quinta-feira, 17 de setembro de 2015

Santo Alberto de Jerusalém

Bispo e Legislador de nossa Ordem

Festa a 17 de Setembro

 

Santo Alberto nasceu em Itália, por volta do ano 1149. Entrou para os cónegos regulares de Santa Cruz, vindo a ser Prior Geral da Congregação. Foi depois bispo de Bobbio e Vercelli.
 
A sua fama de santo tornava-o querido aos olhos dos papas, imperadores, reis, bispos e de todo o povo, que o venerava como santo que tinha o dom de estabelecer a paz entre os desavindos.
 
Por morte do Patriarca de Jerusalém, foram unânimes os bispos, príncipes e o povo, em escolher para bispo de Jerusalém S. Alberto. O Papa teve que insistir muito para que aceitasse este cargo, que mais do que honra, era carga pesada, devido às dificuldades de toda a espécie, em que se encontrava o reino de Jerusalém.
 
Embarcou para a Terra Santa no ano 1205, sendo o seu Patriarca de 1206 a 1214. Chegado à Terra Santa, fixou residência na vertente do Monte Carmelo. 

Brocardo, então prior dos carmelitas, pediu ao Patriarca Alberto que lhes desse uma norma de vida. De bom grado S. Alberto a escreveu, tornando-se assim no Legislador da nossa Ordem. Por isso, e apesar de não ter sido carmelita, a Ordem do Carmo o representa nas suas imagens vestido de carmelita e com a Regra na mão.

Nas suas dificuldades encontrou consolação e coragem junto dos carmelitas, seus amigos, de que foi sempre admirador e protetor. 

A Regra começa assim: «Aos amados filhos que moram perto da fonte de Elias, no Monte do Carmo…»

Quando, no dia 14 de Setembro de 1214, presidia em S. João de Acre, aos pés do Carmelo, à procissão da Exaltação da Santa Cruz, foi barbaramente assassinado, morrendo vítima do ódio este santo homem que passou a vida amando e fazendo a paz. 


Regra de Santo Alberto e Constituições da Ordem dos Carmelitas Descalços Seculares

 

A Regra de Santo Alberto é a expressão original da espiritualidade do Carmelo. Foi escrita para leigos que se reuniram no Monte Carmelo para viver uma vida dedicada à meditação da Palavra de Deus sob a proteção da Virgem. Nessa Regra se encontram os princípios que orientam a vida carmelitana. As Constituições da OCDS são um código fundamental para seus membros, presentes em diversas regiões do mundo. Por este motivo, elas se caracterizam pela simplicidade das estruturas e a sobriedade das normas de vida. Deste modo, dentro de uma unidade fundamental, estabelecida neste texto legislativo, conservam a abertura a um pluralismo de concretizações exigidas pelos diversos contextos sociais, culturais e eclesiais. 

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