sexta-feira, 22 de maio de 2015

Capítulo Geral da Ordem - 22 de maio: apresentação de proposta de texto de conclusão do Capítulo.

A jornada de hoje do Capítulo Geral começou com a oração das Laudes e com a Santa Missa. Animaram a celebração o grupo da Ásia-Oceania.
Posteriormente, já na sala capitular, o Frei Daniel Chowning, definidor geral, resumiu as propostas dos grupos linguísticos sobre o governo da Ordem. O Frei Daniel moderou o debate posterior.
Após o descanso, Frei Javier Mena, definidor geral e membro da comissão de redação do documento conclusivo do Capítulo, apresentou aos capitulares o “projeto” para o texto final.

Após a leitura do “projeto” do documento conclusivo, o Padre Geral pediu aos capitulares que refletissem sobre ele, a nível individual ou em grupo, para apresentar possíveis modificações à comissão. Uma vez recolhidas todas as propostas, a comissão apresentará amanhã aos capitulares o texto definitivo para sua aprovação. 



Capítulo Geral da Ordem - 21 de Maio: Encontro e Festa da Família Carmelitana.

O Capítulo Geral viveu um dia de festa. Celebramos um Encontro da Família Carmelitana que começou com uma saudação de acolhida do Geral da Ordem, Frei Savério Cannistrà. Posteriormente, o encargo de serem apresentados os distintos grupos que foram representados no dia de hoje coube ao Frei Pedro Tomás Navajas, Vigário Provincial da nova Província Ibérica.
Na primeira parte da jornada intervieram distintos grupos pertencentes à ampla família teresiana. Intervieram carmelitas seculares de Espanha e de Portugal, formandos carmelitas descalços, membros dos Grupos de Oração Teresiana (GOT), integrantes do Carmelo Ecumênico (*), responsáveis do Instituto de Espiritualidade à distância e do Centro de Iniciativas Pastorais, do editorial Monte Carmelo, representantes de colégios carmelitas, leigos, representantes do Carmelo Jovem e da ONG “Solidários com o mundo”.
Além disso, assistiram ao encontro representantes de várias instituições religiosas afiliadas à Ordem, como as Carmelitas de São José, as Carmelitas Missionárias Teresianas, as Carmelitas Missionárias, as Carmelitas Teresas de São José, as Teresianas de Henrique de Ossó, as Escravas Carmelitas da Sagrada Família, as Aliadas Carmelitas Descalças da Santíssima Trindade, as Carmelitas Mensageiras do Espírito Santo e as Religiosas de Notre Dame de Vie (do Ven. Marie-Eugéne). 
Posteriormente, interveio o Prior Geral dos Carmelitas, Frei Fernando Millán, O.Carm., que destacou a grande colaboração que existe entre ambas as Ordens. Além disso, detalhou algumas atividade que ambas Cúrias realizaram conjuntamente nos últimos anos. Neste sentido, destacou que todos os trabalhos conjuntos nasceram e se desenvolvem com um profundo sentimento de família.
Neste sentido, Frei Fernando assegurou que o Carmelo por essência tende a ser familiar. Uma realidade que convidou a ser mantida e cuidada.
Em sua intervenção, o Prior Geral dos Carmelitas nos apresentou algumas “chaves” que hão de se ter em conta na vida religiosa. Entre elas, sublinhou que o diálogo deve ser um pilar básico para a vida religiosa. Por sua vez, destacou a importância das reuniões de comunidade.
Também convidou aos capitulares a não perderem a capacidade de surpresa e de desterrar o chamado “discurso pessimista”.
Finalmente, compartilhou com os presentes a esta jornada a alegria que sente cada vez que se dá conta da riqueza tão grande que tem o carisma do Carmelo.
Já pela tarde, os participantes do Encontro da Família Carmelitana puderam participar de uma atividade lúdica musical e acabaram a jornada com a celebração da Eucaristia na igreja da Casa da Santa. 

* Nota do tradutor: causou-me surpresa a existência do Carmelo Ecumênico. Até o presente momento, desconhecia sua existência. 



















FREI PATRÍCIO SCIADINI, OCD - Testemunho Vocacional.



Obrigado, Frei Patrício, por seu belíssimo testemunho. Deus lhe pague e lhe abençoe! 

Santa Maria de Jesus Crucificado, o “pequeno nada” de Jesus e a docilidade ao Espírito Santo



Mariam Baouardy nasceu em Abellin, (Cheffa – Amar, Galileia), entre Nazareth e Haifa, dia 5 de janeiro de  1846, em uma família pobre, muito piedosa de rito Greco-católico. Com o irmão Paulo permanece órfã com três anos de idade e é criada pelo tio paterno. Este transferiu-se para Alexandria (Egito) alguns anos depois; aqui Myriam fez sua primeira comunhão, mas não recebeu nenhuma instrução escolar. Aos 13 anos de idade, pelo desejo de pertencer somente a Deus, recusou o matrimonio que lhe fora arranjado pelo tio. Por causa disso sofreu maus tratos. Confiando seus sofrimentos a um servo do tio, que era muçulmano, este queria que ela abandonasse o cristianismo e se fizesse muçulmana. Como ela recusou, num ímpeto de cólera, a golpeou com a espada no pescoço; depois, pensando que estivesse morta, a abandonou o corpo num local fora da cidade. Quando desperta em uma gruta, está sendo cuidada por uma “senhora vestida de azul” por 4 semanas, até que estivesse curada e depois a conduziu a uma igreja. Mais tarde Myriam reconhecerá nela a Virgem Maria, de quem era devotíssima.

Myriam trabalhou depois como doméstica em Alexandria, Jerusalém, Beirute e Marselha. O que ganhava com seu trabalho doava a  maior parte aos pobres.

Em Marselha, entrou nas Irmãs de S. José da Aparição, mas teve que sair por motivos de saúde. Em junho de 1867 entrou no Carmelo de Pau, na França. Como noviça foi enviada com outras irmãs para fundar o Carmelo de Bangalore, Índia, onde dia 21 de novembro de 1871 emitiu os primeiros votos. No ano seguinte foi mandada novamente a Pau, por causa de suas graças extraordinárias, então tidas sob suspeita.

(Carmelo de Belém – museu – fórmula autografa da profissão de Myriam)
De Pau, partiu novamente com outras monjas para a fundação do primeiro mosteiro, o de Belém, na Palestina em agosto de 1875, graças a ajuda de Berthe d’Artignoux. O projeto do Carmelo foi inspiração de Myriam, que também acompanhava os trabalhos de construção. Falece aqui dia 26 agosto 1878, por causa de uma gangrena contraída em consequencia de uma queda. Neste tempo já havia posto também as bases para a fundação do Carmelo de Nazaré, o qual será inaugurado somente em 1910.
(Carmelo de Belém com banner comemorativo das canonizações)

Sua breve vida foi povoada de muitos fenômenos místicos, tais como êxtases, levitação, estigmas, profecias, bi locação, possessões, etc.

Mas tudo isso não a tiravam de sua humildade e gastava-se nos trabalhos humildes do convento e no serviço aos trabalhadores da construção do Carmelo de Belém, que já a reconheciam como santa. Definia-se a si mesma como o “pequeno nada” diante do Absoluto de Deus.



Instruída pelo Espírito Santo, compreende as palavras:

“Se quiser buscar-me, conhecer-me, seguir-me, invoca a luz, o Espírito Santo que iluminou os meus discípulos e ilumina todos os povos que o invocam. Eu te digo em verdade: quem invocará o Espírito Santo, buscar-me-á e encontrar-me-á; a sua consciência será delicada como a flor do campo”.

Na homilia de sua canonização dia 17 de maio de 2015, Papa Francisco resumiu muito bem a mensagem de Myriam:

“Deste amor eterno entre o Pai e o Filho, que se infunde em nós por intermédio do Espírito Santo (cf. Rm 5, 5), adquirem vigor a nossa missão e a nossa comunhão fraternal; é dele que brota sempre de novo a alegria de seguir o Senhor pelo caminho da sua pobreza, da sua castidade e da sua obediência; é aquele mesmo amor que nos chama a cultivar a oração contemplativa. Foi quanto experimentou de maneira eminente a irmã Maria Baouardy que, humilde e iletrada, soube dar conselhos e explicações teológicas com extrema clarividência, fruto do diálogo incessante que mantinha com o Espírito Santo. A docilidade ao Espírito Santo fez dela também um instrumento de encontro e de comunhão com o mundo muçulmano”.

(Basílica S. Pedro – Roma - painel da nova Santa no dia da Canonização)


No Pentecostes, festa do Espírito Santo, de quem afirma S. Myriam de Jesus Crucificado “não lhe recusa nunca nada”, rezemos pelo dom da paz e da unidade entre os povos e de sermos discípulos-missionários de Jesus:



“Oh! Espírito Santo, fonte de paz e de luz,

Tenho fome: vem nutrir-me.

Tenho sede, vem saciar-me;

Estou cega: vem iluminar-me;

Sou pobre: vem enriquecer-me;

Sou ignorante: vem instruir-me.

Vem, minha consolação;

Vem, minha alegria;

Vem, minha paz; minha força, minha luz!

Espírito Santo,

Vem, eu me abandono em Ti”.

por Fr. Alzinir F. Debastiani OCD

quarta-feira, 20 de maio de 2015

Capítulo Geral da Ordem. Visita do Secretário da Sagrada Congregação para os Institutos de Vida Consagrada e Sociedades de Vida Apostólica. Lema: "Rumo ao futuro, com esperança".


Na jornada de hoje, o Capítulo Geral contou com a presença do Secretário da Congregação para os Institutos de Vida Consagrada e Sociedades de Vida Apostólica, Dom José Rodríguez Carballo, que apresentou em primeiro lugar um panorama geral sobre a situação da vida religiosa.
Neste sentido, detalhou os principais desafios da vida religiosa à luz do magistério de São João Paulo II, do Papa Emérito Bento XVI e do Papa Francisco. Ademais, expôs as problemáticas comuns que tem as distintas congregações religiosas e detalhou algumas possíveis soluções.
Dom José Rodríguez Carballo insistiu na importância do discernimento da vocação e na formação inicial e contínua. Também indicou alguns problemas que provoca a diminuição das vocações.
Mudando o assunto para outra direção, Dom Carballo animou aos capitulares e às irmãs presentes a olhar o futuro com otimismo, senão com esperança.
Ao mesmo tempo, ele ressaltou a necessidade e a importância da vida comunitária e a fraternidade entre os frades e freiras da ordem.
Finalmente, Dom José Rodríguez Carballo recordou que a vida religiosa segue fazendo testemunhos de santidade e martírio que são a maior prova de sua vitalidade.

Após a intervenção do Secretário da Congregação para os Institutos de Vida Consagrada e Sociedades de Vida Apostólica, abriu-se um diálogo na sala capitular no qual participaram os frades e as monjas presentes. 



Santa Missa presidida pelo ilustre visitante e palestrante: Dom José Rodríguez Carballo. 











terça-feira, 19 de maio de 2015

91º Capítulo Geral da Ordem - 18º dia. Tema do dia: "As Carmelitas Descalças".

A jornada de hoje foi dedicada às Carmelitas Descalças. Concretamente, intervieram 14 carmelitas descalças representando as distintas circunscrições da Ordem.
A jornada na sala capitular começou com a oração do V Centenário de Santa Teresa de Jesus.
Posteriormente, tomou a palavra o Padre Geral da Ordem, Frei Savério Cannistrà, para dar as boas vindas às monjas carmelitas descalças que vieram participar do Capítulo.
Seguidamente, começaram as intervenções das distintas carmelitas descalças.
Em todas as intervenções, escutamos reflexões similares a cerca dos atuais problemas e inquietudes das carmelitas descalças. Na ocasião, revelaram-se as particularidades dos Carmelos dependendo da sua área geográfica.
Também, compartilhou-se as distintas experiências comunitárias ou associativas que estão desenvolvendo as distintas circunscrições e que estão ajudando as religiosas a viver a vocação carmelitana.

De modo geral, as irmãs falaram da importância da formação, da relação com o Carmelo masculino, reportaram dados estatísticos de cada circunscrição e apreciaram algumas questões prévias, propostos pelo Padre Geral e foi mostrada a contribuição para a Igreja Universal do carisma teresiano. 














RETIRO DE ORAÇÃO TERESIANA

     
RETIRO DE ESPIRITUALIDADE CARMELITANA – OCDS
Data: 1º a 03 de maio de 2015

A Oração Teresiana: intimidade com Deus
Lema: “Para Vós nasci”.


O nosso convite para o Retiro, foi encaminhado à OCDS, à OCD, a amigos e conhecidos apaixonados pelo Carmelo, mas foi um convite especial àqueles que gostariam de conhecer o nosso Carmelo, para viver e experienciar Deus, e, para esses dias, o Frei Antonio Fabiano – OCD, nos conduziu com carinho e sabedoria para nos proporcionar com a Oração Teresiana: a intimidade divina.

“Queridos irmãos e irmãs em Cristo, “(...) onde dois ou três, estiverem reunidos em meu nome, ali estou Eu no meio deles”, Mt 18,20,

é o próprio Cristo que o diz, portanto,  é aqui que queremos com os olhos fixos N’Ele, nosso querido Senhor, o Amigo do coração de Santa Teresa de Jesus, em seus 500 anos de nascimento, trazer aos amigos incondicionais de Deus, a intimidade que O faz mais próximo e “dentro” de nossos corações, “dentro” do nosso intelecto e consequentemente, “dentro” de nossas vidas.

Venha orar conosco na intimidade com Deus, nos passos do caminho Teresiano, comungando o silêncio do deserto interior.

Como batizados que somos, o ser profeta, sacerdote e rei, nos confirma como filhos(as) da Igreja.

Bendito(a) seja você que transforma o mundo com a própria vida!
Bendito(a) seja!”

Pedimos a intercessão da Santa Madre Teresa de Jesus, para:
Nos iluminar com sua força e perseverança
Com seu amor incondicional
Para descobrirmos o caminho sagrado que nos leva ao Divino Amigo,
Aquele com quem queremos estar pois sabemos que nos ama!

Mensagem da Ciça de São João da Cruz – OCDS/ Caratinga – MG.


E paralelo ao Retiro, no CTE aconteceram as reuniões do nosso Conselho Provincial OCDS para demandar sobre as muitas atividades que teremos, com a graça de Nosso Senhor até 2016.






Iniciamos o Retiro percorrendo a vida da Santa Madre, dividindo- a em três etapas, de acordo com alguns autores: o primeiro período até os seus vinte anos, é o tempo em que ficou na casa paterna no qual perde sua mãe e se coloca nas mãos da Virgem Maria e adota- a como sua mãe, precisa cuidar dos irmãos e, mesmo assim vive intensamente cada momento.


Era uma mulher muito inteligente, gostava de fazer amizades, e tinha o dom de unir as pessoas – esta será uma característica forte na sua espiritualidade.

SENTIA- SE AMADA E AMAVA INTENSAMENTE.





 

O segundo período dura 27 anos de sua vida religiosa, no Mosteiro da Encarnação, em Ávila, e, recordamos momentos muito importantes aqui, entre muitos outros:
·        O momento de sua conversão definitiva – diante de uma imagem do Cristo muito ferido; disto ela mesma fala no livro da Vida;
·        A proibição, sobretudo às mulheres, de ler livros – O Cristo se torna seu Livro Vivo (1559).




O terceiro período dura 20 anos de 1562 a 1582, ano de sua morte.
Esse tempo é dividido em três funções, educadora, fundadora dos mosteiros femininos e masculinos, e, ainda escritora- todos os livros que temos foram escritos durante esse período.

Santa Teresa é uma mulher de amizade com Deus e com os homens e vimos aqui, que não há um método de Oração Teresiano, e sim que
A AMIZADE, O EXERCÍCIO DA AMIZADE DIVINA E HUMANA,  é o seu método.

O “método”, é, portanto, o caminho da amizade – a intimidade divina acontece na relação pessoal – onde também não há método – cada amizade é uma descoberta particular, um caminho único que percorremos com aquela pessoa. 





O amor é a força que alimenta a vida humana e nos faz procurar uma relação mais íntima com a pessoa amada.

A descoberta, e, a experiência do amor de Deus na vida de Santa Teresa, foi muito íntima, sem imagens, sem idéias; foi uma graça muito particular de Deus, uma graça divina e humana, porque ela sabia muito bem que possuía uma graça especial para querer e ser querida pelos outros.
Essa é a maior de todas as graças:
ter a capacidade de amar e ser amada pelos outros;
e devemos pedir esta graça ao Senhor.
E NOSSOS CAMINHOS PERPASSAM OUVINDO SOBRE OS CAMINHOS PERCORRIDOS POR SANTA TERESA, nos quais “nos exorta”:

·        JESUS É O ÚNICO MESTRE!
·        É Jesus que nos ensina a rezar o Pai Nosso a cada dia – aqui começa a INTIMIDADE DIVINA – com o próprio Jesus.
·        A IMPORTÂNCIA DO SILÊNCIO: O Mestre Divino ensina sem palavras.
·        “Pensai em vós mesmas irmãs...” (irmãos).
·        Fixai os olhos em Jesus!
·        Deixe Deus falar!
·        Sejam honestos (as) consigo mesmos (as), Jesus está com você.
·        A humildade é caminhar na verdade.
·        Nunca abandone a oração – rezando bem, rezando mal.




 

Estamos apreendendo e aprendendo “QUEM É O SENHOR” e “PARA QUEM ESTOU REZANDO”, para ter amizade com Deus nós temos que ter características de Deus.

 


A HUMANIDADE DE CRISTO EM SANTA TERESA DE JESUS – perpassa pelo deserto interior, profunda experiência com o Senhor, sempre!









Frei Antonio Fabiano, continua a nos “trabalhar” com os passos da amizade de Santa Teresa com o divino amigo, e cita alguns livros que contribuíram para sua formação, como, por exemplo, o Prólogo : suas muitas cartas, onde trata de todos os assuntos que precisava, de compras, de doações, de instrução, de exortações e muitos outros temas.... com um humor singular.

A “Determinada determinação”, expressão famosa ao longo dos anos, que revela sua firmeza para com seus intentos e relações até culminar na relação mística do amor: A PORTA DO CASTELO É A ORAÇÃO.
Encantada com o bicho da seda e o seu desenvolver, encontra nesta maravilha  de Deus a forma para traduzir a realidade espiritual – onde se tece a seda – ESTA CASA É CRISTO –  e a borboletinha linda, que nasce: é a vida nova em Cristo.
Portanto, para ela é a HUMANIDADE DE CRISTO que estabelece o vínculo, a relação Dele com a  nossa própria humanidade e com todas as criaturas.
  
A ORAÇÃO CURA O CORAÇÃO
Na casa de Teresa, Marta e Maria caminham de mãos dadas, e na adoração ao Senhor, no Santíssimo Sacramento, bebemos da intimidade no silêncio do coração, ao final do dia.










O nosso domingo, dia do Senhor, culmina com as GRAÇAS MÍSTICAS e o Êxtase de Santa Teresa (obra de Bernini – acima), possui o dia celebrado no Carmelo, com a Transverberação de seu coração. 


Relicário com o coração
Transverberado de Santa Teresa (Alba de Tormes/ Espanha).


Quem é o místico?

O MÍSTICO É AQUELE QUE EXPERIENCIA DEUS de maneira profunda, única e pessoal.

Caminhando pelo Livro da vida, Cap. 11- 22, conversamos sobre as visões intelectuais, que serão as mais elevadas, as visões imaginárias e corpóreas, o que gerou comentários pertinentes, curiosos e como todos os outros assuntos abordados, os esclarecimentos do Frei Antonio Fabiano foram sábios... lembrou, ainda, as anedotas da época com a própria Santa Teresa.....

Observou que o místico estará sempre em outra “frequência” que as outras pessoas, sendo ardoroso, amoroso  e sempre estará com o olhar fixo no Senhor, tudo é voltado somente para ELE.

Ao final vimos o trecho sobre as Visões do céu e, ainda, sobre o matrimônio espiritual em Moradas – o desposório místico EXPERIÊNCIA PROFUNDA EM DEUS – PROFUNDAMENTE PESSOAL.
Os caminhos para a ORAÇÃO TERESIANA, portanto, considerando o percurso do que experienciamos, aqui, são: “(...) não (...) pensar muito e sim amarmos muito (...) o amor é o sim total” – caminhos para a relação com o outro e com Deus.













Agradecemos ao Frei Antonio Fabiano, a casa que nos recebeu, a cada participante que rezou conosco a cada passo, e, especialmente ao Conselho da OCDS, na pessoa do Luciano Dídimo, que idealizou o Retiro sobre a Oração Teresiana, rezou por ele e cá estamos ao término do primeiro entre muitos que virão, com a graça de Deus.



Agradecemos a intercessão de nossa querida Santa Teresa, pois, com ela vamos caminhando e começando sempre de novo, revendo nossa relação com Deus e consequentemente com o outro, cada ser do nosso entorno, quantas vezes se fizer necessário, para estarmos com Quem sabemos que nos ama.

Bendito seja Nosso Senhor!
                                                                       Liz Lelis Rocha – OCDS
                                                                     Comissão de Intercessão





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