terça-feira, 25 de agosto de 2020

A vocação leiga na ocds



(Abordagem sobre a importância da formação para vivência da espiritualidade do carmelita secular)



Constituições OCDS, art. 32.
“O objetivo central do processo de formação na Ordem Secular, é a preparação da pessoa para viver o carisma e a espiritualidade do Carmelo em seu seguimento de Cristo, a serviço da missão.”


Segundo  P. Tomás Álvarez, O ponto central do carisma Teresiano tem três componentes:

Humanismo:  este carisma introduz na vida o apreço da pessoa, virtudes humanas e sociais, alegria festiva, nivelação de classes, entrega alegre a Deus e aos irmãos, reconhecer a virtude e a dificuldade do outro e levar isso com paciência e amor. vivendo sempre com alegria, com largueza e liberdade de espírito, como corresponde aos filhos de Deus. Etc

Formação humana


Mistica: ou FORTE LIGAÇÃO de vida teologal (Que tem Deus por objeto.) e experiência de Deus, na oração, concebida como “trato de amizade com quem sabemos que nos ama”, verdadeira amizade: amigos fortes de Deus, simbólica sede da água viva, levar a alma com suavidade e não à força de braços, (V 5,6).

Formação espiritual , carmelitana e ecclesial-oração 


Atividade: no serviço apostólico, com viva atenção aos reclamos e necessidades da Igreja e do ambiente social, perseverança,  determinada determinação, “Não podia viver de aparências (V 7,1)” perseverança e tudo se  resume em AMOR.

Formação pastoral e missionária – ação e oração


Devemos ter plena consciência de nossa vida leiga, sem querer formar nossas comunidades para que sejamos frades ou monjas. Precisamos nos inteirar do que a Igreja quer de nós. Pois há muitos seculares que não tem plena consciência de quem eles realmente são; não buscam saber, não leem e não se formam, e nem aceitam a formação proposta pela igreja e /ou pela Ordem Secular. Para isso temos os nossos documentos nos orientando:  As constituições, a Ratio, Estatutos, Doc. Da Igreja e tantos outros. 

O único modo correto de compreender o nosso lugar e nosso papel como Carmelitas Seculares é buscar uma formação consciente e participativa, integrada com a província OCDS e com a igreja.

Isso significa uma grande riqueza não só para a pessoa, mas também para a Ordem, que pode assim mostrar a potência e capacidade de seu carisma. Que grande e maravilhosa é a missão do Carmelita Secular! Fazer que a realidade da vida de cada dia ( amizade, trabalho, ação política) se revele como espaço em que o Reino de Deus já vem, de fato chegou e está entre nós.

LG 31: “O caráter secular é próprio e peculiar dos leigos pela própria vocação. Tratar de obter o reino de Deus trabalhando os assuntos temporais e ordenando-os segundo Deus. Vivem no mundo, isto é, em todos e em cada um dos deveres e ocupações do mundo”. Contribuem à salvação do mundo nele inseridos, como fermento.

O compromisso definitivo de cada um de nós,  é seguir a Cristo, viver em seu obséquio no meio do mundo e conforme o espírito do Carmelo Teresiano.


O Carisma Teresiano nasce e se define como resposta ao descobrimento do amor de Deus feito homem. Este Carisma Teresiano nos coloca a serviço dos outros, e para os amigos de Jesus não tem sentido viver se não é viver para os outros. A vida de oração não nos fecha em nós mesmos, mas nos lança aos outros com uma sensibilidade e uma generosidade novas. E isso se converte no único sinal visível de que nos encontramos com o Senhor e não com nós mesmos. 




FORMAR É CUIDAR DA VOCAÇÃO:

“O objetivo central do processo de formação na Ordem Secular, é a preparação da pessoa para viver o carisma e a espiritualidade do Carmelo em seu seguimento de Cristo, a serviço da missão.”Const. 32.

Se a Comunidade não esta buscando essa preparação e formação como fonte de vida para caminhar, com certeza não terá futuro, pelo menos não como uma Comunidade da OCDS. A Vocação e o carisma vêm a nós como dom que Deus dá a uma pessoa ou grupo para benefício de todos. Quando o carisma não é assimilado, aprofundado e atualizado deixamos de cumprir nossa missão própria no Carmelo, na Igreja e no mundo.


A orientação para o discernimento OCDS vem nos mostrar que A FORMAÇÃO deve ser embasada nas quatro dimensões apresentadas no nosso plano de formação, como formação integral e para a unidade de vida na fé, esperança e caridade trabalhando sempre as dimensões: Humana, Carmelitana, Espiritual e Eclesial.

A formação há de ser permanente. É algo inseparável da comunidade em que a vocação ao Carmelo nos insere. “A caridade aumenta ao ser transmitida”. Teresa quis formar comunidades orantes. O amor de umas para com as outras, por exemplo, será a primeira condição para poder começar um caminho de oração. Na solidão e sozinhos é fácil se equivocar, confundir o Deus vivo e verdadeiro com nossas imagens e ídolos ou a Espiritualidade com o espiritualismo. Somente confrontando-me com o outro, relacionando-me com ele, descubro minha verdade mais profunda, que não aparece simplesmente se me olho no espelho. É aquela que se manifesta com evidência cristalina quando me relaciono com a irmã ou irmão que está a meu lado. 

Por isso é tão importante a frequência nas reuniões, nos encontros e nos retiros que promovemos. A convivência é determinante para que se concretize e para se discernir uma vocação OCDS.


A comunidade da Ordem Secular tem características e finalidades diversas: o que a une não é uma interação constante entre seus membros, mas o fato de caminhar juntos ou, melhor, na mesma direção, compartilhando objetivos e finalidades cada um na sua situação concreta na qual se encontra.




o que caracteriza uma pessoa vocacionada á ocds?



Existem muitas pessoas que tem um vivo interesse pela espiritualidade carmelitana, por Santa Teresa, São João da Cruz, Santa Teresinha ou Edith Stein. Tem muito interesse, mas não sentem nenhuma inclinação/vocação a formar parte, de pertencer a Ordem Secular.

há muitas pessoas que amam a Santíssima Virgem e querem levar seu escapulário. Muitos levam o escapulário em todo o mundo como um sacramental da Igreja e não são carmelitas .

Dá-se o caso de muitas pessoas que querem seguir uma vida de oração, uma vida interior e tendem a buscar uma oração profunda, mas não tem vocação para a Ordem Secular.


Então, o que é que identifica uma pessoa com a vocação à Ordem Secular dos Carmelitas Teresianos?



A resposta é: O compromisso com a Ordem. Esse compromisso é precisamente o que distingue o carmelita secular de outras pessoas

-Ser carmelita não é privilégio, é uma responsabilidade”.

 “Um membro da Ordem Secular de Nossa Senhora do Monte Carmelo e Santa Teresa de Jesus é:
1- um membro praticante da Igreja Católica
2- que, sob a proteção de Nossa Senhora do Monte Carmelo e
3- inspirado por Santa Teresa de Jesus e por São João da Cruz,
4- se compromete com a Ordem
5 – A buscar o rosto de Deus,
6 - para o bem da Igreja e do mundo.



Um Carmelita que não tem interesse em estudar ou aprofundar as raízes de sua identidade por meio da oração e estudo, perde sua identidade e não pode mais representar a Ordem. (Elementos para o discernimento da vocação à Ordem dos Carmelitas Descalços Seculares, Pe. Aloysius Deeney, OCD). 

Uma  coisa sta.Teresa tem muito claro, que ninguém pode chegar a ser alguma coisa , se deveras não se decide a assumir seriamente. É determinar-se ! Com a consciência de nunca estamos realmente prontos. 


 Rose L Piotto, Ocds-

quinta-feira, 20 de agosto de 2020

Semana da Juventude 2020 - "Salve Pater Salvatoris"

NA JUVENTUDE DE SÃO JOSÉ!

Semana da Juventude 2020 - Carmelo Jovem

     Com dinamismo e coragem próprios da juventude - e espírito orante e testemunhal próprios do Carmelo Descalço Secular - a Comissão de Jovens da OCDS | Província São José organizou entre os dias 19 e 25 de Julho a SEMANA DA JUVENTUDE 2020 com o tema “São José: Salve Pater Salvatoris” – “Deus o constituiu senhor de sua casa e príncipe de toda posteridade”.

 

     Inspirados na comemoração dos 150 anos do decreto papal Quemadmodum Deus que declarou São José padroeiro da Igreja Universal (Pio IX, em 08 de Dezembro de 1870), a Comissão transformou os planos de um encontro nacional presencial em um intenso e rico encontro virtual, com a presença maciça de membros da Ordem Secular e de outros tantos irmãos fora dos limites da Ordem, que puderam meditar através de palestras, diálogos, músicas, vídeos e oração, a força paterna de São José, como ressaltou a Vice-Coordenadora da Comissão de Jovens, Gilcivânia Pinheiro (Comunidade “Rainha do Carmelo” - Fortaleza-CE)

 

     Entre outras participações, o Congresso Jovem teve a presença de Frei Alzinir Debastiani OCD (diretamente de Roma) e Frei Patricio Sciadini OCD (diretamente do Egito).

 

     No canal da OCDS | Província São José você pode acompanhar todos os encontros que ficaram registrados para consultas, estudo e registro histórico! Acesse https://www.youtube.com/provinciasaojoseocds e selecione a playlist “Carmelo Jovem”.

 

     A seguir, uma entrevista com o Presidente da Comissão de Jovens (2020-22), Humberto Luiz Macieira Cerqueira (Comunidade “Santa Teresa de Jesus”, Freguesia, Rio de Janeiro-RJ), falando sobre esta experiência inovadora, atualizada e contextualizada dentro da Igreja e das atividades carmelitanas:

 

Comissão de Comunicação: Qual a razão da escolha do tema "São José - Salve Pater Salvatoris" para a motivação da Semana da Juventude 2020?

 Humberto Luiz: Na verdade, o tema do evento foi escolhido em comemoração aos 150 anos de São José como Padroeiro da Igreja Universal proclamado por Pio IX a 8 de dezembro 1870 pelo decreto Quemadmodum Deus. A partir de então, destacamos a antífona final da ladainha a São José como iluminação de fé para os desdobramentos do tema durante a semana: “Deus o constituiu senhor de sua casa e príncipe de toda posteridade!”. Utilizar o Salve Pater Salvatoris surgiu do desejo de divulgar a Semana da Juventude sob uma ótica oracional desde seu início. Assim, trazer um belo hino gregoriano honrando São José tradicionalmente pela história da Igreja, pareceu-nos apropriado e conveniente nos momentos introdutórios de mobilização da juventude carmelitana e da Ordem em si ao tema proposto.

C.C.: Os planos iniciais já eram realizar a Semana da Juventude 2020 como promoção exclusivamente online?

 H.L.: Não eram, não. A princípio, depois de optarmos pelo encontro na região sudeste, discutíamos entre as cidades mineiras de Barbacena e Belo Horizonte. Barbacena por conta de possuir uma basílica dedicada a São José, a qual seria local de peregrinação da juventude carmelitana, enquanto que Belo Horizonte teria um peso maior na logística, sendo de melhor acesso a todos. Bom, decidimos nos aventurar neste formato de evento a partir da declaração de pandemia pelas autoridades civis e suas orientações de distanciamento e/ou isolamento social, isso como medida na tentativa de conter o contágio da Covid-19. Assim como as dioceses pelo país, a Província corroborou em suas orientações específicas para os grupos e comunidades da OCDS, optando por cancelar os eventos presenciais deste ano e dando suporte aos tantos já programados aprimorando suas plataformas on-line e disponibilizando equipe técnica para tal.

 C.C.: Como as exigências e possibilidades deste tempo de pandemia e isolamento social os motivou para aprimorar a Semana 2020?

 R: O trato com as mídias digitais não foi tão difícil, uma vez que a juventude está bem logada a esses meios. Embora a confecção dos materiais e transmissões nos exigiram um pouco de esforço para apropriação de certas ferramentas e muita, mais muita, colaboração da Comissão de Comunicação, a divulgação, o fazer circular, movimentar esse material nas redes foi mais suave.

 C.C.: Como vocês enxergam que São José pode ser um incentivador da Juventude no Carmelo, na Igreja e no mundo?

 H.L.: Certas correntes de pensamento acreditam que São José era mais velho, até muito mais velho, que Nossa Senhora, outras não e nos convencemos que não ao vermos o tanto de esforço realmente físico, laboral empreendido por São José para cumprir sua missão de Guardião do Redentor, Protetor da Sagrada Família.

 São José era jovem também, que seja um jovem adulto, mas jovem! Vemos São José como inspirador da juventude na medida em que se reconhece chamado e chamado porque amado, amado por Deus em seu projeto de salvação. Ao assumir a responsabilidade de sua missão, de sua vocação, José manifesta sua capacidade de responder com liberdade porque ama e esse amor transborda pois não se limita a reduzir a salvação à sua própria história, como se fosse o fim último do chamamento o realizar em plenitude seus dons, dons particulares da Graça, mas O coloca no lugar e tempo em que deveria estar para cooperar com o projeto de salvação de Deus.

 O chamado de São José brilha sobre a juventude e a convida a se reconhecer chamada, chamada porque amada e amada por Deus em seu projeto de salvação, não enxergando vocação só como realização de vida mas como participantes, cooperadores na construção da Salvação.

 *Comissão de Comunicação

quinta-feira, 6 de agosto de 2020

AGENDA DA OCDS 2020


Conheça o Podcast Carmelita Secular

Olá, meus irmãos! 

É com muita alegria que nós, Comissão de Comunicação da OCDS, informamos que iniciamos uma nova forma de evangelização que alimentará nossa espiritualidade carmelitana. Trata-se do Projeto Podcast Carmelita Secular. Para os que não estão familiarizados com este nome "Podcast", nada mais é do que que conteúdo disponibilizado em áudio. O formato Podcast vem ganhando espaço entre as tecnologias atualmente pela facilidade de ser escutado, diferentemente do Youtube, por exemplo, que consome mais a internet devido ser áudio e imagem, além de exigir maior atenção. 

Dentre os conteúdos do Podcast Carmelo Secular, o primeiro projeto que iniciamos é sobre a espiritualidade e vida de Santa Maria Teresa Margarida Regi (1747-1770), santa carmelita que ainda na sua juventude teve uma locução interior de Santa Teresa de Jesus, que a chamava a ser uma de suas filhas na Ordem Carmelita. 

Nosso irmão Hercílio Martelli, da Comunidade Santa Elisabete da Trindade, OCDS de Montes Claros, juntamente com a Ir. Maria Teresa Margarida do Sagrado Coração de Jesus, Monja Carmelita, já gravaram, respectivamente, o episódio 1, de apresentação, e o episódio 2, que traz um pouco da biografia de Santa Maria Teresa Margarida Redi. De forma geral o conteúdo será dividido em episódios com áudios curtos, que serão postados duas vezes por semana, às terças e quintas-feiras.

Os Podcasts ficarão disponíveis no Spotify e poderão ser acessados nos seguintes links: 

segunda-feira, 3 de agosto de 2020

CARMELO DESCALÇO SECULAR – CONTEMPLAÇÃO E AÇÃO NA HISTÓRIA - Parte 1


Gustavo Graciano de Santa Teresa de Jesus, ocds
Comunidade Santa Teresinha do Menino Jesus 
e da Santa Face – Camaragibe, PE



Jesus denuncia a dicotomia entre o saber e o amor: “porque dizem mas não fazem”. (Mt 23,3)

Justificativa do estudo

Ao longo dos últimos dois ou três anos tem-se agudizado desconfortos em vários nossos Grupos e Comunidades, provocados por membros novos e também pelos antigos na Ocds, por assumirem atitudes em defesa de temas ou posicionamentos não conformes com as orientações do Magistério da Igreja no âmbito social. Mais até, chegando a não aceitar abertamente ações de colegiado episcopal - a CNBB - constituído pelo Papa para encaminhar a pastoral evangelizadora em nosso Brasil.

            Tais atitudes são disseminadas por pessoas de diversas orientações, de fora da Igreja e até de dentro, posicionamentos encontrados nas redes sociais. Não bastante isso, – observa-se – que tais posicionamentos repercutem e não raro encontram uma certa guarida dentro dos Grupos e Comunidades, quer por ignorância dos assuntos, por curiosidade ou por inércia em esclarecê-los, quer porque, para evitar de expandir-se o mal-estar, acaba-se acolhendo-o, e acontecem discussões indesejáveis ou até rupturas irreparáveis ao tecido comunitário por si só já tão frágil e sem consistência. Em todo o caso, tais ideias e atitudes trazem insegurança para os mais fracos, e sua difusão, sem dúvida, distorcem a visão e a prática dos objetivos da existência dos Grupos e Comunidades conforme estão propostos pela própria Ordem do Carmelo Descalço Secular, e estabelecidos em suas Constituições. Ao fim e ao cabo, distorcem a Palavra de Deus e afetam a fé católica.

            Além disso, nessas ocasiões se percebe as fragilidades do nosso processo formativo, desde os primeiros contatos com pessoas interessadas, quando lhes expomos a identidade da Ordem Secular, seguido do período de aproximação, e até pelo que percebem de incoerência na prática cristã nos antigos membros, de inconformidade com as Constituições, que dizemos aceitar e querer viver.


DO QUE SE TRATA, AFINAL?

Desta não-corformidade se tratará aqui em busca de uma renovação, pois todos somos responsáveis de servir de alicerce para os que virão depois, no dizer da Santa Madre Teresa de Jesus. Em particular, se trata de católicos em geral e membros da Ordem Secular que estranham ou até rejeitam a dimensão social da evangelização como doutrina da Igreja. Para esses a vida espiritual se resume a uma relação espiritual - da chamada “vida interior” - de forma e conteúdo religioso, pela oração, meditação pessoal, leitura de assuntos religiosos, por exemplo. Para esses, até aí a Igreja caminha bem, mas não se imiscua no âmbito social, econômico, muito menos no campo político.

            O querido Frei Patrício Sciadini ocd, no seu precioso livro “O mundo é o meu Carmelo”1, - já a partir do título e do próprio índice de matérias - em sua nova edição (2018), resume de várias maneiras a identidade do carmelita descalço leigo. Igualmente preciosa é a Apresentação escrita na mesma edição pelo nosso Delegado Geral para o Carmelo Secular, Frei Alzinir Francisco Debastiani ocd.

Logo de início, o Frei Patrício deixa claro:

            “O Carmelo Descalço Secular não é uma piedosa associação que se reúne somente para rezar ou ler os escritos dos místicos do Carmelo. Nos encontros de meditação e oração, traça um projeto de compromisso de vida, na vivência do Evangelho. O carmelita, seja qual for a sua pertença à Ordem: frade, monja, leigos, não tem medo da conflitividade da vida, nem vive desinteressado dos problemas que afligem os mais pobres.”

            Continua o Frei Patrício:

            “Sem oração, silêncio e “deserto”, não teremos profetas corajosos, mas todo profeta sabe que, depois de estar no deserto, é chamado a descer do monte2 e estar presente na cidade, nas ocupações ordinárias da vida: na política, economia, trabalho, na família e na estrada para dar testemunho de Jesus.” E cita a Exortação do Papa Francisco3 “Gaudéte et Exsultáte” 144,148-149 (op.cit. p.13-14).

            Essa aparente antinomia entre a “fé e vida” – veremos ser falsa – como trata frei Patrício no capítulo intitulado “O Carmelo é ser ou fazer”. É falsa “e tem provocado tantos desentendimentos ao longo da história e tantas crises de identidade, não tem razão de existir nem na Igreja nem no Carmelo. Todo ser autêntico leva a agir, e todo agir que seja iluminado pela força de Deus leva à oração... No dizer da Santa Madre Teresa não há dicotomia entre “Marta e Maria” (Lc 10,38-42), mas sim um profunda unidade.”

            E o citado livrinho, entre as características do carmelita descalço secular –  depois de tratar da busca de Deus, e viver no seguimento de Jesus Cristo, meditando “dia e noite” a Palavra de Deus – logo explicita:

“Escuta a voz do Espírito que lhe pergunta como a Elias na gruta: ‘Que fazes tu aqui, Elias?’ – Ele sabe que é necessário voltar para ‘Damasco’, sinônimo de compromisso com a cidade onde deverá dar o seu testemunho de vida nos novos areópagos da descrença (item 8).” Também, noutra característica semelhante (item 5), acrescenta: “Cada comunidade dos carmelitas descalços seculares deve procurar realizar um trabalho socio-religioso ao serviço dos mais pobres e necessitados. A opção preferencial pelos pobres, feita pela Igreja e pela Ordem, deve ser assumida pelo mesmo Carmelo Secular.”

São tais posicionamentos que trazem o desconforto que acima referimos. Trazem também desencontros, resistências e, por vezes, discussões dentro de reuniões dos Grupos e Comunidades, Congressos, Cursos.

Precisamos entrar no assunto, aprofundá-lo para compreendê-lo e buscar caminhos de solução. Ele assume formas diversas e leva a atitudes pessoais e eclesiais por vezes bem distantes do Evangelho, no seio dos cristãos em geral. Também acontece na Ordem Secular. Em outros escritos já indiquei várias ocorrências nesta linha. O próprio Conselho Provincial já teve que tomar atitudes corretivas aqui e ali. O 5º Módulo da Escola “Edith Stein”, sobre a Doutrina Social da Igreja, foi criado em 2019 para acudir às lacunas sentidas. Parece não ter tido um resultado compensatório.

Recentemente, no XV Congresso N/Ne da Ordem Secular (11-14 junho 2020), realizado virtualmente por causa da pandemia de Covid-19 – após a palestra do Frei Patrício, foi oferecida a oportunidade aos participantes de formularem perguntas. Logo a 1ª questão apresentada já revelava o “incômodo” que aqui a referida dicotomia provoca:

Participante: “Frei Patrício, como o Sr. vê o Carmelo diante dessas Pastorais Sociais? Nossa proposta de vida de oração, como fica?”

Frei Patrício: “Ah! É o meu sonho! Isto é a evangelização no mundo de hoje.”

Minha observação: A pergunta revela o rechaço da ação social por católicos, como imprópria à sua vida eclesial. Não deve ter agradado a resposta dada pelo Frei Patrício, muito menos sua continuação:

Frei Patrício: “Não são duas pastorais. Irmãs não brigam o dia todo. Além do que, nossa Santa Madre nos pede ‘obras quer o Senhor!’ (5Moradas 3,9-11; C.P. 15,6). Ainda “Se há amor, logo aparecem obras” (Carta 37: 2,7).”

Continua o Frei Patrício: “É preciso ter consciência da realidade de hoje. Isto já é compromisso político do cristão; não quer dizer político partidário. O Papa João Paulo II nos urge a trabalhar pela cultura da vida. Em resumo, Pastorais Sociais e oração não são inimigas. Para Santa Teresa, Marta e Maria, do Evangelho, andam juntas.”

Vamos, pois aprofundar estes assuntos para melhor chegarmos juntos a ter clareza da nossa identidade como cristãos carmelitas teresianos seculares, sem confusão nem ambiguidades. Para isto, consideraremos os seguintes pontos, a saber:

1º Ponto – A dicotomia entre “fé e vida” – raízes e consequências.

2º Ponto – Nossa identidade como cristãos.

3º Ponto – Em Santa Teresa, a unidade de vida.

4º Ponto – O Carmelo com a Igreja nos quer leigos presentes à história e à vida – para

                  implantar o Reino de Deus.

5º Ponto – Voltando à questão da dicotomia “fé e vida” – o que indicam os principais

                  textos normativos do Carmelo Secular?

6º Ponto – Os desafios e cuidados da formação na Ordem Secular.

7º Ponto – Em busca de conclusão.

 

1º PONTO – A DICOTOMIA ENTRE “FÉ E VIDA” – RAÍZES E CONSEQUÊNCIAS



            Na realidade concreta, a verdadeira contemplação é inseparável da vida e do dinamismo da vida – que inclui, família, trabalho, produção econômica, lazer, política, enfim tudo. É errado imaginar que para se levar a vida espiritual seja preciso abster-se de toda espécie de ação que não seja religiosa.

            Não se deve pensar que a vida de oração como uma área separada da vida, isolada de todos os demais interesses e necessidades do homem. Além disso, quem pensa assim entra num campo ilusório pois a contemplação é a própria plenitude de uma vida cristã inteiramente integrada. O problema como se coloca, faz o ser humano dividido como que em compartimentos separados entre o “sagrado” e o “profano” – o que é uma divisão simplista. É uma infeliz ruptura, inaceitável.

Essa dicotomia “fé e vida” tem raízes filosóficas históricas, dentro e fora da Igreja. Em certos momentos assume ares de ideologia a marcar comportamentos pessoais e sociais, inclusive; chega a estruturar sociedades políticas, com separação de classes e rígida hierarquia, pela distribuição de tarefas entre aqueles que “pensam, organizam ideias e mandam” e os que devem “trabalhar com as próprias mãos” e devem obedecer aos primeiros. Dentro da Igreja, ao longo dos séculos deixou suas marcas. Por exemplo, a Ordem Franciscana fundada por São Francisco no século XIII, chamou-se – e guarda até hoje o nome – de Ordem dos Frades (irmãos) Menores. Menores por que? Porque não tinham propriedades, nem títulos de valor social. Porque não tinham direitos na sociedade, como os pobres operários da época. Os senhores feudais eram chamados “os maiores” e não trabalhavam; e os comerciantes, manufatureiros, remediados, ficavam pelo meio da pirâmide social, os “medíocres”. Outro exemplo, até o século V houve bispos negros na África, como Sto. Agostinho de Hipona, São Cirilo de Alexandria. Depois não mais até o Papa Bento XV (por volta de 1917), que resolveu ordenar um. Nem vamos aqui trazer a questão dos argumentos que “justificaram” a bula papal autorizando a escravidão de negros africanos durante a colonização do Novo Mundo. Passamos por tais aberrações anti-evangélicas; que não sejam justificadas, mas procuradas correções à luz do Evangelho de Cristo.

            Voltemos às raízes da dicotomia.

A citada influência da língua e cultura grega nos primeiros quatro séculos da Igreja nos deixaram seus ranços e visões. Influenciaram uma compreensão distorcida1 de espiritualidade, com desprezo de tudo o que se referisse à vida material, ao corpo, diferentemente da compreensão bíblica, pois segundo esta tradição, a “vida segundo o espírito”, “vida espiritual”, não se contrapõe à “vida material”, “vida corporal”, distinção essa estabelecida pelo dualismo corpo-alma da cultura grega. Segundo a Bíblia, que tem, portanto, a sua origem na cultura hebraica, a vida espiritual é a vida do ser humano todo inteiro.

É pena que, já nos primeiros séculos, o Cristianismo em seu diálogo com a cultura do tempo se tenha deixado contaminar por certa maneira de pensar que estava bem distante da Bíblia.

A partir disto, então, veio o resto de distorções para dentro da nossa vida eclesial.

Um pano de fundo para se analisar o assunto trata da unidade do ser humano (corpo, espírito – alma, mente), integralmente homem e mulher.

Esta unidade do ser humano, trazida pela reflexão aristotélica, assentará as bases do axioma aristotélico-tomista segundo o qual – na sua formulação latina – ‘nihil est in intellectu quod prius non fuerit in sensibus’ – nada existe no ‘espírito’ do homem que não tenha passado pelos sentidos de alguma forma. Depois disso, sim, o homem é capaz de associar, deduzir, concluir, chegar a algo mais na sua compreensão da realidade, sendo ela própria a base segura do processo de seu desenvolvimento.

Dentro desse contexto greco-cristão, o padre carmelita tcheco Vojtech Kodet4, O.Carm, desenvolve sua pesquisa sobre a interpretação errônea formulada por um autor cristão do século III, Orígenes (185-253dC), seguido de outros, sobre o texto evangélico que narra o encontro de Jesus com Marta e Maria na sua casa em Betânia (Lucas 10,38-42). Assim, teve início um processo interpretativo com distorções graves pelas consequências sócio-eclesiais e pastorais que marcaram a Igreja por séculos e ainda estão fortemente presentes, apesar das correções assumidas no século passado pelo Concílio, pelo Papa João Paulo II e pelo Papa Bento XVI. Tais interpretações explicarão as dificuldades referentes à sua vida de oração, assinaladas mais acima, sentidas por cristãos leigos no cotidiano de suas vidas de trabalho, de sociedade. Convém se realizar uma leitura do texto evangélico para facilitar a compreensão do que se vai indicar a seguir, sobre as consequências dessas interpretações errôneas na elaboração de verdadeiras ideologias, distanciadas ou desprovidas de todo de base evangélica, por seu conjunto.

Portanto, a partir do aspecto ideológico elaborou-se um antagonismo entre as duas irmãs da cena evangélica em Betânia.

Uma série de deduções errôneas foram tiradas, como:

a) a superioridade de Maria sobre Marta, e então, de cristãos mais dignos que outros.

b) a superioridade do trabalho intelectual, espiritual, sobre o trabalho braçal, servil.

c) a estruturação de dois diferentes modos de vida de cristãos: o monacal (monges nos mosteiros) e o laical (demais cristãos que vivem no mundo, por vezes, inclusive, o clero secular). E pior: os primeiros, vistos como cristãos mais perfeitos, verdadeiros e santos. Suposta superioridade da “vida contemplativa” sobre a “vida ativa”.

d) ainda criando-se como que duas classes de cristãos - quer dizer, compreendidos como ascetas e não-ascetas (monges ‘versus’ leigos) seriam diferentes em natureza: os monges viviam uma vida sobrenatural porque a eles não se admitia o matrimônio, a geração de filhos, a posse de bens e riquezas.

e) daí não demorou muito para o matrimônio não ser concebido como uma circunstância para se viver uma experiência do amor de Deus através do amor humano, nem como espaço para colaboração com Deus. Passou apenas a ser como que tolerado, ambiguamente, porque permitido a atender a necessidade de procriação.

f) no rastro disso, se gerou além da oposição ‘espírito x corpo’ chega-se a pensar a matéria e tudo que for do mundo material como inferior e marcado pela negatividade, conduzindo ao pecado, como sendo contra Deus.

g) a desvalorização do corpo humano: sob várias formas, como, as ‘mortificações’ de todos os prazeres e das necessidades corporais... até o exaltar o abandono das relações (espirituais) familiares, frequentemente; a exaltar a renúncia à própria vontade e chegou-se até a exigir a renúncia da instrução de leigos, considerada sabedoria mundana; (e por que não, também a catequética e espiritual, quando o acesso às fontes da revelação esteve por séculos restrito a poucos, senão vedado de todo, pela barreira do latim ou do gênero?). O celibato e a virgindade foram considerados como o ideal maior da vida cristã, identificação essa distante do evangelho.

h) daí, a necessidade de desprender-se de todo o material, de negar o corpo “como atitude de amor a Deus”, “mortificar-se” para se viver as “coisas do espírito”, assim ditas; isto influencia até nossos dias o conceito da “prática da penitência”... restrita a atos externos sem correspondência com uma mudança da mente e das atitudes.

i) foi se desenvolvendo uma espiritualidade intensamente repressora do corpo, dos prazeres corporais e materiais, uma desvalorização do trabalho humano, o desprezo das realidades do mundo, considerando-se, por vezes, até a família como um obstáculo e, pior ainda, particularmente a sexualidade humana; a incentivar a deixar-se a família para servir a Deus.

j) também não escapou a compreensão do sentido do trabalho humano, visto como “penitência”, quando não até como um castigo imposto por Deus e não como ocasião de participação na obra da Criação do Senhor, nem como instrumento de transformação do mundo e da sociedade conforme o plano divino, ou como meio importante e até necessário para o ser humano se autorrealizar enquanto coparticipante do Projeto do Universo.

k) no rastro dessa interpretação equivocada da referida cena evangélica de “Marta e Maria”, desenvolveu-se também, sobretudo a partir do IV século a mentalidade de “fuga do mundo” (latim, ‘fuga mundi’), apresentado como uma virtude  -  traindo certa medida de desprezo do mundo (latim, ‘contémptus mundi’)  -  que, em geral, desestimulou cristãos de assumirem suas responsabilidades para com o mundo. Por outro lado, esse desprezo fez com que se desse as costas ao encontro com Deus no cotidiano da vida comum, fora de uma atividade expressamente ‘religiosa’, o sagrado restrito apenas aos ritos religiosos, o resto da vida seria ‘profano’, ausente de Deus. Não se via que Jesus “veio ao mundo (para salvá-lo), não fugiu do mundo; apenas dos movimentos e barulhos dele retirava-se de vez em quando para orar em solidão (cf. Lc 5,16). Muito pelo contrário, Jesus queria que seus discípulos ficassem no meio do mundo (Jo 17,11.14.-15) no lugar onde foram chamados à fé (1Cor 7,20).

Na “fuga mundi” se estimularia o abandono do serviço comunitário e se enfatizaria o individualismo no ‘processo salvífico’.

l) além da oposição ‘espírito versus corpo’ chega-se a pensar a matéria e tudo que for do mundo material como inferior e marcado pela negatividade, conduzindo ao pecado, como sendo contra Deus.

A consequência inevitável de tal compreensão entre “aqueles que escolhiam a melhor parte” era de que eram superiores aos outros. E aos demais leigos sobrava um complexo de inferioridade, porque vivendo no mundo eram considerados cristãos de segunda categoria.

Isto, ainda mais constrangia as pessoas e marcavam suas consciências porque esteve estruturado em costumes, leis eclesiásticas e civis, num período cultural europeu conhecido como regime de “Cristandade”.

Através da Idade Média e toda a Escolástica até a teologia dos Conselhos Evangélicos para os ‘eleitos’ e o privilégio absoluto atribuído ao celibato e à virgindade, tudo isso esteve e de certa forma persiste assim até meados do século XX, e ainda hoje. Não raro escutamos padres e até alguns bispos trazerem tais comentários sobretudo em sermões de consagração de religiosos(as).

O cristão que vivia no mundo (chamado de leigo em contraposição ao clérigo), foi considerado como um débil pois havia escolhido a mediocridade, a sujeição à carne, ou, quando muito, contentando-se em viver na modernidade “com o coração dividido”.


(Continua...)


Referências Bibliográficas (ordenadas conforme sequência no texto)

            * Título: Constituições Ocds, III-A 

1.       PATRÍCIO SCIADINI, Frei, ocd. “O Mundo é meu Carmelo”. Edç.OCDS, 2ª Ed., SP, 2018.

2.      BASÍLIO MAGNO, São, (330-379). Natural da Capadócia. Doutor da Igreja do Oriente, monge e bispo. “Regras Monásticas”. Edt. Vozes, Petrópolis, RJ, 1973. Uma de suas características é o serviço do próximo em obras de caridade fora do mosteiro.

3.       FRANCISCO, Papa. “A Chamada à Santidade no Mundo Atual” (“Gaudéte et Exsultáte”. Exortação Apostólica publicada na Festa de São José, em 19 de março de 2013. Edç.Paulinas, SP, 2013.

4.       VOJTECH KODET, Frei, O.Carm. - Distorções essas pesquisadas pelo padre carmelita tcheco, doutor em espiritualidade pela Universidade “Theresianum” de Roma. Escreveu uma preciosa obra sobre isto que estamos tratando aqui, referente a vida espiritual dos leigos na Igreja. O livro intitula-se “Marta e Maria” e tem como subtítulo “Uma leitura um pouco diferente da ação e da contemplação”, Edt. Vozes, Petrópolis, RJ,  2010.

5.       Mensagem do Papa Francisco ao Card. Rylko, Prsidente do Pontifício Conselho para os Leigos, por ocasião do cinquentenário do Decreto Conciliar “Apostolicam Actuositatem”, Roma, 22-10-2015.

6.       FRANCISCO, Papa.  “Alegria do Evangelho: sobre o anúncio do Evangelho no mundo atual”. (“Evangélii Gáudium”). Exortação Apostólica publicada na Festa de Cristo Rei, em 24 novembro de 2013, 1º ano do pontificado). Edç. Paulinas, SP, 2013.

7.       MADELEINE DELBREL, leiga (24.10.2004-13.10.1964). “Nós, Gente das Ruas”, “A Conversão do Coração”, “Alcide: Guia Simples para Simples Cristãos”, “Cidade Marxista (Paris), Terra de Missão”, “Comunidade Segundo o Evangelho”.

8.       PUEBLA – Conclusões da III Conferência Episcopal da América Latina: “Evangelização no Presente e no Futuro da América Latina”. Edç.Paulinas, SP, 1979.

9.       PAULO VI, Papa. “A Evangelização no Mundo Contemporâneo”: (“Evangelii Nuntiandi”). Exortação pós-sinodal, do Sínodo de 1974, em 8 de dezembro de 1975. Edç. Loyola, SP, 1976 (2ª ed., com introdução e notas do Pe. João Batista Libânio, SJ).

10.    JOÃO PAULO II, Papa. Carta Apostólica “No Início do Novo Milênio” (6-1-2000): (“Novo Millennio Ineunte”). Edç. Loyola, SP, 2001.

11.    Noutro texto já analisei sumariamente as etapas da preparação dos programas anuais de formação, como foram desenvolvidos, dificuldades encontradas e seus resultados. Refletindo, então, sobre tais circunstâncias passei a adotar – como formador da comunidade e como conselheiro provincial - algumas atitudes no desenvolvimento do programa formativo, como ali expliquei.

12.    CAMILO MACCISE, Frei, ocd. “Deus Presente na História – Espiritualidade bíblica”. Edç.Paulinas, SP, 1986.

13.    Pierre Teilhard de Chardin, Pe., SJ, (1881-1955). “O Meio Divino”. Edt. Vozes, Petrópolis, RJ, 2010.

14.    Coleção CERIS. “Desafios do Catolicismo na Cidade – Pesquisa em regiões metropolitanas brasileiras”. Edt. Paulus. SP, 2002.

15.    Cadernos de Fé e Cultura Especial. “Dilemas e Desafios da Pastoral Urbana”. PUC-RIO, Centro Loyola de Fé e Cultura. Nº1, ago.2002.


 Obras consultadas

 16.    ALZINIR F. DEBASTIANI, Frei, ocd. “A Promessa e os Votos na OCDS”. Edição Ocds, Roma, 2019.

17.    CARLOS MESTERS, Frei, OCarm. “Ao Redor da Fonte – Círculos de oração e de meditação em torno da Regra do Carmo”. Edição particular. RJ, s/data.

18.    MERTON, Thomas, Pe., O.C.S.O. (Trapista), (1915-1968). “Poesia e Contemplação” (seu último livro publicado em vida). Edt. AGIR, Rio, 1972.

19.    SEGUNDO GALILEA, Pe. As Raízes da Espiritualidade Latino-Americana. Edç. Paulinas, SP, 1984.

20.    VALLE, Isac Isaías, Pe. Caminhos da Nova Evangelização: estratégias de ação para o terceiro milênio cristão. Edç. Loyola, SP, 1996.

21.    BASÍLIO MAGNO, Doutor da Igreja oriental, (330-379). “As Regras Monásticas”. Edt. Vozes, Petrópolis, RJ, 1983.

 

Siglas mais usadas (em ordem alfabética)

 AA – “Apostólicam Actuositátem” – documento do Concílio Vaticano II

CNBB – Conferência Nacional dos Bispos do Brasil

CELAM – Conferência Episcopal Latino-Americana

C.P. – Caminho de Perfeição – Livro escrito por Santa Teresa d’Ávila

ChfL – “Christifidéles Láici” – Exortação Apostólica de João Paulo II, 1988

CIC – Catecismo da Igreja Católica

Dt – (Livro do Deuteronômio, AT)

Doc.Ap – Documento de Aparecida – Conclusões da V Conferência do CELAM, 2007

DGAE – Diretrizes Gerais da Ação Evangelizadora (da Igreja no Brasil)

EG – “Evangélii Gáudium” – Exortação Apostólica do Papa Francisco, 2013

EN – “Evangélii Nuntiándi” - Exortação Apostólica do Papa Paulo VI, 1975

Ex – (Livro do Êxodo, AT)

Fl – (Carta de São Paulo aos Filipenses, NT)

GetE – “Gaudéte et Exsultáte” - Exortação Apostólica do Papa Francisco, 2018

Gl – (Carta de SãoPaulo aos Gálatas, NT)

GS – “Gáudium et Spés” – Constituição Pastoral do Concílio Vaticano II

Jr – (livro do Profeta Jeremias)

LG – “Lúmen Géntium” - Constituição Dogmática do Concílio Vaticano II

Lv – (Livro do Levítico, AT)

N/Ne – Norte/Nordeste

NMI – “Novo Millénnio ineúnte” – Exortação Apostólica do Papa João Paulo II, 6-1-2001

OCarm – Ordem do Carmo

OCD – Ordem do Carmelo Descalço

OCDS – Ordem dos Carmelitas Descalços Seculares

P. – Puebla – Conferência do CELAM realizada na cidade de Puebla de los Andes, México

RC – Regra do Carmelo

SC – “Sacrosánctum Concílium” - Constituição do Concílio Vaticano II

SCa – “Sacraméntum Caritátis” – Exortação Apostólica do Papa Bento XVI, fevereiro 2007

SJ – Congregação religiosa “Sociedade de Jesus” – Jesuítas

Tb – (Livro de Tobias, AT)

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