Caros Irmãos/ãs do Carmelo teresiano reunidos em S. Roque
para o
XXIX Congresso da OCDS
A paz seja com cada um/a
de vocês!
Faço-me presente entre vocês com minha oração
e com algumas palavras em sinal de comunhão,
respondendo ao pedido da Maria Eduarda e do Luciano.
A Verbum Domini nos diz que “… quem constrói a própria vida sobre a Palavra [de Deus] edifica de modo verdadeiramente sólido e
duradouro … que permanece mesmo quando falham as certezas humanas” (n. 10).
Por sua vez a S. Madre Teresa escreve: “Porque
o fundamento de todo este edifício, como
eu já disse, é a humildade. E se esta não for genuína, até para o vosso bem
o Senhor não desejará elevá-lo muito, a fim de que não desabe por terra. Desse
modo, irmãs, para que esse edifício tenha bons alicerces, procure cada uma ser
a menor de todas, e sua escrava, vendo como ou em que podeis servi-las e
dar-lhes prazer. O que fizerdes neste caso o fareis mais para vós do que para
elas. Assentareis pedras tão firmes que o vosso castelo não desabará.” (7 Moradas 4, 8-9).
Eis
dois fundamentos
profundos do Castelo: a Palavra encarnada, Cristo Jesus, e as virtudes, sendo a principal a humildade!
Em sintonia com o Ano da fé, apenas iniciado
e que convida-nos a “embrenhar-se num caminho que dura a vida inteira… em
amizade” com Cristo (Porta Fidei 1.2),
mantendo o olhar firme Nele e como Ele
agir, procuremos um autêntico crescimento espiritual, pessoal e comunitário
através da prática das virtudes.
Mas, para
quê fomos chamados ao Carmelo teresiano? Certamente a resposta é pessoal,
porém uma coisa é certa: o chamado é à santidade; o caminho é o da prática das
virtudes, dos conselhos evangélicos e das bem-aventuranças. E todo chamado e
vocação na Igreja é para um serviço
aos demais. Parafraseando D. Lucas M. Neves que dizia: “O leigo é uma pessoa da Igreja no coração do
mundo e uma pessoa do mundo no coração da Igreja”, podemos dizer que o leigo da
OCDS é a presença do Carmelo no coração do mundo e a presença do mundo no
coração do Carmelo. Pois os leigos enriquecem a vida religiosa com a sua
laicidade, nos ajudam a interpretar os sinais dos tempos (cf. Const. OCDS 38),
ao mesmo tempo que são a presença do carisma carmelitano-teresiano em meio ao
mundo. Jesus se fez carne, assumiu a
realidade humana para trazer a mensagem de salvação ao mundo. E este é o serviço
da Igreja – de cada batizado - em todas as suas vocações e em todos os tempos: ser
sinal de comunhão e anunciar ao mundo a salvação trazida por Jesus, com “obras”
de transformação da sociedade.
Urge-nos a realidade de tantos de nossos
irmãos que estão sendo tragados por uma cultura que espalha a morte e o
desrespeito pela vida e a dignidade humanas. S. Teresa apela que façamos algo
por aqueles que necessitam (Cf. 7 Moradas
1,4); a Igreja pede uma Nova Evangelização por obras: a “caridade é a linguagem
onde, na nova evangelização, mais do que em palavras, se exprime em obras de fraternidade,
de proximidade e de ajuda às pessoas com necessidades espirituais e materiais”
(Instr. de trabalho do Sínodo sobre a
Nova Evangelização, n. 124).
Como já o fizera a S. Madre em seu tempo, realizando
o “pouquinho ao seu alcance”, coloco
esta questão a vocês: O que posso fazer diante destes apelos?
“Que mandais fazer de mim?”
Caros
irmãos/ãs, que este Congresso seja frutuoso e os anime a seguir adiante no
caminho de amizade e seguimento ao Cristo, em comunhão fraterna, em verdade, humildade, amor ao próximo. Que
sobre estas bases sólidas vocês sigam
construindo o Carmelo teresiano no Brasil, em comunhão com a Igreja, com a
Ordem e na fidelidade às necessidades atuais de nosso povo. Que as experiências
e reflexões destes dias os ajudem a crescer como pessoas, cristãos e carmelitas
teresianos e sejam partilhadas nas Comunidades, pois “a fé obriga cada um de
nós a tornar-se sinal vivo da presença do Ressuscitado no mundo” (Porta fidei 15).
Meu agradecimento especial ao P. Provincial
Fr. Afonso, aos fr. Fabiano e Wilson, delegados provinciais, aos Assistentes, à
Equipe do Congresso e aos que o organizaram e tornaram possível a realização de
mais um Congresso no CTE (já são 29 anos em S. Roque!!!), com um trabalho
muitas vezes escondido, humilde e sacrificado. Acompanho-os com minha oração e
peço que a Luz do Divino Espírito os ilumine e guie para entrar no Castelo pela
“porta da fé” e da oração e ir ao encontro da Trindade-comunhão presente no
coração de cada um.
Meu fraterno abraço a todos/as
e que Deus os/as abençoe e a Virgem do Carmo e s. José os ampare!
Fr. Alzinir F. Debastiani OCD
Roma, 15 de Outubro de
2012
Um comentário:
Belíssimas palavras de Frei Alzinir, que sempre nos enriquece com suas formações!! Deus o abençoe muito!!
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