segunda-feira, 23 de junho de 2014

COMUNIDADE SANTA TERESINHA OCDS DE SETE LAGOAS - MG.


RETIRO 2014
 

Iniciamos o retiro da nossa Comunidade de Santa Teresinha OCDS de Sete Lagoas, no sábado, com a Santa Missa, às 07h00min horas da manhã no Carmelo da Imaculada Conceição. A celebração foi presidida pelo pregador do retiro, nosso querido frei Afonso OCD. Frei Henrique veio acompanha-lo e muito nos alegrou com a sua presença  .
  Após a Santa Missa, partimos para o local do retiro. Um lugar maravilhoso, em contato com a natureza e preparado com muito carinho para nos acolher. Depois de instalados e prontos para iniciarmos, nos reunimos para a primeira colocação, na qual Frei Afonso nos levou a refletir sobre o retiro como um tempo privilegiado, tempo favorável, nos lembrando de que todo privilégio implica em responsabilidades.
Citando Santa Edith Stein, nos recordou que o retiro é um dever e um direito. Sendo para nós, mais um dever do que um direito. Pois como Carmelitas Seculares, temos o dever de buscar o que Deus tem para nós, para que todos os nossos irmãos e irmãs que nos buscam, tenham o direito de ter acesso ao que Deus nos deu no retiro.
Fomos convidados a mergulhar em nossa totalidade, tendo como pressuposto importante o silêncio. Neste silêncio, fomos chamados a trazer nossa história, através de uma espiritualidade encarnada, e não ficar somente na mistificação, pensando em Deus lá nas alturas e nós aqui em baixo. Temos que deixar que Ele nos alcance em toda nossa totalidade: corpo, alma e espírito.  Porque Deus nos alcança como, quando e onde estamos.

  
 
 
 

Frei Afonso chamou-nos a atenção para o fato de que não podemos abrir mão de duas coisas: o livro da Palavra de Deus, e o livro de nossa vida, cientes de que o amor de Deus supera nossos pecados e limitações e cientes de que a palavra de Deus vivifica nossa vida. Assim, a melhor matéria para nossa oração é nossa própria vida. Como Carmelitas devemos ser contemplativos. Porém, devemos entender o conceito de contemplação que é nada mais, nada menos que ver Deus em todas as situações de nossas vidas. Assim, nossa vida deve ser marcada pelo encontro com Deus. 
Foi-nos proposto para o primeiro momento de reflexão pessoal o texto de I João 4, 9-10;19, destacando o versículo 19: “quanto a nós, amemos, porque Ele nos amou primeiro”. Como pistas para reflexão foi sublinhada a importância de purificarmos nosso conceito de “amor”, tão romantizado nos dias de hoje. O verdadeiro amor se traduz por atitudes, gestos concretos, como dizia Santa Teresinha. Assim podemos não nos simpatizar com algum irmão ou irmã, mas amá-lo(a) através de nossas atitudes.
Além do texto de I João, foi-nos proposto para reflexão o Capítulo 17 do Evangelho de São João.
Na segunda colocação, já na parte da tarde, fomos chamados a colocar Cristo no centro de nossas vidas. Assim fizeram todos os santos do Carmelo, que sempre nos apontam para Cristo, pois Ele é nossa maior riqueza. Somos ontologicamente pobres: não escolhemos quando, como e onde nascemos, assim como não escolhemos nosso sexo, raça, cor, família etc. Não escolhemos nem mesmo o dia e a hora de nossa morte. Somos totalmente pobres.
  
 

 
   
     
Porém somos criaturas únicas, à imagem e semelhança de Deus. Em nossa pobreza, Deus quis que participássemos de sua vida divina: Deus é criador, nós podemos criar. Deus é Pai, nós exercemos a paternidade. Deus é amor, nós podemos amar. Tudo que Jesus é, nós o somos por participação. O primeiro ato salvador de Deus foi fazer-se homem, se humanizar em Jesus Cristo e viver em tudo a condição humana, menos o pecado.  Portanto, temos que humanizar nossas relações.
Foi nos proposto para reflexão o texto do Evangelho de João 15. Fomos chamados a refletir no fato de que o batismo nos enxerta em Cristo. Ele é a videira e nós os ramos. Devemos dar frutos em Cristo, com a força de Cristo que é a videira, pois nós, os ramos, por nós mesmos, não temos forças para dar frutos. Como o próprio Jesus disse neste trecho do Evangelho: “sem mim, nada podeis fazer”. Temos consciência de que somos parte integrante de Cristo pelo batismo, ou vivemos a vida cristã superficialmente? Pois antes de ser Carmelitas, somos cristãos, enxertados em Cristo.  Para auxiliar na reflexão foi-nos proposto também o texto de I Coríntios 12, 12-31.

    


   
 No domingo pela manhã, Refletimos sobre o texto de Romanos 12, 1-2:
  O “culto espiritual” ao qual o texto se refere é antes de tudo, permitir a vida de Jesus em nós, caso contrário, seremos meros devotos de Cristo. E participar da vida de Jesus significa ter o mesmo destino de Jesus: a comunhão plena com o Pai, passando pela Cruz. “Não se conformar com o mundo” significa não aderir aos valores contrários ao Evangelho, que discretamente invadem nosso cotidiano nos conduzindo ao ateísmo prático (como cristãos, não negamos a Deus, porém vivemos como se Ele não existisse).
“Renovar a mente” significa renovar nossas ideias, muitas vezes cristalizadas e presas a conceitos e esquemas rígidos. O Espírito Santo é criativo e age de diversas formas. Temos que buscar conhecer a Deus para ter fé e este conhecimento começa em nossa mente. Temos que nos abrir a ação do Espírito Santo.
A “vontade de Deus” é nossa santificação, e ser santo significa pertencer a Deus. Portanto não importa nosso estado de vida (casado, solteiro, religioso, sacerdote), contanto que pertençamos a Deus.
Para auxiliar nossa reflexão, recebemos também de Frei Afonso um roteiro que foi extremamente útil para nossa meditação. Este roteiro, muito profundo, finaliza nos dizendo que o processo constante de iluminação e purificação da lógica da Espiritualidade Teresiana encontra o seu impulso interior na Meditação-Reflexão e mais ainda na Meditação-Encontro.  Para chegar à união com Deus, experimentando a alegria da intimidade divina, é necessário encontrar, fortalecer, aprofundar e escolher todas as mediações que ajudam a estabelecer uma relação viva e dinâmica com “Aquele” que é fonte da “Espiritualidade”.
Na parte da tarde do domingo, antes de finalizarmos o Retiro, fizemos a partilha de nossas experiências. Todos puderam falar de suas vivências no retiro e todos foram enriquecidos pelos depoimentos, em um momento espontâneo e profundo. 


Nosso retiro foi finalizado com a Santa Missa, celebrada junto à comunidade da região na Capela local, onde os membros da Ordem pertencentes à nossa Comunidade de Santa Teresinha de Sete Lagoas renovaram, na presença do Frei Afonso e da Comunidade, suas promessas. 

    

 
 
 O retiro foi um momento único, de crescimento na fé e na vida fraterna. Os momentos de silêncio, de partilha, as brincadeiras, a refeição em comum (cada quitute mais gostoso que o outro) nos uniu como Comunidade e nos fez mais fortes. Agora temos em mente que o retiro é um privilégio, e um dever. E também uma responsabilidade, pois renovamos nosso encontro com Deus para sermos testemunhas por nossas palavras e, sobretudo por nossos gestos.
 

Aproveitamos nosso depoimento sobre o retiro para convidarmos a todos os irmãos e irmãs para participarem da Santa Missa, na qual faremos nossa admissão à Comunidade Santa Teresinha OCDS de Sete Lagoas. Será no dia 12 de julho, às 19 horas no Carmelo da Imaculada Conceição, à Rua Heitor Lanza Neto, nº 801 no Bairro Centenário, em Sete Lagoas - MG. 

  

Cleber e Fabiana.

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