segunda-feira, 19 de julho de 2010

48º ANIVERSÁRIO DA DEDICAÇÃO DA IGREJA DO CARMELO SÃO JOSÉ = TRÊS PONTAS, MG. 19/07/2010 COMUM DA DEDICAÇÃO DE UMA IGREJA

Ofício solene próprio (II Vésperas = I Salmo)

Ant 1 O Senhor tornou santa a Sua morada: quem a pode abalar? Ele habita em seu meio.

Salmo 45 (46): O Senhor é refúgio e vigor.

Para compreender este Salmo, um hino a Sião, ele deve ser visto na perspectiva de Isaías 2,1-5 ou Isaías 60: um monte se ergue sobre toda a terra. Para ele se convergem todos os povos, pela soberana razão de ser ele a "Santa Morada do Altíssimo”. É uma peregrinação à Cidade Santa, um caminho ascendente para o futuro, para cima, em direção a Deus. A partir deste objetivo, que convoca toda a humanidade (v. 9), deriva o bem supremo da paz (v. 10). É compreensível que aqueles que são chamados a esse ideal supremo cantem o poder de Deus e a confiança que têm em sua presença protetora. Os motivos são variados. Alguns são lendários, outros, proféticos, escatológicos ou culturais. Todos eles servem à sublime emoção sentida por aqueles que aqui cantam o poder de Deus. O salmo pode ser uma composição muito antiga, feita talvez por ocasião da derrota de Senaquerib, no ano 701 a. C.
A Bíblia de Jerusalém dá a este Salmo o título “Deus está conosco”. A presença divina no Templo protege a Cidade Santa e águas simbólicas a purificam e fecundam, convertendo-a em um novo Édem. Canto de triunfo e de confiança em Deus por haver livrado seu povo de poderosos inimigos, nele se eleva o salmista à proclamação de Yahweh Rei universal, reconhecido e acatado por todos os povos. Tem, pois, este Salmo, um sentido certamente messiânico: o reinado universal de Yahweh, realizado no Messias, Cristo Jesus.
O Salmo 45 é o primeiro dos seis “Cânticos de Sião”, que se encontram no Saltério (cf. Sal 47, 75, 83, 86 y 121). Como as outras composições análogas, celebra a Cidade Santa, Jerusalém “a Cidade de Deus, a Morada do Altíssimo” (v. 5), porém, sobretudo, expressa uma confiança inquebrantável em Deus, que é “nosso refugio e nossa força, poderoso defensor no perigo”(v. 2; cf. vv. 8 e 12). Este salmo evoca os fenômenos mais tremendos para afirmar, com maior força, a intervenção de Deus, que dá plena segurança. Jerusalém, quem a pode abalar?” (v. 6) se está sempre com a presença de Deus.
O salmo 45 se divide em duas grandes partes, mediante a antífona, que se repete nos versículos 8 e 12. O título “Senhor do Universo ou dos Exércitos” é típico do culto judeu no Templo de Sião e, apesar de sua conotação marcial vinculada à Arca da Aliança, nos remete ao senhorio de Deus sobre todo o cosmo e sobre a história.

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