segunda-feira, 12 de abril de 2010

TERÇA FEIRA DA SEGUNDA SEMANA DA PÁSCOA.

II Terça Feira do Saltério (in Laudes)

Cântico Is 38,10-14. 17-20: Angústia de um agonizante e alegria da cura.

O jovem e piedoso rei Ezequias é tomado por uma enfermidade; seu território é saqueado pelo exército do rei da Assíria. Tudo quanto Ezequias pode fazer é recordar a Yahweh sua integridade de vida, praticando sempre o que é de Seu agrado e verter abundantes lágrimas. Porém o Deus de Israel é uma garantia de sobrevivência, como Isaias exemplifica o nome: “Yahweh salva”. Deus faz com que retroceda a sombra, simbolizando o prolongamento da luz da vida. Chegado este momento, o autor prorrompe em uma ação de graças, própria daquele que é salvo de uma calamidade. Do ponto de vista literário, trata-se de um Salmo bastante clássico: no decurso de uma cerimônia, no Templo de Jerusalém, em uma primeira parte (vv 9-16) Ezequias, rei de Judá, expõe sua aflição e em uma segunda parte (vv 17-20), seu reconhecimento pela cura obtida. Na época antiga e ainda no tempo de Isaias encarava-se a morte como uma separação radical de Deus e a morada dos mortos como um domínio sobre o qual o Senhor não reinava. O v 20 trata-se de um refrão cantado pela comunidade por ocasião de uma cerimônia litúrgica (cf. a expressão: em Sua Casa).

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