quarta-feira, 27 de agosto de 2014

Momento Mariano - parte 1

A anunciação do anjo a Maria e o nosso chamado a ser carmelita (Lc 1 26-30)



Exatamente como fora anunciado, "o Verbo se fez Carne e habitou entre nós", no seio de uma Virgem puríssima. Um anjo abre as portas de um novo paraíso - e conversa com uma mulher. Ele é um anjo bom e ela a nada mais aspira que ser a "serva do Senhor".
 

Por isso, Deus a fez "bendita entre as mulheres" e "todas as nações a chamarão bem-aventurada". "O anjo Gabriel foi, por Deus, enviado a uma cidade da Galileia, chamada Nazaré, a uma virgem desposada com um varão, que se chamava José, da casa de Davi - e o nome da Virgem era Maria". Entrando o Anjo onde ela estava, disse: Ave, cheia de graça, o Senhor é contigo, bendita és tu entre as mulheres. Quando ela ouviu, turbou-se com o seu dizer e cogitava que saudação fosse esta. E o anjo lhe disse: Não temas, Maria; pois achaste graça diante de Deus. Eis que conceberás em teu seio e darás à luz um filho, e pôr-lhe-ás o nome de Jesus. 

A saudação “Ave, Maria” manifesta uma saudação convocatória a alegrar-se por ter sido a escolhida. Maria é convidada a alegrar-se por  dois motivos: Primeiro, porque “encontraste graça diante de Deus”. E Maria é cheia de graça porque a graça de Deus que significa o Espírito Santo “veio sobre ela e a cobriu com sua sombra”. Maria, então, se faz templo vivo do Espírito. Nela Ele possui uma presença real e única. Nela Ele atua de uma maneira tão profunda que eleva sua capacidade maternal à altura de ser verdadeiramente a mãe de Deus. Segundo, porque o “Senhor está contigo”. O Santo gerado de Maria é o filho de Deus, Jesus Cristo. Dentro de Maria começa a crescer o fruto do Espírito Santo, que é o Deus conosco, o Verbo encarnado.

Assim como Maria, Santa Teresinha também recebe, desde muito cedo,  o chamado a considerar sua alma como um jardim de delícias no qual é preciso cultivar as flores de virtudes que Jesus virá colher em sua primeira visita. Seu sim, se desdobra a entrega de uma vida vivida na intimidade com Deus, na contemplação de Sua face, como ela mesma relata:

"Jesus me pegou pela mão, fez-me entrar em um subterrâneo onde não faz frio nem calor, onde o sol não brilha, e que não é visitado nem pela chuva nem pelo vento; um subterrâneo onde não vejo nada senão uma luz meio apagada, o brilho que espalham ao seu redor os olhos da Face de meu Noivo!..." (Carta 110)


Assim, Deus já nos escolheu desde o ventre materno para sermos carmelitas seculares. Então, antes de ser nossa vontade, é a vontade de Deus manifestada em nós. Diante desse chamado, olhamos para o exemplo de Maria e Santa Teresinha e reflitamos, a partir de seu comportamento, como damos o nosso sim a esse chamado, qual é nosso testemunho de obediência e centralidade para com Aquele que nos chamou primeiro.?

Olhemos para Nossa Senhora e busquemos essa  configuração maternal do amor de Deus, da graça de sermos escolhidos e de gestarmos em nós um chamado a ser carmelita secular.

Maria correspondeu plenamente ao seu chamado. E nós como estamos correspondendo ao nosso chamado de carmelita secular? Agimos assim como Maria? Onde nos aproximamos Dela como modelo? Onde estamos distantes?

O que precisamos fazer para nos assemelharmos ao seu testemunho de aceitação e de seu “fiat”. 
    

Ave, Carmelitas Seculares, o Senhor está conosco. Alegremo-nos porque fomos escolhidos, encontramos graça diante de Deus.

Ave Maria, cheia de graça....

Reflexão:  "Maria, Flor do Carmelo - lugar de revelação de Deus" preparada pelo Grupo Flos Carmeli,
da OCDS de Bananeiras-PB, para o Momento Mariano durante o XI Congresso da OCDS Norte/Nordeste, realizado de 14 a 17/08/2014 em Fortaleza-CE

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