domingo, 20 de junho de 2010

DOMINGO DA XII SEMANA DO TEMPO COMUM = 20/06/2010



IV Domingo do Saltério – (II Vésperas = II Salmo)

Ant 2 Felizes os famintos e sedentos de justiça: serão todos saciados.

Salmo 111 (112): A felicidade do justo.

A aliança entre Deus e o homem é a estruturação da religiosidade de Israel. O Salmo 110 era cantado para o Deus da aliança, descrevendo seu trabalho essencial. Este Salmo descreve a alegria e o comportamento dos homens, que conhecem e aceitam esta aliança. O Salmo inteiro é uma evolução do axioma de sabedoria: "Temer a Deus é o princípio do saber" (Salmo 110,10). Nosso Salmo o reformula nestes termos: "Feliz o homem que respeita o Senhor e que ama com carinho a sua Lei" (Sl 111,1). O restante do Salmo é uma glosa da felicidade aqui proclamada e do temor de Deus. É um poema puramente didático, adequado tanto para a piedade privada como para a recitação pública no Templo, onde ele pode servir como um ensinamento, ou para proclamar os benefícios divinos.
Tema central: Bem-aventurado aquele que teme ao Senhor e ama o próximo, praticando obras de misericórdia. É um Salmo "alfabético": cada metade de verso é precedida pelas letras sucessivas do alfabeto hebraico. O Aleluia inicial indica o destino litúrgico da composição. Na nossa versão dos Salmos para uso litúrgico são eliminados o Aleluia e as letras do alfabeto. A Bíblia de Jerusalém dá o título deste Salmo “Elogio dos justos”. Este, e o Salmo anterior, 110, estão relacionados pela doutrina, estilo e estrutura poética. O Salmo 111 aplica ao justo, expressões que o Salmo 110 aplica a Deus. Canta a felicidade dos justos e a providência benigna de Deus sobre ele. O Salmo 110 é um hino de louvor a Deus pelos grandes benefícios para com Seu povo, e o Salmo 111, recorrendo à doutrina do Salmo anterior, canta as vantagens que a virtude traz ao justo: tudo em sua vida vai prosperar. É um Salmo gêmeo do Salmo anterior. O estilo é sapiencial: "No Salmo 110 se agradece a bondade de Deus, manifesta continuamente nas suas obras. O Salmo 111 é um hino de alegria para as pessoas que amam a Deus e colocam sua confiança nEle. O gozo anunciado por Jesus nas bem-aventuranças, prometido durante a Última Ceia e comunicado em Sua Ressurreição consiste na convicção de ser amado por Deus, e na decisão de amá-Lo e partilhar os bens com os demais”.
O Salmo 111, juntamente com o retrato de um homem “fiel e de caridade, justo, misericordioso e compassivo", apresenta no final, em apenas um versículo (cf. v. 10), também o perfil homem ímpio. Este indivíduo assiste ao êxito do justo, remoendo-se de raiva e inveja. É o tormento de quem tem má consciência, ao contrário do homem generoso, cujo "coração está seguro, tranquilo e nada teme”. (vv. 7-8).

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