quinta-feira, 23 de novembro de 2017

GRUPO VENERÁVEL MARIA FELÍCIA JESUS SACRAMENTADO -SENHOR DO BONFIM/BA

No último dia 18 de novembro de 2017 foi fundado oficialmente o grupo Venerável Maria Felícia Jesus Sacramentado, no Carmelo da Ressurreição e Santa Edith Stein na Cidade de Senhor do Bonfim-BA, após a visita da Conselheira da província para o Norte/Nordeste, Ana Stela de Almeida Silva. No início da reunião, a conselheira fez uma apresentação da OCDS , sua estrutura à nível mundial e como se organiza a nossa Província Sudeste - São José. Em seguida, lhes falou da vocação ao carmelo secular abrangendo as três dimensões - Vida de Oração, Vida Comunitária e Vida Missionária. Ao final, procedeu-se a eleição do conselho provisório com os seguintes membros: Maria Carmelita Fernandes de Paiva (PRESIDENTE), Vanessa Cavalcante de Miranda Custódio ( ENCARREGADA DA FORMAÇÃO), Flávio José Custódio (CONSELHEIRO), Cristiana de Oliveira Souza (CONSELHEIRA), Edilma Dantas Rodrigues( CONSELHEIRA), Antonio Sérgio dos Santos (SECRETÁRIO), Marcilene da Silva dos Santos ( TESOUREIRA).
O Carmelo Secular em Senhor do Bonfim era um sonho da Madre Fundadora Ana Letícia, que só fora concretizado após sua páscoa, sendo ela hoje uma grande intercessora do grupo e da vocação secular.
“Tudo te ofereço, Senhor” era o brado repetido constantemente por Maria Felícia de Jesus Sacramentado, também conhecida popularmente como Chiquitunga, Carmelita paraguaia, que deixou grande testemunho de amor, doação e entrega. Em sua homenagem o grupo quis receber seu nome, e com a graça de Deus viver também seu testemunho, onde desejam se desfolhar aos pés da cruz levando o Carmelo aos corações.


Foto do Conselho com Ana Stela (Conselheira Norte/ Nordeste)



domingo, 19 de novembro de 2017

19/11 - Memória São Rafael Kalinowski, Presbítero de nossa Ordem


São Rafael de São José, Kalinowski, nasceu em Vilna, na Polônia, no dia 1o. de setembro de 1835 e foi batizado com o nome de José, na igreja paroquial de São João, fundada pelos Padres Jesuítas, hoje transformada em museu da Universidade. Filho do casal André Kalinowski e Josefina Polonska, ambos nascidos em famílias nobres. Fez em casa seus primeiros estudos. Aos oito anos começou a estudar no Instituto para os Nobres, em Vilna, onde seu pai era professor e diretor.

O jovem Kalinowski pensava em cursar estudos superiores. Nesta época a Polônia estava dividida entre três potências militares: Áustria católica, Prússia protestante e Rússia Ortodoxa. A cidade de Vilna e arredores estavam sob o domínio russo. As universidades polacas e lituanas tinham sido fechadas. Os jovens polacos e lituanos só podiam estudar nas universidades russas de Petersburgo, Moscou e Kiev. O pai propõe a José e a um irmão que freqüentassem a Academia de

Agronomia de Hory-Horki, uma cidade situada próxima a Orsza, na região de Mohylev, na Bielorússia.

José não se sentia nem um pouco atraído para a agricultura. Ao final de dois anos, em 1852, foi para Petersburgo para estudar na Escola Superior de Pontes e Estradas, mas não encontrou vaga. Então, por necessidade, matriculou-se na Escola Militar de Engenharia.

Tendo terminado com êxito os cursos básicos, em 1855, foi admitido à Academia Militar Superior. Seus dotes morais e sua inteligência atraíram a atenção dos professores. Assim, Kalinowski recebeu a função de Assistente de matemática e de mecânica.

Por ocasião da guerra da Criméia (1835-1856) foi enviado à Ilha de Kronstadt, na baía da Finlândia, para construir, junto a outros estudantes, trincheiras para a defesa da ilha contra as operações de guerra dos ingleses. Em julho de 1856, foi promovido a Subtenente e transferido para a seção prática da Academia. Em julho de 1857 foi promovido como Tenente Engenheiro e permaneceu na Academia como professor permanente, colocando-se assim, ao serviço do Corpo de Engenheiros da Academia.

A vida militar não o agradava, mas a Providência Divina o conduzia por este caminho. No futuro, a arte militar lhe seria útil para ajudar a pátria. Mas não queria permanecer muito tempo naquele ambiente no qual, segundo escreve em uma de suas cartas, "ao buscar o espírito, encontrava a matéria".

Em 1859 deixou a Academia e foi transferido para o Comando de Engenheiros de Petersburgo. Porém, aí também não ficou satisfeito. Por sua própria conta iniciou o trabalho de projeção da ferrovia estratégica de Kursk-Kiev-Odesa. 

Em 1860 foram suspensos os trabalhos da ferrovia, e Kalinowski, em outubro deste mesmo ano, foi designado, a seu próprio pedido, para a fortaleza de Brest Litowski, com a função de engenheiro superintendente da manutenção e fortificação.

Brest Litowski é célebre por alguns importantes eventos históricos. Aí se ratificou, em 1596, a União da Igreja Oriental de Kiev com a Igreja Romana. Em 1918 foi assinado o tratado de paz entre os Bolcheviques de Lênin, Alemanha e Áustria, mais tarde anulado.

Além dos trabalhos na fortaleza, dos deslocamentos ao Estado Maior de Petersburgo, Kalinowski abriu em 1861, na cidade de Brest, uma casa para abrigar jovens abandonados e fundou uma escola gratuita para eles. Em abril de 1862 foi promovido a Capitão do Estado Maior do exército russo. Eram tempos difíceis, dado que a juventude polaca de Varsóvia estava preparando a insurreição armada contra a Rússia.

Kalinowski, que conhecia perfeitamente o poder militar russo, desaconselhava a insurreição; mas, ao ver que os jovens compatriotas não queriam aceitar raciocínios prudentes, pediu baixa do exército russo para não se ver obrigado a lutar contra seu próprio povo. Em janeiro de 1863 explodiu a revolta. Kalinowski, tendo recebido a aceitação de sua renúncia, deixou Brest Litowski e retornou a sua casa em Vilna. Dirigiu-se a Varsóvia para receber o último soldo, quando se encontrou casualmente com o coronel José Galezowski, que lhe pediu para assumir o cargo de Ministro da Guerra na Lituânia. Kalinowski aconselhou-se com seu diretor espiritual e com pessoas de sua confiança e aceitou o posto que lhe fora oferecido.

Assim ele justifica os motivos de sua decisão: "O que ouvira não me entusiasmava a participar na insurreição: mas deveria fechar os olhos aos que haviam provocado o incêndio, e voltá-los, antes de mais nada, para os que se atiravam a esse fogo trepidante, e isto foi decisivo".

Nos primeiros dias de junho de 1863, Kalinowski regressava a Vilna. Sem que seus familiares o soubessem, estabeleceu o quartel general em sua própria casa. Contudo, era perseguido sempre mais intensamente por uma necessidade de vida espiritual num tempo tão perigoso. Em cumprimento de seu dever como Ministro da Guerra, ajudava às famílias dos combatentes, fazendo o possível para lhes poupar do pior.

Kalinowski retornou às praticas da vida sacramental, graças à uma de suas irmãs, Maria, que, ao lhe oferecer uma cruzinha de ouro destinada a um primo, Jaime Gieysztor, condenado à deportação na Sibéria, suplicou a José que se confessasse. José não pôde resistir a um convite tão amável e se confessou. Era o dia 15 de agosto de 1863. A partir deste dia começou a viver uma vida de intensa espiritualidade.

Enquanto isso, os chefes da insurreição na Polônia e Lituânia caíam nas mãos dos russo e eram condenados à morte ou deportados para a Sibéria. Em Vilna, durante os meses de fevereiro e março, Kalinowski ficou só. Mas também foi levado na madrugada de 24 para 25 de março de 1864. Foi processado e condenado ao fuzilamento. A intervenção da família e outros motivos, entre os quais se encontrava a grande estima moral de que ainda gozava entre os russos, induziram o governador de Vilna, Murawiew, a comutar-lhe a pena de morte. Foi mandado para o exílio e trabalhos forçados na Sibéria por dez anos.


Ao final de nove meses de caminhada num percurso de 8.000 km, os sobreviventes, entre os quais se encontrava Kalinowski, chegaram a Usolé, perto do lago de Bajkal. Usolé era uma aldeia construída às margens do rio Angara; os sobreviventes foram amontoados num único salão do quartel local. É impossível se ter uma mínima idéia dos sofrimentos enfrentados pelos deportados, expostos durante o inverno ao frio siberiano, que oscilava entre 30 e 45 graus abaixo de zero, às tempestades de neve e às enfermidades. Kalinowski a tudo suportou resignadamente, fortalecido pela oração e uma profunda vida interior. Também pôde consolar, ajudar e animar a seus desventurados companheiros. Por isso era muito querido. Tinham-no por santo. O padre Nowakowski, capuchinho e companheiro de exílio, testemunha que os prisioneiros chegavam a acrescentar às suas orações a seguinte invocação: "Pelas orações de José Kalinowski, liberta-nos, Senhor!"

Em agosto de 1868, o governo russo trocou a pena de trabalhos forçados para um simples desterro em Irkutsk, onde permaneceu até 1872, ano em que recebeu licença para estabelecer-se em Perm, próximo aos Montes Urais, de onde podia ir abraçar seus familiares durante as férias.

A repatriação definitiva ocorreu em 1874. Mas o decreto de anistia lhe proibia estabelecer-se na Lituânia. Foi então para a casa de seu irmão Gabriel, em Varsóvia, localizada à rua Krakowskie Przedmiescie, próxima à igreja dos Carmelitas Descalços.

Na Sibéria, Kalinowski adquirira fama de excelente educador. Por influência de Alexandre Oskierka, um de seus amigos durante o exílio, ofereceram-lhe o cargo de preceptor e educador do príncipe Augusto Czartoryski, que residia em Paris, no "Hotel Lambert". O príncipe Ladislau Czartoryski queria para seu filho não apenas um mestre, mas um guia, um amigo, alguém que representasse toda a cultura histórica e religiosa da Polônia e que estivesse em condições de formar o jovem, ligado, da parte de sua mãe Maria do Amparo, à família real espanhola, então no exílio.


O "Hotel Lambert" era uma residência para príncipes, localizada no centro de Paris, na ilha de Saint Louis. A mãe de Augusto morrera muito jovem e o príncipe Ladislau se casara com uma sobrinha do rei Luís Felipe, a princesa Margarida de Orleans, que era a "dona da casa" quando chegou Kalinowski.

Na residência parisiense do Hotel Lambert, Kalinowski logo descobriu a riqueza interior de Augusto, sua vocação sacerdotal. Durante três anos se dedicou a ele integralmente, com um carinho sempre crescente. Nas contínuas viagens que Augusto precisava fazer, à procura de locais de clima mais suave, devido à sua frágil saúde, Kalinowski sempre o acompanhava. Transformou-se assim em verdadeiro pai, amigo, mestre, companheiro, diretor espiritual e enfermeiro.

Kalinowski entendeu que Augusto precisava de um educador sacerdote, enquanto ia, ele mesmo, descobrindo sua vocação ao Carmelo. Augusto, efetivamente, tornou-se sacerdote salesiano e morreu em odor de santidade. Atualmente é Venerável Servo de Deus e só lhe falta um milagre para sua beatificação. No dia 5 de julho de 1877, Kalinowski deixou a família Czartoryski e se mudou para a Áustria.

Os Carmelitas Descalços fundaram o primeiro convento em Cracóvia no ano de 1605. Antes da divisão da Polônia contavam com 17 conventos e 291 religiosos, 7 mosteiros e 116 monjas. Depois da divisão, no transcurso de um século foram-se suprimindo todos os conventos de padres, exceto o de Czerna, e todos os mosteiros, entre os quais apenas um se salvou, o de Cracóvia, à rua Kopernika. Neste mosteiro, em 1875, viviam 26 monjas, provindas dos vários mosteiros supressos. Neste mesmo ano a Madre Xaviera de Jesus Czartoryska fundou em Cracóvia o segundo mosteiro, à rua Lobzowska, e com suas religiosas, tudo fez para restaurar o ramo masculino da Província. No entanto, o problema mais agudo de seu projeto era a falta de homens candidatos a tal empresa.

Eis que aparece no horizonte a figura de José Kalinowski. Madre Czartoryska viu nele o homem providencial e apto para uma obra grandiosa. Conhecia-o bem, pois sabia muito a seu respeito através de sua família em Paris, já que ela era tia de Augusto. Kalinowski não se sentia apto para empreender a restauração do Carmelo na Polônia, mas decidiu ingressar na Ordem para fazer penitência e orar por sua pátria e pela Igreja. A Providência Divina, sem dúvida, atuou de tal forma em sua vida religiosa e sacerdotal, que Kalinowski se tornou o verdadeiro restaurador da província polaca.

No dia 26 de novembro de 1877, Kalinowski ingressou no noviciado da Ordem dos Carmelitas Descalços, em Graz, na Áustria, recebendo o hábito carmelitano e adotando o nome de Frei Rafael de São José. O Mestre de noviços foi muito exigente, mas Kalinowski, acostumado à vida dura da Sibéria, suportou todo o rigor da vida religiosa. 

Concluído um noviciado exemplar, emitiu seus votos temporários e foi enviado a Raab (Gyor), na Hungria, para iniciar seus estudos de filosofia e teologia. Aí emitiu seus votos solenes no dia 27 de novembro de 1881. Foi mandado para Czerna, onde foi ordenado sacerdote no dia 1882, pelo bispo Dom Albino Dunajewski, futuro cardeal e amigo do Frei Rafael. Após sua ordenação, foi nomeado Vice Mestre dos noviços, e já em 1883, era Prior.

Frei Rafael se propôs a trabalhar pela restauração da vida religiosa em Czerna através de novas fundações, de Monjas, em Premislia (1884), Leópolis (1888) e dos Padres em Wadowice (1892) e Cracóvia (1906).

Em 1892 foi com alguns padres para Wadowice como superior da nova fundação. Rapidamente construíram uma bela igreja e um grande convento sob a proteção de São José. As vocações começaram a surgir.

Em Wadowice, Frei Rafael "viveu os anos mais belos de sua vida, dedicado à direção dos trabalhos, sobretudo à educação dos jovens candidatos à vida religiosa, à direção espiritual de numerosíssimas almas que procuravam sua direção espiritual (seu confessionário em Wadowice, como em Czerna, era assediado até as primeiras horas da madrugada". Organizou a Ordem Terceira Secular e a Irmandade do Escapulário. Em meio a esta intensa atividade apostólica encontrou tempo para investigações históricas e teológicas com as quais pudesse reforçar as bases históricas e teológicas da restauração da Ordem e a renovação espiritual do Povo de Deus.

Morreu em Wadowice, no dia 15 de novembro de 1907, exatamente no dia da comemoração de todos os fiéis falecidos do Carmelo. Todos estavam convencidos de que morrera um santo. Esta fama de santidade se espalhou imediatamente, conforme afirmou uma testemunha ocular, o Frei Bronislau da Santíssima Trindade, Carmelita Descalço:

"Os habitantes da cidadezinha de Wadowice e das aldeias circunvizinhas visitaram espontaneamente e em grande número os despojos mortais; rezavam, tocavam o corpo do Servo de Deus com pequenas imagens, devocionários e rosários. [...] Os religiosos, de sua parte, pegavam às escondidas da cela do Servo de Deus pequenos objetos, como relíquias de quem morrera em odor de santidade. Eu mesmo peguei uma espécie de venda, que havia usado durante sua enfermidade. Dela emanava um estranho aroma balsâmico. Não querendo acreditar neste aroma, pensei que ele talvez usasse alguma pomada perfumada quando o vendavam. Fui ao coro monástico, onde o Servo de Deus celebrava a Missa, depois de sua primeira enfermidade; ali encontrei o amito, o corporal e o sangüíneo que ele usava para celebrar a Santa Missa, e percebi uma coisa estranha. O mesmo idêntico aroma balsâmico emanava dos panos sagrados, do cálice e do amito, como eu percebera na venda. Muito respeitosamente, fiz um pacote com estes objetos e o entreguei às Monjas Carmelitas da rua Wesola, em Cracóvia, para que o conservassem".

Foi sobretudo um homem de Deus, solícito em estar em contínua comunhão com Ele. Seus contemporâneos são unânimes em definí-lo como "oração vivente". Continuamente recordava a seus religiosos: "Nosso principal afazer no Carmelo é o conversar com Deus em todas as nossas ações". A oração, alimentada e sustentada pela austeridade, pelo silêncio e pelo recolhimento, foram o cimento de toda sua vida espiritual. Procurava viver em profunda intimidade com a Virgem Maria e isto recomendava a seus frades e monjas. Venerava-a e a amava como "Mãe e Fundadora" da Ordem, empenhando-se em tê-la sempre presente no espírito e se esforçava para trabalhar por sua glória. Dizia: " Para os religiosos e monjas carmelitas, o ato de honrar a Virgem Santíssima é de capital importância. Nós a amamos verdadeiramente quando nos esforçamos em imitar suas virtudes, especialmente sua humildade e seu recolhimento na oração... Nosso olhar deve estar constantemente fixado nela, e a ela devem se orientar todos os nossos afetos, conservando sempre a lembrança de seus benefícios e esforçando-nos em lhe ser sempre fiéis". Escreveu vários livros sobre Maria e outros temas carmelitanos. Foi confessor famoso. Para este apostolado escolheu o lema de São Paulo: "Caridade, alegria e paz" (Gl 5,22).

O papa João Paulo II o beatificou na Polônia, no dia 22.6.1983. Foi canonizado no dia 17 de novembro de 1991 pelo mesmo papa. Vale lembrar que em Wadowice, cidade onde faleceu São Rafael de São José, nasceu, em 1920, o papa João Paulo II que, pelo afeto que nutria pelos Carmelitas e por sua veneração aos restos de São Rafael Kalinowski, por duas vezes tentou ser religioso carmelita.


Fonte: http://www.carmelitasbh.com/santidade-carmelita/rafael


*Texto enviado pela Comissão de Espiritualidade OCDS.

sábado, 18 de novembro de 2017

CONVITE - ADMISSÃO - GRUPO N.S. DO SORRISO - NATAL-RN


Presença da Cúria Geral numa nova rede social: Instagram


No seu desejo por comunicar a vida e as atividades da Ordem em geral, e da Cúria em particular, a secretaria para a comunicação abriu uma conta em Instagram, rede social criada para a difusão de fotografias e pequenos videos. O objetivo da secretaria é chegar assim a mais público, dentro e fora da Ordem, e dar a conhecer a nossa vida e atividades, em concreto e para esta rede social –muito frequentada pelos jovens-, através da imagem. Os conteúdos publicados em Instagram podem-se partilhar em Twitter (onde estamos presentes como @ocdcuria) e em Facebook (onde estamos presentes como Carmelitani Scalzi y Curia Generalizia Carmelitani Scalzi). Desde aqui animamos a todos os que estão presentes nesta rede social a seguir-nos. Também podeis enviar-nos fotografias de eventos, conventos, mosteiros, etc. das vossas circunscrições em qualquer parte do mundo a esta direcção: ocdinform@gmail.com, acompanhadas de um pequeno texto descritivo, e as publicaremos com muito gosto. O nosso “Nick” em Instagram é: ocdinform

Fonte:

sexta-feira, 17 de novembro de 2017

Revista Virtual Monte Carmelo - OCDS - Set/Out 2017 - Nº 154

Prezados irmãos compartilhamos com todos vocês mais uma edição de nossa Revista Virtual.


Acesse o link:


E acompanhe as matérias: 
- Beatos Mártires de Rochefort
- Espiritualidade: Santa Teresa de Jesus e Santa Teresinha
- Pequenas obras de misericórdia
- Testemunho de Fernando Alcici
- A Voz da Igreja
- Congresso de Espiritualidade – CICLA
- Notícias OCDS


Boa leitura a todos! 
Comissão de Comunicação da OCDS

quarta-feira, 15 de novembro de 2017

15 de Novembro Comemoração de Todos os Defuntos da Nossa Ordem

           
          “As almas dos justos estão nas mãos do Senhor!” (Sabedoria 3,1-6)







" Deus enxugará toda lágrima dos olhos dos santos ,pois nunca haverá morte, nem lamento ,nem dor, porque passou a primeira condição.” (Ofício da Vigília –Liturgia das Horas do Calendário próprio da Ordem)








A hora da morte é sempre um momento de dor e também de esperança para os cristãos. O próprio Jesus Cristo recebeu o auxílio de um anjo para confortá-lo .Podemos ser consolo com nossas preces para os agonizantes na hora derradeira e também após sua morte. Mesmo terminada a peregrinação terrestre a Família Carmelitana continua unida em oração implorando a misericórdia de Deus para os irmãos e irmãs falecidos para que através  da intercessão da Virgem Maria ,ela que é  “sinal de esperança e de consolo” , nossos irmãos sejam acolhidos no glorioso coro dos anjos no Céu.







“Quem me libertará deste corpo de morte? (Rm 7,25s) Cristo, nosso Senhor.
(Rm 7,25).Temos o médico ,usemos o remédio. Nosso remédio é a graça de Cristo e corpo de morte é o nosso corpo.”Santo Ambrósio .Ele nos faz lembrar que :“era preciso que a morte restituísse o que a vida perdera.”Mas confiemos como Santa Teresinha “cegamente na misericórdia de Deus” e cantemos como o salmista”Os que nele confiarem,a Verdade entenderão e com ele,no amor,viverão os seus
fiéis ,pois merecem seus eleitos sua graça e compaixão.”(Sab 3,7-9)






A espiritualidade carmelitana tem como Patrona a Bem- Aventurada Virgem do Monte Carmelo ,mãe da misericórdia,e cuja a presença maternal não nos deixa desanimar em vida nos fortalecendo com sua graças, creiamos também que ela nos  amparará na hora da morte e depois da morte, que ela interceda por nossos irmãos que fielmente usaram seu Santo hábito ,o Escapulário do Carmo, procuraram imitar-lhe as virtudes,foram seus fiéis devotos e filhos queridos .Subiram com “determinada determinação”  o Monte Carmelo,atravessaram "noites escuras”e se esforçaram para  viveram a “íntima união com Deus” e morrerem como amados filhos e filhas do Carmelo.Que sejam lhes dado o prêmio de seus trabalhos e orações .






“O Senhor deu a seus santos o prêmio dos trabalhos;na sua vida conduziu-os por caminhos admiráveis,pois,de dia lhes foi sombra e de noite luz dos astros.”(Sb 10,17)







15/11 - Memória Todos os defuntos de nossa Ordem


O amor a Cristo e a comum vocação ao serviço da Virgem Maria que unem todos os Carmelitas como irmãos, enquanto, vivem nesta terra, não terminam com a morte, mas levam-nos a interceder com amor de solicitude fraterna pelos Carmelitas que terminaram a sua carreira nesta vida e ainda esperam a gloriosa e imperturbável visão do Senhor Deus da glória. 

A oração comum de toda a Ordem implora ao Senhor a misericórdia para todos aqueles que nesta vida foram da família do Carmo, religiosos, religiosas, leigos no mundo, e todos quantos estiveram ligados à Ordem por laços de vocação, de amizade, benfeitores, ou simplesmente unidos pelo Escapulário. Rezamos para que por intercessão de Maria, sinal de esperança certa e de consolação segura, se associem nos Céus, à grande família carmelita dos santos e eleitos que já contempla Deus face a face. 

“Se não houvesse a referência ao Paraíso e à vida eterna, o cristianismo reduzir-se-ia a uma ética, a uma filosofia de vida. Ao contrário, a mensagem da fé cristã vem do céu, é revelada por Deus e vai além deste mundo. Acreditar na ressurreição é essencial, para que cada um dos nossos actos de amor cristão não seja efémero nem um fim em si mesmo, mas se torne uma semente destinada a desabrochar no jardim de Deus, e produzir frutos de vida eterna” (Papa Francisco).

“Para uma carmelita a morte não tem nada de espantoso. Vai viver a vida verdadeira. Vai cair nos braços de quem amou aqui na terra sobre todas as coisas. Vai submergir eternamente no amor” (Santa Teresa dos Andes). 

Oração 

Senhor, glória dos fiéis, concedei o descanso eterno aos nossos irmãos e irmãs defuntos, a quem nos une o mesmo Baptismo e a mesma vocação no Carmelo, para que, tendo seguido a Cristo e sua Mãe, possam contemplar-Vos para sempre como seu Criador e Salvador Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo. 

Pensamentos de Santa Teresa dos Andes sobre a morte: 

  • Todos temos de morrer. Tudo passa e nós também. Cada dia nos aproximamos da eternidade. Para quê apegar-nos a coisas que morrem?
  • Que diferença imensa existe no modo de considerar a morte de um cristão e daquele que não o é! Este só encontra o vazio, o nada, o frio do túmulo. O cristão encontra o fim do seu desterro, dos seus sofrimentos, o princípio dos seus gozos eternos… Ali está o seu Pai com os braços estendidos para recebê-lo e dar-lhe a coroa. Que paz não dá isso num transe tão terrível como é o da destruição de nosso ser.
  • Para uma carmelita a morte não tem nada de espantoso. Vai viver a vida verdadeira. Vai cair nos braços de quem amou aqui na terra sobre todas as coisas. Vai submergir eternamente no amor.
  • Quão diferentes são as coisas encaradas sob a luz da morte. Aparecem em toda sua realidade e então, a alma exclama: “Vaidade das vaidades e tudo é vaidade”.
  • As riquezas, o dinheiro, os vestidos, as comodidades, as boas comidas, de que servirão em meu leito de morte? De perturbação, nada mais. De que serve um grande nome, os aplausos, as honras, a adulação e a estima das criaturas? Na hora da morte tudo desaparece com este corpo que vai ser bem depressa um vaso de podridão e de corrupção .
  • Quando menos se pensa chega a morte. Então tudo desaparece e só o bem se leva consigo.
  • Quando será o dia feliz em que, a morte tendo rompido as cadeias do pecado em que nossa alma vive, poderemos dizer ao nosso Deus: “Já não poderemos ofender-te mais e ninguém, nem nada nos poderá separar de Ti”?
  • Tenho sofrido muito ao ver o esquecimento em que os homens vivem para com Deus. Vivem em desenfreada alegria, ofendendo-o, sem pensar que cada ano se aproximam mais da morte.
  • Dia 13 de Julho. Hoje fiz dezassete anos: um ano a menos de vida, um ano menos de distância da morte, da união eterna com Deus.
Fonte: http://www.ordem-do-carmo.pt/index.php/lampejos-carmelitas/965-comemoracao-de-todos-os-defuntos-da-ordem-carmelita-15-de-novembro.html

*Texto enviado pela Comissão de Espiritualidade OCDS

terça-feira, 14 de novembro de 2017

Mensagem Frei Patrício Festa de Todos os Santos Carmelitas


         Coloquemos o nosso coração nos Santos do Carmelo




“Hoje o Carmelo celebra a festa dos seu Santos. Irmãos e irmãs que viveram com alegria e fidelidade a própria vocação e já contemplam a glória da Trindade Santa.
Somos chamados a ser santos, a buscar aqui e agora o Senhor no caminho da oração, do amor fraterno e da missão.

Um dia de alegria.

Retomar o caminho rumo ao céu com a proteção e o exemplo desses irmãos e irmãs que do céu nos recordam o nosso empenho de ser neste mundo, na Igreja e no Carmelo um sinal visível do amor do Evangelho.

Senhor te peço por toda a ordem do Carmelo o dom da fidelidade à própria vocação, que os Santos nos ajudem a não nos desanimar, mas a caminhar com passo firme rumo ao céu onde eles nos esperam para a festa sem fim.”

  Frei Patrício,ocd atual Provincial do Egito
  Tradução: João Victor Salgado,ocds 





      Feliz dia de todos os Santos e Santas Carmelitas!



Notícias dos Grupos e Comunidades Ocds da Província São José

Grupo São José ,Petrópolis /RJ 

No dia 13 de Novembro houve a 16a. reunião fraterna cujo tema desenvolvido foi:"Discernimento Vocacional".
Palestrante:Marta ,membro do Grupo
Local: Salão Paroquial da Igreja de Santa Catarina







Comunidade Flor do Carmelo de Santa Teresinha ,Fortaleza/Ce
No último sábado 11 de Novembro reuniu-se na Ermida São José a comunidade ocds para tratar dos temas:"Diálogo Fraterno" e "Constituições Ocds."
Palestrantes:João Paulo -Conselheiro da Comunidade e Artur-Formador                   
Local:Carmelo Santa Teresinha










14/11 - Festa Todos os santos carmelitas



Deus vestiu o Monte do Carmo com arroios de água, fontes cris¬talinas, árvores frondosas, plan¬tas e flores maravilhosas, ao mes¬mo tempo que adornou a Montanha espiritual com Profe¬tas, Apóstolos, Mártires, Confes¬sores, Eremitas e Doutores; quais açucenas imaculadas enchem os vales do Carmelo com o suave perfume da sua santidade. 
Os Santos do Carmo são uma grande multidão de irmãos que consagraram a sua vida a Deus, seguindo o caminho de Cristo, nos braços da Virgem Maria em oração constante e amor aos ir¬mãos, a ponto de muitos terem bordado com o vermelho do seu sangue a branca capa do hábito da Mãe do Carmo, entregando a sua vida como mártires do Evangelho. 
Eremitas no Monte Carmelo, mendicantes na Idade Média, missionários e evangelizadores nas Descobertas, mestres e pregadores nas universidades, religiosas que enriqueceram o povo com a misteriosa fecundidade da sua vida contemplativa, apostólica e orante, leigos que nas suas vidas souberam incarnar com sabedoria a suavidade do espírito do Carmelo. Esta é a grande família do Carmo que, enquanto peregrina, se dedicou à oração constante e à caridade permanente, e, tendo terminado a sua prova, nos deixou o exemplo. Agora, os nossos irmãos, os santos do Carmo, chamam-nos enquanto cantam sem cessar ao Cordeiro Imaculado, vestidos de capas brancas. 
Contemplamos hoje esta multidão imensa de quantos Deus conduziu à Montanha Santa do Carmo para lhes fazer saborear, já nesta pátria passageira, as delícias da oração, o gozo da vida do Céu e os inumeráveis frutos da árvore da Vida. 
Que o exemplo de todos estes santos seja para nós um estímulo a vivermos inebriados pelo espírito do Carmo no seguimento de Cristo e na imitação da nossa Rainha, Mãe e Irmã, a Flor do Carmelo. Padroeira, Esperança e Estrela dos Carmelitas que já reinam no Céu e dos que ainda peregrinamos na terra.

Oração

Nós vos pedimos, Senhor, 
que nos assistam com a sua protecção 
a Virgem Maria, Mãe e Rainha do Carmelo 
e todos os Santos da família do Carmo, 
para que, seguindo fielmente os seus exemplos 
sirvam a vossa Igreja 
com a oração e com obras dignas de Vós.


Fonte: http://www.carmelitas.pt/site/santos/santos_ver.php?cod_santo=36

*Texto enviado pela Comissão de Espiritualidade OCDS

segunda-feira, 13 de novembro de 2017

“Para que louvar os santos e rezar pelos defuntos?De que lhes importam as glórias terrenas”(São Bernardo)




14 de Novembro dia de Todos os Santos Carmelitas 
  

 Mês de Novembro está marcado com datas em nosso calendário Católico e Carmelitano com datas que nos fazem elevar e voltar nossos pensamentos para nossa Pátria definitiva, a Pátria celeste !A Jerusalém do alto! Estão presentes as comemorações dos beatos, beatas, bem aventurados ,santos e santas da nossa ordem que viveram o mistério da presença do Divino na alma e foram verdadeiros adoradores em Espírito e em verdade  da Santíssima Trindade ,louvor de glória do  Altíssimo e autênticos discípulos de Cristo .



Beata Josefa Naval Guirbés
6 de Novembro



Beato Francisco Palau y Quer
7 de Novembro



 Santa Elisabete da Trindade
8 de Novembro 

Celebramos no dia 1° de Novembro a Solenidade de Todos os Santos em seguida, 06 (seis ) de Novembro  o Beato Lucas de São José e mártires, Beato Eufrásio do Menino Jesus, Beata Josefa Naval Girbés , dia 07 (sete) de novembro Beato Francisco Palau y Quer,08 de novembro Santa Elisabete da Trindade 14 de novembro Festa de Todos os Santos Carmelitas 19 (dezenove) de Novembro São Rafael Kalinowiski, presbítero e 29 de novembro Beatos Dionísio da Natividade e Redento da Cruz .








Nossa Senhora do Carmo e as almas do purgatório


Celebramos também todos  os fiéis defuntos no dia 02 de Novembro e 15 de Novembros os fiéis defuntos da Nossa Ordem.

Para os Santos e defuntos de que servem as nossa glórias, louvores e orações ?Por que celebrar suas memórias?Que lhes importam as glórias terrenas ?Já indagava São Bernardo.
A memória dos nossos entes queridos ,defuntos em geral e irmãos de ordem deve ser celebrada não apenas com saudosismo mas com reverência , AMOR e sufrágio. Rezar por uma pessoa é gesto de amor assim como a saudade é um tipo de amor. A igreja militante nós hoje seremos também um dia  parte da Igreja Padecente ou Gloriosa. Lucrar as indulgências  oferecidas pela Igreja  durante essa época do ano em Sufrágio das almas também faz parte dos nossos deveres de cristãos e carmelitas.Em nossas Constituições  está previsto o “Sufrágio das almas dos fiéis defuntos carmelitas de cada comunidade ”Artigo 58 ,C.A morte no sentido ontológico da não existência nos mostra que o ser humano tem alma imortal porque tem medo do não existir .Mas fomos feitos para ser eternos. Edith Stein “A temporalidade deve ser experimentada como a maneira que o finito alcança a sua participação no Eterno.”






"Se há um corpo animal há também um espiritual.”(Corintios 15).E como irmãos da Bem- Aventurada Virgem Maria devemos rezar por nosso irmãos que nos precederam Ela é para a Igreja Padecente , a mãe de Misericórdia que passa pelo Purgatório para Consolo das Almas.Podemos ser seus colaboradores.No Catecismo da Igreja Católica N°958 " A nossa oração por eles não só os ajuda ,mas também pode tornar eficaz a sua intercessão em nosso favor.”









Quantos aos Santos para que louvá-los?A morte de Jesus Cristo como Primícia ,vitória e sacramento nos trouxe a imortalidade das  nossas almas. Nosso modo viver e pensar deve ser, portanto, voltado para o pensamento no Divino. Devemos buscar a intima união com Deus e afastarmo-nos das nódoas do pecado que mancham nosso corpo terrestre. Na Assembléia Celeste já estão aqueles que lavaram seus pecados e imperfeições no sangue do Cordeiro.





Um dia também nós gozaremos da Companhia dessa Assembléia Celeste!Seremos seus concidadãos !Em companhia dos bem aventurados, dos patriarcas,dos profetas, apóstolos, mártires, confessores e Virgens.Eles esperam e torcem por nós! Busquemos as realidades celestes tenhamos gosto pelas coisas do alto.Desejemos estar com Aqueles que nos desejam.Busquemos a companhia dos Santos  e também a sua suprema Felicidade o gozo eterno .







Desejemos por sua intercessão vencermos a nossa luta carnal contra os vícios,pecados,fraquezas e imperfeições."Como já refletimos a imagem do homem terrestre  assim também refletiremos a imagem do homem celeste.”Carta de São Paulo aos Coríntios 15,35).

CONGRESSO DE ESPIRITUALIDADE EM SÃO LEOPOLDO-RS


A Província Nossa Senhora do Carmo dos Frades do Carmelo Descalço realizou de 02 a 06/10/2017 no CECREI - Centro de Eventos Cristo Rei, na cidade de São Leopoldo-RS, o Congresso de Espiritualidade da CICLA (Conferência Interprovincial dos Carmelitas Latino-Americanos), que teve como tema "O Magistério Espiritual do Papa Francisco - Espiritualidade da Alegria e do Compromisso: É tempo de caminhar".

O Presidente da OCDS Luciano Dídimo foi o único representante do Carmelo Secular da Província São José.

O congresso foi dividido em duas partes, sendo a primeira com o tema: A SITUAÇÃO ATUAL DA ESPIRITUALIDADE, e a segunda LAUDATO SI, AMORIS LETITIA E O CARMELO.

Após a missa de abertura do Congresso, a qual foi concelebrada por nosso Delegado Provincial Frei João de Deus,  Frei Marcos Juchem, ocd, Provincial da Província Nossa Senhora do Carmo deu suas palavras de boas vindas. Em seguida, Frei Francisco Javier Mena, Definidor para a América Latina e Caribe, fez a apresentação do Congresso.

A primeira palestra teve como Tema: "Raízes da pastoral e da teologia do Papa Francisco na Teologia do povo"e foi proferida pelo teólogo jesuíta argentino P. Juan Carlos Scannone, SJ. A partir do Concílio do Vaticano II que definiu a Igreja como "Povo de Deus", a teologia do povo estuda as relações entre o povo de Deus e os povos da Terra.

Na sequência na parte tarde o mesmo palestrante prosseguiu com o tema "O desafio de uma espiritualidade missionária". À noite, os congressistas fizeram a visita ao Mosteiro das Monjas Carmelitas de São Leopoldo, que receberam a todos com imensa alegria e um delicioso lanche.

No dia 04/10, Frei Milton Mouhthon Altamiranda, ocd, ex- Provincial da Colômbia, nos falou sobre "A mundanidade espiritual que asfixia o ar puro do Espírito". O mundanismo espiritual, que se esconde por detrás de aparências de religiosidade e até mesmo de amor à Igreja, é buscar, em vez da glória do Senhor, a glória humana e o bem-estar pessoal. Na sequência Frei Gilmar Zampiere, OFMcap falou sobre "Laudato si: o significado da criação como parte da família humana. Apontamentos para uma espiritualidade ecológica".

À tarde Frei Carlos Susin, OFMcap discorreu sobre "Grandes linhas da realidade social e eclesial na América Latina: chaves para um discernimento evangélico", e na sequência Frei Antonio Barrios, ocd, proferiu palestra sobre "Laudato si a partir do Cântico Espiritual de São João da Cruz".

No terceiro do dia do congresso P. Marcos Sandrini, SDB, salesiano, em sua conferência "Amoris Laetitia: uma espiritualidade encarnada na comunhão familiar",  falou sobre a família e levou várias pessoas para testemunharem suas diferentes realidades familiares.

Em seguida Frei Eugênio Sainz de Baranda, ocd, abordou o tema "O desafio da vida consagrada no pensamento do Papa Francisco". Frei Eugênio é carmelita espanhol,  com 60 anos de sacerdócio, sociologo, atualmente está na Bolívia. Ja foi provincial em Burgos e Presidente da Conferência Internacional de Vida Consagrada.

Na parte tarde, os membros participantes do Congresso foram levados em 3 ônibus fretados para um tou pela cidade de Porto Alegre, visitando a Catedra, a Igreja de Santa Teresinha dos Carmelitas e o Santuário XXXXX.

No último dia, 06/11 Frai Jorge Zurek, ocd, frade carmelita colimbiano, discorreu sobre "Convergências do magistério teresiano-sanjuanista no magistério do Papa Francisco". O palestrante falou sobre a cultura de encontro e reconciliação do Papa Francisco e a influência que vem exercendo nesse sentido na Colômbia, especialmente por ocasião de sua visita ao país. Fez um comparativo com Santa Teresa, no ambiente que ela vivia e sua atitude diante das estruturas da época, ressaltando a importância de Teresa ter se manifestado em seu tempo, sendo valente, com olhar critico da sociedade espanhola. Fez ainda um comparativo com João da Cruz, que suportou o cárcere com paciência, que perdoou seus algozes, colaborou com a reforma, e que exerceu cargos administrativos. Logo sua espiritualidade se adapta a todas as situações da vida. Cultura de reconciliação e encontro.

Finalizando o congresso, Frei Agusti Borrel, ocd, Vigário Geral da Ordem proferiu a última palestra falando sobre o "Documento Capitular 'É tempo de Caminhar', um programa de renovação para o Carmelo Teresiano. Ele ressaltou que a Ordem precisa estar aberta à renovação, dar novas respostas a novos problemas e não se prender a estruturas obsoletas. Por isso os frades estão empenhados em estudar, revisar e atualizar suas constituições. O sexênio anterior foi preparatorio para o 5o centenário de Santa Teresa. Para este sexênio se recomenda o estudo da identidade para que possibilite sua renovação e inserção na realidade, devendo observar o que a humanidade pede hoje a fim de verificar a direção que devemos avançar, traçando objetivos e estratégias para alcança-los. Frei Agustí falou também dobre a vivência comunitária, que combate o individualismo e egoísmo, dando sentido de pertença, construção de algo em comum. Com relação ao relacionamento fraterno na comunidade os problemas detectados hoje são: ativismo, individualismo, falta do sentido de pertença.

O segundo ponto abordado pelo Vigário Geral foi a identificação pessoal com o carisma. Cada um deve se apropriar do carisma. Não é questão de observância mas de interiorização. Sentir a alegria da vocação carmelitana. Para a renovação é necessário a conversão do coração, não adianta apenas mudar formas, linguagens e estruturas se não houver uma reforma interior. Elementos importantes na proposta de renovação: releitura das constituições pessoal e comunitariamente para nos questionarmos se estamos vivendo aquilo que está no texto. O texto das constituições é um mapa, um navegador que precisa ser atualizado porque os caminhos vão mudando com o tempo. É como um GPS que precisa ser atualizado constantemente. Como família carmelitana precisamos avançar juntos no processo de renovação. É tempo de caminhar com determinada determinação de não parar jamais! 

Em suas considerações finais o Definifor Frei Javier Mena encorajou a todos a seguir caminhando em sintonia com as propostas da Igreja e do Papa Francisco! Somos parte de uma nova eclesialidade que o Espírito suscita através do Papa Francisco.


Missa de abertura do Congresso

Com os irmãos carmelitas seculares da Argentina e do Uruguai


Frei Fritz, Frei Luciano, Frei João de Deus e Frei Francinaldo

Na abertura, Frei Marcos Juchem, Frei Agustí Borrel e Frei Javier Mena

Cerca de 150 participantes de diversos países da América Latina estiveram presentes

Pe Juan Carlos Scannonne, especialista em Teologia do Povo


Luciano Dídimo, Frei Javier Mena e Frei João de Deus

Centro de Eventos Cristo Rei, local do evento administrado pelos jesuítas

Luciano Dídimo

Visita ao mosteiro de São Leopoldo


Luciano, Frei Xavier (Sul), Frei Wilson e Frei João de Deus

Frei Carlos Susin, OFMcap,doutor em Teologia  pela Universidade Gregoriana de Roma

Frei Antonio Barrios, ocd, frade carmelita da Nicarágua

a
Apresentação de danças típicas gaúchas

Com Sidnei Santos, Presidente da OCDS da Província Sul e o pequeno Augusto

Missa do dia 05/10 de responsabilidade do Brasil, presidida por Frei Francinaldo

Frei Marcos Matsubara e Frei César Cardoso na música



Igreja Santa Teresinha, dos frades carmelitas

 Frei Agustí Borrel, Vigário Geral da Ordem, e Luciano Dídimo

Frei Javier Mena faz o encerramento do Congresso

Foto Oficial do Congresso de Espiritualidade
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