quarta-feira, 16 de julho de 2014

Virgem Maria, nossa Mãe e Irmã, Nossa senhora do Carmo




N. S. do Carmo, paróquia S. José, Lima, Peru

Todos os anos, dia 16 de Julho elevamos nossa gratidão ao Senhor por todos os benefícios recebidos por meio da Virgem Maria, nossa Mãe e Irmã, sob o título de Nossa senhora do Carmo. Seu Escapulário é um sinal de sua proximidade amorosa para aqueles que, como o discípulo a quem Jesus amava, acolhem-na como ele (Jo 19, 27). No momento dramático e luminoso da Cruz, Jesus  revela a missão salvífica especial de sua Mãe: ela é Mãe dos seus discípulos de todos os tempos.
Ao longo da história da Ordem  esta certeza levou muitos a viver em doce amizade e companhia com Maria. Com e como Ela aprenderam a entregar-se com confiança ao Pai vivendo segundo sua vontade, trabalhando pelo bem da Igreja e da Ordem nos mosteiros, nas missões, nas famílias, no trabalho quotidiano, etc. Uma vida segundo o estilo mariano de meditação da Palavra do Senhor e de busca de fazer a vontade do Pai nos eventos ordinários de cada dia,  agindo sob o olhar amoroso de Maria.
No ano passado, o papa Francisco escreveu na Evangelii Gaudium alguns pensamentos  sobre Maria que chamaram-me a atenção por sua simplicidade, força e capacidade inspiradora.
Por ocasião do recenseamento, não encontram lugar na hospedaria para o nascimento de Jesus e diante da escassez de recursos materiais, "Maria é aquela que sabe transformar um curral de animais na casa de Jesus, com uns pobres paninhos e uma montanha de ternura" (286).
A Virgem Maria também inspira a atividade evangelizadora da Igreja hoje. "Sempre que olhamos para Maria, voltamos a acreditar na força revolucionária da ternura e do afeto. N’Ela, vemos que a humildade e a ternura não são virtudes dos fracos, mas dos fortes, que não precisam de maltratar os outros para se sentir importantes… Esta dinâmica de justiça e ternura, de contemplação e de ir em direção aos outros faz d’Ela um modelo eclesial para a evangelização” (288).
Penso que Santa Teresinha teria gostado destes pensamentos, pois ela queria que as pregações sobre Maria fossem sobre as suas virtudes imitáveis. Possamos nós buscar  vivê-las em nossas relações fraternas e familiares em nossas atividades diárias, no trabalho e com os nossos amigos.
Seja a festa do Carmo uma ocasião para crescer na imitação das virtudes da Mãe e Rainha do Carmelo.


Alzinir Francisco Debastiani,  OCD/ DELEGADO DA CASA GERAL PARA OCDS



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