quinta-feira, 2 de agosto de 2012

Como Deus me chamou ao Carmelo - Rita de Cássia Banin (OCDS de Avaré-SP)

"Quem começa a servir verdadeiramente o Senhor, o mínimo que pode pode oferecer é a própria vida " (Santa Teresa de Jesus)

Meu nome é Rita de Cássia Cardoso Banin (Rita Teresa de Jesus, ocds), tenho 57 anos e pertenço à Comunidade Nossa Senhora do Carmo, da OCDS de Avaré-SP. Mas para chegar até aqui, honrando cada dia de minha vocação, precisei aprender muito, principalmente sobre a entrega a Deus. 
Nasci numa família católica que participava das missas, movimentos e catequese, e tudo isso ficou marcado na minha infância. Trago no coração a pequena imagem de Nossa Senhora do Carmo entronizada numa capelinha na área de casa. Com o passar do tempo meus pais dispersaram-se para outras religiões,  deixando-me numa inquietude, razão pela qual procurei caminhos que não me trouxeram o verdadeiro sentido (ser Igreja - ser feliz - ser de Jesus). Esta inquietação fez-me conhecer várias seitas como budismo e Seicho-no-ie, mas graças ao Bom Deus encontrei Jesus dentro de mim através da nossa Igreja Católica Apostólica Romana. Comecei a minha busca (ser feliz - ser Igreja - ser de Jesus) como diz o salmista: "Busquei o Senhor e ele me acolheu; livrou-me de todos os meus temores" (Salmo 34).
Depois de cinco anos de caminhada  na Renovação Carismática, Apostolado da Oração, Irmandade São José e PROPAMI (Projeto Paróquia Missionária), ficava feliz por tudo que Deus colocava no meu caminho, mas sentia no profundo de minha alma um chamado mais pessoal, mais íntimo. Desconhecia o que almejava meu coração. Minha inquietude tornou-se mais forte e dentro de mim uma sede inesgotável. Então fiquei em noite escura (depressão) e perguntava porque tanta inquietação.
Resolvi fazer um retiro espiritual em Sorocaba, mas a pessoa que morava em Sorocaba não encontrou nenhum retiro (naquele mês), então procurou outra pessoa da mesma cidade, a qual informou não ser em Sorocaba o retiro e sim em São Roque, e de imediato ela ligou e fez a inscrição do retiro que aconteceria no final de abril de 2003.
Chegando ao retiro (nem sabia onde ficava, "fui levada"), achei tudo diferente. Perguntava: que hora vai começar o louvor? Nossa, por que este silêncio? Mas tudo aquilo preenchia meu coração. Quando o frei Alzinir perguntou qual era a minha comunidade, (pois era o encontro para leigos consagrados), achei que iriam me mandar embora e comecei a chorar. Mas ao contrário, aquele anjo me acolheu, e a partir daquele momento senti que o que buscava estava ali. Saí do encontro sem depressão, com alegria interior. 
Santa Teresa estava comigo desde que eu voltei para a Igreja numa simples oração que guardo até hoje. E hoje, como carmelita da OCDS, caminho junto com Santa Madre Teresa, Santo Padre João da Cruz e todos os santos carmelitas, pedindo a intercessão daquela que é santa por excelência: Nossa Senhora do Carmo, que sempre esteja ao meu lado me dando forças e fidelidade no chamado que o próprio Jesus fez para mim.
"Eis-me aqui Senhor"
Paz e Alegria!

Rita de Cássia Banin

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