quinta-feira, 8 de abril de 2010

SEXTA FEIRA NA OITAVA DA PÁSCOA.

Ofício Solene próprio: (Hora Média = II Salmo)

Salmo 75 (76): Ação de graças pela vitória

Este Salmo é um hino escatológico. À semelhança dos Salmos 46 e 48,6, ele parece evocar a derrota de Senaquerib, em 701 a.C, diante de Jerusalém (2Rs 19,35), cujo exército é dizimado por um castigo de Deus, talvez uma peste: “depois dos maus dias vem a prosperidade”. Esta derrota é tomada como símbolo de salvação para os “oprimidos” (v. 10). Salém (v. 3) é o nome abreviado de Jerusalém, “a cidade da paz”: Shalôm. Jerusalém é aqui exaltada por seu Templo, local onde Deus edificou sua morada e escolheu Sião por seu lugar de descanso. A presença permanente do Todo-Poderoso assegura a estabilidade, a segurança desta cidade que se torna um refúgio invencível. Daí a segurança do povo, mesmo nas mais dramáticas situações. As imagens do v. 11 são tomadas de Jeremias (cf. Sl 109,19) e simbolizam uma estreita união. Como o Terror (= o Terrível), a Ira Divina parece aqui personificada (cf. Sl 58,10). Quanto à ‘ira do homem’, impotente, ela dá testemunho do poder e da justiça de Deus.
Depois de brilhante vitória devido à intervenção de Deus, o salmista entoa um louvor ao Deus libertador. Deus aparece em Sião, os inimigos são aniquilados. O povo é convidado a louvar e a oferecer sacrifícios.

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