domingo, 27 de janeiro de 2008

COMO DEUS ME CHAMOU AO CARMELO - MARIA APARECIDA

O que me levou ao Carmelo com certeza foi o imenso amor de Deus por mim. Estava passando por momentos difíceis e uma amiga me incentivou a começar uma novena participando da missa durante nove dias. Como trabalhava à tarde, combinamos de ir a uma igreja perto de meu bairro, onde a missa era celebrada bem cedinho. Fui e gostei muito, mas a minha amiga, como preferia e ainda prefere levantar mais tarde, sugeriu-me que fossemos ao Carmelo, porque lá a celebração iniciava à 07:30h. Apesar de não gostar da idéia, aceitei, afinal, ela estava fazendo a novena comigo somente para me ajudar. No outro dia, estava eu na porta da casa dela, mas cadê a minha amiga? Nada de aparecer. Então, muito brava decidi ir ao Carmelo sozinha mesmo, porque não queria interromper a novena.
Chegando lá, tive dificuldade em encontrar a capela. O Carmelo estava ainda em construção e ao entrar naquela minúscula capela, que funcionava provisoriamente em um cômodo no fundo da construção, senti uma paz tão grande e uma vontade de ficar ali bem quietinha. No entanto, uma irmã me chamou e pediu para que eu acendesse as velas da coroa do Advento. Participei da missa e gostei demais. No outro dia voltei lá novamente. No final da missa, duas irmãs me chamaram na grade e perguntaram qual era a minha vocação e eu, sorrindo, disse que era casada. Elas olharam uma para a outra e disseram: que pena achamos que você era vocacionada. No primeiro momento, achei graça, mas como estavam certas, eu realmente era vocacionada, mas ao Carmelo Secular.
Desse dia em diante não parei mais, fiz amizade com as irmãs, e ainda não sabia que tinha ordem secular. Comecei a ler livros carmelitanos e o primeiro foi “História de uma Alma”, fiquei encantada com aquela santinha. E depois me deram “Castelo Interior ou Moradas”, e fiquei extasiada e para sempre apaixonada por aquela mulher. Através dos livros de Santa Teresa encontrava respostas para as minhas dúvidas, incertezas, e como disse Edith Stein, “nela encontrei a Verdade”. Um belo dia ao ler “O Mensageiro de Santa Teresinha”, li uma reportagem na qual falava que era possível ser carmelita sem ser monja e então fui perguntar às irmãs como era isso. Posteriormente a madre me convidou para entrar na Ordem e eu estou até hoje e pretendo ficar até quando Deus quiser.Amo o Carmelo, amo a Ordem, e agradeço imensamente a Deus e à minha amiga que sem querer me levou até esta família onde tenho a maior alegria de fazer parte.
Maria Aparecida
(OCDS de Franca-SP)

Um comentário:

Rose Lemos OCDS disse...

querida AMIGA, obrigada pelo seu exemplo de perseverança e amor.
Seu testemunho de Filha de Santa Teresa sempre fará com que eu me lembre como vale a pena ser Carmelita.

beijo

Rose

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