quinta-feira, 15 de julho de 2010

SOLENE COMEMORAÇÃO DA BEM-AVENTURADA VIRGEM MARIA DO MONTE CARMELO. QUINTA FEIRA DA XV SEMANA DO TEMPO COMUM = 15/07/2010

Ofício Próprio da Solenidade seguinte – (I Vésperas = I Salmo)

Ant 1 Foi-lhe dada a glória do Líbano e o esplendor do Carmelo e do Saron.

Salmo 112 (113): O nome do Senhor é digno de Louvor.

Este salmo começa o "Grande Hallel" (Salmos 112-117), que foi cantado nas grandes solenidades judaicas. No início da refeição da Páscoa eram recitados ou cantados os dois primeiros salmos. A ceia concluía com os quatro últimos Salmos do “Hallel”. Foram os hinos cantados por Jesus antes de encaminhar-se ao Monte das Oliveiras (Mt 26,30, Mc 14,26). Este fato coloca o Salmo 112 em uma perspectiva cristã. Os “servos do Senhor", - os pobres, os humildes e os justos - louvavam o domínio universal de Deus e sua “condescendência". Seu louvor é semelhante ao de Jesus, no último momento da vida. O Salmo 112 é composto por duas partes: uma chamada para louvor (vv. 1-3) e uma declaração dos motivos de tal louvor (vv. 4-9). Este hino à grandeza de Deus e sua decisão sobre os pobres e desamparados é semelhante ao Cântico de Anna, no Antigo Testamento e ao Magnificat da Virgem Maria, no Novo. A Bíblia de Jerusalém dá a este Salmo o título de “Ao Deus de glória e de amor”. É fácil intuir nestes versículos finais do Salmo 112 a prefiguração das palavras de Maria, no Magnificat, o cântico das opções de Deus pelos pobres que “olha a humildade de sua serva”. Maria, mais radical que nosso Salmo, proclama que Deus “derruba os poderosos de seus tronos e enaltece os humildes” (cf. Lc 1,48. 52; Sal 112,6-8).
Aclamações à bondade de Deus porque Ele olha com bondade e enaltece os humildes e os pobres. Deus comunica Seu Espírito e Seus dons para os pobres que são agradecidos. Não se pode duvidar que os dons de Deus nos façam Seus instrumentos e servos de todos.
No Magnificat canta Maria esta glória de Deus: “enaltece os humildes”. Precisamente nela se realiza o supremo “abaixar-se” de Deus para a máxima elevação do homem: a Encarnação.

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