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terça-feira, 13 de julho de 2021

MEMÓRIA DOS SANTOS ESPOSOS, LUÍS E ZÉLIA MARTIN!

 SALVE OS SANTOS ESPOSOS, 

LUÍS E ZÉLIA MARTIN! 

12/07/2021


BREVE BIOGRAFIA 
DE SÃO LUÍS MARTIN (1823-1894) 
E SANTA ZÉLIA GUÉRIN (1831-1877)
 
Ele era relojoeiro; ela rendeira: de origem burguesa, santos por eleição. São eles: Luís Martin (1823-1894) e Zélia Guérin (1831-1877) os pais de Teresa do Menino Jesus. É o segundo casal de esposos depois de Luís e Maria Beltrame Quattrocchi, beatificados em 2001 por João Paulo II que é elevado às honras dos altares.

Ambos eram filhos de militares e foram educados num ambiente disciplinado, severo, muito rigoroso e marcado por um certo jansenismo ainda rastejante na França da época. Os dois receberam uma educação de cunho religioso: nos Irmãos das escolas cristãs, Luís; nas Irmãs da adoração perpétua, Zélia. Ao terminar os estudos, no momento de escolher o próprio futuro, Luís orientou-se para a aprendizagem do ofício de relojoeiro, não obstante o exemplo do pai, conhecido oficial do exército napoleónico. Zélia, inicialmente, ajudava a mãe na administração da loja de família. Depois, especializou-se no "ponto de Alençon" na escola que ensina a tecer rendas. Em poucos anos os seus esforços foram premiados: abriu uma modesta fábrica para a produção de rendas e obteve um discreto sucesso.

Ambos nutrem desde a adolescência o desejo de entrar numa comunidade religiosa. Ele experimentou pedir para ser admitido entre os cónegos regulares de Santo Agostinho do hospício do Grande São Bernardo nos Alpes suíços, mas não foi aceite porque não conhecia o latim. Também ela tenta entrar nas Filhas da Caridade de São Vicente de Paulo, mas compreende que não é a sua estrada.
Durante três anos Luís vive em Paris, hóspede de parentes, para aperfeiçoar a sua formação de relojoeiro. Naquele período foi submetido a muitas solicitações por parte do ambiente parisiense impregnado de impulsos revolucionários. Aproximou-se até de uma associação secreta, mas afastou-se imediatamente. Insatisfeito com o clima que se respirava na capital, transferiu-se para Alençon, onde iniciou a sua actividade, conduzindo até à idade de 32 anos um estilo de vida quase ascético. Entretanto, Zélia, com a receita da sua empresa, manteve toda a família, vendendo rendas para a alta sociedade parisiense. O encontro entre os dois acontece em 1858 na ponte de São Leonardo em Alençon. Ao ver Luís, Zélia percebeu distintamente que ele seria o homem da sua vida.

Após poucos meses de noivado, casam. Conduzem uma vida conjugal no seguimento do Evangelho, ritmada pela missa quotidiana, pela oração pessoal e comunitária, pela confissão frequente, pela participação na vida paroquial. Da sua união nascem nove filhos, quatro dos quais morrem prematuramente. Entre as cinco filhas que sobreviveram, está Teresa, a futura santa, que nasceu em 1873. As recordações da carmelita sobre os seus pais são uma fonte preciosa para compreender a sua santidade. A família Martin educou as suas filhas a tornar-se não só boas cristãs mas também honestas cidadãs. Aos 45 anos Zélia recebe a terrível notícia de que tinha um tumor no seio. Viveu a doença com firme esperança cristã até à morte ocorrida em Agosto de 1877.
Com 54 anos, Luís teve que se ocupar sozinho da família. A primogénita tem 17 anos e a última, Teresa, tem 4 e meio. Então, transferiu-se para Lisieux, onde morava o irmão de Zélia. Deste modo, as filhas receberam os cuidados da tia Celina. Entre os anos de 1882 e 1887 Luís acompanhou as três filhas ao carmelo. O sacrifício maior para ele foi afastar-se de Teresa que entra para as carmelitas com apenas 15 anos. Luís foi atingido por uma enfermidade que o tornou inválido e que o levou à perda das faculdades mentais. Foi internado no sanatório de Caen. Morreu em Julho de 1894.

(Fonte: Vaticano)


"CHAMADOS À SANTIDADE"
São Luís e Santa Zélia Martin.

"A exemplo da santidade daquele que vos chamou, sede também vós santos em todas as vossas ações, pois está escrito: 16. Sede santos, porque eu sou santo (Lv 11,44)."
(I São Pedro 1,1)

"Santos por eleição"

Os santos Luís e Zélia Martin, nos ensinam a vida de um casal que alcançou a santidade a partir de uma vida de fé e amor a Deus, e entre si, estendendo aos filhos recebidos do próprio Deus. Eles "nos ensinam que os planos de Deus são diferentes dos nossos, e como tudo aquilo que é designado por Ele é capaz de render bons frutos. Um exemplo de união naqueles dias e para os dias de hoje", nos diz Frei Patrício Sciadini, OCD.

ORAÇÃO:

Senhor Deus, Vós que santificastes a vida do casal Luís e Zélia Martin, a partir da entrega e dedicação à família, os quais souberam doar de si mesmos à Igreja e ao Vosso Reino o testemunho de fidelidade no cotidiano de suas vidas em meio às fragilidades de um século também marcado por fortes embates, sem jamais desanimarem.

Acolhei as nossas famílias - esposos, pais e filhos - sob a intercessão deste Santo casal, neste dia em que os festejamos, a fim de que possam ser suscitadas outras santas famílias capazes de testemunhar o teu Nome Jesus, em todos os ambientes e em todas as situações deste mundo marcado por inúmeros apelos contrários à fé!

São Luís e Santa Zélia Martin, vinde em auxílio às nossas famílias ensinando-nos a trilhar o caminho de santidade no qual vós experimentaste. E, cuidai para que jamais falte entre nós o amor e a fidelidade a Deus e entre nós. Ensinai-nos a viver com sabedoria os apelos de um tempo marcado por novos desafios, confiando-nos à Virgem Maria, como vós o soubestes fazer, com fé e esperança.

São Luís e Santa Zélia Martin, 
roguem por nós!


SALVE SÃO LUÍS E SANTA ZÉLIA MARTIN!

"O bom Deus deu-me um pai e uma mnãe mais dignos do Céu que da terra".

(Santa Teresinha)

"O bom Deus deu-me um pai e uma mnãe mais dignos do Céu que da terra. Pediram ao Senhor que lhes desse muitos filhos e os tomasse para si. Esse desejo foi atendido: quatro anjinhos voaram para o Céu e as cinco filhas que ficaram na arena tomaram a Jesus por Esposo. Foi com uma coragem heroica que meu pai, como um novo Abraão, subiu três vezes a montanha do Carmelo para imolar a Deus o que tinha de mais caro. Primeiro, foram as duas mais velhas; depois, a terceira de suas filhas, sob o conselho de seu diretor e conduzido por nosso incomparável pai, fez uma experiência na Visitação ( o bom Deus contentou-se com a aceitação; mais tarde, ela voltou ao mundo, onde vive como se estivesse no claustro). Só restavam ao eleito de Deus duas filhas: uma com dezoito anos, a outra com catorze. Esta, a pequena Teresa, pediu-lhe para voar para o Carmelo, o que obteve sem dificuldade por parte de seu bom pai, que teve a condescendência de levá-la, primeiro a Bayeux, e depois a Roma, a fim de superar os obstáculos que retardavam a imolação daquela a quem chamava sua rainha. Depois de a ter conduzido ao porto, disse à única filha que lhe restava: "Se quiseres seguir o exemplo de tuas irmãs, dou meu consentimento. Não te preocupes comigo". O anjo que devia amparar a velhice de tal santo respondeu-lhe que, depois de sua partida para o Céu, voaria também para o claustro, o que encheu de alegria aquele que vivia só para Deus". 

(Santa Teresinha C 261)

Por Estela da Paz

Comissões de História, de Espiritualidade e de Formação. 

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