segunda-feira, 24 de maio de 2010

SEGUNDA FEIRA DA VIII SEMANA DO TEMPO COMUM. 24/05/2010

IV Segunda Feira do Saltério (Vésperas = I Salmo).

Ant 1 Demos graças ao Senhor, porque eterno é Seu amor!

Salmo 135, 1-9 (136): Hino Pascal pelas maravilhas do Deus Criador e Libertador.

Grande hino, em forma litânica: o povo responde às diversas invocações. O Salmo realiza uma sublime e sensível síntese da natureza e da história, contemplando e aclamando todos, sob o signo da “misericórdia” do Amor Salvador. Ou seja, tudo é a salvação: a salvação começa com a criação do universo, segue com a redenção de Israel, continua com a vida cotidiana e o Salmo é aberto para novas invocações porque a misericórdia de Deus é eterna e contínua. Aqui temos a representação do vínculo profundo e interpessoal que se instaura entre o Criador e sua criatura. Dentro dessa relação, Deus não aprece na Bíblia como um Senhor impassível e implacável, nem como um ser obscuro e indecifrável, semelhante ao destino, contra cuja força misteriosa é inútil lutar. Ao contrário, Ele se manifesta como uma pessoa que ama a Suas criaturas, vela por elas, as segue no caminho da história e sofre pelas infidelidades com que, a todo momento, o povo se opõe a Seu amor misericordioso e paterno.
A primeira parte do “Grande Hallel” – como denomina o judaísmo este Salmo, que era recitado pelos judeus na Páscoa, após o “Pequeno Hallel” (Sl 113-118) - se compõe de um cântico de entrada ou convite à aclamação (vv. 1-3) e da aclamação a Deus Criador (vv. 4-9). A forma litânica ou responsorial é o expoente de seu caráter litúrgico.
Na celebração comunitária, para a salmodia da primeira parte deste cântico ou hino (vv. 1-9), deve ter-se em conta os dois temas que o compõe: contive à aclamação e aclamação ao Deus Criador

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