terça-feira, 31 de março de 2015

AO REDOR DA FONTE

Passar o dia ao redor da fonte no aniversário de Santa Teresa é vivenciar toda a riqueza dos ensinamentos deixados para nós por nossa mestra e irmã de caminhada. Está a sós com Aquele que sabemos que nos ama. Adentrar em você mesmo, “silenciar-te, aguçando teus ouvidos de discípulo para ouvi o que o Senhor tem a lhe comunicar” Is 50,4. O essencial não é o que possamos dizer, mas o que Deus nos diz e o que Ele diz a outros através de nós. Ele escuta-nos no silêncio; no silêncio fala as nossas almas. No silêncio é nos dado o privilégio de escutar Sua voz.
“Para se progredir, o que mais necessita é saber calar diante de Deus. A linguagem que Ele melhor ouve é a do Silencio de Amor” São João da Cruz.
Após uma noite de preparação pessoal, os membros do Grupo São Jose iniciaram o dia ao sabor da Palavra e da Eucaristia na missa solene dos 500 anos de Santa Teresa no Carmelo da Imaculada Conceição.
Ser santo não é ser diferente, não é ser especial, é ser na medida em que Deus nos criou. E Ele nos criou na graça e na sabedoria do seu Amor.

 Ao termino da santa missa, partimos para o nosso primeiro retiro anual, conduzido pela nossa formadora Márcia, na fazenda Solar dos Medeiros, local este repleto das maravilhas feitas pelo construtor maior, Deus.












Diante do Santíssimo, após a leitura do Evangelho de João 4, 1-7,  foi pedido que vedássemos nossos olhos, a fim de compreendêssemos que no evangelho da Samaritana, Deus quer se revelar, mas a Samaritana mesmo estando diante de Deus não conseguia enxerga-lo,  assim  Deus também nos revela a todo momento , e nos agimos como se estivéssemos com os olhos vedados.
Com os olhos vedados, ouvimos Jo 4, 10-13, logo em seguida tiramos a venda e eis o convite: Somos capazes de ver Jesus na fonte? Sem a venda podemos constatar de que quem está a nossa frente é Jesus.










Ainda diante do Santíssimo, após a leitura de Jo 4,13-22, foi pedido que vedássemos agora nossa boca e nos nossos ouvidos.  Muitas vezes perdermos a oportunidade de ter um dialogo com Deus. Os homens continuam ainda hoje procurando um Poço, para saciar sua sede profunda de vida. Só Cristo mata definitivamente a sede de vida e felicidade do homem. Tire a venda  e como discípulos e missionários a exemplo da  a Samaritana, anuncie a todos o Cristo, nossa vida e felicidade.










Após esse momento forte cada membro do grupo vivenciou de forma única um dialogo pessoal com Deus.

 












Em seguida almoço e recreio individual com Jesus.
E quem disse que no recreio não se trabalha, aproveitei o momento para fazer um bolo para a aniversariante do dia.

Depois da hora sexta vivenciamos a via-sacra meditando o texto “A Escada do Silêncio”.
“Não temas, pois estou contigo: desde o levante eu farei a tua descendência voltar, desde o poente eu te congregarei. Is 43,5 ."
... Oração pessoal... você e Ele... Ele e você...
Novamente diante do Santíssimo vedamos os nossos olhos e em fila guiados um pelo outro dirigimos para um local preparado pela nossa formadora. O está de mãos dadas é sinal que em comunidade se caminha um do lado do outro. Ali foi pedido que colocássemos as mãos dentro de uma bacia com argila e em seguida passássemos nossas mãos pelo nosso rosto a fim de experimentarmos as muitas vezes que por nossas palavras e gestos nos distanciamos da fonte e sujamos a nos mesmos com a lama do pecado, do egoísmo e da ingratidão.
 Após nos limparmos fomos convidados novamente a sujar nossas mãos e desta vez sujar o rosto do irmão. Tanto eu posso erguer como também posso sucumbi a minha comunidade. Prejudicando o outro com nossos pré-julgamentos. Nos não buscamos conhecer verdadeiramente o outro, simplesmente o julgamos e o condenamos. Às vezes basta uma palavra para eu destruir. Aquele momento foi para que chocássemos com o que foi feito no rosto do outro, muitas vezes fazemos isso na vida do outro, o sujamos. Ali foi simplesmente um barro, que com um pouco de agua poderia ser lavado. Mas quando sujamos um irmão não é um simplesmente lavar, tem muita coisa ali para ser resgatada. Tem uma ferida para ser curada. E a atitude seguida de limparmos o rosto do nosso irmão, é sinal que zelo por ele. É viver verdadeiramente a vida fraterna.

Conduzidos pela nossa irmã Nayara rezamos a coroa de Nossa Senhora.

Houve-se então momento de partilha e comunhão.

 E não poderíamos deixar de registrar ali a foto oficial do grupo e aproveitarmos de tão belo local para fazermos nossa caminhada ecológica.











Terminamos o retiro festejando Santa Teresa!








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