sábado, 17 de novembro de 2012

MENSAGEM DE FREI ALZINIR


Caros Irmãos/ãs do Carmelo teresiano reunidos em S. Roque para o

XXIX Congresso da OCDS

A paz seja com cada um/a de vocês!

Faço-me presente entre vocês com minha oração e com algumas palavras em sinal de comunhão,  respondendo ao pedido da Maria Eduarda e do Luciano.
A Verbum Domini nos diz que “… quem constrói a própria vida sobre a Palavra [de Deus] edifica de modo verdadeiramente sólido e duradouro … que permanece mesmo quando falham as certezas humanas” (n. 10).  Por sua vez a S. Madre Teresa escreve: “Porque o fundamento de todo este edifício, como eu já disse, é a humildade. E se esta não for genuína, até para o vosso bem o Senhor não desejará elevá-lo muito, a fim de que não desabe por terra. Desse modo, irmãs, para que esse edifício tenha bons alicerces, procure cada uma ser a menor de todas, e sua escrava, vendo como ou em que podeis servi-las e dar-lhes prazer. O que fizerdes neste caso o fareis mais para vós do que para elas. Assentareis pedras tão firmes que o vosso castelo não desabará.” (7 Moradas 4, 8-9).
 Eis dois  fundamentos  profundos do Castelo: a Palavra encarnada, Cristo Jesus, e as virtudes, sendo a principal a humildade!
Em sintonia com o Ano da fé, apenas iniciado e que convida-nos a “embrenhar-se num caminho que dura a vida inteira… em amizade” com Cristo (Porta Fidei 1.2), mantendo o olhar firme  Nele e como Ele agir, procuremos um autêntico crescimento espiritual, pessoal e comunitário através da prática das virtudes.  
Mas, para quê fomos chamados ao Carmelo teresiano? Certamente a resposta é pessoal, porém uma coisa é certa: o chamado é à santidade; o caminho é o da prática das virtudes, dos conselhos evangélicos e das bem-aventuranças. E todo chamado e vocação na Igreja é para um serviço aos demais. Parafraseando D. Lucas M. Neves que dizia:  “O leigo é uma pessoa da Igreja no coração do mundo e uma pessoa do mundo no coração da Igreja”, podemos dizer que o leigo da OCDS é a presença do Carmelo no coração do mundo e a presença do mundo no coração do Carmelo. Pois os leigos enriquecem a vida religiosa com a sua laicidade, nos ajudam a interpretar os sinais dos tempos (cf. Const. OCDS 38), ao mesmo tempo que são a presença do carisma carmelitano-teresiano em meio ao mundo.  Jesus se fez carne, assumiu a realidade humana para trazer a mensagem de salvação ao mundo. E este é o serviço da Igreja – de cada batizado - em todas as suas vocações e em todos os tempos: ser sinal de comunhão e anunciar ao mundo a salvação trazida por Jesus, com “obras” de transformação da sociedade.
Urge-nos a realidade de tantos de nossos irmãos que estão sendo tragados por uma cultura que espalha a morte e o desrespeito pela vida e a dignidade humanas. S. Teresa apela que façamos algo por aqueles que necessitam (Cf. 7 Moradas 1,4); a Igreja pede uma Nova Evangelização por obras: a “caridade é a linguagem onde, na nova evangelização, mais do que em palavras, se exprime em obras de fraternidade, de proximidade e de ajuda às pessoas com necessidades espirituais e materiais” (Instr. de trabalho do Sínodo sobre a Nova Evangelização, n. 124).
Como já o fizera a S. Madre em seu tempo, realizando o “pouquinho ao seu alcance”,  coloco esta questão a vocês:  O que posso fazer diante destes apelos? “Que mandais fazer de mim?”
 Caros irmãos/ãs, que este Congresso seja frutuoso e os anime a seguir adiante no caminho de amizade e seguimento ao Cristo, em comunhão fraterna,  em verdade, humildade, amor ao próximo. Que sobre estas  bases sólidas vocês sigam construindo o Carmelo teresiano no Brasil, em comunhão com a Igreja, com a Ordem e na fidelidade às necessidades atuais de nosso povo. Que as experiências e reflexões destes dias os ajudem a crescer como pessoas, cristãos e carmelitas teresianos e sejam partilhadas nas Comunidades, pois “a fé obriga cada um de nós a tornar-se sinal vivo da presença do Ressuscitado no mundo” (Porta fidei 15).
Meu agradecimento especial ao P. Provincial Fr. Afonso, aos fr. Fabiano e Wilson, delegados provinciais, aos Assistentes, à Equipe do Congresso e aos que o organizaram e tornaram possível a realização de mais um Congresso no CTE (já são 29 anos em S. Roque!!!), com um trabalho muitas vezes escondido, humilde e sacrificado. Acompanho-os com minha oração e peço que a Luz do Divino Espírito os ilumine e guie para entrar no Castelo pela “porta da fé” e da oração e ir ao encontro da Trindade-comunhão presente no coração de cada um.

Meu fraterno abraço a todos/as e que Deus os/as abençoe e a Virgem do Carmo e s. José os ampare!

Fr. Alzinir F. Debastiani OCD
Roma, 15 de Outubro de 2012

Um comentário:

Natália Durand, ocds disse...

Belíssimas palavras de Frei Alzinir, que sempre nos enriquece com suas formações!! Deus o abençoe muito!!

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