
O Congresso Internacional sobre a a Liturgia na vida do Carmelo Descalço viu participantes provenientes da Itália e de outros países. Trazemos ao blog um resumo das colocações:
Fr. Edmondo Caruana, oc
Tema do irmão carmelita foi a relação entre liturgia e mistagogia na transmissão da espiritualidade da Ordem. É o Espírito que nos guia ao mistério salvífico de Deus. A dois aspectos presentes na liturgia devemos prestar atenção: o humano e o divino. "Cristo é Deus-homem. A humanidade de Cristo insere-se também na nossa liturgia e por isso é Cristo mesmo presente nas nossas celebrações. Nós hoje não podemos dizer de ser carmelitas teresianos se não há dentro de nós este espírito que devemos testemunhar através da nossa vida interior. As nossas celebrações não têm nenhum significado se não se vive na nossa vida aquilo que experimentamos durante nossa celebração litúrgica".
Importante também é chegar preparados à celebração litúrgica. É toda a Igreja que celebra. Eu sou, como sacerdote, o "primos inter pares". Não há nenhuma celebração se não existem os verdadeiros celebrantes. Há comunidades e paróquias que não cuidam aos vários momentos litúrgicos: "homilias longas, para depois fazer uma liturgia eucarística breve, porque tem uma outra Missa após". Quando se celebra deve-se esquecer-se de todas as outras coisas que nos distanciam e nos distraem do celebrar.
Dr. Saverio Sturm e Dr. Antonello Verrastro, arquitetos
Ambos falaram da evolução da arquitetura dos Carmelitas Descalços que pode ser detectada a partir de uma regra normativa que se impôs segundo precisos princípios de ordem ideal, poético e funcional. Na arquitetura carmelitana detecta-se a prevalência da figuração clássica ao lado da vontade de interpretar adequadamente o misticismo neocontemplativo dos discípulos de Teresa de Ávila e João da Cruz.
D. Juan Javier Flores, osb
O monge D. Juan voltou a refletir sobre o lugar e a centralidade da Eucaristia, sublinhando quanto seja importante dar o justo espaço a este momento no interior da comunidade em que se vive.
Fr. José Midili, o.c., docente de Pastoral Litúrgica em Santo Anselmo - Roma
A reflexão de Midili foi dedicada à importância da participação e incidência das celebrações litúrgicas na vida das comnidades. A participação, segundo ele, é uma experiência fundamental no contexto litúrgico, seja em uma paróquia carmelitana, que em uma paróquia confiada a um outro carisma. É fundamental porque a comunidade que celebra é uma comunidade que interage entre si, enteragem com o canto, interagem com as respostas. Quando nós falamos de comunidade que celebra, nós entendemos um grupo de batizados presidido por um sacerdote, cada um com a sua ministerialidade, responsabilidade, carisma, mas todos membros do corpo de Cristo que forma a Igreja e, portanto, como todo corpo, que possui pontos de contato, de interação, de dependência.
Fr. Midili também falou sobre o tema das comunicações e de como os modernos meios podem ser colocados a serviço da liturgia e do celebrante na ótica carmelitana. "Certamente existem uma série de conclusões do ponto de vista comunicativo que as ciências nos transmitem e, portanto, das modalidades que ajudam o Presidente da celebração a ter viva a atenção e a quebrar aqueles esquemas de não participação, de desconforto, de tédio: no contexto carmelitano isto se acentua sobretudo na experiência das devoções, que devem ser colocadas em um contexto litúrgico e no contexto da lectio divina, da reflexão sobre a a Palavra, onde a comunicação do que o Espírito suscita no coração encontra um espaço, uma ocasião e uma modalidade. Neste caso quem guia a comunidade à oração deve ter em conta algumas dinâmicas comunicativas".
Mons. Crispino Valenziano, docente no Pontifício Instituto Litúrgico S. Anselmo - Roma
Liturgia e simbolismo foi o tema de Mons. Crispino. Segundo ele são muitas as ocasiões que podem ser causa de distração durante uma celebração litúrgica, como por exemplo determinados sinais, ações ou movimentos impróprios; é necessário recuperar a atenção através gestos simples e essenciais, para não perder de vista o sentido e o valor que a liturgia assume dentro de uma determinada celebração litúrgica, seja para aqueles que presidem tal cerimônia, seja para todos aqueles que participam, como fiéis, à mesma celebração.
O Congresso Internacional foi finalizado com um concerto musical na Basílica de S. Pancrazio, que fica ao lado do Teresianum, no sábado à noite, e no domingo de manhã com uma lectio divina sobre o Magnificat conduzida pela Irmã Elena Bosetti, Pastorinha de Jesus Bom Pastor.
(texto traduzido livremente pela equipe de comunicação http://provsjose.zip.net do informativo de Francesco Vitale in www.ocd.it)
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