quinta-feira, 16 de julho de 2015

Mensagem do Delegado da Casa Geral em Roma em face da Solenidade de Nossa Senhora do Carmo




Caros  irmãos e irmãs na Ordem,

Neste ano do V Centenário do nascimento da Santa Madre Teresa nos faz bem olhar para o conselho que ela nos dá no livro das Moradas:

“... bem sabe Sua Majestade que só posso confiar em Sua misericórdia; e, já que não posso deixar de ser quem tenho sido, não tenho outro remédio senão apegar-me a ela e confiar nos méritos de Seu Filho e da Virgem, Sua Mãe, cujo hábito indignamente envergo. E vós, que o trazeis também, louvai-O, pois verdadeiramente sois filha/os dessa Senhora. ... imitai-a e considerai a imensa grandeza dessa Senhora, bem como a vantagem de tê-la por Padroeira ...” (S. Teresa, 3 M 1,3).

De fato, a misericórdia de Deus é para Teresa a fonte de sua confiança nele, da qual ela nunca desconfiou (Vida 4,10; F 12.9, etc.), bem como na misericórdia de Jesus e de sua Mãe. A grandeza de Maria SS. deve ser hoje fonte de nossa consideração e admiração, cheia de gratidão por tudo o que é Nossa Senhora para a Igreja e para a Ordem.

Na Sexta-feira santa, no coração do Mistério pascal, Maria nos foi deixada por mãe (Jo 19,25-27): Eis a tua Mãe.  São as palavras do testamento de Jesus e a missão que Ele confia à Mãe, antes de morrer na cruz. E no Carmelo a Maria é levada para casa, assim como fez o discípulo amado. Da longa tradição da Ordem de incontáveis ​​irmãos e irmãs de Maria, que ao longo dos séculos a tomaram consigo, também nós somos convidados por Teresa: "Imitai-a e considerai a imensa grandeza dessa Senhora, bem como a vantagem de tê-la por padroeira”.
 A imitação de Maria para Teresa nada mais é do que vê-lo como modelo no seguimento de seu Filho Jesus, como o fizeram tantas mulheres (CE 4, 1). Um seguimento feito por amor que impulsiona a fazer a vontade do Pai, até as últimas consequências e a estar aos pés da cruz do Filho, que sofre com Ele até o fim (cf:. Conc., 3,1). Teresa também vê em Maria o modelo de fé, de esperança e de caridade, de humildade e pobreza e obediência, bem como de contemplação dos acontecimentos da vida, em atitude teologal de fé, esperança e caridade (Lc 2,19.50-51). São virtudes que nos fazem caminhar próximos ao Filho, e no serviço atencioso para com as necessidades dos outros (cf. Jo 2,1-12).

Como Teresa, somos elevemos nossa oração confiante: " Valha-me a misericórdia de Deus, na qual sempre confiei por seu Filho sacratíssimo, e a Virgem Nossa Senhora, cujo hábito uso pela bondade do Senhor” (F 28,35). E unidos a Maria imploremos o dom da paz, suas  bênçãos sobre as famílias e sobre a Ordem, para assim experimentarmos também nós a vantagem de ter Maria como Padroeira.
Com votos de uma Santa Festa da Flor do Carmelo, saudações fraternas.

Fr Alzinir F. Debastiani OCD

Roma, 16 de julho 2015

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