terça-feira, 11 de setembro de 2012

9 de setembro de 2012 - 30 anos da Páscoa de Madre Teresa de Jesus, fundadora do nosso Carmelo em Juiz de Fora-MG





“Assim como a benignidade de Deus desceu sobre a terra e falou com os seres humanos, o meu desígnio é que cada uma de nós, deste Carmelo, seja como o Cristo: a benignidade de Deus que fala com as pessoas, para que elas também queiram falar com o seu Deus..Que o Cristo nos dê a graça de sermos tais, que possamos, pela nossa vida, suscitar nos outros o gosto pela oração .” http://mail.yimg.com/us.yimg.com/i/mesg/tsmileys2/40.gif
(Me. Teresa de Jesus)
      
http://mail.yimg.com/us.yimg.com/i/mesg/tsmileys2/40.gif Queridos irmãos e amigos em Cristo,
Paz e graça! 
É com grande alegria, esperança e fé em Jesus Cristo que enviamos esta mensagem como marco nos 30 anos da morte e ressurreição de Nossa Madre Fundadora Teresa de Jesus.
Todos nós fomos beneficiados por sua vida aqui na terra e com certeza, hoje, ela do céu continua a nos olhar, guiar e proteger junto de Deus. Sem limites humanos, poderá ser intercessora que nos vê com o olhar de Deus, sabendo o que realmente nos convém.
Madre Teresa, rogai por nós!


 

http://mail.yimg.com/us.yimg.com/i/mesg/tsmileys2/40.gifUM BILHETE AGRADECIDO PARA
A MADRE TERESA DE JESUS Latino- americana
Só sendo Teresa mesmo, como a Teresa de Jesus da Espanha, a Teresa de Jesus da França e a Teresa de Jesus dos Andes, mas sendo a Teresa de Jesus do Brasil. Teresa do mesmo Jesus, mas situadamente descoberto, historicamente amado, brasileiramente vivido. Filha da mesma Igreja, mas já não aquela beligerante conjuntura de Trento nem da ofensiva posição do Vaticano I, mas respirando diálogo e esperança por entre as “janelas abertas” do Vaticano II medida na caminhada libertadora do nosso povo, evangelicamente acolhida por Medellín e Peubla, feita CEBs e Pastorais socais, CNBB e inserção.
Você entendeu o Carmelo como “um clima” mais do que como estrutura, captou – como você recordara muitas vezes – que o deus vivo está disponível, na brisa suave do profeta patriarca. Elias e não na parafernália das leis e das grades e dos “fechamentos” aprisionadores.
Você compreendeu no realismo da fé cristã, que o Deus do “Mistério da Encarnação” se faz tempo e lugar: no “hoje e agora”, que você repetia com vocacional obsessão; além “dos formalismos da época e do próprio Carmelo”.
Você soube sintonizar com o espírito, que é sempre Criador e convenceu-se, audaciosa, livre e fiel, de que “é preciso começar sempre.
Teresa de Jesus da nossa América e do tempo nosso, de Petrópolis, de Juiz de Fora e de Itaguaí finalmente – longa “noite escura”, dura “subida” Carmelo acima - porque era você predestinadamente da “raça dos verdadeiros contemplativo” soube criar esse Carmelo “leve e transparente”, para “servir a causa de Jesus de Nazaré” engajando a oração e respondendo concretamente pela “vida solidária”, “assumindo a dor dos momentos históricos”,” testemunhando o absoluto, de Deus no meio dos pobres e aprendendo com eles...” “Fazendo da escuta da realidade matéria viva da oração”. Um Carmelo simultaneamente fiel ao Carmelo, à Igreja local e aos “sinais dos tempos”. E porque “América Latina e o Brasil têm sua fisionomia” você decidiu, refundando como se diz agora, que “neste contexto o Carmelo tem que ser latino-americano e brasileiro” na inculturação da encarnação.
Fruto maduro de uma teimosa coerência, mineiríssima e evangélica, “corajosa, esperta e livre com toda a veterana ‘existência vivida no claro e no escuro, mas com constante gratuidade do Deus que nos amou primeiro”, você, nossa Teresa refundadora, soube criar um “Carmelo Leve e Transparente’ onde se pudesse amar depois das seis da tarde” e antes e sempre. Porque o amor não tem hora e porque Deus é Amor e porque é no amor que seremos julgados no entardecer da vida como nos ensinou o Padre do novo Carmelo, o poeta maior São João da Cruz.
Os privilegiados, os rotineiros, os legalistas, a própria hierarquia menos criativa e mais acomodados tradicionalismos, não podiam compreender sua audácia, Teresa. E deviam obstruí-la. Todas as grandes fundações eclesiais foram obstinadamente contestadas. Mas você sabia muito bem e repetia “desde o inicio da fundação renovadora” “que qualquer coisa fora da cruz é ilusão”. E não arredou o pé nem a esperança. Valeu, Teresa, valeu!
Quem sabe, se você não poderia escrever mais uma carta aos “Pro-foco” de hoje, à CRB, à sofrida e coerente CLAR, com aquela mesma “bem lançada letra” – ensolarada de Glória agora com aquele mesmo “descortino de idéias” agora feitas exemplaridade...!
Precisa, viu! Em nossa Vida Consagrada há muita acomodação. Também nela parece, às vezes, que já teríamos chegado ao fim da história. Inserção. Sim, inserção não!? Novamente os “conventos”. Outras vez uma certa retirada de periferias, de fronteiras, de desertos de marginalização. Diante do risco da profecia, a segurança da rotina. Muitas férias, muitas viagens, muitos anos sabáticos, muita “conformação com este mundo” neoliberal talvez. Sei lá... ! Há muito receio novamente frente ao Espírito Criador e erguem-se outras grades frente à história e o povo, e nem sempre nossa Vida Religiosa é aquela “opção de vida radical”, como propunha nosso saudoso Frei Mateus, vivenciada “na oração, na humildade, na pobreza, na fraternidade” como você queria, latino-americana Teresa nossa, fundadora do Carmelo leve e transparente.
D. Pedro Casaldáliga.


" Ofereço minha vida, minhas orações por tudo o que está acontecendo profeticamente. Mesmo com a idade avançada, sei que dentro de mim existe ainda muita energia para sofrer como que dores de parto a fim de que nasça uma vida contemplativa nova. Para Deus, com efeito, nada é impossível." (Trecho da Carta ao Profoco) 
"Sejamos outras Marias, unas ao Sagrado coração de Jesus, seu Filho, no seguimento d'Ele, configuradas com Ele, do presépio ao calvário para ressuscitar"
(Madre Teresa de Jesus, ocd.)

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