terça-feira, 25 de maio de 2010

TERÇA FEIRA DA VIII SEMANA DO TEMPO COMUM. 25/05/2010

IV Terça Feira do Saltério (Vésperas = I Salmo).

Ant 1 Se de ti Jerusalém, algum dia eu me esquecer, que resseque a minha mão!

Salmo 136, 1-6 (137): Junto aos rios da Babilônia.

Os israelitas, recém retornados do desterro da Babilônia têm em mente, ainda, sua saudade de Sião. Viveram a saudade de sua terra junto aos canais da Babilônia. Ali, entoavam canções sem música e com lágrimas, pela terra da qual foram arrancados, a terra de seu Deus. A terra fértil de outros deuses não era digna da canção dos deportados, não só porque é prejudicial satisfazer a alegria dos deportadores, mas, sobretudo, porque são canções de Sião, canções de Yahweh. Não devem ser profanadas. Sião e o Senhor merecem todo respeito, todo o amor: que se paralise a mão que se estender à lira, - mudo testemunho da desolação do deportado – que se pregue a língua ao céu da boca se ousar cantar outra coisa que não fora Sião. Tal é o amor a Jerusalém, centro do Salmo e da nostalgia dos deportados.
A Bíblia de Jerusalém dá a este Salmo o título de “Canto do Exilado”, porque evoca a lembrança da queda de Jerusalém, em 587 a. C e do exílio na Babilônia. Salmo imprecatório, composto na Babilônia, durante o cativeiro, sob a impressão produzida por ele. O salmista expressa maravilhosamente seu entranhado amor por Jerusalém.
Para os judeus, a terra pátria era a única Terra Sagrada do mundo, porque nela seria a morada do Deus de Israel. Todos os outros territórios eram profanos para sua cerrada concepção nacionalista. Por isso a ausência da Terra Santa produzia uma nostalgia irreprimível entre os fiéis israelitas.
Na celebração comunitária deve-se ter em conta que esta canção dos desterrados na Babilônia é uma canção da Igreja estrangeira e peregrina no mundo. É entoada pela assembléia de crentes; a Igreja manifesta sua nostalgia por Sião.

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