domingo, 25 de outubro de 2015

Primeira missa do Pe.Carlos dos Anjos no Carmelo

Padre Carlos dos Anjos, ocds, celebrou ontem sua primeira missa no carmelo, com a presença ímpar do nosso capelão, o jesuíta, Pe.Henrique Munaiz, foram momentos preciosos e inesquecíveis, Que o Bom Deus o faça um padre santo Pe. Carlos!



quarta-feira, 21 de outubro de 2015

Quero ver a Deus - Frei Maria-Eugênio do Menino Jesus





            Em comemoração aos 500 anos do nascimento de Santa Teresa de Jesus, a Editora Vozes em parceria com o Instituto Notre Dame de Vie (Nossa Senhora da Vida) e com a preciosa colaboração do Carmelo do Imaculado Coração de Maria e Santa Teresinha (Cotia), lança esta obra, de autoria do Frei Maria-Eugênio do Menino Jesus, em língua portuguesa do Brasil.      

Quero ver a Deus é a obra-prima de Frei Maria-Eugênio. Publicada em diversos países, em diversas línguas, esta obra tem um lugar de grande importância no campo da mística. Seguindo o roteiro do livro das Moradas de Santa Teresa de Jesus, Frei Maria-Eugênio vai, numa forma acessível, desvendando aqueles termos próprios da experiência mística, difíceis para a compreensão dos principiantes e mesmo para os adiantados no caminho da fé, necessitando de discernimento e de luz.

 O leitor irá encontrar também, neste texto de grande envergadura espiritual, uma síntese do pensamento dos grandes Mestres do Carmelo: Santa Teresa de Jesus, São João da Cruz e Santa Teresinha do Menino Jesus. Com quase cinquenta anos de antecedência, Frei Maria-Eugênio já intuíra que Santa Teresinha do Menino Jesus, por quem nutriu uma grande amizade desde os tempos de seminário e cuja Beatificação e Canonização acompanharam seus primeiros anos de Carmelo, se equiparava a São João da Cruz e Santa Teresa de Jesus, dos quais herdara o espírito contemplativo e o zelo apostólico.


Frei Maria-Eugênio do Menino Jesus (1894-1967), Carmelita descalço, além de uma intensa atividade no interior da Ordem desde 1922 até o fim de sua vida, destacou-se pela fundação do Instituto Notre Dame de Vie, na companhia de Marie Pila, que reúne leigas e leigos consagrados, sacerdotes diocesanos e, também, casais, com a proposta de viver o carisma carmelitano, nas realidades que lhes são próprias, no espírito do Profeta Elias, Pai da Ordem do Carmelo.

_______________________________________________
Editora Vozes
Rua Frei Luiz, nº 100 - Centro - Petrópolis-RJ
CEP:25689-900
twitter: @Editora_Vozes



terça-feira, 20 de outubro de 2015

Você, uma Jornada na Vida Interior com Santa Teresa, em São Roque

Dando continuidade às comemorações do V Centenário do Nascimento de Santa Teresa de Jesus, o Centro Teresiano de Espiritualidade, em parceria com o Instituto Coaching & Vida, está promovendo nos dias 06, 07 e 08 de novembro o Treinamento: Você – uma Jornada na Vida Interior com Santa Teresa de Jesus.
O que te fez chegar até aqui?

São poucas as pessoas que têm o hábito de pensar sobre a essência do ser humano. 
Seguramente você é uma delas! Por isso você está no lugar certo!
VOCÊ, uma Jornada na Vida Interior está  fundamentado em  Sete Jornadas, cada uma com seu propósito e geração de novos comportamentos:
 * 
Primeira Jornada – Medo X Autoconhecimento
*  Segunda Jornada – Raiva X Lutar 
*  Terceira Jornada - Oração X Meditação 
*  Quarta Jornada – Mística X Desejo 
*  Quinta Jornada - Novos Hábitos X Amor Philia 
*  Sexta Jornada – Crenças X Vida Interior 
*  Sétima Jornada – Transformação X Vida Espiritual 
Veja o  Vídeo do Treinamento, aqui! 
Valor do Investimento? R$ 299,00
Inscrições no Centro Teresiano de Espiritualidade: (11) 4712-2270 - Célia

Acreditamos que cada um de nós possui uma fagulha interior que quando descoberta e vivenciada é capaz de criar um novo momento em sua vida, projetando uma nova visão de mundo, que levará a vivência de  uma vida mais autêntica e feliz.
Metodologia

Treinamento de 30  horas fundamentado nas Moradas/Castelo Interior de Santa Teresa de Jesus, Vida Mísitca,  Psicologia Positiva, Coaching e PNL.
Vamos explorar ao máximo o conceito “jornada” e “vida interior” e "Castelo Interior" , o poder pessoal e a força que este conceito possui. Teoria e Prática serão convidadas a caminharem juntos.  Sempre teremos presente o Método  CAV – Ciclo de Aprendizagem Vivencial, ou seja, aprendizado por meio da experiência embasada por técnicas e conceitos comprovados cientificamente vindos da Psicologia Positiva, Coaching, Programação Neurolinguística e Neurociência e  experiência  mística  da obra   Castelo Interior de  Teresa de Jesus.
Temas abordados 
 Vida Interior
Missão & Propósito de Vida
Castelo Interior/Teresa de Ávila
Medo X Autoconhecimento
Crenças fortalecedoras e limitantes
Raiva X Luta
Esferas/dimensões que compõem a vida
Plano de Ação focado nas diversas áreas da vida
Identificação de Sabotadores Internos
Identificação dos seus principais pontos fortes
Perdão
Vida Mística
Amor Philia
Felicidade
Mecanismo do cérebro com relação às metas
Família
Geração de Novos Comportamentos
06, 07 e 08 de novembro  de 2015 
Onde? 
Rodovia Raposo Tavares, KM 64 - Bairro Marmeleiro - São Roque - SP 
 (a 50 minutos de São Paulo)
Horário 
18:30h do dia 06 de março às 12:30 do dia 08 de março de 2015
  
                                                   Investimento: 299,00 
  
VOCÊ, uma Jornada na Vida Interior, inclui:
·                      07 sessões de coaching aplicadas no treinamento
·                      30 horas de Treinamento Comportamental
·                      02 diárias no Centro Teresiano de Espiritualidade em São Roque - SP
·                      04 refeições completas + coffee break
·                      Apostila com ferramentas  para todos os participantes
·                      01 ferramenta de PNL para ser aplicada pós treinamento
·                      01 ferramenta de coaching para ser aplicada pós treinamento
·                      Todos os participantes do treinamento farão parte de um grupo privilegiado fechado de estudos (dicas e disponibilidade de materiais) 

segunda-feira, 19 de outubro de 2015

Um sacerdote na OCDS !!!

Nossa comunidade Beata Elisabete da Trindade se rejubila com a ordenação do Carlos dos Anjos, membro da nossa comunidade! Agradecemos ao Bom Deus e parabenizamos o Carlos, agora Padre Carlos pela dedicação e pela determinada determinação!

Ordenação na paróquia em Jaíba/MG


O Padre Carlos já ajudando na missa!


Vestição pelo nosso capelão, Padre Henrique.


FOTOS DA MISSA DE CANONIZAÇÃO DO CASAL SÃO LUÍS MARTÍN E SANTA ZÉLIA GUERÍN, Pais de Santa Teresinha.


"O bom Deus me deu um pai e uma mãe mais dignos do Céu do que da terra" (Santa Teresinha do Menino Jesus)


(Lusa)
Praça de São Pedro lotada de fiéis para prestigiarem a canonização
dos beatos Luís Martín, Zélia Guerìn, Vicente Grossi e Maria da
Imaculada Conceição. 





O painéis dos quatro novos santos. 



Painel da canonização do casal Martín. 



Painel da canonização do Santo casal Luís e Zélia.


Na fila da frente e no meio da imagem: Frei Savério Cannistrà, Prepósito Geral da Ordem Carmelita Descalça, com outros padres
concelebrantes. 

Santa Maria da Imaculada Conceição (Maria de la Puríssima), virgem. 


Religiosas da Congregação à qual pertencia  Santa Maria Imaculada Conceição, canonizada junto com o casal Martín. 


São Vicente Grossi, presbítero e fundador da Congregação das
Filhas do Oratório. 

domingo, 18 de outubro de 2015

Carta à Ordem Carmelita Descalça pela canonização de Luis e Zélia Martin - Frei Savério Canistrà, ocd

Canonização dos pais de Santa Teresinha


Image
CARTA À ORDEM 
PELA CANONIZAÇÃO DE LUIS E ZÉLIA MARTIN 
ROMA, 18 OUTUBRO 2015 
DIA MUNDIAL DAS MISSÕES 




Caríssimos irmãos e irmãs no Carmelo, 

Domingo próximo, dia 18 de outubro, na praça de S. Pedro, o papa Francisco inscreverá solenemente o casal Luis Martin e Zélia Guerin, pais de Santa Teresa do Menino Jesus e da Santa Face, no cânone dos Santos, que a Igreja propõe como exemplos de vida cristã ais fiéis de todo o mundo, para que se tornem fonte de inspiração e companheiros de caminho dos quais recebe impulso, luz e conforto. 

É motivo de grande alegria e gratidão ao Senhor por todos nós, que acabamos de concluir a celebração do V Centenário do nascimento de Santa Teresa de Ávila, mãe da nossa família religiosa, na qual a mesma Igreja reconhece um lugar particularmente rico de testemunhos credíveis da beleza e do amor de Deus. 

Esta canonização é um ulterior sinal que o Senhor nos dá para corroborar a nossa fé e restituir impulso ao nosso caminho de carmelitas, chamados a experimentar a “ternura combativa” do Esposo (cf Evangelii gaudium 85), que com o seu amor quer acender a esperança nos corações de todos os homens. Vivemos um período histórico assinalado por uma profunda transformação, que toca todos os âmbitos da vida humana – costumes, cultura, religião, sociedade, economia – a um nível global, provocando tensões e medos. Nascem sentimentos de insegurança e desconfiança recíproca, criam-se situações de injustiça e instabilidade, que metem a dura prova a convivência pacífica e a confiança entre as pessoas, essencial para um caminho comum e fecundo. 

A visão bíblica do homem, na duplicidade do seu ser masculino e feminino, e a compreensão do seu significado em ordem à vida não são mais patrimônio comum mas, ao contrário, estão metidos em discussão. Ao centro desta batalha pela vida está a família natural, fundada sobre o simples reconhecimento da diferença providencial entre homem e mulher que permite, no interior de uma relação de aliança baseada sobre o amor recíproco, gerar, guardar e fazer crescer a vida humana, não somente por si, mas por todo o ser humano. 

A canonização do casal Martin é um sinal dos tempos que se deve interrogar profundamente porque tem um valor epocal. De fato a Igreja guiada pelo Espírito, decidiu – pela primeira vez na história – de canonizar juntamente um casal de esposos, durante a celebração da XIV Assembleia Geral Ordinária do Sínodo dos Bispos, que tem por tema a vocação e missão da família na Igreja e no mundo contemporâneo, no domingo dedicado à Jornada missionária mundial. 

Uma família exemplar? 

Já passou um século e meio desde que Luis e Zélia, à meia-noite do 12 julho de 1858, se casaram em Alençon, e muitas coisas estão radicalmente mudadas, quer na Igreja quer na cultura europeia. Em que sentido o seu matrimônio e a história da sua família podem ser exemplares para os nossos dias, quando o mesmo modelo de família e a praxis prevalente estão tão longe daquilo que era por eles acreditado e vivido? 

Antes de tudo, é preciso libertar-se dos preconceitos e dos clichés culturais que catalogam imediatamente como antiquado e obsoleto tudo quanto pertence ao universo oitocentista. Se olhamos de perto a vida da família Martin, vemos um homem e uma mulher que viveram uma história comum, marcada de acontecimentos nos quais ainda hoje se podem reconhecer, porque simplesmente humanos: já não tão jovens segundo os parâmetros da época (quando se conheceram – e poucos meses depois casaram-se – ela tinha 27 anos e ele 35), uniram-se em matrimônio e põem em comum a sua vida, aprendendo dia após dia a partilhar as capacidades, responsabilidades, trabalhos, alegrias e dores. Luis tinha um negócio de relojoaria, Zélia tinha iniciado sozinha uma empresa de produção da famosa renda de Alençon. Os seus respectivos trabalhos garantiam um certo desafogo, que não era vivido nem com ostentação nem com apreensão, embora a um certo momento as condições socioeconómicas se tornassem difíceis pelas consequências da guerra entre a França e a Prússia (1870-1871). Trabalharam os dois, tiveram nove filhos, cuidaram deles e enfrentaram o luto pela morte de quatro deles em tenra idade; tal não foi certamente fácil, sobretudo para Zélia, mulher empreendedora, que tinha a responsabilidade de dar trabalho e o respectivo sustento às suas trabalhadoras e respectivas famílias. Luis esteve sempre ao seu lado, lutando juntamente com a mulher, com serenidade e doçura, dando-lhe o conforto da sua constante presença e escolhendo, até certo ponto, colocar de lado o trabalho para vir ao encontro das exigências da esposa, que via sempre mais cansada, e ajudá-la a levar para a frente a sua empresa, sobretudo quando apareceu a doença que a atingiu ainda muito jovem, levando-a à morte no ano 1877, com apenas 46 anos. 

Luis encontrou-se assim a viver a situação de viúvo até à morte, vinda 16 anos depois, a seguir a uma humilhante doença que atingiu as suas faculdades mentais. Sustentou as cinco filhas e a sua educação, dando-se por inteiro e decidindo transferir-se de Alençon para Lisieux, deslocando-se para poder dar às filhas a possibilidade de ser seguidas pela tia Celina, com quem existia uma relação de estima e afecto. As cinco entraram no mosteiro. Acompanhá-las neste passo – sobretudo a pequena Teresa, a predilecta – não foi para ele um pequeno sacrifício, mas viu-o como generoso acto de oferta da sua vida e dos seus filhos a Deus, assim como tinha sempre feito juntamente com Zélia. Por outro lado, para a sua família tinha escolhido o lema de Joana d’Arc, Deus é o primeiro servido. 

O matrimônio: vocação e amizade 

O breve elenco de alguns traços concretos da experiência familiar de Luis e Zélia permite-nos colher facilmente as analogias com a experiência de tantas famílias que hoje devem afrontar dificuldades econômicas, conciliar o ritmo frenético da atividade operária com a educação dos filhos, dar um sentido aos sofrimentos que inevitavelmente batem à porta, metendo em risco a harmonia familiar. Mas o motivo pelo qual a Igreja retém como exemplar o seu testemunho de vida conjugal é bem mais profundo e diz respeito à verdade do amor humano no desígnio divino da criação. 

Se vamos à raiz da sua experiência, encontramos em seguida dois traços que os tornam atuais para ilustrar como pode “funcionar” uma relação de amor e dizer assim uma palavra de esperança aos casais, sobretudo jovens, que estão desencorajados pelo exemplo de tantos naufrágios e, mesmo conservando no coração o desejo, não acreditam ser mais possível a fidelidade, resignando-se de tal modo a uma baixa fasquia de vida. 

O primeiro é viver o encontro com o outro e o matrimônio como vocação. A isto Luis e Zélia foram preparados pela sua história, dado que os dois tinham pensado viver a sua vida cristã consagrando-se a Deus. Não é este traço, obviamente, a ser exemplar, mas a sensibilidade e a atitude a perceber e conceber a própria existência como um diálogo com o próprio Criador, que tem um desígnio bom e enche o caminho de sinais que indicam, com um olhar atento, qual é o caminho para saciar a sede do próprio coração. É somente recebendo-se como um dom que vem da parte de Deus e aprendendo a olhar o outro como rosto do amor do Pai, que é possível construir a própria casa sobre um fundamento estável. Isto foi claro a Zélia quando, vendo aproximar-se o seu futuro marido enquanto percorriam em sentido oposto a ponte de São Leonardo de Alençon, sentiu ressoar em si uma voz que lhe dizia: «Este é o homem que preparei para ti». 

O segundo traço é uma direta consequência deste olhar e abertura do coração: viver a relação com a própria mulher /com o próprio marido como uma relação de amor. A estima e o respeito que vem da espontaneidade do reconhecer-se gratuitamente como aliados e do prazer de ser para o outro uma ajuda, contém a paciência, a humildade, a tenacidade, a ternura, a confiança e a curiosidade necessárias para que uma relação não degenere na procura de si no outro, na tentativa de exercitar um poder, no desgaste da rotina. Em expressões como estas: «Sigo-te em espírito durante toda a jornada; digo-me: “Neste momento faz tal coisa”. Não vejo o momento de estar próxima de ti, meu querido Luis; amo-te com todo o meu coração e sinto ainda redobrar o meu carinho por ti ao ver-me privada da tua presença; ser-me-ia impossível viver longe de ti» (Cartas familiares 108); «Eu estou sempre felicíssima com ele, torna-me a vida muito serena. O meu marido é um santo homem, auguro um igual a todas as mulheres: eis o augúrio que lhes faço para o novo ano» (Cartas familiares 1); ou então, «o teu marido é verdadeiro amigo, que te ama mais que a vida», não há nada de adocicado, mas a expressão dá consistência de um afeto sincero. 

As diferentes sensibilidades, os tantos pequenos pormenores da vida conjugal, que às vezes produzem pouco a pouco uma distância e arrefecem a intimidade, também foram vividos por Luis e Zélia como as ocasiões para exercitar um olhar carregado de simpatia e terno acolhimento das diferenças, como transparece neste texto: «Quando receberes esta carta, estarei ocupada a meter em ordem o teu banco de trabalho; não te deverás irritar, nem perderei nada, nem mesmo um velho quadrante, nem um bocado de mola, enfim nada, e depois estará tudo limpo por cima e por baixo! Não poderás dizer que “só mudei o lugar ao pó”, porque não há mais (…). Abraço-te de todo o coração; hoje, ao pensar que te vou reencontrar, estou tão feliz que nem consigo trabalhar. A tua mulher que te ama mais que a sua própria vida» (Cartas familiares 46). 

A transmissão da vida: gerar e educar 

Ao início, para Zélia e Luis, viver o matrimônio e abrir-se à vida não foi fácil. Para eles tratava-se de compreender que, amar a Deus com todo o coração, passava pela doação e entrega de si mesmos ao cônjuge, para que assim Deus Pai pudesse tomar conta da sua criação, continuando a edificar a sua Igreja como família dos filhos de Deus. Foi a sinceridade da sua procura da vontade de Deus, e a docilidade aos conselhos de um sacerdote que os acompanhava, que os fez compreender a beleza da vocação matrimonial, que pensavam viver na continência. Foram nove os filhos que nasceram da sua união enchendo de alegria as suas vidas: «Quando tivemos os nossos filhos, as nossas ideias mudaram um pouco: não vivíamos mais do que para eles, esta era a nossa felicidade e não a encontramos senão neles. Enfim, tudo nos resultava em grande felicidade, o mundo não nos pesava. Para mim era a grande retribuição, por isso desejei ter muitos, para criá-los para o Céu. Entre eles, quatro estão já bem instalados e os outros, sim. E os outros também caminharão para aquele Reino celeste, cheios de maiores méritos, pois terão combatido mais tempo» (Cartas familiares 192). 

Nesta passagem transparecem alguns aspectos centrais do modo de viver a relação com os filhos, que hoje as famílias têm necessidade de redescobrir: o nascimento de um filho como um dom, sempre – ainda que a sua vida seja breve ou atormentada – porque vem de Deus e conduz a Deus. Educar significa então introduzir no conhecimento da própria origem: o Pai, e ensinar a desejar o céu e a viver a existência – as fadigas, o compromisso, os sofrimentos – como uma preparação, algo de precioso se aceite com confiança e amor como passo de um caminho que conduz à meta, valorizando a pessoa. 

Tudo isto é convincente e torna-se verdade que plasma a consciência e dá vigor ao caminho, quando os filhos possam a vê-lo e quase respirá-lo na carne dos próprios pais como aquilo que dá sentido ao tempo e às atividades. A aspiração de Zélia à santidade, para si e para os próprios queridos, era constante, mesmo no conhecimento das próprias limitações e do tempo perdido: «Quero fazer-me santa: não será fácil, há muito que desbastar e o tronco é duro como uma pedra. Teria sido melhor iniciar antes, enquanto era menos difícil, mas, enfim, “é melhor tarde que nunca”» (Cartas familiares 110). Escreve ao irmão: «Vejo com prazer que és muito estimado em Lisieux: estás a tornar-te uma pessoa de mérito; fico feliz por isso, mas antes de tudo desejo que sejas santo» (Cartas familiares 116). Também diante da filha de carácter difícil, Leônia, que na escola haviam definido como “uma menina terrível”, mesmo no penoso conhecimento dos seus grandes limites – «a pobre menina é coberta de defeitos como de um manto. Não se sabe como tomá-la» (Cartas familiares 185) – não falta a confiança alimentada da fé na bondade de Deus e do abandono ao seu desígnio de salvação: «O bom Deus é assim misericordioso como sempre esperei e continuo a esperar». 

Conhecemos bem, pelo testemunho de Santa Teresinha, a grande intimidade de Luis com Deus e como esta transparece no seu rosto: «às vezes os seus olhos faziam-se lúcidos de comoção, e ele esforçava-se por conter as lágrimas; parecia não estar mais ligado à terra, já que a sua alma tanto se imergia nas verdades eternas» (Manuscrito A, 60); «bastava-me olhá-lo para saber como rezam os santos» (Manuscrito A, 63). Durante a sua doença, nos momentos de conhecimento, embora sentindo-se humilhado, Luis repetia: «Tudo para a maior glória de Deus!» 

Num clima deste gênero, o espiritual é substância da vida e as coisas iluminam-se na perspectiva da eternidade, de uma maneira “natural”. A família pode readquirir assim a sua característica original, frequentemente desprezada nos nossos dias, de ser «o primeiro lugar onde aprendemos a comunicar», entendendo «a comunicação como descoberta e construção de proximidade» (Mensagem do Santo Padre Francisco para 49a Jornada Mundial das Comunicações Sociais, 17 de maio 2015). 

Um casal sensível, acolhedor e generoso 

A atenção ao outro e a gratidão por ser como cada um é exercitados na relação conjugal e continuados no cuidado pelo crescimento moral e espiritual dos filhos, tinha na família Martin um importante complemento: a caridade generosa, o acolhimento dos pobres, a atenção aos necessitados. O amor a Deus, quando existe, é inseparavelmente amor ao próximo e, de modo especial, para quem necessita de ajuda. São muitos os episódios nos quais sobressai com clareza na vida de Zélia e Luis a beleza desta dedicação para com o próximo – a partir das operárias que trabalham na própria empresa de rendas, tratadas como filhas (Cf. Cartas familiares 29) – porque são a carne de Cristo, pessoas que estão particularmente no coração de Deus (Cf Evangelii gaudium 24.178). É uma atenção à pessoa inteira, ao seu corpo e à sua alma, que se torna justiça retributiva, partilha da própria mesa, procura de cuidados e de um leito para os sem tecto, preocupação de dar o conforto da proximidade sensível de Deus no momento da passagem encontrando um sacerdote, generosidade na ajuda econômica a um irmão em dificuldade, prazer em estar ao serviço da alegria do outros, solidariedade no sofrimento de quem é atingido por um luto, visita aos enfermos. 

A atenção aos pobres da parte do casal Martin faz parte de um estilo de pobreza que influencia o espírito das filhas que o lêem como sinal concreto da presença de Jesus e da verdade do seu Evangelho. A sua sobriedade não é desleixo, mas atitude que contrasta com a tendência do coração a fechar-se na avareza do próprio tempo, das próprias energias, dos próprios recursos espirituais e materiais. A alegria da pobreza que os torna ricos de humanidade, alimenta-se na experiência de ter a própria riqueza no acolher a graça de Cristo, reconhecendo as próprias debilidades e culpas, recebendo a misericórdia de Deus, para viver em união com Ele, solidários com os irmãos, diante dos quais se têm sentimentos de misericórdia: «Meu Deus, quanto é triste uma casa sem religião! Como vos aparece assustadora a morte! […] Espero que o bom Deus tenha piedade desta pobre mulher; ela foi assim mal criada mas é muito desculpável» (Cartas familiares 145); «Reza muito a São José pelo pai da criada que está gravemente doente; lamentar-me-ia muito que aquele coitado morresse sem se confessar» (Cartas familiares 195); «Tive tantas fadigas que adoeci pela minha vez […] contudo precisava que ficasse em pé uma parte das noites a curar a criada» (Cartas familiares 123); «Insisto tanto que o meu marido se decidiu a vender uma parte dos seus títulos do Crédito de Fundos, com uma perda de mil e trezentos francos sobre onze mil ganhos. Se o meu irmão tem necessidade de dinheiro que me peça depressa e me diga se é necessário vender o resto» (Cartas familiares 68); «Pedi-lhe para vir aqui todas as vezes que tivesse necessidade de qualquer coisa, mas nunca veio. Finalmente, ao princípio do inverno, e estava muito frio, uma criada encontrou o teu pai: tinha os pés descalços e batia os dentes. Vencido pela piedade por aquele desgraçado, empreendeu toda a espécie de estratégias para o fazer entrar no Hospício. […] Teu pai não se deu por vencido: tinha a peito esta situação e apontou de novo todas as baterias para fazê-lo entrar na casa dos Inválidos» (Cartas familiares 175). 

A fonte da sua santidade de vida 

Na homilia na Vigília de oração pelo Sínodo sobre a família celebrada na Praça de São Pedro a 3 de outubro passado, o Papa disse: «Para compreender hoje a família, entremos no mistério da Família de Nazaré, na sua vida escondida, normal e comum, como a da maior parte das nossas famílias, com as suas penas e as suas simples alegrias; vida feita de serena paciência nas contrariedades, de respeito pela condição de cada um, daquela humildade que liberta e floresce no serviço; vida de fraternidade que brota do sentir-se parte de um único corpo. É lugar – a família – de santidade evangélica, realizada nas condições mais normais. Aí se respira a memória das gerações e se aprofundam as raízes que permitem ir longe. É lugar de discernimento, onde se educa a reconhecer o desígnio de Deus sobre a própria vida e a abraça-lo com confiança. É lugar de gratuidade, de presença discreta, fraterna e solidária, que ensina a sair de si mesmos para acolher o outro, para perdoar e ser perdoados». 

Esta descrição dá-nos a medida da contemporaneidade da família Martin. A sua canonização mostra a todas as famílias, em primeiro lugar às cristãs, a beleza extraordinária das coisas ordinárias, quando a própria história vem recebida das mãos de Deus e Lha oferecemos com a serena certeza de que «a coisa mais sábia e mais simples em tudo isto é abandonar-se à vontade de Deus e preparar-se de antemão para levar a própria cruz o mais corajosamente possível» (Cartas familiares 51), metendo-se «na disposição de aceitar generosamente a vontade de Deus, qualquer que ela seja, pois será sempre aquilo que será melhor para nós» (Cartas familiares 204). 

A paz interior, a confiante tenacidade em assumir positivamente os desafios que a vida nos põe à frente, a capacidade de viver as relações com generosidade colocando no centro a outra pessoa na sua unicidade, que caracterizaram a experiência matrimonial de Luis e Zélia e a sua relação com os filhos, não são frutos de dons especiais ou de experiências místicas. Brotam, sobretudo, de levar na com seriedade a vontade de Deus pondo-se serenamente em discussão e de viver profundamente a vida da Igreja, recebendo quotidianamente a graça do sacramento eucarístico e reforçando a ligação com Jesus na adoração do seu amor fiel e constantemente oferecido na Hóstia consagrada, rezando pessoalmente e como família reunidos à volta da Virgem Maria, participando na atividade caritativa da paróquia com alegre disponibilidade mesmo no meio de tantos compromissos. E em tudo isto ter sempre tempo para escutar as filhas, dispostos a corrigi-las com firmeza e suavidade, narrar-lhes a vida de Jesus, tomar cuidado da sua interioridade criando espaço para Deus com uma atitude de confiante abandono na sua presença misteriosa e concreta. Sentir-se olhados com admirável espanto e respeitados na própria individualidade irrepetível, reconhecidos como um bem incondicional, mesmo quando a própria condição seja fonte de sofrimento, é um patrimônio de bem-estar e positividade impagável e indestrutível para a pessoa que o recebe. É a experiência humana que mais se avizinha ao olhar de Deus e que por isso abre a porta do coração e o habilita a percorrer os caminhos da santidade, como a história desta família demonstra claramente. 

A procura assídua da intimidade com o Senhor e com Maria, vivida exemplarmente por Luis e Zélia, é a mensagem mais preciosa deixada em herança às próprias filhas e a nós filhos de Santa Teresa. Na sua canonização podemos acolher o convite dirigido ao Carmelo Teresiano a ser mais família, a descobrir a beleza e a importância das nossas responsabilidades quotidianas, aprendendo humildemente das famílias, que vivem com empenho a própria vocação e missão. 

É para nós de grande encorajamento constatar que verdadeiramente «de um “sim” pronunciado com fé nascem consequências que vão para além de nós mesmos e se expandem no mundo». Olhando para o casal Martin e para os frutos visíveis de santidade do seu ser um só coração e uma só alma, damo-nos mais conta que, aprendendo a comunicar, tornámo-nos «comunidade que sabe acompanhar, festejar e frutificar», e compreendemos que «a família mais bela, protagonista e não problema, é aquela que sabe comunicar, partindo do testemunho, da beleza e riqueza da relação entre homem e mulher, e daquele entre pais e filhos» (Mensagem do Santo Padre Francisco para a 49a Jornada Mundial das Comunicações Sociais, 17 de maio 2015). 

O meu desejo é que a partir da graça que recebemos através desta canonização, nos empenhemos a conhecer de perto, também através da leitura da sua correspondência, o testemunho deste casal e nos insiramos criativamente no caminho que a Igreja está traçando, convidando-nos a redescobrir a família como sujeito imprescindível para a evangelização e escola de humanidade. 


P. Saverio Cannistrà 
Prepósito Geral

Fonte:

O mundo só mudará com “famílias santas”, como a de Santa Teresinha

Reflexões de Frei Patrício Sciadini, ocd, superior carmelita no Egito
Por Redação

Cairo, 18 de Outubro de 2015 (ZENIT.org)

Os olhos de todos os cristãos e não cristãos estão nestes dias fixos em Roma, onde se realiza a segunda etapa do Sínodo da Família. Centenas de bispos, de especialistas da pastoral familiar, reunidos buscam dar uma resposta  para “reconstruir a família humana” como lugar de alegria, de amor, de esperança,  onde se constrói o futuro de amanhã. A família “está doente”, de uma enfermidade que foi provocada um pouco intencionalmente, pelos meios de comunicação,  que colocam na mesa  das famílias de tudo: coisas boas e ruins, alimentos que saciam e que contaminam e nem sempre os comensais  têm a capacidade de reconhecer  os alimentos contaminados. A família tem também  se fragilizado  por outras causas ideológicas; em vista de solucionar os problemas de desentendimentos  e de conflitos  se tem visto  pessoas da família “fazerem as próprias malas” e irem para outros lugares,  na esperança de criar uma nova família, que não raramente, depois de um pouco de tempo,  também  começa  a  viver em tensões.

A igreja, mãe, mestra e companheira de caminho, está  tomando uma atitude muito séria, acertada: colocar-se na escuta de todos. O Sínodo é o grande espaço da escuta  de todas as vozes do mundo contemporâneo. Questionários preparados corajosamente foram enviados pelo mundo inteiro, seja  a pessoas de fé  e a pessoas sem fé.  A todos a Igreja pediu humildemente uma palavra de luz. Agora, juntos, se reflete sobre as repostas, para depois  dar uma “resposta” oficial do caminho a seguir, para “reconstruir a família”, oferecer remédios  que curam, cirurgia dolorosa, terapias longas,  caminhos  que não serão fáceis. Escutaremos gritos que chegam de todos os lados, de pessoas  que cantam a vitória  e de pessoas  que choram por  derrotas. Mas no amor não existe nem vitória e nem derrota, existe só o amor que ama, perdoa, é misericordioso e caminha  de mãos dadas para  abrir novos caminhos de luz e de esperança. Sem dúvida soam importantíssimas as vozes da  sociologia, da psicologia, da pastoral,  de todas as ciências humanas. A missão da Igreja é buscar caminhos e luz,  venham de onde vierem. Não é condenar, é amar, compreender e anunciar corajosamente a Verdade que liberta. Não a verdade anônima, obscura, ambígua, de superficialidade; a verdade que tem um nome e se chama JESUS. Ele é caminho, luz, verdade e vida.

Em  todo este vai e vem de idéias, de confrontos, de discórdias e quem sabe  de desuniões, a Igreja durante este Sínodo, tomou uma das decisões mais acertadas, mais luminosas para dar uma reposta que não pode ser contestada sobre o caminho a seguir, para reconstruir a família: a canonização dos pais de santa Teresa do Menino Jesus.

Que significa isto? Que mensagem a Igreja quer dar com este gesto profético e testemunhal de um casal  santo e de uma família santa?

Diante da canonização, isto é, da proclamação pela Igreja  como santos os pais de santa Teresinha, Luiz Martin e Zélia Guerin, surge uma pergunta que nos angustia a todos nós, especialmente aos casais   do mundo inteiro: mas como eles fizeram para chegar à santidade? A resposta simples é a mesma, que vale para todas as épocas e tempos: VIVENDO O EVANGELHO NA VIDA DE CADA DIA.  Hoje se recorre,  para “desculpar” a nossa mediocridade, a tantas desculpas que  servem só para nos confundir e não nos dão  uma clareza de vida: os tempos são diferentes, o mundo não é o mesmo,  os filhos não são iguais, a sociedade  é culpada e por aí vai... jamais porém poderá existir em todos os tempos e lugares, alguém que seja proclamado santo  que não tenha vivido o Evangelho.

Lendo a vida da família  Martin  nos deparamos com dificuldades que têm o sabor e a cor de toda história, dificuldades materiais. Houve momentos materialmente difíceis para a família Martin, em que o trabalho de “relojoeiro” de Luiz não era suficiente  e o peso das despesas  caía sobre as costas de Zélia, que administrava com competência  a pequena fábrica de  bordado. Dificuldades de caráter, Zélia era dinâmica,  pronta, ágil, de  grande intuição; já Luiz  era um homem  pacato, tranqüilo,  que gostava mais de viajar e de ficar em casa, preferia ficar lendo os seus livros e pensando que trabalhar na relojoaria. Dificuldades  na orientação educativa das filhas: Zélia era mais determinada e amorosa, mas mais dura;  Luiz era bondoso, gostava de brincar com as filhas,  contar histórias  ou levar as filhas à igreja. Mas havia pontos em comum: solidez da fé, o amor à Igreja, a participação aos sacramentos, uma educação cristã de verdade. O Evangelho e a doutrina da Igreja  eram seguidos “à risca”;  a família era uma pequena igreja, havia o amor aos pobres, se ensinava não com as palavras, mas sim com a vida. Uma família onde a chama do testemunho ardia sem se apagar. Teresinha define seus pais com uma pincelada que é  magistral: “Deus me deu pais mais dignos do Céu que da Terra”.

O gesto da Igreja de proclamar santos, durante o Sínodo da Família, os pais de Santa Teresinha será sem dúvida a mais bela intervenção pública de que  só famílias santas poderão transformar o mundo, a sociedade  e a Igreja. Sem as famílias santas  encontraremos  “paliativos”, mas a família irá continuar “enferma”,   incapaz de superar  as dificuldades   que são inevitáveis.Só o amor nos dá possibilidade, que embora as dificuldades, os caracteres  diferentes, os conflitos, podemos nos amar, perdoar e viver a alegria de estar juntos. Penso de continuar a escrever ainda sobre  os pais de Santa Teresinha proximamente.

Vaticano: Papa canonizou pais de Santa Teresinha

São Louis Martin (1823-1894) e Santa Zélie Guérin Martin (1831-1877) são primeiro casal a ser canonizado em conjunto

Cidade do Vaticano, 18 out 2015 (Ecclesia) – O Papa Francisco canonizou hoje no Vaticano os pais de Santa Teresinha, primeiro casal a ser canonizado em conjunto, com exceção dos casos de martírio.

São Louis Martin (1823-1894) e Santa Zélie Guérin Martin (1831-1877) foram proclamados santos durante uma cerimônia que reúne milhares de pessoas na Praça de São Pedro.

Francisco disse que os novos santos "viveram o serviço cristão na família, construindo dia após dia um ambiente cheio de fé e amor; e, neste clima, germinaram as vocações das filhas, nomeadamente a de Santa Teresinha do Menino Jesus".

Na sua homilia, o Papa sustentou que há "incompatibilidade entre ambições e carreirismo e o seguimento de Cristo; incompatibilidade entre honras, sucesso, fama, triunfos terrenos e a lógica de Cristo crucificado".

Simbolicamente, a canonização aconteceu durante o Sínodo dos Bispos sobre a família, que decorre até ao próximo dia 25, e no Dia Mundial das Missões, de que Santa Teresa do Menino Jesus é padroeira.

Os pais de Santa Teresinha foram declarados beatos pelo Papa emérito Bento XVI, a 19 de outubro de 2008, numa cerimônia presidida em Lisieux (França) pelo cardeal português D. José Saraiva Martins.

Louis, relojoeiro, e Zélie Martin, bordadeira, casaram-se em 1858 e tiveram nove filhos: quatro faleceram ainda na infância e cinco filhas seguiram a vida religiosa.

Para a canonização foram reconhecidas duas curas tidas como milagrosas: Pietro, criança italiana nascida em 2002, com uma malformação pulmonar, e Carmen, nascida em Espanha no ano de 2008, prematura e com uma grave hemorragia familiar.

As relíquias dos novos santos foram levadas pelas duas crianças durante a Missa.

O Papa canonizou ainda Vincenzo Grossi (Itália, 1845-1917), padre diocesano, fundador do Instituto das Filhas do Oratório, e Maria da Imaculada Conceição (Espanha, 1926-1998), religiosa da Congregação das Irmãs da Companhia da Cruz.

"São Vicente Grossi foi pároco zeloso, sempre atento às necessidades do seu povo, especialmente à fragilidade dos jovens. Com ardor, repartiu o pão da Palavra para todos e tornou-se bom samaritano para os mais necessitados", recordou Francisco.

"Santa Maria da Imaculada Conceição serviu pessoalmente, com grande humildade, os últimos, com uma atenção especial aos filhos dos pobres e aos doentes", acrescentou.

A canonização, ato reservado à Santa Sé desde o século XIII, é a confirmação, por parte da Igreja Católica, de que um fiel católico é digno de culto público universal e de ser apresentado aos fiéis como intercessor e modelo de santidade.

"O testemunho luminoso destes novos Santos impele-nos a perseverar no caminho dum serviço alegre aos irmãos, confiando na ajuda de Deus e na proteção materna de Maria. Que eles, do Céu, velem sobre nós e nos apoiem com a sua poderosa intercessão", concluiu o Papa.

Assista abaixo o vídeo da missa de canonização:



Fonte: Agência Ecclesia:
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