segunda-feira, 30 de novembro de 2009

Liturgia - DEZEMBRO - DESTAQUES DO MÊS







DESTAQUES LITÚRGICOS DE DEZEMBRO-2009

“Estava no mundo e o mundo não o conheceu.”
(Jo 1,10)
“Enquanto vivemos, e até por humildade, é bom conhecer a nossa natureza miserável.”
São João da Cruz – V 13,1

Intenção missionária do mês: Cristo, Luz do Mundo.
Para que no Natal, os povos da terra reconheçam, no Verbo Encarnado, a Luz que ilumina toda a humanidade e as nações abram as portas para Cristo

Ano Litúrgico - Advento – Volume I (Liturgia das Horas)
O ano litúrgico é como uma roda de festividades que apresentam todos os aspectos fundamentais da pessoa e da vida de Jesus. O ano civil começa no dia 1º. De janeiro; mas a liturgia segue um outro calendário e estabelece o começo do ano litúrgico aproximadamente um mês antes, com o primeiro domingo do Advento (palavra que significa chegada).
No início do ano litúrgico, ao longo de quatro semanas, a Igreja entoa um canto de esperança àquele que está por chegar, o Príncipe da Paz, o Emanuel, Deus-conosco. A liturgia quer mostrar à Igreja que há muito a ser feito na História e nos ensina que Jesus não veio somente uma vez. Ele continua vindo e está presente em cada um de nós e nas nossas comunidades.

DESTAQUES DO MÊS


08 – Imaculada Conceição
11 – SANTA MARAVILHAS DE JESUS, Virgem da nossa Ordem
12 – Nossa Senhora de Guadalupe
14 – SÃO JOÃO DA CRUZ, Presbítero, Doutor da Ordem, nosso Pai
16 – Bv. MARIA DOS ANJOS, Virgem da nossa Ordem
17-24 – Preparação próxima do Natal
25 – Natal do Senhor Jesus
28
– Sagrada Família, Jesus Maria e José




3ª-FEIRA DA 1ª SEMANA DO ADVENTO

Cor litúrgica: Roxo

Ofício do dia de semana do Tempo do Advento
I Semana do Saltério
Liturgia das Horas
: 105-647-132
Oração das Horas: 74-790-83

Leituras: Is 11,1-10 – Sl 71(72) – Mt 15,29-37
“Deus quer o bem de todos os seus filhos.
Por isso não esconde nada de sua doutrina a nenhum de nós.”
Sejamos humildes e tenhamos a humildade de nos reconhecermos limitados.


“A Alma que caminha no amor, não cansa nem se cansa.”
São João da Cruz – D 95

“É muito bom que qualquer serviço prestado à sua Mãe agrade a Nosso Senhor, e grande é a Sua misericórdia. Seja sempre louvado e bendito, porque paga com a vida e a glória eterna a baixeza de nossas obras.”
Santa Teresa de Jesus – F 10,5

Cartas de Santa Teresa de Jesus em 01

1569 – C 24 – À D. Juana de Ahumada, em Alba de Tormes – Alegra-se com a ida de Juan de Ovalle a Toledo. Cumprimenta D. Juana pela festa do Natal que se aproxima. Adverte-lhe que não a deve procurar para proveito do mundo, senão somente para que a encomende a Deus.

1580 – C 347 – A Madre Ana de La Encarnación, Priora de Salamanca – Sobre os negócios daquela comunidade de Descalças.

1581 – C 403 – Ao PE. Jerônimo Gracián, em Salamanca – Toma dois escudos, dos oito que tinham dado ao Pe. Gracián.

SANTO DO DIA



Santo Elígio ou Elói ,

Bispo



Bispo, escultor, modelista, marceneiro e ourives, Elói ou Elígio foi um artista e religioso completo. Nasceu na cidade de Chaptelat, perto de Limoges, em 588, na França. Seus pais, de origem franco-italiana, eram modestos camponeses cristãos com princípios rígidos de honestidade e lealdade, transmitidos com eficiência ao filho. Com sabedoria e muito sacrifício, fizeram questão que ele estudasse, pois sua única herança seria uma profissão. Assim foi que, na juventude, Elói ingressou na escola de ourives de Limoges, a mais conceituada da Europa da época e respeitada ainda hoje. Ao se formar mestre da profissão, já era afamado pela competência, integridade e honestidade. Tinha alma de monge e de artista, fugia dos gastos com jogos e diversões. tudo dispendia com os pobres. Levava uma vida austera e de oração meditativa, ganhando o apelido de "o Monge". Conta-se que sua fama chegou à Corte e aos ouvidos do rei Clotário II, em Paris. Ele decidiu contratar Elói para fazer um trono de ouro e lhe deu a quantidade do metal que julgava ser suficiente. Mas, com aquela quantidade, Elói fez dois tronos e entregou ambos ao rei. Admirado com a honestidade do artista, ele o convidou para ser guardião e administrador do tesouro real. Assim, foi residir na Corte, em Paris. Elói assumiu o cargo e também o de mestre dos ourives do rei. E assim se manteve mesmo depois da morte do soberano. Quando o herdeiro real assumiu o trono, como Dagoberto II, quis manter Elói na corte como seu colaborador, pois lhe tinha grande estima. Logo o nomeou um de seus conselheiros e embaixador, devido à confiança em suas virtudes. Elói também realizou obras de arte importantes, como o túmulo de são Martinho de Tours, o mausoléu de são Dionísio em Paris, o cálice de Cheles e outros trabalhos artísticos de cunho religioso. Além disso, e acima de tudo, Elói era um homem religioso, não lhe faltou inspiração para grandes obras beneméritas e na arte de dedicar-se ao próximo, em especial aos pobres e abandonados. O dinheiro que recebia pelos trabalhos na Corte, usava-o todo para resgatar prisioneiros de guerra, fundar e reconstruir mosteiros masculinos e femininos, igrejas e para contribuir com outras tantas obras para o bem estar espiritual e material dos mais necessitados. Em 639, o rei Dagoberto II morreu. Elói, então, ingressou para a vida religiosa. Dois anos depois, era consagrado bispo de Noyon, na região de Flandres. Foi uma existência totalmente empenhada na campanha da evangelização e re-evangelização, no norte da França, Holanda e Alemanha, onde se tornou um dos principais protagonistas e se revelou um grande e zeloso pastor a serviço da Igreja de Cristo. Durante os últimos dezenove anos de sua vida, Elói evitou o luxo e viveu na pobreza e na piedade. Foi um incansável exemplo de humildade, caridade e mortificação. A região de sua diocese estava entregue ao paganismo e à idolatria. Com as pregações de Elói e suas visitas a todas as paróquias, o povo foi se convertendo até que, um dia, todos estavam batizados. Morreu no dia 1o de dezembro de 660, na Holanda, durante uma missão evangelizadora. A história da sua vida e santidade se espalhou rapidamente por toda a França, Itália, Holanda e Alemanha, graças ao seu amigo bispo Aldoeno que escreveu sua biografia. A Igreja o canonizou e autorizou o seu culto, um dos mais antigos da cristandade. A festa de santo Elói ou Elígio, padroeiro dos joalheiros e ourives, ocorre na data de sua morte. Entretanto ele é celebrado também como padroeiro dos cuteleiros, ferreiros, ferramenteiros, celeiros, comerciantes de cavalos, carreteiros, cocheiros, garagistas e metalúrgicos.


domingo, 29 de novembro de 2009

Liturgia - 30 de novembro - SANTO ANDRÉ, APÓSTOLO









SANTO ANDRÉ, Apóstolo

Cor litúrgica : Vermelho

Ofício comum dos Apóstolos e próprio
Liturgia das Horas: 1019-1179-620
Oração das Horas: 1138-764


Leituras próprias: Rm 10,9-18 – Sl 18(19) – MT 4,18-22
Segue-me e eu vos farei pescadores de homens.”
Não são os discípulos que pedem para fazer parte do grupo, mas é Jesus quem os chama.



Os gregos chamam a este ousado apóstolo "Protókletos", que significa: "o primeiro chamado". Ele foi um dos afortunados que viram Jesus na verde planície de Jericó. Ele passava. O Baptista indicou-o com o dedo de Precursor e disse: "Eis o Cordeiro de Deus, que tira os pecados do mundo". André e João foram atrás d'Ele. Não se atreveram a falar-Lhe até que Jesus se virou para trás e perguntou: "Que procurais?" - Mestre, onde habitas? - "Vinde e vede". A Igreja deve muito a Santo André. Terá sido martirizado numa cruz em forma de aspa ou X, que é conhecida pelo nome de cruz de Santo André. André foi o primeiro a reconhecer o Senhor como seu mestre... O seu olhar percebeu a vinda do Senhor e deixou os ensinamentos de João Baptista para entrar na escola de Cristo... João Baptista tinha dito: "Eis o Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo" (Jo 1,29). Eis aquele que liberta da morte; eis aquele que destrói o pecado. Eu sou enviado, não como o esposo, mas como quem o acompanha (Jo 3,29). Vim como servo e não como mestre. Levado por estas palavras, André deixa o seu antigo mestre e corre para quem ele anunciava..., levando consigo João, o evangelista. Ambos deixam a lâmpada (Jo 5,35) e caminham para o Sol... Tendo reconhecido o profeta de quem Moisés dissera: "É a Ele que escutareis" (Dt 18,15), André conduz até ele o seu irmão Pedro. Mostra a Pedro o seu tesouro: "Encontramos o Messias (Jo 1,41), aquele que desejávamos; vem agora saborear a sua presença". Ainda antes de ser apóstolo, conduz a Cristo o irmão... Foi o seu primeiro milagre.





Após Pentecostes, Santo André foi pregar na Trácia, na Macedônia, na Grécia e na Ásia Menor. Foi também o pregador do Evangelho em Bizâncio. As numerosas conversões que obteve suscitaram o furor dos idólatras, que o acusaram e o levaram ao tribunal de Egea, pró-consul da cidade de Patrás, na Criméia. Obrigado a sacrificar oferendas aos deuses e tendo-se recusado, foi condenado a morrer crucificado. Durante sua lenta agonia exortava à verdadeira fé a multidão que o rodeava. E assim, com humildade e alegria, entregou seu espírito ao Senhor.

“Desapegada do exterior, desapegada do interior, desapropriada das coisas de Deus, nem a prosperidade a detém nem a adversidade a impede.”
São João da Cruz – D 123

“Grande é, Esposo meu, saboroso convite, precioso vinho que me dais que, com uma só gota, me faz esquecer todas as coisas criadas e fugir das criaturas e de mim, deixando de querer os contentamentos e prazeres que até agora a minha natureza queria. Grande favor é este; eu não o merecia.”
Santa Teresa de Jesus – CAD, 4. 6

Carta de Santa Teresa de Jesus em 30

1581 – C 402 – Ao Pe. Jerônimo Gracián, em Salamanca – Não encomende ao outro o assunto de Burgos.





FELIZ ANIVERSÁRIO - ROSE LEMOS PIOTTO - CONSELHEIRA PROVINCIAL OCDS


A OCDS Província São José parabeniza ROSE LEMOS PIOTTO pelo seu aniversário. Que Deus lhe conceda muita saúde, paz, coragem e fé. Que Deus lhe recompense por toda a dedição que tem à  família, à Igreja, ao Carmelo, e também ao nosso blog. Parabéns!

LUGAR DE PARTILHA- OCDS- LENDO JUNTOS O LIVRO DA VIDA DE SANTA TERESA




foi postado o 2o. Capitulo do livro da Vida, no blog


vamos partilhar nossa leitura e oração.
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sábado, 28 de novembro de 2009

FORTALEZA-CE - MISSA RECONHECIMENTO CANÔNICO - COMUNIDADE RAINHA DO CARMELO


Liturgia - 29 de novembro - ANO LITÚRGICO - C



1º. DOMINGO DO ADVENTO

Cor litúrgica: roxo

Ofício dominical do Advento
I Semana do Saltério
Liturgia das Horas
: 105-620-115 (Volume I)
Oração das Horas: 74-76-764

Leituras (Ano C): Jr 33,14-16 – Sl 24(25) – 1Ts 3,12-42 – Lc 21,25-28.34-36
“Vigiai, em todo o tempo, e orai a fim de que vos torneis dignos.”
Neste domingo inicia-se o Tempo do Advento, tempo de espera, no qual esperamos ansiosos pelo nascimento de Jesus.


ADVENTO


O Advento começa com as vésperas do domingo mais próximo ao 30 de novembro e termina antes das vésperas do Natal. Os domingos deste tempo se chamam 1º, 2º, 3º, e 4º do Advento. Os dias 16 a 24 de dezembro (Novena de Natal) tendem a preparar mais especificamente as festas do Natal.O tempo do Advento tem uma duração de quatro semanas. Este ano, começa no domingo 30 de novembro, e se prolonga até a tarde do dia 24 de dezembro, em que começa propriamente o Tempo de Natal. Podemos distinguir dois períodos. No primeiro deles, que se estende desde o primeiro domingo do Advento até o dia 16 de dezembro, aparece com maior relevo o aspecto escatológico e nos é orientado à espera da vinda gloriosa de Cristo. As leituras da Missa convidam a viver a esperança na vinda do Senhor em todos os seus aspectos: sua vinda ao fim dos tempos, sua vinda agora, cada dia, e sua vinda há dois mil anos.
No segundo período, que abarca desde 17 até 24 de dezembro, inclusive, se orienta mais diretamente à preparação do Natal. Somos convidados a viver com mais alegria, porque estamos próximos do cumprimento do que Deus prometera. Os evangelhos destes dias nos preparam diretamente para o nascimento de Jesus. Com a intenção de fazer sensível esta dupla preparação de espera, a liturgia suprime durante o Advento uma série de elementos festivos. Desta forma, na Missa já não rezamos o Glória. Se reduz a música com instrumentos, os enfeites festivos, as vestes são de cor roxa, o decorado da Igreja é mais sóbrio, etc. Todas estas coisas são uma maneira de expressar tangivelmente que, enquanto dura nosso peregrinar, nos falta alo para que nosso gozo seja completo. E quem espera, é porque lhe falta algo. Quando o Senhor se fizer presente no meio do seu povo, haverá chegado a Igreja à sua festa completa, significada pela Solenidade do Natal.Temos quatro semanas nas quais de domingo a domingo vamos nos preparando para a vinda do Senhor. A primeira das semanas do Advento está centralizada na vinda do Senhor ao final dos tempos. A liturgia nos convida a estar em vela, mantendo uma especial atitude de conversão. A segunda semana nos convida, por meio do Batista a “preparar os caminhos do Senhor”; isso é, a manter uma atitude de permanente conversão. Jesus segue chamando-nos, pois a conversão é um caminho que se percorre durante toda a vida. A terceira semana preanuncia já a alegria messiânica, pois já está cada vez mais próximo o dia da vinda do Senhor. Finalmente, a quarta semana nos fala do advento do Filho de Deus ao mundo. Maria é figura central, e sua espera é modelo e estímulo da nossa espera.
Quanto às leituras das Missas dominicais, as primeiras leituras são tomadas de Isaías e dos demais profetas que anunciam a Reconciliação de Deus e, a vinda do Messías. Nos três primeiros domingos se recolhem as grandes esperanças de Israel e no quarto, as promessas mais diretas do nascimento de Deus. Os salmos responsoriais cantam a salvação de Deus que vem; são orações pedindo sua vinda e sua graça. As segundas leituras são textos de São Paulo ou das demais cartas apostólicas, que exortam a viver em espera da vinda do Senhor.
A cor dos parâmentos do altar e as vestes do sacerdote é o roxo, igual à da Quaresma, que simboliza austeridade e penitencia. São quatro os temas que se apresentam durante o Advento:
I Domingo
A vigilância na espera da vinda do Senhor. Durante esta primeira semana as leituras bíblicas e a prédica são um convite com as palavras do Evangelho: “Velem e estejam preparados, pois não sabem quando chegará o momento”. É importante que, como uma família, tenhamos um propósito que nos permita avançar no caminho ao Natal; por exemplo, revisando nossas relações familiares. Como resultado deveremos buscar o perdão de quem ofendemos e dá-lo a quem nos tem ofendido para começar o Advento vivendo em um ambiente de harmonia e amor familiar. Desde então, isto deverá ser extensivo também aos demais grupos de pessoas com as quais nos relacionamos diariamente, como o colégio, o trabalho, os vizinhos, etc. Esta semana, em família da mesma forma que em cada comunidade paroquial, acenderemos a primeira vela da Coroa do Advento, de cor roxa, como sinal de vigilância e desejo de conversão.
II Domingo
A conversão, nota predominante da predica de João Batista. Durante a segunda semana, a liturgia nos convida a refletir com a exortação do profeta João Batista: “Preparem o caminho, Jesus chega”. Qual poderia ser a melhor maneira de preparar esse caminho que busca a reconciliação com Deus? Na semana anterior nos reconciliamos com as pessoas que nos rodeiam; como seguinte passo, a Igreja nos convida a acudir ao Sacramento da Reconciliação (Confissão) que nos devolve a amizade com Deus que havíamos perdido pelo pecado. Acenderemos a segunda vela roxa da Coroa do Advento, como sinal do processo de conversão que estamos vivendo.
Durante esta semana poderíamos buscar nas diferentes igrejas mais próximas, os horários de confissões disponíveis, para quando cheguar o Natal, estejamos bem preparados interiormente, unindo-nos a Jesus e aos irmãos na Eucaristia.
III Domingo
O testemunho, que Maria, a Mãe do Senhor, vive, servindo e ajudando ao próximo. Na sexta-feira anterior a esse Domingo é a Festa da Virgem de Guadalupe, e precisamente a liturgia do Advento nos convida a recordar a figura de Maria, que se prepara para ser a Mãe de Jesus e que além disso está disposta a ajudar e a servir a todos os que necessitam. O evangelho nos relata a visita da Virgem à sua prima Isabel e nos convida a repetir como ela: “quem sou eu para que a mãe do meu Senhor venha a visitar-me?"
Sabemos que Maria está sempre acompanhando os seus filhos na Igreja, pelo que nos dispomos a viver esta terceira semana do Advento, meditando sobre o papel que a Virgem Maria desempenhou. Propomos que fomentar a devoção à Maria, rezando o Terço em família. Acendemos como sinal de esperança gozosa a terceira vela, de cor rosa, da Coroa do Advento.
IV Domingo
O anúncio do nascimento de Jesus feito a José e a Maria. As leituras bíblicas e a prédica, dirigem seu olhar à disposição da Virgem Maria, diante do anúncio do nascimento do Filho dela e nos convidam a “aprender de Maria e aceitar a Cristo que é a Luz do Mundo”. Como já está tão próximo o Natal, nos reconciliamos com Deus e com nossos irmãos; agora nos resta somente esperar a grande festa. Como família devemos viver a harmonia, a fraternidade e a alegria que esta próxima celebração representa. Todos os preparativos para a festa deverão viver-se neste ambiente, com o firme propósito de aceitar a Jesus nos corações, as famílias e as comunidades. Acenderemos a quarta vela da Coroa do Advento, de cor roxa.


SÍMBOLO DO ADVENTO

Entre os símbolos do ciclo do natal, temos a Coroa do Advento que contém uma linguagem de silêncio, mas que fala forte através do círculo, da luz, das cores, dos gestos correspondentes… É feita de folhas verdes e nela se colocam quatro velas.
Qual a sua origem?
Surgiu na Alemanha, no século dezenove, mais exatamente nas regiões evangélicas, situadas ao norte. Os colonos para comemorarem a chegada do natal, a noite mais fria do ano, acendiam fogueiras e sentavam-se ao redor.
Mais tarde, não podendo acendê-las dentro de casa, tiveram a idéia de tecer uma coroa de ramos de abeto - uma espécie de pinheiro, enfeitando-a com flores e velas.
No inverno rigoroso dos países frios, todas as árvores perdem suas folhas, somente os pinheiros resistem, sendo desta forma, um sinal de que, a natureza não morreu totalmente.
No início do século vinte, os católicos adotaram o costume de colocar a coroa nas suas igrejas e casas. No Brasil, o uso certamente provém dos missionários que vieram da Alemanha, ou de brasileiros que tendo conhecido o uso da coroa na Europa, a introduziram nas comunidades
Por que tem uma forma circular?
Sem começo e sem fim. A circularidade está ligada a perfeição. O redondo cria harmonia, junta, une. Lembra ainda para nós, que somos integrantes de um mundo circular, onde o processo do universo e da vida é cíclico: o círculo do ano, do tempo, o ir e vir da história, sempre marcado pela presença daquele que é a Luz do mundo.
As ramas verdes
Verde é a cor da esperança e da vida. Deus quer que esperemos a sua graça, o seu perdão misericordioso e a glória da vida eterna no final de nossa vida. Bênçãos que nos foram derramadas pelo Senhor Jesus, em sua primeira vinda entre nós, e que agora, com esperança renovada, aguardamos a sua consumação, na sua segunda e definitiva volta.

As quatro velas
As quatro velas da coroa simbolizam, cada uma delas, uma das quatro semanas do Advento. No inicio, vemos nossa coroa sem luz e sem brilho. Recorda-nos a experiência de escuridão do pecado. A medida em que se vai aproximando o Natal, vamos, ao passo das semanas do Advento, acendendo uma a uma as quatro velas representando assim a chegada, em meio de nós, do Senhor Jesus, luz do mundo, quem dissipa toda escuridão, trazendo aos nossos corações a reconciliação tão esperada. Nos domingos de Advento, é costume que as famílias e as comunidades católicas se reúnam em torno à coroa para rezar. A liturgia de coroa, como é conhecida esta oração em torno da coroa, se realiza de um modo muito simples. Todos se colocam em volta da coroa; se acende a vela que corresponde a semana em questão, acompanhando, se possível, com um canto. Logo se lê uma passagem da Bíblia, própria do tempo do Advento e se fazem algumas meditações. Recomenda-se também levar a coroa para ser abençoada pelo sacerdote.

SANTOS DO DIA


Bvs. DIONISIO DA NATIVIDADE e REDENTO DA CRUZ
Mártires OCD
(memórias omitidas hoje))


Os carmelitas, Dionisio e Redento, encontraram-se no ano de 1635, no Convento do Carmo, em Goa. Sem antes se conhecerem, aqui se juntaram para virem a ser os primeiros mártires da família fundada por Santa Teresa de Jesus e S. João da Cruz. O Beato Redento da Cruz é português, natural de Cunha,Paredes de Coura, Viana do Castelo. Aqui nasceu em 1598. O seu nome de batismo foi Tomás Rodrigues da Cunha. Cresceu embalado por sonhos dourados de guerreiro e de glória. Muito jovem ainda dirigiu-se a Lisboa, onde embarcou para a India vindo a ser nomeado capitão pela sua valentia nas batalhas em que tomou parte. Não só devido à sua valentia, mas também à destreza e ao seu espírito afável e temperamento comunicativo e alegre, conquistava as simpatias de quantos o conheciam. Na cidade de Tatá, no reino de Sinde, conheceu os carmelitas descalços que aí tinham uma comunidade. Depressa se sentiu atraído peio estilo de vida destes homens que, seguindo os passos de S. Teresa de Jesus e S. João da Cruz, viviam uma santidade alegre e comunicativa. A princípio, o prior do convento escusou-se a admitir o capitão da guarda de Meliapor pensando que ele não era para aquele gênero de vida. Mas Tomás Rodrigues da Cunha tanto insistiu que o prior acedeu ao seu pedido deixando-o tomar hábito e iniciar o noviciado. Tomás deixou tudo: a carreira militar, a posição social, a glória e até o nome vindo a chamar-se, desde então, Frei Redento da Cruz. No ano de 1620, foi fundado o nosso convento do Carmo de Goa, para onde foi enviado Frei Redento, depois de também ter sido frade conventual no convento de Diu. Frei Redento cativava com a sua simpatia e era estimado por todos por ser alegre, simpático e com um grande sentido de humor. Em Goa, deram-lhe o ofício de porteiro e sacristão.


No ano de 1600, em França, nasceu Pedro Berthelot. Também este jovem se inclinou para o mar fazendo-se marinheiro apenas com 12 anos de idade. Em 1619, também ele embarca para a India, onde trabalhou para a armada francesa e holandesa, ao serviço de quem se tornou célebre, ascendendo a piloto de caravela. Finalmente colocou-se ao serviço dos portugueses que o nomearam Piloto-mor e Cosmógrafo das Indias. Deixou-se contagiar pelo testemunho do carmelita, Frei Filipe da Santíssima Trindade e decidiu, como ele, fazer-se carmelita. Todos os dias visitava a igreja do Carmo e um dia decidiu tomar hábito. Era a véspera do Natal e recebeu o nome de Frei Dionísio da Natividade. Em 1636, os holandeses atacaram Goa. O Vice-rei das índias escreve ao Prior do Carmo pedindo-lhe licença para o noviço Frei Dionísio comandar as operações. O que aconteceu. O Piloto-mor e Cosmógrafo das Indias, agora vestido de hábito castanho e capa branca e calçando sandálias, conduziu a esquadra portuguesa à vitória. Em 1638 foi ordenado sacerdote.





O Irmão Redento da Cruz continuava o seu ofício de porteiro do convento do Carmo de Goa, enquanto Frei Dionísio se preparava para o sacerdócio. Todos conheciam o porteiro do Carmo e todos o tinham por santo. Não perdia ocasião de a todos edificar oferecendo fios, que arrancava do seu hábito, às pessoas suas amigas, dizendo-lhes que eram relíquias de santo. As pessoas riam-se com Frei Redento, mas ele apenas dizia: «agora riem-se, mas esperem um pouco e haveis de ter pena de não ter mais relíquias minhas». Deus segredava-lhe ao coração que um dia seria santo. Em 1638 novamente foi solicitado ao Prior dos carmelitas que autorizasse Frei Dionísio a comandar uma nova expedição. Concertadas as coisas, Frei Dionísio escolheu e pediu por companheiro a Frei Redento da Cruz que ao despedir-se da comunidade disse sereno e de bom humor: «se eu for martirizado pintem-me com os pés bem de fora do hábito, para que vendo as sandálias todos saibam que sou carmelita descalço». Tentaram, as pessoas e benfeitores do convento, impedir por todos os meios a saída do santo porteiro do Carmo temendo o seu martírio. Finalmente, como último recurso, colocaram-lhe drogas na comida para o adormecerem, mas estas não surtiram efeito. Seguidamente embarcou o santo exclamando: «vamo-nos que tenho de ser mártir». De fato, traídos pelo rei de Achem, a armada portuguesa foi surpreendida e detida. Forçaram-nos a renegar a fé mas não conseguiram tal traição a Cristo de nenhum dos 60 prisioneiros. Decidiram o seu martírio. Muitos dos sessenta prisioneiros eram rapazes jovens. Havia também um sacerdote indiano que recusou a liberdade. Frei Redento foi o primeiro a ser martirizado, encorajando os companheiros de martírio; Frei Dionísio, o último para a todos confortar. Era o dia 29 de Novembro de 1638. Quando em Goa se soube do acontecimento, repicaram os sinos na igreja do Carmo como em dia de grande festa e cantaram um Te Deum em ação de graças.


“Até o próprio exercício de oração e trato com Deus, que outrora costumava alimentar por consideração os métodos, agora é somente exercício de amor.”
São João da Cruz – C 28,9

“Ó grande Deus! Como diferem das dos homens Vossas palavras! Com isso, decidi-me e animei-me, e nem o mundo inteiro poderia ter-se oposto a mim. Comecei logo a tratar do assunto e Nosso Senhor começou a me dar meios.”
Santa Teresa de Jesus – F 29, 6

Cartas de Santa Teresa de Jesus em 29

1581 – C 400 – A D. Juan de Ovalle, em Alba de Tormes – Propõe a D. Juan levar sua filha à fundação de Burgos e em seguida à de Madrid. Lembranças aos sobrinhos. Instruções a respeito da viagem projetada.

1581 – C 401 – Ao Pe. Jerônimo Gracián, em Salamanca – Saem de Ávila algumas monjas com S. João da Cruz para Granada. A Santa recebe oito escudos para o Pe. Gracián e tem a tentação de ficar com eles. Leva Teresita na viagem a Burgos. Hesita sobre a monja que há de deixar por vigária em sua ausência. As fundações de Granada. Por fim duvida qual de suas duas sobrinhas levará a Burgos.


sexta-feira, 27 de novembro de 2009

Montes Claros-MG - Encontro de Espiritualidade


"Eu sou um 'cacto' no Jardim do Carmelo..." Essas foram algumas das palavras marcantes do Frei Júnior, ocd, que presidiu com maestria nosso encontro de espiritualidade carmelita, acontecido no último final de semana, dias 21 e 22. Frei Júnior deu um show de sabedoria e mística conduzindo o encontro, que teve a participação de 62 pessoas, incluindo toda comunidade Beata Elisabete da Trindade, que pôde aprender com profundidade sobre Santa Teresa, Beata Elisabete da Trindade e Edith Stein (Teresa Benedita da Cruz).
Agradecemos as orações de todos e a Frei Júnior. Que ele continue sendo esse “cacto”, cheio de água viva, água do Espírito Santo que irriga o jardim do Carmelo e todo o mundo. Amamos o Carmelo. Amamos ser carmelitas seculares, um pouquinho mais depois desse encontro.

Marcelo Vilela – Comunidade Beata Elisabete da Trindade, Montes Claros/MG

Liturgia - 28 de novembro - NOSSA SENHORA NO SÁBADO




NOSSA SENHORA NO SÁBADO

Cor litúrgica: Branco

Ofício da memória de Nossa Senhora
Laudes: Liturgia das Horas: 1552-834
Oração das Horas: 1472-932
I Vésperas: Liturgia das Horas: 103-106-613 (Vol. 1 – Tempo do Advento )
Oração das Horas
: 75-73-759


Leituras: Dn 7,15-27 – Cânt. Dn 3 – Lc 21,34-36
“Velai sobre vós mesmos, para que os vossos corações não se tornem pesados
com o excesso do comer.”
Vivendo a fé pode-se entender como a oração e a vigilância são duas concretas manifestações de nosso amor e de nossa esperança.

“Ah.! Se conhecêssemos a glória e o amor que recebeis nesta admirável criatura, bem diferente seriam os nossos sentimentos a respeito de vós e dela. Maria está tão intimamente unida a vos que mais fácil seria separar do sol a luz, e do fogo o calor; digo mais: com mais facilidade se separariam de vós os anjos e os santos que a divina Mãe, pois que ela vos ama com mais ardor e vos glorifica com mais perfeição que todas as vossas outras criaturas juntas.”
São Luís Maria Grignion de Montfort

“Enquanto dura esta vida, as virtudes permanecem na alma com flores em botão, ou como espécies aromáticas em recipiente coberto, cujo olor não se sente até que sejam abertas e revolvidas.”
S. João da Cruz – C 17,5

“Volto-me, aqui, um momento, para vós, ó Jesus, a fim de queixar-me amorosamente à vossa divina majestade, de que a maior parte dos cristãos, mesmo os mais instruídos, desconhecem a ligação imprescindível que existe entre vós e vossa Mãe Santíssima. Vós Senhor, que estais sempre com Maria, e Maria sempre convosco, nem pode estar sem vós; doutro modo, ela deixaria de ser o que é; e de tal maneira está ela transformada em vós pela graça, que já não vive , já não existe; sois vós, meu Jesus, que viveis e reinais nela, mais perfeitamente que em todos os anjos e bem-aventurados.”
São Luís Maria Grignion de Montfort

“Sinto em mim um desejo enorme, maior do que de costume, de que Deus tenha pessoas que o sirvam com todo desapego e que em nada das coisas de cá se detenham – porque vejo que tudo é engano -, particularmente letrados; porque, como vejo as grandes necessidades da Igreja, que muito me afligem, pois me parece equívoco ter pesar por outra coisa, nunca deixo de encomendá-los a Deus: é que seria mais proveitosa uma pessoa perfeita de todo e com verdadeiro fervor no amor de Deus do que muitas fracas.”
Santa Teresa de Jesus – R 3, 7

Cartas de Santa Teresa de Jesus em 28

1576 – C 149 – Ao Padre Jerônimo Gracián, em Sevilla – Inimigos visíveis e invisíveis do Pe. Gracián.

1581 – C 398 – A D. Pedro Castro Y Nero, em Ávila – Agradece-lhe o sermão pregado em S. José.

1581 – C 399 – À Madre Maria de S. José, Priora de Sevilla – Pede duas religiosas para a fundação de Granada. Insiste no pagamento da dívida de D. Lorenzo.


SANTO DO DIA


Santa Catarina Labouré,
religiosa, +1876


Numa família profundamente cristã de remediados lavradores da Borgonha, em França, nasceu a 2 de Maio de 1806 Catarina Labouré. Órfã de mãe aos nove anos, veio, mais tarde, a ser convidada por uma cunhada, diretora de um colegiozinho em Chatillon a ir viver para junto de si. Convivendo com as Irmãs da Caridade, ali bem perto, acendeu nela o desejo de as imitar. Tendo feito o postulantado, seguiu para Paris onde iniciou o noviciado na Rua du Bac. Entrou naquela casa durante a solene novena que precedeu a trasladação das relíquias de S. Vicente de Paulo. Na noite de 17 para 18 de Julho de 1830, estando a dormir é acordada por uma criança aparentando quatro anos de idade que lhe diz: "Vem à capela; Nossa Senhora espera-te". Entrando na capela profusamente iluminada viu Nossa Senhora sentada numa cadeira. Seguiu-se um diálogo de duas horas. A Senhora descerrou-lhe o véu do futuro, prognosticando-lhe as desgraças que, daí a 40 anos, cairiam sobre a França. A esta aparição seguir-se-iam mais duas.

Depois das aparições continuou a servir os pobres durante 46 anos. Catarina Labouré é realmente a santa do silêncio, da humildade. Enquanto viveu foi desconhecida. Faleceu a 3 de Dezembro de 1876. Foi beatificada em 1933 e canonizada em 1947 pelo Papa Pio XII


Em 1933, a exumação do corpo de Catarina é feita, na presença de representantes da Igreja, médicos e do comissário de policia. Aberto o caixão, o corpo de Irmã Catarina aparece intacto, assim como suas vestes, 57 anos após sua morte. A comoção é geral. Após as festas de beatificação, neste mesmo ano, o corpo de Irmã Catarina foi colocado sob o altar da Virgem, na Capela da rua "du Bac", onde permanece até os dias de hoje atraindo milhares de peregrinos.






Queridos irmãos


Amanhã, ao cair da tarde, começa novo Advento, novo ano litúrgico. No suceder dos tempos e das estações, somos de novo convidados a percorrer, em Igreja, os mistérios da nossa Salvação, o mistério único da misericórdia de Deus sobre nós.

Que este tempo seja de perseverança. Como dizia um dos evangelhos desta semana, “pela vossa perseverança, sereis salvos”. E que a alegria da espera pelo Advento final não seja ofuscada por nenhuma das vicissitudes que, inevitavelmente, encontraremos no caminho.


Paz!!


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FELIZ ANIVERSARIO DYONISIO


A VOCE QUE É NOSSO GRANDE COLABORADOR
NOSSO CARINHO

PROVINCIA SÃO JOSÉ OCDS

quinta-feira, 26 de novembro de 2009

Liturgia - 27 de novembro - 6a-FEIRA DA 34a.SEMANA DO TEMPO COMUM








6ª-FEIRA DA 34ª SEMANA DO TEMPO COMUM

Cor litúrgica: Verde

Ofício do dia de semana
Liturgia das Horas: 813 – Oração das Horas: 918

Leituras: Dn 7, 2-4 – Cânt. Dn 3 – Lc 21,29-33

“O céu e a terra passarão, mas as minhas Palavras não passarão.”
Perceber que nas horas de perseguição, o reino de Deus se faz presente

Nossa Senhora da Medalha Milagrosa






Em 1830, no seminário das Filhas da Caridade, na rua Bac, em Paris, a Aparição da Virgem Maria, Concebida Sem Pecado, que convidou Santa Catarina Labouré, noviça da Companhia das Filhas da Caridade, a representá-la numa medalha tal como ela lhe havia aparecido.. Na última aparição Nossa Senhora pediu à Irmã Catarina que mandasse cunhar uma medalha. A medalha possui em sua simbologia a síntese de nossa fé cristã. Desde o início de seu uso até os dias atuais, inúmeros são os relatos de graças e bênçãos recebidas, através da intercessão de nossa Mãe Maria. Isto lhe rendeu o nome de milagrosa, nome dado pelo povo. Para a Família Vicentina, este acontecimento é um marco referencial na história e na espiritualidade que nos anima. A devoção a Maria, na Companhia das Filhas da Caridade de São Vicente de Paulo, se expressa através do uso da Medalha Milagrosa, de orações próprias, da dedicação de algumas obras ao seu nome e como nosso modelo de vida consagrada.



Medalha Milagrosa



“No dia 27 de novembro de 1830, vi a Santíssima Virgem. De estatura média, estava de pé, trajando um vestido de seda branco-aurora, mangas lisas, com um véu branco que lhe cobria a cabeça e descia de cada lado até em baixo. Sob o véu, vi os cabelos lisos repartidos ao meio, e por cima uma renda de mais ou menos três centímetros de altura, sem franzido, isto é, apoiada ligeiramente sobre os cabelos. O rosto bastante descoberto, os pés apoiados sobre meia esfera, e tendo nas mãos uma esfera de ouro, que representava o Globo. Ela tinha as mãos elevadas à altura do estômago, de uma maneira muito natural, e os olhos elevadas para o céu. Aqui seu rosto era magnificamente belo. Eu não saberia descrevê-lo. E depois, de repente, percebi nos dedos anéis revestidos de pedras, umas mais belas que as outras, umas maiores e outras menores, que lançavam raios, cada qual mais belo que os outros. Partiam das pedras maiores os mais belos raios, sempre se alargando para baixo, o que enchia toda a parte de baixo. Eu não via mais os seus pés. Nesse momento em que estava a contemplá-la, a Santíssima Virgem baixou os olhos, fitando-me. Aqui eu não sei exprimir o que senti e o que vi: a beleza e o fulgor, os raios tão belos. Uma voz se fez ouvir, dizendo-me estas palavras: ‘É o símbolo das graças que derramo sobre as pessoas que mas pedem’ ─ fazendo-me compreender quanto é agradável rezar à Santíssima Virgem e quanto Ela é generosa para com as pessoas que a Ela rezam, quantas graças concede às pessoas que Lhas rogam, que alegria sente concedendo-as. Nesse momento formou-se um quadro em torno da Santíssima Virgem, um pouco oval, onde havia no alto estas palavras: ‘Ó Maria concebida sem pecado, rogai por nós que recorremos a Vós’, escritas em letras de ouro. Então uma voz se fez ouvir, que me disse: Fazei cunhar uma medalha com este modelo. Todas as pessoas que a usarem, trazendo-a ao pescoço, receberão grandes graças. As graças serão abundantes para as pessoas que a usarem com confiança’. Nesse instante o quadro me pareceu voltar-se, e vi o reverso da medalha”.
Que Nossa Senhora das Graças abençoe a você e sua família!



Ó MARIA CONCEBIDA SEM PECADO,ROGAI POR NÓS QUE RECORREMOS A VÓS!


“Sendo verdadeiro e grande desejo com que busca o seu Dileto, e o amor que o inflama muito intenso, não quer deixar de fazer algumas diligências, quanto é possível de sua parte, porque a alma verdadeiramente amorosa de Deus não põe delongas em fazer quanto pode para achar o Filho de Deus, seu Amado.”
São João da Cruz – C 3,1

“E o Senhor ajuda tanto que, precisamente por termos sujeitado a Ele a nossa vontade e a nossa razão, nos faz dominá-las.”
Santa Teresa de Jesus – F 5, 12

Carta de Santa Teresa de Jesus em 27

1576 – C 148 – Ao Pe. Jerônimo Gracián, em Sevilla – Alerta o Pe. Gracián nas perseguição que sofria. Aconselha-o que tenha cuidado com uma embusteira de Sevilla. Pode ser caso de Inquisição. “Como sou maliciosa.”






RETIRO ESPIRITUAL DA OCDS, NO CARMELO SÃO JOSÉ, DE TRÊS PONTAS, MG.

Dia l5/09/2009 realizamos nosso Retiro Espiritual, sob a orientação do Frei Fabiano da Silva Santos, que reuniu as Comunidades Santa Edith Stein, de Três Pontas e Sagrada Face, de Varginha.

“Tua palavra é luz para o meu caminho”...

No período da manhã, Frei Fabiano nos conduziu a uma Leitura Orante da Bíblia (Rm 12,1-21), e, em seguida, comentamos os aspectos do texto que mais nos tocaram espiritualmente.

No período da tarde, Frei Fabiano nos passou um texto de Dom Hélder Câmara do qual fizemos reflexão e também uma partilha muito rica.

Para encerrar, fizemos uma confraternização, junto às Irmãs do Carmelo, em agradecimento pela singela acolhida, quando Ir. Clara e o James nos presentearam com um belíssimo número de violão e voz.

Saímos deste retiro muito enriquecidos/as espiritualmente e cada vez mais apaixonados/as pelo Carmelo.

“Acreditar que um Ser, que se chama Amor,

habite em nós a qualquer momento do dia e

da noite e que nos pede que vivamos em

sociedade com Ele, eis o que transformou

minha vida num céu antecipado”.

(B. Elisabete da Trindade)




DUETO JAMES E IRMÃ CLARA
Comunidades de Três Pontas e Varginha na foto "oficial" do Retiro


quarta-feira, 25 de novembro de 2009

Liturgia - 26 de novembro - 5a-FEIRA DA 34a.SEMANA DO TEMPO COMUM






5ª-FEIRA DA 34ª SEMANA DO TEMPO COMUM
Dia Nacional de Ação de Graças

Cor litúrgica: Verde

Ofício do dia de semana
Liturgia das Horas: 794
Oração das Horas: 905

Leituras: Dn 3,12-28 – Cânt. Dn 3 – Lc 21,20-28L
“E então verão o Filho do Homem vindo numa nuvem com poder
e grande glória.”
O tempo da missão é o tempo da Igreja que se desenvolverá até a vinda do Filho do Homem.

“Crucificada interior e exteriormente com Cristo, viverá nesta vida em fartura e satisfação a sua alma, possuindo-a na paciência,” (Lc 21,19)
São João da Cruz -D 85

“Naturalmente, a suma perfeição não se traduz em deleites interiores, em grandes arroubos, nem em visões ou em espírito de profecia, ela consiste em estar a nossa vontade em tamanha conformidade com Deus que jamais deixemos de querer com todas as nossas forças tudo aquilo que percebemos que Ele quer, aceitando com a mesma alegria o saboroso e o amargo e compreendendo que Sua Majestade assim o quer.”
Santa Teresa de Jesus – F 5, 10

Cartas de Santa Teresa de Jesus em 26

1576 – C 145 – À Madre Maria de S. José, Priora de Sevilla – Isabela recebe o hábito em Toledo. Reforma das Carmelitas Calçadas de Paterna. Desatinos de Garciálvarez em matéria de confissões. Comunicação espiritual com os da Companhia. Melhoras de Brianda de São José.

1576 – C 146 – A D. Luís de Cepeda, em Torrijos – A caridade de D. Luís. Governo de Beatriz de Jesus em Malagón. Desculpa a falta de recolhimento de D. Luís na oração, atribuindo-o aos seus muitos negócios.



SANTOS DO DIA


São Leonardo de Porto Maurício , Presbítero

Paulo Jerônimo nasceu em 1676, em Porto Maurício, atual Impéria, Itália. Filho do capitão da marinha Domingos Casanova, ficou órfão ainda muito pequeno. Foi, então, levado a Roma para concluir os estudos no Colégio Romano. Depois, foi para o Retiro de São Boaventura, onde entrou para a Ordem Franciscana e vestiu o hábito tomando o nome de frei Leonardo. Atuou como sacerdote a maior parte da vida em Florença. Era um empolgante pregador, principalmente quando escolhia como tema a Paixão de Cristo. Percorreu toda a Itália exercendo esse ministério e, com isso, escreveu muitas obras de grande valor para os pregadores e para os fiéis. Santo Afonso de Ligório, seu contemporâneo, dizia que ele era o maior missionário daquele século. O papa também usou para a Igreja os dons de Leonardo, quando o enviou para uma delicada missão na ilha de Córsega. Tinha de restabelecer a concórdia entre os cidadãos. Apesar das graves divisões entre eles, Leonardo conseguiu um inacreditável abraço de paz. Também é considerado o salvador do Coliseu, ao promover pela primeira vez a liturgia da Via-Sacra naquele local que definiu como santificado, pelos martírios dos cristãos. Por esse motivo, a interpretação da Paixão de Cristo foi reproduzida, no jubileu de 1750, no Coliseu, cujas ruínas eram dilapidadas e suas pedras arrancadas para servirem em outras construções. A celebração da Via-Sacra em seu interior tornou-se tradição e a histórica construção passou a ser preservada. A tradição permanece, pois até hoje o próprio pontífice, toda Sexta-Feira da Paixão, faz a Via-Sacra no Coliseu, em Roma. Frei Leonardo era, também, muito devoto de Nossa Senhora e queria que a Igreja assumisse o dogma da Imaculada Conceição de Maria. Lutou muito pelas suas idéias doutrinais e convenceu o papa Bento XIV de que era necessário convocar um concílio para discutir o assunto e depois proclamar esse dogma. Não viu este dia, mas deixou uma célebre carta profética, onde previa que isso iria acontecer, como de fato ocorreu, em 1854. Frei Leonardo morreu, em 1751, no seu querido Retiro de São Boaventura de Palatino, Roma. Na ocasião, tal era sua fama de santidade que o próprio papa Bento XIV foi ajoelhar-se diante de seu corpo. Papa Pio XI o declarou padroeiro dos sacerdotes que se consagram às missões populares no mundo. São Leonardo de Porto Maurício é celebrado, no dia de sua morte, também como padroeiro da sua cidade de origem, atual Impéria.





Beato Tiago Alberione, Presbítero



Na noite da passagem do século, 31 de dezembro de 1900 para 1o de janeiro de 1901, o jovem seminarista permanece quatro horas em oração na catedral de Alba (Itália). Uma luz vem do Tabernáculo e o envolve. - "Fazer alguma coisa por Deus e pelas pessoas do novo século, com as quais conviveria!" Sente fortemente o convite e o apelo de Deus. O mundo passava por profundas mudanças sociais e tecnológicas, era necessário utilizar as novas descobertas, as novas forças do progresso para fazer o bem, para evangelizar. O jovem seminarista, com apenas dezesseis anos, era Tiago Alberione, futuro fundador da Família Paulina, que nunca deixou que essa chama luminosa se apagasse em sua vida. Alberione nasceu em 4 de abril de 1884, em São Lourenço de Fossano, norte da Itália, de uma família de camponeses simples e laboriosos. Vinte quatro horas após o nascimento, foi batizado e recebeu o nome de "Tiago". Buscando melhores terras para a lavoura, a família Alberione mudou para a cidade de Cherasco, onde Tiago passou sua infância e adolescência. Foi lá que se manifestou a vocação para o sacerdócio. - "Quero ser padre! " foi a resposta que deu à professora, Rosina Cardona, que perguntava aos seus oitenta alunos o que queriam ser quando crescessem. A resposta, que poderia parecer impensada, veio de um menino de bom coração e piedoso. Com o passar do tempo, a vocação fortificou-se e ele foi encaminhado para o seminário, onde não perdia tempo e procurava aprender de todos e de tudo. Inquietavam Alberione as transformações que aconteciam na sociedade e os apelos do papa, Leão XIII, para que todos se voltassem para Jesus Cristo, Caminho, Verdade e Vida, salvação da humanidade. Foi ordenado sacerdote no dia 29 de junho de 1907, com vinte e três anos de idade. Todas as organizações de renovação existentes, então, na Igreja foram acolhidas por padre Alberione, que participou, ativamente, dos movimentos: missionário, litúrgico, pastoral, social, bíblico, teológico e, mais tarde, do movimento ecumênico. Em todos os movimentos Alberione-profeta vislumbrava espaços carentes de evangelização e atualização. Impulsionado pelo Espírito Santo, tornou realidade sua intuição carismática com a fundação de várias congregações e institutos para, juntos, anunciar Jesus Cristo, Caminho, Verdade e Vida, com os meios da comunicação social. Padres e irmãos Paulinos em 1914; Irmãs Paulinas em 1915; Discípulas do Divino Mestre em 1924; Irmãs Pastorinhas em 1938; e Irmãs Apostolinas em 1957. Fundou, também, os institutos seculares de Nossa Senhora da Anunciação e São Gabriel Arcanjo em 1958; os institutos Jesus Sacerdote e Sagrada Família em 1959; além da Associação dos Cooperadores Leigos em 1917. Hoje, os membros dessas fundações estão presentes em todos os continentes mostrando que é possível santificar-se e comunicar, a todas as pessoas, Jesus Cristo com os meios técnicos e eletrônicos. Após a fundação dos dois primeiros ramos - Paulinos e Paulinas - a vida de Alberione fundiu-se com suas obras nascentes. Acompanhava de perto a vida de seus filhos e filhas da Itália e do exterior com numerosas e prolongadas viagens. Preocupava-se não só com fundações e organizações, mas principalmente com a formação e a vida religiosa de seus seguidores, apesar do conturbado contexto histórico em que viveu: duas grandes guerras, revolução industrial, conflagrações nacionalistas e sociais, emancipação dos operários e da mulher, além de crises institucionais na família e na Igreja. Padre Tiago Alberione, jamais esmoreceu, continuou firme na sua fé, acreditando que a obra que realizava era querida e abençoada por Deus. Com humildade e coragem, o fundador da Família Paulina, o profeta e o apóstolo de uma evangelização moderna chegou ao fim de seus dias em 26 de novembro de 1971, aos oitenta e sete anos. O reconhecimento da santidade de Alberione já acontecera antes da declaração oficial da Igreja, especialmente com algumas declarações de dois papas seus amigos: o bem-aventurado João XXIII e Paulo VI. "Padre Alberione, veio ao meu encontro" - dizia o "papa bom". "Parecia-me ver a humildade personificada. Ele, sim, é um grande homem!" E Paulo VI, na audiência concedida aos Paulinos em 27 de novembro de 1974, recordava: "Lembro-me do encontro edificante com padre Alberione, ajoelhado, em profunda humildade. Este é um homem, direi, que está entre as maravilhas do nosso século". O processo de beatificação percorreu um longo caminho. Após a morte de Alberione, foram apresentados à Igreja documentos sobre sua vida, sua missão apostólica e suas fundações, assim como documentos sobre sua santidade. Baseados em um meticuloso exame desses elementos e reconhecidas as virtudes praticadas em grau heróico pelo servo de Deus, padre Tiago Alberione, o papa João Paulo II, em 25 de junho de 1996, declarou-o "venerável". Passaram-se sete anos à espera de um milagre que fosse reconhecido como autêntico pela Igreja. E o milagre chegou. A cura milagrosa atribuída ao padre Tiago Alberione, que o conduziu à beatificação, salvou Maria Librada Gonzáles Rodriguez, uma mexicana de Guadalajara. Em 1989, ela foi internada por causa de uma insuficiência respiratória provocada por uma tromboembolia pulmonar, com muitas crises. Pedindo a Deus a cura por intercessão de padre Alberione, doze dias depois teve alta. A cura foi reconhecida pela Congregação das Causas dos Santos, após a declaração da comissão médica que considerava a recuperação de Maria rápida, completa, duradoura e não-explicável à luz da ciência. E o dia da beatificação chegou: 27 de abril de 2003. Padre Tiago Alberione é proclamado "bem-aventurado" num reconhecimento oficial da Igreja àquele homem que foi um santo, um profeta e o pioneiro na evangelização eletrônica.
20 de Agosto de 1914 – Fundação da Sociedade de São Paulo.
15 de Junho de 1915 - Fundação das Filhas de São Paulo.
10 de Fevereiro de 1924 – Fundação das Pias Discípulas do divino Mestre.
03 de Abril de 1947 – Fundação das Irmãs Pastorinhas.
08 de Setembro de 1959 – Fundação das Irmãs Apostolinas.
08 de Abril de 1960 – Fundação da Associação Paulista, composta por quatro institutos:
Jesus Sacerdote
São Gabriel Arcanjo
Maria Santíssima Anunciada
Sagrada Família.



terça-feira, 24 de novembro de 2009

Liturgia - 25 de novembro - SANTA CATARINA DE ALEXANDRIA, VIRGEM E MÁRTIR









SANTA CATARINA DE ALEXANDRIA,
Virgem e Mártir

Cor litúrgica: Vermelho

Ofício da memória
Liturgia das Horas: 1613-773
Oração das Horas: 1509-892

Leituras: Dn 5,1-6.13-14.16-17.23-28 – Cânt. Dn 3 – Lc 21,12-19
“É pela perseverança que mantereis vossas vidas.”
Estas palavras de Jesus anunciam as perseguições da comunidade cristã e asseguram a proteção constante de Deus se perseverarem em sua vida e testemunho.



Em Alexandria, no começo do século IV, o martírio de Santa Catarina. Esta virgem cristã, misticamente unida à sabedoria encarnada, derrubou com sucesso certas objeções levantadas contra a fé por alguns filósofos. Muito popular na Idade Média, foi uma das “vozes” de Joana d´Arc. Seu culto permanece ainda vivo em um mosteiro situado aos pés do monte Sinai.
Santa Catarina nasceu em Alexandria, principal cidade do Egito antigo. Era filha do ilustre Rei Costus e de D. Sabinela, nobres descendentes diretos dos reis e governadores do país!A pequena Catarina era dotada de uma beleza incomparável, porém destacava-se pelo seu espírito alegre e despojado.Desde muito cedo demonstrou uma inteligência clara e brilhante; teve como mestres os sábios de Alexandria e, tão rápidos foram seus progressos, que aos 13 anos era mestra das sete artes: eloqüência, poesia, música, arquitetura, escultura, plástica e coreografia.Quando Catarina estava com 15 anos, o Rei Costus, seu pai, faleceu e assim foi com sua mãe para as montanhas das Cilícia, vivendo assim uma temporada de descobertas.Durante aquele tempo conheceu Ananias, um velho sacerdote amável e comunicativo. Ananias transmitiu a Catarina os mistérios do Cristianismo.Dona Sabinela, já era cristã batizada, e desejava o mesmo para a sua filha, além de um bom casamento que trouxesse segurança e proteção.Numa determinada noite, mãe e filha, tiveram um sonho bastante significativo no qual a Santíssima Virgem Maria apresentava o Menino Jesus a Catarina, e este, tomando da mão de Catarina, coloca em seu dedo um anel de ouro, anel de compromisso. Maria pede a Catarina que seja batizada. Quando Catarina desperta do sono, percebe o anel em seu dedo!Desejosa em cumprir o que prometera em sonho, Catarina procura ainda mais, instruir-se nas verdades da fé, e, assim sendo, recebe o Santo Batismo. Dona Sabinela e a filha confiaram o reino a um governador e voltaram à Alexandria.Com a morte de sua mãe, Catarina transforma sua residência num lar de acolhida e escola de formação Cristã. A nossa jovem, tendo apenas 18 anos, é capaz de confundir os maiores filósofos de Alexandria e arredores.Catarina é testemunho de fé e vida, incontáveis são os que a seguem, e nela encontram as repostas das verdades do evangelho de Jesus Cristo!O Imperador Maximiano havia decretado uma perseguição aos cristãos e sua doutrina, tendo Conhecimento e sabedor do grande preparo de Catarina, prometeu um prêmio ao filósofo que conseguisse afastar a jovem da religião Cristã. Numa discussão pública, para a qual Catarina foi convidada, tudo fizeram para desorientá-la. Ela, porém, iluminada pelo Espírito Santo, respondeu-lhes com tanta clareza e sabedoria que os próprios filósofos abandonaram o erro.Surpreendido pelo êxito inesperado da discussão pública, o imperador procurou, por todos os meios, arrancar Catarina do Cristianismo. Adulações e promessas de fazê-la imperatriz: tudo em vão!Com soberano desdém, a jovem repeliu as ofertas do Imperador, declarando-se esposa de Cristo. Catarina foi lançada em um cárcere escuro, onde ficou doze dias. Quando saiu de lá estava mais bela do que nunca; seus olhos eram como fachos de luz e sua pele alva estava reluzente.Nossa jovem mártir é entregue aos algozes, condenada ao martírio da roda. No momento em que ia ser estendida sobre a roda, Catarina traçou o sinal da cruz e esta despedaçou-se imediatamente. Este milagre fez com que o povo rendesse louvor ao Deus dos Cristãos e a própria Imperatriz confessasse a sua fé no Filho de Deus. Cada vez mais irritado e enfurecido, Maximiano, percebendo que todos os seus esforços eram em vão, pronunciou a sentença de morte e mandou levá-la ao lugar do suplício. Após uma oração de louvor e súplica e agradecimento ao Deus verdadeiro. Catarina foi decapitada e de suas veias saiu leite ao invés de sangue!Seu corpo foi levado ao Monte Sinai, onde a sepultaram. Dizem que os próprios anjos levaram seu corpo! Mais tarde sobre sua sepultura foi construído um convento, que ainda hoje existe, e é habitado por monges gregos. Santa Catarina de Alexandria, por seu grande saber, é padroeira dos estudantes, filósofos e juristas, e com muito orgulho, a padroeira do Estado de Santa Catarina.




“Só lhes recomendo , com insistência, que perseverem na oração, isto é, nessa mesma oração do Pater Noster.”
São João da Cruz – 3S 44,4

“Aqui, só duas coisas nos pede o Senhor: amar a Sua Majestade e ao próximo. É nisso que devemos trabalhar. Seguindo-as com perfeição, fazemos a Sua vontade, unindo-nos assim a Ele.”
Santa Teresa de Jesus – M 5, 3, 7



segunda-feira, 23 de novembro de 2009

Liturgia - 24 de novembro - SANTO ANDRE DUNG-LAC E COMPANHEIROS







SANTO ANDRÉ DUNG-LAC,
Presbítero e COMPANHEIROS, Mártires

Cor litúrgica: Vermelho

Ofício da memória
Liturgia das Horas: 1588-753
Oração das Horas: 1493-879

Leituras: Dn 2,31-45 – Cânt. Dn 3 – Lc 21,5-11
“Quando ouvirdes falar de guerras e subversões, não vos atemorizeis; pois é preciso que primeiro aconteça isso, mas não será logo o fim.”
Não é de hoje que se fala do fim do mundo.

A evangelização do Vietnã começou no século XVI, através de missionários europeus de diversas ordens e congregações religiosas. São quatro séculos de perseguições sangrentas que levaram ao martírio milhares de cristãos massacrados nas montanhas, florestas e em regiões insalubres. Enfim, em todos os lugares onde buscaram refúgio. Foram bispos, sacerdotes e leigos de diversas idades e condições sociais, na maioria pais e mães de família e alguns deles catequistas, seminaristas ou militares.Hoje, homenageamos um grupo de cento e dezessete mártires vietnamitas, beatificados no ano jubilar de 1900 pelo papa Leão XIII. A maioria viveu e pregou entre os anos 1830 e 1870. Dentre eles muito se destacou o padre dominicano André Dung-Lac, tomado como exemplo maior dessas sementes da Igreja Católica vietnamita.Filho de pais muito pobres, que o confiaram desde pequeno à guarda de um catequista, ordenou-se sacerdote em 1823. Durante seu apostolado, foi cura e missionário em diversas partes do país. Também foi salvo da prisão diversas vezes, graças a resgates pagos pelos fiéis, mas nunca concordou com esse patrocínio.Uma citação sua mostra claramente o que pensava destes resgates: "Aqueles que morrem pela fé sobem ao céu. Ao contrário, nós que nos escondemos continuamente gastamos dinheiro para fugir dos perseguidores. Seria melhor deixar-nos prender e morrer". Finalmente, foi decapitado em 24 de novembro de 1839, em Hanói, Vietnã.Passada essa fase tenebrosa, veio um período de calma, que durou cerca de setenta anos. Os anos de paz permitiram à Igreja que se reorganizasse em numerosas dioceses que reuniam centenas de milhares de fiéis. Mas os martírios recomeçaram com a chegada do comunismo à região.A partir de 1955, os chineses e os russos aniquilaram todas as instituições religiosas, dispersando os cristãos, prendendo, condenando e matando bispos, padres e fiéis, de maneira arrasadora. A única fuga possível era através de embarcações precárias, que sucumbiam nas águas que poderiam significar a liberdade, mas que levavam, invariavelmente, à morte.Entretanto o evangelho de Cristo permaneceu no coração do povo vietnamita, pois quanto mais perseguido maior se tornou seu fervor cristão, sabendo que o resultado seria um elevadíssimo número de mártires. O papa João Paulo II, em 1988, inscreveu esses heróis de Cristo no livro dos santos da Igreja, para serem comemorados juntos e como companheiros de santo André Dung-Lac no dia de sua morte.




“Causa pena ver a alma, cuja capacidade é infinita, reduzir-se, pela sua fraqueza e inabilidade sensível, a tomar seu alimento apenas por migalhas através do sentido.”
São João da Cruz

“A perfeição não se encontra nos gostos, nem na recompensa, mas em quem ama e em quem melhor age com justiça.”
Santa Teresa de Jesus – M 3, 2,10




Liturgia - 24 de novembro - SANTO ANDRE DUNG-LAC e COMPANHEIROS

CONCERTO DA HARPA E OBOÉ NO CARMELO SÃO JOSÉ DO RIO DE JANEIRO


Acima está um cartaz para divulgação de um Concerto de Harpa e Oboé que acontecerá no dia 20/12/2009, às 10h, no Carmelo São José, na Rua Timbuaçú, 421 -Freguesia - Jacarepaguá - RJ.
Na ocasião as Irmãs venderão produtos para ajudar nas obras do mosteiro. Vamos divulgar!
Um grande abraço!
Ana Cláudia Maria de Jesus Crucificado
(Comunidade Santa Teresa de Jesus - Campinho - RJ)

domingo, 22 de novembro de 2009

Liturgia - 23 de novembro - 2a-FEIRA DA 34a. SEMANA DO TEMPO COMUM




2ª-FEIRA DA 34ª.SEMANA DO TEMPO COMUM

Cor litúrgica : Verde

Ofício do dia de semana



II Semana do Saltério
Liturgia das Horas
: 732
Oração das Horas: 865


Leituras: Dn 1,1-6.8-20 – Cânt. Dn 3,52.53.54-55.56 – Lc 21,1-4
“Esta pobre viúva lançou mais do que todos.”
A oferta que leva à privação do necessário revela generosidade e, ao mesmo tempo, grande fé. Deus mede a oferta pelo coração de quem dá.

“E quando chegar a reduzir-se a nada, isto é, à suma humildade, se consumará a união da alma com Deus, que é o mais alto estado que se pode alcançar nesta vida.”
São João da Cruz

“Talvez julgueis que estais bem determinadas para os trabalhos exteriores, desde que Deus vos console interiormente. Sua Majestade sabe melhor o que nos convém; não temos de dizer-lhe que nos deve dar, pois Ele pode com razão replicar-nos que “não sabemos o que pedimos.” (MT 20,22)
Santa Teresa de Jesus – M 2, 1,8


SANTOS DO DIA





S.CLEMENTE I, papa, mártir, +102





É Santo Irineu quem nos conta que, dos sucessores imediatos de Pedro na Cátedra de Roma, o terceiro se chamava de nome Clemente. Além dessa notícia, do Papa, ele também nos relata que o autor da importante carta escrita pela Igreja de Roma à de Corinto é o Papa Clemente. Foi dito que a sua carta aos coríntios é a "epifania do primado romano", enquanto este primeiro documento papal (protótipo de todas as cartas encíclicas que seriam escritas no decurso dos séculos) afirma a autoridade do sucessor de Pedro, bispo de Roma, sobre outras Igrejas de origem apostólica. A carta, escrita entre os anos de 93 e 97, enquanto estava ainda com vida o Apóstolo São João, é dirigida à Igreja de Corinto, dividida por cisma interno, porque o grupo de fiéis contestava a autoridade dos presbíteros.O tempo em que S. Clemente esteve à frente da Igreja (92-102) foi marcado por uma relativa paz e tolerância por parte dos imperadores Vespasiano e Tito. (†102), Papa (88-97), foi o terceiro sucessor de São Pedro, nos tempos dos imperadores romanos Domiciano e Trajano (92 a 102). No depoimento de Santo Irineu “ele viu os Apóstolos e com eles conversou, tendo ouvido diretamente a sua pregação e ensinamento”. (Contra as heresias).



S. COLUMBANO, Abade


São Columbano (Leinster, Irlanda, 540 - Bobbio, Itália, 23 de Novembro de 615), monge e missionário irlandês, conhecido pela fundação de inúmeros mosteiros pela Europa. Seguidor da regra do seu conterrâneo São Columba, dirigiu-se ao continente a fim de o evangelizar cerca do ano 590, onde, a partir de então fundou diversos mosteiros nos reinos francos, começando por Luxeuil logo nesse ano. Como cristão celta que era, espalhou pela França o uso dos penitenciais tarifados, destinados a castigar pecados conforme a sua gravidade - uma prática que era incomum ainda na Europa, pois a confissão não era auricular, e a penitência era geralmente colectiva; porém, é graças aos seus esforços que se desenvolve a confissão privada e a importância de um exame de consciência prévio. Devido à sua itinerância permanente, desorganizando até as dioceses preexistentes e entrando em conflito aberto com os bispos locais e com os soberanos merovíngios (mormente devido à data da celebração da Páscoa, já que o calendário celta estava ligado a São João Evangelista, e o calendário romano a São Pedro e a São Paulo, tendo como tal datas distintas para as comemorações litúrgicas), Columbano deslocou-se para Itália dos Lombardos em 612, onde tentou a conversão do seu reino (Teodolinda, a esposa do rei lombardo Agilolfo, era já católica, e através desse expediente tentou Columbano converter o soberano, e por conseguinte, o seu reino, no que não foi bem sucedido; contudo, pôde aí estabelecer o mais importante mosteiro fundado por si - a abadia de Bobbio (situada na moderna região do norte da Itália de Emilia-Romagna), em que Umberto Eco se baseou para escrever o seu romance, "O Nome da Rosa". Aí faleceu em 615. Catequizada por são Patrício no século V, a Irlanda deu à Europa medieval inúmeros monges missionários que espalharam e fizeram crescer a Igreja cristã. Da "ilha dos santos" para a Europa, eles vieram, austeros, retos e amorosamente motivados, dar origem à chamada "peregrinação pelo Senhor". Além de expandir muito as regiões de fé cristã, colaboraram para a renovação cultural do velho continente. Um de grande relevância foi o monge Columbano, nascido por volta do ano 540 na cidade de Leinster. Esse irlandês era um nobre rico, culto e dotado de inteligência incomum. Ele próprio se iniciou no estudo das Sagradas Escrituras. Depois, estudou as ciências humanas e a teologia em um mosteiro da Irlanda do Norte, em Bangor, considerado o de regras mais rígidas de todo país. Teve como orientador espiritual o próprio abade, santo Comgall. Passou décadas e mais décadas de ilha em ilha, onde os mosteiros floresciam. Ele mesmo fundou um em Bangor, que se tornou célebre também, e onde, por uma década, foi professor dos noviços. Contemporâneo dos mais destacados religiosos de sua época, estudou ao lado de muitos deles, alguns dos quais se tornaram santos. Aos cinqüenta anos, deixou seu país para atuar como missionário, acompanhado de outros doze monges. E passou para a história da Igreja por sua presença de visionário reformador e fundador de mosteiros, dono de uma singular personalidade que unia vigor e poesia, determinação férrea e descuidada improvisação. Mas também, e principalmente, pela rigidez das regras de disciplina imposta aos monges dos seus mosteiros. Chegou, em 590, na Europa decadente daqueles tempos medievais, entrando pela França, onde fundou o primeiro mosteiro em Luxeuil, a seguir outros dois na região da Borgonha. Assim, atraiu centenas de seguidores, reavivando a fé cristã. Depois, foi a vez da Suíça, onde deixou o discípulo Gallo, agora santo, o qual fundaria, mais tarde, um célebre mosteiro que perpetua o seu nome. Finalmente, chegou na Itália, onde a fama de sua sabedoria e santidade já era conhecida. Atuou como conselheiro do rei dos longobardos, mas indispos-se com ele por causa da sua oposição aos hereges arianos. Foi para as montanhas da Ligúria, entre Gênova e Pávia, onde ergueu a igreja e o Mosteiro de Bobbio, que tantos frutos daria ao catolicismo no futuro. Nele, o abade Columbano morreu no dia 23 de novembro de 615. E essa é a data da festa para a sua celebração.

Fonte: www.paulinas.org.br



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