sexta-feira, 19 de abril de 2013

XXX CONGRESSO OCDS- As Terceiras Moradas Luciano Dídimo Camurça Vieira


As Terceiras Moradas


                                                                                          Luciano Dídimo Camurça Vieira
INTRODUÇÃO
Na conclusão de Moradas: Guião Doutrinal, elaborado pela Comissão de Preparação para o V Centenário de Nascimento de Santa Teresa, encontramos o seguinte texto, que nos dá uma visão geral do Livro Castelo Interior ou Moradas, de Santa Teresa[i]:

Em 6M 10,3, a Santa surpreende-nos com a identidade e, ao mesmo tempo, com a diversidade que assinala nesta passagem: “Façamos agora de conta que Deus é como uma morada ou palácio muito grande e formoso, e que este palácio, como digo, é o mesmo Deus”. Partindo destas palavras, chega-se imediatamente àquilo de “sede perfeitos como vosso Pai Celestial é perfeito” (Mt 5,48). Aqui, diríamos: sede castelos formosos como o vosso Pai Celestial o é.
Na Positio para o Doutoramento da Santa, encontra-se, como peça principal, o Relatório do advogado da causa. Para defender a altura da eminente doutrina da santa doutoranda, oferece da seguinte maneira uma espécie de resumo d’As Moradas. 
Esta “é a principal obra teresiana e mesmo – segundo alguns- de toda a mística cristã […]. O livro divide-se em sete partes ou moradas, das quais cada uma tem vários capítulos, exceto as segundas moradas, que tem um único capítulo.

·                    As Primeiras Moradas (2 capítulos) são as almas que têm desejos de perfeição, mas ainda estão metidas nas preocupações do mundo, das quais devem fugir e procurar a soledade.
·                    As Segundas Moradas (1 capítulo) são as almas com grande determinação de viver em graça e que se entregam, portanto, à oração e a alguma mortificação, embora com muitas tentações por não deixarem de todo o mundo.
·                    As Terceiras Moradas (2 capítulos) são para as almas que exercitam a virtude e a oração, mas pondo nisso um amor dissimulado a si mesmas. Precisam de humildade e obediência.
·                    As Quartas Moradas (3 capítulos) são já o começo das coisas “sobrenaturais”: a oração de quietude e um início da união. Os frutos não são ainda estáveis: por isso, as almas devem fugir do mundo e das ocasiões.
·                    As Quintas Moradas (4 capítulos) são já de plena vida mística, com a oração de união que é sobrenatural e dá-a Deus quando quer e como quer, embora a alma se possa preparar. Os sinais verdadeiros desta união é que seja total, que não falte a certeza da presença de Deus e que sucedam tribulações e dores em que provar o amor a Deus. Necessita-se grande fidelidade.
·                    As Sextas Moradas (11 capítulos). Consegue-se uma grande purificação interior da alma, e, entre as graças que nela se dão, totalmente sobrenaturais, estão as locuções, êxtases, etc., grande zelo pela salvação das almas, que leva a deixar a sua soledade. É necessária a contemplação da humanidade de Cristo para chegar aos últimos graus da vida mística.
·                    As Sétimas Moradas (4 capítulos) são o cume da vida espiritual, em que se recebe a graça do matrimónio espiritual e uma íntima comunicação com a Trindade, da que brota espontaneamente uma grande paz em que vive a alma, sendo ao mesmo temo ativa e contemplativa. Uma contemplação que não é subjetiva, mas que transcende o homem levando-o a esquecer-se de si e a entregar-se a Cristo e à Igreja”.

Esta espécie de resumo autorizado é como uma apresentação do Castelo no seu conjunto; e vem a ser, ao mesmo tempo, como um convite a ir verificando toda essa estrutura, não de maneira mental ou intelectual, mas vivencialmente, isto é, desde a praxis e experiência cristã, e tudo isso pela mão de Teresa de Jesus, a Doutora da Igreja Universal. 

O TEMOR DO SENHOR
Santa Teresa inicia o primeiro capítulo das Terceiras Moradas aconselhando:
“Aqueles que, pela misericórdia de Deus, venceram esses combates, entrando pela perseverança nas terceiras moradas, que lhes diremos senão: Bem-aventurado o homem que teme o Senhor?... Sem dúvida, é com razão que chamamos de bem-aventurado quem teme o Senhor, pois, se não retrocede, percorre, a nosso ver, o caminho seguro da salvação” (3M 1, 1)
Santa Teresa dá ênfase aqui ao temor do Senhor, citando o Salmo 111:
“Feliz o homem que teme ao Senhor
E se compraz com seus mandamentos!
Ele brilha na treva como luz,
Ele é piedade, compaixão e justiça.
Feliz quem tem piedade e empresta,
E conduz seus  negócios com retidão.
Eis que ele jamais vacilará,
A memória do justo é para sempre.
Ele nunca teme as más noticias:
Seu coração esta firme ao Senhor.
Seu coração está seguro, nada teme,
Até ver seus opressores derrotados.
O ímpio olha e se desgosta,
Range os dentes e definha
A ambição dos ímpios vai fracassar”

Na linguagem bíblica, temor do Senhor não é medo de Deus. É respeito e consciência amorosa de seu papel de Deus: teme o Senhor quem “ama de coração seus mandamentos”

No castelo, as terceiras moradas são um seguro de vida somente se o morador nelas deposita toda sua confiança em Deus. Educar-se na arte de uma ilimitada confiança nEle é tarefa desta jornada espiritual. Somente a ilimitada confiança nEle poderá salvar-nos da instabilidade e insegurança permanente de si. Em realidade, o refúgio seguro não é o meu próprio castelo. Só Deus é garantia de segurança para minha insegurança e meus medos.
Santa Teresa conclui sobre o temor do Senhor:
“Mas de uma coisa vos aviso: que o fato de pertencerdes a esta Ordem e de terdes tal Mãe não vos deixe seguras. Muito santo foi David, e bem sabeis o que foi Salomão. Não deis importância à clausura e àpenitencia em que viveis, nem vos tenhais em segurança por tratardes sempre de Deus, exercitar-vos constantemente na oração e estardes tão afastadas das coisas do mundo, as quais, em vosso parecer, vos aborrecem. Tudo isso é bom, mas não basta – como eu disse – para deixar de temer. Desse modo, continuai a refletir sobre este versículo, lembrando-vos dele muitas vezes: Bem aventurado o homem que teme o Senhor.” (3M 1, 4)

PROVAÇÃO

Santa Teresa compara a alma que está nas terceiras moradas como Jovem Rico, do Evangelho:

“Ó Jesus, quem não desejará um bem tão grande, em especial se já passou pelo mais trabalhoso? Todos o quererão. O mesmo acontece conosco, irmãs. Mas, como ainda é preciso mais que o Senhor possua por completo a alma, não basta dizer que o desejamos, como não bastou ao jovem a quem o Senhor perguntou se queria ser perfeito. Desde que comecei a falar dessas moradas, tenho-o diante dos olhos. Porque somos como ele, sem tirar nem por. Sendo essa a causa mais comum das agruras da oração, embora também haja outras.” (3M 1, 6)

Na cena evangélica referida por Mateus, este jovem vem à procura de Jesus com alma generosa.  Cumpriu tudo corretamente desde a sua juventude. A lástima é que fez tudo, à exceção do que lhe propõe Jesus. E o jovem retira-se entristecido (Mt 19,16-22).
    Sem dúvida, Teresa se vê refletida no jovem do Evangelho. Esse rapaz, repentinamente generoso, e de repente tacanho, é imagem viva de seus trinta anos, quando ela tantas vezes oferecia ao Senhor a joia de sua vontade (seu amor íntegro) e outras tantas retirava-se quando o Senhor estendia a mão para pegá-la.
Sim, o morador das terceiras moradas deve espelhar-se no jovem do evangelho. Deve treinar-se na complexa tarefa da generosidade, diante de Deus e dos homens. Não só oferecer e oferecer-se (“vossa sou, para Vós nasci, que me mandais fazer”), mas recuperar-se da humilhação do fracasso e das incoerências da própria generosidade juvenil. Sobretudo, deve treinar-se em algo mais difícil: em aceitar que Deus tome a iniciativa mais além de seus projetos de generosidade. Inclusive quando a iniciativa dEle me colha de surpresa nos acontecimentos da vida, na intromissão dos outros no que é meu ou nos acontecimentos que se põe de atravessado diante do meu programa espiritual. Ou quando Ele expressamente supera ou desfaz meus esquemas, como para o jovem do evangelho.
Santa Teresa nos adverte:

“Provemo-nos a nós mesmas, irmãs minhas, ou, antes, que nos prove o Senhor, pois ele bem o sabe fazer, embora muitas vezes não o queiramos entender e voltemos as corretas almas de que falávamos. Observemos o que elas fazem por Deus e logo veremos como não temos razão de nos queixar de sua majestade. Porque, se Lhe voltamos as costas e, a semelhança do jovem do Evangelho, nos entristecemos quando nos diz o que devemos fazer para ser perfeitos, o que pode, segundo vos parece, fazer o Senhor, se ele há de dar o premio de acordo com o amor que Lhe temos? E esse amor, filhas, não será fabricado em nossa imaginação, mas sim provado com obras. E não penseis que o Senhor olhe para as nossas obras; Ele examina a determinação da nossa vontade.” (3M 1, 7)
Quem está nas terceiras moradas tem uma linda disposição, nos dirá Teresa, mas há uma falta de generosidade, como a do jovem rico, um apego excessivo á própria vontade e às próprias ideias. Em resumo: é a adolescência espiritual.
Adolescência do espírito constitui um modo de segurança fictícia, minado pela realidade de uma insegurança de fundo, diante das dificuldade que necessariamente sobrevirão ao longo do caminho. É a arrogância mal dissimulada, a fé secreta na própria força, a convicção de que na vida do espírito - como a do profissional - a iniciativa corresponde ao próprio indivíduo, e que Deus e seu amor colaboram em segundo plano. Disso decorre que... tais pessoas “se impacientam ao ver que lhes permanece fechada a porta de entrada no aposento do Rei, de quem se consideram súditas e de fato o são...?” (v, 6).
No segundo capítulo, Santa Teresa faz algumas comparações com relação às provações a que são submetidas as almas que se encontram nas terceiras moradas:

“Conheci algumas almas, e creio que posso dizer bastantes, que chegaram a este estado. Elas têm vivido muitos anos, ao que parece, nessa retidão e harmonia de alma e corpo. E, depois disso, quando deviam estar com o mundo sob os pés – ou pelo menos plenamente desenganadas dele -, são provadas por sua Majestade e em coisas não muito grandes. Ficam então de tal modo inquietas e com o coração tão angustiado que me deixam perplexa e até muito temerosa. Dar-lhes conselho não é remédio, porque, como elas há muito tratam de virtudes, pensam poder ensinar aos outros e sobrar-lhes razão para se sentir como se sentem.” (3M 2, 1)

“Digamos que sobrevenha uma perda material a uma pessoa rica, sem filhos e sem herdeiros. Nada, porém, que afete o necessário para que ela se mantenha e sustente a casa, sobrando-lhe ainda alguma coisa. Se fica desassossegada e inquieta como se não lhe restasse um pão para comer, como essa pessoa receberá o pedido de Nosso Senhor de que deixe tudo por Ele? (...) Outra pessoa tem o bastante para se manter e até lhe sobra. Apresenta-se a ela a oportunidade de aumentar suas posses. Se se trata de doação, não há mal nisso. Mas procurar essa oportunidade, depois de a ter, procurar mais e mais não é coisa, por certo, que leve a alma a subir às moradas mais próximas do rei, ainda que tenha boa intenção – deve tê-la porque, como eu disse, se trata de pessoas de oração e virtude. (3M 2, 4)

“O mesmo ocorre com essas pessoas quando lhes sobrevém algum desdouro ou pequena mácula da honra. Embora muitas vezes Deus lhe conceda a graça de suportar bem a afronta, fica-lhes uma inquietação tal que elas não conseguem dominar nem esquecer tão depressa. Valha-me deus! Serão essas as pessoas que há tanto tempo meditam sobre a Paixão do Senhor, considerando muito bom padecer e até desejando-o? E ainda gostariam que os outros fossem tão corretos quanto elas no seu modo de agir!” (3M 2, 5)

    Passar na prova do amor marcará a passagem da fronteira para as quartas moradas.
HUMILDADE

Santa Teresa nos aponta a humildade como solução para vencer as provações:

“O humildade! Não sei que tentação me atinge aqui, pois não posso deixar de crer que falte um pouco dessa virtude a quem dá tanta importância as agruras na oração.” (3M 1, 7)

“E crede que onde há de fato humildade, ainda que Deus nunca dê consolações, dará paz e resignação. Estas vos trarão mais contentamento do que suscitam os regalos em outras almas. Muitas vezes, como tendes lido, Sua Majestade concede esses regalos aos mais fracos, embora eu creia que eles não os trocariam pelas fortalezas do que se veem as voltas com agruras. Somos mais amigos de contentamentos do que de cruzes. Prova-nos Tu, Senhor, que sabes as verdades, para que nos conheçamos.” (3M 1, 9)

“Crede-me: a importância disso (das provações) não reside no fato de se envergar o hábito religioso, mas em procurar exercitar as virtudes, em submeter a vontade à Deus em tudo e em dispor a vida de acordo com os desígnios de Sua Majestade. Não desejemos que se faça a nossa vontade, mas sim a Dele. Se não tivermos chegado a este ponto, tenhamos – como eu disse – humildade, que é o unguento para as nossas feridas. Se de fato a tivermos, virá ainda que tarde algum tempo, o cirurgião, que é Deus, para nos restituir a saúde.”  (3M 2, 6)

“Quando falo em caminhar, refiro-me a fazê-lo com grande humildade. Se bem o entendestes, sabeis que aqui está o problema das que não conseguem avançar. Persuadamo-nos dessa verdade e consideremos sempre ter dado poucos passos; em contrapartida, tenhamos como muito pressurosos e ligeiros os passos de nossas irmãs. Que cada uma não só deseje como procure ser julgada a pior de todas.” (3M 2, 8)

“E, com isso, esse estado é de grande excelência. Caso não haja humildade, ficaremos a vida inteira no mesmo lugar, em meio a mil sofrimentos e misérias. Porque, quando não abandonamos a nós mesmas, o caminho se torna difícil e trabalhoso, carregadas como estamos da terra da nossa miséria. “ (3M 2, 9)

OBEDIÊNCIA

“Ao que me parece, as almas que, pela bondade do Senhor, chegaram a este estado teriam grande proveito exercitando-se na prontidão da obediência. Mesmo que não sejam religiosas, ser-lhes-ia muito útil – como o fazem muitas pessoas – ter a quem recorrer para em nada fazerem a própria vontade, que é o que em geral nos causa prejuízos.” (3M 2, 12)

CARACTERÍSTICAS DAS ALMAS QUE ENTRAM NAS TERCEIRAS MORADAS:
“Voltando ao que comecei a dizer das almas que entraram nas terceiras moradas, e não lhes fez o Senhor pequena mercê, mas sim muito grande em terem vencido as primeiras dificuldades. Destas, pela bondade do Senhor, creio que há muitas no mundo; são muito desejosas de não ofender a Sua Majestade, e até mesmo dos pecados veniais se guardam, e amigas de fazer penitência; têm suas horas de recolhimento, gastam bem o tempo, exercitando-se em obras de caridade com os próximos, muito concertadas no falar e vestir e governo de casa, as que a têm. Decerto que é estado para desejar, e parece que nada há para que se lhes negue a entrada até à última morada, nem lha negará o Senhor, se elas quiserem. Que bela disposição esta para que lhes faça toda a mercê.” (3M 1, 5)

“Com efeito, essas almas percebem que nada neste mundo as levaria a cometer um pecado, nem mesmo um pecado venial deliberado. Elas empregam bem sua vida e suas posses. Mas se impacientam ao ver que permanece fechada para elas a porta de entrada ao aposento do nosso Rei, de quem se consideram súditas, e de fato o são. Todavia, que não se esqueça: aqui na terra, ainda que o rei tenha numerosos vassalos, nem todos têm acesso à câmara real.” (3M 1, 6)

“As penitências que essas almas fazem são tão bem calculadas quanto o seu modo de agir. Elas gostam muito da vida para servir a Nosso Senhor com ela, o que não pode ser levado a mal. São muito comedidas ao fazer penitências, a fim de não prejudicar a saúde.” (3M 2, 7)

“...essa maneira de servir a Deus, sempre passo a passo, sem nunca chegar ao fim do caminho. E já será uma grande coisa que não nos percamos, uma que, a nosso ver, continuamos andando e nos cansando (porque, crede, esse é um caminho difícil). O que vos parece, fichas: se uma viagem de umlugar a outro pode ser feita em oito dias, seria bom andar um ano em meio a ventos, neves, chuvas e percorrendo estradas ruins? Não seria melhor trilhar o caminho de uma vez?” (3M 2, 7)

PONTOS POSITIVOS:
¨  “Tem grande desejo de não ofender a Sua Majestade"
¨  "Por nada fariam um pecado"
¨  "Gostam de fazer penitências".
¨  "e de ter suas horas de recolhimento".
¨  "Empregam bem o seu tempo"
¨  "Empregam bem suas vidas e seus bens"
¨  "Exercitam-se em obras de caridade
¨  "É estado desejável, por certo"
¨  "Linda disposição" para se chegar às sétimas moradas (7M 1,5)

PONTOS NEGATIVOS:
¨  "Almas corretíssimas"
¨  "Dar-lhes conselhos é inútil"
¨  "Acham que podem ensinar os outros"
¨  "Canonizam (suas faltas)"
¨  "e gostariam que os outros também o fizessem"
¨  "Gostariam que os outros fossem tão corretos, assim como eles trazem suas vidas"
¨  "Que todos andem pelos seus caminhos"
¨  "Penitências calculadas"
¨  "Pois estão em seu juízo"
¨  "Agem" com muita prudência e "grande discrição".

CONSELHO FINAL:
“Olhemos as nossas faltasse deixemos as dos outros, pois é muito característico de pessoas tão corretas espantarem-se com tudo. E talvez tivéssemos muito que aprender, no que importa, com aqueles diante dos quais nos espantamos. Na compostura exterior e no trato com o próximo levamos vantagem sobre eles. Entretanto, essas coisas, embora louváveis, não são as mais importantes. Não há por que desejar logo que todos vão pelo nosso caminho, nem devemos pôr-nos a ensinar coisas do espírito, pois talvez nem saibamos o que significa. Com efeito, irmãs, este desejo do bem das almas, que nos é dado por deus, pode levar-nos a cometer muitos erros. O melhor é ater-nos ao que diz a nossa Regra: “Procurar viver em silêncio e esperança”. Ao Senhor caberá o cuidado das almas alheias. Desde que não nos descuidemos de suplicá-lo a Sua Majestade, muito nos beneficiaremos com o seu favor. Que Ele seja bendito para sempre” (3M 2, 13)

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