segunda-feira, 9 de fevereiro de 2015

11 DE FEVEREIRO - DIA MUNDIAL DOS ENFERMOS (PALAVRA DO PAPA FRANCISCO)


"Apesar dos avanços da ciência, disse o Papa Francisco no Angelus deste domingo, o sofrimento interior e físico das pessoas suscita fortes interrogações sobre o sentido da doença e da dor e do porquê da morte":


Cidade do Vaticano (RV) – “A cura dos doentes por parte de Cristo nos convida a refletir sobre o sentido e o valor da doença”. No Angelus deste domingo (08/02), o Papa Francisco comentou o Evangelho do dia, em que Jesus cura inúmeros doentes.

“Pregar e curar: esta é a atividade principal de Jesus na sua vida pública”, explicou o Papa. Com a pregação, Ele anuncia o Reino de Deus; com as curas, demonstra que o Reino está próximo.

Ao entrar na casa de Simão Pedro, Jesus vê que a sua sogra estava na cama com febre; logo a toma pela mão, a cura e a faz levantar-se. Depois do pôr-do-sol, quando concluído o sábado as pessoas podem sair e levar-lhes os doentes, reúne-se uma multidão de pessoas com todo tipo de doenças: físicas, psíquicas e espirituais.

Médico de almas e corpos

“Vindo sobre a terra para anunciar e realizar a salvação de todo o homem e de todos os homens, Jesus mostra uma especial predileção por aqueles que estão feridos no corpo e no espírito: os pobres, os pecadores, os endemoninhados, os doentes e os marginalizados. Ele assim se revela médico seja das almas, seja dos corpos, bom Samaritano do homem”, explicou o Papa.



Orações por Dom Zimowski

Para o Pontífice, a realidade da cura dos doentes por parte de Cristo nos convida a refletir sobre o sentido e o valor da doença. A isso nos evoca também o Dia Mundial do Enfermo, que será celebrado na próxima quarta-feira, 11 de fevereiro, memória litúrgica da Bem-aventurada Virgem Maria de Lourdes. “Abençoo as iniciativas preparadas para este Dia, em especial a vigília que terá lugar em Roma, na noite de 10 de fevereiro”, pedindo orações também para o idealizador desta iniciativa, o Arcebispo polonês Zygmunt Zimowski, que está “muito doente” na Polônia.

A obra salvífica de Cristo não se esgota com a sua pessoa e no arco de sua vida terrena; ela continua mediante a Igreja. Fiel a este ensinamento, afirmou Francisco, a Igreja sempre considerou a assistência aos doentes parte integrante da sua missão, uma via privilegiada para encontrar Cristo, para acolhê-lo e servi-lo. “Curar um doente, acolhê-lo, servi-lo, é servir Cristo: o doente é a carne de Cristo”, ressaltou.


Levar a luz do Evangelho

Apesar dos avanços da ciência, constatou o Papa, o sofrimento interior e físico das pessoas suscita fortes interrogações sobre o sentido da doença e da dor e do porquê da morte. “Trata-se de perguntas existenciais, às quais a ação pastoral da Igreja deve responder à luz da fé. Portanto, cada um de nós é chamado a levar a luz do Evangelho aos que sofrem e aos os assistem, parentes, médicos e enfermeiros, para que o serviço ao doente seja realizado sempre mais com humanidade, com dedicação generosa, com amor evangélico. A Igreja mãe, através das nossas mãos, acaricia os nossos sofrimentos e cura as nossas feridas, e o faz com a ternura de mãe.”


Francisco então concluiu pedindo a Maria, Saúde dos doentes, para que cada pessoa na doença possa experimentar, graças à solicitude de quem lhe está próximo, a potência do amor de Deus.

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