sábado, 14 de janeiro de 2012

Como Deus me chamou ao Carmelo - Moisés Rocha Farias (OCDS de Fortaleza-CE)

“Salve, Oh Cruz, minha única esperança” (Sta. Teresa Benedita da Cruz)

Deus, em sua bondade, nos leva por caminhos que não poucas vezes não parecem muito claros. Depois, com o tempo, que é instrumento pedagógico do Autor do chamado, é que começamos a perceber o que já estava ali e nos faz bradar em louvor pela Sabedoria que Deus nos guiou.
O Carmelo esteve presente em minha vida desde meu nascimento 01/10, memória de Santa Teresinha. De família católica, comecei a procurar saber sobre quem era Santa Teresinha e o que viria a ser o Carmelo. Até então, não passava de um raso conhecimento que limitava o Carmelo a uma espécie de convento de freiras, já que em nosso Estado, Sergipe, não tínhamos e ainda não temos a presença dos nossos frades. Isso não nos impedia de viajarmos em torno de duas horas para estarmos juntos as irmãs Carmelitas OCD da cidade de Propriá, e de maneira especial a Ir. Teresinha, OCD minha primeira madrinha, com a qual mantive correspondências por um bom tempo.
Por desígnio da Providência venho morar em Fortaleza como membro de uma “Nova Comunidade” que têm em sua espiritualidade a presença de Nossa Santa Madre. Como a mim foi proveitoso esse tempo para ‘beber’ da fonte carmelitana, mesmo que numa outra vertente. Desligando-me da mesma e cursando Filosofia, tive a oportunidade de numa partilha com frei Patrício Sciadini, OCD lhe colocar a possibilidade de produzir um trabalho monográfico sobre o pensamento de Edith Stein. Obtive uma assertiva, então mais uma vez o Carmelo tornou-se presente em meu caminho.
Nos anos de 2006 e 2007 tive a oportunidade de aproximar-me da “Comunidade Rainha do Carmelo” através do casal Luciano Dídimo e Ruth Vieira. Luciano, hoje, presidente da Comunidade São José de Santa Teresa. Lá sim, pude ‘beber’ de maneira direta da fonte Carmelitana, de aprofundar os conhecimentos acerca da vocação, do carisma, das suas formas diversas de concretização do ser Carmelo Teresiano. Tendo passado pelo processo de formação inicial, pude assim firmar minha adesão ao Carmelo através das promessas ocorridas em 2010, assumindo em onomástico o ‘da Cruz’, A Cruz que é minha única esperança, onde posso contemplar e sentir-me amado.
Ser, hoje, carmelita para mim é: ‘com determinada determinação’ percorrer o “Caminho de perfeição” na “subida ao Monte” a fim de adquirir “a ciência da cruz” marca de nossa vocação com a qual e na qual podemos ser uteis para a Igreja e para o mundo. Na tentativa de fazer o Carmelo e os nossos irmãos que nos antecederam mais conhecidos, me propus a aprofundar os estudos em filosofia, fazendo o mestrado com dissertação em Edith Stein. Foi a forma que encontrei de no mundo acadêmico, ser carmelita.
E lendo o apelo do nosso P. Geral, Fr. Saverio Cannistrà sobre a necessidade de irmãos que se disponham a partir em missão e tendo consciência que é chegada à hora dos leigos na Igreja, e por termos o mesmo carisma, acredito que, como eu, outros irmãos tenham lembrado a passagem dos discípulos de Emaús descrita por São Lucas “não ardia nosso coração enquanto falava?”. Quem sabe também nós OCDS, dentro da disponibilidade de cada um, possamos contribuir com a nossa família Carmelitana de forma mais concreta no que tange ao nosso carisma missionário, do jeito secular de ser, de viver, de rezar, também nós partirmos em missão.

Moisés da Cruz, OCDS

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