sexta-feira, 30 de abril de 2010

SÁBADO DA IV SEMANA DA PÁSCOA

IV Sábado do Saltério (in Laudes = II Salmo)

Salmo 8: Majestade de Deus e dignidade do homem.

Há uma estreita relação entre este Salmo e o relato da criação, sem que saibamos pronunciar-nos pela anterioridade e dependência concreta de um e de outro. O homem ocupa em ambos um lugar central. Neste Salmo se reúnem o que foi criado e o Criador. O homem é a letra capital e grande do poema sinfônico da criação. A grandeza provém da ação de Deus, que se lembra do homem e o visita. De Sua visita surge um ser quase divino, com coroa de glória e esplendor sobre sua cabeça. Deus lhe concede o domínio sobre todas as criaturas, simbolizado nos animais pequenos e grandes. O Salmo, no entanto, não é um canto ao homem e sim a Deus, Criador do homem. O Salmo 8 canta a glória de Deus, Rei dos Céus (vv.2-3) e o homem, coroado rei da Criação (vv. 4-9).
O universo, povoado pela imensidão dos corpos celestes, manifesta, ao mesmo tempo, a pequenez do homem, - insignificante, se comparado ao tamanho dos astros – e sua dignidade de rei da Criação.
O Nome Divino permite ao fiel, desde que saiba pronunciá-lo, participar da glória de Yahweh (cf. v. 6). Feito á imagem de Deus, o homem é, deste modo, associado à Sua Soberania.
Cristo citou este texto a propósito das crianças que aclamavam Seu triunfo no dia de Ramos. A liturgia o utiliza para celebrar os Santos Inocentes (cf. Mt 2,16; 21,16).

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