sexta-feira, 23 de julho de 2010

SEXTA FEIRA DA XVI SEMANA DO TEMPO COMUM = 23/07/2010

IV Sexta Feira do Saltério – (Vésperas = Cântico)

Ant 3 Vossos caminhos são verdade, são justiça, ó Rei dos povos todos do universo!

Cântico Ap 15, 3-4: Hino de adoração.

O novo Povo, guiado por Cristo, como em outros tempos o fizera Moisés, escapou do poderio da Besta de seus aliados: o Anticristo e o Pseudoprofeta. Está de pé, em meio ao mar e lutando para alcançar a outra margem (Ap 15,2). Não obstante, já entoam o hino da vitória definitiva: o Cântico de Moisés e do Cordeiro, o Moisés do novo Povo. Os não resgatados, pelo contrário, experimentam a ira de Deus, como sucedeu no Egito.
São abundantes, em nosso hino, motivos tomados do Antigo Testamento.
A Bíblia de Jerusalém dá a este Cântico o título de “Cântico de Moisés e do Cordeiro”, inspirando-se no texto sagrado. No capítulo 15 do Apocalipse começa a visão celestial dos sete anjos que carregam em suas mãos as últimas sete pragas. Então, os remidos, como Moisés e os israelitas depois da travessia do Mar Vermelho (Ex 15), cantam sua canção de louvor e agradecimento a Deus pela sua libertação dos perseguidores, que o Cordeiro lhes obteve.
Este Cântico é a parte poética de uma visão na qual se contemplam os mártires cristãos, os quais, de pé sobre a abóbada do céu e depois de haver vencido a perseguição, se assemelham aos filhos de Israel que, passando o Mar Vermelho, entoaram seu cântico de vitória, contemplando a derrota do faraó. Este cântico nos convida, pois, a tomar parte em uma Liturgia Celeste com os mártires. Cantemos o Cântico de Moisés e dos filhos de Israel...
O breve capítulo 15 do Apocalipse não é mais do que uma introdução às sete pragas que seguem, em gravidade crescente, para tratar de converter as duas bestas e seus seguidores de seu espírito anti-religioso e de seu ódio perseguidor contra a Igreja de Cristo. Os castigos não obterão o que pretendem e seguirá sem remédio a destruição da Babilônia, que é Roma, a cuja ruína sucederá um aleluia celeste de vitória (19, 1-4).
Admiremos e imitemos a fé deste Povo, expressa neste hino que, em meio à mais dura perseguição romana, pode entrever o triunfo da causa de Deus e gozar da vitória messiânica. Esta vitória não consiste na destruição do inimigo, e sim, na sua incorporação ao Reino de Deus, porque: “As nações todas (os perseguidores pagãos) hão de vir perante Vós e, prostradas, haverão de adorar-Vos”...

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