domingo, 13 de agosto de 2017

A Vocação do Carmelita Secular


A vocação, como diz o Papa Francisco: “Não nasce em nós e sim no coração de Deus”, e esse presente é depositado em nossos corações despertando o desejo e a alegria de melhor servi-lo, de estarmos atentos à sua voz que se faz conhecer pela linguagem do amor. “Tudo pode despertar a vocação: um encontro, uma palavra amiga, um livro, um momento alegre ou doloso da vida. Deus serve-se de meios humanos para chegar ao coração do homem e conquistá-lo para o serviço do Reino”.
Santa Teresa refere vocação como o “chamamento”: “Imagino o que poderia fazer por Deus, pensei que a primeira coisa era seguir o chamamento que Sua Majestade me fizera para ser religiosa, respeitando a minha Regra com a maior perfeição possível”. (Vida 32, 9). Assim como Santa Madre procurou seguir o chamamento com perfeição, também nós Carmelitas Seculares, inspirados por ela, procuramos o Reino de Deus conforme nossas realidades temporais e organizando-as segundo os ensinamentos de Cristo: “A eles compete especialmente, iluminar e ordenar de tal modo as realidades temporais, a que estão estreitamente ligados, que elas sejam sempre feitas segundo Cristo e progridam e glorifiquem o Criador e Redentor”. (Lumen Gentium, 31).
Vivemos no mundo praticando diversas atividades, no seio de uma família, na rotina de um emprego, em comunidade, no convívio social; é aí, nesses lugares e a cada momento que somos tocados por Deus para dar uma dimensão prática às nossas orações e meditações diárias, por meio de nossas ações concretas do nosso cotidiano. Darmos o melhor, pois Ele nos convida a fazer diferente na execução de nosso ofício com fidelidade ao Evangelho; “Amá-lo e torna-lo amado”. Abraçamos o nosso dia e o entregamos ao Pai tudo o que irá acontecer, evangelizando e testemunhando com a própria vida e vida santa, o amor grandioso de Jesus para santificação do mundo. Pois “para sermos santos é que fomos chamados”.
Consta em nosso documento, “Ratio Institutionis”, no item “Discernimento da Vocação ao Carmelo Secular”: “Certas qualidades que indicam conformidade da pessoa para a vocação ao Carmelo Secular (...)”, visando o aspecto humano, “o âmbito da vida cristã e a relação ao carisma teresiano (...)”. No entanto o que mais se espera no discernimento da vocação é: “a predisposição para essas qualidades e um amadurecimento gradual nelas”. Porém é certo que: “um Carmelita Secular é: membro praticante da Igreja Católica que, sob a proteção de Nossa Senhora do Monte Carmelo, e inspirado por Santa Teresa de Jesus e São João da Cruz se compromete com a Ordem para buscar o rosto de Deus na oração e no serviço para o bem da Igreja e para as necessidades do mundo”. (Cf. Ratio Institutionis, 63 a 69).

Somos cidadãos de Deus no meio do mundo, o “ser” Carmelita Secular, nossa maneira de agir, enriquece a evangelização com o odor de flores diversas e com frutos preciosos para a Igreja.    



Regina Lúcia Barbosa Grêgo (Regina da Divina Graça, ocds)
Comunidade Rainha do Carmelo, ocds – Fortaleza-CE

*Texto enviado pela Comissão Vocacional OCDS

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