segunda-feira, 17 de maio de 2010

SEGUNDA FEIRA DA VII SEMANA DA PÁSCOA- 17/05/2010

III Segunda Feira do Saltério (Vésperas = I Salmo)

Ant. 1 O Senhor há de ser tua luz sempiterna e teu Deus há de ser tua glória, aleluia.

Salmo 122 (123): Deus, esperança de seu povo.

A catástrofe do ano 587 a.C, o exílio babilônico, os primeiros dias do retorno para casa com as dificuldades inerentes e a falta de recursos dos judeus da diáspora no meio de inimigos estrangeiros poderiam ser boas oportunidades para a composição deste Salmo: Oração dos deserdados.
Sem dúvida, podemos dizer que este Salmo data dos tempos que se seguiram à volta do Exílio ou da época de Neemias, quando a comunidade remanescente era alvo do desprezo e dos ataques dos pagãos (cf. Ne. 2,19; 3,36). Onde quer que haja humildes e piedosos que sofrem a humilhação dos libertinos e mundanos, vê-se entoar este lamento coletivo. O Salmo é emotivo pela sinceridade e vivacidade dos sentimentos que o animam: sentimentos de dependência absoluta, porém cheios de confiança em Deus; sentimentos de pena pelo desprezo e as injúrias dos homens, e o desejo ardente de ser finalmente libertado.
O Salmo abre com o apelo de um indivíduo, cujo destino está indissoluvelmente ligado à comunidade. Por isso a oração individual passa à oração coletiva da assembléia.
O Salmo 122 é a oração de um povo que se sente prostrado. Trata-se de Israel que, retornando do cativeiro da Babilônia sofre, por um lado, as afrontas dos povos vizinhos, que impedem a reconstrução da nação e, por outro, o abuso das pessoas ricas do próprio povo que, aproveitando a situação, oprimem, sem piedade, a classe humilde

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