sábado, 31 de março de 2018

Celebrações no Carmelo da Imaculada Conceição, em Camaragibe, tem representação da OCDS!

As celebrações da Semana Santa no Carmelo da Imaculada Conceição, em Camaragibe, contaram com representantes da OCDS.

Fred e Sena participaram das leituras durante a Liturgia da Palavra em várias ocasiões, bem como do Evangelho que narra a Paixão de Cristo.

Membros da OCDS Camaragibe também participaram assistindo a Santa Missa, a exemplo de Marciano e Nicole.

As Missas do Carmelo de Camaragibe foram presididas pelo Pe Fred.

"Nos é dada uma nova oportunidade de "renascer" em Cristo"






FELIZ PÁSCOA


“Domingo, também ressuscitaremos com Ele. 
Oh, essa festa da Páscoa,
 parece-me que seria preciso celebrá-la nas alturas, 
em nosso Carmelo do Céu; 
mas quando Ele quiser.
Que importa a vida ou a morte!
Enquanto isso amemos!...”
St. Elisabeth da Trindade-  CT 42

segunda-feira, 26 de março de 2018

Revista Virtual Monte Carmelo - OCDS - Nº 156 - Jan/Fev 2018


Prezados irmãos compartilhamos com todos vocês mais uma edição de nossa Revista Virtual.

Acesse o link:


E acompanhe as matérias: 

- Santo do Mês: Santo Henrique de Ossó e Cervelló
- Ano do Laicato: Documentos da Igreja para Leigos
- Módulos da Escola de Formação Edith Stein
- Mensagem do Papa Francisco para Quaresma
- 100 Anos da OCDS no Brasil

- Fórum Santa Teresinha- Notícias OCDS

Desejamos uma boa leitura!
Comissão de Comunicação OCDS

segunda-feira, 19 de março de 2018

Carta do Padre Geral Fr.Saverio Cannistrà à OCDS na Solenidade de São José






"Queridos irmãos e irmãs da Ordem Secular,

Com a alegria que vem do Senhor, escrevo-lhes neste dia em que festejamos São José, o "providencial protetor de nossa Ordem" (Constituições OCD 52).
O evangelho de Mateus o qualifica como "justo" (Mt 1, 19), fiel à vontade de Deus e aos ensinamentos da Sagrada Escritura e, por isso, sábio. Como tal, está atento aos sinais de Deus na história, para atuar de acordo com a vontade do Senhor.

Mateus nos apresenta São José, que obedece com docilidade e prontidão (cf. Mt l, 24; 2, 1316.19-23), seguindo o exemplo da Virgem Maria. Assim, com uma missão única na história da salvação, José exerceu com presteza e fidelidade a tarefa que lhe foi confiada de custodiar a Virgem e o Menino Jesus.



Diante dessas atitudes de São José e tendo em conta o tema do Sínodo dos Bispos deste ano, gostaria de refletir com vocês nesta carta sobre alguns aspectos importantes da identidade da vocação à OCDS. Na complexa realidade em que vivemos atualmente, não podemos perder-nos em aspectos secundários da vocação, com o risco de mesclá-la a tendências espirituais estranhas, às vezes nem mesmo cristãs.

Quisera somente recordar alguns "pontos básicos" de referência, que, espero, possam ajudá-los a ser fiéis à sua vocação ao Carmelo Secular.




l . Todos nós experimentamos que a mudança de época na qual vivemos produz rápidas e profundas transformações em nossas sociedades. Nosso tempo é caracterizado por uma grande variedade, quantidade e velocidade das informações que recebemos a cada instante. Muitas vezes, somos incapazes de aprofundar e ficamos em um nível superficial de conhecimento das coisas e da relação com o outro. Acrescentam-se a isso os problemas políticos e econômicos de tantos países onde abundam a corrupção e a violências, as guerras, as migrações, a insegurança urbana, a fome etc. Em resumo: movemo-nos numa realidade multicultural e secularizada, repleta de conflitos: pluralista do ponto de vista religioso. Tudo isso provoca em nós a sensação de não ter referências seguras e estáveis sobre as quais nos orientar; é uma realidade "líquida" e mutável, fonte de constante insegurança.

Por outro lado, também dentro de algumas comunidades da Ordem, com a desagregação por falta de coesão interna, o envelhecimento de seus membros, os conflitos causados por diferentes concepções do carisma ou pelo apego ao poder ou por divergências sobre aspectos superficiais (como, por exemplo, os sinais de pertença à OCDS), se está acusando e debilitando o sentido de pertença, levando às vezes ao abandono. Tudo isso contradiz o sentido da existência das comunidades e de sua missão.

Ter clareza da própria identidade e de seus elementos fundamentais permite enfrentar a realidade interna e externa com valentia e parresía, e torna possível viver o chamado à OCDS com a determinação profética de quem caminha com decisão para "o alto do Monte, que é Cristo", como "testemunhas da presença de Deus" (CC 25) em meio ao seu povo.



2.      Um elemento comum, fundamental na compreensão da identidade de todos os membros da Ordens é a consciência de ser membro da Igreja, povo de Deus e mistério de comunhão (cf. LG cap. II; ChL 8)

Como católicos e carmelitas, somos chamados a viver "em obséquio de Cristo" (Regra 2), graças à pertença eclesial, fundada no Batismo e na Confirmação e alimentada constantemente pela Eucaristia e pela graça dos demais sacramentos.

Mais especificamente ainda, a vocação de vocês como cristãos leigos no Carmelo teresiano é caracterizada pela "secularidade". E o chamado a seguir Jesus no meio do mundo, a viver e testemunhar aí os valores do Evangelho em "amizade com Aquele que sabemos que nos ama" (V 8, 5), servindo a Igreja e ordenando as realidades temporais segundo a vontade de Deus (cf. LG 31; ChL 15; CC 3). 

Desenvolver com atitude de fé, esperança e caridade as tarefas diárias na família, no trabalho e em outras realidades culturais e sociais permite que vocês vivam a constante união com Deus e, portanto, santifiquem-se. Isso é possível, recordamos, graças à participação nos três ofícios de Cristo sacerdote, profeta e rei (cf. LG IO. 34.36; ChL 14; cf. CC Proêmio; 1).




3.      Em segundo lugar, dentro da Ordem dos Carmelitas Descalços, Carmelo Secular tem um vínculo histórico com os religiosos (cf. CC 2). O reconhecimento desse vínculo por parte do Magistério confere-lhe estabilidade do ponto de vista jurídico. As Constituições OCDS afirmam que vocês fazem parte do núcleo da Ordem, junto com as monjas e os frades: "são filhos e filhas da Ordem de Nossa Senhora do Monte Can-nelo e de Santa Teresa de Jesus" e "compartilham com os religiosos o mesmo carisma" (CC Proêmio; l)

Além disso, a OCDS foi reconhecida e aprovada pela Igreja como associação pública de fiéis (cf. CC 37; CIC can. 303), em virtude da qual vocês têm personalidade jurídica, que os constitui sujeitos com direitos e deveres na Igreja (CC 40; CIC cân. 116. 113. 301-315). 

Embora dependam juridicamente dos frades carmelitas descalços (CC 41), vocês gozam de autonomia no governo e na formação, tal como foi estabelecido pelos documentos que regem a OCDS. 

Por último, como recordei na carta que lhes dirigi ano passado, vocês são chamados a viver em colaboração com a missão da Igreja e da Ordem em suas diversas expressões, especialmente no campo da promoção da vida espiritual (cf. CC 25-28).


4.Outro aspecto, fundamental para a formação, crescimento e amadurecimento da identidade vocacional, vem da oração em suas múltiplas manifestações (cf. CC 35). Santa Teresa a estabeleceu como "pilar e exercício fundamental de sua família religiosa" (CC 17). A vida de oração, em particular com a lectio divina, faz compreender o sentido da vida e dos acontecimentos da história com os olhos de Deus, como também que "todo o mal do mundo provém de não conhecer com clareza as verdades da Sagrada Escritura" (V 40, 1).

Antes de tudo, pelo exemplo e os ensinamentos de Jesus aprendemos a ser filhos e a rezar com confiança ao Pai (cf. Mt 6, 5-15). A Santa Madre recomenda aprender de sua boca divina (cf. Caminho 26, 10). Ao lado de Jesus, temos o exemplo de Maria, que meditava todos os acontecimentos em seu coração (cf. LC 2, 19. 52). Ela é o "modelo de fidelidade na escuta do Senhor" (CC 4) "na Escritura e na vida" (CC 29) e ensina a ver e a cantar suas ações na história (cf. LC I, 46-55). Com ela, São José é mestre de oração (cf. V 6, 6-8): seu silêncio vigilante nos ensina a estar atentos às necessidades dos outros.

Ademais, a vida de oração, segundo a doutrina teresiana e sanjuanista, exige a prática das virtudes, convida cada um a viver a oração pessoal e litúrgica como amizade com Jesus. Para a Santa Madre, de fato, viver em amizade com Ele significa amá-lo e tentar tê-lo sempre ao nosso lado, recordando-nos com frequência e afetuosamente — que estamos em sua presença, inclusive em meio às tarefas cotidianas (C 26, 2; V 22, 7; F 5, 16).

São atitudes que coincidem com aquelas que nos recomenda São João da Cruz: a advertência amorosa de Deus (2 Subida 14, 6; 15, 2.4-5; IN 10, 4), a vigilância na fé, esperança e caridade (cf. CC 8). Portanto, a oração — segundo o ensinamento de nossos santos deve ter sólidos fundamentos, como a casa construída sobre a rocha (cf. Mt 7, 24-26; cf. 5M_ 2, 3-6).
Estes breves apontamentos sobre a doutrina da oração nos recordam a importância de levá-la a sério na vida pessoal e o compromisso de encontrar espaços de tempo para estar em silêncio com o Senhor. O mesmo vale para as comunidades, que têm que reservar espaços de tempo para a meditação em seus encontros, permanecendo juntos em silêncio diante do Senhor

Assim, a partir das raízes profundas do encontro pessoal com Ele, pode-se partilhar com os outros o próprio caminho espiritual (cf. CC 18; 24 c). Nessa partilha encontra-se a ajuda necessária para desenganar-se em relação às atrações do mundo e ser dóceis a Deus, como escrevia a Santa Madre sobre os que verdadeiramente se amam em Cristo (cf. V 16, 7).

5. Por último, como parte igualmente importante, gostaria de destacar outro aspecto, que deriva do que acabamos de recordar: a comunhão fraterna em relação com a identidade da OCDS. É um tema de particular importância, dado que o individualismo é percebido com mais força e isola as pessoas, atentando contra seu ser social mais profundo, que é a imagem da Trindade. A vida fraterna já foi posta em destaque no capítulo 3 B, recentemente incluído nas Constituições de vocês, Aí temos uma síntese dos elementos doutrinais e do carisma teresiano-sanjuanista para a vida em comunidade no Carmelo secular.



Na Ratio, diz-se que as comunidades são chamadas a "encarnar a identidade carmelitana no mundo de hoje e no serviço que essa identidade presta a Deus, à Igreja, à Ordem e ao mundo" (Ratio Institutionis 3). Aqui aparece o aspecto dinâmico da identidade, pelo qual as comunidades são chamadas a um constante esforço de atualização e adaptação aos tempos e aos lugares onde se encontram. 

Esse aspecto dinâmico do carisma permite não cair em formalismos baseados em aspectos secundários ou em tradições fechadas em si mesmas, frequentemente obsoletas ou estranhas, sem significado para as pessoas de hoje. 

O Papa, em Evangelli Gaudium, exortou-nos a sair do "cômodo critério pastoral do 'sempre se fez assim', sem ser valentes e criativos na tarefa de  repensar os objetivos, as estruturas, os estilos e os métodos evangelizadores das próprias  comunidades" (EG 33).

Para escapar aos possíveis desvios e não converter o carisma da Ordem em uma "múmia de museu" (para utilizar outra expressão do Papa Francisco) e ser fiéis às finalidades das comunidades, é importante encontrar o modo de tornar compreensível a espiritualidade do Carmelo teresiano hoje, abrindo-nos com coragem à ação do Espírito. 

Por isso, é necessário um forte sentido de pertença, um exercício atento de fidelidade criativa e de responsabilidade por parte de cada membro na vida da comunidade (cf. CC 24 c).

Aqui estão, queridos irmãos e irmãs, algumas reflexões que me parecia importante propor-lhes no momento atual em que vivemos. Os aspectos indicados, se vividos com seriedade e compromisso, permitirão viver a vocação na OCDS com fidelidade e dar passos com qualidade e constância, animados pela presença misteriosa do Senhor que caminha conosco.

Ele, que sustentou São José em sua missão e exortou-o a "não temer" (Mt l, 20), hoje faz o mesmo conosco. E a Santa Madre Teresa repete: "Todo tempo é bom para Deus, quando quer fortalecer com suas graças aos que o servem com fidelidade"(Fundações 4, 5)Peçamos ao Espírito Santo que nos dê luz e nos leve a ser hoje sinal da presença de Deus no mundo. 

Que o exemplo da Virgem do Carmo, de São José e de nossos santos nos ajude a viver e a custodiar fielmente a vocação ao Carmelo teresiano como seguidores de Cristo, para poder transmitiIa aos que vierem depois de nós.

Queridos irmãos e Irmãs, aos meus melhores desejos de Páscoa para suas famílias e comunidades une-se minha oração para que o Ressuscitado os renove em seu mistério pascal e lhes conceda ser, em todo lugar, luminosos de seu amor. Confiando-me também às orações de vocês, peço ao Senhor que os abençoe.

 
Roma, 19 de março de 2018 — Solenidade de São José, patrono da Igreja

Retiro de Espiritualidade e Encontro dos Conselheiros em São Roque

Dias 16 à 18 de Março na cidade instância  de São Roque ,no Centro de Espiritualidade Teresiana aconteceu o IV Retiro de Espiritualidade Teresiana ,cujo tema foi "A Oração Teresiana,meditando o Pai-Nosso."Retiro conduzido com maestria e profundidade por Frei César Cardoso ,OCD.No mesmo local ,o Conselho Provincial se reuniu para aprovar e discutir medidas relativas à Associação dos Grupos e Comunidades da Província São José bem como o Fórum 100 anos da OCDS.O encontro contou com a presença do Delegado OCDS Frei João de Deus,OCD .Momento de oração com as santas relíquias de Santa Zélia Martin e São Luis Martin.Foram entregues os aceites dos novos Grupos:Caminho do Monte Carmelo de Cachoeiro do Itapemirim no Espirito Santo e Grupo Carmelitas de Santa Teresa ,Rio das Ostras /RJ.

Frei César Cardoso ,OCD , participantes do Retiro e membros Conselho Provincial Brasil Sudeste
Conselho Provincial reunido no CTE com Frei João de Deus,OCD
Presidente Luciano,Conselheira Mariza e Delegado OCDS Fr.João de Deus aceite do
Grupo Caminho do Monte Carmelo,Cachoeiro do Itapemirim/ES

Grupo Caminho Monte Carmelo ,Cachoeiro do Itapemirim/ES

Fique por dentro das atividades dos Grupos e Comunidades OCDS da Província São José

Comunidade Santa Teresinha Doutora da Igreja Niteroi/RJ
A Comunidade de Santa Teresinha Doutora da Igreja de Niterói/RJ no último dia  18/03/2018 se reuniu para Formação cujo tema foi sobre a Quaresma .
Reflexão sobre a quaresma a partir de Santa Teresa de Jesus, Santa Teresinha do Menino Jesus e São João da Cruz.
Seguido do momento de confraternização.


Comunidade Nossa Senhora do Carmo e Santa Teresa de Jesus, Higienópolis/SP com Frei João Bolten,OCD

A Comunidade Nossa Senhora do Carmo e Santa Teresa de Jesus em  Higienópolis São Paulo, se reuniu no último sábado para Formação sobre Experiência de Oração Teresiana e em um segundo momento sobre História de uma Alma .Os temas foram trabalhados pelo Frei Edinaldo.
Depois houve comemoração dos 78 anos do Frei João Bolten,OCD.

Comemoração Aniversário do Frei João Bolten,OCD Casa Provincial em São Paulo
Formação Comunidade Nossa Senhora do Carmo e Santa Teresa de Jesus , Higienópolis/SP
Comunidade Rainha do Carmelo ,Fortaleza/Ce
Lazer e homenagem a São José pela Comunidade Rainha do Carmelo em Fortaleza/CE

Comunidade São João da Cruz,Ibiapina/CE

Momento penitencial -Com.São João da Cruz
Comunidade Santa Teresinha do Menino Jesus com Frei Francinaldo,OCD ,Teresina/PI
A Comunidade Santa Teresinha do Menino Jesus trabalhou o tema;"Ano do Laicato".A Formação rica e bastante proveitosa foi ministrada pelo Frade Carmelita descalço,Frei Francinaldo,OCD.


Formação na Capela do Convento de Teresina/PI

Convite Comunidade Santa Teresa de Jesus Jacarepaguá/RJ
Grupo Madre Tereza Margarida,Campo Belo/MG
Via Sacra em Campo belo/MG
“Grupo Madre Tereza Margarida de Campo Belo/MG se reuniu, no último dia  18 de março, para rezar a via sacra por ocasião da Quaresma. Junto a cada passagem bíblica das 14 estações, meditamos textos de Santa Teresinha do Menino Jesus. Foi um momento maravilhoso e muito abençoado. Após a oração, aproveitamos o restante do domingo para nosso convívio fraterno.”

Conselho da Comunidade São José de Sete Lagoas/MG
Os membros do Conselho da Comunidade São José de Sete Lagoas esteve nesta manhã  do dia 16 de março  numa audiência com o bispo diocesano Dom Aloísio Vitral, que os acolheu com muito carinho.

sábado, 17 de março de 2018

Rezada a Via Sacra e Formação com Tema X: "Apostolado e Formação" na OCDS Camaragibe

Neste sábado, os membros presentes à Reunião da Comunidade Santa Teresinha do Menino Jesus e da Santa Face - OCDS Camaragibe, rezaram as 15 Estações da Via Sacra, no Carmelo de Camaragibe. Posteriormente, compartilharam-se as sensações e emoções de cada passagem, segundo Celebração da Via Sacra pelo livro da Campanha da Fraternidade 2018

Na formação, Mônica, encarregada nesta ocasião, e auxiliada por Roberval, tratou do Tema X, do Livro de Formação da OCDS nº 1 (Admissões): Apostolado e Formação.














sexta-feira, 9 de março de 2018

MULHER, SACRAMENTO DA BELEZA E DO AMOR



MULHER, sacrário vivo da vida!
E sacrário santo do amor, que é vida
E que jamais pode morrer...
Vida que palpita incessantemente,
Querendo nascer e florescer...
 Mulher, que traz ao mundo dos homens
O sentido pleno do viver...
Ah, mulher! Tua beleza é singular.
Ela não está só no rosto,
Ela está na alma e no corpo.
Ela está na luz do coração,
Que ilumina teu rosto
E teu corpo.
E eu a percebo nos olhos, sobretudo nos olhos,
 Pois eles são a porta secreta
Que introduz no âmago do coração, onde reside o amor.
Quisera ser poeta para cantar toda a beleza
Que se encerra na palavra ‘mulher” e no jeito de “ser mulher”!
Minha poesia seria totalmente feminina!
Pois mulher é mulher! Simples! Bela!
Verdadeiro, verdadeiro mistério!
Mistério humano e divino de amor!
A força é mulher...
A fragilidade também é mulher...
A luta é mulher...
A resistência é mulher...
A dor é mulher..
A alegria é mulher...
A manhã é mulher..
A tarde, com o sol que se põe, é mulher..
A noite, com seu luar e suas estrelas, é mulher...
A terra, a semente, a água... tudo é mulher...
 A fertilidade... a criança...a paisagem...a flor...
A criatividade é mulher...
A pressa e a paciência...
A liberdade... a beleza ....
A ternura, a carícia... a transparência...
A mãe é mulher...
A virgem é mulher..
A mulher é mulher que gera a vida no ventre ou no coração.
É sempre mulher...
Mulher,
 Substantivo feminino- pessoa concreta – que dá um tom especial à vida...
A tudo.. Sobretudo ao masculino, ao homem concreto,
Que nem existiria no mundo se não houvesse mulher!
A vida que nasce... as crianças que crescem...
 Fruto da semente da vida
Que encontrou seu sulco fecundo...
Seu terreno propício e pronto
No coração feminino,
 Único,
 Sempre da vida sacrário e nascente.
E milagrosamente,
No sulco fértil do coração ou do ventre,
- coração e ventre- mulheres –
 A vida nasce, cresce, desabrocha...
 E a vida - sempre mulher –
Gera nova vida, vida sempre fecunda...
Assim... como por milagre...o milagre do amor,
Do qual ela, a mulher, é a expressão humana mais perfeita,
Como Maria,
 Do perfeito humano amor de Deus.
Salve, mulher, sacramento da beleza e do amor!

Frei Pierino Orlandini

quarta-feira, 7 de março de 2018

Feliz Dia Internacional da Mulher!


Neste dia 08 de março, dia Internacional da Mulher, a OCDS - Província São José parabeniza todas as mulheres carmelitas, que com sua oração, ação e contemplação, contribuem para a harmonia no mundo! Que sejam sempre obedientes à vontade de Deus, perseverantes e determinadas, a exemplo de Nossa Senhora e de Santa Teresa de Jesus!

" MEU AMADO É PARA MIM E EU SOU PARA O MEU AMADO"


"No dia 3 de março iniciamos nosso primeiro retiro anual. O nosso retiro começou já no caminho com a oração silenciosa de todos dentro da van. Na estrada, verdadeiros túneis criados pela mãe natureza. Árvores que se entrelaçavam, já não eram mais possível distinguir qual galho era de uma ou de outra. Ensinando-nos a relação que devemos ter com o Amado, a ponto de exclamar como Paulo “já não sou eu que vivo, é Cristo que vive em mim.”(Comunidade São José ,Sete Lagoas/MG)




"Ao chegarmos à fazenda, fomos abraçados por tamanha paz e recebidos por um coro dos mais variados pássaros. Logo que chegamos tivemos uma linda celebração ao encontro com o Amado.  Nossa irmã Márcia vedou os nossos olhos, levando-nos a reflexão que muitas vezes não somos capazes de enxergar o nosso Amado que se encontra em mim e no irmão. No primeiro momento , Márcia nos mudou de lugar, levando-nos a reflexão que quando estamos em movimento vamos de encontro ao outro, encontrando em cada irmão o Amado. No segundo  momento colocou-nos de frente com um irmão e pediu que segurássemos as mãos um do outro. De mãos dadas vivenciamos a experiência de descobrir pelas mãos, o irmão que estava na minha frente, foi um momento surpreendente! Se somos capazes de identificar pelas mãos o irmão, somos capazes através da nossa fé, sentir a presença do Amado em mim e no outro. Ainda com os olhos vedados, como um gesto de humildade para mim e para o irmão fomos guiados pela Márcia a lavar os pés um dos outros. Dando prosseguimento à celebração o seminarista Glauco convidou a lavar as nossas mãos. Fazendo nos refletir que já conhecemos bem a treva de nosso pecado. Falta conhecer a ternura de Deus. Vamos à casa do Pai!” (SL 122,1) Abramos a porta do sacrário e vamos às suas moradas. Não é por mérito que somos filhos é por graça. É um amor fontal, amor que brota de uma fonte infinita, inesgotável. “Águas torrenciais não puderam extinguir o Amor... (Cl 8,7)."













"Passamos o resto do dia no recolhimento e no silêncio, num colóquio amoroso com "Aquele que sabemos que nos ama."(Santa Teresa de Jesus)











"No segundo dia, após passarmos a noite em vigília, iniciamos o dia rezando juntos as laudes."




"Em seguida prosseguimos com a oração silenciosa. Às dez horas nos encontramos para a celebração do dia. Ali mais uma vez após a Márcia nos apresentar um caminho cheio de obstáculos, tivemos os olhos vedados e de mãos dadas com um irmão, percorremos através da confiança da misericórdia do Pai, esse caminho cheio de pedras, flores, espinhos e arame farpado. Muitas vezes temos medo de seguir o caminho, mas a confiança em Deus nos faz prosseguir, caminhando ao nosso lado. E quando caminhamos lado a lado do nosso irmão os obstáculos tornam-se menores, as dores tornam-se suportáveis. Assim também deve ser o caminhar da comunidade, caminhar juntos. Partilhamos em seguida a experiência vivenciada naquele momento. "









"Após a Celebração Eucarística permanecemos em oração silenciosa. Em família saboreamos um delicioso almoço e partilhamos um fim de tarde caloroso de irmãos."










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