segunda-feira, 10 de agosto de 2009

Liturgia - 11 de agosto - SANTA CLARA DE ASSIS, Virgem







SANTA CLARA,
Virgem


Cor litúrgica: Branco

Ofício da memória
Liturgia das Horas: 1184-1679-892
Oração das Horas: 1327-1539-972

Leituras: Dt 31,1-8 – Dt 32,3-4a . 7.8.9 e 12
“Quem é o maior no reino dos Céus?”
Ser discípulo é ser ramo e produzir fruto unido à videira.


Memória de Santa Clara, virgem e abadessa, adormecida no Senhor em 1253. Contagiada pelo ideal de São Francisco, abandonou a segurança familiar para seguir a “Senhora Pobreza”. Obteve, também para a Ordem que acabara de fundar no convento de São Damião de Assis, o privilégio de nada possuir, para bastar-se com o Único necessário. Clara nasceu em Assis, em 1193, da nobre família dos Offreducci. Teve duas irmãs, Catarina e Beatriz, e um irmão, Bosone. Sua mãe Ortolana, era cristã fervorosa, não é pois de se estranhar a profunda piedade de Clara, desde menina. Nos domingos de 1211, Francisco pregava na Igreja de São Jorge e Clara foi ouvi-lo. Cada palavra penetrava em sua alma e incendiava seu coração. Chegava o domingo de Ramos, escolhido por Francisco para a doação de Clara a Deus. Francisco lhe ordena que, no dia da festa, adornada e elegante, fosse pegar a palma em meio à multidão e, na noite seguinte, convertia a alegria mundana no pranto da paixão do Senhor. Clara entrou na igreja e, ajoelhada diante do altar da Virgem Maria, consagrou-se a Deus, pelas mãos de Francisco, e em sinal de consagração, teve seus cabelos cortados. Tão logo foi informado do acontecido, seu pai reuniu os homens da casa, enviando-os ao convento, para trazer Clara de volta. Clara, porém, não renunciou a sua decisão e, tirando o véu da cabeça, mostrou-lhes o cabelo para provar que não era mais Clara de Offreducci, mas Irmã Clara. Ela ficou no convento beneditino onde foi acompanhada de sua irmã Catarina, que logo após passou-se a chamar Inês. Em 1215, Clara tornou-se superiora da comunidade, o Papa Inocêncio III deu-lhes a regra da pobreza absoluta, e então Clara fundou a ordem das Clarissas Pobres. Clara permaneceu por toda a vida fiel e coerente com a Regra que ela havia ditado. Não conhecia limites à caridade, ao serviço junto às irmãs, aceitando com alegria as incumbência mais humildes. Considerava honra lavar os pés das externas, quando voltavam ao convento. Impõe, a si mesma, penitências e mortificações em medida tão dura que suscitava preocupação e advertências da parte de Francisco. Recomenda às outras moderação, mas não a si mesma.
Uma narrativa relacionada a Santa Clara nos diz que ela havia suplicado de joelhos, para que viesse dar uma ultima benção ao grupo das Clarissas. Francisco não teve como resistir ao convite. Na fora da despedida, Clara insistiu: “E agora, quando nós nos poderemos rever?”. “Quando as rosas florescerem” foi a resposta pronta de Francisco, esperando assim, colocar a próxima visita mais pra frente. A estação era de pleno inverno. De repente, Clara chamou seu mestre de volta dizendo: “Veja meu pai!” E Francisco voltando, viu no meio da vegetação antes despojada, rosas com pétalas abertas e floridas. Uma outra vez, alguns meses antes de sua morte, Frei Francisco, fatigado e doente, pediu hospedagem no Mosteiro de São Damião. Clara o acolheu e lhe deu como abrigo uma choupana coberta de folhas no jardim do mosteiro. E lá, naquela choupana, Francisco ditou o “Cântico das Criaturas”, um hino de louvor à Deus por todas as obras criadas.Quando no ano seguinte, 1226, Frei Francisco veio a falecer, Clara conseguiu que seu corpo fosse trazido e introduzido no mosteiro para que ela e as irmãs pudessem contemplar pela ultima vez, o querido pai que partira.Como Clara, as irmãs não puderam sair para o enterro que aconteceu em uma Igreja de Assis. Clara com grande emoção, pode acompanhar os ritos fúnebres do enterro, de sua própria cela, pois as imagens foram projetadas na parede, um grande prodígio que Deus concedeu a ela. Este fato permitiu que ela fosse escolhida como a padroeira da televisão. Durante o assedio dos bárbaros sarracenos contra a cidade de Assis, prevendo o assalto dos soldados ao convento construído no limite dos muros da cidade, Clara, embora doente, levantou-se, dirigiu-se ao altar do Santíssimo Sacramento, tomou nas mãos a custodia com a Sagrada Hóstia e se apresentou aos assaltantes. Apoderou-se dos bárbaros um pânico inexplicável, os outros fugiram as pressas. Após a morte de Frei Francisco, em 03 de outubro de 1226, Santa Clara viveu ainda 27 anos e veio a falecer com 60 anos de idade, no dia 11 de agosto de 1253. O Pontífice, que se achava em Assis, propôs celebrar o ofício das virgens e não o dos mortos, como demonstração de que considerava Clara já santa. A igreja converteu-se logo em santuário, meta de numerosos fiéis, mesmo porque milagres começaram logo a acontecer. O culto, assim, cresceu espontaneamente, enquanto se difundia a fama de curas prodigiosas. O início imediato do processo de canonização baseava-se em vasta e crescente devoção popular. Dois anos após sua morte (1255) Clara é declarada Santa.

Aparições do Menino Jesus

Depondo sob juramento no processo de canonização, a Irmã Francisca de Messer Capitaneo de Col de Mezzo conta que certa vez viu no colo de Santa Clara, bem junto ao seu peito, uma criança belíssima, que só de vê-la sentia indizível suavidade e doçura. E que não tinha a menor dúvida de que se tratava do Menino Jesus. Em outra ocasião ainda, julgando as Irmãs que a Santa estava para morrer, chamaram um sacerdote para dar-lhe a Comunhão. A mesma Irmã Francisca viu sobre a cabeça da Santa um esplendor muito grande e a Sagrada Eucaristia tinha o aspecto de uma criança pequena e belíssima. Depois de comungar, Santa Clara disse: “Foi tão grande o benefício que Deus me fez hoje, que com ele não poderiam ser comparados o céu e a terra”.

Milagres operados por Santa Clara em vida

Em certa ocasião, como não houvesse mais do que meio pedaço de pão para a refeição das Irmãs, Santa Clara mandou dividir essa metade em porções para dar às religiosas. Aquele pedaço multiplicou-se nas mãos da que o partia de tal forma que deu para cinqüenta porções, suficientes para as Irmãs que já estavam sentadas à mesa. Mas a Santa, além de operar muitos milagres, exerceu também ação de exorcísmo. Como exemplo, cabe lembrar o caso da mulher de Pisa. Dizia esta que Nosso Senhor, pelos méritos de Santa Clara a havia libertado de cinco demônios que a atormentavam, e que. por isso, tinha vindo ao locutório das Irmãs para agradecer primeiro a Deus e depois à Santa. Ao serem expulsos, afirmou a mulher que os demônios bradavam: “As orações dessa santa nos queimam”.

Milagres após a morte

Depois de sua morte multiplicaram-se os milagres junto a sua sepultura. Assim, curou um epiléptico que. Além do mais, tinha uma das pernas atrofiadas. Ali receberam a cura integral pessoas cegas, corcundas, aleijadas em geral, possessas e loucas.

Visita de Nossa Senhora à hora da morte

Às vésperas da morte de Santa Clara tinha-se a impressão de que a corte celestial se movimentava para preparar suas honras fúnebres.A Irmã Benvinda de dona Diambra de Assis, que a assistia nos últimos momentos, viu de repente com os olhos reais uma grande multidão de virgens, vestidas de branco, todas com coroas na cabeça, que entravam pela porta onde jazia Santa Clara. Entre elas havia uma maior, que excedia tudo quanto se possa imaginar, muito mais bela e com uma coroa maior na cabeça. Em cima de sua coroa havia um pomo dourado do qual irradiava tanto esplendor que parecia iluminar todo o recinto. As virgens aproximaram-se do leito da Santa, e a Virgem maior foi a primeira a cobri-la com um pano finíssimo, tão fino que por sua transparência Santa Clara podia ser vista mesmo coberta com ele. Então a Virgem das virgens inclinou o seu rosto sobre a Santa e após isso todas desapareceram…


“Olhe bem, que para essa liberdade santo ócio dos filhos de Deus é a alma chamada por ele ao deserto, para aí andar vestida de festa, ataviada com jóias de ouro e prata.” - São João da Cruz – C 3,38


Carta de Santa Teresa de Jesus em 11

1578 – C 253 – Ao Padre Jerônimo Gracián – Gracián melancólico e escrupuloso. Assuntos das Descalças de Malagón. Quem serve a Virgem nada tem que temer.


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