quinta-feira, 31 de dezembro de 2009

Exemplo de vida


1° DE JANEIRO DE 2010!!!!
NESSE PRIMEIRO DIA DO ANO, TEMOS VÁRIOS MOTIVOS PARA NOS ALEGRARMOS E CELEBRARMOS.
PRIMEIRAMENTE AGRADECER A DEUS POR MAIS UM ANO QUE NOS CONCEDEU E PEDIR BENÇAOS PARA ESTE QUE ESTÁ CHEGANDO .
EM SEGUNDO LUGAR QUEREMOS AGRADECER A DEUS IMENSAMENTE POR TER COLOCADO UMA PESSOA MARAVILHOSA NA NOSSA COMUNIDADE: IRMÃ MARIA RAIMUNDA DOS ANJOS, PESSOA LINDA POR FORA E POR DENTRO. A NOSSA SANTINHA, A NOSSA MESTRA, O NOSSO MODELO DE VIDA E SANTIDADE QUE HOJE COMPLETA 60 ANOS DE VIDA RELIGIOSA. ANOS DEDICADOS A DEUS, A SUA COMUNIDADE E TAMBÉM A NÓS SECULARES DA COMUNIDADE SANTA TERESA E BEATA MYRIAM DE FRANCA.
PARABÉNS IRMÃ RAIMUNDA!!!! PARABÉNS!!!!! QUE CONTINUE NOS ENSINANDO A SERMOS MAIS IRMÃOS, E MAIS DÓCEIS À VONTADE DE DEUS. NÓS A AMAMOS MUITO E SEMPRE ESTARÁ NO NOSSO CORAÇÃO.

COMUNIDADE SANTA TERESA E BEATA MYRIAM (FRANCA-SP)

Liturgia - 01 de janeiro - SANTA MARIA, MÃE DE DEUS







SANTA MARIA, MÃE DE DEUS

1ª. Sexta-feira do mês

Cor litúrgica: Branco

Ofício solene próprio
I Semana do Saltério
Liturgia das Horas
: 437-620
Oração das Horas: 206-764

Leituras próprias: Nm 6,22-27 – Sl 66 (67)– Gl 4,4-7 – Lc 2,16-21
“Quanto a Maria, conservava todas estas coisas no seu coração.”
Iniciamos um novo ano. O Evangelho ressalta a atitude de Maria: “conservava todas estas coisas, meditando-as em seu coração.”
Nem tudo Maria entende a respeito dos acontecimentos que invadiram
a sua vida.

Dentro da Oitava do Natal, solenidade da Bem-aventurada Virgem Maria, Mãe de Deus, proclamada “Theotókos” no Concílio de Éfeso (431) por ter concebido e gerado, segundo a carne, a própria Pessoa do Verbo Divino, que veio trazer a paz aos homens de boa vontade.



"Maria é verdadeiramente Mãe de Deus porque é a mãe de Jesus (Jo 2,1;19,25). Com efeito, Aquele que foi concebido por obra do Espírito Santo e que setornou verdadeiramente Filho de Maria é o Filho eterno de Deus Pai. É Ele mesmoDeus" (Compêndio do Catecismo da Igreja Católica, Parte I, Seção II, CapítuloII, nº 95).As sementes de verdade, lá:"Não se deve adorar somente o Cristo? Mas não se deve honrar também a Santa Mãe de Deus? Esta é a mulher que esmagou a cabeça da serpente. Ouve-nos, pois o Filho te honra; Ele nada te nega. Bernardo foi longe demais ao comentar o Evangelho... Só a respeito de Cristo está dito: 'Ouvi-o' e: 'Eis o Cordeiro de Deus'... Isto não foi dito a propósito de Maria, nem dos anjos, nem de Gabriel" (Martinho Lutero, cf. Weimar, tomo 51, pg. 128s)."A mesma amantíssima Mãe de Deus queira obter a graça para mim, a fim de que possa expor o seu cântico com proveito e profundidade" (Martinho Lutero, cf. Weimar, tomo 7, pg. 545)."Por justiça teria sido necessário encomendar-lhe um carro de outro e conduzi-la com 4000 cavalos, tocando a trombeta diante da carruagem, anunciando: 'Aqui viaja a mulher bendita entre todas as mulheres, a soberana de todo o gênero humano'. Mas tudo isso foi silenciado; a pobre jovenzinha segue a pé, por um caminho tão longo, e apesar disso, é de fato a Mãe de Deus. Por isso não nos deveríamos admirar, se todos os montes tivessem pulado e dançado de alegria. (...) Esta única palavra 'mãe de Deus' contém toda a sua honra. Ninguém pode dizer algo de maior dela ou exaltá-la, dirigindo-se à ela, mesmo que tivessem tantas línguas quantas folhas crescem nas folhagens, quantas graminhas há na terra, quantas estrelas brilham no céu e quantos grãozinhos de areia existem no mar. Para entender o significado do que é ser Mãe de Deus, é preciso pesar e avaliar esta palavra no coração" (Martinho Lutero, Explicação do Magnificat)."Não podemos reconhecer as bençãos que nos trouxe Jesus, sem reconhecer ao mesmo tempo quão imensamente Deus honrou e enriqueceu Maria, ao escolhê-la para Mãe de Deus" (João Calvino, Comm. Sur l'Harm. Evang. 20)."Estimo grandemente a Mãe de Deus, a Virgem Maria perpetuamente casta e imaculada" (Ulrico Zwínglio, ZO 2,189)."Cremos que o corpo puríssimo da Virgem Maria, Mãe de Deus é templo do Espírito Santo... foi levado pelos anjos ao céu" (Heinrich Bullinger [Zwingliano])."Ser Mãe de Deus é uma prerrogativa tão alta, coisa tão imensa, que supera todo e qualquer intelecto" (Basilea Schlink [Luterana], Comentário ao Magnificat)."Por que um cristão evangélico pode ter o direito de ignorar tais realidades pelo fato de se apresentarem na Igreja Católica e não na sua comunidade religiosa? Tais fatos não deveriam, ao contrário, levar-nos a restaurar a figura da Mãe de Deus na Igreja Evangélica? Somente Deus pode permitir que Maria se dirija ao mundo, através de aparições" (Manifesto de Dresden - Maio/1982 [redigido por teólogos luteranos])."Existem quatro dogmas marianos aceitos na Igreja romana: o dogma da Maternidade Divina, a Virgindade Perpétua, a Assunção e a Imaculada Conceição. Estes dogmas são, via de regra, e em bloco, questionados pelas denominações protestantes mais jovens. Contudo, a medida em que retrocedemos no tempo, quase todos são compreendidos e aceitos, se lidos dentro de uma outra ótica.






Quanto ao primeiro dogma, o da Maternidade Divina, ele é recebido sem qualquer dúvida, por todas as Igrejas da primeira Reforma (Anglicanos, Luteranos e Calvinistas) quando lido dentro do seu contexto original. A compreensão reformada entende que a fórmula 'teotokos' surgiu dentro de um debate cristológico e não mariológico. Assim sendo, as Igrejas da Reforma não possuem qualquer dificuldade de acreditar, e proclamar, que Maria não foi mãe de mero homem, mas Mãe de Deus. Ela não levava em seu ventre alguém que possuía apenas a natureza humana, mas era Portadora de Deus. O Verbo divino repousava em seu ventre. (...) Lamentamos que a figura da Virgem Maria seja completamente e deliberadamente esquecida na maioria das comunidades que surgiram em decorrência da Reforma protestante do século XVI. É nossa convicção, no entanto, que a Bem-aventurada Virgem Maria ocupa um lugar especial na Comunhão anglicana. Ela é honrada como Bem-aventurada; honrada como Virgem e como Mãe de Deus" (Igreja Episcopal Anglicana do Brasil, Diocese de São Paulo, Paróquia de São João; artigo: Maria na tradição da Igreja Anglicana [Acessado em 18.12.2008])."Sou protestante presbiteriano tradicional, calvinista. Fui criado arminista, batista. Depois que conheci a fé calvinista, passei a ser membro da Igreja Presbiteriana Tradicional. No primeiro culto que assisti, o reverendo pregou sobre as virtudes de Maria. Nós, reformados, não sofremos de 'mariite', inflamação que provoca sintomas cerebrais contra Maria. Nós amamos Maria, consideramo-la Santa, Pura e o maior exemplo a ser seguido. Aceitamos a idéia de Mãe de Deus, pois ela gerou um Homem/Deus"




A invocação de Nossa Senhora, Mãe de Deus, remonta aos primeiros tempos do Cristianismo, tendo se difundido especialmente por ocasião do aparecimento da heresia de Nestório, Patriarca de Constantinopla, o qual negava a maternidade divina de Maria Santíssima. O Concílio de Éfeso (antiga cidade da atual Turquia), em 431, condenou tal heresia, incentivando e difundindo aquela invocação mariana.
No Brasil, tornou-se famoso o Santuário da Mãe de Deus, edificado em 1679 na ilha de Cururupeva, no Recôncavo baiano, pelo Pe. Manuel Rodrigues. Ele visava dedicar, em terras brasileiras, à Rainha celeste, com a mencionada invocação, um santuário semelhante ao que existia em Lisboa, construído sob os auspícios da rainha Dona Leonor, esposa de Dom João II (1481-1495).
Já desde o século XVII, o povo da região do Recôncavo e o santuário da mencionada ilha comemovam a Mãe de Deus em festividade realizada no dia 10 de janeiro, a oitava de Natal, ocasião em que grande número de romeiros costumam acorrer àquele local para reverenciar a Virgem Santíssima.
Nossa Senhora, Mãe de Deus, é também padroeira das Catedrais de Porto Alegre (RS), Montes Claros (MG), Parnaíba (PI) e Paranavaí (PR).
O título Teotokos (Mãe de Deus, em grego) de tal maneira havia penetrado no espírito e no coração dos fiéis, que se armou um escândalo enorme no dia em que, ante Nestório, Bispo de Constantinopla, um sacerdote, porta-voz seu, teve a ousadia de pretender que Maria não era Mãe senão de um homem, porque era impossível que um Deus nascesse de uma mulher.


Ocupava então a sede de Alexandria um bispo, São Cirilo, suscitado por Deus para defender a honra da Mãe de seu Filho. Prontamente tornou pública sua estranheza: “Estou admirado de que haja homens que ponham em dúvida poder chamar-se Mãe de Deus à Santissima Virgem. Se Nosso Senhor é Deus, como poderá ser que Maria, a qual O deu ao mundo, não seja Mãe de Deus? Esta é a fé que nos transmitiram os discípulos, embora eles não utilizassem semelhante expressão; é também a doutrina que nos ensinaram os Santos Padres”.
Nestório não admitiu qualquer retificação de suas idéias. O Imperador convocou então um Çoncílio, que inaugurou suas sessões em Éfeso, em 22 de junho de 431; presidiu-o São Cirilo, como Legado do Papa Celestino.


Congregaram-se 200 Bispos: proclamaram que “a pessoa de Cristo é una e divina e que a Santíssima Virgem tem que ser reconhecida e venerada por todos como realmente Mãe de Deus”. E os Padres do Concílio, segundo narra a Tradição, para perpétua memória, acrescentaram à Ave Maria esta cláusula:
“Santa Maria, Mãe de Deus, rogai por nós, pecadores, agora e na hora de nossa morte”. Oração que, desde então, recitam todos os dias milhões de almas para reconhecer em Maria a glória de Mãe de Deus, que um herege quis lhe arrebatar.


Em 1931, ao comemorar-se o décimo quinto centenário desse Concílio, julgou Pio XI que seria “útil e grato aos fiéis meditar e refletir sobre um dogma tão importante” como o da maternidade divina. Para que permanecesse um perpétuo testemunho de sua devoção mariana, escreveu aquele Pontífice a Encíclica Lux Veritatis, restaurou a Basílica de Santa Maria Maggiore, em Roma, e, ademais, instituiu uma festa litúrgica que “contribuiria para o aumento da devoção à Soberana Mãe de Deus entre o clero e os fiéis, e que apresentaria a Santíssima Virgem e a Sagrada Família de Nazaré como um modelo para as famílias”.


“Se Deus me diz através dos profetas que Ele é um Deus fiel, que Ele é para mim como pai e mãe, com certeza que Ele é o mesmo Amor, então devo admitir que a minha fé no braço que me sustenta é razoável; e que, pelo contrário, é insensato o meu medo de cair no nada, a menos que eu mesma me arranque do braço que me protege.” - Edith Stein



Liturgia - DESTAQUES LITÚRGICOS DE JANEIRO DE 2010






JANEIRO – 2010

“Maria conservava todas estas palavras, meditando-as no seu coração.”
Lc 2 , 19






“Ainda hoje a estrela de Belém é uma estrela que brilha numa noite escura.” - Edith Stein


Intenção missionária do mês: A unidade dos cristãos e o anúncio do Evangelho.
Para que cada fiel em Cristo tome consciência de que a unidade de todos os cristãos constitui uma condição a fim de tornar mais eficaz o anúncio do Evangelho.


DESTAQUES LITÚRGICOS DE JANEIRO


01 – Santa Maria, Mãe de Deus
03 – BEATO CIRÍACO ELIAS CHAVARA, Presbítero da nossa Ordem
03 – Epifania do Senhor
08 – SÃO PEDRO TOMÁS, Bispo de nossa Ordem
09 – SANTO ANDRÉ CORSINI, Bispo de nossa Ordem
10 – Batismo do Senhor
25 – Conversão de São Paulo – Padroeiro principal da cidade de São Paulo
27 – SANTO HENRIQUE DE OSSÓ, Presbítero de nossa Ordem
Fundador da Companhia de Santa Teresa



quarta-feira, 30 de dezembro de 2009

Liturgia - 31 de dezembro - 7o. DIA DA OITAVA DO NATAL






7º DIA DA OITAVA DO NATAL

Cor litúrgica: Branco

Ofício próprio da oitava do Natal
Laudes: Liturgia das Horas: 364-424 – Oração das Horas: 173-202
I Vésperas: Liturgia das Horas: 428-1143 – Oração das Horas: 204-1459


Leituras: I Jo 2,18-21 – Sl 95(96) – Jo 1,1-18
“O Verbo era a luz verdadeira que ilumina todo homem.”
É essa esperança que fará do homem e do mundo uma só família.


SANTO DO DIA


São Silvestre I
Papa
CmFac
São Silvestre nasceu em Roma e foi ordenado pelo Papa São Marcelino durante a paz que precedeu as perseguições do imperador Diocleciano. Ele passou através desses anos de terror, e assistiu a abdicacão de Diocleciano e de Maximiliano e assistiu ao triunfo de Constantino em 312. Dois anos mais tarde ele sucedeu a São Melquiades como Bispo de Roma. No mesmo ano, ele enviou quatro legatários para representá-lo no grande Concílio da Igreja Ocidental em Áries. Ele confirmou suas decisões naquele Concílio implementou-as na Igreja.No Concilio de Nicéia, também reunido no seu reinado, no ano de 325, mas não podendo assistir devido a sua idade avançada, enviou seus legatários que encabeçavam a lista dos signatários dos seus decretos, precedendo assim aos Patriarcas da Alexandria.O Livro dos Pontífices "Liber Pontificalis" diz que ele era filho de um romano chamado Rufinus. Em 31 de janeiro de 314 ele foi eleito para a cadeira de São Pedro, sendo que poucos dias antes o Imperador Constantino, com o Edito de Milão dava permissão a existência do cristianismo.

Ele teria conseguido isto por ser conselheiro e diretor espiritual de Constantino.Diz a tradição que Constantino havia sido aconselhado pelo seu médico que a melhor maneira de curar a lepra seria se banhar no sangue de uma criança. Uma visão de São Pedro apareceu ao imperador, insistindo que o batismo nas mãos de São Silvestre seria a sua cura o que fez Constantino mudar de idéia e São Silvestre o batizou e o imperador se curou. Em gratidão deu as ilhas de Sicília e Córsega ao papado. Essas terra conhecidas como a ‘Doação de São Silvestre " formaram a base do futuro Vaticano.Constantino doou grandes terrenos em volta de Roma para a construção de basílicas e outros prédios. Os cristãos oravam em pequenas capelas ou as escondidas mas Silvestre imaginava uma Igreja grande de modo a conter todo o clero, bem como basílicas e cemitérios para os mais ilustres mártires.Constantino deu ainda o Palácio Laterano para ser a residência do papa.Na época muitos cristãos romanos olhavam com suspeita a legalização do cristianismo a qual marcava o fim de uma gloriosa tradição.Deve ser lembrado que os cristãos foram impiedosamente perseguidos no reinado de Diocleciano e de Maximiliano.

Na arte litúrgica da Igreja São Silvestre é mostrado com o Imperador Constantino, ou 2) cavalgando um dragão (símbolo do demônio na época), ou 3) com um anjo segurando uma cruz e um ramo de oliva (significando paz na Igreja),ou 4) com Santa Romana e finalmente 5)batizando Constantino.é especialmente reverenciado em Pisa, ItáliaEle morreu em 335 DC.Sua festa é celebrada em 31 de dezembro.


*Feliz Ano Novo *
São palavras conhecidas que desejamos renovar, fazendo votos de que se tornem para todos uma esplêndida realidade.

*
Ao Rei dos Séculos
Imortal e Invisível
Honra e glória
Pelos séculos dos séculos
Amém.


NO CORAÇÃO DAS FAMÍLIAS

Já estamos quase adentrando o ano de 2010. O tempo litúgico do advento passou, chegou o Natal do nosso Senhor e, ainda experimentamos o irradiar de uma luz especial que emana de Jesus Cristo. O que mais nos faz lembrar esse tempo tão importante da nossa liturgia? Tempo de Natal também lembra família, pessoas reunidas, esperança renovada, recomeço, alegria, ternura... São tantas coisas diferentes para cada um de nós. É um momento que nos convida a revermos nossa caminhada, nossas atitudes, nossa missão. Para nós aqui em Handel não foi diferente. Nos colocamos à disposiçào para o encontro. E o local escolhido foi o seio das famílias, as casas dos nossos paroquianos.

Se pararmos para pensar e observarmos bem o mundo hodierno constatamos uma sociedade enferma, como que agonizando, e que a cura pode estar na família. Isso se ela determinar-se a retomar valores. Não quaisquer valores senão os fundamentais de vida: amor, perdão, ternura, companherismo, amizade, respeito, etc.

Neste momento poderíamos fazer memória à Familia de Nazaré. José, Maria e Jesus. A Sagrada Família se mostra como exemplo para todas as famílias e o ponto culminante está na supremacia de Deus em seu seio. Deus é o centro, o fundamento, a fonte. A Sagrada Família ainda ensina com seu exemplo e vida o grande valor de uma família de fé. Sem dúvida alguma, uma família que respira junto essa atmosfera de fé, têm muitas virtudes, como também uma força que lhe permite confrontar até mesmo as tribulações. Uma família unida é um oásis de paz, diálogo e sabedoria. Por isso também acreditamos na família. A família como a Igreja doméstica. A família como celeiro de vocações.

Há necesidade de visitar as famílias em Handel! Nesta perspectiva resolvemos nos desinstalar. Era chegada a hora! Nossas vidas até então conventual e sacramental deu um salto rumo ao coração das famílias e suas habitações. Como fruto da oração partimos para a ação concreta. Trinhando essa linha de pensamento nosso Santo padre João da Cruz vai afirmar que «o interesse pelo bem do próximo nasce da vida espiritual e contemplativa.» A esperiência de oração deu-nos forças para a missão. Como os discípulos que eram enviados por Jesus de dois a dois para falar da Boa Nova, para pregar o amor e a comunhão, assim também o fizemos. O lema escolhido foi ‘Van het hart van het huis naar het hart van God’, isto é, ‘Do coração da casa ao coração de Deus’, ou melhor, ‘Do coração da família ao coração de Deus’.

Nosso Deus que é amor, também é o Deus da simplicidade. E foi como simples Carmelitas Teresianos que fomos ao encontro daqueles que faziam questão de receber nossa visita. Nem o início do rigoroso inverno que congelou e tingiu de branco toda essa parte da Holanda foram para nós um impecílio. Partimos então com deteminação e alegria. Cada casa uma surpresa para nós. Lá estavam as famílias: pais e crianças, ou pessoas com mais idade, ou senhoras piedosas e viuvas, solteiros e mesmo jovens. Foram quase quarenta casas. Algo comum em todas as esperiências foi a receptividade, acolhida e atenção por parte das famílias. Nosso momento espiritual e orante se concentrava ao redor do presépio e/ou árvore de natal. Símbolos que faziam com que nossos pensametos e preces fossem elevados a Deus.

Contemplar e abençoar todo o ‘conjundo natalício’: o presépio e a árvore, nos permitia abraçar ao mesmo tempo a Jesus e às pessoas que estavam com ele: sua Mãe santíssima, e José, seu pai adotivo. Que luz irradia este ícone de grupo do santo Natal! Luz de misericórdia e salvação para o mundo inteiro, luz de verdade para todo homem para a família humana e para cada família. Luz que nos unia em um só coração. Do coração da família ao coração de Deus. Foi assim a nossa primeira missão com o nosso povo daqui da Paróquia e Santuário Nossa Senhora da Assunção em Handel.

Esperiências como as que fizemos foram marcantes. Realmente levarmos a boa nova de Jesus Cristo, promovermos o amor e o valor da família é algo que vale a pena. Esses são pontos deteminantes da nossa missão. Não podemos mais esperar no interior dos nossos belos templos pois hoje as coisas são diferentes. Nós é que precisamos nos desinstalarmos. Basta apenas irmos ao encontro deles. Nada de estraordinário! Nada de grandes projetos, senão os mais humildes e simples. Percebemos que os simples gestos valem mais que grandes elocubrações. Fica então para nós o convite à acreditarnos mais na família pois nela encontramos o ‘tesouro’ que deseja ser descoberto, ou re-descoberto.

Encomendamos a Maria, Rainha da família, Rainha de todos os povos, Rainha da paz, para que abençoe a todas as famílias do mundo especialmente às que passam por grandes dificuldades. Viva as FAMÍLIAS!

PAZ E ABENÇOADO ANO NOVO A TODOS!

Frei Luciano Henrique e Comunidade dos Carmelitas Descalços em Handel-Holanda

terça-feira, 29 de dezembro de 2009

Liturgia - 30 de dezembro - 6o. DIA DA OITAVA DO NATAL






6º DIA DA OITAVA DO NATAL

Cor litúrgica: Branco

Ofício próprio da oitava do Natal
Liturgia das Horas: 364-413
Oração das Horas: 173-199

Leituras: 1Jo 2,12-17 – Sl 95(96) – Lc 2,36-40
“O menino ia crescendo e se fortificava.”
Jesus é a luz para todas as nações e para Israel.


"Todo o ser das criaturas comparando ao ser infinito

de Deus nada é.”
São João da Cruz – 1S 4,4

"Embora não se trate senão de sete moradas, cada uma delas comporta muitas outras: por baixo, por cima, dos lados, com lindos jardins, fontes e coisas tão deliciosas que desejareis desfazer-vos em louvores ao grande Deus, que criou esse castelo à Sua imagem e semelhança."

Santa Teresa de Jesus - M7

Carta de Santa Teresa de Jesus em 30

1575 - C 94 - À Madre Maria Bautista, em Valladolid - Elogia os conselhos dados pela Priora de Valladolid. Os irmãos da Santa em Sevilla. Perigos da Reforma. Não se sente disposta a fazer cópias.


SANTO DO DIA



São Fulgêncio, Bispo

Fábio Cláudio Gordiano Fulgêncio nasceu em Cartago, na atual Tunísia, África, no ano 465. Nasceu numa rica família cristã, seu pai era um senador romano e a mãe era de uma família local influente. Teve uma formação intelectual excelente, com caráter firme, espírito de liderança e habilidade para os negócios. Na juventude se destacou na administração dos bens da família, o que o levou a ocupar altos postos no setor público.
Fulgêncio era muito culto e educado, interessava-se tanto pela religião quanto pelas artes e literatura. Freqüentava um mosteiro vizinho, onde orava com os monges e vasculhava sua biblioteca. Os biógrafos afirmam que após ler os comentários de Santo Agostinho sobre o salmo 36, decidiu-se pela vida de austeridade e de solidão.
A África romana do seu tempo, era reino dos Vassalos, com a capital em Cartago, o que vale dizer que os arianos dominavam e os católicos eram súditos. A convivência era difícil e o rei Trasamundo havia recomeçado as perseguições. Fulgêncio tentou ir para o Egito ao encontro dos monges do deserto, mas o navio que o transportava teve de ancorar em Siracusa, onde as notícias dos conflitos da igreja egípcia o fizeram desistir. Em 500, foi a vez de Roma decepcioná-lo, na época governada por Teodorico, a quem os cristãos também estavam submissos. Voltou para a África.
Foi na sua pátria que Fulgêncio se ordenou sacerdote. Em 510, o rei que desejava a extinção total da Igreja, proibiu que houvesse sucessor para os bispos falecidos. Mas os cristãos os elegeram em segredo, e um deles foi Fulgêncio, designado para a diocese de Ruspe, na Tunísia mesmo. O rei soube e mandou exilar todos, sessenta, na ilha italiana da Sardenha, que pertencia aos seus domínios. Pelo menos lá, os cristãos viviam em paz.
No mosteiro do exílio, Fulgêncio se tornou professor dos bispos, padres, monges, e conselheiro e pacificador entre a população. Tornou-se, dentro da sua humildade, um líder, uma figura que nem mesmo o rei podia ignorar. De fato, o rei mandou que viesse para a capital, onde o deixou livre para o ministério sacerdotal, pedindo que o ajudasse no esclarecimento das questões da fé, ou seja, respeitava muito Fulgêncio. Tanto que o mandou de volta para a Sardenha, para acalmar os súditos arianos radicais. Durante os anos em que ali permaneceu, escreveu muito. Além de tratados religiosos, manteve uma vasta correspondência com seus discípulos e superiores, bem como com as maiores autoridades da Igreja de então, Só quando o rei morreu, Fulgêncio pode retornar para sua pátria e sua sede episcopal em Ruspe. Foi recebido em triunfo, reorganizou a diocese, restabeleceu a ordem e a disciplina. Morreu no dia primeiro de janeiro de 533, aos sessenta e oito anos, pregando a caridade como "o caminho que conduz ao céu". O Concílo Vaticano II, no decreto sobre a atividade missionária da Igreja, faz menção ao pensamento de São Fulgêncio expresso em uma carta ao rei Trasamundo. Este Santo, comemorado anteriormente no dia 12 de janeiro, continua ensinado através dos séculos. A Igreja determinou a festa de São Fulgêncio para o dia de sua morte.

segunda-feira, 28 de dezembro de 2009

Liturgia - 29 de dezembro - 5o. DIA DA OITAVA DO NATAL






5º DIA DA OITAVA DO NATAL

Cor litúrgicas: Branco

Ofício próprio da oitava do Natal
Liturgia das Horas: 364-401-620
Oração das Horas: 173-195-764

Leituras: IJo 2,3-11 – Sl 95(96) – Lc 2,22-35
“Simeão tomou o menino nos braços
e louvou a Deus.”
Simeão e Ana mostram que Jesus pertence totalmente a Deus.

SANTO DO DIA

São Tomás Becket,
Bispo e Mártir
CmFac

Tomás Becket (c. 111829 de Dezembro de 1170), foi Arcebispo de Cantuária 1162 a 1170. É venerado como santo e mártir pela Igreja Católica e pela Igreja Anglicana. Envolvido num conflito com o rei Henrique II da Inglaterra pelos direitos e privilégios da Igreja, foi assassinado por seguidores do rei na Catedral de Cantuária. Também é referido como Thomas à Becket, apesar de este nome poder ter-lhe sido atribuído posteriormente, possivelmente com a intenção de o ligar à memória de Tomás de Kempis (Thomas à Kempis).



Quem diria, ao ver passar um cortejo magnificente e faustoso a caminho da corte francesa, com 250 músicos a anunciá-lo, rodeado de inúmeros galgos e composto de oito coches puxados a seis cavalos cada um, seguido de vários carros onde se acomodavam o quarto de cama, a cozinha, a capela e todo o serviço de mesa terminado com centenas de escudeiros montados em soberbos alazões envolvendo a mais fina nobreza recamada de ouro e prata que ia ali um santo austero e obediente ao Deus humilde e simples?Pois Tomás Becket, chanceler de el-rei Henrique II de Inglaterra e de parte da atual França, assim se apresentava por terras da Gália para deslumbrar Luís VII de França.Era, ao tempo, primeiro ministro inglês, filho do que fora xerife de Londres, Gilberto. Estudara na abadia de Merton e, como os pais morreram cedo, foi trabalhar como secretário do arcebispo de Cantuária.
Feito arcediago, foi em nome do arcebispo indigitado para resolver o grave problema da sucessão de Estêvão, monarca inglês. Henrique II, filho da princesa Matilde, filha de Henrique I, mal subiu ao trono, devido à perspicácia diplomática do primeiro dos diáconos logo o nomeia chanceler do reino.Não sendo desonesto nem possuindo vícios ocultos, sabia, no entanto viver com o esplendor faustoso do seu cargo sempre a deslumbrar toda a classe de gente. Não se lhe apontam injustiças na sua forma de governar, nem proteções da Igreja nem preponderâncias reais.
Entretanto, tendo morrido o arcebispo de Cantuária, el-rei propô-lo, sem oposição alguma para ocupar aquela cátedra. Tomás foi ordenado padre, a 1 de Junho de 1162 e dois dias depois, bispo.Vendo serem incompatíveis os cargos de primeiro ministro e as responsabilidades episcopais pediu a demissão de chanceles o que desgostou profundamente Henrique II privado de um amigo certo e seguro de um excelente colaborador e genial diplomata.O arcebispo também mudou de conduta interior, tornando-se pobre, servo humilde de todos, austero na sua vida, usando cilício mortificantes, jejuando frequentemente, vestindo o hábito monacal de seus antecessores e ajudando os pobres a quem lavava As pés, sentando-os à sua mesa.
Surgiram divergências entre Alexandre III e o soberano inglês. O antigo chanceler não hesita e toma sempre o partido do Papa, sobretudo quando se tratava de defender as liberdades eclesiásticas. Henrique II exige-lhe a devolução dos palácios, castelos e honras que Tomás havia recebido como chanceler. Desprendido como já estava, este deu-lhe tudo de boa mente.Surgiram mais lutas entre o poder temporal e espiritual. Vários concílios se reuniram aos quais quase todos os bispos propendiam pata a tese real. O arcebispo teve de fugir e exilar-se em França, onde Luís VII o acolheu com muitas honras.


Encontrou-se com Alexandre III, bispo de Roma em Sens e pediu-lhe, para o bem da paz, que o exonerasse do cargo de arcebispo. O Papa recusou, para não ceder a poderes terrenos. O rei inglês pretende, por seu lado, que o Papa e o Rei da Gália tirassem a sua confiança ao exilado. Esforços baldados. Tomás recolhe-se à abadia cisterciense de Pontigny. Da Inglaterra chegam ameaças de expulsão de todos os monges de Cister. Tomás muda-se para o mosteiro beneditino, enquanto, como legado papal, excomunga os bispos que fazem coro com o rei.
Alexandre III exige uma reconciliação, caso contrário interditará o reino inglês. Henrique II vem encontrar-se com o seu antigo chanceler. Este volta à Inglaterra, onde é aclamado pela população desde o desembarque até à sua sé catedral.Entrementes o rei inglês, numa sessão do conselho régio, queixa-se, em altos brados, que ninguém olha pela sua honra, pois não fazem desaparecer aquele sacerdote insolente. Um capítulo obscuro da história da catedral foi a decapitação de Thomas Becket na esquina nordeste do interior do complexo em 29 de Dezembro de 1170 por alguns dos guardas que ouviram por acaso o rei Henrique II de Inglaterra dizendo «Quem me libertará deste sacerdote indiscreto?» depois de ter tido uma discussão com Becket. Os guardas interpretaram as palavras do soberano literalmente e assassinaram Becket na sua própria Catedral.
Becket seria o segundo de quatro arcebispos de Cantuária que foram assassinados. Quatro cavaleiros decidem assassinar Tomás. Este rejeitando o conselho de se esconder, recebe, em audiência a 28 de Dezembro de 1170, os quatro sicários. Mesmo, perante o perigo, o arcebispo desce à catedral para rezar com os seus cônegos o ofício noturno, conforme o costume. Fecham a porta, mas o arcebispo abre-as.
- "Onde está o traidor?" – ouve-se na noite. – "Não sou traidor, sou apenas sacerdote "– replica Tomás, indo ao seu encontro. Posto de joelhos, recebe os primeiros golpes de espada e exclama: - Morro contente pelo nome de Jesus e defesa da Igreja.Um último golpe destroça-lhe o crânio e o arcebispo cai morto.Quando começavam o canto do ofício e a missa de defuntos, conta a Legenda Áurea, vozes angélicas ressoaram pela catedral, entoando os cânticos dos mártires.

“Desprendendo-se das criaturas, encontra nelas mais gozo e satisfação do que se as amasse com apego e propriedade.”
São João da Cruz – 3S 20,2


Quando o doce caçador
Me atingiu com sua seta
Nos meigos braços do Amor
Minh´alma aninhou-se, quieta.

E a vida em outra. Seleta,
Totalmente se há trocado:
Meu Amado é para mim,
E eu sou para meu Amado.

(III – Poesia – Teresa de Jesus)

Cartas de Santa Teresa de Jesus em 29

1575 – C 95 – Ao Pe. Jerônimo Gracián – Dificuldade de encontrar postulantes com o dote e as demais condições para Descalças.

1581 – C 410 – A uma pessoa desconhecida – Manifesta sentimento por não poder saudá-la.




Jubileu de Prata - Frei Odair - 25 anos de votos solenes


No dia 25/12/2009, Frei Odair de Paiva completou 25 de votos solenes. Parabéns ao Frei Odair, que Deus o abençoe em sua caminhada, dando-lhe sempre ânimo, coragem e fé! São os votos da OCDS - Província São José.


Lançada página na internet de preparação ao V Centenário de Nascimento de Santa Teresa de Jesus


O site da web www.paravosnaci.com estará disponível em sete línguas
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O site oficial de preparação para a celebração do V Centenário do nascimento de Santa Teresa de Jesus está disponível on-line em http://www.paravosnaci.com/. O portal oferecerá uma série de materiais e documentação para ajudar na animação do Centenário às comunidades de frades, monjas e demais membros da família carmelitana.

O novo site vai facilitar o acesso a diferentes “fichas de trabalho "que a comissão preparatória do centenário oferecerá em relação à leitura e ao estudo das grandes obras escritas pela santa de Ávila, e que este ano vai focar o "Livro da Vida". Além disso, uma “Carta Semanal” sobre um tema Teresiano, notícias sobre os preparativos para o centenário, links, recursos e recomendações de vários materiais e iniciativas são alguns dos conteúdos que o visitante vai encontrar no site.

Como disse o Vigário Geral dos Carmelitas Descalços e encarregado para a preparação do Centenário, Fr Emilio Jose Martinez, "este site será uma das ferramentas mais úteis para levar a todos os cantos dos passos que estão sendo dados em relação ao centenário, e para motivar uma abordagem renovada da Santa Teresa de Jesus."

O site, que começou com a versão em língua castelhana, estará disponível em outras seis línguas (italiano, Inglês, Francês, Alemão, Português e Polonês), a fim de facilitar o uso mais amplo possível e disseminação de conteúdos em diferentes países.
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Fonte: Comunicationes n. 137
http://www.carmelitaniscalzi.com/vernoticia.php?Id=2184

domingo, 27 de dezembro de 2009

Liturgia - 28 de dezembro - SANTOS INOCENTES, Mártires







SANTOS INOCENTES, Mártires

Cor litúrgica: Vermelho

Ofício festivo próprio
Liturgia das Horas: 1102-620
Oração das Horas: 1166-764

Leituras próprias: 1Jo 1,5-2,2 – Sl 123(124) – MT 2,13-18
“O novo êxodo”
Os inocentes nos dão testemunho de Jesus Cristo, não com palavras, mas com o seu próprio sangue, lembrando-nos dessa forma que o martírio é dom gratuito do Senhor.
No território de Belém da Judéia, o massacre dos Santos Inocentes, todas as crianças com menos de dois anos assassinadas por ordem de Herodes, que deram testemunho a Cristo, o novo Moisés, combatido desde seu nascimento pelas forças hostis a Deus e a seu povo.


Neste dia a Igreja recorda os meninos inocentes de Belém e arredores, de idade inferior a dois anos, os quais, conforme o relato do Evangelho, foram arrancados de suas mães e assassinados cruelmente, por ordem de Herodes. Embora não tivessem uso da razão, morreram por Cristo Jesus, e por isso a Igreja os honra com o título de mártires.





Em nossos dias, assistimos a uma nova matança dos inocentes, desta vez é triste reconhecê-lo tantas e tantas vezes perpetrada pelas próprias mães desnaturadas! De fato, em que consiste o aborto voluntariamente provocado? Consiste, pura e simplesmente, no assassinato do filho pela própria mãe.
O feto, ou seja, o ser humano desde o momento da concepção até o do nascimento, é um ser distinto de sua mãe. Eliminar o embrião, seja em que fase for de seu desenvolvimento, é um assassinato que viola os direitos humanos. Ora, com toda a naturalidade se vai disseminando a prática pecaminosa do aborto, consagrada e protegida pelas legislações! E em alguns casos são legalmente punidos médicos ou enfermeiras católicas que em consciência se recusam a participar desses crimes!
Desde o século VI, a Igreja tem honrado durante os dias do Natal do Senhor aqueles que recebem no Oriente o nome de “Crianças Executadas” e no Ocidente o de “Santos Inocentes”. Ao fazê-lo a Igreja rememora aqueles que foram condenados à morte “por Cristo”, no lugar daquele a quem a liturgia chama “o Cordeiro inocente”. As crianças de Belém constituem as primícias dos redimidos: mesmo quando “careciam do uso da palavra para confessar a Cristo”, contudo, “foram coroados de glória em virtude do mistério do Nascimento de Cristo”.
Por meio deles, a Cruz se colocou junto ao presépio, sua morte é uma profecia da redenção. É mister acrescentar que o fato de honrar a estas crianças como mártires ilumina a própria natureza do martírio que é, antes de tudo, um dom gratuito do Senhor, como o batismo.


Dos Santos Inocentes
Cantemos o louvor
A terra os perde e chora,
Recebe-os o Senhor.

No sangue do Cordeiro
As túnicas lavaram
Vestindo brancas vestes,
Seu trono rodearam.


"Se quiseres chegar a possuir Cristo, jamais o busques sem a Cruz .”
São João da Cruz – Carta 24


“... quando eu sinto tanto ver-me neste desterro... que seria o sentimento dos santos?... devia ser um contínuo martírio...”
Santa Teresa de Jesus – V 21,7

Cartas de Santa Teresa de Jesus em 28

1574 – C 75 – D. Inês de Nieto – Dificuldades que tem a Santa para admitir sem dote uma jovem recomendada por D. Inês. “Hoje é dia dos Santos Inocentes.”

1578 – C 266 – A Roque de Huerta, em Madrid – Muito reconhecida pelas notícias que a Corte lhe mandava. Dinheiro para as despesas dos Descalços em Roma. Recomenda que remeta com muita segurança as cartas.

1578 – C 267 – À D. Juana Dantisco, em Madrid – O Pe. Gracián pede trabalho em sua oração. Padecimentos de D. Juana pela Descalcez. A Província dos Descalços será conseguida. As Descalças se vêem privadas das cartas de Gracián, as quais costumavam ler na recreação, por serem diferentes como sermões.

1578 – C 268 – A Roque de Huerta, em Madrid – Recomenda-lhe várias cartas muito secretas e comprometedoras.

1580 – C 350 – A D. Lorenzo de Cepeda, seu sobrinho, em Quito – Dá-lhe conta da morte cristã de D. Lorenzo. Grande obrigação tem a Deus, por ter-lhe dado tão bom Pai. Teresita “o tem levado como um anjo.” Muitas queriam casar-se em Ávila com D. Francisco. Casa-se finalmente com D. Orofrisia de Mendoza. É muito bom cristão. Dá-lhe notícia dos demais parentes.

1580 – C 351 – À Madre Maria de S. José, Priora de Sevilla – Fundação de Palencia. Assunto de Salamanca, Sevilla e Índias. O dinheiro para a capela de S. José de Ávila.

1581 – C 409 - Às Descalças de Soria – Agradece-lhes o muito amor que lhe mostram. Sobre algumas pequenas contradições. Próxima entrada em Soria de D. Leonor Ayanz. Se a Subpriora precisa de carne, coma-a, mesmo na Quaresma. Lembranças.




Jubileu de Prata de profissão religiosa do Fr. Alzinir

Celebramos jubileu de prata de nosso Provincial OCD
Frei Alzinir Francisco Debastiani
Que no carmelo é Frei Alzinir de Santa Maria
Um frade que transmite santidade e alegria



Jubileu de prata
Promessa feita e cumprida
Profissão religiosa no carmelo bem vivida
25 anos de oferecimento
Homem que serve com zelo a todo momento


Que seria de nossa ordem sem você?
amigo atencioso e dedicado
Por isso na oração e amizade festejamos
seus 25 anos de profissão religiosa


Agradecemos a Deus
Por te-lo ao nosso lado
Rogamos bençãos dos céus
Por ti, Frei Alzinir amado


Nós seculares, agradecemos a atenção
a amizade e oração
e comprometemos-nos sempre
De ajudar-te a viver a vocação.

Parabéns!!!!

Família OCDS

sábado, 26 de dezembro de 2009

Liturgia - 27 de dezembro - SAGRADA FAMÍLIA







SAGRADA FAMÍLIA, JESUS MARIA e JOSÉ

Cor litúrgica: Branco

Ofício festivo próprio
Liturgia das Horas: 384-620
Oração das Horas: 186-764

Leituras próprias: Eclo 3,3-7.14-17a – Sl 127(128) – Cl 3,12-21 – Lc 2,41-52
“Jesus crescia em sabedoria, estatura e graça diante de Deus e dos homens.”
Festa da Sagrada Família de Nazaré, quando celebramos também a nossa família.



Ó Cristo, luz do Pai,
Ó Mãe de Deus, Maria,
José, que protegeis
O lar, com alegria.

Com flores de virtude
Refulge o vosso lar.
Da graça a própria fonte
Aí se vê jorrar.

Os anjos ficam pasmos
Ao ver de Deus o Verbo,
Vestido em carne humana,
Servindo os próprios servos

Embora sendo o último,
José, vós presidis,
Dais ordens a Maria,
Aos dois, porém, servis.

Mais nobre que os palácios,
Refulge esta mansão,
Pois nela teve origem
Do mundo a salvação.

Jesus, Maria, José
Do céu, onde reinais,
Fazei eu nossos lares
Recebam vossa paz.

Por vós, ó Jesus Cristo,
Cheguemos nós também,
Com vossos pais, à glória,
No lar dos céus. Amém.


SANTO DO DIA


São João Evangelista
(memória omitida hoje)

São João Evangelista, o discípulo de Jesus, faz parte da lista dos Doze discípulos, o chamado de predileto e que reclinou a cabeça no peito de Jesus. É testemunha da transfiguração e da agonia de Jesus, está presente ao pé da cruz, onde Jesus lhe confia a sua Mãe. São João, que é o autor do quarto evangelho e de três epístolas canônicas, passou os últimos anos de sua longa vida apostólica exilado na ilha de Patmos, onde recebeu a revelação do Apocalipse.



Um dos 12 apóstolos de Cristo e nascido em Batsaida, na Galiléia, autor do quarto evangelho e conhecido como o discípulo que Jesus amava foi o único apóstolo que acompanhou Cristo até a morte na cruz, ao lado de Nossa Senhora, ocasião em que lhe foi confiada a tarefa de cuidar de Maria, a mãe de Jesus.




Pescador e filho do também pescador Zebedeu e de Salomé, uma das mulheres que auxiliavam os discípulos de Jesus, juntamente com o irmão mais velho, Tiago o Maior, foi convidado a seguir Jesus, logo depois de Pedro e André. Um dos mais jovens apóstolos de Cristo, ele e seu irmão, juntamente com Pedro e André, foram os discípulos privilegiados e participaram do círculo mais íntimo junto a Jesus. Presenciaram a ressurreição da filha de Jairo, a transfiguração de Jesus na montanha e sua angústia no Getsêmani. Os dois foram os únicos apóstolos que ousaram pedir a Cristo que lhes fosse dado sentar um à direita, outro à esquerda. Da resposta de Jesus "do cálice que eu beber, vós bebereis" deriva a suposição de que os dois se distinguiriam dos demais pelo martírio.

Esteve em Jerusalém (37) e depois por ocasião do Concílio dos Apóstolos, que se realizou em Antioquia. Após as perseguições sofridas em Jerusalém, transferiu-se com Pedro para a Samaria, onde desenvolveu uma intensa evangelização (8,14-15). Mudou-se para Éfeso (67), onde viveu o resto de sua vida, morreu e foi sepultado. A partir dessa cidade, dirigiu muitas Igrejas da província da Ásia e também ali escreveu (80-100) o Quarto Evangelho, o último dos Evangelhos canônicos, e as Epístolas, três cartas aos cristãos em geral. De acordo com os Atos dos Apóstolos, quando acompanhou Pedro na catequese dos Samaritanos, com ele foi convencido por Paulo a desistir da imposição de práticas judaicas aos neófitos cristãos.

Durante o governo de Domiciano (81-96), foi exilado (93-97) na ilha de Patmos, no mar Egeu, onde escreveu o Livro do Apocalipse ou Revelação, que é o derradeiro livro da Bíblia, onde narrou as suas visões e descreveu mistérios, predizendo as tribulações da Igreja e o seu triunfo final. O seu evangelho difere dos outros três que são chamados sinóticos ou semelhantes, pois a sua narrativa enfoca mais o aspecto espiritual de Jesus, ou seja, a vida e a obra do Mestre com base no mistério da encarnação: o verbo feito carne e veio dar a vida aos homens. É o homem da elevação espiritual, mais inclinado à contemplação que à ação.

De acordo com Clemente de Alexandria, ordenou bispos em Éfeso e outras províncias da Ásia Menor. Ireneu afirmou que os Bispos Policarpo e Papias foram seus discípulos. Os primeiros fragmentos dos escritos Joanitas foram encontrados em papiros no Egito datando de princípios do segundo século, e muitas escolas acreditam que ele tenha visitado estas áreas.


“Tirados inteiramente os obstáculos e véus, logo a alma, ficando em total desnudez e pobreza de espírito, já simples e pura, transformar-se-ia na simples e pura sabedoria que é o Filho de Deus”
São João da Cruz – 2S 15,4

Cartas de Santa Teresa de Jesus em 27

1575 – C 96 – A Frei Luís de Granada, em Lisboa – Elogio dos escritos do Padre. Desejo de conhecê-lo. Encomenda-se às suas orações.

1576 – C 158 – À Madre Maria de S. José, Priora de Sevilla – Felicita a Nicolas Dória. Assuntos do Convento das Descalças de Sevilla. Pede confeitos à Madre Priora. Lembranças aos conhecidos.





sexta-feira, 25 de dezembro de 2009

Liturgia - 26 de dezembro - SANTO ESTÊVÃO, Diácono e Protomártir









SANTO ESTÊVÃO, Diácono e Protomártir

Cor litúrgica: Vermelho

Ofício festivo próprio
Laudes: Liturgia das Horas: 1084-985
Oração das Horas: 1161-1109
I Vésperas: Liturgia das Horas: 377-1144
Oração das Horas: 184-1459

Leituras próprias: At 6,8-10;7-54-59 – Sl 30(31) – Mt 10,17-22

“Tomai cuidado com os homens. Eles vos levarão aos tribunais e vos açoitarão nas suas sinagogas.”
Jesus nos anuncia o que os cristãos de alguns lugares estão passando hoje por incompreensão, contradição e perseguição.

Festa de Santo Estêvão, protomártir, que pouco mais de sete anos depois do Calvário foi o primeiro a dar testemunho de Cristo pelo sacrifício de sua vida. O livro dos Atos relata como, cheio da graça do Espírito Santo, foi ele escolhido pelos Apóstolos para ser um dos sete primeiros diáconos, e também como foi apedrejado, depois de ter confessado a fé em Jesus Cristo, exaltado à direita de Deus, e orado por seus perseguidores.

Santo Estevão descendia dos judeus que viviam no estrangeiro, ou seja, fora da Terra Santa. Tais judeus eram chamados de helenistas, pois havia neles a influência da cultura grega que dominava no império romano. Após a descida do Espírito Santo sobre os apóstolos a Igreja começou a crescer rapidamente e surgiu a necessidade de se cuidar dos órfãos, viúvas e pobres em geral, que foram batizados. Os apóstolos sugeriram que os cristãos escolhessem sete homens justos para cuidarem dos necessitados. Esses sete homens foram ordenados diáconos (o que significa ajudantes, servidores) e então foram considerados pelos apóstolos como seus auxiliares mais próximos. Dentre os diáconos um se destacou por sua fé inabalável e dom da palavra: o jovem Estevão, chamado de arcediago, ou seja, primeiro diácono. Em pouco tempo os diáconos, além do auxílio aos pobres, passaram a participar assiduamente das orações e ofícios.


Estevão pregava a palavra de Deus em Jerusalém, reforçando a verdade de suas palavras com presságios e milagres. Seu sucesso era enorme, e isso despertou contra ele ódio dos seguidores da lei de Moisés — os fariseus. Eles o capturaram e levaram à corte suprema dos judeus. Ali os fariseus apresentaram falsas testemunhas, as quais afirmavam que ele, em suas pregações blasfemava contra Deus e o profeta Moisés. Justificando-se Santo Estevão expôs diante dos cirenenses a história do povo hebreu, demonstrando com claros exemplos, como eles sempre repudiaram a Deus e matavam os profetas enviados por Ele. Ao ouvirem essas palavras, os membros cirenenses esbravejaram de raiva.


Nesse momento Santo Estevão fitou o Céu o qual se abriu sobre ele, e ele exclamou: "Eis que vejo os céus abertos e o Filho do Homem de pé à direita de Deus” (atos 7:56). Ouvindo-o falar, novamente os cirenenses foram tomados por uma fúria imensa. Tampando os ouvidos, eles se atiraram contra ele, lançaram-no fora da cidade e começaram a apedrejá-lo. Havia um rapaz de nome Saulo, o qual foi incumbido de vigiar as vestes do apedrejado; ele aprovava o assassinato de Estevão. Ao cair sob a saraivada de pedras, Estevão exclamou: "Senhor Jesus, não lhes leves em conta este pecado e recebe meu espírito." Esse acontecimento e a palavra de Estevão estão descritos pelo Evangelista Lucas no livro dos At. 6,8.


Assim o arcedíago foi o primeiro mártir por Cristo no ano 34 d.C.. Depois disso em Jerusalém começou a perseguição aos cristãos, da qual eles foram obrigados a fugir para várias partes da Terra Santa e vizinhança do país. Assim a fé cristã foi se propagando por várias partes do império romano. O sangue do primeiro mártir Estevão não foi derramado em vão. Pouco tempo depois Saulo, aquele que aprovou a sentença de morte de Estevão, passou a crer, foi batizado com o nome de Paulo. Tornou-se um famoso pregador do Evangelho e um dos mais prósperos evangelistas e missionários. Muitos anos depois, tendo ido a Jerusalém, também foi agarrado por uma multidão enfurecida de judeus que queriam apedrejá-lo. Em sua conversação com eles, Paulo lembrou-se sobre a morte inocente de Estevão e de sua própria participação nela (Atos 22).


O seu nome vem do grego Στέφανος (Stephanós), o qual se traduz para aramaico como Kelil, significando coroa - e Santo Estêvão é, de resto, representado com a coroa de martírio da cristandade, recordando assim o fato de se tratar do primeiro cristão a morrer pela sua fé - o protomártir.


Ant. 2 – Estevão viu os céus se abrirem e entrou; feliz é este homem para o qual os Céus se abriram!”

Segue-o Estêvão, como diácono,
Com belo título agraciado
Da escolha feita, tirando a sorte
Que o Santo Espírito tinha inspirado.


É lapidado e enfrenta a morte,
Mas do inimigo tem compaixão
Entre pedradas bendiz e, orando,
Para os algozes pede perdão.


“De outra parte, por serem pouquíssimas as almas que suportam e perseveram entrando por esta “porta apertada e este caminho estreito que conduz à vida” ,conforme diz Nosso Senhor (MT 7,14).”
São João da Cruz – 1N 11,4

“... vendo os martírios que sofriam por Deus... desejava morrer assim... combinávamos ir a terra de mouros para que lá nos degolassem...”
Santa Teresa de Jesus – V 1-4

Carta de Santa Teresa de Jesus em 26

1575 – C 93 – A Diego Ortiz, em Toledo – Assuntos particulares da família dos fundadores das Descalças de Toledo.





quinta-feira, 24 de dezembro de 2009

Liturgia - 25 de dezembro - NATAL DE NOSSO SENHOR JESUS CRISTO



NATAL DE NOSSO SENHOR JESUS CRISTO

Cor litúrgica: Branco

Ofício solene próprio
Solenidade com Oitava
Liturgia das Horas
: 364
Oração das Horas: 173

Leituras: (1ª. Missa) Is 9,1-6 – Sl 95(96) – Tt 2,11-14 – Lc 2,1-14
Nascimento eterno do Verbo (o Filho, Jesus)
no íntimo dos esplendores do Pai
(2ª. Missa) Is 62,11-12 – Sl 96(97) – Tt 3,4-7 – Lc 2,15-20
A aparição temporária na humildade da carne
(3a. Missa) Is 52,7-10 – Sl 97(98) – Hb 1,1-6 – Jo 1,1-18
A sua volta no juízo final

“E o Verbo se fez carne e habitou entre nós.”
Jesus de Nazaré se encarnou e assumiu a natureza humana em toda a sua realidade.

A história do Natal começou na véspera do nascimento de Jesus, quando, segundo a Bíblia, os anjos anunciaram a chegada do menino.Oficialmente, faz agora 2006 anos. Nessa altura, o imperador Augusto determinou o registo de toda a população do Império Romano por causa dos impostos, tendo cada pessoa, para o efeito de inscrever na sua localidade.Segundo o Novo Testamento, José partiu de Nazaré para Belém, para esse efeito, e levou com ele a sua esposa, Maria, que esperava um Filho. Ao longo da viagem, chegou a hora de Maria dar à luz, e como a cidade estava com os albergues completamente cheios, tiveram de pernoitar numa gruta. Foi nessa região da Judeia, que Jesus nasceu.





Diz a Bíblia que um Anjo desceu sobre os pastores que guardavam os seus rebanhos durante a noite e disse-lhes: «Deixai o que estais a fazer e vinde adorar o menino, que se encontra em Belém e é o vosso Redentor».

Os pastores foram apressados, procurando o lugar indicado pelo Anjo, e lá encontraram Maria, José e o menino. Ao vê-lo, espalharam a boa nova.

Os primeiros registros da celebração do Natal têm origem na Turquia, a 25 de Dezembro, em meados do século II. No ano 350, o Papa Júlio I levou a efeito uma investigação pormenorizada e proclamou o dia 25 de Dezembro como data oficial e o Imperador Justiniano, em 529, declarou-o feriado nacional.O período das festas alargou-se até à Epifania, ou seja vai desde 25 de Dezembro até 6 de Janeiro. O dia 6 de Janeiro é o chamado dia dos Reis Magos.A religião Cristã foi, depois, abraçando toda a Europa, dando a conhecer a outros povos a celebração do Natal. Em Inglaterra, o primeiro arcebispo de Cantuária foi responsável pela celebração do Natal. Na Alemanha, foi reconhecido em 813, através do sínodo de Mainz. Na Noruega, pelo rei Hakon em meados de 900. E em finais do séc. IX, o Natal já era celebrado em toda a Europa.
Os Evangelhos de S. Lucas e S. Mateus relatam a história do nascimento de Jesus. Só que, ao contrário do que julgávamos, Jesus não teria nascido no Inverno e sim na Primavera ou no Verão - os pastores não guardariam os rebanhos nos montes com o rigor do Inverno...Em relação à data do nascimento de Jesus, existem algumas dúvidas. A estrela que guiou os Magos até à gruta de Belém deu lugar a várias explicações.Alguns cientistas afirmam que deverá ter sido um cometa. No entanto, nessa altura não há registro que algum cometa tivesse sido visto. Outros dizem que, no ano 6 ou 7 a. C., houve um alinhamento dos planetas Júpiter e Saturno mas também não é muito credível, para que se considere esse o ano do nascimento de Jesus. Por outro lado, a visita dos Reis Magos é comemorada 12 dias depois do Natal (Epifania) sendo tradicional festejar este acontecimento em pleno Inverno, a 6 de Janeiro.De qualquer forma, para além da certeza histórica de uma data, é o mistério do Nascimento de Jesus Cristo que os cristãos celebram. E esse é eterno!

CANTAR O NATAL DO SENHOR
“Neste tempo cantamos o nascimento do Príncipe da Paz, com a euforia dos profetas e evangelista de todos os tempos. E os pobres, ao nos ouvirem, acorrerão pressurosos até o presépio: é sobretudo para eles a boa notícia, embora seja de alegria para todo o povo."

Ao Nascimento do Menino Jesus
(Santa Teresa de Jesus – Poesia XIV)

Galego, quem chama aí fora?
- São Anjos, à luz da aurora.

- Grande runor ouço ao longe
Que parece cantilena,
- Vamos ver, Brás, - que amanhece –
A Zagala tão serena.
- Galego, quem chama aí fora?
- São Anjos, à luz da aurora.

Será do alcaide parenta?
Ou quem é esta donzela?
- É filha do Eterno Padre
E reluz como uma estrela.
Galego, quem chama aí fora?
- São Anjos, à luz da aurora.




“Foi preciso que Deus fizesse um pequeno milagre para me fazer crescer num momento e fez esse milagre no dia inesquecível de Natal; nessa noite luminosa que alumia as delícias da Trindade Santíssima, Jesus, o doce pequeno Menino de uma hora, mudou a noite de minha alma em torrente de luz... nessa noite em que Ele se fez fraco e sofredor por meu amor, fez-me forte e corajosa, vestiu-me com suas armas e desde essa noite bendita, não fui vencida em nenhum combate, mas pelo contrário marchei de vitórias em vitórias e comecei a dizer, `uma corrida de gigantes´.”
Santa Teresinha do Menino Jesus - (MA, 5-451a.)


Feliz Natal !



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