terça-feira, 12 de outubro de 2010

EVANGELHO DO DIA 12/10/10

NOSSA SENHORA DA CONCEIÇÃO APARECIDA
Padroeira do Brasil

Virgem Aparecida, nós te aclamamos bem-aventurada
porque o Senhor fez em ti maravilhas (Lc 1,49)


EVANGELHO (São João 2,1-11)

Naquele tempo, 1houve um casamento em Caná da Galiléia. A mãe de Jesus estava presente. 2Também Jesus e seus discípulos tinham sido convidados para o casamento. 3Como o vinho veio a faltar, a mãe de Jesus lhe disse: “Eles não têm mais vinho”.
4Jesus respondeu-lhe: “Mulher, por que dizes isto a mim? Minha hora ainda não chegou”.
5Sua mãe disse aos que estavam servindo: “Fazei o que ele vos disser”.
6Estavam seis talhas de pedra colocadas aí para a purificação que os judeus costumam fazer. Em cada uma delas cabiam mais ou menos cem litros.
7Jesus disse aos que estavam servindo: “Enchei as talhas de água”. Encheram-nas até a boca. 8Jesus disse: “Agora tirai e levai ao mestre-sala”. E eles levaram. 9O mestre-sala experimentou a água que se tinha transformado em vinho. Ele não sabia de onde vinha, mas os que estavam servindo sabiam, pois eram eles que tinham tirado a água.
10O mestre-sala chamou então o noivo e lhe disse: “Todo mundo serve primeiro o vinho melhor e, quando os convidados já estão embriagados, serve o vinho menos bom. Mas tu guardaste o vinho bom até agora!”
11Este foi o início dos sinais de Jesus. Ele o realizou em Caná da Galiléia e manifestou a sua glória, e seus discípulos creram nele.

- Palavra da Salvação.
- Glória a vós, Senhor.
MEDITANDO O EVANGELHO
Hoje, olhamos para Maria sob a invocação de Aparecida tão cara ao coração de nosso povo. Virgem negra, surgida das águas, na rede de humildes pescadores como que a delinear a sua missão entre nós: estar no meio do povo, das pessoas simples, dos marginalizados sem voz e sem vez. Seu canto, o Magnificat, é o espelho de sua alma simples convencida de que o Senhor olhou para a sua humildade. Na verdade, como nossa gente pobre, ela é uma mulher do povo, nascida em uma pobre e obscura aldeia cujo nome, provavelmente nem constava nos mapas da época. Maria sente-se feliz, realizada porque Deus a escolheu. Revela a sua profunda experiência de Deus, transborda a sua intimidade. Sua alegria testemunha o amor eterno de Deus e a historia humana toma um rumo diferente. Surgida das águas, ela tornou-se para os pobres pescadores e, depois, para “as gerações” um sinal de esperança. Ela é o caminho que conduz ao caminho. “Fez em mim grandes coisas” canta a Virgem reconhecida. Deus, o todo-poderoso, a fez poderosa para os seus filhos. Ela é a mãe e rainha, esmagou a cabeça da serpente e coloca-se à frente de cada um de nós como mão estendida – como em Caná, aonde foi Jesus com os discípulos e a sua Mãe – Maria, tal hora ainda não chegara (Jo 2,4); todavia, por intercessão de Maria, ele a antecipa num “milagre” que prenuncia a salvação, a redenção. A água se transforma prodigiosamente em vinho e o do melhor, como que a indicar a profunda transformação que a morte e a ressurreição de Cristo realizarão nos homens, fazendo abundar a graça onde primeiro abundara o pecado, transformando a água insípida e fria do egoísmo humano no vinho forte e generoso da caridade. E tudo isto se realiza porque o homem – cada homem – é convidado a participar das núpcias do Verbo com a humanidade, e, portanto, convidado a gozar de seu amor e da sua intimidade esponsal. A presença e a intervenção de Maria nas bodas de Caná são grande motivo de confiança: sente-se o homem indigno da comunhão com Cristo, mas se se entregar à Mãe, ela mesma o disporá e introduzirá, apressando-lhe a hora.
Gabriel de Sta. Mª Madalena, O.C.D.

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