quinta-feira, 29 de maio de 2014

A AVE MARIA: "O SENHOR É CONVOSCO" (III PARTE)


A Presença da Santíssima Trindade no
momento da Encarnação do Verbo no
seio puríssimo de Maria. 
Como o Arcanjo se devia inclinar com respeito diante da Virgem de Nazaré, vendo n’Ela um sacrário vivo da Graça divina! Mas Ela tornou-se também, desde a Anunciação, um sacrário vivo, o primeiro, do Verbo humanado.
Trazer Jesus em si, senti-Lo, que Comunhão permanente, que Comunhão fervorosa, que união íntima e tão perfeita! Nunca houve Comunhão mais santa!
A Ave Maria bem meditada, bem compreendida, bem saboreada, compendia toda a vida cristã, com toda a sua atividade espiritual, com toda a sua seiva sobrenatural.
“O Senhor é convosco”. E desde a Anunciação até o consumar-se na Assunção, e prolongando-se na vida da Igreja, Corpo Místico de Cristo (não vimos nós o Santo Padre Paulo VI, com toda a autoridade e luzes do Espírito Santo, proclamá-La solenemente Mãe da Igreja e, como tal, d’Ela esperar o milagre da Unidade?), nunca mais se separaram, nem na terra, nem no Céu. Daqui vem que Maria sentiu na sua alma toda a Paixão que dilacerou o Corpo de Cristo, na Redenção da humanidade, e daqui vem ainda que tudo quando A fere a Ela, vai ferir também o Coração do Filho, ou, tudo quanto exalta a Mãe redunda em glória para o Filho.
Revelou Nossa Senhora a Santa Brígida: “pelo amor um só era o meu Coração e o de meu Filho”.
E próprio Jesus disse à Beata Verônica de Binasco, citado por Santo Afonso:
“São-me gratas as lágrimas derramadas por amor de minha Paixão, porém, amando Eu com amor imenso a minha Mãe, é-Me mais grata a meditação das dores que Ela sofreu na minha morte”...
Como fica patente o erro de quem quer separar a Mãe do Filho, ou na Religião ou na vida cristã ou ascética! “O Senhor é convosco”! – eis a verdade proclamada pelo Anjo.
Este passo da Ave Maria tem particular e dulcíssimo efeito para a nossa vida eucarística.
Foi em Belém que Maria deu Jesus ao mundo. Belém significa “Terra do Pão”. É natural, é instintivo, é indispensável às crianças este pedido, um dos primeiros que fazem:
“Mãe, dá-me de comer”! “Estou com fome”!
Como a Maria agrada esta oração, este pedido, este desejo de Pão do Céu! Com o mesmo amor com que Ela O deu a todo o mundo, assim O dá a cada alma. Compreendeu-o muito bem o padre Matéo, já pela alegria que tal fato dá a Nossa Senhora, já pela transformação e santificação que opera em quem recebe bem esse Pão, para pregar:
“Para a glória de Maria, ide a Jesus Hóstia”!
“O Senhor é convosco”! Aqui estava toda a felicidade de Maria. Mas, quando uma alma é verdadeiramente feliz, tem de comunicar aos outros essa mesma felicidade, não é? Por isso, Ela deseja ver Jesus também conosco. Como? Pela Sagrada Comunhão.

Nem Ela se sente tanto nossa Mãe, como quando nos vê, pela Comunhão, nos fazermos “um só” com Jesus. Quando Ela O vê no nosso coração, pode dizer a cada um dos seus devotos, a cada um dos comungantes:
“Foi para te dar a Ele que Eu te quis como filho”!
Em um dos seus famosos sonhos, que eram ilustrações divinas, pois vinham a ser confirmadas pela realidade, São João Bosco recebeu este sinal precioso:
“A Comunhão devota e frequente é o meio mais eficaz para obtermos uma boa morte e salvar-nos”.
Já não admira, depois disto, que Maria, na sua promessa de salvação em troca dos Cinco Primeiros Sábados, conforme a Mensagem de Fátima, tenha incluído a Santa Comunhão entre as condições.
Comunhões bem fervorosas, bem recolhidas, bem ardentes! Comunhões bem preparadas, por uma Confissão sincera e arrependida!
Comunhões reparadoras de “tantos ultrajes, sacrilégios e indiferenças”; Comunhões que realizem a exortação do Anjo de Portugal em Fátima:

“Tomai e bebei o Corpo e o Sangue de Jesus Cristo, horrivelmente ultrajado pelos homens ingratos. Reparai os seus crimes e consolai o vosso Deus”! 

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