuitas.com.br/histor.htm


"A caridade opera igualmente o vazio e o despojamento na vontade, pois nos obriga a amar a Deus sobre todas as coisas; e só podemos cumprir este mandamento desprendendo nosso afeto de todos os bens espirituais e temporais para concentraá-lo somente em Deus."
São João da Cruz - 2S 6,4

"O benefício da alma não está em muito pensar, e sim em muito amar."
Santa Teresa de Jesus - F 5,3


SANTO DO DIA



Santo Afonso Rodrigues,
Religioso leigo



A Companhia de Jesus gerou padres e missionários santos que deixaram a assinatura dos jesuítas na história da evangelização e na história da humanidade. Figuras ilustres que se destacaram pela relevância de suas obras sociais cristãs em favor das minorias pobres e marginalizadas, cujas contribuições ainda florescem no mundo todo. Entretanto de suas fileiras saíram também santos humildes e simples, que pela vida entregue a Deus e servindo exclusivamente ao próximo, mostraram o caminho de felicidade espiritual aos devotos e discípulos. Valorosos personagens quase ocultos, que formam gerações e gerações de cristãos e, assim, sedimentam a sua obra no seio das famílias leigas e religiosas. Um dos mais significativos desses exemplos é o irmão leigo Afonso Rodrigues, natural de Segóvia, Espanha. Nascido em 25 de julho de 1532, pertencia a uma família pobre e profundamente cristã. Após viver uma sucessão de fatalidades pessoais, Afonso encontrou seu caminho na fé. Tudo começou quando Afonso tinha dezesseis anos. Seu pai, um simples comerciante de tecidos, morreu de repente. Vendo a difícil situação de sua mãe, sozinha para sustentar os onze filhos, parou de estudar. Para manter a casa, passou a vender tecidos, aproveitando a clientela que seu pai deixara. Em 1555, aconselhado por sua mãe, casou e teve dois filhos. Mas novamente a fatalidade fez-se presente no seu lar. Primeiro, foi a jovem esposa que adoeceu e logo morreu; em seguida, faleceram os dois filhos, um após o outro. Abatido pelas perdas, descuidou dos negócios, perdeu o pouco que tinha e, para piorar, ficou sem crédito. Sem rumo, tentou voltar aos estudos, mas não se saiu bem nas provas e não pôde cursar a Faculdade de Valência. Afonso entrou, então, numa profunda crise espiritual. Retirado na própria casa, rezou, meditou muito e resolveu dedicar sua vida completamente a serviço de Deus, servindo aos semelhantes. Ingressou como irmão leigo na Companhia de Jesus em 1571. E foi um noviciado de sucesso, pois foi enviado para trabalhar no colégio de formação de padres jesuítas em Palma, na ilha de Maiorca, onde encontrou a plena realização da vida e terminou seus dias. No colégio, exerceu somente a simples e humilde função de porteiro, por quarenta e seis anos. Se materialmente não ocupava posição de destaque, espiritualmente era dos mais engrandecidos entre os irmãos. Recebera dons especiais e muitas manifestações místicas o cercavam, como visões, previsões, prodígios e cura. E assim, apesar de porteiro, foi orientador espiritual de muitos religiosos e leigos, que buscavam sua sabedoria e conselho. Mas um se destacava. Era Pedro Claver, um dos maiores missionários da Ordem, que jamais abandonou os seus ensinamentos e também ganhou a santidade. Outro foi o missionário Jerônimo Moranto, martirizado no México, que seguiu, sempre, sua orientação. Afonso sofreu de fortes dores físicas durante dois anos, antes de morrer em 31 de outubro de 1617, lá mesmo no colégio. Foi canonizado em 1888, pelo papa Leão XIII, junto com são Pedro Claver, seu discípulo, conhecido como o Apostolo dos Escravos. Santo Afonso Rodrigues deixou uma obra escrita resumida em três volumes, mas de grande valor teológico, onde relatou com detalhes a riqueza de sua espiritualidade mística. Fonte: www.paulinas.org.br



quarta-feira, 29 de julho de 2009

NOTA DE PESAR

A Comunidade Santa Teresinha do Menino Jesus encontra-se de luto, pois acaba de perder por motivo de falecimento dois dos seus membros: Francisca Valdecira da Silva e Sousa e Maria do Perpétuo Socorro Soares. A Comunidade em seu nome e em nome da Ordem Secular se solidariza com a família, e através de nossas orações rogamos ao Pai que derrame sobre elas o seu perdão e a sua misericórdia.

Rosilene Maria Sousa Lopes
Presidente da Comunidade Santa Teresinha do Menino Jesus
(Teresina-PI)

Convite - admissão e promessas em Sete Lagoas-MG



Lituria - 30 de julho - SÃO PEDRO CRISÓLOGO, Bispo e Doutor








SÃO PEDRO CRISÓLOGO,
Bispo e Doutor

Cor litúrgica: Branco

Ofício da memória
Liturgia das Horas: 1458-1631-702
Oração das Horas: 1306-1523-815


Leituras: Ex 40,16-21.34-38 – Sl 83(84) – MT 13,47-53
“O Reino dos Céus é semelhante a uma rede.”
Assim é o Reino de Deus: o maior tesouro que alguém pode encontrar. É a aspiração mais profunda do coração do homem.


São Pedro Crisólogo



Pedro Crisólogo, Pedro "das palavras de ouro", pois, é exatamente este o significado do seu sobrenome, dado sabiamente pelo povo e pelo qual se tornou conhecido para sempre. Ele nasceu em Ímola, uma província de Ravena, não muito distante de Roma, no ano 380. E mereceu este título, assim como os outros que a Igreja lhe concedeu. Filho de pais cristãos, foi educado na fé e cedo ordenado diácono. Considerado um dos maiores pregadores da história da Igreja, era assistido, freqüentemente, pela imperatriz romana Galla Plácida e seus filhos. Ela o fez seu conselheiro pessoal e, em 424, influenciou para que ele se tornasse o arcediácono de Ravena. Numa época em que a cidade era a capital do Império Romano no Ocidente e, também, a metrópole eclesiástica. Mais tarde, o próprio imperador romano, Valentiniano III, filho de Galla Plácida, indicou-o para ser o bispo de Ravena. Em 433, Pedro Crisólogo tornou-se o primeiro bispo ocidental a ocupar essa diocese, sendo consagrado pessoalmente pelo papa Xisto III. Pedro Crisólogo escreveu, no total, cento e setenta e seis homilias de cunho popular, pelas quais dogmas e liturgias foram explicados de forma simples, direta, objetiva e muito atrativa, proporcionando incontáveis conversões. Em 448, recebeu a importante visita de um ilustre bispo do seu tempo, Germano de Auxerre, que fatidicamente adoeceu e, assistido por ele, morreu em Ravena. Também defendeu a autoridade do papa, então Leão I, o Grande, sobre a questão monofisita, que pregava Cristo em uma só natureza. Essa heresia, vinda do Oriente, propagava-se perigosamente, mas foi resolvida nos concílios de Éfeso e Calcedônia. Pedro Crisólogo morreu na sua cidade natal, numa data incerta. Alguns historiadores dizem que foi em 31 de julho de 451, mas ele é venerado pela Igreja no dia 30 de julho de 450, data mais provável do seu falecimento. A autoria dos seus célebres sermões, ricos em doutrina, conferiu-lhe outro título, o de doutor da Igreja, concedido em 1729 pelo papa Bento XIII. São Pedro Crisólogo, ainda hoje, é considerado um modelo de contato com o povo e um exemplo de amor à pregação do Evangelho, o ideal de pastor para a Igreja.


“Ter constante desejo de imitar a Jesus Cristo em todas as obras, conformando-se com a sua vida, a qual deve considerar para saber imitá-la e comportar-se em todas as coisas como ele se comportaria.”
São João da Cruz – D 158

“Não vejo de fato razão para estranhar os tantos males que há na Igreja se os que deveriam ser modelos de virtude exibem uma imagem tão apagada que não lembra o primor que os santos do passado, com o seu espírito, deixaram nas ordens religiosas.”
Santa Teresa de Jesus – V 7,5




SANTO DO DIA





São Justino de Jacobis,
Bispo




Nasceu em 9 de outubro de 1800 em San Fele, Luciana, Itália.Foi educado em Nápoles e entrou para os Vicentinos com 18 anos. Foi ordenado em 1824. Destacou-se como notável pregador,especialmente junto à população rural. Ele ajudou a fundar uma casa Vicentina em Monopoli. Mais tarde foi Superior em Lecce. Trabalhou com os doentes na epidemia de cólera de 1836/37 em Nápoles e milagrosamente não contraiu a doença. Indicado Vigário Apostólico em Adua, Etiópia em 1839, ele começou um trabalho missionário na África que consumiu toda a sua vida. O povo era primeiramente composto de pagãos, islâmicos, cristãos Cópticos e estrangeiros que não recebiam bem qualquer autoridade, seja civil ou religiosa. Justino aprendeu a língua, viveu com o povo e trabalhou para melhorar as relações da Igreja em nível local. Tentou que um dos seus monges fosse indicado pelo Vaticano como Patriarca da Igreja da Etiópia, mas não conseguiu. Retornou a Roma para consultas com o Papa, e tentou conseguir que alguns líderes religiosos etíopes voltassem para a Etiópia com ele, mas não conseguiu. Em 1846 voltou à Etiópia e fundou um Colégio em Guala. Este trabalho e outros esforços missionários provocaram uma reação da Igreja da Etiópia e o catolicismo foi banido e o Bispo de Massawa foi forçado a fugir para Roma. Mesmo ameaçado de morte Justino ficou e tornou-se um missionário no movimento religioso subterrâneo que se seguiu e continuou cuidando dos convertidos. Consagrado Bispo fugitivo de Massawa em 1848 foi dado a ele autoridade para administrar os sacramentos nos ritos etíopes. Em 1853 havia consagrado 20 padres, 5000 convertidos e reaberto o Colégio em Guala. Em 1860 Kedaref Kassa tornou-se Rei da Etiópia com a apôio de Abuna Salame, Patriarca da Igreja da Etiópia. Em gratidão ele proibiu o catolicismo e Justino foi preso por vários meses. Ele teve que fazer uma marcha forçada até a área de Jhalai no sul da Eritréia, passando o resto de sua vida em trabalhos missionários ao longo do Mar Vermelho.
Ele é considerado o Apóstolo da África e o fundador das missões Abissinianas. O Beato Hebre Michael é um dos 12.000 convertidos por ele em sua época. Morreu em 31 de julho de 1860 de febre tropical numa pequena estrada lateral perto de Halai durante uma viagem missionária. Foi enterrado na Igreja de Hebo. Foi beatificado em 1939 pelo Papa Pio XII e canonizado em 26 de outubro de 1975 pelo Papa Paulo VI.







O inacabado que há em mim

(texto inicial de uma das palestras do encontro de jovens ocds)

-

Eu me experimento inacabado. Da obra, o rascunho. Do gesto, o que não termina.

Sou como o rio em processo de vir a ser. A confluência de outras águas e o encontro com filhos de outras nascentes o tornam outro. O rio é a mistura de pequenos encontros. Eu sou feito de águas, muitas águas.

Também recebo afluentes e com eles me transformo.


O que sai de mim cada vez que amo? O que em mim acontece quando me deparo com a dor que não é minha, mas que pela força do olhar que me fita vem morar em mim? Eu me transformo em outros? Eu vivo para saber. O que do outro recebo leva tempo para ser decifrado. O que sei é que a vida me afeta com seu poder de vivência. Empurra-me para reações inusitadas, tão cheias de sentidos ocultos. Cultivo em mim o acúmulo de muitos mundos.

Por vezes o cansaço me faz querer parar. Sensação de que já vivi mais do que meu coração suporta. Os encontros são muitos; as pessoas também. As chegadas e partidas se misturam e confundem o coração. É nesta hora em que me pego alimentando sonhos de cotidianos estreitos, previsíveis.

Mas quando me enxergo na perspectiva de selar o passaporte e cancelar as saídas, eis que me aproximo de uma tristeza infértil.


Melhor mesmo é continuar na esperança confluências futuras. Viver para sorver os novos rios que virão. Eu sou inacabado. Preciso continuar.

Se a mim for concedido o direito de pausas repositoras, então já anuncio que eu continuo na vida. A trama de minha criatividade depende deste contraste, deste inacabado que há em mim. Um dia sou multidão; no outro sou solidão. Não quero ser multidão todo dia. Num dia experimento o frescor da amizade; no outro a febre que me faz querer ser só. Eu sou assim. Sem culpas.


Fábio de Melo

terça-feira, 28 de julho de 2009

Liturgia - 29 de julho - SANTA MARTA, Virgem






SANTA MARTA
Virgem

Cor litúrgica: Branco

Ofício da memória
Liturgia das Horas: 1453-1719-683
Oração das Horas: 1303-1562-802

Leituras próprias: 1Jo 4,7-16 – Sl 33(34) – Lc 10,38-42
“Mal soube Marta da vinda de Jesus, saiu-lhe ao encontro.”
Uma só coisa é necessária: crer e estar convencido, além das experiências, que Jesus é nosso Salvador, o Senhor da vida.

Era irmã de Maria e de Lázaro. Quando recebia o Senhor em sua casa de Betânia, servia-o com muita solicitude. Com suas preces, obteve a ressurreição do irmão. Santa Marta, Santa Marta, hospedeira do Senhor, por que tanta inquietação? Teu Senhor já está sentado e à tua mesa parece descansar satisfeito. Maria, tua irmã, já lhe lavou os pés incansáveis e empoeirados das estradas. E Ele come o pão que lhe preparaste e os figos que colheste com tanto amor. Mas tu ainda te inquietas, boa Marta, serva atenta e fiel, o que falta? A água veio fresca, recém tirada lá do poço, e o vinho é puro e novo, quase muito doce, amadurecido pelo sol ardente dessa terra em que pisas. Talvez faltem tâmaras ou ainda um pouco de mel? Talvez sal? Que mais pode querer teu Senhor? O chão está limpo, a casa tem o perfume da manhã, a toalha é nova. Santa Marta, Santa Marta, hospedeira do Senhor, por que tanta dor? Teu Senhor já está aqui e mais cedo teria vindo, para cuidar de teu irmão. Maria, tua irmã, silenciosa em seu canto, chora baixo, sem lamúria. E Ele, teu amigo, amigo de Lázaro, também chora, ali diante do túmulo. Mas tu não te calas, boa Marta, serva atenta e fiel, o que queres dizer? O que te vai dentro do peito que parece explodir? É a dor da perda ou é o pressentimento de algo muito maior, algo da profundidade de tua fé? Sim, Marta, teu amigo é o Cristo Senhor, que veio ao mundo para salvá-lo e que pode ressuscitar teu irmão morto há três dias e tirá-lo da pedra fria. O que mais podes querer, Marta? A pedra foi removida, a manhã tem perfume de vida e a vida está diante de ti. Fica também com a melhor parte, a que dá teu Senhor e teu Deus.
Marta irmã de Lázaro, foi uma das mulheres que acompanharam a Jesus no calvário e na ressurreição. No evangelho de João tem um frase "Jesus ama Martha, Maria e Lazaro" esta afirmação indica um especial relacionamento com Marta, sua irmã e irmão. Aparentemente, Jesus era um hóspede frequente da casa de Martha em Betânia, uma pequena vila perto de Jerusalém. Temos citações de três visitas de Jesus a casa de Marta, e Maria e Lazaro, em Lucas 10:38-42 e João11:1-53 e 12.1-9. Jesus ressuscitou Lazaro, irmão de Marta. Para os devotos, ela é a padroeira das cozinheiras.No Brasil, Santa Marta é considerada protetora contra superstições e falsas crenças.





“O cristão só deve pôr os olhos e todo o seu gozo em servir ao Senhor, com seus bons costumes e virtudes .” ­
São João da Cruz – 3S 27,4



“É muito importante, enquanto vivemos e somos humanos, ter apoio humano, sendo este o outro inconveniente de que falo. O primeiro, como comecei a dizer, é a falta da humildade, que faz a alma querer se elevar antes que o Senhor a eleve, e não contentar-se com meditar uma coisa tão preciosa, pretendendo ser Maria antes de ter trabalhado como Marta.”
Santa Teresa de Jesus – V 22,9





segunda-feira, 27 de julho de 2009

Liturgia - 28 de julho - Bv. JOÃO SORETH, Presbítero







Bv. JOÃO SORETH, Presbítero

Cor litúrgica: Branco

Ofício próprio da memória facultativa na OCD ou
Liturgia das Horas: 1631-664
Oração das Horas: 1523-790

Leituras próprias :Ez 34,12-16.25a – Sl 22 – Lc 9,57
“Eu te seguirei por toda a parte aonde fores.”
A característica que supõe o estilo de vida itinerante carrega uma ruptura com a própria família e a própria casa, que era a instituição sobre a qual se fundamentava a sociedade no tempo de Jesus.


João Soreth - Fundador da Ordem Terceira do Carmo, Beato - 1394-1471



O Beato João Soreth, ilustre Carmelita, nasceu em 1394, perto de Caen, , cidade da Normandia, França. Desde criança floresceu na devoção a Nossa Senhora do Carmo, vindo a entrar na sua Ordem. Estudou na Universidade de Paris, depois de feita a Profissão na Ordem do Carmo. Ordenado sacerdote foi professor na sua Universidade. Eleito Prior Geral da Ordem, exerceu o cargo até à morte por mandato do Papa. É considerado o fundador das Irmãs Carmelitas e da Ordem Terceira, hoje conhecida por Ordem Secular do Carmo. A estas comunidades, já existentes, mas sem Regra, deu-lhes forma canônica. Levou pessoalmente a proposta ao Papa pedindo que a aprovasse, e, ao mesmo tempo, obteve a aprovação dos estatutos e leis e o reconhecimento da Ordem Terceira do Carmo, composta por homens e mulheres que no mundo vivem a sua vida normal, embora ligados espiritualmente à Ordem.
Empreendeu a renovação da vida das comunidades carmelitas as quais visitava frequentemente, animando a todos na santidade. De tal modo se fez querido que lhe chamavam «o Desejado», já que sempre que visitava algum convento nele infundia paz, serenidade, santidade e alegria. Era humilde em extremo e, mesmo sendo Prior Geral, nunca quis outras honras que as do hábito mais velho e mais gasto e a túnica mais áspera. Era manso e delicado, mas também firme e sem medo. Quis o Papa honrá-lo com a mitra de bispo e com a púrpura cardinalícia, mas Frei João Soreth resistiu, declarando que entrara no Carmo e no Carmo queria morrer.
Entrou em disputa com a sua Universidade, a de Paris. Sustentavam os seus mestres que os frades mendicantes não podiam confessar, pelo que sem outra alternativa o nosso Santo se viu obrigado a recorrer ao Papa solicitando a sua intervenção. Foi-lhe concedida razão através da promulgação duma lei que autorizava a que os religiosos pertencentes a Ordens Mendicantes pudessem confessar. E na mesma lei o Papa consagrou um elogio a Frei João que começava assim: «O Padre Soreth, vigilantíssimo pastor das ovelhas a ele encomendadas, homem verdadeiro segundo o coração de Deus, despenseiro fiel não somente da sua esclarecida Ordem e coluna da mesma, mas de todos os religiosos mendicantes, fundamento inamovível...».
Estando em certa ocasião, dois exércitos no campo de batalha, dispostos para o combate, interpôs-se Frei João Soreth, dizendo: «Se derramando o meu sangue estais dispostos a abandonar a luta, estou disposto a morrer pelo amor da paz». Os dois exércitos retiraram-se sem combate, mas ambos derrotados, abandonando o campo de batalha e instaurando a paz. O seu amor a Jesus eucaristia era tão grande que as suas imagens o representam com a Regra da Ordem numa mão, e na outra uma píxide com o Santíssimo Sacramento.
Fundou muitos conventos, tanto de religiosos como de religiosas, instaurando serenidade e paz em todas as comunidades. Quando estava de visita a certo convento que se dizia convertido às reformas do Santo e apaziguado pela sua entranhável bondade deram-lhe, na refeição, veneno a tomar. Sentindo-se gravemente doente e declarando-se a qualidade da enfermidade, afirmou diante dos irmãos e de Deus, que perdoava a quem o tinha envenenado voluntária ou involuntariamente. Apressou-se a viajar para o convento de Angers, onde morreu, repetindo serenamente aquela bela frase de S. Bernardo: «Ó bom Jesus, sede meu, Jesus». Era o dia 25 de Julho de 1471.


“Quando o temor é perfeito o amor divino também o é, e a transformação da alma em Deus por amor logo se opera”.
São João da Cruz – IS 2,4


Carta de Santa Teresa de Jesus em 28


1578 – C 244 – Ao Padre Domingo Báñes, em Salamanca – Aconselha-o passar férias em Ávila, findo o curso, a não ser que assim julgue conveniente. “Não quer o Senhor que eu tenha nesta vida senão cruz e mais cruz, e o mesmo acoantece a todos os que desejam dar-me contentamento.” Um dissabor sofrido pelo Padre Padilha. “Vou razoavelmente de saúde.”


SANTO DO DIA


Santos mártires da Tebaida


“Não há palavras suficientes para falar das torturas e dores padecidas pelos mártires da Tebaida, dilacerados no corpo todo com cacos de louça até que expirassem, em lugar dos ganchos de ferro, e pelas mulheres que, amarradas ao alto por um pé e, por meio de roldanas, puxadas pela cabeça para baixo, com o corpo inteiramente nu, oferecendo aos olhares de todos o mais humilhante, cruel, desumano dos espetáculos.
Outros morriam acorrentados aos troncos de árvores. Através de mecanismos, os carnífices dobravam, unindo-os, os ramos mais duros, e amarravam a cada um deles as pernas dos mártires, deixando, depois, que os ramos voltassem à sua posição natural, produzindo então um esquartejamento total dos homens contra os quais eram arquitetados tais suplícios.Todas essas coisas não aconteceram por poucos dias ou por breve tempo, mas duraram por um longo período de anos; todos os dias eram mortas, algumas vezes, mais de dez, outras, mais de vinte, outras vezes ainda não menos de trinta, ou até mesmo cerca de sessenta pessoas. Num só dia foram dados à morte, acertadamente, cem homens com seus filhinhos e mulheres, justiçados através de um constante seguir-se de refinadas torturas.Nós mesmos, presentes no lugar da execução, constatamos que num só dia foram mortas em massa fileiras de pessoas, em parte decapitadas, em parte queimadas vivas, tão numerosas a ponto de fazer com que perdesse a força, e até mesmo quebrá-la, a lâmina de ferro que matava, enquanto os próprios carnífices, cansados, deviam ser substituídos.Contemplamos, então, o maravilhoso vigor, a força verdadeiramente divina e o zelo dos crentes em Cristo, Filho de Deus. Tão logo, de fato, era pronunciada a sentença contra os primeiros condenados, outros surgiam de vários lugares diante do tribunal do juiz declarando-se cristãos, prontos a submeterem-se, sem sombra de hesitação, às terríveis penas e aos múltiplos gêneros de tortura que eram preparados contra eles.Corajosos e intrépidos na defesa da religião do Deus do universo, acolhiam a sentença de morte com gestos de alegria e risos de júbilo, a ponto de entoarem hinos e cânticos e dirigir ações de graças ao Deus do universo, até o momento em que exalavam o último suspiro.Realmente maravilhosos esses cristãos, mas ainda mais maravilhosos os que, gozando no século de uma brilhante posição devido à riqueza, nobreza, cargos públicos, eloquência, cultura filosófica, puseram tudo isso depois da verdadeira religião e da fé no Salvador e Senhor nosso, Jesus Cristo”
(Eusébio, História Eclesiástica, l. VIII, c. 9).


Liturgia - 27 de julho - Bv. TITO BRANDSMA, Mártir





BEATO TITO BRANDSMA,
Presbítero e Mártir

Cor litúrgica: Vermelho

Ofício próprio da memória facultativa na OCD ou
Liturgia das horas: 1600-645
Oração das Horas: 1509-777

Leituras próprias: Sb 3,1-9 – Sl 15 – Mt 10,17-22
“Sereis conduzidos perante os tribunais para dar testemunho.”
É a fé que possibilita ao homem livrar-se de todas as enfermidades que o condicionam a tantos tipos de morte.




Cada católico tem amor à Maria e sabe que é seu filho. Mas o amor à Mãe Celeste conhece diversos graus de intimidade. Para alguns este amor se limita a uma devoção externa feita de pequenos gestos e pedidos. Para frei Tito o amor a Nossa Senhora significava muito mais. Ele não se contentava com este culto exterior, mas seu amor imitava Maria na própria vida.Fatos de grande importância ocorreram na vida deste Santo Mártir, um deles foi no campo de concentração no dia 16 de julho de 1942, festa de Nossa Senhora do Carmo. Os frades Rafael, Bruno, Alberto, Hilário e Tito, reuniram-se num cantinho do barracão, privados de toda a liberdade exterior. Eram Carmelitas de vários países e talvez nunca se haviam conhecido antes, mas bebiam da mesma fonte mística do Carmelo, sentiam-se irmãos amados por Deus mesmo sendo vítimas de uma ideologia nazista, com quase nenhuma esperança de sobreviver, colocaram-se sob o manto de Nossa Senhora do Carmo partilhando com ela suas dores e sofrimentos. O encontro fraterno os elevava acima do destino fatal experimentando de maneira nova o mistério da existência. Com eles estava também um padre polonês que muito comungava da espiritualidade Carmelitana. Neste dia ele pede a autorização e a aceitação para ser membro da Ordem Terceira do Carmo (Leigos), foi aceito e as escondidas neste mesmo dia Frei Tito pelo gesto de impor as mãos o acolhe na Ordem e depois juntos rezam a Salve Rainha emocionando-se no trecho: “gemendo e chorando neste vale de lagrimas”. Fato esse ocorrido que Frei Rafael escreve que Tito parecia estar no céu, vendo que mesmo em situações deploráveis Nossa Senhora age como mãe que acolhe seus filhos. Outro fato muito marcante em sua vida foi o discurso por ele apresentado no Congresso Mariano de Tongezloo em 1936, ele apresenta o seguinte: “Para Deus o coração de Maria permaneceu sempre aberto. Nela devemos aprender a expulsar do nosso coração tudo o que não pertence ao Senhor e que, para Ele o nosso coração esteja sempre aberto para se encher da graça divina. Então Jesus descerá no nosso peito, crescerá e renascerá em nós e encher-nos-á de graças. Devemos viver uma vida divina não buscando outra glória e outra salvação que não a união com Deus”. Este mistério de amor revelado por Deus em Maria, é o que Tito tenta viver a cada dia, pois a vocação do Carmelita é tornar-se uma outra Maria, para novamente gerar o Cristo em nós e revelá-lo ao mundo de maneira profética e principalmente criando no mundo uma civilização do amor. A vida no Campo de concentração não foi nada fácil, em duras penas Tito sofreu pelos trabalhos exaustivos e desumanos. Mesmo em meio a essas dificuldades ele nunca desistiu, lutou do começo ao fim por uma vida melhor e mais justa, entregando a Maria suas dificuldades, para que Ela com muito carinho levasse até Deus. Paz para Frei Tito consiste em todos terem o direito de viver e se expressar livremente não importando raça, cor e etnia. O mais importante é saber que Deus é nosso Pai, aquele que nos guia e nos da vida e que Maria é nossa mãe aquela que em seus braços acolhe os filhos que sofrem. Amar é viver em Cristo e para Cristo. Que o Beato Tito Brandsma nos ajude a enxergar o caminho de Cristo, por meio da Espiritualidade Carmelitana, vivendo como um pequeno sinal de Deus no mundo, com e como Maria servindo de coração aberto ao nosso Criador.



“É PRECISO OLHAR O MUNDO
COM DEUS AO FUNDO”


ORAÇÃO ESCRITA POR FREI TITO BRANDSMA



Ao vos contemplar, meu Jesus,
compreendo que vós me amais,
como um amigo querido,
e sinto que vos amo também.
O vosso amor, bem o sei,
pede cruz e coragem;
mas o sofrimento é o único
caminho para vossa glória.
Se novas dores me afligem,
as considero como suave dom,
porque me assemelham a vós,
porque me unem a vós, Senhor.
Deixem-me só, neste frio;
não preciso de ninguém;
a solidão não me mete medo,
porque estais perto de mim.
Ficai comigo, bom Jesus,
não me abandoneis!
A vossa presença divina
torna tudo belo e fácil.


“Amar e sofrer, sofrer e amar!
Estas duas coisas andam juntas. O amor nos faz padecer, e padecer nos faz amar.
Sinal de amor a Deus, do puro amor a Deus,
é desejar e buscar sempre a vontade de Deus,
do Senhor.

“O primeiro efeito é um despertar de Deus na alma, e o modo pelo qual se realiza é todo de mansidão e amor.”
São João da Cruz – Ch 4,2




Carta de Santa Teresa de Jesus em 27

1578 – C 244 – Ao Padre Domingo Bañes, em Salamanca – “Não quer o Senhor que eu tenha nesta vida senão a cruz e mais cruz, e o mesmo acontece a todos os que desejam dar-me contentamento.”



sábado, 25 de julho de 2009

Liturgia- 26 de julho -17º DOMINGO DO TEMPO COMUM








Cor litúrgica: Verde

Ofício dominical comum
I Semana do Saltério
Liturgia das Horas: 489-615
Oração das Horas: 704-758

Leituras: 2Rs 4,42-44 – Sl 144(145) – Ef 4,1-6 – Jô 6,1-15
“... mas, o que é isso para tanta gente?.”
O milagre deve ser considerado como sinal que aponta para outro pão que pode saciar todo tipo de fome.


“É melhor padecer por Deus que fazer milagres.”
São João da Cruz – D 180



Carta de Santa Teresa de Jesus em 26
1579 – C 296 – A Roque de Huerta, em Madrid – O Rei e os conselheiros do Núncio favoráveis à Província descalça. D. Maria de Montoya. Os Descalços chegam a Roma com felicidade. Gosta de que Roque de Huerta lhe dê freqüentemente notícias dos negócios.



SANTO DO DIA




São Joaquim e Santa Ana,
pais de Maria Santíssima

(memória omitida hoje)

Os dados biográficos que sabemos sobre os pais de Maria foram legados pelo Proto-Evangelho de Tiago, obra citada em diversos estudos dos padres da Igreja Oriental, como Epifânio e Gregório de Nissa. Sant'Ana, cujo nome em hebraico significa graça, pertencia à família do sacerdote Aarão e seu marido, São Joaquim pertencia à família real de Davi. Seu marido, São Joaquim, homem pio fora censurado pelo sacerdote Rúben por não ter filhos. Mas Sant’Ana já era idosa e estéril. Confiando no poder divino, São Joaquim retirou-se ao deserto para rezar e fazer penitência. Ali um anjo do Senhor lhe apareceu, dizendo que Deus havia ouvido suas preces. Tendo voltado ao lar, algum tempo depois Sant’Ana ficou grávida. A paciência e a resignação com que sofriam a esterilidade levaram-lhes ao prêmio de ter por filha aquela que havia de ser a Mãe de Jesus. Eram residentes em Jerusalém, ao lado da piscina de Betesda, onde hoje se ergue a Basílica de Santana; e aí, num sábado, 8 de setembro do ano 20 a.C., nasceu-lhes uma filha que recebeu o nome de Miriam, que em hebraico significa "Senhora da Luz", passado para o latim como Maria. Maria foi oferecida ao Templo de Jerusalém aos três anos, tendo lá permanecido até os doze anos. A devoção aos pais de Maria é muito antiga no Oriente, onde foram cultuados desde os primeiros séculos de nossa era, atingindo sua plenitude no século VI. Já no ocidente, o culto de Santana remonta ao século VIII, quando, no ano de 710, suas relíquias foram levadas da Terra Santa para Constantinopla, donde foram distribuídas para muitas igrejas do ocidente, estando a maior delas na igreja de Sant’Ana, em Düren, Renânia, Alemanha. Seu culto foi tornando-se muito popular na Idade Média, especialmente na Alemanha. Em 1378, o Papa Urbano IV oficializou seu culto . Em 1584, o Papa Gregório XIII fixou a data da festa de Sant’Ana em 26 de Julho, e o Papa Leão XIII a estendeu para toda a Igreja, em 1879.Em França, o culto da Mãe de Maria teve um impulso extraordinário depois das aparições da santa em Auray, em 1623. Tendo sido São Joaquim comemorado, inicialmente, em dia diverso ao de Sant’Ana, o Papa Paulo VI associou num único dia, 26 de julho, a celebração dos pais de Maria Santíssima.

sexta-feira, 24 de julho de 2009

Liturgia – 25 de julho -SÃO TIAGO MAIOR, Apóstolo


SÃO TIAGO MAIOR,
Apóstolo

Cor litúrgica: Vermelho

Ofício festivo do Comum dos Apóstolos e próprio
Laudes: Liturgia das Horas: 1446-1150
Oração das Horas: 1299-1109
I Vésperas: Liturgia das Horas: 489-615
Oração das Horas: 704-758

Leituras próprias: 2Cor 4,7-15 – Sl 125(126) – Mt 20,20-28

“Aquele que quiser tornar-se entre vós o primeiro, que se faça vosso escravo.”
Os discípulos são convidados a associarem-se à paixão de Jesus, como um requisito para alcançar um lugar de honra no Reino e o único meio para serem fiéis à sua condição de discípulos.
São Tiago Maior, com Pedro e seu irmão João, foi testemunha privilegiada da Transfiguração e da agonia do Senhor. Segundo os Atos dos Apóstolos, foi o primeiro dentre os Doze a oferecer a vida pelo Evangelho, perto da Páscoa do ano 44. São Tiago, especialmente venerado em Compostela por toda a Cristandade, é o padroeiro da Espanha.Apóstolo de Jesus Cristo nascido em Betsaida da Galiléia, escolhido para ser um dos Doze, e nas várias listas dos Apóstolos dadas no Novo Testamento é sempre citado entre os quatro primeiros junto com Pedro, André e seu irmão mais novo João. Aportuguesado para Santiago, significando a junção dos termos São + Tiago, também é conhecido como o Apóstolo Ambicioso. Também pescador e filho de Zebedeu e de Salomé, estava com o irmão nas margens do lago Genesaré, quando Jesus os chamou. Testemunhou a ressurreição da filha de Jairo (Mc 5,37), a transfiguração (Mc 9,2-13) e a agonia de Jesus no horto do Getsêmani (Mc 14,32). De acordo com Isidoro de Sevilha, em De vita et obitu Sanctorum (71, Vida e morte dos Santos), após a ascensão de Jesus, teria evangelizado a Espanha, tornando-se seu primeiro evangelizador e depois seu patrono. Para revigorar esta tradição, no século IX o bispo Teodomiro, da cidade de Iria, afirmou ter reencontrado as relíquias do apóstolo e desde aquela época, a cidade que depois mudaria o nome para Santiago de Compostela, tornou-se importante meta de peregrinações, especialmente durante a Idade Média. Conta-se também que após a morte de Jesus, permaneceu em Jerusalém com Pedro. Foi preso juntamente com Pedro, e decapitado por ordem do rei Herodes Agripa (At 12,2), depois da execução de Estêvão (35), diácono grego e exaltado pregador cristão e personagem de grande importância na história de Paulo de Tarso. Foi, portanto, o primeiro mártir entre os apóstolos de Cristo, o primeiro a dar a vida pela Fé. Sua festa votiva é em 25 de julho.

“O cristão só deve pôr os olhos e todo o seu gosto em servir e honrar ao Senhor, com seus bons costumes e virtudes.”
São João da Cruz – 3S 27,4

Carta de Santa Teresa de Jesus em 25

1579 – C 295 – Ao Padre Jerônimo Gracián, em Alcalá – A saúde do Padre Gracián. Enfim pode falar. Maria de S. José está que é um anjo.

SANTO DO DIA




São Cristóvão,
Mártir


Viveu em 251 DC e é o patrono dos viajantes e é um dos "Quatorze Santos Ajudantes" que apareceram para Santa Joana D’Arc. Um mártir, São Cristóvão chamado Kester morreu em Lycia ,na Ásia Menor (atualmente Turquia). Diz a tradição que ele era um homem muito forte que ajudava as pessoas a cruzarem o rio. Um dia um menino pediu para ajudá-lo e São Cristóvão colocou-o nos ombros e começou a atravessar o rio. A cada passo a criança ficava mais pesada e São Cristóvão se esforçava ao máximo para salvar o menino. São Cristovão disse a criança que estava muito difícil e que parecia estar carregando o mundo! E a criança respondeu:" Não fique surpreso! Você está carregando o mundo, você carrega o criador do mundo nos ombros! O menino era Jesus! Por isso São Cristovão é invocado por todos antes de fazerem uma jornada. Raramente se vê um taxi ou ônibus sem a medalhinha de São Cristovão em alguns lugar do painel. Christopher significa "carregador de Cristo". (Christo-phoros). As suas relíquias estão em Roma e Paris. Ele é invocado contra acidentes. Em algumas cidades é costume os motoristas levarem seus veículos para serem bentos no dia 25 de julho na igreja de São Cristóvão. Existe uma tradição antiga, que diz que quem olhasse a imagem de São Cristovão, passaria aquele dia sem qualquer dano. Daí a grande quantidade de imagens e pinturas de São Cristovão nas Igrejas, lojas e residências.







Convite - promessas temporárias e definitivas em Montes Claros-MG

(clique na imagem para ampliar)

quinta-feira, 23 de julho de 2009

Convite - admissão e promessas em Sete Lagoas-MG

(clique na imagem para ampliar)

Liturgia - 24 de julho - Virgens Mártires OCD de Guadalajara





Mártires de Guadalajara
María Pilar de San Francisco de Borja,
Teresa del Niño Jesús e
María Ángeles de San José

Cor litúrgica: Vermelho

Ofício próprio da memória na OCD ou
Liturgia das Horas: 1671-1667-1093
Oração das Horas: 1543-1540-1085

Leituras próprias: Rm 8,31b-39 – Sl115 – Jô 17,11-19
“O mundo os odiou.”
Nem a morte, nem a vida, nem criatura alguma nos poderá separar do amor de Cristo (cf Rm 8,38-39).



María Pilar de San Francisco de Borja
(Jacoba Martínez Garcia)

Nasceu em Tarazona (Zaragoza) no dia 30 de dezembro de 1877, sendo batizada neste mesmo dia na Igreja Catedral. Seus pais se chamavam Gabino e Luiza. Foi a última de onze irmãos. Foi crismada no dia 1º. de agosto de 1879 na Igreja de Santa Maria Madalena de Tarazona. Fez a sua primeira comunhão na quinta-feira da Ascenção, o dia 11 de maio de 1889, tendo sido preparada pelo seu irmão Dom Julián, que fora pároco. Em 1891, em meados de novembro, a família toda se muda, pais e irmãos, para Corella (Navarra). Ali viveria até seu ingresso no convento. Seu pai, Dom Gabino, morreu em 1896 e a 12 de outubro de 1898, dia do Pilar, ingressa no convento das carmelitas descalças de São José de Guadalajara. Nesse mesmo dia tomou o hábito. No domingo, dia 15 de outubro de 1899, festa de Santa Teresa, faz sua Profissão religiosa tomando o nome de Jacoba Pilar de São Francisco de Borgia. Sua mãe, Dona Luiza, faleceu em Corella em outubro de 1914 e seu irmão Dom Julián em 1919.
Ao entardecer de 22 de julho de 1938, com as demais religiosas, sai do convento e se refugia, com outras quatro, no Hotel Ibéria, Rua Tenente Figueiro no. 3, e aos 58 anos de idade e 38 de vida religiosa, em 24 de julho de 1836, à tarde, seu corpo foi crivado pelas balas dos milicianos da rua Francisco Cuesta e em meio a terríveis dores e angústias que sentia, exclamou repetidas vezes, antes de morrer, como seu Divino Esposo na cruz: ”Meu Deus, perdoai-lhes, porque não sabem o que fazem.” Morre, finalmente, no Hospital Ortiz de Zárate.



Teresa do Menino Jesus e de São João da Cruz
(Eusebia García y García)

Nasceu em Mochales (Guadalajara) no dia 5 de março de 1909, filha de Juan e Eulália, sendo a segunda de oito irmãos. Morreu aos 27 anos de idade e 11 de vida religiosa. Os milicianos enganá-la e abusar dela. Saiu correndo e antes de cair, atravessada por balas, exclamou, com os braços em cruz: “Viva Cristo Rei!”



María Ângeles de São José
(Marciana Valtierra Tordesillas)


Nasceu em Getafe (Madrid) no dia 6 de março de 1905. Morreu com 31 anos de idade e 7 de vida religiosa. Desde que era noviça suspirava pelo martírio. Dissera certa vez no recreio comunitário. Que felicidade se pudéssemos derramar o sangue por Cristo. Em um livro de seu uso, foi encontrado um papel com estas palavras escritas por sua mãos: “Meu Deus, recebe minha vida entre as dores do martírio e em testemunho de meu amor por Vós, como recebestes a de tantas almas que vos amaram e morreram por vosso amor.”






As três professaram no monastério de São José das Carmelitas Descalças de Guadalajara (Espanha) e sofreram o martírio em 24 de julho de 1936, depois de confessar a fé em Cristo Rei e oferecer a própria vida pela Igreja. Ela são as primeiras mártires da guerra civil espanhola de 1936-1939. Foram beatificadas por João Paulo II em 29 de março de 1987.

Oração: Ó Deus, fortaleza dos humildes, que de modo admirável infundiste às Beatas María Pilar, Teresa e María Ángeles, vírgens, constância no martirio, concede-nos, por sua intercessão, que, asím como elas derramaram com generosidade o sangue por Cristo Rei, também nos mantenhamos leais a ti e à tua Igreja até a morte. Por nosso Senhor Jesus Cristo que vive e reina pelos séculos. Amém.



“Nesta noite árida cresce a solicitude de Deus e as ânsias para servi-lo.”
São João da Cruz – 3S 27.4

Carta de Santa Teresa de Jesus em 24

1576 – C 108 – A D. Lorenzo de Cepeda, em Ávila – “O mestre de cerimônias.” Linda cela a de Toledo. Zelos de Juan de Ovalle. Os manuscritos das Fundações. Uma cópia da Vida. Marmelos e marmelada. A educação dos filhos de D. Lorenzo.


SANTO DO DIA


São Charbel Makhluf
Eremita

Charbel, cujo nome de batismo era José, nasceu em Buga-Kafra, povoação do Norte do Líbano, em 1828. Filho de numerosa família pobre, mas profundamente religiosa, órfão de pai em tenra idade, desde criança sentia o chamamento de Deus para a vida religiosa. Aos 20 anos entrou no mosteiro da ordem libanesa maronita em Maifuc, seguindo depois para Annaya. No noviciado recebeu o nome de Charbel, santo martirizado em Edessa, cuja festa é celebrada pelos maronitas no dia 5 de Dezembro. Foi ordenado sacerdote em 1859. No ano seguinte, por pouco escapou à horrível invasão turca, na qual morreram milhares de jovens cristãos e muitas igrejas e mosteiros foram saqueados e destruídos. A sua vida religiosa resumia-se à prática da profissão evangélica e da austeridade, à assiduidade na oração e à obediência aos superiores. Em 1875, Charbel obteve licença para viver como eremita no ermo dos santos apóstolos Pedro e Paulo, a 1200 metros de altitude. Procurava, assim, viver na maior austeridade de vida com mais rigor ainda do que no convento. Charbel não foi pregador nem missionário. Contudo, seu eremitério era muito procurado para conselho e orientação espiritual. No dia 16 de Dezembro de 1898, no momento da elevação da hóstia e do cálice, sentiu-se arrebatado numa visão: era o fim da missa de sua vida terrena. Levada para a sua cela, estendido sobre tábuas nuas com um pedaço de madeiro por travesseiro, entrou em agonia. Exalou o seu último suspiro em 24 de Dezembro, para iniciar o seu Natal no céu.


quarta-feira, 22 de julho de 2009

Festa N.S.Carmo - Caratinga-MG

Aqui em Caratinga, cidade devota, terra de muitos escritores e nobres chargistas
Terra do café, lugar de gente que caminha em procissão
Hum..Foi aqui que vivenciamos nestes dias na Paróquia do Carmo, lugar de acolhida e intimidade com Deus, a novena de Nossa Padroeira Nossa Senhora do Carmo.

Foram dias de muita fé e bênçãos, com participação de nosso Pároco Frei Marcos Matsubara, os frades que aqui e em Piedade residem(Freis José Claudio, Mariano, Ednaldo, Joilde, Leandro, e Fabiano que está por aqui)


Também tivemos a participação de Padre Ronaldo que já foi de nossa ordem e persevera no serviço presbiteral em Manaus.Estiveram por aqui também alguns de BH(Freis Marlon, André, Halisson, Hudson e Ronaldo).

Estiveram conosco os aspirantes, e noviços de nossa ordem.
Nossa comunidade OCDS esteve sempre presente comemorando nossos 14 anos de existência nestes dias.


Quanta gente participou! Era povo pra raparrrrrrrrrrrrrrrr de rodo.
Gente vinda de nossa e de tantas paróquias.


A novena teve também como objetivo unir a toda diocese que está em preparação ao cinqüentenário da semana eucarística , celebrada por todos e coordenada pelos padres sacramentinos.


Cada dia uma reflexão que nos alimentou a fé.
Festejamos com missa , procissão, coroação solene, fogos, brilho,.barracas, quadrilha , bingo e muiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiita alegria Nossa Padroeira , mãe e irmã a Virgem do Carmo.
Um espetáculo de fé, vale a pena ano que vem você vir participar conosco.


Toda paróquia se une e se sente carmelita, no serviço do reino que dia a dia acontece na simplicidade do povo de Deus.


Agradecemos a todos que nestes dias rezaram conosco neste e em todo lugar.
Aos frades carmelitas, nossos irmãos que nos apóiam sempre e acolhem com alegria os que buscam o Cristo Palavra/ Pão da Vida.

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