segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011

ENTREVISTA COM FREI RUBENS SEVILHA - NOVO PROVINCIAL DA PROVÍNCIA SÃO JOSÉ



1. Fale um pouco sobre você, para que possamos conhecê-lo melhor.
Sou fr. Rubens Sevilha, tenho 51 anos e nasci em Tarabay, no interior de São Paulo. Com 12 anos entrei para o nosso então Seminário dos Carmelitas Descalços, em São Roque (hoje chamado Centro Teresiano de Espiritualidade). Após os cursos fundamental e médio, estudei Filosofia nos Jesuitas de São Paulo e Teologia no Teresianum, em Roma. Da minha turma de noviciado, em 1979, permanecem na Ordem os fr. Jorge Jacinto Corrêa e eu. Ambos fizemos a Profissão Solene em Roma, nas mãos do então Padre Geral Fr. Felipe Saenz de Baranda. Tive a graça de ser ordenado Diácono no Monte Carmelo, na Terra Santa, e ordenado Presbítero em São Roque pela imposição das mãos do Cardeal Dom Paulo Evaristo Arns. O nosso inesquecível amigo Fr. Patrício Sciadini era o provincial da época e me confiou a função de mestre dos postulantes. Depois fui mestre dos noviços por pouco tempo. Exerci o serviço de provincial de 1996 a 1999. Desde então trabalhei como pároco em São Paulo e Rio de Janeiro. Agora Deus me pede novamente, através da vontade e voto dos meus confrades, que eu exerça novamente o serviço de provincial neste triênio.

2. Você foi pego de surpresa para esse trabalho ou já esperava essa designação?
Na vida religiosa nós cremos que Deus manifesta sua vontade, também, através dos votos que os frades dão em uma eleição dentro do Capítulo (Assembléia Eletiva). Não há candidatos para cargo algum e cremos que Deus, através e apesar da vontade humana,  vai distribuindo as tarefas. Segundo N. Pai São João da Cruz, Deus costuma agir de modo "ordinário", isto é, através das coisas simples e humanas. Uma eleição para provincial acontece dessa forma humana-divina.

3. O que você acha que essa posição de Provincial exige e o que é mais importante para você nessa missão?
A função do provincial é difinida pelas nossas Constituições n. 201: "O provincial, como animador e coordenador da vida e atividade da Província, trabalhe com empenho para que todos os religiosos, cada qual em seu posto, vivam e colaborem em comunhão de amor". Essa comunhão de amor inclui, de modo todo especial, nossas Monjas Carmelitas, a OCDS e todos os membros da grande família carmelitana.

4. Qual a sua opinião sobre a OCDS no Brasil?
Eu acompanhei o renascimento da OCDS nos anos 1990, quando eu fui provincial e, junto com o Frederico, estruturamos a OCDS no formato de Província que ela tem hoje. Sinto-me um pouco o pai dessa criança, agora já bem crescidinha, chamada Ordem Secular. Creio que ainda não temos a plena consciência da riqueza e potencial que são os leigos carmelitas para a Igreja e para o mundo. O Espírito Santo irá nos surpreender cada vez mais através dos leigos na Ordem. O futuro do carisma teresiano passará pelas mãos dos leigos.

5. Aos seculares, você poderia fazer

- uma pergunta:
Todos os dias, antes de dormir, pergunte-se: "Onde houve em mim bondade nesse dia que terminou e onde faltou bondade no meu coração?"

- uma recomendação (conselho):
Ler e meditar diariamente a Palavra de Deus, os escritos da S. Madre Teresa e dos nossos santos. E, para quem puder, participar diariamente da Eucaristia.

- um pedido de oração:
Orar pela Igreja e pela Ordem do Carmelo que é parte da Igreja e pela nossa Província que é parte da Ordem.

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