terça-feira, 16 de setembro de 2014

SANTO ALBERTO DE JERUSALÉM, 800 ANOS DE SUA MORTE




Este ano, no dia  da festa de Santo Alberto de Jerusalém (17 de Setembro), lembramos  na Ordem Carmelitana os 800 anos da sua  morte ocorrida a 14 de Setembro de 1214.
Alberto nasceu por volta de 1150 em Vercelli, Itália. Fazia parte dos Cônegos Regulares da Santa Cruz de Mortara, cujo convento se situava perto de Pavia. Aqui se distinguiu pelo serviço aos confrades, pela sua grande preparação e vida espiritual profunda, tendo sido também formador dos jovens cônegos.
Para além de sua família religiosa, foi conhecido por sua grande capacidade de mediar conflitos e resolver controvérsias. Foi nomeado bispo de Bobbio e em seguida de Vercelli, onde permaneceu por 20 anos, conduzindo com sabedoria e zelo pastoral sua Diocese.
Mas sua capacidade diplomática fez com que lhe fossem confiados trabalhos diplomáticos nacionais e internacionais, como por exemplo a mediação entre o papa Clemente III e o rei Frederico Barbarossa, ou pacificar as revoltas entre as cidades de Parma e Piacenza ou mesmo entre Milão e Pavia.
Muito estimado pelo papa Inocêncio III, este o nomeou em 1205 Patriarca de Jerusalém e legado apostólico das províncias do Oriente. Como Jerusalém neste tempo estava ocupada pelos Sarracenos, Alberto estabeleceu sua sede em S. João de Acre, perto do Monte Carmelo.
No dia 14 de Setembro de 1214, durante uma procissão, Alberto, Patriarca de Jerusalém foi assassinado pelo Mestre do Hospital do Espírito Santo de S. João de Acre, o qual havia sido deposto de seu cargo por má conduta.
A Alberto devemos a Norma de Vida, documento fonte de toda a família do Carmelo.
Para o Carmelo Secular, as Constituições fazem uma síntese da Regra no n. 6, que reproduzimos abaixo.
“A Regra de Santo Alberto é a expressão original da espiritualidade do Carmelo. Foi escrita para leigos que se reuniram no Monte Carmelo para viver uma vida dedicada à meditação da Palavra de Deus, debaixo da proteção da Virgem. Nessa Regra se encontram os princípios que guiam a vida carmelitana:

a) Viver em obséquio de Jesus Cristo;
b) Ser diligentes na meditação da lei do Senhor;
c) Dar tempo à leitura espiritual;
d) Participar na liturgia da Igreja, tanto na Eucaristia como na Liturgia das Horas;
e) Interessar-se pelas necessidades e o bem dos demais na comunidade;
f) Armar-se com a prática das virtudes ao mesmo tempo que se vive uma vida intensa de fé, esperança e caridade.
g) Buscar o silêncio interior e a solidão em nossa vida de oração;
h) Usar prudente discrição em tudo que fazemos.” 


Frei Alzinir Debastiani, ocd
Delegado da casa Geral  para a ocds

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