terça-feira, 29 de abril de 2014

Agradecimento e felicitações!

Quero agradecer e parabenizar à toda equipe organizadora deste congresso OCDS 2014! Foram dias de aprofundamento, tanto no conhecimento quanto na fraternidade entre irmãos! Que Deus abençoe a todos, que seus dias de preparação e renúncias sejam sempre recompensados! Marcelo Vilela - OCDS Comunidade Beata Elisabete da Trindade - Montes Claros/MG

segunda-feira, 28 de abril de 2014

SEGUNDO DOMINGO DE PÁSCOA - DOMINGO 'IN ALBIS", FESTA DA DIVINA MISERICÓRDIA.



 "RECEBEI O ESPÍRITO SANTO"! 

Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo João (Jo 20, 19-31)

Nossa Senhora da Divina Misericórdia
Este segundo Domingo da Páscoa era conhecido, na Liturgia antiga, como Dominica in Albis, porque os que foram batizados na Vigília Pascal se apresentavam ao bispo, uma semana depois, com as suas vestes cândidas, para mostrarem que se esforçavam para viver a candura batismal.

Hoje, o Domingo da Oitava da Páscoa também é a festa da Divina Misericórdia. A celebração foi instituída pelo bem-aventurado Papa João Paulo II – a ser canonizado neste fim de semana –, por conta das revelações particulares de Nosso Senhor à religiosa polonesa Santa Faustina Kowalska. Tendo morrido cedo, com apenas 33 anos (a idade de Cristo), ela experimentou, ainda em vida, as várias purificações que recebem os místicos que se aproximam cada vez mais de Deus, além de dons sobrenaturais e dos santos estigmas. A pedido de seu confessor, Faustina escreveu um diário no qual colocou por escrito aquilo que Cristo lhe falava em Suas aparições. Em uma dessas aparições, Ele pediu que se fizesse um quadro e que fosse instituída uma festa em honra à Sua Misericórdia, pois “a falta de confiança das almas”, especialmente “a desconfiança da alma escolhida”, ofendia-Lhe muito [1].

Quando Santa Faustina morreu, alguns padres ficaram responsáveis pela propagação dessa devoção, que Jesus prometeu que se espalharia pelo mundo inteiro. Graças ao empenho do então arcebispo de Cracóvia, Karol Wojtyla, o Diário de Santa Faustina teve sua proibição retirada pela Igreja, em 1978, quase vinte anos depois de uma intervenção do Santo Ofício. No mesmo ano, providencialmente, Wojtyla foi eleito Papa João Paulo II e o reconhecimento da santidade de Faustina Kowalska andou a passos largos. Em 2000, a devoção à Divina Misericórdia foi estendida ao mundo inteiro, recebendo indulgências especiais e uma festa litúrgica, no primeiro domingo após a Páscoa.


São João Paulo II, canonizado na Festa da
Divina Misericórdia. 

Então, neste domingo, somos chamados a louvar a Deus por Sua infinita misericórdia. Ela é, nas palavras da própria Santa Faustina, um fruto do amor de Deus: “O amor de Deus é a flor – e a misericórdia é o fruto” [2]. Em Si mesmo, Deus é amor; mas, ao manifestar-se na história para os homens, esse amor é misericórdia. Antes da Criação, não era possível a misericórdia, porque, para existir, é necessário haver um “miserável”. É com a economia divina, portanto, que se manifesta a Sua misericórdia: na Criação, na Redenção, nos Sacramentos, no envio do Espírito Santo etc. Com razão, pode-se dizer que a misericórdia divina é uma árvore com vários galhos [3], dentre os quais se sobressai a Cruz de Nosso Senhor, fortaleza e esperança dos que padecem por Ele.

A devoção à Divina Misericórdia é importante porque nela está o coração do Evangelho. A segunda leitura da Liturgia deste domingo diz: “Bendito seja Deus, Pai de nosso Senhor Jesus Cristo. Em sua grande misericórdia, pela ressurreição de Jesus Cristo dentre os mortos, ele nos fez nascer de novo, para uma esperança viva, para uma herança incorruptível, que não se mancha nem murcha, e que é reservada para vós nos céus” [4].

No Evangelho que cobre o arco dessa Oitava de Páscoa, Jesus ressuscitado aparece aos apóstolos e sopra sobre eles o Espírito Santo. Santo Tomás, em seu comentário ao Evangelho de São João, diz que é próprio da terceira pessoa da Santíssima Trindade o perdão dos pecados. É evidente que, na economia da salvação, quem age é toda a Trindade: Pai, Filho e Espírito Santo. Mas, na teologia, utiliza-se um recurso chamado “apropriação”. Por apropriação, é conveniente que se chame o Pai de Criador, o Filho de Redentor e o Espírito de Santificador. Também por apropriação se diz que o responsável por perdoar os pecados é o Espírito Santo, manifestação da caridade, que “supre todas as faltas” [5]:

“Uma vez que é o Espírito Santo que nos constitui amigos de Deus, é normal que seja por ele que Deus nos perdoe os pecados. Por isto o Senhor disse aos discípulos: ‘Recebei o Espírito Santo; aquele a quem perdoardes os pecados, serão perdoados’, e em São Mateus (12, 31) o perdão dos pecados é negado àqueles que blasfemam contra o Espírito Santo, porque não têm em si aquilo por que o homem pode obter o perdão dos seus pecados. Daí decorre também dizermos, do Espírito Santo, que ele nos renova, que ele nos purifica, que ele nos lava.” [6]

Todo o tempo pascal aponta para o Domingo de Pentecostes e, desde já, é possível ver que o Espírito Santo – o amor-caridade que brota do lado de Cristo – é o grande fruto da Ressurreição. No mesmo dia em que ressurge dos mortos, Jesus aparece aos Seus discípulos e sopra sobre eles o Espírito Santo, oferecendo-lhes o dom da remissão dos pecados e manifestando-lhes a Sua misericórdia.
 
Santa Teresinha do Menino Jesus
e a Misericórdia
Santa Teresinha do Menino Jesus, grande devota da Divina Misericórdia, na enfermaria, alguns meses antes de morrer, confidenciou à sua irmã:

“Poderiam pensar que é porque não cometi pecados que tenho uma confiança tão grande no Bom Deus. Dizei claramente, minha Mãe, que se eu tivesse cometido todos os crimes possíveis, teria sempre a mesma confiança. Sinto que toda essa multidão de ofensas seria como gota de água lançada num braseiro ardente.” [7]
Cresçamos em confiança na misericórdia divina e lancemos a gota d’água de nossos pecados e misérias no braseiro ardente do amor de Deus.

Referências

Cf. Diário, 49-50
Diário, 949
O pe. Reginald Garrigou-Lagrange faz essa comparação em sua obra Providence (V, 26),disponível em inglês no site da EWTN.
1 Pd 1, 3-4
Pv 10, 12
Santo Tomás de Aquino, Comentário sobre São João, 20, I, 4

Últimos Colóquios, Caderno Amarelo, 11 de julho, 6

RESULTADO DO CONCURSO DO ESCUDO DA OCDS

O Conselho Provincial escolheu como vencedor do Concurso do Escudo da Associação das Comunidades da OCDS no Brasil da Província São José o desenho enviado por Cláudia Maria Rodrigues Pinto, da Comunidade Rainha do Carmelo, da OCDS de Fortaleza-CE.


Conforme a autora do desenho, o brasão vencedor contém:
  • Montanha de cor marrom ,com as ladeiras curvadas, cujo cimo se projeta para o céu. Refere-se ao Monte Carmelo,lugar de origem da Ordem do Carmo. Simboliza o caminho.
  • Uma cruz no cimo da montanha representa Jesus Cristo a quem o carmelita serve com sua consagração e a quem busca unir-se.
  • Três estrelas, uma no centro do Monte e duas fora do monte ,no céu. A estrela do centro seria o simbolo da Virgem Maria e as outras simbolizando Sta.Teresa e S.João da Cruz.
  • Uma coroa de doze estrelas que simboliza a Virgem Maria, segundo a visão de S.João no Apocalipse 12,1 e por antiga tradição vista como simbolo de Maria, Mãe da Igreja, Rainha dos Apóstolos, fundamento do novo povo de Deus.
  • Os lírios que simbolizam S.José, pai, modelo da família humilde e Patrono da Província OCDS.
  • Uma faixa branca identificando a OCDS Província - São José.
Os demais concorrentes foram os escudos enviados por:

Andréia Virgínia - Grupo São José - Sete Lagoas-MG

Comunidade Santa Edith Stein - Divinópolis-MG

Comunidade Santa Edith Stein - Divinópolis-MG

Danielle Meirelles - Comunidade Rainha do Carmelo - Fortaleza-CE

Danielle Meirelles - Comunidade Rainha do Carmelo - Fortaleza-CE

Danielle Meirelles - Comunidade Rainha do Carmelo - Fortaleza-CE

Danielle Meirelles - Comunidade Rainha do Carmelo - Fortaleza-CE

domingo, 27 de abril de 2014

A ALEGRIA DA SANTIDADE

 
Frei Claudiano ministrando a palestra sobre a Alegria da Santidade


    Frei Claudiano nos lembrou a alegria constante de Maria Santíssima e dos Santos. Por que os santos eram felizes? Por que Maria era feliz? A resposta está na própria frase dita pelo Arcanjo São Gabriel: "Alegra-te, ó cheia de graça! O Senhor é contigo"! 
    Sim! Essa é a razão da alegria de Maria e dos Santos! Estar na graça divina, estar em amizade com Deus é razão e causa de confiança, esperança, paz e alegria. 
    Quando Deus ocupa o centro de nossa alma e de nossa vida, quando adentramos mais e mais no castelo interior de nossa alma, vamos encontrando mais e mais razões para estarmos sempre felizes. 
Claro que muitas vezes a cruz é pesada, é dura. Porém, ela não vem para nos tirar a paz ou a alegria. Jesus, mesmo pregado à cruz, mesmo esmagado de dores físicas e espirituais, não perdeu a alegria de estar salvando ali as almas! Com certeza foi essa "alegria misteriosa da cruz" quem deu forças ao Senhor para continuar em sua batalha e fê-lO ganhar. 

    A alegria da santidade transborda para os outros. Não há como barrarmos isso! Quando estamos cheios de Deus, portanto, cheios de alegria interior, essa alegria com certeza transborda para quem convive conosco. 

    Não confundamos "alegria" com o estarmos o tempo todo rindo... Podermos estar algo sérios e conservarmos constante alegria. Por outro lado, um rosto constantemente sisudo e carregado não é compatível com o modo de ser de alguém que se sente preenchido por Deus. Nossa Santa Madre Teresa de Jesus uma vez disse: “De santos encapotados, livre-nos Deus”! Disse ainda: “Tenho mais medo de uma monja descontente do que de muitos demônios”.

Frei Claudiano: simpatia e inteligência
reunidos em um mesmo frade.
Obrigado, Frei Claudiano,
pela belíssima palestra! 

  Obrigado, Frei Claudiano, por mais essa oportunidade de, na simplicidade de suas palavras, ouvirmos coisas tão sábias e espirituais, que nos trouxeram muita consolação. Deus lhe pague. 

(Giovani Carvalho Mendes, ocds) 







CONGRESSO OCDS - SÁBADO - A ALEGRIA DE PERTENCER À OCDS COMO CASAL E FAMILIA



Na mesa redonda, os casais (da esquerda para a direita): Valdete e Sebastião (coordenadores da comissão de casais), Gerardo e Mônica e Sandra e Márcio, todos pertencentes à OCDS de nossa Província.
   

       
Casais pertencentes à OCDS da Província São José dão testemunho do que é pertencerem à Ordem e como foi que a conheceram e nela entraram. 


        RESUMO 



     Uma família ou um casal da OCDS dá luminoso exemplo de vida cristã e matrimonial ao mundo, à Ordem e à Igreja.  A fecundidade matrimonial na qual vivem transborda com frutos de serviço participativo para nossa Ordem. 




     É próprio do chamamento do casal gerar vida, nutri-la e sustentá-la.  Os frades e monjas também são frutos que vieram de famílias e do projeto de Deus para elas. 



    Como os frades e as monjas não podem ter filhos, pois vivem o celibato, cabe aos casais cristãos ( entre eles os carmelitas) gerarem filhos cristãos,  quiçá carmelitas (frades, monjas ou seculares), para o mundo.



   Vivemos um tempo difícil no qual a família é combatida, descaracterizada,  vilipendiada e até ridicularizada. Os desafios e tribulações da família são muitos. 



     Existe uma excessiva valorização do sexo, da sensualidade e do culto ao corpo, em detrimento do respeito e valorização do outro e do ser humano ( portanto, do cônjuge). 



    Um casal que caminha junto na Ordem é uma grande graça e ajuda na luta contra os conflitos que geralmente acometem uma família.  Um santifica o outro. São irmãos e esposos ao mesmo tempo. Essa "espiritualidade" (do ser casal e irmãos de Ordem ao mesmo tempo) é algo singular, que somente quem é casal carmelita descalço experimenta. Cada lar torna-se um "carmelinho" no qual um irmão ajuda o outro no caminho de santidade pessoal e familiar.
Essa característica de "crescimento conjunto e partilhado" é uma grande riqueza para a vida de um casal que pertence à Ordem. Só sabe quem o experimenta em seu dia a dia... 

      Que Deus e a Virgem do Carmo continuem a abençoar e santificar esses casais que se sentiram chamados a subir juntos o "Monte Carmelo". 





sexta-feira, 25 de abril de 2014

CONGRESSO PROVINCIAL OCDS - Sexta Feira - Alegria da Missão (Frei Pierino)



Frei Pierino Orlandini 

Pela manhã, nosso amado Frei Pierino nos presenteou com uma magistral palestra sobre a Alegria da Missão, como carisma próprio de quem é missionário.
Alegria, como fruto da experiência do amor de Deus: Deus é a fonte da alegria - experiência e alegria, como fruto da fé no amor de Deus que se manifesta em Jesus Cristo - missão, como fruto da experiência de Deus e da alegria que Ele gera em nós - Missão, feita testemunho alegre e comprometido, seguindo os passos de Jesus, de Maria e dos místicos.
Tudo baseado:
1. Na Palavra de Deus
2. Nos Documentos da Igreja: Evangelii Gaudium (Exortação Apostólica do Santo Padre Francisco, sobre o anúncio do Evangelho no mundo atual); Evangelii Nuntiandi (Exortação Apostólica sobre a Evangelização dos Povos de Paulo VI); Documento de Aparecida, Texto conclusivo da V Conferência Geral do Episcopado Latino-Americano e do Caribe;

Não é possível a nós cristãos e carmelitas levarmos uma vida "triste", mergulhados em uma "melancolia" ou "desilusão", tornando-nos "cansados" e "cansativos" para nossos irmãos. Mesmo na cruz, mesmo na dor, mesmo em meio a grandes tribulações, lembremo-nos de que Ele (Deus) é Amor e Misericórdia, que nos acompanha com seu olhar amorosíssimo, que põe em nós a Pupila de Seus Santíssimos Olhos, cujo Coração arde de amor por nós!
A felicidade divina quer derramar-se em nós e fluir pelo mundo através de nós, de nossos gestos, de nossos atos, de nossa misericórdia e amor pelos irmãos.
Devemos evitar de levar uma vida como se fosse uma eterna "Quaresma sem Páscoa". A cruz, mesmo a cruz mais dolorosa, ela deve gerar em nós a vida que nasce do Ressuscitado. Ele está no meio de nós! Não podemos colocar nossa esperança nas coisas deste mundo, nos bens materiais, no prazer hedonista, na confiança no material. Somos carmelitas: nossa mãe Santa Teresa e nosso pai São João da Cruz foram enfáticos em seus escritos em buscarmos o Bem verdadeiro que é o próprio Deus, somente Ele, o Bem Eterno, Único e Verdadeiro.

Alegria Cristã: sinal da presença de Deus mesmo, vivo, real, verdadeiro, pessoal, nosso Amigo, Companheiro, Irmão e Senhor no meio de nós! 

Congresso Provincial OCDS - Sexta Feira - Santa Missa com Laudes




Beleza simples da capela. Espaço onde Deus está à nossa espera
para ser adorado, amado e louvado por nós. 

Preparação para a Procissão de Entrada

Frei Pierino Orlandini (ao centro), ladeado por Frei André (à direita) e Frei
Cléber, à esquerda: nossos irmãos frades que acompanham nossa Ordem
com suas orações e a sabedoria de seu ensino. 


Jesus Eucarístico: Centro de nossa Fé e de nossa Alegria

   Bem cedo da manhã, nos acordamos e acorremos à capela da Casa de Retiro Recanto São José das Irmãs Franciscanas Alcantarinas (Bairro Betânia, em BH), para a Santa Missa com Laudes tendo como presidente Frei Pierino Orlandini (Delegado Provincial para a OCDS Sudeste e Centro-Oeste), concelebrada por Frei Cleber da Trindade (nosso Provincial) e Frei André Severo (nosso Delegado Provincial OCDS para o Norte e Nordeste).
    Como é bom estarmos juntos! Irmãos e irmãs de vária localidades, irmanados em torno do Senhor, com os corações abrasados no Fogo do Amor de Deus, amantes de Nossa Senhora, seguindo-Os nos passos de Santa Madre Teresa e Santo Padre João da Cruz, a serviço da Igreja, para levar a Alegria de Deus ao mundo!
     Aleluia! Cristo Ressuscitou! Aleluia! Cristo está Vivo! Aleluia! Aleluia! Aleluia! Ele é Amor e Misericórdia! Aleluia!





quinta-feira, 24 de abril de 2014

SANTO SUDÁRIO: FOTOGRAFIA DA RESSURREIÇÃO DE CRISTO



Santo Sudário de Turim, Itália





Acredito que praticamente todos os católicos conhecem a existência do Santo Sudário de Turim, o lençol de linho, venerado há muitos séculos como sendo a “mortalha” que cobriu o sagrado Corpo de Jesus em seu sepultamento.
Ultimamente muita polêmica tem sido gerada em torno desse santo pano, principalmente por cientistas ateus, ateístas (ciosos por divulgar o ateísmo) ou mesmo por agnósticos. Esses tais combatem ferrenhamente a “credulidade” católica em torno da devoção ao sudário.
Contra os muitos argumentos pró-sudário, esses tais cientistas incrédulos, apresentam apenas um argumento contra: a datação com o carbono 14 que teria dado que o sudário seria aproximadamente do século XIII, portanto, não da época de Cristo. Interessante que apresentem apenas essa única “prova”, pois, contra ela existem muitas outras também defendidas por cientistas, que, se não são católicos praticantes, ao menos são zelosos defensores da verdade científica, mesmo em detrimento de suas crenças pessoais.
Esses cientistas pró-verdade científica sabem muito bem que o Sudário de Turim não poderia ser datado pelo método do carbono 14. O santo pano não é um material “puro”. Durante os muitos séculos de sua existência, por causa das muitas vezes nas quais foi colocado à veneração pública, tocado por muitas mãos sem proteção alguma, iluminado por velas e até mesmo por archotes (que eliminam muita fuligem) nas igrejas e nas catedrais antigas, ele foi contaminado por “carbono novo”. .Assim, o carbono 14 das fibras de linho do sudário foi impregnado por carbono 14 novo ali colocado por esses diversos modos já descritos. Não é possível data-lo de forma correta pelo carbono 14.
Além do mais, o que dizer das diversas outras provas de sua autenticidade? O que dizer dos muitos sinais que existem de que esse pano é legitimamente o pano que cobriu o Corpo do Senhor? Citarei abaixo os mais, digamos, contundentes:

1.    O “homem do Sudário” foi crucificado e torturado exatamente como descrito nos Santos Evangelhos: antes de ser pregado na cruz, foi esbofeteado, esmurrado, terrivelmente flagelado (mais do que costumeiramente se fazia com os condenados), coroado de espinhos (que outro condenado à morte no tempo dos romanos foi coroado de espinhos?) e, ao invés de ter as pernas quebradas, teve o tórax (e o coração) perfurado por uma lança romana.


"Flagrum" romano

Coroa de espinhos no "modelo" usado
no "homem do Sudário"
Modelo de cravo
usado na crucificação
do Senhor




2.    O tipo do “trançado” do pano do sudário (estilo “espinha de peixe”), era típico do tempo de Jesus.

3.    No pano foram encontrados pólens de plantas típicas da região da Judeia e palestina.
Pólens encontrados no Sudário
de plantas que só existem
na Palestina
4.    O pano de linho rústico e simples, apesar dos vários séculos de sua existência, continua “firme”, como se fosse novo, isto é, não apresenta o menor sinal de deterioração.

5.    A figura do homem do Sudário não foi produzida por pigmento algum. Portanto, não é uma pintura. Não foi produzida por pincel, borrifamento ou por spray. Não há o menor sinal de tinta no pano do Sudário de Turim.

Santo Sudário: a imagem real é na gativa" e o "negativo da foto
mostra uma imagem "positiva" do rosto e corpo do "homem
do sudário". 


6.    A imagem do Sudário é um “negativo” fotográfico perfeito. Isto é, a nitidez da imagem só é possível quando vista nos negativos de fotografias, quando ela se torna uma imagem “positiva”. Como é que um “falsificador” da Idade Média seria capaz de fazer isso: uma imagem sem ser pintura e sendo uma imagem “negativa”?


Tipo de moedas que foram colocadas
por sobre os olhos do "homem
do Sudário": o óbulo romano. 
7.    Por sobre os olhos do “homem do Sudário” é possível ver, por aproximação microscópica das fotos “em negativo” (portanto, o “positivo” da imagem, já que a imagem original é “negativa”), a presença de duas pequenas moedas (óbulos) que eram utilizadas para fechar os olhos de um morto. Era um costume da época. Interessante que se consegue ler nas fotos das moedas as inscrições do imperador romano (César Augusto) da época de Cristo.

8.    As manchas de sangue presentes no Santo Sudário são de sangue humano, grupo sanguíneo AB e fator Rh (+). Estão perfeitamente dispostas da maneira como deviam estar nas feridas produzidas pela coroação de espinhos, flagelação, crucificação, queda sobre os joelhos e perfuração do coração (nesse caso, inclusive, com manchas produzidas pelos sangue e pelo “plasma” do sangue).

As manchas de sangue encontradas no Sudário de
Turim e as "contraturas" dos músculos do corpo do
"homem do Sudário" são perfeita e anatomicamente
compatíveis com o de um corpo de um homem
crucificado como a pintura acima. 

As marcas de sangue do Sudário são de sangue
humano, AB (+). 

9.    A imagem é produzida por “chamuscadura” (calor e luz), isto é, por energia luminosa e térmica numa intensidade e tempo tais que tinham que ser perfeitos: se intensas de menos, nada fariam ao pano; se fortes demais, o incinerariam. Inclusive, para ficar a imagem do corpo e da face da alguém, teria que ser esse dito cujo corpo quem estaria brilhando e quente. Como é possível isso?

10. A imagem também possui características tridimensionais matematicamente perfeitas. Colocando em um computador as fotos do homem do Sudário é possível serem produzidas imagens tridimensionais do rosto e do corpo do “homem do Sudário” o que não seria possível se fosse uma pintura, mesmo as feitas pelos maiores mestres das artes.


Imagem tridimencional do Santo Sudário.


A tridimencionalidade da imagem do "homem do Sudário"
seria impossível de ser reproduzida se a imagem
fosse uma pintura. Nem mesmo um Leonardo
da Vinci, um Michelângelo, um Renoir ou
Salvador Dali seriam capazes de pintarem uma
imagem com tridimencionalidade reproduzível em
computador. 

11.   O pano do que cobria o corpo do “homem do Sudário” não foi “removido”, isto é, quando foi retirado do corpo do dito cujo “homem”, isso não foi feito por “mãos humanas”, senão, nas marcas das feridas ficariam registradas o “arrasto” do pano ou quando o sangue ficaria “pregado” nas feridas com sangue coagulado. Isso não aconteceu. Simplesmente, o que aconteceu é que o corpo do “homem do Sudário” simplesmente “sumiu” e o pano, suavemente, “caiu” no espaço vazio deixado pelo corpo desaparecido.


Maneira como os judeus cobriam o
corpo com o Sudário.

Assim ficou o corpo do "homem do Sudário". As imagens
impressas no Sudário de Turim são compatíveis com o
modo de sepultar os mortos no tempo de Jesus. 


12.               A serenidade da face do “homem do Sudário” é impressionante. Como é que um homem que foi cruelmente torturado e crucificado morreu tão serenamente, com tanta majestade e tranquilidade ali estampadas? Isso seria impossível se aquele homem fosse um homem “comum”, como tantos que eram torturados e mortos pelos romanos.


O rosto do "homem do Sudário" mostra uma serenidade
e majestade impressionantes, incompatíveis com o rosto
de um homem "comum" que fosse cruelmente torturado... 

Bem essas são as principais provas. Existem outras muito técnicas e científicas que ficam longe de nosso conhecimento limitado, pois, com raras exceções, não somos homens e nem mulheres de ciências. Existem muitos livros bons que detalham a história e as pesquisas científicas já realizadas em cima do Sudário de Turim. Todas servem para nos garantir, mesmo que isso não seja um dia nunca matéria de fé católica (não é dogma de fé) que aquele santo pano existente em Turim, na Itália, é, na verdade, uma fotografia do momento exato no qual Jesus estava ressuscitando! Naquele exato momento, seu sagrado Corpo, ainda morto, começou a brilhar intensamente e a emanar luz e calor, só que, de forma instantânea, o suficiente para deixar gravado no pano sua santíssima e venerável imagem. O Corpo de Cristo no momento que se torna vivo e glorioso, “explode” em brilhantíssima luz e “desaparece”, deixando para trás, por sobre a pedra, os panos, conforme os relatos dos Evangelistas.

Contemplando esses traços humanos e divinos, estampados no Santo Sudário de Turim, tenhamos cada vez mais não somente a certeza e convicção, mas, uma ardente devoção e fervor de que Cristo ressuscitou verdadeiramente, conforme disse, aleluia! Amém! Aleluia! 

quarta-feira, 23 de abril de 2014

Aonde Te escondes-Te ?

"Por que procurais entre os mortos
Aquele que está vivo"?

     Advirta-se, portanto, que, por maiores comunicações, presenças, notícias sublimes e elevadas de Deus que uma alma possa ter nesta vida, isso não é essencialmente Deus nem tem a ver com Ele; na verdade, está ainda escondido à alma. É por isso que, além de todas essas grandezas, convém sempre à alma tê-l’O por escondido e buscá-l’O como escondido, dizendo: “Aonde Te escondeste?” De facto, nem a comunicação elevada nem a presença sensível são uma demonstração clara da presença graciosa de Deus; nem tampouco a secura e carência de tudo isso na alma demonstra a Sua ausência. Daí que o profeta Job tenha dito: Passa diante de mim e eu não O vejo, afasta-Se de mim e não me apercebo (Jb 9, 11). S. João da Cruz | 1542 - 1591 Cântico Espiritual 1, 3 

 Marcelo Vilela, ocds (Montes Claros)

terça-feira, 22 de abril de 2014

Comunidade Santa Teresinha de Jesus Doutora de Jundiaí-SP


No dia 05/04 de 2014, nos reunimos no Carmelo de Jundiaí,  com a presidente da comunidade Maria de Lurdes Lopes, o formador Jose Luiz Rizzato e a conselheira Maria Rosaria de Mello Righi, um encontro abençoado onde conversamos sobre o carisma, formação e retiro da Comunidade Santa Teresinha de Jesus doutora que será pregado pelo Frei Aurílio no dia 01/05/2014, no Carmelo.

Haidê Zakaib, OCDS (Jundiaí-SP)
 

domingo, 20 de abril de 2014

Mensagem de Páscoa


Caros irmãos da OCDS: 
Inicia-se hoje um tempo litúrgico da Igreja em que costumamos nos saudar desejando "Feliz Páscoa". Muitas vezes no nosso dia a dia, nos cumprimentamos dando "bom dia" ou "boa tarde", quando na verdade não estamos desejando realmente que a outra pessoa tenha um dia ou uma tarde maravilhosa, porque estamos simplesmente cumprimentando o outro cordialmente, muitas vezes friamente, apenas cumprindo uma exigência da etiqueta social.
Durante o tempo pascal, mudamos a nossa saudação e passamos a dizer "Feliz Páscoa" porque, afinal,  é tempo de Ressurreição. Será que já paramos para pensar o que seria realmente desejar "Feliz Páscoa" ao outro? Páscoa quer dizer passagem. Então seria "feliz passagem"? Talvez sim. Passagem da escravidão para a liberdade, para os judeus, passagem da morte para vida, para os cristãos!
Então estamos desejando "feliz passagem para liberdade", "feliz passagem para a vida"! Mas como? Será que estamos presos, que estamos mortos? Se pararmos para pensar, estamos sim.
São muitas as coisas que nos prendem e nos afastam de Deus, são muitas as coisas que nos fazem morrer e nos distanciam dAquele que é a Vida.
Às vezes já nos achamos "convertidos", afinal já podemos ter recebido o Escapulário da nossa Ordem, já podemos ter feito promessas temporárias ou até mesmo definitivas, e então podemos cair na tentação de achar que já estamos libertos, porque cremos em Jesus e estamos atuantes na Igreja.
Na verdade, nossa busca pela libertação vai durar toda a nossa caminhada na terra. É é a nossa subida ao Monte, passando por verdes pastagens e por noites escuras.
Dessa forma, desejar "Feliz Páscoa" é desejar que a cada dia nós consigamos enfrentar os desafios e os sofrimentos próprios, é desejar que estejamos fortes para não nos deixar atrair pelas coisas que nos afastam do caminho, é desejar que sejamos iluminados pelo Espírito Santo para que as nossas decisões sejam tomadas com sabedoria e as nossas ações sejam praticadas em conformidade e coerência com aquilo que cremos.
Desejar "Feliz Páscoa" então é desejar que todos nós possamos nos libertar aos poucos das pequenas e grandes coisas que atrapalham os nossos passos nessa caminhada, e vão tornando os nossos passos cada vez mais leves e seguros.
Desejar "Feliz Páscoa" é desejar que Cristo ressuscite naquelas áreas do nosso ser em que deixamos ou fazemos questão que esteja morto; é desejar que Cristo viva verdadeiramente em cada um de nós!
Então é com essa convicção e com esse sentimento que desejo a todos os membros da OCDS uma "FELIZ PÁSCOA"!

Luciano Dídimo

sábado, 19 de abril de 2014

Maria assiste à morte de Jesus na cruz.



1. “Estava, porém, junto à cruz de Jesus sua Mãe” (Jo 19,25).
Consideremos nesta rainha dos mártires uma espécie de martírio mais cruel que todo outro martírio, uma mãe vendo morrer um filho inocente, justiçado num patíbulo infame: “Estava em pé”. Desde a hora em que Jesus foi preso no horto, os discípulos o abandonaram; não, porém, sua Mãe: ela o assiste até vê-lo expirar diante de seus olhos. “Estava junto dele”.
As mães fogem quando veem seus filhos padecendo e não os podem socorrer: estariam prontas a sofrer as dores em lugar dos filhos, mas quando os veem padecer sem poder auxiliá-los, não suportam tal pena e por isso fogem e vão para longe.
Maria, não; ela vê o Filho no meio dos tormentos, vê que as dores lhe roubam a vida, mas não foge, nem se afasta, antes, se encosta à cruz na qual o Filho está morrendo. Ó Mãe das dores, não me desdenheis e permiti que vos faça companhia na morte do vosso e do meu Jesus.


2. “Estava junto à cruz”. A cruz é, pois, o leito em que Jesus deixa de viver: leito de dores, em que a aflita Mãe, vê Jesus todo ferido pelos açoites e pelos espinhos. Maria observa que seu pobre Filho, pendente daqueles três cravos de ferro, não encontra repouso nem alívio: desejaria procurar-lhe algum alívio; desejaria, já que ele tem de morrer, que ao menos expirasse em seus braços; nada disso, porém, lhe é permitido. Ah, cruz, diz, restitui-me o meu Filho: és o patíbulo dos malfeitores; meu Filho, porém, é inocente. Não vos aflijais, ó Mãe: é vontade do eterno Pai que a cruz não vos restitua Jesus senão depois de morto. Ó rainha das dores, alcançai-me a dor de meus pecados!



3. “Estava junto da cruz sua Mãe”. Considera minha alma, como ao pé da cruz Maria está olhando para o Filho! E que Filho, meu Deus! Filho que era ao mesmo tempo seu Filho e seu Deus; Filho que desde a eternidade tinha escolhido para sua Mãe, e a havia preferido no seu amor a todos os homens e a todos os anjos; Filho tão belo, tão santo, tão amável como nenhum outro; Filho, que lhe fora sempre obediente; Filho, que era seu único amor, pois que era Filho de Deus. E esta Mãe teve de ver morrer de dores, diante de seus olhos, tal Filho! Ó Maria, ó Mãe, a mais aflita entre todas as mães, compadeço-me de vosso coração, especialmente quando vistes vosso Jesus inclinar a cabeça, abrir a boca e expirar. Por amor deste vosso Filho, morto por minha salvação, recomendai-lhe a minha alma. E vós, meu Jesus, pelos merecimentos das dores de Maria, tende piedade de mim e concedei-me a graça de morrer por vós, como morrestes por mim. Com S. Francisco de Assis vos direi: “Morra eu, Senhor, por amor de vós, que por amor de meu amor vos dignastes morrer”.



As Dores e Lágrimas de Maria no Calvário são incontáveis como
 os grãos de areia das praias e como as gotas de água dos oceanos...
 



Somente Ela compreendeu toda a imensidão de nossa miséria e a infinita Misericórdia 
que levou o Filho de Deus à morte ignominiosa da Cruz. 

Ó Rainha dos Mártires, ó Mãe das Dores, 
nem os homens e nem os anjos são capazes 
de aferir e inferir o imenso oceano de 
vossa piedade, bem como o amor que 
tendes por todas as almas!

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