sábado, 12 de junho de 2010

DOMINGO DA XI SEMANA DO TEMPO COMUM = 12/06/2010

III Domingo do Saltério – (I Vésperas = II Salmo)

Ant 2 Elevo o cálice da minha salvação, invocando o Nome Santo do Senhor.

Salmo 115 (116B): Ação de graças no Templo

Aqui vemos um indivíduo salvo de um perigo mortal, que se acerca do Templo para dar graças ao Senhor. Como ele não especifica o perigo pelo qual passou, é impossível averiguar-se, de modo concreto, porque está a orar. Em alguns versículos faz ressoar a ação de graças de Ezequias. Algumas peculiaridades linguísticas induzem a datá-lo de tempos antigos; outras, porém, em épocas mais recentes. Talvez o Salmo tenha crescido em virtude de seu uso prolongado. Embora seja difícil estabelecer sua divisão estrófica, formal e tematicamente podem distinguir-se as partes seguintes: diálogo do salmista consigo mesmo (vv. 10-11); pergunta e resposta dirigida à assembléia (vv. 12-14); oração do salmista, pensado na morte (vv. 14-16); com os versículos finais o salmista dirige-se novamente à assembléia.
A Bíblia de Jerusalém dá a este Salmo o título de “Ação de Graças”. O salmista dá graças a Deus por tê-lo livrado de um perigo de morte muito próximo. É um hino litúrgico porque oferece louvores e sacrifícios no Templo.
Recapitulando sua situação angustiosa passada, o salmista declara que nunca perdeu a fé e a confiança em meio a sua maior prostração física e moral. Refletindo em seu leito de dor havia chegado à conclusão de que é vão buscar consolo e ajudas humanas, pois todos os homens são enganosos, e que somente Yahweh merece a esperança do aflito que confia. Uma vez recuperada a saúde, o salmista anseia fazer manifestações de gratidão a Deus pelo benefício recebido e quer corresponder com um sacrifício de louvor, o sacrifício chamado “pacífico” (v. 8). Os sacrifícios seriam acompanhados por bebidas. O salmista aqui fala do “cálice da salvação”, que substituirá a bebida ritual. Foi salvo da morte por Yahweh e, portanto em seus lábios não haverá mais cálice além do cálice do louvor, que é o que recorda sua salvação milagrosa.
A imagem autêntica do Deus de Israel é a do Deus misericordioso. Jesus afirmou irrestritamente a universalidade e radicalidade deste amor, a começar pelos últimos e pelos pequenos e o ilustrou pelo dom de sua própria vida.
Ofereçamos a Deus um sacrifício de louvor porque na Ressurreição do Senhor se romperam as cadeias da morte e do pecado e nos foi dada a liberdade de filhos de Deus. Nossa melhor ação de graças é a celebração do sacrifício eucarístico, como cálice da nova e eterna aliança.

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