domingo, 21 de setembro de 2008

BARRO NAS MÃOS DO OLEIRO

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O divino Oleiro é o arquiteto de toda a criação.
Cada peça é cuidadosamente sonhada e projetada.
O barro disforme nas mãos do oleiro deixa-se transformar
numa obra original e irrepetível. O barro, por si só, não se transforma
em vaso, cântaro, pote, vasilha. A pessoa não pode, por suas
próprias forças, transformar-se e resgatar sua identidade.

O BARRO É ESCOLHIDO

Dentre duzentos tipos de barro conhecidos,
somente oito servem para fazer vasos.
O divino Oleiro escolhe o barro. Se você é escolhido por Deus,
isso significa que você é um barro bom e que o divino Oleiro deseja
fazer de você uma obra de arte.

O BARRO É CURTIDO

O barro é escolhido e deixado de lado para repousar por um tempo.
Ele deve ser curtido com a finalidade de criar maior liga.
Quanto maior o vaso, mais longo é o tempo do curtimento.
A fase do curtimento em sua vida pode significar o silêncio do divino Oleiro.
Parece que Ele fala com todo mundo, menos com você.
Esta fase depende do tipo de vaso que o divino Oleiro quer fazer.

O BARRO É PRENSADO

Depois de superada esta fase, o barro necessita ser prensado
para que o ar, as pedras, as raízes e as impurezas sejam retirados,
formando uma massa consistente.
Pode ser angustiante ser prensado sem entender o porquê e nem o para quê.
Deus permite que você seja humilhado,
pisado para poder tirar todo orgulho, vaidade ...
Parece que todos falam mal de você, ninguém o entende, julgam suas atitudes ...
Sem a presença do Espírito Santo, sem a humildade,
sem a disponibilidade, sem a fé e confiança o "vaso" fica inconsistente.

O BARRO É MODELADO

Chegou a hora decisiva: um punhado de barro nas mãos do oleiro vai ganhar a forma desejada.
É o momento da entrega total. Ele é colocado sobre a roda de moldar.
Deixa-se modelar: de barro a vaso.
Esta atitude requer abrir mão de todos os caprichos, ambições
e permitir que o Oleiro modele o barro segundo Sua sabedoria.
O oleiro não retira o olhar da obra que está construindo.
Nada desvia sua atenção. Inicia a obra com leves toques periféricos regados com água.
Depois, decididamente, rasga o barro, abrindo espaço no interior
para trabalhar o vaso como havia concebido no coração.
Após a obra concluída, pára e contempla.

O VASO MODELADO FICA EM REPOUSOO vaso depois de concluído
necessita de alguns dias de repouso,
preparando-se para enfrentar o calor do fogo que o tornará consistente.

O VASO VAI AO FORNO

Com cuidado o oleiro leva o vaso para o forno para ser temperado.
O fogo abrasador leva-o ao seu limite de resistência.
Sente o calor permear cada fibra.
Somente o vaso que suportar o calor no forno está hábil para cumprir sua tarefa.

O VASO É PROVADO

O oleiro retira cada peça do forno e verifica a sua capacidade de resistência,
dando-lhe um peteleco. O som emitido é a prova.
Se o som é chocho voltará ao forno, porque ainda não está pronto,
mas se ele “cantar” é porque está apto para seguir seu destino.

O VASO É DESTINADO

Quando o “vaso” está pronto, o divino Oleiro o enche do Seu Espírito
e o envia a ser “vaso de benção”
a quem encontrar no caminho.

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