domingo, 31 de janeiro de 2010

Blog da Comunidade Alegria da Sagrada Face - Itapetininga-SP


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Comunidades de Varginha e Três Pontas se reúnem


"...a fim de que todos sejam um."(Jo 17,21)

Hoje, dia 31/01 tivemos o privilégio de ouvir o nosso irmão de Ordem José Eduardo. Ele refletiu com as Comunidades de Varginha (Sagrada Face) e de Três Pontas (Edite Stein) sobre a importancia e o papel do conselho nas comunidades/grupos.
A ele nosso Deus lhe pague e que Deus o abênçõe!

Cida Oliveira Carvalho
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José Eduardo Manfredini
Conselheiro Provincial
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A LIBERDADE DEVE SERVIR AO AMOR

Evangelho do dia 01/02/10 - (Mc 5, 1-20)
segunda-feira / IV semana TC
(Em Vós, ó Cristo, temos a Redenção,
a Remissão dos pecados. - Cl 1, 14)
http://www.ecclesia.com.br/images/icones/festas/mateus5_med.jpg
(AMOR AUTÊNTICO = CARIDADE)

O homem do Evangelho de hoje, curado por JESUS, fez uma extraordinária experiência de mudança de vida. Assim como ele, somos convidados por JESUS, a optarmos por uma transformação radical em nossas vidas, afim de sermos suas testemunhas e anunciadores da Sua mensagem de PAZ e de AMOR a todos os nossos irmãos que ainda não conhecem a verdadeira Liberdade e ainda não experimentaram a Presença de CRISTO em suas vidas. E, já que nada podemos sem o Auxílio Divino, peçamos a JESUS que seja ELE o Porquê e o Centro de toda a nossa existência.
(Magda-OCDS)

"A condição que pede Cristo aos homens para livrá-los da escravidão do pecado é a fé Nele, fé que nasce da meditação atenta, perseverante de Sua Palavra, única que contém a Verdade Absoluta sem mescla de erros e de enganos... É Ele que traz a Verdade ao mundo, é Ele "a Luz verdadeira que ilumina todo o homem". Sua Palavra é o veículo da Verdade oferecida aos homens para que, iluminados por Ela, sejam libertados da sedução da mentira. A mentira do Maligno seduzira o gênero humano em suas origens e o fizera escravo do pecado; a Verdade de Cristo rompe a antiga escravidão e restitui ao homem a Liberdade de filho de Deus...
Em um mundo transtornado por erros, teorias falsas e costumes depravados, só se salva quem pratica o Evangelho. Somente Nele podemos encontrar a Verdade da Doutrina e da Vida... Sedento de Liberdade, precisa o homem moderno compreender que a verdadeira Liberdade encontra-se somente em Cristo.
...É, a liberdade do homem, simples reflexo da Liberdade Infinita de Deus... Consiste a Liberdade de Deus em poder fazer livremente todo o Bem que quer: e a liberdade do homem, na "escolha livre do Bem". Tanto mais livre é o homem quanto mais capaz de escolher e fazer o bem... para servir a Cristo no Amor.
Deus, Liberdade Infinita é Amor! Livre é o homem, na medida em que se transforma no Amor, isto é, na medida em que se torna capaz de amar a Deus e ao próximo. "Vós, irmãos, fostes chamados à Liberdade -- escreve S.Paulo aos Gálatas -- Não abuseis, porém, da liberdade como pretexto para prazeres carnais. Pelo contrário, fazei-vos servos uns dos outros, pela Caridade". Deve a Liberdade servir ao Amor e o Amor Autêntico é, por sua vez, generoso e desinteressado serviço a Deus e aos irmãos."
(Fr. Gabriel de Santa Maria Madalena-OCD)

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"Assim como o Filho foi enviado pelo Pai, assim também Ele enviou os Apóstolos (Jo 20,21) dizendo: “Ide, pois, ensinai todas as gentes, batizai-as em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo, ensinai-as a observar tudo aquilo que vos mandei. Eis que estou convosco todos os dias até ao fim do mundo” (Mt 28,19-20). A Igreja recebeu dos Apóstolos este Mandato solene de Cristo, de anunciar a Verdade da Salvação e de a levar até aos confins da terra. (Act 1,8). Faz portanto, Suas as Palavras do Apóstolo: “ai de mim, se não prego o Evangelho” (1Co 9,16), e por isso continua a mandar incessantemente os seus arautos, até que as novas igrejas se formem plenamente e prossigam, por sua vez, a obra da evangelização... Com efeito, é impelida pelo Espírito Santo a cooperar para que o desígnio de Deus, que fez de Cristo o Princípio de Salvação para todo o mundo, se realize totalmente. Pregando o Evangelho, a Igreja atrai os ouvintes a crer e confessar a fé, dispõe para o batismo, liberta da escravidão do erro e incorpora-os a Cristo, a fim de que Nele cresçam pela Caridade, até à plenitude. E a sua ação faz com que tudo quanto de bom encontra no coração e no espírito dos homens ou nos ritos e cultura próprios de cada povo, não só não pereça, mas antes seja sanado, elevado e aperfeiçoado, para Glória de Deus, confusão do demónio e felicidade do homem. A todo o discípulo de Cristo incumbe o encargo de difundir a fé, segundo a própria medida. Mas se todos podem batizar os que acreditam, contudo, é próprio do sacerdote aperfeiçoar, com o Sacrifício Eucarístico, a edificação do Corpo, cumprindo assim a Palavra de Deus, anunciada pelo Profeta: “do Oriente até ao Ocidente Grande é o meu Nome entre as gentes, e em todos os lugares é sacrificada e oferecida ao Meu nome uma Oblação Pura” (Mal 1,11). É assim que a Igreja simultaneamente ora e trabalha para que toda a humanidade se transforme em Povo de Deus, Corpo do Senhor e Templo do Espírito Santo, e em Cristo, cabeça de todos, se dê ao Pai e Criador de todas as coisas toda a Honra e toda a Glória."
(Lumen Gentium, 17 - Concílio Vaticano II)


"Óh Eterno Pai, emprestai-me Vossa Onipotência a fim de... poder entrar em toda a parte! Pois se tivesse eu tanta Graça de modo a poder entrar nos corações, tanto faria que a Caridade penetraria neles! Óh Eterno Pai... fazei que ao menos alguma alma receba esta Caridade. Pois quem a tem, todos os bens possui e quem não a tem, nenhum bem possui que seja verdadeiro bem... Óh! Quem me dera sacrificar a vida e consumir-me para que uma só pessoa alcance esta Caridade! De quão boa vontade o faria!"
(Santa Maria Madalena de Pazzi-OCD)


"Cada cristão tem de ser APÓSTOLO: não é um conselho, mas um mandamento, o mandamento da CARIDADE."
(Bv. Charles de Foucauld)

IV Domingo do Saltério (in Laudes)

Salmo 117: Canto de alegria e salvação.

Este salmo é uma grandiosa liturgia de ação de graças, que inclui uma procissão ao Templo, para agradecer ao Deus vitorioso, que libertou seu povo. Dela participam o rei, o sacerdotes, os levitas e o povo, sendo o rei o protagonista. Para se entender esse salmo, sem restrições, deve-se levar em conta sua composição, que data do período pos-exílico, quando havia desaparecido a monarquia. Na realidade, é Israel que canta, no decorrer de um sacrifício de ação de graças, especialmente solene, por motivo da festa dos Tabernáculos. O refrão: “Eterna é a sua misericórdia” é característico da festa dos Tabernáculos e, mais tarde, também da Páscoa. A aliança é o motivo fundamental de todos os elogios e de toda a alegria expressos neste Salmo. Os prodígios e as maravilhas de Deus vêem de antigamente, desde o tempo do Êxodo e se estendem ao momento presente, em que Israel escapou da morte. O futuro messiânico é uma realidade esperançosa, cuja recompensa será a aliança. O herói régio é um símbolo do Israel teológico: como novo Moisés, o novo David é o rei messiânico.


MARIA IGNEZ VELOSO, OCDS- TRES PONTAS

31-DOMINGO- IV SEMANA DO TEMPO COMUM


SÃO JOÃO BOSCO- MEMÓRIA OMITIDA HOJE
LITURGIA DAS HORAS: 1037
ORAÇÃO DAS HORAS: 1033

"JESUS PORÉM, PASSANDO PELO MEIO DELES, CONTINUOU O SEU CAMINHO"


Comentário ao Evangelho do dia feito por

São Cirilo de Alexandria (380-444), Bispo e Doutor da Igreja
Sobre o Profeta Isaías, 5, 5; PG 70, 1352-1353 (a partir da trad. de Delhougne, Les Pères commentent, p. 394)

Assim «renovas a face da terra» (Sl 103, 30)

Cristo quis trazer a Si o mundo inteiro e conduzir a Deus Pai todos os
habitantes da terra. Quis restabelecer todas as coisas num estado melhor e
renovar, por assim dizer, a face da terra. Eis por que, mesmo sendo o
Senhor do Universo, tomou «a condição de servo» (Fil 2, 7). Por isso,
anunciou a Boa Nova aos pobres, afirmando que tinha sido enviado com esse
objectivo (Lc 4, 18).

Os pobres, ou antes, as pessoas que podemos considerar como pobres, são as
que sofrem por se verem privadas de todo o bem, as «sem esperança e sem
Deus no mundo» (Ef 2, 12), como diz a Escritura. São, parece-nos, as
pessoas vindas do paganismo e que, enriquecidas pela fé em Cristo,
beneficiaram deste tesouro divino: a proclamação que trouxe a Salvação. Por
ela, tornaram-se participantes do Reino dos céus e concidadãos dos santos,
herdeiros das realidades que o homem não pode compreender nem exprimir –
daquilo que, segundo o apóstolo Paulo, «os olhos não viram, os ouvidos não
ouviram, o coração do homem não pressentiu, isso Deus preparou para aqueles
que O amam» (1Cor 2, 9). [...]

Também os descendentes de Israel tinham o coração ferido, eram pobres e
como que prisioneiros, estavam cheios de trevas. [...] Cristo veio anunciar
os benefícios da Sua vinda precisamente aos descendentes de Israel, antes
dos outros, e ao mesmo tempo proclamar o ano da graça do Senhor (Lc 4, 19)
e o dia da recompensa.


SANTO DO DIA


S. João Bosco, presbítero





Nasceu perto de Turim, na Itália, em 1815. Muito cedo conheceu o que significava a palavra sofrimento, pois perdeu o pai tendo apenas 2 anos. Sofreu incompreensões por causa de um irmão muito violento que teve.

Dom Bosco quis ser sacerdote, mas sua mãe o alertava: “Se você quer ser padre para ser rico, eu não vou visitá-lo, porque nasci na pobreza e quero morrer nela”. Logo, Dom Bosco foi crescendo diante do testemunho de sua mãe Margarida, uma mulher de oração e discernimento. Ele teve que sair muito cedo de casa, mas aquele seu desejo de ser padre o acompanhou. Com 26 anos de idade, ele recebeu a graça da ordenação sacerdotal.

Um homem carismático, Dom Bosco sofreu. Desde cedo, ele foi visitado por sonhos proféticos que só vieram a se realizar ao longo dos anos. Um homem sensível, de caridade com os jovens, se fez tudo para todos. Dom Bosco foi ao encontro da necessidade e da realidade daqueles jovens que não tinham onde viver, necessitavam de uma nova evangelização, de acolhimento. Um sacerdote corajoso, mas muito incompreendido. Foi chamado de louco por muitos devido à sua ousadia e à sua docilidade ao Divino Espírito Santo.

Dom Bosco, criador dos oratórios. Catequeses e orientações profissionais foram surgindo para os jovens. Enfim, Dom Bosco era um homem voltado para o céu e, por isso, enraizado com o sofrimento humano, especialmente, dos jovens. Grande devoto da Santíssima Virgem Auxiliadora, foi um homem de trabalho e oração. Exemplo para os jovens, foi pai e mestre, como encontramos citado na liturgia de hoje.

São João Bosco foi modelo, mas também soube observar tantos outros exemplos. Fundou a Congregação dos Salesianos dedicado à proteção de São Francisco de Sales, que foi o santo da mansidão. Isso que Dom Bosco foi também para aqueles jovens e para muitos, inclusive aqueles que não o compreendiam.

Para a Canção Nova, para a Igreja e para todos nós, é um grande intercessor, porque viveu a intimidade com Nosso Senhor.

Homem orante, de um trabalho santificado, em tudo viveu a inspiração de Deus. Deixou uma grande família, um grande exemplo de como viver na graça, fiel a Nosso Senhor Jesus Cristo.

Em 31 de janeiro de 1888, tendo se desgastado por amor a Deus e pela salvação das almas, ele partiu. Mas está conosco no seu testemunho e na sua intercessão.

São João Bosco, rogai por nós!



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sábado, 30 de janeiro de 2010

"NÃO TEMAS... PORQUE EU ESTOU CONTIGO..." (Jr 1, 8)

Evangelho do Dia 31/01/10 - (Lc 4, 21-30)
(Sois a minha esperança, Senhor...
minha confiança desde a juventude).
- Sl 71 -

http://www.liturgia.pro.br/fo4dtc10.jpg

"Óh Senhor, Vós me ensinastes desde a minha juventude..." (Sl 71)
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"Na sinagoga de Nazaré, o primeiro sermão de Jesus teve sucesso semelhante ao da sinagoga de Cafarnaum. "Todos o elogiavam e admiravam-se das Palavras cheias de Graça que saíam de sua boca" (Lc 4, 22). Mas os nazarenos deixaram-se logo transviar por considerações demasiado humanas: não era acaso Cristo um homem como eles, filho de José? E se verdadeiramente era o Messias, por que não fazia na sua terra os milagres feitos noutros lugares? Não teriam particular direito seus conterrâneos?
Intui Jesus tais protestos e responde: "Nenhum profeta é bem aceito na sua pátria". Para explicar Seu Pensamento, aliás, para demonstrar que o homem não pode ditar leis a Deus e Deus é Livre de distribuir Seus Dons a quem quer, recorda os fatos da viúva de Sarepta à qual foi enviado o profeta Elias, de preferência a todas as viúvas de Israel; e o estrangeiro Naamã, único leproso curado por Eliseu. Jesus quer que seus conterrâneos compreendam ter Ele vindo trazer a Salvação, não a uma cidade ou a um povo em particular, mas a todos os homens, e que a Graça Divina não está presa a pátrias, nem a raças ou a méritos pessoais, mas é totalmente gratuita. A reação dos nazarenos foi violenta: cegos de raiva e despeitados por não terem obtido seu intento, "lançaram-no fora da cidade e o levaram ao cume do monte... para precipitá-lo dalí abaixo".
Eis a sorte reservada pelo mundo aos que, como Cristo, têm a Missão de anunciar a Verdade. Recorda-o a narração bíblica da vocação de Jeremias, que tão bem se relaciona com o trecho de Lucas até agora meditado. Deus escolhera Jeremias para profeta, antes mesmo do nascimento, mas quando o jovem recebe a revelação de tal escolha treme, e, prevendo a vida arriscada que o espera, quer recusar. Deus, porém, o encoraja: "Não temas... porque estou contigo para livrar-te" (Jr 1, 8). O homem escolhido por Deus, como porta-voz de Sua Palavra, pode contar com a Graça Divina que o preveniu e o acompanhará em todas as situações. As contradições, os perigos, os riscos não lhe faltarão, como não faltaram aos profetas e ao mesmo Jesus, mas também a ele, como a Jeremias, Deus repete: "Eles te combaterão, mas não conseguirão vencer-te, porque estou contigo para livrar-te".
Se os profetas e apóstolos têm o dever de enfrentar, com coragem, qualquer risco, os fiéis têm obrigação de ouví-los e seguí-los com espírito de fé e confiança, sem se deixarem transviar por considerações humanas."
(Frei Gabriel de Santa Maria Madalena-OCD)

"Em Vós, Senhor, me refugio, não seja eu confundido para sempre! Pela Vossa Justiça, livrai-me, defendei-me, inclinai para mim Vossos Ouvidos e socorrei-me! Sede para mim uma rocha de refúgio, lugar de abrigo onde possa salvar-me, porque Sois o meu Rochedo e meu Asilo. Meu Deus, livrai-me das mãos dos ímpios... Porque Sois minha Esperança, óh Senhor Deus, minha Segurança, Senhor, desde a juventude. Em Vós me apoiei desde que nasci... Sois o meu Amparo desde o seio de minha mãe, em Vós espero sempre."
(Salmo 71, 1-6)

"De todo o coração vos suplicamos, óh Senhor, nos concedais lutar com todas as forças da alma e do corpo até o fim, pela Verdade. Tempo virá em que será posta à prova nossa fé -- pois, como o ouro se prova na fornalha, assim nossa fé, no perigo e nas perseguições. Se vier a perseguição, encontreno-nos preparados, afim de que nossa casa no inverno não desmorone e nossa habitação não seja destruída pelas tempestades, como se estivesse construída na areia.
E quando soprarem os ventos do mal, isto é, do pior dos espíritos, resistam as nossas obras, como resistiram até hoje, não corroídas interiormente! Fazei que, preparados para toda a prova, manifestem nossas obras a nossa caridade para Convosco, óh Deus, a Quem pertence a Glória e o Poder pelos séculos dos séculos."
(Orígenes, das Orações dos Primeiros Cristãos)

"Óh Misericórdia Divina, que nos acompanhas durante toda a vida, eu confio em Ti.
Misericórdia Divina, que nos envolves em particular na hora da morte, eu confio em Ti.
Misericórdia Divina, que nos dás a Vida Eterna, eu confio em Ti.
Misericórdia Divina, presente em todos os momentos da vida, eu confio em Ti.
Misericórdia Divina, que nos proteges do fogo do inferno, eu confio em Ti.
Misericórdia Divina, que convertes pecadores inveterados, eu confio em Ti.
Misericórdia Divina, Maravilha para os Anjos, Inconcebível para os Santos, eu confio em Ti.
Misericórdia Divina, Insondável em todos os Mistérios Divinos, eu confio em Ti.
Misericórdia Divina, que nos perdoas todas as misérias, eu confio em Ti.
Misericórdia Divina, Fonte da nossa felicidade e da nossa alegria, eu confio em Ti.
Misericórdia Divina, que nos chamas do nada à existência, eu confio em Ti.
Misericórdia Divina, que sustentas em Tuas Mãos tudo quanto existe, eu confio em Ti.
Misericórdia Divina, Coroa de tudo quanto existe e existirá, eu confio em Ti.
Misericórdia Divina, na qual estamos mergulhados, eu confio em Ti.
Misericórdia Divina, Doce apaziguamento dos corações atormentados, eu confio em Ti.
Misericórdia Divina, Única Esperança das almas desesperadas, eu confio em Ti.
Misericórdia Divina, Repouso dos corações, Paz no meio dos temores, eu confio em Ti.
Misericórdia Divina, Delícia e Maravilha das almas Santas, eu confio em Ti.
Ó Deus Eterno, cuja Misericórdia é Insondável e cujos Tesouros de compaixão são Inesgotáveis, olha-nos com Bondade e cumula-nos da tua Misericórdia, para que não desesperemos nos momentos difíceis, nem percamos a coragem, mas nos submetamos, com grande confiança, à Tua Santa Vontade, que é o Amor e a Própria Misericórdia."
(Santa Irmã Faustina Kowalska)

III Sábado do Saltério ( in Laudes)

















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Salmo 118 (vv 145, 152): Meditação sobre a palavra de Deus.
Tudo indica que quando se compôs o longo Salmo 118 – mais extenso de todos os Salmos Bíblicos – já havia emudecido a profecia. O autor volve seus olhos à história santa do passado, buscando luz e consolo. O resultado será uma composição antológica e acróstica, na qual se mostram motivos especiais, proféticos (assumidos do estudo da Lei), junto com diversos gêneros literários. Toda a técnica do esforçado artesão está a serviço de uma idéia dominante: a Lei, da qual canta as excelências, vantagens e amor. O amor à Lei é tão refinado que o salmista, desde a primeira à última letra do alfabeto hebreu, demonstra este amor. Seguindo a cada uma das letras do alfabeto hebreu agrupa oito versículos (7+1, como expressão de uma perfeição consumada), e em cada estrofe, habitualmente, se menciona oito sinônimos de Lei. Conseqüência de seu trabalho poderia enunciar-se assim: a perfeição e valor da Lei superam toda ponderação e excelência. Em nossa glorificação matutina nos unimos ao salmista, partindo destas perspectivas enumeradas por ele.

Maria Ignez Veloso, ocds

sexta-feira, 29 de janeiro de 2010

30 de janeiro- III SEMANA DO TEMPO COMUM


NOSSA SENHORA NO SÁBADO

LAUDES- LITURGIA DAS HORAS: 1540-1019
ORAÇÃO DAS HORAS: 1472-1022
I VESPERAS- LITURGIA DAS HORAS: 1027-119
ORAÇÃO DAS HORAS: 690-1028

POR QUE SOIS TÃO MEDROSOS? AINDA NÃO TENDES FÉ?
Comentário ao Evangelho do dia feito por
Santo Agostinho (354-430), Bispo de Hipona (África do Norte) e Doutor da Igreja


Discursos sobre os salmos, Salmo 25, n.° 2 (a partir da trad. de AELF rev.)

«Desencadeou-se, então, um grande turbilhão de vento, e as ondas arrojavam-se contra o barco»
Também nós navegamos num lago onde não falta vento nem tempestades; as tentações quotidianas deste mundo quase submergem a nossa barca. Donde vem tudo isso, senão do facto de Jesus estar a dormir? Se Jesus não estivesse adormecido dentro de ti, não sofrerias tais tempestades, mas fruiriras de uma grande tranquilidade interior, porque Jesus velaria contigo.

Que quer isto dizer: «Jesus está adormecido»? Significa que a tua fé em Jesus está caída no sono. As tempestades do lago levantam-se: vês os maus a prosperar e os bons sofrer ; é uma tentação, um entrechocar de ondas. E, na tua alma, dizes: «Ó meu Deus, é isto a Tua justiça, prosperarem os maus e ficarem os bons abandonados ao sofrimento?» Sim, dizes tu Deus: «É esta a Tua justiça?» E Deus responde: «É isso a tua fé? O que te prometi de facto? Fizeste-te cristão para singrares neste mundo? Atormentas-te com o destino dos maus, aqui, quando não conheces o seu destino no outro mundo?»

Qual o motivo de falares assim e de seres sacudido pelas ondas do lago e pela tempestade? É porque em ti Jesus dorme; quero com isto dizer que a tua fé em Jesus adormeceu no teu coração. Que farás para seres libertado? Acorda Jesus e diz-Lhe: «Mestre, estamos perdidos». As incertezas da travessia do lago atribulam-nos; estamos perdidos. Mas Ele depertará, quer dizer, a tua fé voltará; e, com a ajuda de Jesus, reflectirás no teu coração e notarás que os bens concedidos hoje aos maus não durarão. São bens que se lhes escaparão durante a vida ou que terão de abandonar no momento da morte. A ti, pelo contrário, o que te for prometido ficar-te-á para a eternidade [...]. Vira pois as costas àquilo que cai em ruína, e volta o teu rosto para o que permanece perene. Quando Cristo acordar, a tempestade já não te sacudirá o coração, as ondas não afundarão a tua barca, porque o vento e as ondas ficarão sob o comando da tua fé, e então o perigo desaparecerá.

Para nos dar DEUS com amor devemos
reconhece-lo como Aquele que ama
Edite Stein


Santa Jacinta Marescotti

Santa Jacinta Marescotti
Em Roma, em 1585, nasceu Jacinta, dentro de uma família muito nobre, religiosa, com posses, mas que possuía, principalmente, a devoção, o amor acima de tudo. Seus pais faziam de tudo para que os filhos conhecessem Jesus e recebessem uma ótima educação.

Jacinta Marescotti que, então, tinha como nome de batismo Clarisse, foi colocada num convento para a sua educação, numa escola franciscana, juntamente com as irmãs. Uma das irmãs dela já era religiosa franciscana.

Crescendo na educação religiosa, com valores. No entanto, a boa formação sempre respeita a liberdade. Já moça e distante daqueles valores por opção, ela quis casar-se. Saiu da vida religiosa, começou a percorrer caminhos numa vida de pecados, entregue à vaidade, à formosura e aos prazeres. Enfim, ia se esvaziando. Até que outra irmã sua veio a se casar. Sua reação não foi de alegria ou de festa, pelo contrário, com inveja e revolta ela resolveu entrar novamente na vida religiosa.

A consequência foi muito linda, porque ao entrar nesse segundo tempo, ela voltou como estava: vazia, empurrada por ela própria, pela revolta. Lá dentro, ela foi visitada por sofrimentos. Seu pai, que tanto ela amava e que lhe dava respaldo material, faleceu, foi assassinado. Ela pegou uma enfermidade que a levou à beira da morte. Naquele momento de dor, ela pôde rever a sua vida e perceber o quanto Deus a amava e o quanto ela não correspondia a esse amor.

Arrependeu-se, quis confessar-se e o sacerdote foi muito firme, inspirado naquele momento a dizer: “Eu só entro para o sacramento da reconciliação se sair, do quarto dela, tudo aquilo que está marcado pelo luxo e pela vaidade”. Até as suas vestes eram de seda, diferente das outras irmãs. Ela aceitou, pois já estava num processo de conversão. Arrependeu-se, confessou-se e, dentro do convento, começou a converter-se.

Jacinta Marescotti de tal forma empenhou-se na vida de oração, de pobreza, de castidade e vivência da regra que tornou-se, mais tarde, mestra de noviças e superiora do convento.

Deus faz maravilhas na vida de quem se deixa converter pelo Seu amor.

Santa Jacinta Marescotti, rogai por nós!




 

É NOITE: JESUS ESTÁ NA BARCA...

Evangelho do Dia 30/01/10 - (Mc 4, 35-41)
(Óh Senhor... transformais a
tempestade em calma - Sl 107, 29)

http://www.partenia.org/partenia_1996_2006/pt/imagaout03/Seesturm.jpg

"No Evangelho o mesmo tema volta em um contexto Divino, iluminado pela presença de Cristo, possuidor da Onipotência de DEUS. É noite: o Mestre está na barca com os discípulos no lago e, cansado das fadigas do dia, adormece. De repente, desaba "grande tempestade, as ondas se arrojam sobre o barco, de tal modo que o barco estava para se encher" (Mc 4, 37). Espavoridos, os discípulos O despertam, e Ele, com simples ordem, acalma toda aquela fúria: "Imperou ao vento e disse ao mar: 'Cala-te, acalma-te!' O vento cessou e fez-se uma grande bonança". Salvos da tempestades, são os discípulos tomados de novo temor: tinham visto Jesus dormir no fundo da barca como um homem qualquer e, de repente, vêem-no operar coisas impossíveis ao homem. E se perguntam uns aos outros: "Quem é este, a quem até o vento e o mar obedecem?". Mas o Mestre já respondeu, implicitamente: "Por que estais assim tão assustados? Não tendes fé?". Repreendê-los de falta de fé é declarar-se Deus, porque só Deus pode exigir que creiam em Seu poder de dominar as tempestades e de Salvar da morte. O pânico transtornara a fé ainda débil dos discípulos: esqueceram os milagres já operados pelo Mestre.
Também hoje, as desgraças, os sofrimentos, os perigos, as borrascas da vida pessoal ou da Igreja transtornam a fé ainda muito fraca de tantos fiéis. Murmuram então como Jó ou tremem como os discipulos no lago, esquecidos de que está Cristo sempre com os fiéis e com a Igreja, não deixa de assistí-los, mesmo quando se oculta e cala, como outrora a dormir na barca. Aliás, ainda mais, porque agora não desperta para fazer milagres, nem havemos de pretender que os faça. Grande milagre é Cristo conduzir a Igreja e cada homem à Salvação através das tempestades e adversidades. Quem crê firmemente não se perderá, mas será "nova criatura" (2Cor 5, 17), não mais transtornada pelas tribulações, porque está ancorada a fé em Quem morreu e Ressuscitou por nós".
(Frei Gabriel de Santa Maria Madalena-OCD)

"Pedimos, óh Senhor, que nos restituais, logo, a Paz! Concedei-nos, já, Vosso Auxílio nestas trevas e nestes perigos. Cumpram-se as promessas que Vos dignastes anunciar aos vossos servos: a restauração da Igreja, a segurança da Salvação Eterna! Depois da chuva o sereno, depois das trevas a luz, depois das procelas e dos temporais doce bonança. E pedimos, ainda, a benévola ajuda de Vosso Paterno Amor, as maravilhas de Vossa Divina Majestade, para que sejam confundidos os perseguidores, seja mais sincera a penitência dos que cairam, e a fé robusta e firme dos que perseveram seja glorificada".
(São Cipriano)

"Vós porém, óh Senhor, conheceis minha fraqueza: cada manhã tomo a resolução de praticar a humildade e, à noite, reconheço ter cometido ainda repetidas faltas por orgulho. Diante de tal situação, sou tentada de desânimo, porém compreendo que também o desânimo é efeito do orgulho. Quero, portanto, meu Deus, fundar minha fé e esperança só em Vós! Já que tudo podeis, dignai-Vos fazer nascer em minha alma a virtude da humildade e da confiança, que tanto desejo".
(Santa Teresa de Jesus-OCD)

SANTA MARIA NO SÁBADO

ÉS FELIZ, PORQUE CRESTES, ÓH MARIA!!!
http://www.atinet.com.br/nossasenhora/images/5glorioso.jpg

'SENHORA, AUMENTAI EM NÓS A FÉ'

"Óh Maria, crestes na afirmação do anjo: que permanecendo virgem seríeis Mãe do Senhor, e assim destes ao mundo a Salvação. Vossa Fé abriu aos homens o Paraíso...
Óh Virgem, tivestes mais Fé que todos os homens e Anjos! Víeis Vosso Filho na gruta de Belém, e críeis ser Ele o Criador do mundo. Viste-O fugir de Herodes e não deixastes de crê-Lo Rei dos reis. Viste-O nascer, e O crestes Eterno; pobre, necessitado de alimento, e O crestes Senhor do Universo; deitado na palha, e O crestes Onipotente! Vistes que não falava, e O crestes Sabedoria Infinita. Chorava, e O crestes a Alegria do Paraíso. Desprezado, crucificado e morto, continuastes firme em crer que era Deus, embora nos outros vacilasse a fé...
Virgem santa, pelo mérito de Vossa grande Fé, impetrai-me a Graça de Viva Fé: 'Senhora, aumentai em nós a fé,' Amém!"
(Santo Afonso Maria de Ligório)

A VASSOURA DE SANTA TERESA





A VASSOURA DE SANTA TERESA

Ribera, o douto biógrafo de Santa Teresa, conta que a Santa Madre costumava, nos dias de varreção comum, reservar para si o pátio. Viam-na com o hábito modestamente arregaçado, de tamancos, tirar alguns baldes de água, e com ela, pressurosa esfregar o chão, com sua vassoura lançar a água suja no esgoto do jardim e tudo, cuidadosamente, pois ela gostava que reinasse por toda parte um asseio extremo.

Um dia, depois de haver cumprido este ato de humildade, vendo suas religiosas rodeá-las na recreação, disse com aquela graça e alegria de costume:

- Minhas filhas, qual é o modelo de uma perfeita carmelita?

Todas, interrompendo o trabalho, interrogavam-na com o olhar.

Uma irmã aventurou uma proposta, depois uma outra: cada uma propunha uma coisa. Santa Madre, porém acenava negativamente com a cabeça; e, com um fino sorriso, repetia:

- Não adivinhastes: procurai. Todos os dias tendes nas mãos. Bem que o conheceis!

Os espíritos estavam suspensos, aviva-se a curiosidade. Enfim, todas exclamaram:

- Nossa Madre procuramos em vão!

É preciso pois, vo-los dizer? Minhas filhas o modelo de uma carmelita perfeita é ... uma vassoura.

-Uma vassoura, nossa Madre?

- Sim, uma vassoura; e nós vamos coloca-la aqui de pé, e ela vai pregar-nos com o exemplo;

Entrou uma irmã trazendo alçada a vassoura de santa Madre, sendo acolhida por uma modesta gargalhada: pois se alegria fugisse da terra, no carmelo é que se devia procura-la.

-Vêde, minhas filhas, diz santa Teresa, os juncos que uma mão industriosa recolheu nas bordas de uma lagoa, exata imagem do mundo, para fazer os secar, liga-los e neles enfiar um pau e fazer esta vassoura que vos apresento.

- “Que excelente modelo é ela ... Sabe obedecer ... Não o negareis; faz tudo o que se quer sem murmurar. Não tem vontade própria; jamais empreende cousa alguma por si mesma; sempre espera que a obediência a mova. Nunca lhe vem ao pensamento dizer: “Mas a coisa seria melhor varrida assim”: não, sua submissão é cega, pronta e constante. Acabado o trabalho atiram-na em um canto: e aí fica sem dizer palavra. São necessários os seus serviços? Sempre a encontram pronta a trabalhar e a sofrer.

“Não é esse um verdadeiro exemplo de humildade? Quer se utilize dela para tirar teias de aranha do oratório, ou para esfregar a cozinha, tudo faz com a mesma boa vontade, sem alegar a baixeza do ofício. Para tudo serve sem resmungar. Não ousa ensinar, nem mesmo a última noviça, e muito menos criticar de outrem. Jamais se julga superior às outras ... vassouras. Quando se acha a obra mal feita, tranquilamente a recomeça, uma, duas, três vezes, sem de nenhum modo se perturbar: que igualdade de humor! ... repreendida não se zanga: não quer guiar os que devem conduzi-la, nem julga-los, nem aborrece-los, nem caçoar deles: imagina que isso seria ofender a Deus ... E completamente indiferente pela elevação como pelo o abatimento. Se dela se serve ? A tudo se presta ... Rejeitam-na como inútil? Permanece no último lugar sem se lastimar.”

“Se acontece que a senhora vassoura se desloca um pouco, a irmã a vira para cima e bate o cabo no chão, toc, toc.”

“Ela cala-se, e, concertada, continua seu ofício. Há! Para nós, não é msiter que se nos bata com força na cabeça tão dura, quem quer sempre ter razão e nunca ceder: não é preciso chegar a esse ponto para nos fazer romper em queixas pela repreensão ou humilhação recebida.”

“Quem não queria ser criativa e boa como a vassoura? Quem já lhe ouviu dizer não, a quem lhe pediu um serviço?Não sabe guardar rancor. Jogaram-na bruscamente no seu lugar: um instante depois acham-na em paz, pronta como dantes: que espelho de virtudes! Se as vezes ofende alguém, é bem involuntariamente. O coração brando, previdente e amável é um tesouro numa comunidade. Minhas filhas, não é verdade que o progresso de uma alma em Jesus se prova pelo aumento de sua mansidão?

“Falemos da vida oculta. Por ventura já se viu esta modesta vassoura exaltar-se na imaginação e querer se mostrar? Quando chega alguém de fora, depressa, se esconde por detrás da porta; aí guarda para Deus só suas belas qualidades a sua sólida virtude. Não quer sair de sua humilde obscuridade, nem mesmo pelo desejo. Ignora as misérias que rege a ternura consigo mesmo ou com os outros, as amizades particulares e suas perigosas doçuras”.

“Grande reboliço na casa! Chegada de uma irmã jovem vassoura. A irmã a pões em bom lugar, porque é nova: que serviços vai prestar à comunidade! Mas, como está cheia de si mesma! Com olhar de zombaria muitas vezes considera as mais antigas! Que noviça não se julga um pouco ... reformadora? Se começasse por si mesma ?! ...

“Admirai duas preciosas qualidades de nossa cara vassoura: não se perturba, nem se zanga. Tal me parece dever ser a alma verdadeiramente religiosa: cheia dessa bondade, nascida do fundo do coração, tão carinhosa, verdadeira imagem de Deus, que nossas importunações nunca perturbam; é senhora de si mesma nessa paz celeste, tão arrebatadora, que excede a todo sentimento e que nada aborrece nem enfada. Não se perturbar, nem se zangar: que de mortificações não ocultam estas frases, simples na aparência!

“Todavia, minhas filhas, a singular beleza do silêncio: faz ouvir coisas mais altas que a terra. Quem poderá escutar sem espanto o silêncio eterno dos espaços infinitos! ... Não é alguma coisa de admirável o silêncio de Deus e a sua longa paciência em face dos crimes que cobre a terra? Considerai o silêncio misterioso do Verbo encarnado nos trinta anos que precederam sua vida pública; o silêncio quase ininterrupto de Jesus sobre a Cruz; o silêncio das almas sepultadas nos claustros, escondidas do mundo, que ai se consome como a lâmpada; o silêncio do zelo, que a fome e sede de justiça devoram e que imola esses santos ardores à vontade de Deus; silêncio dos corações apostólicos que abraça desejo da salvação das almas e que permanece na inação imposta pela obediência, essa voz de Deus ...; o silêncio das almas que o sofrimento torna importante a tudo, e que fica crucificadas, sem proferir queixa alguma, como o cordeiro imolado pelos pecados do mundo, se calou torturado pelos seus carrascos; o silêncio da alma de oração, desprezando a terra para se elevar a contemplação celeste; ó sacrifícios heróicos do silêncio cujo merecimento é inexprimível, cuja fertilidade é infinita.

“Eis enfim a nossa vassoura exausta no serviço do Senhor, estragada até o cabo, não tendo mais senão alguns destroços sobre a cabeça, esta abandonada, talvez como inútil, num canto. AH! As jovens não encontram prazer perto das velhas.

“Em tal ocasião nossa velha vassoura percebeu jovens irmãs, eu queria dizer vassouras novas, rindo-se do pobre trabalho que lhe impuseram e resmungando disseram: É preciso sempre revistar-lhe o trabalho, tão mal feito!”

“Mas como do sol no ocaso os últimos raios iluminaram ainda o horizonte de uma claridade, assim nossa heroína, perto do seu fim, proteja em redor de si o brilho sereno de uma vida de sacrifícios a espera que chegue a hora de Deus.”

“esse momento soa enfim. Chega uma irmã, uma dessas naturezas ativas, diligentes, amantes da boa ordem em toda parte. Que faz aqui esta vassoura velha, só faz encher a casa: depressa metamo-la no fogo! Vede a vassoura seca, arder no fogão: como levanta para o alto uma tão viva e clara chama”.

“Assim o Anjo de Deus, colhe a alma da carmelita que consumou sua obra de dedicação a Jesus: e para acabar de purificá-la, lança-a no Purgatório. Preparada, entretanto como ela está, pela sua mortificação e sofrimento, suas últimas imperfeições ai são rapidamente consumidas, e a alma feliz voa para o Céu, para os braços de Jesus: aí imergindo-se no seu coração, não pode mais senão dizer “Enfim, Senhor, a tanto tempo que eu Vos esperava!”.

III Sexta feira do Saltério (in Laudes)

Salmo 50: Tende piedade, ó meu Deus.

O Salmo 50 talvez seja a oração de um filho natural, filho de um adultério, o fruto dos matrimônios mistos, denunciados por Esdras e Neemias. (Esd 9-10). Quem aqui ora não pode pertencer à “assembléia de Israel”, na qual desejaria entrar, acima de tudo. Mesmo que tenha sempre presente seu pecado, sua manchada descendência (que hoje poderíamos chamar “complexo”), possui a íntima confiança de que Deus pode nele criar algo novo. Sendo possível esta procedência do salmo, não é menos certo que a tradição fez dele um salmo eminentemente penitencial. Quando sentimos o peso do pecado, podemos rezar o “miserere” (assim é denominado o Salmo 50), porque os sentimentos do pecador arrependido e a correlativa ação de Deus adquirem neste salmo uma linguagem universal. O Deus que ouve este salmo não está impassível ou escondido em Seu Céu: a presença do Deus de Israel, compassivo e misericordioso, fará o homem passar da “morte para a vida”.

Maria Ignez Veloso, ocds- Tres Pontas

Oração ao Menino Jesus de Praga



Santíssimo e Diviníssimo Menino Jesus de Praga!
Eis me aqui aos vossos pés, cheio de fé e esperança, para honrar-Vos, Deus e Senhor Todo Poderoso, em vossa Infância!
Sim! Como é agradável ao vosso Coração e aos olhos de Deus Pai que honremos vossa divina Infância, vivida no lar de Nazaré e representada aqui nesta pequena e singela imagem!
Ó Jesus, Divino Infante, eu creio que sois Deus verdadeiro que descestes do Céu e vos fizestes carne, tornando-vos verdadeiro homem, sem jamais deixares de ser Deus! Creio que viestes ao mundo, pequeno, pobre e desapegado, para fazer a vontade de vosso Pai! Creio que em tudo fostes obediente a Ele e que vivestes cada etapa de vossa vida terrena em contínuo espírito de louvor, reparação e oblação dirigidos à sua Santíssima e Adorável Pessoa!
Creio que amastes a vossa Mãe, Maria Santíssima, com toda a força de vossa mente e de todo o vosso coração, como a vossa verdadeira Mãe, dedicando-lhe vosso apreço, cuidado e serviço.
Creio que amastes vosso pai adotivo e putativo, São José, como somente um filho querido e santo pode amar, em tudo sendo-lhe submisso e devotado.
Creio, por fim, que amastes a vossa condição humana, em todas as suas fases, especialmente a vossa Santa Infância, que vivestes de forma plena e perfeita.
Assim, confiante e cheio de emoção, suplico pelos méritos infinitos de vossa Divina e Santíssima Infância a (s) graça (s) que tanto necessito: _______.
Ó Divino Menino Jesus, concedei-me essa (s) graça (s) que suplico e entrego à Misericórdia de vosso Coração de Criança, se for (forem) de vossa vontade e para meu bem. Se não for (forem), humildemente peço que essa (s) súplica (s) se reverta (revertam) em graças e bênçãos escolhidas por Vós mesmo, Menino Jesus, para minha vida e às de meus familiares, amigos, inimigos, para o bem e salvação das almas e para o bem de minha querida Pátria!
Menino Jesus de Praga, eu espero e confio em Vós! (3X)
Santíssima Virgem Maria, Mãe de Deus, rogai por nós!
São José, Pai Nutrício de Jesus, rogai por nós!
Amém!
Pai-Nosso, Ave-Maria e Glória
Giovani Carvalho Mendes

quinta-feira, 28 de janeiro de 2010

29 de janeiro- 3a. SEMANA DO TEMPO COMUM



LITURGIA DAS HORAS:999
ORAÇÃO DAS HORAS: 1008

"As exigências do ensinamento em parábolas"



Diante da nossa realidade, é tarefa de cada um de nós colocar sobre o candelabro a lâmpada da boa nova de Jesus Cristo.

Comentário ao Evangelho do dia feito por Carta a Diogneto (c. 200) § 6

Semeados em terra

O que a alma é para o corpo, os cristãos são-no no mundo. A alma está difundida por todos os membros do corpo, tal como os cristãos pelas cidades do mundo. A alma habita no corpo e, no entanto, não é do corpo, tal como os cristãos habitam no mundo, mas não são do mundo (Jo 17, 16). Invisível, a alma está prisioneira num corpo visível. Assim os cristãos: vivem no mundo, mas o culto que prestam a Deus é invisível. A carne detesta a alma e combate-a, sem dela ter recebido qualquer dano, mas porque ela a impede de gozar de todos os prazeres; assim também, o mundo detesta os cristãos, que nenhum mal lhe fazem, mas se opõem aos seus prazeres. A alma ama essa carne que a detesta, e os seus membros, tal como os cristãos amam aqueles que os detestam.

A alma está fechada no corpo; contudo, é ela que mantém o corpo. Os cristãos estão como cativos na prisão do mundo; contudo, são eles que mantêm o mundo. Imortal, a alma habita uma tenda mortal; assim também, os cristãos montam a sua tenda no que é corruptível, mas na esperança da incorruptibilidade celeste (1Cor 15, 50). [...] E é tão nobre o posto que Deus lhes destinou, que não lhes é permitido desertar.

A união nupcial da alma com Deus é o

objetivo para o qual foi criada,

foi resgatada e reabilitada sobre a cruz e

selada para a eternidade com a cruz.

Edite Stein



SANTO DO DIA

São Pedro Nolasco
No século XII, uma família francesa teve a graça de ter como filho o pequeno Pedro Nolasco que, desde jovem, já dava sinais de sensibilidade com o sofrimento alheio. Foi crescendo, formando-se, entrou em seus estudos humanísticos e, ao término deles, numa vida de oração, penitência e caridade ativa, São Pedro Nolasco sempre buscou viver aquilo que está na Palavra de Deus. Desde pequeno, um homem centrado no essencial, na pessoa de Nosso Senhor Jesus Cristo; um homem devoto da Santíssima Virgem. No período de São Pedro Nolasco, muitos cristãos eram presos, feitos escravos por povos não-cristãos. Eles não só viviam uma outra religião – ou religião nenhuma –, como atrapalhavam os cristãos. São Pedro Nolasco, tendo terminado os estudos humanísticos e ficando órfão, herdou uma grande herança. Ao ir para a Espanha, deparou-se com aquele sofrimento moral e também físico de muitos cristãos que foram presos e feitos escravos. Então, deu toda a sua herança para o resgate de 300 deles. Mais do que um ato de caridade, ali já estava nascendo uma nova ordem; um carisma estava surgindo para corresponder àquela necessidade da Igreja e dos cristãos. Mais tarde, fez o voto de castidade, de pobreza e obediência; foi quando nasceu a ordem dedicada à Santíssima Virgem das Mercês para resgatar os escravos, ir ao encontro daqueles filhos de Deus que estavam sofrendo incompreensões e perseguições. Em 1256, ele partiu para a glória sabendo que ele, seus filhos espirituais e sua ordem – que foi abençoada pela Igreja e reconhecida pelo rei – já tinham resgatado muitos cristãos da escravidão.

Peçamos a intercessão deste santo para que estejamos atentos à vontade de Deus e ao que Ele quer fazer através de nós.

São Pedro Nolasco, rogai por nós!

O AMOR BROTA DE MANSINHO...

Evangelho do Dia 29/01/10 - (Mc 4, 26-34)
(A semente germinada em nosso coração...
se expande com a Força de DEUS)


http://4.bp.blogspot.com/_WtLKqFC3tOo/SwCONoaT38I/AAAAAAAAB00/8EnqfklgKcU/s400/sementinha%2B02%2Bcapa%2B01.jpg
Óh Meu DEUS sou toda vossa...
fazeis de mim o que quiseres"...

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Hoje JESUS, por meio de uma minúscula sementinha, nos dá uma grande lição de Humildade, Paciência e Caridade. JESUS nos fala que Seu AMOR só crescerá em nossos corações e dará Frutos e se multiplicará pelo mundo afora, se encontrar a terra fofa e tratada da Humildade e da Caridade em nosso interior. E mais ainda; nos fala que a sementinha tão pequenina só vai brotar e crescer com a Força Divina DELE, nós só temos que nos entregar à Sua Vontade e deixar que Seus galhos se estendam e protejam a todos que necessitam de Sua Sombra. Sim; uma grande lição de Humildade, porque muitas vezes não veremos as sementes germinadas e até os seus frutos estarão ocultos à nós, mas ao Tempo de DEUS com certeza irão amadurecer e novas sementes brotarão... Por isso temos que ter Paciência com nós mesmos e com os outros também, pois só através da Caridade poderemos participar do Plano Divino, auxiliando nossos irmãos, aqueles que nos são mais próximos, a expandir o Reino Celeste por todo o mundo. Que hoje, JESUS nos conceda a Graça de realizarmos sempre a Sua Vontade, e que possamos ser agradáveis aos Olhos de DEUS, pois só ELE poderá agir em nós a favor de nossos irmãos que sofrem.
(Magda-OCDS)


'Humildade e Caridade: eis a grande lição do grãzinho de mostarda'
"Nunca tenhais a paixão de parecerdes superiores, nem mestres. Não estou de acordo com uma pessoa que me dizia, há alguns dias, que, para bem conduzir e manter a autoridade, era preciso fazer ver que se era o superior. Ó Meu Deus! Nosso Senhor Jesus Cristo não falou nada assim; Ele ensinou-nos o contrário, com a Palavra e com o Exemplo, dizendo-nos que Ele próprio veio, não para ser servido, mas para servir os outros, e que aquele que quiser ser o primeiro deve ser o escravo de todos (Mc 10, 44-45).
Por isso, entregai-vos a Deus, a fim de falardes no Espírito Humilde de Jesus Cristo, confessando que a vossa Doutrina não é vossa, nem de vós, mas do Evangelho. Imitai sobretudo a simplicidade das Palavras e das comparações que Nosso Senhor fazia na Sagrada Escritura, falando ao povo. Que maravilhas não podia Ele ensinar ao povo! Que segredos não teria Ele sido capaz de desvendar sobre a Divindade e as Suas admiráveis perfeições, Ele que é a Sabedoria eterna de Seu Pai! No entanto, vede como fala inteligivelmente, e como se serve de comparações familiares, de um trabalhador, de um vinhateiro, de um campo, de uma vinha, de um "grão de mostarda". Aí está como é preciso que vós faleis, se quereis fazer-vos entender pelo povo, a quem anunciais a Palavra de Deus. Outra coisa à qual deveis dar uma atenção muito particular é terdes uma grande dependência em relação à conduta do Filho de Deus; quero dizer que, quando for preciso agir, façais esta reflexão: «Isto está de acordo com as Máximas do Filho de Deus?» Se achardes que está, dizei: «No momento certo, façamos»; se não, dizei: «Não o farei nunca». Mais, quando for o caso de fazer qualquer boa obra, dizei ao Filho de Deus: «Senhor, se estivésseis no meu lugar, como faríeis Vós nesta ocasião? Como instruiríeis Vós o povo? Como consolaríeis Vós este doente?» Procuremos fazer com que Jesus Cristo reine em nós".
(São Vicente de Paulo)

'CARIDADE' ..."É esta virtude que dá Vida e Valor às obras praticadas sob à Luz da Fé; sem a Caridade de nada serviriam, pois como disse São Tiago: "Sem as obras da Caridade a fé é morta" (Tg 2,20). Ao tratar do despojamento e da noite ativa da vontade para estabelecê-la nesta Divina Virtude da Caridade, não encontro autoridade mais conveniente do que esta passagem do Deuteronômio, cap.VI, onde diz Moisés: "Amarás ao Senhor, Teu Deus, de todo o teu coração, e de toda a tua alma, e de todas as tuas forças" (Dt 6,5). Encerram estas Palavras tudo o que o espirtual deve fazer e tudo o que tenho a ensinar-lhe aqui, para chegar verdadeiramente a Deus, pela união de vontade, por meio da Caridade. Esse Mandamento impõe ao homem o dever de empregar todas as suas potências, forças, operações e afetos de sua alma no Serviço do Senhor, de modo que toda a habilidade e força da alma sejam dirigidas a Ele somente, segundo o pensamento de Davi: "Guardarei minha força para Vós" (Sl 58,10)."
(São João da Cruz-OCD)

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