sábado, 16 de outubro de 2010

EVANGELHO DO DIA 17/10/2010

XXIX DOMINGO DO TEMPO COMUM

Perseverança na Oração

EVANGELHO (São Lucas 18,1-8)

Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: 8”Todo aquele que der testemunho de mim diante dos homens, o Filho do Homem também dará testemunho dele diante do anjos de Deus. 9Mas aquele que me renegar diante dos homens será negado diante dos anjos de Deus. 10Todo aquele que disser alguma coisa contra o Filho do Homem será perdoado. Mas quem blasfemar contra o Espírito Santo não será perdoado. 11Quando vos conduzirem diante das sinagogas, magistrados e autoridades, não fiqueis preocupados como ou com que vos defendereis, ou com o que direis. 12Pois, nessa hora o Espírito Santo vos ensinará o que deveis dizer”.

- Palavra da Salvação.
- Glória a vós, Senhor.
MEDITANDO O EVANGELHO
Narra o texto evangélico a parábola do juiz e da viúva (Lc 18, 1-8), proposta por Jesus para inculcar “o dever de rezar sempre, sem jamais desfalecer” (ibidem,1). Era um juiz “que não temia a Deus”, nem cuidava de defender a causa dos fracos e oprimidos, como prescrevia a lei divina. Recusava este atender a uma pobre viúva que a ele recorria para obter justiça. Acaba afinal por ceder aos pedidos dela, unicamente para não ser importunado e para que a viúva “não venha a lhe quebrar a cabeça” (ibidem, 5).
Deste exemplo Jesus toma ocasião para explicar que Deus, muito mais do que o juiz iníquo, atenderá a suplica de quem recorre a ele com perseverante confiança. “E não fará Deu justiça aos seus eleitos que a ele clamam dia e noite? Porventura tardará em socorrê-los? Eu vos digo que lhes fará justiça bem depressa” (ibidem, 7-8).
A oração contínua inculcada por Jesus é sobretudo a súplica pelo advento do reino de Deus, pela salvação dos eleitos, quando, no último dia, virá o Filho do homem a julgar o mundo (cf.o trecho procedente: Lc 17, 22-27). Os cristãos devem viver à espera desse dia e rezar continuamente para que seja dia de salvação.
Da parte de Deus, a salvação já está assegurada, porque Cristo morreu e ressuscitou, por todo o gênero humano. Por parte dos homens, porém, uma condição se requer: a fé. “Mas o Filho do homem, quando vier, achará acaso fé sobre a terra?” (ibidem, 8). A sérias reflexões nos leva a pergunta com que Jesus conclui a parábola.
A Igreja atribulada pode estar certa de que sua incessante súplica de salvação será, enfim, atendida. Deus fará justiça a seus eleitos, embora atualmente lhes permita atravessar perseguições, angústias, insucessos como o permitiu ao seu eleito, Jesus Cristo. Mas a Igreja e cada um dos fieis hão de guardar integra a fé e defendê-la das insídias do desalento. Quanto mais segura e sólida fé encontrar Deus neles, tanto mais intervirá em seu favor, como o fez em favor de Israel.
Gabriel de Sta. Mª Madalena, O.C.D.

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