domingo, 11 de abril de 2010

SEGUNDA FEIRA DA SEGUNDA SEMANA DA PÁSCOA

II Segunda Feira do Saltério (in Laudes)

Salmo 41(42): Sede de Deus e saudade do Templo.

Este Salmo, possivelmente pré-exílico, canta o afastamento de Sion, usando um lirismo comovedor. É um lamento do levita exilado. O exílio, tipo de angústia do fiel que “vive exilado longe do Senhor” (2Cor 5,6-8), é aqui o afastamento do Santuário onde Deus reside e das festas que aí reúnem o Seu povo. Existe neste Salmo um movimento do povo que caminha para alcançar o cimo do monte do Senhor. Se os vv 2-6 expressam a nostalgia do afastamento, os versículos restantes acrescentam um tom de queixa. Nesta segunda parte, o afastamento de Deus se reveste de uma linguagem simbólica. Primeiro, são os abismos de grandiosas ondas; depois vem a opressão dos inimigos que faz quebrar os ossos pela dor causada por seus insultos. Nota-se, neste diálogo do salmista consigo mesmo, que a esta nostálgica separação se acrescenta a esperança de “ver a face de Deus”, que aqui quer dizer: visitar o Seu santuário, o Templo de Jerusalém. Vivendo no exílio, longe do Templo, onde usufruía da felicidade de estar na presença de Deus, neste Salmo, o orante expressa seu desejo ardente e sua esperança, sempre presente, de um dia voltar a Jerusalém e encontra consolo e alento para viver, nas recordações das belas liturgias das quais participava no Templo.

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