quarta-feira, 22 de julho de 2009

Liturgia - 23 de julho - Bv. VIRGEM MARIA, MÃE DA DIVINA GRAÇA






Cor litúrgica: Branco

Ofício próprio da memória na OCD ou
Liturgia das Horas: 1519-1113
Oração das Horas: 1462-1085

Leituras próprias: Est 8,3-8a .16-17a – Sl 66(67) – Jo 2,1-11
“E a Mãe de Jesus estava lá.”
Quanto custou a Nossa Senhora a submissão à vontade de Deus. Um holocausto supremo que consumou aos pés da cruz.

Predestinada desde a eternidade junto com a Encarnação do Verbo divino, como Mãe de Deus, por desígnio da Providência divina, a Bemaventurada Virgem foi nesta terra a sublime mãe do Redentor, singularmente mais que os outros sua generosa companheira e humilde serva do Senhor, Ela concebeu, gerou, nutriu a Cristo, apresentou-a ao Pai no templo, sofreu com seu Filho que morria na cruz. Assim de modo inteiramente singular, pela obediência, fé, esperança e ardente caridade, ela cooperou na obra do Salvador para a restauração da vida sobrenatural das almas. Por tal motivo, ela se tornou para nós, mãe na ordem da graça. (LG 61)

“Conseguiram refrear algum tanto os apetites naturais, e estão dispostos a sofrer por Deus um pouco de trabalho e secura sem volver atrás, para o tempo mais feliz.”
São João da Cruz – 2S 20,6


Carta de Santa Teresa de Jesus em 23

1579 – C 294 – A Roque de Huerta, em Madrid – Instruções a cerca de algumas cartas que lhe remete.

SANTO DO DIA


Santa Brígida da Suécia



Nasceu em 1302 no Castelo de Finsta, em Uppsala, Suécia. Filha de Birger Persson governador e juiz provincial de Uppland e de Ingeborg Bengtsdotter, Suécia. Seu pai era um dos grandes donos de terra do seu país e sua mãe era muito conhecida pela sua piedade e a família era descendente a família real sueca. Santa Brígida começou a ter visões, a maioria da crucificação na idade de sete anos. Sua mãe faleceu em 1315, quando ela tinha apenas 12 anos e foi educada pelo tio, também muito piedoso. Em 1316 com 13 anos ela casou-se com o príncipe Ulfo de Nércia, em um casamento arranjado, como era costume na época. Mãe de oito filhos, inclusive de Santa Catarina da Suécia. Outros filhos ignoraram completamente a Igreja e seus ensinamentos. Amiga e conselheira de vários padres e teólogos da época ela era também a secretaria da Rainha Blanche de Namur e em 1335 foi nesta posição que guiou e aconselhou a rainha e o rei Magnus II. Após a morte de Ulfo em 1344 ela foi em peregrinação a Compostela e passou a perseguir a vida religiosa sempre com a oposição da corte. Mas ela conseguiu, eventualmente, se livrar do titulo de princesa, primeira na fila da sucessão real, e se tornou uma cistercience franciscana. Cisterciense, ela era visionária, mística e escritora. Ela descreveu suas revelações recebidas em suas visões e essas visões se tronaram muito populares na idade media. Passou mais tarde várias para ao Papa Urbano V. Em 1346 fundou a ordem da Mais Sagradas Salvadoras (As Brigdniditinas) em Vadstena e recebeu a confirmação da Ordem do Papa Urbano V em 1370. A ordem sobrevive ainda hoje com algumas casas. Ela foi conselheira de reis e dos papas Clemente VI, Urbano VI e Gregório XI, sempre aconselhando-os a retornarem de Avignon para Roma. Ela sempre aconselhava a todos a meditarem na Paixão sobre Jesus Crucificado. Santa Brígida, em uma de suas visões ouviu Jesus dizer a Maria :
"Minha mãe, sabeis quanto vos amo. Pedi-me pois o que quiserdes. Ao Meu Coração não é possível repelir os seus rogos. Quando Eu estava sobre a terra, vós a melhor das mães, nunca me recusastes coisa alguma. Agora que estou no Céu é justo que satisfaça todos os seus pedidos". Uma das mais incríveis visões de Santa Brígida foi aquela que Jesus mostrou a ela as 5.480 feridas da coroa dos espinhos, do chicote, dos pregos, das farpas da cruz e outras tantas que ninguém jamais podia imaginar; e ainda disse a ela as orações que hoje são conhecidas como as "15 Orações de Santa Brígida." Faleceu em 23 de julho em Roma e foi enterrada em Vadstena, Suécia no convento que ela fundou. Foi canonizada em 7 de outubro de 1391 pelo Papa Bonifácio IX. É a padroeira da Suécia e das viúvas.




terça-feira, 21 de julho de 2009

Liturgia - 22 de julho - SANTA MARIA MADALENA






Cor litúrgica: Branco

Ofício da memória
Liturgia das Horas: 1435-1720-1093
Oração das Horas: 1294-1295-1071

Leituras próprias: Ct 3,1-4a – Sl 62(63) – Jo 20,1-2.11-18
“Mulher por que choras?”
O encontro pessoal com Cristo permite experimentar a Ressurreição. Maria Madalena pode significar todo ser humano que vive buscando entre os mortos aquele que é vivo e dá a vida.



Memória de Santa Maria Madalena. Ela colocou-se a serviço de Cristo e o seguiu até o Calvário. Foi a primeira a reconhecer o Senhor Ressurgido e a anunciar aos Apóstolos a Ressurreição. O culto de Santa Maria Madalena teve um grande brilho na abadia de Vézelay assim como na de Sainte-Baume, na diocese de Toulouse-Fréjus.
Santa Maria Madalena era natural de Magdala, na Galiléia. Era uma das mulheres que proviam às necessidades de Jesus. Acompanhou Jesus na sua paixão, crucifixão e estava presente em seu sepultamento. Foi testemunha do sepulcro vazio. Jesus ressuscitado apareceu-lhe: Maria estava junto ao sepulcro, de fora, chorando. Enquanto chorava, inclinou-se para o interior do sepulcro e viu dois anjos, vestidos de branco, sentados no lugar onde o corpo de Jesus fora colocado, um à cabeceira e outro aos pés. Disseram-lhe então: "Mulher, porque choras?" Ela lhes respondeu: "Levaram o meu Senhor e não sei onde o colocaram!" Dizendo isto, voltou-se e viu Jesus de pé. Mas não o reconheceu. Jesus disse-lhe então: "Mulher, porque choras? A quem procuras?" Pensando ser ele o jardineiro, ela disse-lhe: "Senhor, se foste tu que o levaste, diz-me onde o puseste e eu o irei buscar!" Disse-lhe, Jesus: "Maria!" Voltando-se, ela exclamou em hebraico: "Rabbuni!", que quer dizer; "Mestre" (João 20:11-18). Maria Madalena, juntamente com Maria, a Mãe de Jesus, é um exemplo de fidelidade e coragem no seguimento de Jesus.



“Não te entristeças repentinamente com os casos adversos do século, pois não sabes o bem que consigo trazem, ordenados nos juízos de Deus para o gozo sempiterno dos eleitos.”

São João da Cruz – D 62

Cartas de Santa Teresa de Jesus em 22

1579 – C 292 – À Madre Maria de S. José, Priora de Sevilla – Maria de S. José restituída de seu cargo de Priora. Aconselha-lhe que se entenda com o Padre Doria, que “é muito prudente e a conhece.” Tratem as irmãs sobre as suas almas com os Descalços. Fala acerca de algumas postulantes de Sevilla e de outros assuntos daquela casa. Os conventos de Descalças estão “que é para louvar a Deus.”

1579 – C 293 – A D. Teutonio de Bragança, Arcebispo de Évora – Remete-lhe, para serem impressos, o CAMINHO DA PERFEIÇÃO e A VIDA DE SANTO ALBERTO. Sente não achar em Salamanca a D. Teutonio. Recomenda-lhe encarecidamente evitar, quando estiver em suas mãos, a guerra que se anunciava em Portugal e Espanha. Prefere morrer a vê-la. Direitos do Rei Prudente ao trono lusitano.

segunda-feira, 20 de julho de 2009

Liturgia - 21 de julho - SÃO LOURENÇO DE BRINDISI, Presbítero e Doutor




Cor litúrgica: Branco

Ofício da memória
Liturgia das Horas: 1432-1649-1075
Oração das Horas: 1294-1535-1059

Leituras: Ex 14,21-15,1 – Cânt. Ex 15,8-9.10 e 12.17 – Mt12,46-50
“Quem é minha mãe, e quem são meus irmão?”
Os ensinamentos de Jesus vão além das instituições, das regras e das leis feitas pelos homens.


Em Lisboa, o nascimento no céu de São Lourenço de Bríndisi. Ministro geral dos capuchinhos, pregou diversas missões em toda a Europa, diante do Judaísmo e do Islamismo. A devoção que Frei Lourenço votava à Virgem Maria representa algo de inexprimível. Era uma devoção "impregnada de reconhecimento. Ninguém mais que ele foi tão convencido de tudo ter recebido de Maria e por intermédio de Maria. Entre outras graças insignes que o Santo Lhe atribui está a de nunca ter sido sujeito às tentações de sensualidade. Do púlpito, dizia: "Todo dom, toda graça, todo benefício que temos e que recebemos continuamente, nós os recebemos por Maria. Se Maria não existisse, nós não existiríamos e não haveria o mundo". "Deus queira –insistia ele – que todos, todos, todos, e desde a infância, aprendessem bem depressa essa verdade: aquele que se confia a Maria, que se entrega a Maria, não será jamais abandonado, nem neste mundo nem no outro".Ele transcreveu, numa obra intitulada Mariale, os sentimentos de seu coração: "É uma mobilização de toda a Escritura para defesa e exaltação da Mãe de Deus". "É o que se escreveu de melhor e de mais completo sobre a Virgem Mãe de Deus". A outra grande devoção de São Lourenço de Brindisi foi à Sagrada Eucaristia. Ela se exprimia mais propriamente durante o Santo Sacrifício da Missa, que era "o centro não somente de sua vida espiritual, mas de toda sua existência". Para poder expandir seu coração nesse sublime mistério, ele obteve do Papa as dispensas e os indultos necessários, de modo que – coisa inusitada naquela época – podia celebrar a qualquer hora do dia ou da noite. O santo "prolongava a celebração [da Missa] durante seis, oito, 10 horas ou mais". Isso se explica pelos freqüentes êxtases que o arrebatavam nas várias partes do Santo Sacrifício.A última missão que exerceu foi junto a Felipe III, contra o Duque de Ossuna – homem valente, mas devasso e corrompido, que oprimia seus vassalos – acobertado na Corte por seu parente, o Duque de Uceda, favorito do Rei.Embora o soberano estimasse muito Frei Lourenço, não queria descontentar o Duque de Uceda. Em vista disso, as coisas não iam para a frente. A Santa Sé também, temendo a cólera do Duque de Ossuna, Vice-rei de Nápoles, não ousava dizer uma palavra para fazê-lo cair.Frei Lourenço, inflamado de zelo, para provar a santidade da causa que defendia, revelou que em breve morreria e que no prazo de dois anos o Soberano espanhol e o Papa o seguiriam ante o tribunal de Deus.Poucos dias depois, após um ataque agudo de gota seguido de febre, Frei Lourenço entregava sua alma a Deus, quando cumpria 60 anos. O Papa Paulo V seguiu-o, em janeiro de 1621, e dois meses após, Felipe III. Três anos depois, era a vez do Duque de Ossuna, a quem Felipe IV mandara processar e prender no castelo de Almeida...




“Eleve o coração a Deus, gozando-se e alegrando-se de que nele estejam encerradas eminentemente todas essas belezas e graças, num grau infinitamente superior às perfeições das criaturas.”
São João da Cruz

Carta de Santa Teresa de Jesus em 21

1578 – C 243 – À Madre Maria de Jesus, em Toledo – Sobre a fundação de algumas obras pias.

SANTO DO DIA



Santa Praxedes,
Virgem.


+ Roma, séc. II. Contemporânea dos Apóstolos e irmã de Santa Prudenciana, foi de suma generosidade para com os cristãos, manifestando intrepidez em auxiliar os mártires.




domingo, 19 de julho de 2009

Bispo do Funchal exorta a viver a fé do Carmelo


Na Festa de Nossa Senhora do Carmo, Bispo do Funchal exorta a viver a fé do Carmelo

D. António Carrilho presidiu ontem a uma concelebração solene na igreja dos Carmelitas, no dia de Nossa Senhora do Carmo. Aos muitos fiéis presentes exortou a seguirem o exemplo de Maria, falou do simbolismo do Escapulário e explicou a importância da espiritualidade do Carmelo para o nosso tempo.


A espiritualidade carmelita continua tão actual como nos primeiros séculos em que a sua vivência se difundiu por toda a Europa, desde o Monte Carmelo, e em particular com a devoção ao Escapulário de Nossa Senhora.Uma reflexão profunda neste sentido, com especiais referências às leituras do dia litúrgico de Nossa Senhora do Carmo, foi ontem proporcionada pelo Bispo do Funchal, durante a concelebração solene a que presidiu na igreja dos Padres Carmelitas na nossa diocese.

Aos muitos fiéis presentes, que enchiam por completo aquele templo religioso, D. António Carrilho exortou a vivenciarem o “Escapulário como sinal de protecção de Deus, como promessa de salvação ligada ao seguimento de Cristo e de Maria.”“O Escapulário é um estímulo. Olhando para ele o que vemos é Maria a chegar junto de nós, assegurando a sua protecção de Mãe. Mas, não basta a sua protecção”, alertou. “É preciso que o caminho seja percorrido por cada um, imitando o seu exemplo. O caminho de salvação deve ser pessoal, caminho de compromisso na fé, no testemunho e em comunhão, de tal modo que a nossa vida se torne Evangelho vivo”, sublinhou.

A satisfação da sede no mundo de hoje

Na sua homilia da Festa de Nossa Senhora do Carmo, e com base nas leituras bíblicas deste dia, o Bispo do Funchal reflectiu ainda sobre “as sedes e a secura” do mundo de hoje que aspira por “milagres” e pela satisfação interior.

Tal como demonstrado no passado, com os profetas e os seguidores da espiritualidade do Monte Carmelo, “a sede (humana) pode ser vista como um símbolo das aspirações profundas, de tudo aquilo que precisa ser satisfeito e deseja encontrar resposta”. A solução, no entanto, não está em simples milagres. “Na vida da nossa sociedade e do nosso tempo não são apenas milagres todos os dias que podem satisfazer as necessidades. Está nas nossas mãos construir o mundo e o grande milagre está em que saibamos acolher a luz e a força de Deus. E só a água viva que é Cristo pode ser a resposta para as nossas sedes e os problemas das pessoas”, apontou D. António Carrilho.

Em correspondências com estas reflexões, o Bispo do Funchal falou também da próxima visita da Imagem Peregrina de Fátima à Madeira e da recente Encíclica de Bento XVI - Caridade na verdade.

A Festa de Nossa Senhora do Carmo foi concelebrada pelos Padres Manuel Dias, Fernando Reis e Cecílio (camelitas), e pelo Cónego Carlos Duarte Nunes; contou com a animação litúrgica do Orfeão Madeirense, com a presença de membros do Carmelo Secular e jovens do Movimento Católico de Estudantes.

Fonte: Jornal de Madeira - JM on-line

(http://www.jornaldamadeira.pt/not2008.php?Seccao=7&id=128722&sdata=2009-07-17)

Liturgia - 20 de julho - SANTO ELIAS, Profeta





Cor litúrgica: Branco

Ofício próprio festivo na OCD ou
Liturgia das Horas:1693-1055
Oração das Horas: 1551-1045

Leituras próprias: 1Rs 19,4-9a.11-14a – Sl 15 – 1Pd 1,8-12- Lc 9,28b-36
Moisés e Elias conversavam com Jesus.”


O profeta Elias aparece na Sagrada Escritura como o homem que caminha sempre na presença de Deus e combate, inflamado de zelo, pelo culto do único e verdadeiro Deus. Reivindica os direitos divino no desafio feito aos profetas do Monte Carmelo, goza no Horeb da íntima experiência do Deus vivo. Segundo a tradição, os primeiros eremitas, que no século XIII iniciaram a vida monástica no Monte Carmelo em honra da Virgem Maria, voltaram-se para Elias, tomando-o como exemplo da própria vida, juntamente com a Mãe de Deus.
O profeta Elias nasceu em Tisbé e foi contemporâneo do rei Acab e da rainha Jezabel. E morreu depois deles, julgando-se que ainda vivia no ano 850 antes de Cristo. Mas pouco mais se sabe. A sua memória perdurou como a de um homem de Deus. «Então surgiu um profeta como um fogo cujas palavras era um forno aceso» (Ecle. 48,1). O profeta é Elias. A Ordem do Carmo reconhece-o como seu pai e inspirador espiritual. Na verdade o primeiro grupo de Carmelitas ao fixar-se no Monte Carmelo escolheu viver no lugar junto à fonte de Elias. Este lugar forneceu o nome ao grupo – Carmelitas – e marcou profundamente o seu carisma. Elias, porém não foi um legislador ou organizador, não foi um chefe com inclinações para estruturar fosse o que fosse. Não escreveu nada sobre oração, não o vemos a passar longas horas em oração (embora certamente as tenha passado). Porém, o seu amor aos lugares solitários fez com que os habitasse e os enchesse de sentido com a sua presença de homem de Deus. No Carmelo um homem de Deus – Elias –, viveu apenas para Deus porque a única ocupação que vale a pena é contemplar a beleza de Deus. Para o peregrino que visitava a Terra Santa, o Monte Carmelo era o lugar onde Elias vivera. Elias escolhera a Montanha do Carmelo para, no silêncio e na solidão, saborear a presença de Deus; aí levou uma vida eremítica e travou uma grande e decisivo duelo contra os profetas de Baal, que levavam o povo de Israel à idolatria. No ponto mais alto do monte Elias venceu o desafio e provou aos israelitas (rei incluído) que Jahvé, o Senhor Deus, é o único e verdadeiro Deus. Elias é líder espiritual, mas essencialmente é um profeta e um homem de Deus. As suas primeiras palavras são como que um grito de guerra que saem da sua boca para afirmar: «Vive Deus!» Ao escolher viver no Monte Carmelo, nas proximidades da fonte de Elias, os Carmelitas exprimiam o desejo de imitar o Profeta, pois também eles desejam adorar o único Deus verdadeiro e mostrá-lo ao povo. O nome Elias significa «Deus é meu o Senhor». A sua fé no único Deus – fé amadurecida na provação – impressionou muitíssimas gerações de homens e mulheres crentes. Na Sagrada Escritura o profeta Elias aparece como o homem que caminha sempre na presença de Deus... O seu lema era «ardo de zelo pelo Senhor Deus dos exércitos».


“Para buscar a Deus se requer um coração despojado e forte, livre de todos os males e bens que não são puramente Deus.”
São João da Cruz – C 3,5

Carta de Santa Teresa de Jesus em 20

1577 – C199 – À Madre Maria Bautista, Priora de Valladolid – Assunto das Descalças. Méritos de trabalho.



SANTO DO DIA



Santo Apolinário
Bispo e Mártir



O nome, o culto, e a glória de Santo Apolinário são legados que recebemos da história, e também da arte de Ravena, a capital do Império Bizantino no Ocidente, no período de meados do século I e século II.Lá, existem duas grandiosas igrejas dedicadas a santo Apolinário, ambas célebres na história da arte e do cristianismo. Na igreja nova de Santo Apolinário, no centro da cidade, encontramos o célebre mosaico representativo, mais extenso do que um quarteirão, com todos os mártires e as virgens. No destaque, encontra-se santo Apolinário. Na outra igreja, fora da cidade, está o outro esplendido mosaico, no qual, pela primeira vez, a figura de um santo, e não a de Cristo, ocupa o centro de uma composição, circundado por duas fileiras de ovelhas. Apolinário, o primeiro bispo de Ravena, segundo a tradição, teria sua origem no Oriente. A mando do próprio apóstolo Pedro, de quem foi discípulo, foi enviado para converter os pagãos nas terras ao norte do Império Romano. A sua obra de evangelização transcorreu num ambiente repleto de imensas dificuldades, fruto do ódio, do egoísmo, da incredibilidade que o cercavam, além do culto aos ídolos pagãos que teve de combater. A tal apostolado dedicou toda a sua vida. Embora representado no mosaico da cidade, sereno e tranqüilo, na realidade era um homem de vida dura, combativa e atuante. Apolinário sempre foi considerado um mártir. Mártir de um suplício muito longo, que foi todo o seu episcopado. Ele não viu o resultado de sua obra, que só se revelou após a sua morte. A população da nova capital do Império Romano tornou-se exclusivamente cristã, reforçando suas raízes no próprio culto de seu primeiro bispo, considerado por eles um exemplo de santidade. Dessa maneira se explica a grande devoção a ele, não somente em Ravena, mas em muitas outras localidades da Itália, da França e da Alemanha. Aliás, nessas regiões, foi amplamente difundida, devido os mosteiros beneditinos e camaldulenses que Apolinário ali fundara. Apolinário morreu como mártir da fé no dia 23 de julho, durante as primeiras perseguições impostas contra os cristãos. Entretanto não se encontrou nenhuma referência indicando o ano e a localidade. Suas relíquias, encontradas nas catacumbas, foram enviadas para a catedral de Santo Apolinário, em Ravena, na Itália. A tradicional festa de Santo Apolinário, Padroeiro de Ravena, foi mantida pela Igreja.





FUNDAÇÃO DO CARMELO NOSSA SENHORA DO SORRISO E SANTA TERESINHA – PARNAMIRIM–RN

O dia da festa de Nossa senhora do Carmo deste ano de 2009 foi mais um dia de grande alegria para o Carmelo brasileiro. Além de celebrarmos a mais importante festa litúrgica do Carmelo, tivemos a fundação de mais um "pombalzinho da Virgem", como dizia a Santa Madre Teresa.

A Eucaristia que marcou o início desta fundação foi presidida pelo Arcebispo de Natal , d. Matias e com a presença do sr. Arcebispo emérito de Natal, d. Heitor, que trabalhou muito para ter Carmelo Teresiano aqui, do sr. Bispo auxiliar de Fortaleza, d. José e contou com cerca de 35 sacerdotes entre religiosos e diocesanos, do presbitério local.

As Irmãs fundadoras do Carmelo são: Ir. Rosângela Maria de Jesus, Ir Maria Amada de Jesus, Ir. Maria Ângela, Ir. Ana de Jesus, Ir. Maria Angélica. Ir. Teresa Cristine e a aspirante Maria Caroline.

Estavam representando o Carmelo teresiano a Priora do Carmelo Fundador, Ir. Elizabeth e da Ir. Josefina, três monjas do Carmelo de Bananeiras, PB, além de fr. Fábio Magno e fr. Alzinir Carmelitas Descalços e membros do Carmelo Secular de Teresina.

Contamos com a presença de numerosos, amigos do Carmelo de Teresina – PI e da Ordem Secular. Havia amigos de Fortaleza – CE, além dos familiares das monjas, além da chuva que caía sobre a região metropolitana de Natal (que nos recordou a chuva implorada pelo profeta Elias – I leitura da festa do Carmo),

A celebração eucarística teve início as 9 da manhã na capela S. Pedro do centro Emaús, da Arquidiocese de Natal. Logo após os ritos iniciais foi lido o breve da Sé Apostólica, que permitia a fundação do Carmelo Nossa Senhora do Sorriso e Santa Teresinha na Arquidiocese de Natal – RN. A seguir foi lida também a autorização do sr. Arcebispo que permitia a presença das Carmelitas Descalças. Em sua homilia, D. Matias discorreu sobre a vida Religiosa no documento de Aparecida, em particular a vida contemplativa, que acompanha Jesus ao monte para estar com ele na contemplação e que é testemunha de que "só Deus basta encher a vida de alegria e de sentido". A Celebração seguiu o rito normal, animada por belos cantos de um grupo paroquial de Natal.

Depois da Comunhão d. Heitor falou sobre a graça de ter o Carmelo na Arquidiocese e foram apresentadas as Irmãs para os presentes. O Prefeito de Parnamirim, que participou da celebração e também tem se esforçado para as devidas licenças de construção do Carmelo tomou a palavra e falou da importância deste Carmelo para sua Cidade e suas lutas. Foi lida também a bênção Papal ao novo Carmelo pelo fr. Fábio. Fr. Alzinir recordou o sentido da vocação das Carmelitas Descalças, segundo o ideal de S. Teresa de Jesus; a madre vigária Maria de Jesus, reforçou o aspecto orante e de sacrifício da vida das carmelitas descalças em prol da Igreja e da sociedade e do mundo inteiro.

No final foi lida e assinada a Ata de fundação do mosteiro e após a bênção, ocorreu a procissão até a casa provisória, próxima da capela onde foi celebrada a Eucaristia, para a bênção da sede do mosteiro.

Após o almoço, servido na Casa do Clero, que se encontra no mesmo terreno onde fica o mosteiro provisório, foi realizada a procissão com o SS. Sacramento e a benção do SS. já na capela do novo mosteiro, ornada com uma bonita imagem de N. Senhora do Sorriso e de S. Teresinha.

Como ato conclusivo foram fechadas as portas e assim deu-se início à clausura, sinal da busca do "único necessário", pela oração e recolhimento fraterno, típico da vida carmelitana.

O endereço do novo mosteiro é:

CARMELO NOSSA SENHORA DO SORRISO E SANTA TERESINHA

R. PE. Luís Gonzaga do Monte, 635 – Bairro Emaús

59.148-440 - Parnamirim – RN

Nossa gratidão e preces por todos os benfeitores e amigos deste Carmelo, pedindo que a Virgem do Carmo os ampare e guarde com seu escapulário. Que ele seja um "sorriso da Virgem" a toda a igreja de Natal.

(Fotos: Sr. Otávio e Maria Roque, a quem agradecemos a gentileza).

sábado, 18 de julho de 2009

Liturgia - 19 de julho - 16o. DOMINGO DO TEMPO COMUM







Cor litúrgica: Verde

Ofício dominical comum
IV Semana do Saltério
Liturgia das Horas:
1037
Oração das Horas: 1033

Leituras: Jr23,1-4 – Sl 22(23) – Ef 2,13-18 – Mc 6,30-34
“Eram como ovelhas sem pastor.”
A grande lição da multiplicação dos pães é que Jesus nos ensina a partilhar.

“Conhece a sua enorme dívida para com Deus que lhe deu o ser a fim de que a alma pertencesse totalmente a ele; deve, portanto, só a Deus, o serviço de toda a sua vida.”
São João da Cruz – C1,1


Carta de Santa Teresa de Jesus em 19

1575 – C 83 – A Felipe II – Pede-lhe amparo para que a Descalcez constituída em província independente dos Calçados. Recomenda o Padre Gracián para Superior. Sá graças a sua Majestade pela licença de fundar em Caravaca.


SANTO DO DIA





Santa Justa e Santa Rufina
Mártires



Santa Justa e Santa Rufina eram duas irmãs que nasceram em Sevilha e faleceram no ano 287 na mesma cidade. Estas jovens pertenciam a um povo pagão cujo governador obrigava a prestar culto a ídolos; no entanto, Rufina e Justa nunca aceitaram tal imposição, pois possuíam uma grande fé cristã.Descendentes de uma família pobre, ganhavam a vida vendendo louça de barro nas feiras. Certo dia, estando as duas irmãs junto da sua barraca de louça, viram surgir uma grande procissão que trazia um dos ídolos. Todos o povo o venerava e adorava, porém Rufina e Justa recusaram-se a tal. Enfurecido o governador deteve-as e submeteu-as a tormentos e terríveis castigos, até à morte. Assim, pela coragem de nunca renegarem a sua fé cristã, estas duas jovens começaram a ser conhecidas e veneradas principalmente pelos oleiros, de quem são padroeiras.



Comissão preparará festividades do quinto centenário do nascimento de Santa Teresa


Explosão de iniciativas em torno ao evento


ROMA, sexta-feira, 17 de julho de 2009 (ZENIT.org).


- Em cumprimento do desejo expressado pelo Capítulo Geral dos Carmelitas Descalços, criou-se a comissão central para a preparação e para a animação do V centenário do nascimento de Santa Teresa de Jesus, que acontecerá em 2015.
A Comissão estará presidida pelo vigário geral da Ordem, Pe. Emilio Martínez. Lhe assiste como secretário Alfredo Amesti, da província de Navarra, segundo informa a página web da Ordem.
O comitê diretivo se encarregará de coordenar as atividades de cada uma das quatro áreas. Se relacionará com as diferentes áreas através do secretário das mesmas.
A área de animação comunitária preparará os subsídios introdutórios para cada um dos livros da Santa. Igualmente preparará dinâmicas e celebrações que ajudem à leitura individual, comunitária e extra-comunitária das Obras teresianas. Recolherá a bibliografia para enviar às comunidades. A área de animação pastoral organizará as atividades de pastoral em torno ao centenário, prestando particular atenção às atividades com os jovens. Terá em conta a celebração da jornada mundial da juventude (JMJ) de Madri em 2011.
Tarefa da área de animação cultural será a organização de seminários e congressos, como também outras atividades científicas em colaboração com o Teresianum de Roma, com o Centro Internacional Teresiano Sanjuanista (CITeS) de Ávila, e outros institutos da Ordem.
Projeta-se fundar uma nova revista internacional de Espiritualidade com sede no CITeS de Ávila. A área de animação local programará a acolhida em Ávila das atividades organizadas pelo resto das áreas.
O presidente e o secretário se reunirão em Madri em 3 de agosto próximo com o seguinte comitê inicial: presidente da Conferência dos Provinciais da Conferência Ibérica, prior de Ávila e representante do CITeS.
Teresa de Cepeda e Ahumada (Ávila, 28 de março de 1515 – Alba de Tormes, 4 de outubro de 1582), doutora da Igreja mística e escritora, é a fundadora das carmelitas descalças, ramo da Ordem de Nossa Senhora do Monte Carmelo (ou carmelitas).

sexta-feira, 17 de julho de 2009

Liturgia - 18 de julho - NOSSA SENHORA NO SÁBADO











Cor litúrgica: Branco

Ofício da memória de Nossa Senhora
Laudes: Liturgia das Horas: 1018
Oração das Horas: 1021
I Vésperas-Liturgia das Horas: 1027
Oração das Horas: 1028

Leituras: Ex 12,37-42 – Sl 135(136) – MT 12, 14-21
“Então, os fariseus, saindo dali, tramaram contra ele, sobre como acabariam com ele.”
Cristo não só curava, mas também sofria com eles, enfrentando na doença o pecado, causa primeira da doença humana.


“Não te alegres totalmente, pois sabes quantos pecados tens cometido e não sabes como está Deus contigo: mas teme com confiança.”
“São João da Cruz – D 74

Cartas de Santa Teresa de Jesus em 18

1577 – C 198 – Às Carmelitas de Toledo – Envia às Descalças uma postulante de raras qualidades: Maria de Jesus.

1578 – C 291 – Ao Padre Jerônimo Gracián, em Alcalá – Entendimento com o Licenciado Godoy. Sua filha poderá passar às Bernardas. O abade de Valladolid amigo da Santa. Maria de S. José está “uma santinha.” Quer o Padre Gracián muito sincero em tudo.



SANTO DO DIA





Bv. Bartolomeu dos Mártires
Bispo


Nascimento
Lisboa, não contente por ter dado ao mundo um dos mais notáveis contributos para a Civilização, foi berço glorioso de nomes de projeção universal. Bastará citar para o nosso intento: Santo António de Lisboa e D. Fr. Bartolomeu dos Mártires, Santo Arcebispo de Braga e luminar do Concilio de Trento.
É deste último que nos vamos ocupar nestas breves reflexões. O Beato D. Fr. Bartolomeu dos Mártires nasceu na freguesia de N.ª Senhora dos Mártires, da Cidade de Lisboa, em 3 de Maio de 1514. Era filho de Domingos Fernandes e de Maria Correia e usava o apelido do Vale, que era de um avô.
Os seus pais eram profundamente cristãos e deram-lhe uma esmerada e digna educação cristã em todos os aspectos.

Faz-se Dominicano
Veio a abraçar a vocação dominicana no convento de S. Domingos de Lisboa, tendo professado a 20 de Novembro de 1529. Acrescentou ao nome que usava o apelido de Mártires em memória da invocação da Igreja em que fora batizado.
Formou-se em Filosofia e Teologia, ciências que ensinou, com notável êxito durante mais de 20 anos, em Évora, onde teve por aluno D. António Prior do Crato, na Batalha, em Salamanca e em S. Domingos de Benfica, aonde o veio buscar a Mitra de Braga, entrando na Arquidiocese Bracarense solenemente em Outubro de 1559. Deixou escrita uma vasta obra de teologia e espiritualidade.

Arcebispo de Braga
Aceitando a dignidade de Arcebispo de Braga por obediência, participou, como Primaz da Espanha, na fase conclusiva do Concílio de Trento (1562-1563), para onde partiu em 1561. Ia acompanhado apenas de um teólogo, do seu secretário, de um capelão e do mínimo de familiares. No Concílio distinguiu-se pelo saber e zelo da renovação da Igreja e edificou a todos pela santidade. A correspondência do Concílio chama-lhe «douto e religiosíssimo Prelado», «homem de grande santidade e religião» e S. Carlos Borromeu afirma que o tomou por exemplo a imitar. Num dos intervalos das sessões conciliares, foi a Roma, onde se demorou 17 dias, em visita ao Papa, quer dizer em visita «ad sacra limina». Voltou para Trento para assistir ao encerramento dos trabalhos conciliares. Rejubilou com a feliz conclusão do Concílio, e, numa carta de despedida a S. Carlos, afirmou que “só falta empenharmo-nos com todas as forças para o aplicar”.

Aplicação do Concílio
Para levar a efeito, dignamente, a execução das disposições conciliares; reuniu um Sínodo diocesano, na sua Catedral, e depois um Concílio da sua Arquidiocese ou província eclesiástica. Tratou imediatamente da fundação do Seminário Conciliar, vencendo a oposição do cabido. Este constituiu o seu programa pastoral realizado em Braga com zelo e constância heróicas, superando todas as dificuldades. S. Pio V em carta a D. Sebastião, referindo-se às contestações sofridas pelo Beato, declara-se muito penalizado e afirma que o Arcebispo «pela exímia santidade merecia ser amado e reverenciado». Ainda na linha da renovação da Arquidiocese de Braga, purificou o culto divino, dignificou e protegeu o clero, fundando, além do Seminário Conciliar, como já foi dito, outros centros de estudos teológico-pastorais, estimulou a educação e instrução da juventude, promoveu a assistência social, socorrendo viúvas e órfãos e distribuindo, liberalmente, pelos pobres quanto tinha, preferindo viver ele em extrema pobreza para ter mais que dar e matar assim a fome a mais necessitados como bem escreveu Fr. Luís de Sousa na sua Vida do Arcebispo.

Bispo-Pastor
Visitou mais que uma vez a sua vasta Arquidiocese que se estendia a Bragança e a Freixo de Espada à Cinta. Em Janeiro de 1560 percorreu como Pastor as terras do Barroso, Trás-os-Montes e Alto Minho, regressando no princípio da Quaresma. Encontrou muitas freguesias em lastimoso estado, pela falta de cultura do Clero e ignorância religiosa do povo, mandou traduzir para uso dos sacerdotes, a Suma dos Casos, do Cardeal Caetano, e ele próprio compôs, para os fiéis, um Catecismo da Doutrina Cristã, e um livro de Práticas Espirituais.
Fundou o convento de S. Domingos, em Viana do Castelo, destinando-o a promover os estudos eclesiásticos daquela vasta zona da Arquidiocese.
No governo da Arquidiocese, D. Fr. Bartolomeu dos Mártires revelou-se, como já insinuamos, um verdadeiro e extraordinário Pastor pelo seu amor à Igreja e caridade para com os pobres a quem socorreu por ocasião da peste de 1570.
Ocupava a Sé de Braga, quando faleceu D. Henrique, o Cardeal-Rei, cuja morte deixava em aberto o problema da sucessão ao trono de Portugal. Era-lhe grata certamente a candidatura de D. António, Prior do Crato, seu amigo e seu antigo aluno. Absteve-se, porém, de tomar partido, com certeza por não lhe ver possibilidade de êxito.
A Cidade de Braga amotinara-se em favor do Prior do Crato. Para não se ver envolvido em complicações de assuntos que não eram do seu múnus pastoral, retirou-se para Tuy (Galiza) onde adoeceu gravemente e só pôde voltar à Diocese quando já reinava D. Felipe com o título de Felipe I de Portugal e II de Espanha. De Tuy regressou à Diocese, voltando às visitas pastorais. D. Fr. Bartolomeu, pouco depois, pediu a Felipe II, a renúncia ao Arcebispado, qual foi aceite. E, de Tomar, escreveu ao Papa Gregório XIII formulando semelhante pedido.

Morre em Viana
Estava em Viana, quando lhe anunciaram que e Papa nomeara novo Arcebispo para a Sé bracarense. D. Fr. Bartolomeu dos Mártires recolheu-se imediatamente ao convento de S. Domingos de Viana, envelhecido e cansado. Ali veio a falecer, como apóstolo e santo, em 16 de Julho de 1590. À hora da morte os bracarenses pretenderam levar para Braga o seu corpo, mas os vianenses opuseram-se de armas na mão.

Processo de Beatificação
Em 1702 o Arcebispo D. João de Sousa mandou organizar o processo relativo à heroicidade das suas virtudes e aos milagres atribuídos à sua intercessão. Foi concluído felizmente em 1845, pela promulgação do Decreto sabre a heroicidade das suas virtudes. Foi beatificado por João Paulo II no dia 4 de Novembro de 2002. A sua festa litúrgica celebra-se a 18 de Julho. Há, em várias línguas, numerosas biografias de D. Fr. Bartolomeu dos Mártires. A mais conhecida é a do clássico Fr. Luís de Sousa, da Ordem dominicana.






quinta-feira, 16 de julho de 2009

Ó Deus, que comunicastes
o Espírito Santo aos apóstolos em
oração com Maria, Mãe de Jesus,
concedei, por sua intercessão, que
todos os SACERDOTES vos
sirvam fielmente,testemunhando
pela palavra e pela vida a glória
do vosso nome.
Amém
Mãe da Igreja:
Rogai por nós.
Mãe dos Sacerdotes:
Rogai por nós.
Mãe e Rainha do Carmelo:
Rogai por nós.
Rainha das Famílias:
Rogai por nós.
Rainha da Paz:
Rogai por nós.

Liturgia - 17 de julho - Bvs. TERESA DE SANTO AGOSTINHO e COMPANHEIRAS, Mártires











Cor litúrgica: Vermelho

Ofício da memória na OCD ou
Liturgia das Horas: 1671-999
Oração das Horas: 1543-1540-1009

Leituras próprias: Rm 8,31b-39 – Sl 125 – Jô 15,18-21
“Se me perseguiram, perseguirão também a vós.”
O decisivo não é que alguém possa tirar-lhes a vida, mas que alguém possa ocasionar-lhes a ruína definitiva da vida e do corpo.

São as dezessete carmelitas descalças do Mosteiro de Compiège. Logo que a Revolução francesa se desencadeou, ofereceram-se a Deus como vítimas de expiação para impetrar a paz à Igreja e ao Estado. Detidas e presas no dia 24 de junho de 1794, participavam também aos outros sua alegria e fé, exortando-os a haurir fortaleza do amor de Deus. Condenadas à morte por sua fidelidade à Igreja e à vida consagrada e pela devoção dos Sagrados Corações de Jesus e de Maria, foram decapitadas em Paris a 17 de julho de 1794, enquanto cantavam hinos após a renovação dos votos nas mãos da Priora, Teresa de Santo Agostinho.

“Se gosta da solidão e do silêncio, seja impelida a buscar tudo quanto é mais perfeito.”
São João da Cruz – D 117


Carta de Santa Teresa de Jesus em 17

1577 - C 197 - Ao Padre Jerónimo Gracián - Pouco trato com as Carmelitas e ainda menos em pequenas localidades.


SANTO DO DIA


Bv. Inácio de Azevedo, Presbítero
e Companheiros, Mártires.


Num contexto de grande agitação na Europa, causada pela revolução protestante, se por um lado muitas pessoas largaram a verdadeira fé por alguma outra igreja, por outro lado muitas outras se mantiveram firmes, e perseveraram até o fim, chegando às vias do martírio, se necessário. Uma dessas pessoas foi o padre jesuíta português Inácio de Azevedo (1527-1570).De origem nobre, Inácio teve ótima educação, chegando a cuidar dos negócios da família ainda jovem, até que depois de um retiro, decidiu mudar de vida e entrou para a Companhia de Jesus em 1548. Os jesuítas desempenhavam um grande papel missionário no Velho Mundo, trabalhando pela conversão dos hereges e conscientização dos católicos; faziam suas missões também entre os selvagens da América, sobretudo no Brasil, onde são destaques as figuras do padre Manuel da Nóbrega e do bem-aventurado padre José de Anchieta. Da mesma forma que na Europa, onde enfrentavam dificuldades, também sofriam para anunciar o Evangelho entre os gentios, adeptos dos mais bárbaros costumes, como a poligamia e a antropofagia, mesmo entre aqueles que já haviam sido catequizados; os próprios colonos europeus se deixavam dominar pelos vícios do lugar.Por isso era necessário um reforço à evangelização do Brasil, daí é que foi enviado o padre Inácio. Depois de avaliar o trabalho de missão, além de ajudar a realizá-lo, ele solicita por carta, aos superiores da ordem, mais reforços para a evangelização. O Pe. Anchieta, por correspondências, fazia menção aos benefícios que a visita de Azevedo trouxe, tanto que os habitantes de Salvador, na praia, quando do regresso desse último à Europa, celebravam-no, com insistência, que não demorasse a voltar. Muitos foram os candidatos a missionário, contagiados que estavam do idealismo do Pe. Inácio, com grande ardor evangélico.Foi então que na São Tiago, nau onde era levado o novo governador do Brasil, D. Luís de Vasconcelos, embarcaram Inácio de Azevedo mais trinta e nove companheiros, dispostos a enfrentar as feras, os selvagens, as doenças tropicais e... os piratas, elementos que infestavam os mares com roubos e mortes. Enfim, durante a ida até Las Palmas, nas Canárias, a nau foi alcançada em alto-mar pelo corsário francês Jacques Sourie, um fanático anticatólico que partira de La Rochelle com o intuito de caçar jesuítas. Durante a luta, os religiosos empunhavam o crucifixo, proclamando em altos brados a sua fé, até a morte. Pe. Inácio abafava as injúrias dos calvinistas com exortações aos irmãos, além de advertir os hereges sobre os riscos da condenação eterna. Depois da morte do capitão da nau, os herejes conseguiram dominar o navio, trucidando com fúria inigualável a todos os passageiros, menos um, João Sanches, cozinheiro feito escravo.E morreram Inácio de Azevedo e seus companheiros, os quarenta mártires que deram a vida pela difusão do Evangelho e o Reino de Deus.Dos quarenta missionários assassinados, eram nove espanhóis e trinta e um portugueses, sendo Inácio de Azevedo o mais velho, com quarenta e três anos, e o estudante Luís Rodrigues o mais moço, com apenas dezesseis.

O culto aos quarenta mártires foi oficializado pelo papa Pio IX em 1854, e o dia deles no calendário litúrgico é 17 de julho.




VÍDEO - NOSSA SENHORA DO CARMO

VÍDEO - O ESCAPULÁRIO DE NOSSA SENHORA DO CARMO

MÚSICAS EM HONRA À NOSSA SENHORA DO CARMO

BENDITO DA VIRGEM DO CARMO
CD ESTRELA DO MAR - católica


FLOR DO CARMELO
CD ESTRELA DO MAR - FLOR DO CARMELO

quarta-feira, 15 de julho de 2009

Poesia


Escapulário, tecido sagrado

Escapulário, pela Virgem Maria nos foi dado

Um dia S. Simão Stock de Maria o recebeu

Esse sinal de pertença que ela o deu

Assim nossa ordem foi protegida

Das aflições da vida

Escapulario, sinal de serviço

Sinal de pertença a Virgem Maria Senhora do lugar

Que nos protege e está a nos amar

Quem deste pequeno hábito se reveste

Quer para o reino trabalhar

E a missão de Jesus continuar

Usemos o escapulário

Façamos o que fez Maria

Na dor e na alegria

Meditemos sem cessar a Palavra do Amado que está a nos falar.

“Atrai-nos oh Virgem Maria e seguir–vos-emos”

_____________________________________________________

Que hoje dia tão solene para nós carmelitas

Possamos saudar a Virgem do Carmo nossa mãe e irmã

E juntos agradecer e rogar por nossa ordem.

Meu fraterno abraço a cada e suas comunidades/grupos.

Ana Maria Scarabelli

Liturgia - 16 de julho - SOLENE COMEMORAÇÃO DA BV VIRGEM MARIA DO MONTE CARMELO




SOLENE COMERMORAÇÃO DA BV VIRGEM
MARIA DO MONTE CARMELO


Cor litúrgica: Branco

Ofício Solene próprio na OCD ou
Liturgia das Horas: 1519-626-1429
Oração das Horas: 1473-764-1293

Leituras próprias: 1Rs 18,42b-45a – Sl 14(15) – Gl 4,4-7 – Lc 19,25-27
“Eis o teu filho! Eis tua mãe!”
Permanecendo de pé, junto à cruz, forte, heróica, e diz-me o Mestre: “Eis tua mãe.” Assim vos deu a mim por mãe. Agora, que voltou ao Pai, colocou-me em seu lugar na cruz para que “sofra em meu corpo o que falta à sua Paixão em benefício de seu Corpo que é a Igreja.” E vós, ó Virgem santa, estais também junto à minha cruz para ensinar-me a sofrer com ele, para transmitir-me os últimos cânticos de sua alma que somente os pudestes perceber.
Elisabete da Trindade - 2 Retiro 15

A Sagrada Escritura exalta a beleza do Carmelo, onde o profeta Elias defendeu a pureza da fé de Israel no Deus vivo. Aí, junto à fonte que tomou o nome do profeta, estabeleceram-se, pelos fins do século XII, alguns eremitas que construíram um oratório em honra da Mãe de Deus, escolhendo-a como padroeira e titular. Consideram-na como mãe e modelo e disto tiveram comprovada experiência: primeiro na prática da vida contemplativa, depois no dom aos irmãos das riquezas hauridas da comunhão com Deus. Por isso foram chamados “Irmãos de Santa Maria do Monte Carmelo” e propagou-se por toda a Ordem como sinal de gratidão dos “Irmãos” pelos inumeráveis benefícios concedidos pela Santíssima Mãe de Deus à “sua família.”



No inicio do século XIII, um grupo de eremitas vindos da Europa, se reuniu no Monte Carmelo na Terra Santa para viverem a plenitude dos ensinamentos deixados por Cristo. Pediram a Santo Alberto, patriarca latino em Jerusalém, que estabelecesse uma regra de vida para eles. Entre outras indicações, Alberto propôs que construíssem um oratório onde se reuniriam para a celebração da eucaristia.Eles construíram o oratório e o dedicaram à Maria. Assim, suas vidas se ligaram de modo particular e especial à Santa Mãe de Deus. A partir de então, as pessoas passaram a chamá-los de “Irmãos da Bem-Aventurada Virgem Maria do Monte Carmelo”. Titulo que, mais tarde, foi oficializado pela Igreja. Em 1246, foi nomeado como superior geral da ordem carmelita, um santo homem, grande devoto de Nossa Senhora: São Simão Stock. A situação da ordem causou-lhe grande preocupação, a instabilidade política da região, a incompreensão de alguns setores da própria igreja, a guerra com o Islã, tudo isso interferia de modo dramático na historia da ordem. No meio de todo esse emaranhado, Simão Stock sente-se impelido a recorrer à Virgem Maria, e, em oração contrita, pede sinal a Nossa Senhora, um sinal de proteção para a sua ordem. E, assim, a Virgem ouviu as suas suplicas e lhe apareceu no dia 16 de julho de 1251, e apresentou-lhe um pequeno habito de lã e dirigiu-lhe estas notáveis palavras: “Caríssimo filho, recebe o escapulário de vossa ordem, sinal da confraternidade, privilegio para vós e igualmente para todos os irmãos do Carmo. Todo aquele que morrer revestido deste santo escapulário, não arderá nas chamas do inferno. Este habito é um sinal de salvação, uma segurança de paz e aliança eterna”.Publicado este privilegio milagroso, a ordem do Carmo cresceu em merecimento e santidade: e não só dentro dos conventos, mas também fora deles, muitas pessoas recebiam o santo escapulário. Pessoas de todas as classes sociais eram revestidas com o poderoso distintivo recomendado pela própria Rainha do céu.No ano de 1314, Nossa Senhora, aparecendo ao Papa João XXII, prometeu especial proteção aos que trouxessem o escapulário, acrescentando que os livraria do purgatório, no primeiro sábado após sua morte.Destacam-se entre os papas devotos do escapulário: Inocêncio IV, João XXII, Alexandre V, Bento XIV, Pio VI, Clemente VII, Urbano VII, Nicolau V, Sixto IV, Paulo III, São Pio V, Leão XI, Alexandre VII, Pio IX, Leão XII, São Pio X, Bento XV, Pio XI, João XXIII, Paulo VI, João Paulo II, que com bulas apostólicas, aprovaram os seus privilégios, e cumularam de favores as confrarias do Carmo.É vontade de Nossa Senhora Rainha do Carmelo que coloquemos o selo do seu escapulário sobre nosso peito para demonstrar que o nosso coração lhe pertence para guardar os tesouros que no coração se encerra.Como é bom estarmos debaixo da proteção de uma mãe tão boa! Que força ousaria arrancar-nos de seu regaço?


Hoje os filhos do Carmelo
Te saúdam com fervor
E te exaltam por Rainha,
Terna mãe do meu Amor

“Imitai-A e considerai a imensa grandeza dessa Senhora, bem como a vantagem de tê-la por padroeira, pois enm meus grandes pecados e o fato de ser como eu sou podem empanar minimamente esta sagrada Ordem.”
Santa Teresa de Jesus – M 3,1-3

“Quanto mais interior, tanto mais pura; e quanto maior é a pureza, tanto mais abundante, freqüente e geral é a comunicação de Deus.”
São João da Cruz – Ch 1,9

“Crescendo, compreendera que era no Carmelo que me seria possível encontrar, verdadeiramente, o manto da Santíssima Virgem e era para essa montanha fértil que tendiam todos os meus desejos.”
Santa Teresinha do Menino Jesus – MA, 57 r

“Maria quer que eu seja seu abrigo, seu refúgio. Devo trabalhar por ser sua imagem viva, fazendo sempre o que Ela faria em meu lugar.”
Madre Maria José de Jesus

“... Sinto um impulso tão forte que me impele para ela a quem escolhi do Rainha e guarda do meu céu e do seu também, pois tudo faço em prol de nós duas.”
Elisabete da Trindade – C252

“Maria nos gerou segundo a vida da graça, dando-se totalmente, de corpo e alma, para ser a Mãe de Deus. Disto nasce uma união estreitíssima entre ela e nós: ela nos ama, nos conhece, e é inteiramente disponível para tornar-se aquilo que devemos ser.”
Santa Edith Stein

“Também considerei como a Ssma. Virgem foi uma perfeita carmelita. Sua vida foi contemplar, sofrer e amar. E tudo isso no silêncio e na solidão. Essa vida foi recomendada por N. Senhor. à Madalena dizendo-lhe que havia escolhido a melhor parte, ainda que Maria o servisse com amor. Nosso Senhor viveu trinta anos nesta vida de recolhimento e só três evangelizando.”
Santa Teresa de Los Andes – C 58

“Pede à Santíssima Virgem que ela lhe dê tudo para adornar, limpar e aquecer a sua alma. Com o que é dela e que também é seu, você se tornará precioso. O resto não importa. Não deixe de lutar porque Ele tudo vê e tudo sabe... que alegria! Convém que Ele seja tudo e você nada.”
Santa Maravilhas de Jesus

Carta de Santa Teresa de Jesus em 16

1574 – C 66 – À Madre Maria Bautista – Responde a certas queixas da Madre Maria Bauatista. Diz que deve se fixo o número de Irmãs Leigas em cada Convento. Achaques da Santa. Assunto das Descalças de Valladolid e de Segovia.


A Mãe apresentada pelas Filhas – Nossa Senhora do Carmo



Diversos e diferentes títulos são ofertados Àquela que em frações de segundos não exitou em dizer o “Sim” mais importante da história da salvação e da humanidade. Com sua singeleza, pureza e entrega, N. Senhora trouxe ao mundo o Filho – o modelo acabado de perfeição e bondade. Após este momento fulgural toda uma teologia desenvolveu-se culminando com a morte e ressurreição de Jesus. No Carmelo, a flor mimosa e bela, desde os remotos tempos do Profeta e Santo Elias, passando pela presença junto à São Simão Stock, tem sido sempre notada pela presença discreta e decisiva em importantes momentos da vida de diversos Santos e Santas. Com a reforma Teresiana do Carmelo sempre ficou evidente o amor e carinho não somente da Madre como de São João da Cruz, mas também de suas filhas carmelitas a Virgem Maria. Então, como estas filhas se dirigiram a sua Mãe e Virgem do Carmo? Apenas para ilustrar esta relação de amor filial, de veneração e de carinho, podemos pelos frutos admirar ainda mais a frondosa árvore.
Durante seus poucos anos de vida no mundo, Teresa de Jesus dos Andes, nos apresenta uma Mãe generosa e uma guia espiritual. Nos diz: “Mãe minha, mostra que és minha Mãe. Ouve o grito de minha alma pecadora arrependida, que sofre e leva até o fim o cálice da dor. Mãe, consola-me, alenta-me, aconselha-me, acompanha-me e abençoa-me”. Ainda em outro momento de seus textos nos mostra algumas das virtudes da Virgem. Oh Mãe, celestial Madonna que nos guia. Tu deixaste cair de tuas mãos maternais raios de céu. Minha alma, extasiada a teus pés virginais, te escutava. Tua linguagem era terna, era de céu, quase divino”.
E como a Santa de Lisieux se dirigia a sua Maezinha? Na poesia número 7, Canto de gratidão à Virgem do Carmo, ela nos ensina:
Desde o primeiro instante de minha vida
me tomaste em teus braços,
e desde aquele momento,
minha amada Mãe,
me proteges aqui na terra.
Para guardar intata minha inocência,
me escondeste em um suave e doce ninho,
guardaste minha infância
à bendita sombra
de um claustro retirado.

E mais tarde, ao chegar
minha juventude em seus primeiros dias,
escutei o chamado de Jesus.
Me mostraste o Carmelo
com inefável ternura.
“Venha imolar-te por teu Salvador
- me dizias, então com doçura –
perto de mim te sentiras feliz,
Venha imolar-te por teu Salvador”

Perto de ti, oh minha terna Mãe,
encontrei a paz do coração,
nesta terra nada mais desejo,
Só Jesus é toda minha ventura.
Se alguma vez me assaltam
a tristeza ou o medo,
em minha debilidade, tu me sustenta
e sempre, minha Mãe, me abençoa.

Alcançai-me a graça de manter-me fiel
a meu divino Esposo, Jesus
Para que um dia
eu escute sua voz doce
quando eu voar me convide a sentar-me
entre seus eleitos.
Então já não haverá
nem desterro, nem mais sofrimento.
Já no céu,
eu voltarei a cantar-te
meu amor e gratidão,
doce e amável Rainha do Carmelo.
Também podemos admirar e constatar a beleza da Mãe pelos dizeres da Beata Elisabete da SS. Trindade que tão bem expressou os seus sentimentos de amor a Virgem do Carmo, quando nos fala: “Quem mais terna, mais misericordiosa que Maria? Ela sofreu tanto por nós! Podia demonstrar-nos de modo melhor o seu amor? Vejo-a contemplando o seu Jesus morto que repousa em seus braços. Quanto sofre esse coração de Mãe! Seria eu capaz de recusar-lhe o meu consolo?”.
Assim, neste dia 16 pedimos a mimosa e admirável flor do Carmelo, Maria, que continue a abençoar com seu manto sagrado e com o Santo escapulário, a todas as suas filhas e filhos carmelitas e a todos que peregrinam rumo a morada celestial.

Professor Hercílio Martelli Júnior e Irmã Maria Teresa Margarida do Sagrado Coração de Jesus, OCD

O CARMELO ESTÁ SEMPRE ONDE O POVO ESTÁ



Frei Junior junto da imagem de Santa Rita
em Paraty
onde concelebrou um dia da missa da novena.

Rose e frei Junior junto com a imagem de
Santa Teresinha presente na Igreja de N. S. dos Remédios onde esta sendo celebrada a
Novena de Santa Rita em Paraty

terça-feira, 14 de julho de 2009

Liturgia - 15 de julho - SÃO BOAVENTURA, Bispo e Doutor









Cor litúrgica: Branco

Ofício da memória
Laudes: Liturgia das Horas: 1425-1649-958
Oração das Horas: 1292-1533-983
I Vésperas: Liturgia das Horas: 1501
Oração das Horas: 1458

Leituras: Ex 3, 1-6.9-12 – Sl 102(103) – MT 11,25-27
“Eu te bendigo, Pai, Senhor do céu e da terra.”
Jesus enche-se de alegria porque os simples reconhecem o reino de Deus.



João de Fidanza, filho de João de Fidanza e Maria Ristelli, nasceu em Bagnoregio, do distrito de Viterbo, dos Estados Pontifícios, em 1221. Curou-se na infância de grave doença, depois de uma invocação a São Francisco de Assis feita por sua mãe, a que faz referência o próprio São Boaventura (Sermo de B. Francisco, serm.3). Pelo ano 1234 seguiu para a Faculdade das Artes, de Paris, onde se graduava pelo ano 1240. Ingressou aos 17 anos na Ordem dos Franciscanos, assumindo o nome de Boaventura. Talvez estivesse motivado pela devoção a São Francisco que lhe vinha da infância, e ainda pela admiração a Alexandre de Hales, por quem se deixara orientar doutrinariamente, enfim pelo apreço em que levava o espírito da Ordem, como se infere de suas mesmas palavras. A teologia a estudou provavelmente sob Alexandre de Hales (+ 1245), porque o chama de pai e mestre. Boaventura principia o magistério em 1248 como bacharel bíblico, com o Comentário ao Evangelho de S. Lucas; conforme os estatutos da Universidade, dois anos depois, como bacharel sentenciário, explicaria a Sentenças, o que teria feito, então, em 1250 e 1251; na mesma sequência deveria chegar ao doutorado em teologia em 1253. Frente às dificuldades criadas então aos religiosos, parece que Boaventura só conseguiu o reconhecimento do título em 1257. Mas, abandonou o magistério, passando então ao posto de Geral da Ordem franciscana; tinha 36 anos. Dedicou-se à causa da Ordem, à sua espiritualidade e à pregação em geral. Em 1273 foi feito cardeal e bispo de Albano. Exerceu especiais incumbências no Concílio de Lyon, quando foi conseguida a união com a Igreja Grega (6-7-1274), a qual todavia foi precária. Oito dias após o Concílio faleceu o cardeal (14-7-1274). Foi canonizado em 1482 e declarado doutor da Igreja em 1587. Boaventura chegara mais cedo a Paris que São Tomás; enquanto o primeiro se graduava em artes em Paris em 1240, Tomás chegará a Paris em 1245, para seguir em 1248 para Colônia. Boaventura completa o tirocínio para a conquista do grau de mestre em 1253, Tomás, que retornara a Paris, lecionou ali de 1252 a 1259, seguindo depois para a Itália (1259-1268). Cessou, porém, o magistério de Boaventura em 1257. Entretanto Boaventura não paralisou as suas preocupações intelectuais. Foi a um tempo, um homem de estudo, de ação e além de místico. Não participou das controvérsias tomistas de 1270, mas apoiou tacitamente a oposição, que era agostiniana. A obra literária de S. Boaventura é relativamente grande, principalmente tendo em consideração que lecionou apenas 10 anos (1248-1257), de quando datam os livros do tipo escolar.
São de interesse filosófico: Comentários sobres as Sentenças (c. 1248-1255); Quaestiones disputates, sendo 7 De scientia christi, 8 de Mysterio Trinitatis, 4 de perfectione evangelica; Itinerarium mentis ad Deum (1259); Breviloquium (antes de 1257); De reductione artium ad theologiam; e os tratados sobre os Tópicos, Meteoros, e De generatione de Aristóteles. Deixou também numerosos sermões e escritos de natureza mística. São Boaventura morreu no dia 15 de Julho do ano de 1274 e foi cognominado "Doutor Seráfico."


ORAÇÃO - Concedei-nos, Pai todo-poderoso, que, celebrando a festa de São Boaventura, aproveitemos seus preclaros ensinamentos e imitemos sua ardente caridade. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.

“Aqui se juntam os seus tesouros do primeiro ao último, para acompanharem o justo que parte e vai para seu reino.”
São João da Cruz - Ch 1,30


Carta de Santa Teresa de Jesus em 15

1570 – C 27 – A Diego de San Pedro de Palma, em Toledo – Dá-lhe notícia da tomada de hábito de suas duas filhas. Diz-lhe que deve dar graças a Deus por esta benefício.


SANTO DO DIA


Bv. Ana Maria Javouhey,
Virgem e Fundadora

Celebra-se no dia 10 de dezembro (1779) 0 nascimento da bemaventurada Madre Ana Maria Javouhey (fundadora da Congregação de São José de Cluny) religiosa francesa por quem se tem grande carinho. Foi proclamada, pelo Papa Pio XII, Beata e primeira mulher missionária, reconhecida, assim, pelo seu grande trabalho de promoção pelos povos de raça negra e pelos menos favorecidos e por ter vivido, com grande estilo, os valores do Evangelho.




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