quarta-feira, 19 de janeiro de 2022

O HISTÓRICO DO BRASÃO - 10 Anos da Comunidade São José - Petrópolis/ RJ. (22/09/2012 - 2022)


Uma LOGO ou um BRASÃO:

A "logo", ou logomarca se tornou um Brasão.De acordo com o dicionário, uma logomarca se refere a uma forma ou conjunto de formas que representem um nome.

Isso significa, que a logomarca tem um traçado especifico, usando símbolos visuais como formas de identificar uma empresa ou marca. 

A logomarca também ficou conhecida por funcionar como um brasão de uma Instituição.

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HISTÓRIA:

Recordando, historicamente, o ocorrido em nossa Comunidade, relatamos como surgiu a ideia de fazermos um "BRASÃO". A história é antiga...

Quando a Rose Lemos era nossa Conselheira, tinha grande admiração pelo trabalho do nosso Grupo São José. Então, partiu dela o desejo de que nos tornássemos Comunidade. 

Diante da possibilidade que nascia, Jullia, membro Conselheira, chegou a ver com um amigo nosso - artista e cartunista -, no ano de 2017, a elaboração de um "BRASÃO", em virtude da possível elevação à Comunidade, em 2018.

Na ocasião, conversamos em Conselho, sobre os pontos essenciais para compor o Brasão, conforme orientação do artista. Enquanto preparávamos o envio do Documento para o Conselho Provincial, ocorrido em 21/02/2018, a pedido da Rose, solicitando assim, a elevação do Grupo à Comunidade. Porém, pouco tempo depois, praticamente um mês após a solicitação, a mesma retornou INDEFERIDA. Foi no dia 19/03/2018, que a Rose nos deu o retorno de "INDEFERIMENTO" dizendo à Encarregada de Formação (membro fundadora): "Estela, o conselho pediu para esperar um pouco, conforme o estatuto, para que o Grupo tenham ao menos, dois membros com Promessas Definitivas. Mas o grupo foi muito elogiado pelo frei João de Deus e por mim."

Sábia decisão! Claro, não podíamos ser elevados ainda, pois não tínhamos membros com Promessas Definitivas. Que por opção estávamos, ainda, amadurecendo a formação no carisma, embora já tivéssemos cinco anos de fundação.

Agora, com a Graça de Deus, neste ano do seu decenário de fundação, já como Comunidade São José, o próprio Deus nos inspirou a criação deste BRASÃO - postado acima. 

Seja a partir do incentivo da Formação e do Conselho, seja pelo incentivo às primeiras iniciativas às responsáveis pela tecnologia da Comunidade... O que registramos com alegria e agradecimento a Deus, é esta graça alcançada que tivemos no dia de ontem, ao concluir, com os traços iniciais inspirados pela Jullia, a arte que se tornou o nosso BRASÃO, e que traz em si a nossa história. 

E, em tudo, damos graças ao Bom Jesus, que com seu Espírito Santo - inspirador das almas e tradutor de nossas boas intenções, por nos conceder a graça de expressar através da arte, a história de nossa essência e de nossa vocação, através deste Brasão de nossa Comunidade. 

Bendito seja Deus!

Bendito seja Jesus Cristo!

Bendito seja o Espírito Santo, inspirador das almas!

Bendita seja a grande Mãe de Deus, Esplendor e Formosura do Carmelo, com seu Castíssimo esposo!

Nossa Senhora do Carmo e São José, rogai por nós!

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SEGUE, ABAIXO A DESCRIÇÃO DO BRASÃO:

》Inscrição da faixa externa:

. Apresenta o nome de nossa Comunidade São José da OCDS.

》Círculo:

. Representa nossa permanente Aliança com Deus e com a nossa Vocação. 

》Representações do interior:

1. O LÍRIO

. Representa São José, pai e patrono de nossa Comunidade (e do Carmelo Descalço)

- Centro do lírio.

- No centro do lírio estão os pedúnculos, que numa flor, são hastes responsáveis pela sustentação da flor e por ligá-la a flor ao caule, protegendo os óvulos que estão localizados no interior da flor.

- Os pêdulos, portanto, representam os membros da Comunidade, com seu Conselho local, em permanente sustentação do carisma, através da formação e unidade com o "Centro da Ordem".

- Sobre a folha no sopé do lírio.

. Representa a cidade de origem de nossa Comunidade: Petrópolis/RJ.

2. SÍMBOLO NUMÉRICO.

- Número 10:

- Representa o marco dos 10 Anos de Fundação da Comunidade. 

- Tendo à esquerda o ano de fundação: 22/09/2012 - 2022.

- A Estrela.

- Representa nossa proteção e guia através da Bem-Aventurada Virgem Maria do Monte Carmelo, com seu Esplendor e Formosura, no tempo e na história. 

- Traço ponteagudo cortando os algarismos.

- Representa o Monte que é Cristo nosso Senhor, cume de nossa fé e de nossa vocação. 

- Sombreamento do Monte em marrom.

- Representa nossa permanente subida a Cristo, vivendo em seu obséquio através da oração.

segunda-feira, 17 de janeiro de 2022

Posse do Frei Alzinir Debastiani, OCD

 


No dia 16 de janeiro ocorreu a missa de posse do  novo Pároco, Frei Alzinir Francisco Debastiani, OCD, e  a despedida do  Frei Marcos Matsubara, na Paróquia Nossa Senhora Auxiliadora do Comel (Condomínio Mansões Entre Lagos) , da Arquidiocese de Brasília-DF. Esteve presente na missa de posse a Comunidade Santa Teresa de Jesus de Taguatinga e a Comunidade Santa Teresinha e Santo Eliseu da OCDS do Distrito Federal. 













quarta-feira, 12 de janeiro de 2022

Revista Virtual Monte Carmelo nº 176 (outubro-novembro-dezembro/2021)

 

(clique na imagem para acessar a Revista)



Caros leitores,

Antes de tudo, faço votos de um ano novo abençoado para todos!

Nesta nossa revista trimestral referente aos meses de outubro, novembro e dezembro de 2021, colocamos como matéria de capa as homenagens póstumas ao nosso querido Frei Pierino Orlandini.

Entre os destaques deste número temos a entrevista com Frei Alzinir Debastiani, que encerrou sua missão como Delegado Geral da OCDS, e as notícias referentes ao Congresso Interprovincial em honra a São José, realizado em outubro/2021 e o XIX Encontro de Conselhos e Coordenações da OCDS, realizado em novembro/2021.

Confira ainda nesta edição os artigos: “A mulher eterna: Gertrud Von Le Fort e Edith Stein” por Maria Cecilia Isatto Parise”; “Verbo encarnado: caminho para Deus”, por Artur Viana; e “Memória de Santa Elisabete da Trindade”, por Estela da Paz.

Na seção ESPAÇO LITERÁRIO CARMELITANO Wallace Bertoli Moreira (Vitória-ES) nos traz o artigo “Jesus Cristo é a Nossa Literatura” e na seção SANTO DO MÊS, Giovani Carvalho Mendes (Fortaleza-CE) nos fala sobre a Venerável Madre Verônica da Paixão.

Finalizamos a edição com a Agenda da OCDS para 2022 e as fotos das atividades realizadas pelas comunidades e grupos da OCDS.

Uma boa leitura a todos!


Luciano Dídimo
Coordenador da Comissão de Comunicação da OCDS

domingo, 26 de dezembro de 2021

Sagrada Família de Nazaré – Reflexo perfeito da Família Trinitária.


Sagrada Família de Nazaré: Jesus, Maria e José.

A mais santa e perfeita família que já existiu ou existe, logo abaixo da Família Divina, a Santíssima Trindade.

Jesus é o próprio Deus e Senhor, a Segunda Pessoa da Santíssima Trindade que se fez homem, o Emanuel: Deus-conosco.

Maria, a Virgem Imaculada, escolhida por Deus, desde toda a eternidade, para ser a Mãe do Filho de Deus, Jesus, portanto, Mãe de Deus. Puríssima haveria de ser aquela que deu ser à humanidade perfeitíssima e santíssima de Cristo. Digníssima deveria ser aquela que trouxe em seu ventre, por 9 meses, o próprio Deus feito homem, aquela que era a Arca do Novo Testamento, a nova Terra Sagrada, intacta, a única feita e achada digna de conceber, dar à luz, amamentar, nutrir e cuidar como Mãe amorosa e exclusiva, a Deus mesmo, em Pessoa, no meio daquela família. 

José, escolhido por Deus para ser o esposo virginal e castíssimo de Maria, o guardião, o pai nutrício e putativo de Jesus (isto é, todos na sociedade o tinham como seu pai "verdadeiro" e natural). Um homem que tinha que ser santo (varão justo era o maior título possível de ser dado a um homem naquele tempo), com dons e qualidades extraordinárias e sobrenaturais, para ser digno pai de criação de Jesus, que lhe era obediente e submisso em tudo. Aquele que não poderia jamais pecar ou errar (por ser Deus e homem Santíssimo), como poderia receber e obedecer ordens de um homem "comum", cheio de fraquezas e defeitos?


Essa é a Santíssima Família, que viveu em Belém, Egito e Nazaré. Que partilhava um amor imenso, incalculável e puríssimo, uns pelos outros, mais que os próprios serafins ou querubins. Viveram, entre si, em espírito de união, de oração e de contemplação, como se já estivessem no Céu. Viveram na terra, simples e pobres, praticando a vida doméstica comum, com trabalho e serviço próprio dos lares de seu tempo. Que exemplo mais belo de família pode haver?

Comportavam-se "normalmente", mesmo sendo as pessoas mais Santas, aliás, Santissimas e importantes da Terra: 

Jesus, o próprio Senhor do Universo, Criador de todas as coisas, visíveis e invisíveis. 

Maria, a Virgem Imaculada e Mãe de Deus, Senhora e Rainha do Universo.

São José, descendente direto de Davi (isso mesmo: se a sequência dos reis de Israel não tivesse sido quebrada pelas invasões e dominações dos poderosos reinos estrangeiros: mesopotâmicos, persas, macedônicos e romanos, São José teria sido rei de Israel), além de ser o homem mais justo e santo que havia na época.

Todos eles, apesar da profundíssima União com Deus e de todos estarem mais do que nas Sétimas Moradas (aliás, na Sétima elevada à "sétima potência") viviam "normalmente", faziam coisas normais, como: varrer a casa, fazer comida, lavar louças, costurar, ajudar os vizinhos e parentes, trabalhar na oficina de carpintaria, vender o que produziam, etc.. Quanta santidade! 

(Giovani Carvalho Mendes, OCDS)

quarta-feira, 22 de dezembro de 2021

A SANTA MEDALHA MILAGROSA DE NOSSA SENHORA DAS GRAÇAS: o Simbolismo mariológico e teológico nela contido.



1. A Imaculada Conceição de Maria e sua Assunção ao Céu em corpo e alma.
Maria aparece a Santa Catarina Labouré, com sinais claros de que era Imaculada e estava no Céu em corpo e alma.
Sua túnica e véu brancos são sinais de sua pureza alvíssima.
Seu manto azul celeste denota sua inigualável bem-aventurança acima de todos os Anjos e Santos juntos.
Suas vestes faziam um som de "fru-fru" (como a própria Santa testemunhou) quando Maria se mexia, sinal que Ela é um ser corpóreo, não apenas espiritual. Está no Céu, verdadeiramente, em corpo e alma.

2. Maria é a Vencedora do Inferno, bem como de todas suas artimanhas, armadilhas, heresias e planos para  tentar destruir  a Igreja e a salvação das almas:
Seus pés que pisam e esmagam a cabeça da serpente infernal. A serpente é símbolo bíblico do demônio, inimigo de Deus. É imagem e sinal do mal e do pecado, que procuram e, muitas vezes,  conseguem,  devido ao livre arbítrio humano, deformarem e até destruírem as almas, feitas para serem imagens e  semelhanças de Deus, suas filhas por adoção e herdeiras do Céu .
Maria é vencedora contra o demônio e todo o inferno. Ela, sozinha, por ser Imaculada e porque, durante  toda  a vida, batalhou contra a antiga serpente, com suas orações, jejuns e sacrifícios, venceu todo o inferno. Disso dão testemunho santos doutores da Igreja e santos devotíssimos de Maria, como: Santo Afonso Maria de  Ligório, São Bernardo de Claraval, São Cirilo de Alexandria, São Boaventura ou São Luís Maria Grignion de  Montfort.
Maria não precisava fazer jejuns ou sacrifícios para si,  para sua "cura interior", pois, era Imaculada, mas, à semelhança do Cristo, seu Filho, quis sofrer  por nós, seus filhos e filhas  adotivos e entregues na Cruz  por Jesus.
Assim, Ela tem sim especial poder, dado por Deus, de  esmagar a cabeça (fonte dos pensamentos, dos planos e da  vontade) da serpente diabólica,  para tolher-lhe, o  máximo que pode, suas maldades e planos malignos.  Mas, Ela também precisa  de nós. Precisa de nosso assentimento, de nossa  colaboração. Por isso  que em quase todas as suas aparições nos faz a súplica: "rezem, rezem e rezem"; "façam penitências e ofereçam a Deus sacrifícios por seus pecados e pelos do mundo inteiro"...

3. Maria é nossa Intercessora perante o Mediador Universal, seu Filho, Deus-Homem verdadeiro.

A própria oração da medalha, que circunda a Virgem, denotam o caráter e missão intercessória de Maria.

Devemos ter profunda confiança no poder de súplica de Maria, pois, como provou em Caná da Galileia, tudo pode alcançar de seu Filho Jesus.

Maria está de pé sobre um globo, sinal de que, como criatura perfeitíssima e cheia de Graça, está acima tudo que foi criado, abaixo, somente, da Humanidade Santíssima da Pessoa Divina de Jesus.

Os raios multicores e belíssimos que emanavam dos vários anéis que a Virgem trazia nas mãos, raios que se espargiam sobre o globo, são sinais das graças, das muitas graças que Ela pode e quer nos alcançar de seu Filho, Ela, por meio da qual nos veio a própria Graça, Jesus Cristo.

4. Maria, como Mãe de Deus, é sua principal  cooperadora na Redenção humana.

No verso da medalha, contemplamos de imediato um "M" encimado por uma cruz. O "M" simboliza Maria e a Cruz, seu Filho Jesus. Notem que o "M" e a cruz estão "entrelaçados", isto é , unidos. A Cruz (Jesus Cristo) é, obviamente,  superior à Virgem Maria, mas, Ela, por  ser  sua  Mãe é perfeitamente consanguínea a Ele, em  sua natureza humana, pois, Jesus recebeu completamente, todo o seu "material  genético, com uma  única diferença: Jesus é masculino, portanto,  podemos dizer,  um  "clone" masculino de Maria. Assim, pela através de suas naturezas humanas, Mãe e Filho foram e são plenamente unidos, uma "só carne", com união, inclusive, por meio de um laço fortíssimo de puro Amor entre suas duas Santíssimas Almas.

Também a medalha traz os  Sagrados Corações de  Jesus e  de Maria lado a lado. Claro que o Coração de Jesus é muitíssimo superior em honra e glória ao Coração de Maria, porém, convém que a Mãe do Rei esteja ao lado de seu amado Filho, pois, como dissemos acima, um amor incomensurável os une eternamente no Céu.



5. Maria é a Mãe e Rainha da Igreja, Corpo Mistico de Cristo.

As doze estrelas que circundam o verso da medalha são de grande simbolismo, tanto devocional quanto  bíblico. Devocionalmente,  poderíamos atribuir-lhe o significado de serem suas principais virtudes:
1. Amor (a Deus e ao próximo) imensurável.
2. Profunda humildade.
3. Desapêgo total de si  mesma.
4. Espírito de pobreza.
5. Pureza imaculada, sem  o menor traço de defeito ou corrupção.
6. Modéstia angelical, tanto interiormente, quanto exteriormente.
6. Paz interior inabalável.
7. Fortaleza invencível, mesmo nas mais intensas provações e sofrimentos.
8. Sabedoria e Prudência  em tudo que fez e faz.
9. Temperança em todos os  seus atos e gestos.
10.  Profunda confiança e abandono à vontade de Deus.
11.  Obediência completa e "cega" à vontade de Deus em  sua vida.
12. Contínuo espírito de serviço a Deus e ao seu Reino.

Mas, a Sagrada Escritura, em Apocalipse no capítulo 12, versículo 1, também cita a coroa da Mulher  vestida  de sol: "Apareceu em seguida um grande sinal no céu: uma Mulher revestida do sol, a lua debaixo dos seus pés e na cabeça uma coroa de doze estrelas".

Maria,  certamente, é essa Mulher, mostrada a São João Evangelista, coroada de estrelas.
O número 12 é bem significativo das Sagradas Escrituras: 12 são as tribos de Israel. Também são 12 os Apóstolos, colunas da Igreja.
Maria é, portanto, por ser a Mãe de Jesus, a principal Filha de Israel (povo de Deus eleito)  e a principal Filha da Igreja (novo povo de Deus, redimido por Cristo na Cruz), sua Mãe (porque a Igreja é o Corpo Místico de Cristo) e sua Rainha  e Senhora. Portanto, as doze estrelas, biblicamente falando, apontam para Maria como aquela que, por  ter sido a mais perfeita, santa e fiel de todas as criaturas, se torna, pelos laços que A unem a Cristo  (já descritos  acima), centro do Antigo Testamento e, também, por continuidade, centro do Novo Testamento. 

Espero e rogo  a Deus que tudo isso que  for escrito ajude a quem ler a olhar para  a Medalha  Milagrosa de Nossa Senhora  das Graças com um novo olhar. Não como  um mero "amuleto" ou "talismã", coisa  que em absoluto ela é, mas, como um símbolo mariano riquíssimo e significativo, um verdadeiro "livro" de pura doutrina católica e mariológica. 

Giovani Carvalho Mendes, ocds
(Irmão Giovani Maria da Encarnação,  ocds; Comunidade Flor do Carmelo de Santa Teresinha, de Fortaleza - CE)

sexta-feira, 17 de dezembro de 2021

Congresso Interprovincial em honra a São José





Entre os dias 9 e 15 de outubro deste ano de São José, proclamado pelo Papa Francisco, ocorreu o I Congresso Interprovincial do Carmelo Descalço no Brasil, com  o tema  “São José: entre o silêncio e a ação”. O evento aconteceu no formato virtual, através da plataforma do youtube. Organizado pelas duas Províncias do Carmelo Descalço no Brasil. O evento foi gratuito, sendo transmitido pelos canais da OCDS.

Este Congresso foi um grande momento de confraternização e formação para a família Teresiana no Brasil, envolvendo, com entusiasmo, os três ramos (frades, monjas e seculares) das duas Províncias brasileiras: São José e Nossa Senhora do Carmo. 


Frei Everton, OCD (Provincial da Província Nossa Senhora do Carmo)
Frei Everton, OCD (Provincial da Província Nossa Senhora do Carmo)


Rose Lemos (Provincial OCDS da Província São José)


Irmã Bernadete (Carmelo Santa Teresinha de Fortaleza)


O congresso iniciou com a Santa Missa celebrada pelo Frei Emerson, OCD Provincial da Província São José (Sudeste, Centro-Oeste, Norte e Nordeste do País) e a  apresentação do hino vencedor do concurso musical em honra à São José, que teve a canção do Paulo Sérgio da Comunidade Santa Teresa de Jesus da Província Nossa Senhora do Carmo como o hino vencedor. O pódio do concurso foi composto ainda por Edilson Silva, da Comunidade São José de Petrópolis, RJ, e Hederson e Maciel, do grupo Divino Esmoler do Carmelo Sagrada Família de Pouso Alegre, MG, com as três músicas intituladas como Hino à São José. A noite de abertura foi finalizada com “pocket show” realizado pela comunidade Alegria da Sagrada Face de Itapetininga, São Paulo.


Hederson e Maciel (Grupo Divino Esmoler)

Edilson Silva (Comunidade São José)

Paulo Sergio (Comunidade Santa Teresa de Jesus)


Os participantes tiveram acesso a diversas palestras formativas para aprofundar a espiritualidade Josefina, com a palestra do Frei Rafael OCD sobre São José na perspectiva bíblica, Padre Antônio Bertolin que palestrou sobre a espiritualidade Josefina, mesa redonda com Frei César Cardoso, OCD e Estela da Paz, OCDS que trabalharam na mesa o tema central do congresso. Nosso irmão da província Nossa Senhora do Carmo, Carlos Vargas falou sobre São José na voz dos Papas e o Frei Patrício Sciadini, OCD trouxe a abordagem sobre São José no pontificado do Papa Francisco. Também tivemos São José na paternidade (Luciano Dídimo), nas devoções (Irmã Sheron, OCD), nas artes (Lúcio) e nos Santos do Carmelo (Irmã Bernadete).  A Missa de encerramento foi celebrada pelo Frei Everton, Provincial da Província Nossa Senhora do Carmo e marcando também o último dia de congresso houve uma belíssima apresentação musical dos amigos do Carmelo de Curitiba. No decorrer do congresso os frades das duas províncias realizaram o tríduo em homenagem a Santa Teresa de Jesus, nossa Santa Madre.

Padre Antônio Bertolin 

Estela da Paz e Frei César Cardoso 

Carlos Vargas e Esposa

Frei Patrício Sciadinni

Luciano Dídimo, OCDS

Lucio

Irmã Sheron, OCD. 

Frei Rafael, OCD.










Foi a primeira vez que as duas províncias se uniram para promover um evento dessa forma e grandiosidade. Foram meses de preparação e articulação da comissão organizadora do evento que contou com a participação de frades e seculares das duas províncias do país.  “Louvo e agradeço a Deus por este congresso, pela inspiração que os nosso provinciais tiveram de pensar em um evento desse tamanho em um ano tão difícil para o Brasil e o mundo. O congresso realmente foi um presente do Carmelo Descalço no Brasil para toda igreja no Brasil e no mundo, uma vez que tivemos um alcance além dos muros da nossa nação.” Comenta Romário Pinheiro, membro da Comunidade Rainha do Carmelo da OCDS de Fortaleza, Ceará e participante da comissão organizadora do congresso interprovincial.

Romário e Gilcivânia, OCDS.

 Este Congresso Interprovincial em homenagem a São José marcou, em uma perspectiva teresiana, os 150 anos da proclamação de São José como Patrono da Igreja Católica. Esperamos que esse evento grandioso frutifique espiritualmente para o bem de todo o Povo de Deus, colaborando para aumentar o amor a São José e a comunhão fraterna na família carmelitana brasileira nos três ramos: frades, monjas e seculares.
















terça-feira, 14 de dezembro de 2021

SÃO JOÃO DA CRUZ, o Santo Padre do Carmelo Teresiano.


14 de dezembro, para os carmelitas descalços (frades, monjas e seculares), Solenidade de São João da Cruz (Juan de la Cruz), presbítero, grande místico e doutor da Igreja.

Nascido em Fontíveros, Espanha, em 24 de junho de 1542, São João da Cruz é um dos maiores luminares da Igreja e da Ordem Carmelita. Apesar de sua origem pobre (na verdade, paupérrima e muito sofrida), foi dotado por Deus de grande e brilhante inteligência, além de ser portador de uma alma extremamente apaixonada por Deus, a quem buscava na oração e na contemplação avidamente, com "sede" irresistível.

É chamado de "Doutor Místico", pois, seus escritos (os principais: Subida do Monte Carmelo, Cântico Espiritual, Noite Escura da Alma e Chama Viva de Amor) trazem maravilhosos ensinamentos de como a alma pode chegar, já nesta vida, a uma profunda união com Deus e com sua vontade, chegando ao ponto de Criador e criatura, Amado e alma amante, tornarem-se, praticamente, uma "coisa só".

São João da Cruz é leitura obrigatória a todos que desejarem conhecer o caminho que leva à perfeição da vida interior, caminho esse baseado na busca única do TUDO (que é Deus) através do NADA (despojamento total de si mesmo, de seus gostos e vontades).

É o Santo da Noite Escura da Alma, isto é, de uma via purificante e santificante, que faz com que a alma, já nesta vida, vá se libertando de todos os apegos (até de coisas aparentemente boas) e encontre luz e consolo somente e tão somente em Deus, em nada e ninguém mais, tornando-se plenamente livre para um dia "voar" para Ele, que é o fim último e razão de nossa criação (por Deus) e de nossa existência.

Suas poesias, riquíssimas de beleza e de perfeição literária, além de nos mostrarem o brilho e o ardor de sua santa alma, valeram-lhe o título honorífico de "Príncipe dos Poetas Espanhóis".

Foi grande colaborador, amigo e admirador de Santa Teresa de Jesus (de Ávila), que também muito o estimava e admirava, ajudando-a na fundação do ramo masculino da Ordem Carmelita Descalça, tendo sido o primeiro frade carmelita que aderiu à reforma da Santa.

Com apenas 49 anos, faleceu na madrugada do dia 13 para 14 de dezembro de 1591, em Úbeda, Espanha.

Giovani Carvalho Mendes 
(Ir. Giovani Maria da Encarnação, ocds) 
Comunidade Flor do Carmelo de Santa Teresinha, Fortaleza, CE. 





SOLENIDADE DE SÃO JOÃO DA CRUZ, DOUTOR DA IGREJA E NOSSO PAI - 14 de dezembro de 2021.

 


           MISTÉRIO, VIDA E POESIA 

“Dos Romances Trinitários e Cristológicos” 

Entre os místicos e encantadores poemas de São João da Cruz “Romances Trinitários e Cristológicos”, encontra sua profundidade no mistério central da fé e da vida cristã, o mistério da Santíssima Trindade. É, portanto, a fonte de todos os outros mistérios da fé e a luz que os ilumina. É o ensinamento mais fundamental e essencial na «hierarquia das verdades da fé» (cf. CEC 234). A respeito da Santíssima trindade, dirá, ainda, S. J. da Cruz em outros escritos: "Não seria verdadeira e total transformação se não se transformasse a alma nas três Pessoas em revelado e manifesto grau" (C 39,3). "Cristo disse que em quem amasse, viriam o Pai, o Filho e o Espírito Santo fazer sua morada" (Ch. Pról. 1,15. 2). "(A Santíssima Trindade) condições de uma alma examinada em afetos da inabitação" (Ch 1,15ss); e explica que a inabitação da Santíssima Trindade “significa para a alma ter o entendimento divinamente ilustrado na sabedoria do Filho, a vontade inebriada de deleite no Espírito Santo,  absorvendo-a o Pai, forte e poderosamente, no abraço e abismo de sua doçura" (Ch 1,15).

Meditados ao longo da novena deste ano de 2021, este poema nos permitiu ser conduzidos, além de adentrar no profundo Mistério do Deus Trindade, a também nos preparar para celebrar a Festa da Encarnação e do Nascimento do Verbo de Deus feito Homem, o Natal do Senhor. O cerne da espiritualidade Trinitária contida no início do Evangelho de São João: “In Principio Erat Verbum”, trazido a nós através deste poema de S. J. Cruz nos remete, como diz o santo em Cântico, à compreensão de que "o Filho de Deus, juntamente com o Pai e o Espírito Santo, essencial e presencialmente está escondido no íntimo ser da alma" (C 1,6); portanto, compreendemos que a Trindade encontra na doutrina são-joanista e teresiana o ponto central de sua mística, pois ao encontrar-se Nela, dirá S. João da Cruz: "A alma se faz deiforme e Deus por participação, e assim a alma tem obrada sua obra de entendimento, notícia e de amor na Trindade e como a Trindade" (C 4-6), pois, "A Santíssima Trindade é luz e fogo de amor na alma" (Ch 3,80 ss).

“Procedia tão silenciosamente” 

Frei João da Cruz na prisão (1577 - 1578) - Chegou frei João da Cruz, em meados de dezembro no convento do Carmelo de Toledo - de 1576, o melhor que a Ordem possui em Castela e habitado por quase oitenta religiosos. Trouxeram-no de noite e com os olhos vendados, para que não conhecesse o caminho nem o lugar. Apresenta-se ao visitador geral, frei Jerônimo Tostado que dera ordens ao prior de Toledo, padre Maldonado, para que o prendesse e trouxesse à sua presença. A notícia da chegada de frei João da Cruz corre veloz pelo convento e muitos frades acodem para o ver e recriminá-lo. O jovem descalço permanece mudo e imutável, «procedia tão silenciosamente que os Padres Mitigados lhe chamavam “lima surda”, cf, relatos de Irmã Maria do Sacramento, que cuidou do Santo em Caravaca. O seu aspecto é digno de lástima: pequeno, consumido já antes de ser preso, agora, após os açoites que recebeu em Ávila, os castigos e a longa e dolorosa viagem, parece perdido dentro do hábito de calçado que, violentamente, foi obrigado a vestir.

S. João da Cruz, porém, sabe o que deve fazer e permanece imutável. Em primeiro lugar, não podem recair sobre ele os castigos com que são ameaçados os Descalços de Granada, Sevilha e la Peñuela, conventos fundados sem a autorização do geral, os únicos que o capítulo declara em rebeldia, se os seus religiosos não abandonarem esses conventos e regressarem à Observância. Talvez seja acusado de incorrer no mesmo castigo por viver fora do convento, na pequena casa da Encarnação. Entra, então, frei João, sem capuz nem escapulário, em sinal de castigo pela sua rebeldia, em dia de pleno inverno. Consigo, leva apenas o breviário. Muito cedo começará a sentir os efeitos das duras geadas toledanas que, um ano atrás, tanto tinham impressionado a madre Teresa, e verá os dedos dos seus pés gretados pelo frio. Aqui permanecerá durante nove meses, incomunicável, faminto, num ambiente repugnante, consumindo-se cada vez mais na miséria, sem outro raio de luz senão a que penetra pela pequena abertura do teto do cárcere. 

Noites intermináveis 

Frei João passa os dias e as noites intermináveis, sozinho, na escuridão da sua pequena cela. Não tem roupa para mudar. Quando, quatro ou cinco meses depois, chegam os calores asfi­xiantes do verão toledano, a prisão torna-se insuportável; o pobre descalço é atormentado, ao mesmo tempo, pela fome, pelo calor e pelos insetos. A túnica interior que vestia no dia da entrada e que não lhe permitem lavar ou mudar, vai apodrecendo aos poucos no seu corpo. Uma terrível preocupação vem agravar a sua angústia.

Em meados de agosto; frei João deve sentir-se asfixiar naqueles calores tórridos toledanos. Ao meio dia, hora em que pode debruçar-se na janela que dá para o Tejo, os roche­dos da margem oposta do rio devem ressumbrar fogo, e o castelo de Servando parece, na cor ocarina dos seus muros e torreões, ficar incandescente. No dia 14, véspera da Assunção de Nossa Senhora, frei João, de joelhos e com o rosto por terra, reza de costas para a porta fechada da sua prisão. O padre prior, frei Maldonado, abre a porta e entra, mas frei João permanece imu­tável. «Por que não vos levantais vindo eu visitar-vos?», pergun­ta-lhe o prior. O prisioneiro faz um esforço, levanta-se e, humil­demente, desculpa-se: «Pensava que era o carcereiro»; por outro lado, o seu estado de fraqueza não lhe permite levantar-se imediatamente; além disso, estava distraído. «Em que estáveis pen­sando agora?», replica o prelado. «Em que amanhã é o dia de Nossa Senhora e eu gostava muito de celebrar a Missa», responde frei João. «Nunca, nos meus dias», responde bruscamente o padre Maldonado que sai, fechando a porta atrás de si. 

Insensibilidade e incompreensão dos seus irmãos 

Frei João não guarda o menor ressentimento no seu coração; sofre, com certeza, pela insensibilidade e incompreensão dos seus irmãos, mas desculpa-os. O carcereiro, testemunha das suas amar­guras de alma e de corpo, nunca o ouve queixar-se e, mais tarde, liberto já do seu terrível encerramento, quando frei João descreve todos os episódios dos nove meses de prisão, jamais alguém lhe ouviu uma palavra de queixa contra os seus perse­guidores; até os defende dizendo que «faziam aquilo por pensarem estar na verdade». Porém, está convencido de que tem de fugir, disposto a morrer na sua aventura, se for essa a vontade de Deus - «Entregou a Nosso Senhor este seu ne­gócio (da fuga) com todas as veras, tal como o fazia todos os dias e pedindo que, se era da sua vontade, que ali terminasse a sua vida, que ele abraçaria aquele cálice de boa vontade e que. se fosse servido noutra coisa, lho manifestasse», cf. declaração do frei Inocêncio de S. André.

Na oração, sente o impulso interior que o arrasta para a fuga, con­vencido que o Senhor e Nossa Senhora o vão ajudar e toma essa decisão. Estamos nos dias da oitava da festa da Assun­ção. Frei João tem tudo preparado: desfez as mantas em tiras, atou-as e coseu-as nas pontas umas às outras e 'tem em sua mão o gancho de ferro da candeia que lhe emprestou o car­cereiro num dos últimos dias. Já é de noite: uma noite de luar límpido. O carcereiro leva-lhe o jantar, mas esqueceu-se da água. Enquanto a vai buscar, frei João aproveita essa pequena ausência para, tendo a porta aberta, desapertar as armelas do cadeado; terminada a refeição, o guarda fecha a porta sem repa­rar em qualquer coisa de novo e vai-se embora. Não conhecia a cidade de Toledo, ignora-se o itinerário de frei João.

Após a fuga, frei João chega ao mosteiro de S. José, ao vê-lo, as monjas ficam assustadas. Frei João mani­festa à priora o seu medo de que os Calçados possam chegar de um momento para outro à sua procura, e ela toma as devidas precauções, de colocar outra irmã na roda que saiba guardar segredo da chegada do fugitivo, com maior sigilo do que Leonor de Jesus, jovem ingênua e inexperiente, e nomeia a irmã Isabel de S. Jerônimo. Pouco tempo depois, aparecem dois frades do Carmo per­guntando, muito discretamente, por um padre da Ordem, chamado frei João da Cruz. Isabel de S. Jerônimo evita uma resposta direta: “Maravilha será que possam encontrar algum reli­gioso”. Os frades pedem as chaves do locutório e da igreja, examinam tudo minuciosamente e vão-se embora sem dizer pala­vra. Entretanto, frei João, dentro da clausura e rodeado pelas monjas que o contemplam com assombro, vai contando, com voz muito sumida, os episódios do cárcere e da fuga que elas, por sua vez, contarão depois nos processos. Está lá até ao meio dia. 

“Falava coisas sublimes de Nosso Senhor” 

As monjas presenteiam-no quanto podem. Incapaz de suportar alimentos mais fortes, pelo estado de extrema fraqueza em que se encontra, após nove meses a pão, água e sardinhas, a irmã enfermeira, Teresa da Conceição, oferece-lhe umas peras assadas com canela. Outras limpam o hábito e, entretanto, ele veste uma batina velha do capelão do convento. Por volta do meio dia, terminada a hora das missas e fechada a porta da Igreja, frei João sai por uma pequena porta interior que dá para a Igreja, e ali passa a tarde. Ele, da parte de fora das grades do coro e as monjas da parte interior, vai recitando os poemas que escrevera na prisão. A voz quase imperceptível do santinho de frei João, como lhe chama a madre Teresa, ecoa no silêncio e na penumbra do recinto sagrado, como um murmúrio dos anjos. Declara Irmã Constança da Cruz: «O Santo estava conosco, atrás da grade da igreja e falava coisas sublimes de Nosso Senhor e de uma obra que tinha feito, na prisão, em honra da Santíssima Trindade; era um gozo do céu ouvi-lo». Eis o murmúrio dos anjos: 

No princípio morava

O Verbo e em Deus vivia

E naquele amor imenso

Que de ambos procedia,

Nele sua felicidade

Infinita possuía.

O mesmo Verbo Deus era,

E o princípio se dizia.

Ele morava no princípio

e princípio não havia.

 

Palavras de grande gozo

O Padre ao Filho dizia,

De tão profundo deleite,

Que ninguém as entendia;

Somente o Filho as gozava

Pois a Ele pertencia.

 

Enquanto frei João recita, lentamente, os versos, uma reli­giosa vai anotando-os. Declara a Irmã Isabel de Jesus Maria: «Lembro-me também que, aquele tempo que o tivemos escondido na igreja, recitou umas poesias que trazia de memória e uma religiosa as ia escrevendo... ele mesmo as tinha feito... São três e todas falam da Santíssima Trindade..., e começam: «No princípio morava — o Verbo, e em Deus vivia...» - « Isto aconteceu, quando eu era noviça em Toledo». Mais tarde, as monjas vão dizer que «era uma alegria do céu ouvi-lo» - declara Irmã Constança da Cruz.

 Peçamos ao Santo Padre João da Cruz, que neste dia solene, alcance de Deus para o Carmelo, para a Igreja e para cada um de nós, a perfeita comunhão com o Pai, o Filho e o Espírito Santo, a fim de nos permitir adentrar no profundo deleite da alma.

 Oração: Ó Deus, que inspirastes ao presbítero são João da Cruz, nosso pai, extraordinário amor pelo Cristo e total desapego de si mesmo, fazei que, imitando sempre seu exemplo, cheguemos à contemplação da vossa glória. Por nosso Senhor Jesus Cristo vosso Filho, na unidade do Espírito Santo. Amém!

 

SANTO PADRE JOÃO DA CRUZ,

intercedei por nós!

 

Estela da Paz.

(Estela Maria Teresa de Jesus, OCDS)

Comissão de História

Comissão de Espiritualidade

 

 Ref.:

JESUS SACRAMENTADO, CRISÓGONO DE. Carmelita Descalço. EDIÇÕES CARMELO. OEIRAS, Angola, 6.

Obras Completas de São João da Cruz, Editora vozes. Petrópolis/RJ.

Catecismo da Igreja Católica.

 

segunda-feira, 13 de dezembro de 2021

9º DIA - NOVENA DE SÃO JOÃO DA CRUZ




 9º DIA - NOVENA DE SÃO JOÃO DA CRUZ - 2021.

Tema: Romances Trinitários e Cristológicos de São João da Cruz.

Lema: No princípio era o Verbo” (Jo 1,1)

 

                                                * * * * * *

ORAÇÃO INICIAL: (Todos os dias)

• Sinal da Cruz.
• Vinde, Espírito Santo.
• Salve-Rainha.
• Intenções: (.........)

 

Ó Santíssima Trindade, Pai, Filho e Espírito Santo, dai-nos a graça de mergulhar com profundidade no vosso mistério de amor, ensinai-nos a redescobrir o valor de nosso batismo e de nossa vocação ao Carmelo, a partir de uma vida carismática comprometida mediante a doutrina sãojoanista-teresiana, para assim nos colocarmos “de volta ao essencial” de nosso carisma, tanto na vida pessoal, quanto na vida comunitária. Tudo isto vos pedimos por intercessão do santo padre João da Cruz. 

São João da Cruz, rogai por nós!

* * * * * *

9º Dia - 13/12/2021: “Seguindo a unidade do Pai, do Filho e do Espírito Santo”. Virtude a praticar: A concórdia

 

Meditação:

DOS ROMANCES TRINITÁRIOS E CRISTOLÓGICOS - S. J. Cruz.

Romance 9º: Do Nascimento.

 

Quando foi chegado o tempoEm que de nascer havia,Assim como o desposado,Do seu tálamo saíaAbraçado à sua esposa,Que em seus braços a trazia;Ao qual a bendita MãeEm um presépio poriaEntre pobres animaisQue então por ali havia.

Os homens davam cantares,Os anjos a melodia,Festejando o desposórioQue entre aqueles dois havia.Deus, porém, no presépioAli chorava e gemia;Eram jóias que a esposaAo desposório trazia;E a Mãe se assombravaDa troca que ali se via:O pranto do homem em Deus,E no homem a alegria;Coisas que num e no outroTão diferente ser soía.Finis.

 

Doutrina Católica:

No anúncio do Evangelho e em todas as formas da missão cristã, não se pode prescindir desta unidade à qual Jesus chama, entre nós, seguindo a unidade do Pai, do Filho e do Espírito Santo: não se pode prescindir desta unidade. A beleza do Evangelho deve ser vivida – a unidade - e testemunhada na concórdia entre nós, que somos tão diferentes! E ouso dizer que esta unidade é essencial para o cristão: não se trata de uma atitude, de um modo de dizer, não, é essencial, pois é a unidade que nasce do amor, da misericórdia de Deus, da justificação de Jesus Cristo e da presença do Espírito Santo no nosso coração. (Papa Francisco, 2021)

 

Meditação Bíblica:

 

“Naqueles tempos, apareceu um decreto de César Augusto, ordenando o recenseamento de toda a terra. Esse recenseamento foi feito antes do governo de Quirino, na Síria. Todos iam alistar-se, cada um na sua cidade. Também José subiu da Galileia, da cidade de Nazaré, à Judéia, à Cidade de Davi, chamada Belém, porque era da casa e família de Davi, para se alistar com a sua esposa, Maria, que estava grávida. Estando eles ali, completaram-se os dias dela. E deu à luz seu filho primogênito, e, envolvendo-o em faixas, reclinou-o num presépio; porque não havia lugar para eles na hospedaria”.(Lc 2, 1-7)

 

Propósito pessoal do dia: (.........)

 

                                               * * * * * *

Oração final (Todos os dias):

LADAINHA DE SÃO JOÃO DA CRUZ

 

Senhor, tende piedade de nós!

Jesus Cristo, tende piedade de nós!

Senhor, tende piedade de nós!

Jesus Cristo, ouvi-nos!

Jesus Cristo, atendei-nos!

Deus Pai do Céu, tende piedade de nós!

Deus Filho, Redentor do mundo, tende piedade de nós!

Deus Espírito Santo, tende piedade de nós!

Ssma. Trindade que sois Um só Deus, tende piedade de nós!

 

Nossa Senhora do Monte Carmelo, rogai por nós!

São José, patrono do Carmelo, rogai por nós!

Santa Madre Teresa de Jesus, rogai por nós!

São João da Cruz, nosso pai, rogai por nós!

Doutor Místico, rogai...

Cantor dos Amores de Deus,

Pai do Carmelo Descalço,

Modelo de Carmelita,

Sacerdote de Deus Altíssimo,

Serafim de piedade,

Mártir de amor,

Mestre de espiritualidade,

Imagem do Cristo Sofredor,

Santo da oração e penitência,

Santo da desnudez espiritual,

Santo do despojamento,

Glória da Santa Igreja,

Glória da Espanha,

São João da Cruz obedientíssimo,

São João da Cruz casto e pobre,

São João da Cruz pacientíssimo,

  

Cordeiro de Deus, que tirais o pecado do mundo (3x)

Perdoai-nos, Senhor!

Ouvi-nos, Senhor!

Tende piedade de nós!

 

V - Rogai por nós, Santo Pai São João da Cruz!

R - Para que sejamos dignos das promessas de Cristo!

 

Oremos: 

Ó Deus, que inspirastes ao presbítero São João da Cruz, nosso pai, extraordinário amor pelo Cristo e total desapego de si mesmo, fazei que, imitando sempre o seu exemplo, cheguemos à contemplação da vossa glória. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, na unidade do Espírito Santo. Amém.

 

**********

Estela da Paz, OCDS.

Comissão de Espiritualidade.

 

Ref.:

DOS ROMANCES TRINITÁRIOS E CRISTOLÓGICOS - S. J. Cruz. (Toledo, cárcere - 1578)

Bíblia Sagrada.

Conclusão do “Ano da Fé”. 30 de junho do ano de 1968. PP. Paulo XVI.

ANGELUS. Solenidade da Santíssima Trindade. 7/06/2009. PP. Bento XVI.

ANGELUS. Solenidade da Santíssima Trindade, 30/05/2021. PP. Francisco.

 

 

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